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Martín Granovsky: Contragolpe do Mercosul também terá efeitos políticos

publicado em 30 de junho de 2012 às 18:13

Internacional| 30/06/2012 | Copyleft

A carta venezuelana no Mercosul

A decisão sobre o ingresso da Venezuela como membro pleno do Mercosul excede em muito a crise paraguaia. Trata-se da terceira economia da América do Sul, fecha um bloco que articula o extremo sul com o extremo norte do continente e contribui para a solidez energética por seu caráter de membro da Organização de Países Exportadores de Petróleo. A data escolhida, 31 de julho, terá incidência política. Será difícil para a oposição venezuelana, na campanha eleitoral, atribuir a Hugo Chávez uma política de isolamento internacional. O artigo é de Martín Granovsky.

Martín Granovsky – Página/12, reproduzido na Carta Maior

Buenos Aires – Os membros plenos do Mercosul definiram algo que os presidentes do Brasil, da Argentina, do Uruguai e do Paraguai já tinham resolvido: fixaram uma data para a incorporação da Venezuela ao Mercosul como o quinto membro do grupo com todos os direitos e obrigações. A diferença é que, desta vez, o Paraguai não participou da decisão porque, justamente, teve suspensa parte de seus direitos e obrigações. Até então, o Senado paraguaio vinha freando a integração de Caracas.

Era a única das oito câmaras legislativas dos quatro membros plenos que se opunha à ratificação do acordo firmado pela presidência. Mas a decisão de agregar a Venezuela excede em muito a crise paraguaia.

Os dois maiores países da região, Brasil e Argentina, conceberam a entrada venezuelana durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Néstor Kirchner.

Trata-se da terceira economia da América do Sul, fecha um bloco que articula o extremo sul com o extremo norte do continente, contribui para a solidez energética por seu caráter de membro da Organização de Países Exportadores de Petróleo e não apresenta obstáculos comerciais porque não tem firmado nenhum tratado de livre comércio com terceiros países, como é o caso de Colômbia e Peru, entre outros, com os Estados Unidos.

A data escolhida, 31 de julho, já em plena presidência pro tempore do Brasil no Mercosul, terá incidência política.

A Venezuela adiantou dois meses as eleições presidenciais programadas inicialmente para dezembro e as realizará em outubro, ou seja, menos de três meses depois de sua entrada como membro pleno do Mercosul. Será difícil para a oposição venezuelana construir parte de sua campanha eleitoral querendo atribuir a Hugo Chávez uma política de isolamento internacional.

A proximidade entre o 31 de julho e as eleições de outubro fortalece Chávez politicamente. Mais ainda: em função do câncer, Chávez precisa realizar demonstrações de poder o mais perto possível das eleições. E um encontro internacional no Rio de Janeiro, com Dilma Rousseff como anfitriã, pode funcionar como um modo mais de construção política regional para o atual presidente venezuelano.

Não é que isso defina as eleições. Como ficou demonstrado, se ainda fosse preciso fazê-lo, pela crise paraguaia, as intervenções políticas externas podem ser preventivas ou dissuasivas só como acréscimo de uma realidade interna. O que manda é esta. Isso acaba de ser confirmado também pela solução da sublevação policial boliviana. Evo Morales, com poder político, decisão, apoio parlamentar e construção própria pode encontrar uma solução e negociar o fim do conflito.

Para Fernando Lugo, em troca, foi impossível frear a última tentativa de julgamento político e ele acabou destituído.

Uma teoria sobre a Venezuela é que Brasil e Argentina exercem tutela sobre Chávez, uma espécie de irmão menor desvairado que precisa do controle dos mais velhos. É certo que nenhum desses países tem simpatia, por exemplo, com os contatos da Venezuela com o regime iraniano. Mas nem Buenos Aires nem Brasília podem se intrometer nos assuntos internos da Venezuela.

Também é certo, ao mesmo tempo, que a integração gera laços capazes de mediar atitudes. Uma Venezuela mais conectada física, econômica e politicamente ao resto da América do Sul pode fazer com que seu governo pense mais antes de tomar certas decisões.

De fato, esse tipo de assunto costuma fazer parte das conversas íntimas e sinceras entre os presidentes. Antes, com Lula e Kirchner. Agora, com Dilma e Cristina.

Um papel chave será desempenhado por Alí Rodriguez, várias vezes ministro de Chávez, ex-secretário da OPEP e novo secretário da União Sulamericana de Nações, sucedendo um instável mandato da colombiana María Emma Mejía. Rodríguez disse ao jornal Página/12 que a América do Sul deve se unir em defesa de seus recursos naturais e em busca de maior desenvolvimento e de níveis mais amplos de justiça.

Ele está sendo assessorado na Unasul pelo argentino Rafael Follonier, que cumpriu as mesmas funções quando Kirchner mediou o conflito entre Colômbia e Venezuela, evitando uma guerra em 2010, e que mantém seu status de secretário de Estado na Casa do Governo argentino.

A América do Sul, pelo que se vê, ainda tem cartas para jogar em meio ao furacão da economia mundial. Tantas que sequer a deposição ilegal de Lugo e sua substituição por Federico Franco foram capazes de arruinar o jogo.

Tradução: Katarina Peixoto

PS do Viomundo: Se os golpistas paraguaios pretendiam bloquear indefinidamente a entrada da Venezuela, se deram mal. Ao incorporar o país caribenho, o Mercosul traz para si a maior reserva de petróleo do mundo, na faixa do Orinoco. Os estados brasileiros do Norte e do Nordeste agradecem. E a Odebrecht, que fez a ponte sobre o rio Orinoco, faz o metrô de Caracas e o sistema integrado de teleféricos da capital venezuelana, também.

Veja também:

Petróleo e poder: Como é a faixa do Orinoco

 

61 Comentários para “Martín Granovsky: Contragolpe do Mercosul também terá efeitos políticos”

  1. seg, 02/07/2012 - 10:36
    Valdeci Elias

    A Diplomacia Tupiniquin , marcou um gol na Diplomacia Yanque. O jogo agora está 1 x 1 .
    Paraguai obstruia a entrada da Venezula. O presidente eleito, foi derrubado sumariamente (EUA 1 x 0 BRA). Já que o novo governo não é democratico, ele não pode votar no Mercosul, e barrar a entrada da Venezuela ( EUA 1 x BRA 1).

  2. seg, 02/07/2012 - 2:55
    Bruno Leite

    Enquanto isso, a Embraer pega o projeto do cargueiro KC-390 que tem o financiamento garantido pela FAB (dinheiro público brasileiro) e fecha uma “associação” com a Boeing Defense, Space & Security. Ou seja, Venezuela está fora, nunca poderá comprar avião nenhum da Embraer. Nunca as forças aéreas dos dois países poderão tentar uma padronização, intercâmbio, ou qualquer coisa que permita a mais tímida integração militar na Amazônia.
    Como pode a Dilma levar essa surra que está levando do Obama?!! Primeiro tomou no vizinho, agora é dentro de casa! Santa incompetência!
    Ministro Celso Amorim, está tudo ok? O plano é esse mesmo, levar o Chavez na lábia e usar o dinheiro público pra entregar aos americanos as chaves da nossa indústria mais avançada?

    http://www.embraer.com/pt-BR/ImprensaEventos/Press-releases/noticias/Paginas/BOEING-E-EMBRAER-ASSINAM-ACORDO-DE-COOPERACAO-PARA-O-PROGRAMA-KC390.aspx

  3. dom, 01/07/2012 - 22:33
    Nelson

    Perfeita cabecinha de PIG o nosso eminente comentarista Zezinho.

  4. [...] Martín Granovsky: Contragolpe do Mercosul também terá efeitos políticos [...]

  5. dom, 01/07/2012 - 14:00
    João Paulo Ferreira de Assis

    Zezinho, e por acaso, aprovar a emenda da reeleição com 200 mil reais para cada deputado que votasse favorável não foi um golpe institucional? Este você cala porque foi dado pelos seus partidários.

    • seg, 02/07/2012 - 4:07
      Zezinho

      A diferença é que se aprovou a reeleição única no Brasil, ao passo que na Venezuela aprovou-se a reeleição por quantas vezes for do interesse do governante.

      PS: Custou 200mil por voto? Poxa…

      • sáb, 07/07/2012 - 12:40
        Antônio Mattarazzo

        Foi pouco né zezinho… Pra quem Privateou tanto, 200 mil é nada…

  6. dom, 01/07/2012 - 13:44
    Willian

    Será que agora a Venezuela vai entrar com algum trocado para a construção da refinaria Abreu e Loma em Pernambuco? Até agora, metade da obra orçada em 20 bilhoes de dólares feita, só a Mãe Joana, quer dizer, a Petrobras pôs dinheiro lá.

  7. dom, 01/07/2012 - 11:57
    R Godinho

    O golpe chique no Paraguai, ao invés de escancarar as portas aos EUA, que já tinham conseguido meter uma proto-base militar naquele país e andam ávidos por conseguir uma grande base no coração da América do Sul, produziu um imenso pesadelo: a Venezuela no Mercosul!
    Vamos pensar o seguinte: Brasil e Argentina já têm, ambos, capacidade industrial e tecnológica suficientes para se tornarem potências industriais médias. Os venezuelanos têm muito capital e possibilidade de continuar a tê-lo, mas não têm essa capacidade industrial. Uma aliança dessas economias vai, cedo ou tarde, desembocar numa aliança política – e militar – muito sólida. E aí nasce o pesadelo geopolítico americano: o sul do Caribe e todo o Atlântico Sul, rotas marítimas vitais, sob o controle e vigilância de três países que não têm nenhuma razão para serem “amigáveis” ou “razoáveis” com os interesses americanos, exceto as suas próprias.
    Acho que ainda vamos ver muitas tentativas de golpe na América do Sul…

  8. dom, 01/07/2012 - 11:36
    Marcelo de Matos

    Não entendi bem o PS do Viomundo. Passa a impressão de que a admissão da Venezuela no Mercosul beneficia, em particular, a empresa Odebrecht. Seria uma decisão tomada em razão de fatos pontuais, como as obras que a empreiteira faz em Caracas (metrô e teleféricos) e a ponte sobre o rio Orinoco. “Os estados do norte e nordeste agradecem”: aí dá para se pensar no dedo de Sarney, beneficiando seus aliados. A admissão da Venezuela, contudo, chega tarde. O país é um velho parceiro comercial do Brasil: em 1963 a Camargo Correa iniciou a construção da represa de Guri, a terceira maior do mundo, só perdendo para Itaipu e Três Gargantas (China). “Exportações do Paraná para Venezuela crescem 1.254%” (http://www.seim.pr.gov.br/arquivos/File/Boletim/SEIM_2008abril.pdf) A avaliação é do período de 2003 a 2007. De lá para cá tiveram grande incremento as exportações de setores como agricultura, pecuária, educação, meio ambiente, software livre, pedras ornamentais, etc. O sul maravilha, portanto, também agradece.

  9. dom, 01/07/2012 - 10:08
    Romanelli

    ahhh sim, pra deixar mais claro ainda ..e só se fosse comigo e o meu país envolvido ..sim, PELOS MEUS VALORES, não pelos deles, o PY sofreu um GOLPE institucional, idem pra Venezuela com suas regras facilitando quem esta no poder..

    ..e pelo posicionamento do BRASIL, difícil, difícil de imaginar este país mediando conflitos mundiais aonde por exemplo ainda há países que julgam por regras que atentam em muito contra as nossas crenças (pena de morte, ditadura, monarquia, direito desproporcional entre homem e mulher, pena de castigo físico etc)

    .difícil, pois se assim, pela força lançada pelo nosso país contra o fraco vizinho, contra a sua soberania, acho que o país se tornaria rapidamente um exemplo de imperialismo que não deveria ser seguido

    • dom, 01/07/2012 - 18:17
      Guilherme Nardotti de Andrade

      Romanelli, voces da direita estão se auto-destruindo e já perderam totalmente a credibilidade, porque, a décadas, estavam acostumados a enganar seus leitores e não perceberam que com o advento da INTERNET isso não é mais possível – SIMPLES ASSIM. Hoje com a Internet ninguém mais pode mentir e enganar. As pessoas descobrem rapidinho quem fala a verdade e quem mente. Se o PIG soubesse disso, agiria de outra forma.

      Leia você mesmo o artigo da BBC que afirma: … Brasil e Turquia viajaram ao Irã a pedido de Obama…

      http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/04/120417_livro_brasil_ira_dg.shtml

      Não foi o Brasil que se ESCALOU para apoiar país X ou Y como você já afirmou. Lula simplesmente aceitou o desafio lançado por Obama.

      A propósito do assunto, e considerando que a direita está completamente cega: foi um erro catastrófico DESDENHAR do acordo feito.
      Ao desdenhar do acordo, ficou claro que o Programa Nuclear Iraniano não era o cerne da questão, mas apenas um pretexto que o Ocidente estava usando para se apossar do Petróleo Iraniano, e de quebra cercar a Rússia e a China.
      Como você defende os interesse americanos, posso dizer assim, vocês perderam uma oportunidade de ouro e certamente mais na frente vão se arrepender. O Irã agora está armado até os dentes. Não acredito que o ocidente não consiga prever que uma guerra contra o Irã vai causar um novo HOLOCAUSTO, e a destruição de todo o Oriente Médio, pois não existe a possibilidade de não serem usados artefatos nucleares, se é que estes artefatos nucleares ja não se encontrem em território Sírio.

      • seg, 02/07/2012 - 7:13
        Romanelli

        EU ? de direita ? Defendendo EUA ? Desdenhando de acordo com Irã ao qual NEM ME lembro de comentar ?

        tá bom, fala, fala que eu te escuto

      • seg, 02/07/2012 - 17:02
        Ronald

        …cara, liga não, o romanelli é assim mesmo, ele vive escrevendo sandices..até mesmo de insinuar relação promíscua do sbt com a record, nunca respondeu sobre o fato, e ainda colocou a culpa no PHA de tê-lo bloqueado…

    • seg, 02/07/2012 - 9:56
      Luiz Moreira

      Romanelli!
      Não entendi muito bem as colocações, mas em primeiro lugar, as potencias não fazem intermediações de conflitos, mas impoem seus propositos. Vide Vietnam. Ou o DIEM era um exemplo de democrata. Se a Direita Venezuelana montou um sistema de perpetuação de poder e foi traida pelo mesmo, que o Chavez explore a falha. Sem dó nem piedade, que isto a direita jamais tem. Veja as posições que nortearam o golpe de 64. Torturaram e mataram sem nenhum sentimento “PURO”. E se protegeram contra eventuais mudanças, e os nossos “juristas” maiores concordam. Pena que seus filhos não foram executados pela OBAN. Veriamos se eram da mesma opinião.

    • seg, 02/07/2012 - 10:30

      Nao posso concordar com essa ideia (contra soberania do pais vizinho!) Pretender fazer parte, ou continuar fazendo parte de um organismo multilateral CONTRA as proprias regras deste organismo genuina e livremente acordadas, definitivamente NAO faz parte dos direitos de soberania de ninguem.
      E nem o mais cara de pau dos juristas formalistas vai dizer sem corar que nao foi golpe contra.

  10. dom, 01/07/2012 - 9:29
    Gilberto

    Cantei a bola da entrada da Venezuela no mercosul como contragolpe ao golpe… e assim caminha a america do sul (na verdade assim caminha o mundo)… a velha e ortodoxa Europa usando, mal explicadas, denuncias de extupro contra a liberdade de imprensa.
    Os EUA querendo um deja vu dos anos 60 na America do Sul..
    se é impossível mudar o jogo, acho que a esquerda se transformou em centro para tentar vencer no jogo jogado.
    para isso temos que aceitar Maluf e Sarneis… dá muita tristesa.

    mas também dá alegria… estamos terminando o periodo de festejos juninos… semana passada fiquei sem bolo de puba… isso pq a senhora que fornece bolos a minha familia a anos, montou uma pequena cozinha industrial e está fornecendo bolos de minho verde, puba, ovos, aipeim (macacheira) de alta qualidade e bons preços para centenas de novas familias clientes…

    ao mesmo tempo que fico triste com os Sarneis como aliados de Dilma, fico feliz em ver pequenas empresas sendo formadas, a economia se aquecendo de forma solida…

    não teho bola de cristal… mas aposto no futuro com Dilma e Lula…

    infelizmente não votarei no PT para prefeituras na Bahia… na verdade farei companha contra Pelegrino (Salvador) e Zé Neto (Feira de Santana)… Jacques Wagner tem o ador ruim da guinda a dirita do PT sem nenhuma das vantagens… um ex sindicalista que corta salarios de professores em greve… os dois candidatos Pelegrino (Salvador) e Zé Neto (Feira de Santana) sempre apoiaram as greves (vide jornais antigos… as vezes aparecem nas fotos) e agora se fazem de mortos ou pior se manifestam constra os antigos aliados… lamentável…

    está cada dia mas dificil entender a politica do PT… felizmente tenho exemplos como a boleira para me dar a certeza que estou (a nível federal) no caminho certo.

  11. dom, 01/07/2012 - 9:26
    Julio Silveira

    A unica coisa boa que surgiu desse processo todo e que ao invés dos States conseguirem isolar a Venezuela, ampliaram suas parcerias.
    É devia ser sempre assim, quando eles, dentro da costumeira politica suja de dominância, estimularem golpes brancos, negros, vermelhos ou azuis, que os países não caiam na esparrela de virar joguete dessa gente.

  12. dom, 01/07/2012 - 8:13
    Mello

    Os paraguaios e os gringos não acreditavam nessa resolução… Agora temos o motivo para aumentar a repressão aos muambeiros.

    • dom, 01/07/2012 - 13:57
      João Paulo Ferreira de Assis

      Por isso mesmo que o jornal ABC está desesperado. Ele noticiou que o Paraguai está decidindo entre sair do Mercosul ou recorrer à Corte Internacional de Justiça de Haia contra as sanções.

  13. dom, 01/07/2012 - 7:49
    Helio Pereira

    O Golpe orquestrado pela CIA com a ajuda vergonhosa do Parlamento Paraguaio era perfeito,mas “faiô”!

  14. dom, 01/07/2012 - 4:56
    Jose Mario HRP

    Não gosto nem desgosto do Chavez, mas a Venezuela será grande aquisição para o bloco!
    Os EUA deram tiro no pé lá no Paraguai!

  15. dom, 01/07/2012 - 4:52
    Zezinho

    “Mas nem Buenos Aires nem Brasília podem se intrometer nos assuntos internos da Venezuela.”

    E o que estão tentando fazer no caso do Paraguai?

    • dom, 01/07/2012 - 10:01
      Gilberto

      E o que estão tentando fazer no caso do Paraguai?

      Nada… nenhuma punição economica contra o paraguai… na verdade, não esqueçamos que os gatilhos de proteção à democracia no mercosul foram propostos pelo Paraguai (talvez por ordem da CIA, uma arma contra o Brasil de Lula?????

      esse golpe paraguaio quase que era experimentado antes aqui no Brail… felizmente a epoca tinhamos um vice presidente me melhor calibre que hoje aqui e no paraguai. E se o golpe desse certo no Brasil? o que seria do Mercosul? não teria o senado do paraguai (ou da CIA) exigido a suspensão do Brasil e talvez até outras medidas que inviabilizassem o bloco?

    • dom, 01/07/2012 - 11:13
      Jose Mario HRP

      Bem amigo!
      Chavez foi eleito pelo povo, em eleição com observadores da ONU!
      Já no Paraguai, o Lugo foi defenestrado sem direito aos prazos processuais normais a um país dotado de leis decentes.
      Além do mais o Mercosul já previa que ações duvidosas desse tipo, configuram golpe e esses fatos são punidos pelo estatuto do Mercosul e Unasul com suspensão até a volta de eleiçõers livres e legitimas!
      O Paraguai é membro pleno do bloco e referendou o estatuto.
      SI FU………

    • dom, 01/07/2012 - 11:17
      Nora Cúneo

      Exigir que se cumpram acordos como o do respeito à democracia.
      Compromisso Democrático no MERCOSUL (1998), cujo artigo 1º afirma:

      “ A plena vigência das instituições democráticas é condição essencial para o desenvolvimento dos processos de integração entre os Estados Membros do presente Protocolo”.

    • dom, 01/07/2012 - 15:29
      jd

      Não se está tentando, mas está-se fazendo. Paraguai deve arcar com os compromissos assumidos nos regimentos do Mercosul e Unasul.

  16. sáb, 30/06/2012 - 23:53
    Jotace

    Ponderada a análise feita pelo Martín Granovsky que, recapitulando fatos do cenário político latino-americano, se detém mais especialmente nos efeitos das conexões Argentina, Brasil e Venezuela à luz do contragolpe democrático. Certo que a admissão da Venezuela ao Mercosul implicará na criação de um mais poderoso bloco econômico, com abertura para a OPEP e sem estrangulamentos decorrentes de tratados de livre comércio com países como os Estados Unidos. Também é evidente, como ele refere, que o bloco vai envolver um grande espaço geográfico ao longo de todo o subcontinente. No meu entender, não cabe contudo a apreciação de que uma conexão mais estreita da Venezuela com ‘o resto da América do Sul’ (Argentina e Brasil?) poderia fazer que o governo daquele país ‘pense mais antes de tomar certas decisões’. Ou deveria acontecer justo pelo contrário? Para que o Mercosul possa cumprir a sua finalidade de instrumento efetivo nas áreas econômica e social há que desenvolver uma atitude política corajosa, pois só assim terá êxito em seus objetivos. Como aquelas decisões que tem tomado o Chávez para restaurar a nação venezuelana dos efeitos da dominação das oligarquias vendepátrias. Jamais o terá o Mercosul com atitudes tíbias como o foi a decisão de satisfazer ao agronegócio e aos demais golpistas dele beneficiários, a pretexto de poupar o povo paraguaio. É curioso notar que, justo quando desse tíbio comportamento, o Embaixador Samuel Guimarães, conhecido pelo seu real patriotismo e dignidade, afastou-se do alto cargo que ocupava no Mercosul e, ao que parece, sem maiores explicações ao Ministro Patriota. Jotace

  17. sáb, 30/06/2012 - 23:49
    darlan

    Está agora muito claro que o golpe contra o presidente eleito do
    Paraguai teve por trás o chavez. Foi o principal beneficiado.
    Esse chavez é o próprio champolim colorado, não contaram com
    sua astúcia!

  18. sáb, 30/06/2012 - 23:08
    Jaime

    Minha opinião é de que a direita já tem suficiente poder econômico, de tal modo que não deveria almejar o poder político. A finalidade do Estado é regular as relações de exploração do trabalho pelo capital e não transformar-se em “laranja” dos capitalistas, muito menos o seu anfitrião na apresentação e entrega dos bens públicos. Ao assalariado já basta a tirania da empresa, não é necessário que a esta se alie o Estado. A Justiça do Trabalho brasileira, aliás, segue por esse caminho. É a mais efetiva. Quanto a golpes, quem gosta de dizer que a democracia é o império da lei é exatamente a direita porque a lei é feita pelos seus representantes. Em outras palavras, o golpe é aplicado a conta-gotas, dentro de um sistema “democrático” viciado. Foi exatamente isso o que aconteceu no Paraguai.

    • seg, 02/07/2012 - 12:47
      José do Ceará

      Jaime, Excelente texto ! Esta é a realidade que a grande maioria das pessoas desconhece…E se tornam inocentes úteis aos interesses da direita retrógrada…

    • seg, 02/07/2012 - 15:41
      E. S. Fernandes

      Caro Jaime, desculpe. Mas a história nos diz que o Estado nasceu justamente para uma classe superior ter poder de manter-se superior frente a luta da maioria subalterna. É um produto da Revolução Neolítica: é uma consequencia do surgimento da propriedade desigual e da instituição de classes de homens desiguais. Portanto, em 99,99% dos casos, o Estado sempre foi ocupado e comandado pelas elites. É um instrumento delas; faz parte da necessidade de conservação que tais classes sentem: para isto, o Estado usa a ideologia ou, quando esta falha, a força.

  19. sáb, 30/06/2012 - 21:26
    josé maria de souza

    O interessante é que os golpistas conservadores paraguaios acabaram recebendo um contra-golpe inesperado com a entrada da Venezuela no Mercosul. Parabéns ao trio Brasil-Argentina-Uruguai pelo aproveitamento da oportunidade.
    josé maria de souza

  20. sáb, 30/06/2012 - 20:50
    ZePovinho

    Enquanto isso,a chamda “oposição síria” está assassinando jornalistas e detruindo meios de comunicação:

    http://www.voltairenet.org/Agresion-contra-la-prensa-siria

    Agresión contra la prensa siria: grupos armados asesinan a 3 periodistas

    Red Voltaire | 29 de junio de 2012

    Tres periodistas sirios y cuatro guardias de seguridad de una estación de televisión local fueron asesinados por un grupo de la oposición armada que destruyó posteriormente los locales de ese medio de prensa sirio, el 27 de junio de 2012.

    Nuestros colegas Sami Abu Amin, Zeid Kohl y Mohamed Chammah trabajaban para el canal sirio de televisión vía satélite Al-Ikhbariya TV.

    La Red Voltaire expresa por este medio sus más sentidas condolencias a los familiares, amigos y colegas de trabajo de las víctimas y su solidaridad en este doloroso momento.

    Anteriormente, dos periodistas de Al-Ikhbariya TV habían resultado heridos en la localidad de Al-Haffah, en la provincia de Latakia, cuando su vehículo fue atacado por un grupo armado.

    La agencia de prensa siria SANA reporta que, después de saquear el equipamiento técnico de la estación, los atacantes volaron los edificios, los estudios y las salas de redacción. La violencia de la explosión destruyó el edificio atacado. A pesar de ello, Al-Ikhbariya TV sigue transmitiendo en estos momentos.

    Omran al-Zou’bi, ministro de la Información del nuevo gobierno sirio, condenó enérgicamente el ataque contra Al-Ikhbariya TV, acción que consideró consecuencia de la reciente decisión de la Unión Europea de imponer sanciones contra el Organismo de la Radio y la Televisión de Siria.

    En marzo pasado, Estados Unidos incluyó la radio y la televisión públicas de Siria en su lista negra de personas físicas y morales objeto de sus sanciones financieras.

    Por su parte, la Liga Árabe ha exigido que se suspenda la transmisión de los canales satelitales sirios a través de los satélites Nilesat y Arabsat.

    En un intento por borrar la mala imagen del Ejército Sirio Libre que no puede dejar de imponerse en la opinión pública como resultado del ataque contra Al-Ikhbariya TV, los medios de prensa occidentales califican a esa televisión pública de «favorable al régimen» y la acusan de ser un canal «oficial» o «progubernamental».

    El canal público francés France 24 no vacila por su parte en afirmar que ningún medio de prensa «independiente» puede tener acceso a Siria. En realidad, y a pesar de las dificultades inherentes a la situación militar, periodistas de más de 200 medios de prensa internacionales han entrado en Siria de manera totalmente legal desde el comienzo de la crisis.

    En el momento en que escribimos estas líneas, la organización Reporteros Sin Fronteras (RSF) no se ha dignado aún a condenar el brutal ataque contra Al-Ikhbariya TV. Después de recordar que «los medios de prensa no deben ser blancos de [las acciones de] las partes en conflicto», la página web de RSF anuncia, al referirse a Al-Ikhbariya TV: «condenamos con la mayor firmeza la difusión, por parte de los medios, de mensajes que inciten al odio a la violencia contra la población civil». RSF se hace por lo tanto eco de los argumentos que supuestamente justificarían la suspensión de las transmisiones de los canales sirios, pero sin proporcionar la menor prueba que sostenga tales acusaciones.

    Según Reporteros Sin Fronteras, ONG financiada por el Departamento de Estado US [1], «Los medios no deben hacerse eco de ningún tipo de propaganda, venga de donde venga», pero la propia RSF califica las acciones del llamado Ejército Sirio Libre como «sublevación prodemocrática».

    En su página web sobre Siria, RSF observa además el más profundo silencio sobre el arbitrario bloqueo de los canales de las televisiones sirias. También se abstiene de mencionar la trampa que el ESL, en un intento por desacreditar al gobierno y el ejército sirios, tendió a nuestro colega de la televisión británica Channel 4 [2]. Reporteros Sin Fronteras tampoco menciona el hecho que los miembros del ESL tienen instrucciones de rechazar cualquier contacto con periodistas que hayan entrado en Siria de forma legal.

    Ante la decreciente eficacia de su Blitzkrig mediática, los regímenes occidentales y del Golfo ya no hallan otra solución que recurrir al asesinato de periodistas y a la censura mediática como medio de esconder su propia responsabilidad en los crímenes perpetrados contra Siria.

    • dom, 01/07/2012 - 14:22
      lucio PB

      A Síria vive, neste momento, uma guerra civil. Jornalisas e/ou períódicos de lá que assumirem posições políticas estarão sujeitos a sofrerem consequencias, seja de que lado for; até por que jornalista não é Deus e não pode se julgar intocável.

  21. sáb, 30/06/2012 - 20:36
    Marianne

    Eu queria muito saber o que na legislação venezuelana torna o país não democrático, além da possibilidade de reeleição ilimitada(?) do presidente. Não é uma pergunta provocativa, eu realmente quero saber, porque desconheço o que, exatamente, se passa por lá. Onde há informação confiável?

    • seg, 02/07/2012 - 10:18
      Nelson

      Por que você acedita que a “possibilidade de reeleição ilimitada(?) do presidente” torna um país não democrático, Marianne?

      Não estou aqui a defender reeleições sucessivas, mas também não vejo todo esse grande problema que atribuem a elas. Até porque, ninguém que já esteja exercendo o poder está previamente garantido para um ou mais mandatos; a lei não aboliu as eleições. Todos terão que passar pelo crivo do povo, via eleições, para saberem se terão realmente direito a outro mandato.

      Detalhe: pelo que sei, eleger-se sucessivamente não é privilégio apenas do presidente venezuelano, mas também dos demais cargos, Marianne.

  22. sáb, 30/06/2012 - 20:24
    francisco pereira neto

    Pelo menos para alguma coisa serviu o golpe no Paraguai.
    Com sua exclusão temporária, foi possível permitir a entrada da Venezuela no Mercosul.
    Eu sou da opinião que Brasil, Argentina e Venezuela construam em conjunto seus arsenais atômicos para se defenderem do imperialismo estrangeiro, principalmente o norte americano.
    A América do Sul é muito rica em recursos naturais, apesar de ao longo dos séculos estarem sempre sendo sangrados pelos imperialistas.
    Outrora, colônias espanhola e portuguesa, e depois como repúblicas, continuaram ainda a ser expoliadas pelo imperialismo inglês. A India que sofreu um imperialismo implacável ingles por muito tempo só ganhou respeito, e hoje desfruta desse direito, porque possui arsenal atômico.
    Depois que o eixo do imperialismo se deslocou para a “América” foi a partir desse momento que nós latino americanos sofremos as maiores derrotas nos campos políticos e econômicos. As ditaduras dos anos 60 no nosso continente é prova cabal disso.
    Hoje, com a economia mundial em frangalhos, é o momento mais do que oportuno para que a aliança desses três países do Mercosul, comecem a planejar essa estratégia.
    A pergunta que fatalmente virá: mas o Brasil é signatário do tratado de não proliferação de armas nucleares.
    Vamos usar dos mesmos argumentos que EUA e outras grandes potências usam quando acordos assinados não servem para nada, a não ser para defender os seu próprios interesses. EUA fez isso com o Iraque, apesar da ONU ter votado contra o ataque ao Iraque.
    Então, eles que vão às favas com esse discursinho de papelzinho assinado.

    • sáb, 30/06/2012 - 21:33
      oziel f. de albuquerque

      Francisco P. Neto, assino embaixo as suas palavras.

      • dom, 01/07/2012 - 12:58
        francisco pereira neto

        Oziel
        O Brasil precisa parar com essa estória de país “bonzinho”, pacífico, povo cordial, enquanto aquí dentro a população vivem se matando, PCC’s da vida governando (novamente) São Paulo. Políticos da pior espécies com seus representantes, no Congresso Nacional, Assembléias estaduais, Câmaras de vereadores e seus respectivos executivos, fazendo da exceção a regra.
        Para quem é espírita, – o recente censo do IBGE nos colocou muito bem na fita – somos poucos, mas bem incluídos. deixou claro que o importante é a qualidade e não a quantidade. A tendência é crescer.
        Diz nas escritas espíritas que a América do Sul será no futuro o novo berço da civilização.
        O continente começará a passar por um processo de depuração ética e moral e talvez esses episódios possam ser os primeiros sinais dos novos tempos.

  23. sáb, 30/06/2012 - 18:51
    Rodrigo Leme

    Golpes de direita são ruins, de esquerda são bons…

    Quanto tempo demora até o modelo venezuelano e argentino vingar aqui, pras vozes discordantes serem atropeladas?

    • Afinal de contas qual era o interesse destes políticos Paraguaios em barrarem a entrada da Venezuela no Mercosul?
      Que diabo de políticos estes Golpistas Paraguaios são?
      A Venezuela tem petróleo com abundancia (Tem dólares) e estes políticos mequetrefes do Paraguai queriam o que?
      Será que eles estavam interessados em que os EUA botassem eles no colo!
      Só pode né!
      Deve ser um bando de Complexados!
      Devem ser da turma do Merdal, (só pode) gostam de “sentar”!

    • sáb, 30/06/2012 - 19:50
      Moacir Moreira

      Sr. Rodrigo Leme

      Não existem golpes de esquerda, mas revoluções populares.

      Se é golpe não é popular nem democrático.

      No caso da inclusão da Venezuela no Mercosul não houve qualquer golpe, já que eram os golpistas que impediam uma maior integração da América do Sul, que apenas fortalece nosso continente contra as intervencões imperialistas.

      Aliás, o Sr. Boris Cazoy disse ontem em seu programa que na Venezuela não existe democracia.

      Jornalistas irresponsáveis como o dito cujo deviam ser processados, julgados, condenados e afastados por mau desempenho de suas funções pelo menos das TVs e rádios que são concessões públicas e não podem se comportar como meras repetidoras de opiniões e boatos sob o disfarce de jornalismo.

      Se eu fosse o Embaixador da Venezuela no Brasil chamava esse suposto jornalista às falas.

      Isto é uma vergonha!

      Abraços

      • sáb, 30/06/2012 - 21:22
        mariazinha

        Essa boca de chupa ovo do boris só diz besteiras. A raiva dele é que Chaves recebe o presidente do Irã, são amigos. Quer mandar em quem deve ou não deve visitar um país; só eles podem atuar. É a eterna mania sionista impertinente e egoísta.

      • sáb, 30/06/2012 - 22:12
        barreto

        Não concordo com O Boris( ele é apenas um jornalista bobo e engraçado), mas ele tem todo o direito de dizer o que pensa, aliás ele está cumprindo a sua função. Ademais, dizer o que pensa é parte essencial de uma democracia. Ninguém deve ser processado por dizer o que pensa, a não ser que ofenda outra pessoa.
        Enfim, ao emitir sua opinião sobre a situação política da Venezuela, o Borris não só está exercendo seu direito de livre manifestação do pensamento, mas também o seu o dever de informar-opinar sobre os diversos assuntos abordados no jornal.

      • dom, 01/07/2012 - 4:50
        Zezinho

        Vc defende um parlamento eleito pelo povo, e que o representa, que mudou as regras para manter no poder um dirigente e condena outro, também eleito pelo povo, que tirou do poder seu dirigente. A diferença nos dois casos é que as regras no Paraguai não foram mudadas para favorecer ninguém. Já na Venezuela, as regras foram alteradas exatamente para favorecer seu governante. Acho que fica claro agora aonde está o golpe.

      • dom, 01/07/2012 - 9:41
        Gilberto

        Perfeito Moacir…

        Havia uma tentativa de enfraquecer o mercosul, usando o elo fraco Paraguai, como instrumento da direita americanoide…

        os governos da Argentina e Brasil foram enrolados pelos EUA, o golpe do paraguai foi uma vitoria americana.

        a entrada da venezuela no mercosul, foi um contragolpe maravilhoso…

        a esquerda desistiu de tentar virar o jogo, desistiu de tentar iniciar outro jogo, tenta agora jogar o jogo atual… a entrada da Venezuela mostra que estamos aprendendo a jogar. Mas precisamos ir além…

        o Brasil, Venezuela e Argentina tem que defender os intereses do grupo junto a outros paises, os EUA influenciam eleições na america latina a decadas… com claro objetivo de garantir seus interesses na região.

        será que o mercosul deve continuar apenas assitindo a intromissão dos interesses americaos nas eleições?

        impedir a intervensão americana (via ongs, midia e até mesmo da cia) é impossível, será que seria antidemocrático ou errado fazer um contraponto e ajudar legendas que estejam associadas aos interesses do mercosul? tenho duvidas e gostaria que isso fosse discutido aqui… quais seriam os prós e contra do mercosul ser mais ativo nas eleições de seus paises membros????????????? para os paises, para o mercosul e para a politica americana???????

      • seg, 02/07/2012 - 9:32
        Supimpa

        TVs e rádios que são concessões públicas e não podem se comportar como meras repetidoras de opiniões e boatos sob o disfarce de jornalismo.

        Fala isto lá para o pessoal na Venezuela.

    • sáb, 30/06/2012 - 19:53
      alexandre moreira

      Dá até para entender sua inquietação…mas vale lembrar a primeira eleição de Bush filho no mito da democracia Norte Americana.A vida vai muito além de esquerda e direita. A vida quer saber que esquerda e que direita e sempre mais embaixo que tem que se buscar.

      • seg, 02/07/2012 - 8:23
        Rodrigo Leme

        A democracia nunca é um regime perfeito, mas ainda assim é melhor que o despotismo. Foi a democracia que permitiu que – após a eleição de um Bush nas circunstâncias que se deu – fosse eleito um Obama.

        Criticam tanto o Paraguai, onde todo o processo de impeachment do presidente foi feito dentro do que a Constituição daquele país permitia (incluindo o rito sumário – não gosta, vai lá no Paraguai brigar por uma nova constituinte), mas existem países aqui da América do Sul onde a Constituição é mudada com base na conveniência do governante e ninguém se manifesta contra.

        Nem preciso dizer pq. Ou onde.

    • sáb, 30/06/2012 - 21:23

      vozes discordantes são atropeladas na argentiana? Você já foi numa banca de jornal em Buenos Aires?

      • seg, 02/07/2012 - 13:04
        José do Ceará

        Rodrigo Leme,um rito sumaríssimo desses não se confunde com absolutismo ?
        Onde está o principio do Contraditório e do devido processo legal ? Imagina vc que o direito funciona assim? A pessoa é acusada de um crime e não tem direito à defesa (tempo) ? Argumentos muito fracos num caso de provas forjadas ou de calúnia, não acha ?

    • dom, 01/07/2012 - 2:22
      Fernando Antonio Moreira Marques

      Cuidado com o caminhão! Não fica de bobeira no meio da estrada…

    • dom, 01/07/2012 - 9:21
      Julio Silveira

      Aonde teve golpe da esquerda?

    • seg, 02/07/2012 - 10:48

      Negativo, amigo!
      mas o contragolpe estritamente dentro das regras do mercosul foi muuito bom.Lugo mal teve 30 horas. E o paraguai aliás teve tres ou quatro dias para mudar de ideia e assim continuar se opondo…ficaria mais barato para a direita de teus sonhos.

  24. sáb, 30/06/2012 - 18:31
    José X.

    EUA se f….am. Tomaram uma revertida da dupla Dilma & Christina…

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