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Garcez: Marina criaria muitos precarizados e descartáveis

19 de setembro de 2014 às 21h16

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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

“Marina, a candidata anti-trabalhadores: quer Justiça do Trabalho enfraquecida, direitos precarizados e terceirização irrestrita; ataca o movimento sindical; seus conselheiros são de direita”

por Maximiliano Nagl Garcez, em seu blog

Apesar das idas e voltas das declarações da Marina Silva, não resta a menor dúvida que se trata de uma candidatura claramente contrária aos interesses dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiras. Veremos porque isso é tão evidente nas próximas linhas.

1. Programa de Marina Silva defende com unhas e dentes a terceirização ampla e irrestrita

Em artigo publicado no Diap (leia íntegra aqui) e em páginas de diversas entidades de movimentos populares e entidades sindicais, eu já havia denunciado a grave defesa que Marina faz da terceirização. Segue breve síntese (a análise completa está no link acima).

Ao pesquisar a palavra “terceirização” no Programa da candidata Marina Silva, li com extrema preocupação os trechos abaixo (íntegra disponível em http://marinasilva.org.br/programa/, que são muitíssimos parecidos com as propostas mais reacionárias e conservadoras existentes hoje no Brasil visando prejudicar os trabalhadores (como por exemplo o nefasto PL 4.330):

Página 75: “…terceirização de atividades leva a maior especialização produtiva, a maior divisão do trabalho e, consequentemente, a maior produtividade das empresas. Com isso, o próprio crescimento do setor de serviços seria um motor do crescimento do PIB per capita. Ambas as explicações salientam o papel do comércio e serviços para o bem-estar da população. Mesmo assim, o setor encontra uma série de entraves ao seu desenvolvimento. Há no Brasil um viés contra a terceirização, e isso se traduz bem no nosso sistema tributário, que impõe impostos como ISS e ICMS — em cascata ou cumulativos — em transações que envolvem duas ou mais empresas. A consequência: algumas atividades que poderiam ser terceirizadas por empresas acabam realizadas internamente, em prejuízo da produtividade, porque essa forma de tributação eleva os custos e tira a vantagem da operação.”

E ainda que o trecho acima ainda fosse suficientemente claro, logo à frente fica ainda mais evidente a defesa escancarada da terceirização (contra a qual o movimento sindical e várias entidades da sociedade civil organizada vem lutando):

Página 76: “Existe hoje no Brasil um número elevado de disputas jurídicas sobre a terceirização de serviços com o argumento de que as atividades terceirizadas são atividades fins das empresas. Isso gera perda de eficiência do setor, reduzindo os ganhos de produtividade e privilegiando segmentos profissionais mais especializados e de maior renda. O setor de serviços é mais penalizado por esse tipo de problema, ficando mais exposto à consequente alocação ineficiente de recursos com perda de produtividade.”

Segue a péssima proposta da candidata, também à pág. 76: “Disciplinar a terceirização de atividades com regras que a viabilizem, assegurando o equilíbrio entre os objetivos de ganhos de eficiência e os de respeito às regras de proteção ao trabalho.”

Qualquer trabalhador ou sindicato que conheça o mundo do trabalho sabe que viabilizar a terceirização em todas as atividades de uma empresa, sem qualquer limite, por definição significa um enorme desrespeito “às regras de proteção ao trabalho”, como podemos ver em detalhes no artigo disponível no site do Diap.

2. Marina defende o enfraquecimento da Justiça do Trabalho

O programa de Marina claramente defende o enfraquecimento da Justiça do Trabalho. Vejamos o seguinte trecho:

“O novo modelo diminuiria o papel do Estado na solução dos conflitos trabalhistas coletivos e a Justiça do Trabalho se limitaria à nova função de arbitragem pública. Por outro lado, ao Estado caberia dotar as representações de trabalhadores, inclusive judiciais, para a plena efetividade de seus direitos. Embora não creiamos que a reforma resultaria num modelo ideal, não é demasiado concluir que nosso Direito do Trabalho daria passo importante para democratizar as relações de trabalho e dar maior efetividade aos direitos trabalhistas e à segurança jurídica, indispensável aos investimentos.”

Ora, esvaziar a Justiça do Trabalho serviria para premiar quem pretende burlar a legislação trabalhista e tributária (não é à toa que Itaú e Natura são réus em milhares de ações trabalhistas todos os anos).

Os conflitos sairiam da Justiça do Trabalho para prioritariamente serem dirimidos entre os empregadores e os sindicatos. E, convenientemente, com a terceirização irrestrita defendida por Marina, na prática seria o próprio empregador que escolheria qual sindicato representaria os trabalhadores. Conveniente para os maus empregadores, não?

O que na verdade defende Marina e sua equipe econômica ultra-conservadora é um enorme estímulo ao descumprimento dos direitos trabalhistas, e à prática das terceirizações irrestritas, como vimos acima.

Se já não bastasse a odiosa “criatividade” utilizada por parte dos devedores na Justiça do Trabalho para ludibriar os credores e o próprio Judiciário, vem Marina defender o próprio esvaziamento da Justiça do Trabalho. Esquece Marina da razão de ser da própria Justiça do Trabalho, que não trata de autor e réu com paridade de armas, mas de dois sujeitos em situação extremamente desigual:

“Nossa Constituição vigente o enuncia numa síntese cristalina, com que encabeça a relação dos direitos e obrigações coletivos, em seu art. 5º: “todos são iguais perante a lei”. Para alcançar toda a profundidade desse axioma no processo, é preciso entender que sua virtude não se abriga na obviedade de dar o mesmo tratamento aos que já são iguais, mas diversificá-los diante dos desiguais, de modo a igualá-los perante o direito. O Direito Processual do Trabalho, dentro do qual se põem em confronto indivíduos cruelmente desigualados por sua condição econômica e, conseqüentemente, social, é campo fértil para sua aplicação. Podemos vê-lo na regra de reconhecimento ao leigo da capacidade postulatória (CLT, art. 791); que favorece com a assistência judiciária gratuita o hipossuficiente econômico (Lei n. 5.584/70); que estabelece a presunção absoluta de miserabilidade jurídica ao trabalhador remunerado com até duas vezes o valor do salário mínimo (CLT, art. 789 § 9º); que faculta ao juízo a instauração ex officio da instância executória trabalhista (CLT, art. 878, c.c. Lei n. 5.584/70, art. 4º).” PINTO, José Augusto Rodrigues. Processo do Trabalho e Constituição. In: Constituição e Trabalho. Manoel Jorge e Silva Neto (Coord.). São Paulo: LTr, 1998, p. 112.

Não se pode permitir que o trabalhador não mais possa postular seus direitos perante a Justiça do Trabalho. Admitir o que defende Marina equivale a ignorar o princípio da proteção do hipossuficiente, e estimular o enriquecimento sem causa do empregador inadimplente.

Fazemos nossas as palavras de Pedro Paulo Teixeira Manus: “Situamo-nos no rol dos que entendem que o Direito Processual do Trabalho deve colocar-se como protecionista em relação ao empregado, sob pena de, em inúmeras situações, tornar letra morta a proteção conferida pelo Direito do Trabalho.” (Despedida Arbitrária ou sem Justa Causa. São Paulo. Malheiros, 1996. p. 106-7).

O art. 5º, inc. XXXV, da Constituição Federal assegura o direito de ação. No entanto, o acesso à justiça não se limita à mera possibilidade em tese do ajuizamento da ação. Para garantir efetividade a tal dispositivo constitucional, exige-se que o cidadão possua condições reais de ingresso em juízo, e de ter sua pretensão devidamente atendida (o que significa, necessariamente, que exista uma Justiça do Trabalho de verdade, e não apenas um local para arbitragem pública).

Aprovar o que pretende Marina significaria concordar com a frase irônica – e infelizmente muitas vezes correta – do jurista inglês James Mathew: “a Justiça está aberta a todos, como o Hotel Ritz” (“Justice is open to all, like the Ritz Hotel”).

Há que se rejeitar a proposta de Marina Silva. Ao contrário do que ela defende, deve-se garantir o acesso do trabalhador à Justiça mediante a efetiva prestação jurisdicional. E o art. 5º, inc. XXXV, da Constituição Federal assegura o direito de ação.

Segundo Rudolf Von Ihering, “o Direito não serve, senão para se realizar. Então, não lhe basta uma pretensão normativa, é preciso que se lhe dê efetividade social.” E retirar a efetividade social é da Justiça do Trabalho é o que infelizmente defende Marina Silva.

Suas propostas consistem em grave retrocesso, e na contra-mão da tentativa de tornar mais ágil e efetiva a Justiça do Trabalho, e não de esvaziá-la.

O que se pretende neste breve artigo é tentar viabilizar a aplicação do conhecimento jurídico na realidade social, tendo em vista os enormes riscos a que estão submetidos os trabalhadores com Marina Silva (e também Aécio): “A ciência jurídica de nosso tempo abriu-se para a análise da vida concreta e da incidência de normas e soluções nas relações concretas da vida social”, conforme lição de meu saudoso professor Francisco Muniz, em tese que apresentou contra a ditadura militar durante os anos de chumbo da ditadura (LIRA, José Lamartine Corrêa de Oliveira; MUNIZ, Francisco José Ferreira. O estado de direito e os direitos da personalidade. Tese apresentada na VII Conferência Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil. Revista dos Tribunais, São Paulo, v. 532, p. 14, fev. 1980).

3. A desregulamentação defendida por Marina (e também por Aécio Neves) seria trágica para os trabalhadores. Marina e Aécio estão errados: a flexibilização dos direitos trabalhistas não gera empregos

Conforme aponta Magda Biavaschi, o programa de Marina na página 240 claramente defende a desregulamentação dos direitos trabalhistas, pois “diz que a reforma sindical não se pode limitar a introduzir a “livre negociação” afirmando: …parece inadequada a reforma trabalhista que vise só à desregulamentação pura e simples do mercado de trabalho sem estabelecer condições para que a negociação coletiva, entendida agora como fonte de normas e condições de trabalho seja maior. Ou seja, admite a desregulamentação, a qual, no entanto, enfatiza que não pode ser pura e simples, mas acompanhada de outros elementos que a seguir enuncia”.

Convém lembrar que Marina cita frequentemente o “professor Giannetti”, cotado para ser seu Ministro da Economia caso seja eleita, o que seria terrível para os trabalhadores.

Recentemente, citou Marina a necessidade de “atualizar a CLT” (ou desregulamentar, como está com todas as linhas em seu programa, como vimos acima):

“Citando “o professor Gianetti”, chefe de sua equipe econômica, candidata do PSB promete “atualizar” a Consolidação das Leis Trabalhistas; Marina Silva não explicou, porém, qual será o sentido a mudança; “Ainda não temos essa resposta”, disse ela em encontro com empreendedores, em São Paulo; pelo manual ortodoxo de Eduardo Gianetti, garantias trabalhistas são um peso para o desenvolvimento”.

O mecanismo apresentado por Marina Silva (e também por Aécio Neves, como é evidente ante a tragédia que foi para a classe trabalhadora o PSDB no poder no Governo FHC, e ante o que Aécio fez em Minas Gerais) é claramente de cercear os direitos trabalhistas, utilizando um falso dilema: o binômio defesa dos direitos trabalhistas, e, em conseqüência, o suposto recrudescimento do desemprego versus a flexibilização e supressão dos direitos trabalhistas, que trariam o desenvolvimento econômico, o aumento da competitividade e a geração de empregos.

Tal “dilema” é resultado de mentiras repetidas à exaustão pela grande mídia. A empresa, para ser eficiente, não precisa necessariamente da redução dos direitos trabalhistas e do poder para oprimir o trabalhador do modo que bem entender. A flexibilização laboral visa efetivamente permitir que as empresas possam contratar mais empregados? De que modo sentido a adequada tutela dos direitos trabalhistas prejudicaria o desenvolvimento econômico da empresa e do Brasil?

O que vimos durante os Governos Lula e Dilma em nosso país é exatamente o contrário. Por exemplo: a política de aumentos reais do salário mínimo serviu para incrementar o consumo das famílias e por conseguinte acelerar o desempenho da economia, gerando mais empregos. E foi principalmente a força do mercado consumidor interno que permitiu ao Brasil sair da grave crise internacional de 2008 de modo muito mais rápido e menos doloroso do que os países que adotavam à época o receituário neoliberal.

Não há qualquer estudo que demonstre a correlação entre flexibilização de direitos laborais e aumento no número de postos de trabalho. O exemplo histórico de países como o Brasil nos anos FHC, durante o governo PSDB, bem como a Argentina e a Espanha, que também implementaram reformas em sua legislação trabalhista nos anos 90, com ênfase no trabalho temporário e precarizado, é evidência do contrário.

Tais países instituíram em seus ordenamentos jurídicos diversas formas de precarização das condições de trabalho e redução dos seus custos; seus resultados foram um incremento radical da rotatividade de mão de obra e uma substituição da modalidade contratual de tempo indeterminado pela temporária. Tais medidas fracassaram e a taxa de desemprego manteve-se num patamar altíssimo.

Destaco que tal proposta flexibilizante de Marina e Aécio não leva em consideração o espaço público no qual se apresenta vinculante a pauta de valores e princípios constitucionais de nossa República.

Cabe salientar também que “… uma troca compensatória é injustificável quando um grupo de pessoas colhe os benefícios e outro grupo arca com o ônus.” (MACPHERSON, Crawford Brough). Esta é a situação da dicotomia direitos trabalhistas x moderna administração empresarial: por meio do falso dilema proposto pelos empregadores, sacrifica o obreiro seus direitos históricos, em troca do aumento dos lucros do empregador.

4. Marina e sua equipe demonstram profunda aversão ao movimento sindical e aos trabalhadores

Além dos fortes ataques que mostramos acima de Marina aos trabalhadores, nos últimos dias algo sintomático aconteceu.

Conforme descreve Paulo Moreira Leite, na reportagem “A banqueira, a professora e o sindicalista”, Neca Setúbal, a principal “mentora” e financiadora de Marina, utilizou a expressão sindicalista como se isso fosse uma ofensa:

“Neca Setúbal: Como Lula, Marina é uma pessoa do povo mas seguiu por outro caminho. Escolheu a educação, sempre valorizou a educação, conseguiu formar-se professora, enquanto Lula escolheu ser um sindicalista.”

Pois é, meus amigos. Enquanto Lula “escolheu” ser sindicalista, Marina “sempre valorizou a educação.” Lembra o tempo em que diziam que Lula não tinha diploma?”

Além disso, o “professor Giannetti”, como vimos anteriormente, já defendeu diversas vezes a desregulamentação dos direitos dos trabalhadores.

Esquece Marina Silva e sua equipe a importância do movimento sindical para a democracia e para o conjunto da população.

Não foi à toa que a Constituição Federal de 1988 garantiu poderes significativos (infelizmente nem sempre utilizados) aos sindicatos. O constituinte reconheceu no sindicato um importante instrumento de democratização, de inclusão social e de elevação da condição da classe trabalhadora. O movimento sindical é parte estruturante e relevante do Estado Democrático de Direito.

No entanto, há por parte de setores da grande mídia (e da campanha de Marina Silva, por eles apoiada) uma campanha permanente de ataque aos movimentos populares, e em especial às entidades sindicais.

Um exemplo lamentável foi a capa da revista britânica The Economist (bastião do neoliberalismo mundial) de julho de 2011 (http://www.economist.com/node/17851305/), demonizando os sindicatos do setor público.

Tais agressões injustificadas ao movimento sindical de Marina Silva e de sua equipe não são gratuitas. Devem-se ao fato de que graças ao movimento sindical e ao conjunto dos movimentos populares é que tem sido possível resistir no Brasil à implementação de um agressivo projeto neoliberal, desejado de modo indisfarçável por diversos setores da grande imprensa e da campanha de Marina Silva.

Por isso, é necessário lembrar permanentemente à sociedade brasileira, seja por meio das mídias alternativas e sindicais ou pela própria mídia convencional, que foi graças ao movimento sindical e ao instituto da greve que hoje possuímos no Brasil e em boa parte do mundo:

· a limitação por lei da jornada de trabalho;

· descanso aos domingos e feriados;

· férias;

· intervalos para descanso e repouso;

· salário mínimo;

· Seguridade Social;

· décimo-terceiro salário;

· proibição do trabalho escravo e do trabalho infantil;

· seguro-desemprego;

· jornada de 8 horas diárias e direito a hora extra;

· e que muitas conquistas da população, como o SUS, o direito a educação pública e gratuita, e o próprio direito ao voto e à democracia foram em parte fruto da luta do movimento sindical.

5. Conclusão: Marina é uma série ameaça aos trabalhadores, aos sindicatos e até mesmo à competitividade da economia brasileira

Não se pode tratar o trabalhador como uma mera peça sujeita a preço de mercado, transitória e descartável. Ao defender a desregulamentação dos direitos trabalhistas, a terceirização irrestrita, o enfraquecimento da Justiça do Trabalho e atacando os sindicatos, Marina Silva esquece dos princípios fundamentais de solidariedade e valorização humana, que a sociedade brasileira fez constar do documento jurídico-político que é a Constituição Federal.

A candidata Marina Silva, ao apresentar opiniões frontalmente contrárias aos trabalhadores, ameaça até mesmo a competitividade do Brasil, pois a implementação de tais temerosas propostas:

— criaria enorme quantidade de trabalhadores precarizados e descartáveis;

— aumentaria a desigualdade social;

— tornaria ainda mais frequentes os acidentes e mortes no trabalho;

— diminuiria o consumo;

— e por fim, prejudicaria não somente a produtividade e a economia, mas toda a sociedade brasileira.

(*) Advogado de trabalhadores e entidades sindicais. Diretor para Assuntos Legislativos da Associação Latino-Americana de Advogados Laboralistas (Alal). Mestre em Direito das Relações Sociais pela UFPR. Ex-bolsista Fulbright e pesquisador-visitante na Harvard Law School. Email: [email protected]

Leia também:

Sérgio Nobre: A Fiesp não é carona, é motorista da crise

O livro da blogosfera em defesa da democracia - Golpe 16

Golpe 16 é a versão da blogosfera de uma história de ruptura democrática que ainda está em curso. É um livro feito a quente, mas imprescindível para entender o atual momento político brasileiro

Organizado por Renato Rovai, o livro oferece textos de Adriana Delorenzo, Altamiro Borges, Beatriz Barbosa, Conceição Oliveira, Cynara Menezes, Dennis de Oliveira, Eduardo Guimarães, Fernando Brito, Gilberto Maringoni, Glauco Faria, Ivana Bentes, Lola Aronovich, Luiz Carlos Azenha, Maíra Streit, Marco Aurélio Weissheimer, Miguel do Rosário, Paulo Henrique Amorim, Paulo Nogueira, Paulo Salvador, Renata Mielli, Rodrigo Vianna, Sérgio Amadeu da Silveira e Tarso Cabral Violin. Com prefácio de Luiz Inácio Lula de Silva e entrevista de Dilma Rousseff.

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27 Comentários escrever comentário »

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Hugo

23/09/2014 - 12h52

É SEMPRE BOM LEMBRAR: http://vimeo.com/106070309

Responder

FrancoAtirador

23/09/2014 - 10h56

.
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Sondagem CNT/MDA
20-21/9/2014

ESPONTÂNEA (%)

DILMA VANA ROUSSEFF (PT) = 31,4 (+0,5)

MariNéca (REDE ITAÚ) = 23,0 (-2,8)

Aério Naves (PSDB) = 14,4 (+4,3)

Luciana Genro (PSOL) = 0,7

Everaldo (PSC) = 0,4

Outros = 0,7

Branco/Nulo = 7,0 (+0,8)

NS/NR = 22,4 (-3,3)
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CNT/MDA (20-21/9/2014):
(http://www.cnt.org.br/Imagens%20CNT/PDFs%20CNT/Pesquisa%20CNT%20MDA/Relatorio%20SINTESE%20-%20CNT%20SETEMBRO2014%20-%20R122%20-%20FINAL.pdf)

CNT/MDA (05-07/9/2014):
(http://www.cnt.org.br/Imagens%20CNT/PDFs%20CNT/Pesquisa%20CNT%20MDA/Relatorio%20SINTESE%20-%20CNT%20SETEMBRO2014%20-%20R121.pdf)
.
.
!!! DILMA VANA NO 1º TURNO !!!
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Responder

Tonho

23/09/2014 - 09h40

O grande problema é que as coisas não são tão simples. Se fossem, bastaria votar no melhor programa no primeiro turno (Luciana Genro), e no menos ruim no segundo turno (Dilma). Só que Dilma em 2010 dizia que “era um crime privatizar o pré-sal”. Três anos depois, ela cometeu esse crime usando o exército para reprimir que se opunha. Nada garante que o programa de Marina não seja apropriado por Dilma, que é muito autoritária com gente pobre e desarmada, mas muito dócil e servil com gente rica, poderosa e armada até os dentes. Para mim está muito difícil não votar nulo no segundo turno, porque tenho a sensação de estar apenas legitimando decisões que são tomadas nos bastidores e serão implementadas por qualquer uma das duas candidatas.

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Cláudio

22/09/2014 - 18h13

Com Dilma, a verdade vai vencer a mentira assim como a esperança já venceu o medo (em 2002 e 2006) e o amor já venceu o ódio (em 2010). ****:D:D . . . . ‘Tá chegando o Dia D: Dia De votar bem, para o Brasil continuar melhorando!!!! ****:L:L:D:D ****:D:D . . . . Vote consciente e de forma unitária para o seu/nosso partido ter mais força política, com maioria segura. . . . . ****:L:L:D:D . . . . Lei de Mídias Já!!!! ****:L:L:D:D ****:D:D … “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” *** * Joseph Pulitzer. ****:D:D … … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” *** * Malcolm X. … … … Ley de Medios Já ! ! ! . . . … … … …:L:L:D:D

Responder

O Mar da Silva

22/09/2014 - 11h44

Os ministros do TST foram seguros ao condenar – por maioria absoluta – a proposta de terceirização (PL 4330-A/2004). Marina vai precisar fechar o TST para fazer valer sua ‘nova política’

Aqui o link para a decisão do TST: http://s.conjur.com.br/dl/oficio-tst-terceirizacao.pdf

Responder

Pedro

21/09/2014 - 22h07

Resumindo: o Programa da Marina é aquilo que na Europa e nos Estados Unidos os ricos chamam de “austeridade”.

Responder

José Carlos Vieira Filho

21/09/2014 - 19h33

Empregados precarizados e terceirizados custam mais barato. E após o desmonte da economia proposto pela representante do State Department, não haverá a necessidade de mão de obra qualificada. É ferro no populacho!

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Nelson

21/09/2014 - 14h49

“E foi principalmente a força do mercado consumidor interno que permitiu ao Brasil sair da grave crise internacional de 2008 (…)”.

Apesar de alguns erros que dificultam um pouco a compreensão do mesmo, o texto é excelente. Porém, discordo, ainda que parcialmente, da frase acima.

O Brasil não saiu da crise mundial; ela segue aí a nos açoitar. O incipiente mercado interno, criado a partir dos programas de renda mínima e de valorização do salário mínimo, garantiu que os efeitos da crise se fizessem sentir com bem menor intensidade em nosso país.

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Almir

21/09/2014 - 08h25

FELIZ 2015 – Comecem a dar adeus a férias, 13º, hora-extra, adicionais, licença-maternidade… Quem trabalha no setor público também não escapará. Os neoliberais (Marina ou Aécio) prometem reduzir o “custo Brazil”, e vocês pagam a conta.

Responder

Marat

20/09/2014 - 21h45

Marina e sua equipe não passam de uns jecas que acham que arriar as calças para o Tio Sam levarão Brasil para a modernidade… Isso apenas é um FHCionismo um pouco modernizado, mas, no fundo, no fundo, eles desejam o mesmo… aquilo que a coitada da Monika Lewinsky ganhou…

Responder

Moraes

20/09/2014 - 20h34

 Aos gays: Amo vocês!
Aos pastores: Vamos acabar com essa sem-vergonhice!

 À galera das manifestações: Vamos acabar com a velha política de acordos
Aos “velhos políticos”: não se preocupem, o nosso barco tem lugar para os “bons” entre vocês. Vamos montar um comitê com vocês, para definir os bons.

 Aos ambientalistas: Nada de agrotóxicos e transgênicos
Aos fazendeiros: Nunca fui contra agrotóxicos e transgênicos, é lenda.

 Aos trabalhadores: A CLT é sagrada.
Aos empresários: Vamos flexibilizar a CLT

 Aos sem-terra: Terra com trabalho escravo vai ser destinada à reforma agrária
Aos latifundiários: Vamos rever o conceito de escravo. A partir de agora, só é escravo quem o patrão declara como escravo.

 Ás petroleiras internacionais: Vamos abrir o pré-sal para vocês
Ao publico brasileiro: O petróleo é nosso. Mais ou menos.

 Ao público: Neca é uma educadora.
À Neca: deposita mais 100 mil.

Responder

Polyana Maria Costa

20/09/2014 - 19h13

Quem acha que a Marina está porcima cuidado que o povo brasileiro vai ficar abaixo do chão, considerando o que li pela reportagem. Se liga eleitores. CUIDADO QUE VC PODE SER O PRÓPRIO DIABO.

Responder

Urbano

20/09/2014 - 12h56

Ou seja, o que sempre a oposição ao Brasil fez.

Responder

Almir

20/09/2014 - 09h44

“Melhorei de vida sim, mas foi graças ao meu esforço” – Ah é? Quer dizer que antes de 2003 você não se esforçava? Ou pior: esforçava-se pra cacete, mas de nada adiantava e só dava pra trás?

Responder

sergio

20/09/2014 - 02h27

Não precisa ser muito esperto para perceber que seria um governo FHC piorado.
Cruz credo, pé de pato, mangalô 3 vezes.

Responder

marcosomag

20/09/2014 - 01h14

Candidata Marina Silva = Jânio Quadros + Jim Jones + Boris Yeltsin.
Instabilidade política, fundamentalismo religioso e entreguismo aos EUA.
Nada poderia ser pior!
O Brasil não merece isso!

Responder

Antonio

20/09/2014 - 00h23

Eu penso que tem caroço debaixo desse angu.
Vejamos:
Marina mudou radicalmente suas opiniões sobre tudo que dizia acreditar;
As mudanças começaram quando ainda ministra, viajava para receber medalhas, comendas e salamaleques de todo tipo;
Quando ministra a área desmatada aumentou sendo motivo de críticas severas ao governo Lula;
Ainda ministra, fez o impossível para reter as licenças ambientais, cruciais para a construção de usinas elétricas que gerariam a energia que precisávamos;
Insistiu o quanto pode para que o governo assinasse o protocolo que considera a energia das hidrelétricas como energia não renovável;
Deixando o governo convidou e trouxe ao Brasil um cineasta elevado à categoria de ambientalista por um filme que ela dizia ser ecológico, para presidir conferências e dar palestras contra as usinas na Amazônia;
Fora do governo continuou a lutar contra usinas de eletricidade;
Candidata a presidente, seus ventrículos pregam a reversão do sistema de partilha e a retirada da lei que define em 60% a porcentagem de materiais e componentes fabricados no Brasil nos equipamentos que se destinam ao pré-sal;
Prega a terceirização da atividade fim nas indústrias precarizando as relações do trabalho, atendendo os sonhos dos industriais brasileiros e principalmente dos estrangeiros que teriam na prática mão de obra semi escrava;
Ela e seus ventrículos pregam a entrega do BC aos bancos retirando do governo o poder de definir nossas políticas públicas;
Sobre os demais pontos do seu governo palavras soltas ao vento ou posições dúbias. Exemplifico, uma sua auxiliar divulgou que no item afro, religião e cultura não há nada. Isto é poderá fazer de tudo caso vença, inclusive o que o Malafaia exigir.
Tem algumas semelhanças com Serra que não mostra seus diplomas, uma delas, recebeu uma fortuna por palestras que ninguém sabe quando, onde e para quem.
Recebeu uma dinheirama através do seu instituto e declara um patrimônio ridículo.
Tem caroço debaixo do angu!
Fico triste pela Erundina que embarcou nessa canoa jogando no lixo uma linda história!

Responder

    Nelson

    21/09/2014 - 14h34

    “Candidata a presidente, seus VENTRÍCULOS pregam a reversão do sistema de partilha”

    “Ela e seus VENTRÍCULOS pregam a entrega do BC aos banco”

    Perdão, meu caro Antônio, mas não quis escrever VENTRÍLOQUO?

Marat

20/09/2014 - 00h13

Ou seja, o “moderno” de Marina é aquilo que nossa classe média já faz há pelo menos 50 anos: Arriar as calças para o Tio Sam…

Responder

    Julio Silveira

    20/09/2014 - 07h49

    Temos que reconhecer a grande capacidade yanke de encontrar e colocar seus capitães do mato aqui no país em situações perigosas de poder para a cidadania autenticamente brasileira. No passado até golpe comprado conseguiram. Nos ultimos anos conseguiram instalar um completamente comprometido no mais alto posto, agora tentam enfiar dois para aumentar suas chances de poder. Ô paizinho insidioso.

    Antonio

    20/09/2014 - 10h58

    Não é o país, são algumas pessoas sem noção de cidadania que se rendem aos salamaleques e a algumas comendas, em geral também são do tipo “quero me dar bem”.
    No caso o se dar bem vem de longe, desde que o marido da Marina esteve envolvido em um certo transporte de toras de mogno.
    Uma estória nunca muito bem explicada.
    Não culpe o país pelo mal feito de alguns.
    Apesar deles o país avança e cada uma dessas pessoas passa pela vida e acabam na lata de lixo da história.

Antonio

19/09/2014 - 23h54

A candidata Marina que apresenta essas ideias e propostas é a mesma Marina do PT? Não é possível!
Fico pensando que nas viagens que fez como ministra para receber medalhas e comendas ela tenha sido substituída por um clone.
Também pode ter sido cooptada pelo sistema, mercado e ONG’s, isto é tornou-se um agente a serviço de outros países e interesses. Seria mais fácil do que produzir um clone!
Penso desta forma porque ALGUMAS pessoas que vem das camadas mais baixas de população, de repente, se veem tomadas por um deslumbramento pelos salamaleques que recebe. Outra hipótese é ter se vendido pura e simplesmente.

Responder

Márcio Gaspar

19/09/2014 - 23h11

Os bancos, maiores interessados na terceirização, já conseguiram muito no avanço da terceirização de serviços bancários quando a legislação foi flexibilizada, principalmente, em relação a pagamentos de títulos de cobrança e afins. Hoje você paga a sua conta de luz, telefone, água etc na lotérica, na farmácia, nos supermercados e nos correios. Com isso conseguiram diminuir em muito os seus custos e o número de funcionários. Tá aí os superlucros dos bancos que não deixem negar. Os serviços de call center os bancos também conseguiram diminuir, terceirizando-os para empresas que tem péssimas relações trabalhistas e pagam um salário de fome. Alguns serviços bancários não há, hoje, possibilidade de terceirização, pois a legislação vigente não permite, principalmente aqueles relacionados com a conta do cliente, aonde é necessário manter sigilo, e para isso a legislação obriga que quem tem que cuidar das contas dos clientes tem que ser funcionário do banco, não podendo ser terceirizado.

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Brancaleone

19/09/2014 - 22h11

Mesmo sendo direitaço assumidérrimo e orgulhoso disso, sou contra a terceirização, especialmente da atividade principal.
Criam-se legiões de funcionários sem raiz, sem vínculos com a empresa e isso a longo prazo causa problemas de qualidade de serviços e produtos. É ruim pros negócios.

Já com relação aos sindicatos e se a terceirização diminui o poder deles, dai sou a favor. A forma atual do sindicalismo brasileiro é duma pelegagem sem tamanho, dum balcão de negócios escusos só superado pela exploração da fé via igrejas.

O sindicalismo brasileiro é vergonhoso. Coisa de máfia mesmo.

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    Nelson

    21/09/2014 - 14h39

    A generalização é um dos piores erros que podemos cometer. Assim, não coloque todo mundo num mesmo saco, meu caro Brancaleone.

    Há muitos sindicatos e sindicalistas dignos de grande respeito.

José Ademar

19/09/2014 - 21h42

Mais um momento importante e que acho importantíssimo de se debater agora por parte dos blogueiros como o Azenha,Eduardo Guimarães,Rodrigo Vianna,Fernando Brito,Paulo Henrique Amorim,Altamiro Borges,O Cafezinho e cia,é como gira a roda da democracia,para não podermos deixar os coxinhas(boa parte deles) de junho e julho mais a Maria vai com as outras estragarem o país,nesse momento em que o sonho Marina Silva sonhatica e sem compromisso de ganhar as eleições de 2010 acabou,mas que parece tem gente que se nega a acordar do sonho que virou pesadelo,já que a Marina de 2010 nunca existiu pra valer.

Digo isso para que se comecem a debater como é que aqueles que criticam as alianças da presidente Dilma com Sarney,Collor e Renan Calheiros,por exemplo,explicam o fato de Marina Silva hoje ter no mesmo palanque Caetano Veloso,Gilberto Gil,Marcos Feliciano,Silas Malafaia,Pastor Everaldo e quem sabe até de Valdemiro Santiago,para todos verem como é fácil falar as coisas e cobrar e como são difíceis na prática a política no Brasil.

Todos nós lembramos que no começo ano passado na crise da Comissão de Direito Humanos da Câmara,todos pediam o Fora Felicianao!,inclusive Caetano Veloso,e na contra mão,Marina Silva defendendo Marcos Feliciano,dizendo que ele sofria preconceitos por ser evangélico.

Como disse acabou o sonho Marina Silva-A Moderna,já que a mesma virou um misto de pastor Everaldo(nas propostas) e Aécio Neves e os anos de 1999 a 2002 com suas receitas fracassadas e falidas que não deram certo a época.

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Fabio Passos

19/09/2014 - 21h37

marina representa o mais vulgar neoliberalismo.
Ataca todas as conquistas dos trabalhadores… e enche de privilégios os especuladores do mercado financeiro.

Tira as mãos do dinheiro suado do povo, sua fantoche dos banqueiros!

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