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Cartas de Minas
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Maria Victoria Benevides: PT precisa de choque de vergonha na cara

25 de agosto de 2013 às 17h07

‘Os dirigentes do PT estão de um lado e a presidente de outro. E isso é muito grave’

POR GABRIEL BRITO E VALÉRIA NADER, no Correio da Cidadania

TERÇA, 30 DE JULHO DE 2013

Após ultrapassar uma década no poder central, começam a ser feitos os primeiros balanços históricos do PT enquanto partido do poder, potencializados pelas eleições internas de novembro, repletas de chapas e teses que simbolizam uma forte disputa pela hegemonia interna.

Em meio a tal reordenamento partidário e à crise política ensejada pelas vigorosas manifestações de junho, o Correio da Cidadania entrevistou a cientista política e professora aposentada da USP Maria Victoria Benevides, uma histórica militante do Partido dos Trabalhadores, que mostrou grande apreensão com o atual momento do partido e principalmente a situação de isolamento em que se encontra a presidente Dilma.

“Se há vazio de poder, alguém o preenche. Que a presidente está fraca diante disso tudo não restam dúvidas”, disse Maria Victoria, que também criticou os próprios caciques do partido em relação à forma como trataram Dilma nos últimos tempos.

Sobre Lula e seu chamado à ‘refundação’ do PT, fez uma simples síntese: “o que ele falou é muito importante. Precisa de mudança, o partido precisa voltar para as bases, aos movimentos sociais etc. Mas nós estamos dizendo isso desde que ele tomou posse”.

Enquanto descreve a perplexidade com que o partido, outrora grande frequentador e agitador das ruas, lida com as manifestações, Benevides destaca a urgência de se cerrarem fileiras em torno de Dilma, cujo mandato “não pode terminar em fracasso total”.

“Se o PT quiser sobreviver como um partido nascido da luta dos trabalhadores e realmente comprometido com as mudanças sociais necessárias, tem de cortar na carne e fazer mudanças radicais”, resume, porém, sem a certeza de que lideranças internas, “aquelas com poder de decisão”, estejam realmente dispostas a uma guinada progressista.

A entrevista completa com Maria Vitória Benevides pode ser lida a seguir.

Correio da Cidadania: Como você sente o atual momento do país, após as grandes e intensas manifestações país afora no mês de junho? Qual o sentido e perspectivas para os quais apontam estas manifestações?

Maria Victoria Benevides: Essas manifestações mostraram algo que já tínhamos, de certa maneira, esquecido. Os poderes constituídos, principalmente aqueles de carne e osso que disputam eleições, têm medo de uma coisa: das pesquisas com queda de popularidade e do povo na rua.

Estamos a um ano das campanhas eleitorais para a sucessão presidencial, de governos estaduais, Câmaras etc., de modo que tais manifestações vieram no momento certo, no sentido de fazer uma pressão que teve resultados, embora sempre com uma ambiguidade. Não temos certeza se é pra valer, mas elas tiveram resultado por terem dado um choque na calmaria de expectativas do governo, parlamentares e sua ampla base de apoio.

As manifestações pressionaram os governos de todo o país – no caso de São Paulo tanto prefeitura como governo do estado, além do Rio e outros, chegando ao governo federal – no sentido de fazerem aprovar alguns projetos de lei, alguns há décadas na gaveta, além também de forçarem uma maior tomada de decisões – através de projetos, propostas no âmbito de políticas públicas, de transportes, economia…

A presidente Dilma saiu da defensiva e apareceu com uma proposta de grande alcance, que não seguiu o caminho de aprovação; depois recuou, trocou etc. O importante é que ela lançou um debate importantíssimo, no caso, a participação popular e a cidadania ativa, à medida que propõe realização de consultas populares, plebiscitos, referendo… E os demais governos também tomaram algumas decisões no sentido de atenderem a pressão popular.

Eu digo que já tínhamos “esquecido” de certas coisas porque muita gente escreveu e debateu o assunto com um pouco de perplexidade e surpresa, quando temos de lembrar que em momentos importantíssimos da nossa história contemporânea o povo foi para a rua.

Pensando só do regime militar pra cá, houve povo na rua na luta pela anistia, pelas eleições diretas, pelo Fora Collor…

E antes de 1964 havia um movimento social bastante efervescente. A grande diferença é que eram setores organizados, com lideranças, ou seja, integrados à política.

A novidade das manifestações, eu diria, é a de ter uma agenda muito heterogênea, e quase numa posição de descartar a política. Não pela política em si, porque na realidade ir pra rua, se manifestar, pressionar e levar cartazes são atos políticos. Mas pelo descrédito dos partidos, que em pessoas de carne e osso acaba contaminando a própria ideia da política como possibilidade de transformação, de expressão, de liberdade, de defesa da igualdade, da diversidade etc.

Eu vi as manifestações, portanto, com entusiasmo, pois sou defensora da participação popular, da cidadania ativa, das formas de democracia direta, mas vi também com apreensão, porque estou plenamente convencida de que fora da política não há salvação. A única alternativa à ação política é a violência.

Porém, temos de entender que tipo de política queremos. Eu quero política baseada nos princípios republicanos, democráticos, sob a premissa de que é possível fazê-la com ética.

Correio da Cidadania: A reboque dessas manifestações, foi convocada a greve geral de 11 julho de 2013. Como avaliou a oportunidade dessa convocação, bem como os resultados dela advindos, em termos da participação das centrais sindicais (mais governistas e de oposição), da classe trabalhadora e da juventude operária?

Maria Victoria Benevides: É um movimento bastante diverso do movimento sindical efervescente da época do João Goulart, por exemplo, pois na época era muito mais unificado, enquanto hoje temos centrais rivais, com interesses político-partidários opostos. Mas o que vejo é uma situação bem diferente das manifestações de rua, que eram desorganizadas no sentido de terem liderança e militância orgânica por trás. A coisa começou com o MPL, mas é um movimento pequeno, que não poderia ficar responsável por toda a amplidão dessas manifestações.

E o movimento sindical é até mais organizado que outros movimentos partidários. É bastante organizado até pelos aspectos compulsórios, como o imposto sindical, benefícios às categorias por sindicalização… S

ão coisas diferentes, mas mostram que o movimento sindical não quis perder a oportunidade. Os sindicatos agiram política e legitimamente.

No entanto, sua mobilização foi outra coisa. Não foi a manifestação da juventude e de grupos altamente heterogêneos que foram antes às ruas, a partir do estopim do aumento da passagem, mas também por aquilo que vi num cartaz: “513 anos + 20 centavos”. É muita coisa em jogo no momento. É uma reivindicação por um grupo de direitos que sempre estiveram em falta. Ou seja, nossa cidadania continua ainda restrita.

Portanto, acho muito importantes os pontos colocados pelas ruas. E os sindicatos tinham obrigação de se manifestar. Mas são forças, de certa maneira, oficiais, pois estão vinculadas à legislação do Ministério do Trabalho. Por outro lado, são organizações de bases mais sólidas, diferentemente do movimento de massa na rua.

Correio da Cidadania: Como tem enxergado o atual governo nesta recente conjuntura?

Maria Victoria Benevides: Eu acho que o governo ficou muito temeroso das consequências, principalmente no momento no qual a política econômica está revelando dificuldades que já vinham desde o ano passado, mas que se agudizaram justamente na fase dessa efervescência.

Assim, toda a discussão sobre medidas do Ministério da Fazenda, medidas que contrariam tanto aqueles que defendem o custeio pra políticas públicas como aqueles sempre favorecidos – o grande capital e o empresariado, que estão bastante aborrecidos com algumas decisões da presidente –, configura uma situação bem delicada.

Acho que o governo está tentando acertar, mas vejo o quadro com muita apreensão. Não sei como a base aliada será recosturada num ambiente de todos quererem se aproveitar do movimento, visando conquistas eleitorais. A situação para o governo, em função da queda das boas notícias, da emergência de uma política econômica que foi vigorosa e positiva, mas que se arrasta agora, é de um temor muito grande, a respeito de perder apoio no Congresso.

E a chamada grande imprensa está aproveitando o momento. A internet está cheia de blogs e correntes atacando o governo, o Congresso, por exemplo. Só acho que não atacam como deveriam o poder judiciário, que sempre me pareceu o pior de todos.

Correio da Cidadania: Seria exagerado pensar que estamos diante de um vazio de poder, com uma presidente refém de sua base no Congresso, especialmente do PMDB, afastada do PT e também sem o respaldo da base popular do partido? 


Maria Victoria Benevides: Justamente. Acho que o temor vem mais da perda de base popular. Quando falo em perda da popularidade, ela é vertical, não é uma coisa que sobe ou desce dois pontos, algo dentro da margem de erro. Foi uma queda vertiginosa. Portanto, é claro que os políticos fisiológicos de sempre (infelizmente, uma base aliada que está mais pra “desaliada”), com o governo perdendo crédito e a presidente perdendo popularidade, vão cobrar caro pelo possível apoio. E estão tocando suas alianças nos estados e grandes municípios.

Não chegaria a falar em vazio de poder. Primeiro porque não existe. Se há vazio de poder, alguém o preenche. Mas que a presidente está fraca diante disso tudo não restam dúvidas. As propostas que têm aparecido de mudança ministerial etc. estão sendo empurradas com a barriga. Diminuir radicalmente o número de ministérios é uma loucura.

Outro dia, comparava o governo Dilma com o governo JK, que foi de desenvolvimento acelerado, mudança de capital para Brasília, efervescência entre os militares, e vi que ele tinha 13 ministros. E foi o máximo possível.

Acho que articular um governo com tantos ministérios é complicado… E o pior de tudo é um fator, que não é típico somente da política brasileira, mas do mundo todo: nesse período eleitoral, vários ministros estão preocupados com suas campanhas pessoais pra cargos eletivos, colocando-as na frente do trabalho que deveriam desempenhar governo.

Correio da Cidadania: O PT, por sua vez, tem sido objeto de uma série de balanços históricos, com distintos vieses, após uma década no poder central do país. Como você enxerga o partido hoje, ao que parece, uma força descendente, mas ainda disputando o cenário político na dianteira?

Maria Victoria Benevides: Ah! O PT precisa de um choque; um choque de coragem, de ética, de eficiência, de vergonha na cara… Precisa, realmente, de um choque. Porque está perdendo muito apoio dentre aqueles que sempre foram militantes.

Não falo nem por mim, mas vejo na faculdade, por exemplo. Alguns anos atrás, quando dava aulas específicas sobre os partidos políticos, perguntava aos alunos quem era filiado ou simpatizante de partido. Metade da classe levantava o braço e quase tudo era PT.

Agora, no último semestre que dei aula – me aposentei ao fazer 70 anos –, fiz a mesma pergunta. Só duas alunas levantaram o braço. Uma do PSOL e outra do PSTU. De modo que fica visível que o PT perdeu muito espaço entre os estudantes e dentro da universidade.

Portanto, acho que, se o PT quiser sobreviver como um partido nascido da luta dos trabalhadores e realmente comprometido com as mudanças sociais necessárias, no sentido de corrigir injustiças, e até mesmo pra continuar as políticas sociais do governo Lula, tem de cortar na carne e fazer mudanças radicais.

Porém, não sei mais o que o PT está pensando. Me refiro aos que têm poder de decisão no partido. Não sei como os dirigentes estão enfrentando a pressão por uma reforma política. Acho que eles estão de um lado e a presidente de outro. E isso é muito grave.

Correio da Cidadania: Sendo assim, como viu a ausência de Dilma da recente reunião do PT? Teria algum significado mais simbólico ou seria um sinal de uma governante acuada?

Maria Victoria Benevides: Acredito que a ausência se deu pela forma como ela foi tão atacada pelo partido – de uma maneira muito deselegante. Por mais que eu faça críticas, tenho o maior respeito pela presidente Dilma. Não só por sua correção e seriedade, mas também pela figura histórica que é. E acho que se chegou a um nível absolutamente indefensável de desrespeito e críticas injustas.

Desse modo, a coisa começa pelo próprio partido, que é o dela e a elegeu. Isso teria de ser repensado. Uma coisa é criticar um chá de cadeira, uma não recepção em Brasília… Outra coisa bem diferente é uma base de críticas sobre pontos importantes da história do partido – e importantes num governo que se diz republicano e democrático.

Vejo a Dilma numa posição frágil, mas acho que a posição do partido deve ser de apoiá-la e defendê-la.

Correio da Cidadania: Como você analisa as posturas e análises do partido diante das manifestações de junho, face à premente necessidade de todas as forças políticas do país de disputarem as ruas?


Maria Victoria Benevides: O PT, evidentemente, não podia fazer críticas sobre algo que sempre defendeu. A maior parte do partido e de seus militantes sempre foi de militantes de rua. Mas acho que a reação do partido foi diferente de outras épocas.

Até porque está no poder. Por exemplo, aqui na prefeitura de São Paulo, com o estopim da passagem: a postura foi de precaução. Ao mesmo tempo entendendo os reclamos da cidadania na rua e a situação financeira que foi deixada pelos sucessivos governos tucanos na prefeitura. Coisas que o Fernando Haddad tem procurado mostrar.

Portanto, o partido que está no poder fica numa posição delicada, mas claro que deve reconhecer a legitimidade das manifestações, apontando, como tem feito, que fazer manifestações denunciando políticos não pode ser uma maneira de jogar a criança junto com a água do banho. Não é porque se denunciam políticos, partidos e grupos que se pode jogar fora a ação política como possibilidade de transformação.

Correio da Cidadania: Em novembro, realizam-se eleições internas, e foi apresentado um grande número de chapas e teses, contrariando certo monolitismo, ou prostração, dentro do partido nos últimos anos. O que este movimento interno pode significar, em sua opinião?

Maria Victoria Benevides: Esse movimento interno é legítimo e muito bem vindo. Eu mesma tenho participado muito pouco, mas das últimas vezes que o fiz foi ligada a um desses grupos, no caso o Mensagem ao Partido. É legítimo, necessário e oportuno que isso ocorra no atual momento.

Correio da Cidadania: O que pensa sobre as atuais movimentações de Lula, que tem dado recados claros quanto à necessidade de ‘profunda reformulação’ no partido e até mesmo convocado grupos e movimentos atrelados ao PT para saírem às ruas e ‘enfrentarem a direita’?

Maria Victoria Benevides: O que ele falou é muito importante. Precisa de mudança, o partido precisa voltar para as bases, aos movimentos sociais etc. Mas nós estamos dizendo isso desde que ele tomou posse. Porque de certa maneira os movimentos sociais ficaram esquecidos, principalmente em seu primeiro mandato. E agora ele fala em voltar ao trabalho de base.

Sempre defendi que o partido precisa ter como prioridade a formação política. A educação política tem um papel pedagógico muito grande. E isso vinha sendo deixado de lado. Creio que o Lula chamou o PT a uma nova vida partidária.

Correio da Cidadania: Mas diante dos compromissos assumidos pelos governos Lula e Dilma com o grande capital nacional e transnacional, ainda seria crível uma inflexão progressista no partido?

Maria Victoria Benevides: Eu acho que essa guinada encontrará resistências internas. Mas acredito nela. E, afinal, eu tenho de acreditar, se não, vou acreditar em que, meu Deus?

Correio da Cidadania: Por fim, como você imagina que caminhará o governo Dilma daqui até o fim do mandato?

Maria Victoria Benevides: Com dificuldades. Além de dificuldades, apreensões. Por isso digo que a primeira obrigação do partido, agora, é cerrar fileiras em torno deste governo. Esse governo não pode acabar em fracasso total. É uma derrota acachapante. Acho que vai se recuperar. Torço por isso, mas também vejo como algo difícil.

 Gabriel Brito é jornalista; Valéria Nader, economista, é editora do Correio da Cidadania.

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mineiro

31/08/2013 - 09h33

o problema nao é a grande imprensa podre facista , isso todos nos sabemos o que esses escroques malditos sao. mas o problema todos foi essa pres. se aliar com certos setores da direita e se acomodar , esse foi o problema , e o pior de tudo ela se isolou da grande massa , dos partidos progressista que é seu aliado e o proprio pt. esse foi o problema , ela se isolou de todos nos. essa pres. é a culpada de tudo isso. agora deixar a direita tomar o poder é outra historia ,mesmo se for para votar nessa pres.covarde e omisso para nao deixar os tucanalhas facistas pegar de volta , temos que votar , mesmo contra a vontade.

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Ted Tarantula

27/08/2013 - 10h28

os comunistas sempre tiveram esse debate pq sempre estiveram nessa encruzilhada mesmo sem nunca ter estado no poder..solução deles: criar um jornal chamado Novos Rumos..no caso do PT seria um blog né? aí pronto..tudo está resolvido..

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Mardones

27/08/2013 - 09h43

Um sujeito nasce pobre e vive assim até as portas da idade adulta. Fica rico ao entrar na idade adulta. Muda seus hábitos e ambiente de moradia. Ainda que a pobreza siga como ‘manchas’ em sua vida, ele não consegue mais voltar a ser pobre se continuarem a existir as condições que mantêm sua riqueza.

É assim que vejo o afastamento dos comandantes do PT dos movimentos sociais e seus interesses. O Partido optou pela famigerada governabilidade conservadora e deixou seus laços com os movimentos sociais frágeis demais.

Pode ganhar mil eleições, mas retornar os laços e promover as transformações necessárias eu não acredito mais.

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Maria da silva

26/08/2013 - 21h24

em 2014 o PT terá uma surpresa,está sendo formada a MILITANCIA DIGITAL TUCANA ,que são pessoas que tem cargo de confiança nos governos do estado e dos municipios ,cerca de um terço destas pessoas integraram a militancia digital do PSDB que atuara na internet em BLOGs,REDES SOCIAIS.JORNAIS e REVISTAS criticando o PT e o governo federal a ideia é uma só eleger AECIO NEVES presidente aguardem …..se o PT não copiar a MILITANCIA DIGITAL TUCANA …….adeus releição da DILMA.o numero de pessoas cerca de 5 mil e estão copiando links falsos do MPL (movimento passe livre,CUT e MST….os caras vem super fortes para 2014 se prepara DILMA que a sua batata ta assando.

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    airton

    27/08/2013 - 14h21

    O PT atual tem mesmo essa pasmacera para tomar decisões. Esses dirigentes não levam a sério nenhuma ameaça. Dá até a impressão que eles sabem de coisas que ninguém mais sabe e por isso são tão tranquilos. Sem falar nesses que fingem ser petista mas não são. Exemplo: Eduardo Cardozo, Suplicy senador, Paulo Bernardo, Mercadante (quem diria).Só coloco o Mercadante nesse rolo por conta da entrevista que deu endeusando o Civita.
    Acho que ficar fora do poder por 4 anos vai ser bom para o PT. Voltará em 2018 renovado.

    Julio Silveira

    30/08/2013 - 10h17

    A questão que acho é o PT virar um partido de ação e não de discursos.
    Sair da zona de conforto e lutar mais lá onde nos os colocamos, para fazer o contraponto a tudo que sempre esteve aí. Antigamente podíamos dizer que eram diferentes, hoje estão um simulacro de direita com pinta de esquerda. Em um país que pretende ser democrático o povo não pode fazer tudo, tem que confiar em seus representantes que propugnam sentimentos afins. Têm que LUTAR para MUDAR a ordem de mediocridade congressual e jurídica nacional, onde ética virou um termo usado com desenvoltura por hipócritas.

    CIRO ELLENBERGER

    27/08/2013 - 20h57

    Que Deus nos livre a volta dessa maldita direita, que esteve eternamente no poder, condenando a classe trabalhadora.

Francisco

26/08/2013 - 20h01

Só um tema para reflexão:

É Dilma que esta fora do povo, ou o povo que esta fora da Dilma?

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maria meneses

26/08/2013 - 18h31

Há uma vontade louca de derrubar a Dilma e de ~que ela não seja reeleita, mas não há quem lhe seja páreo. Mas devera´haver segundo turno.

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oscar rissieri paniz

26/08/2013 - 17h34

Pois é, temos que separar o joio do trigo. O que aconteceu com o PT é que uma minoria tomou conta do poder interno do partido e isso não é de agora, lá se vão mais de 10 ou 12 anos. Cada um com sua referência. Se criou uma casta interna que consegue circular por onde quer e sempre defendendo interesses que não são mais os da história de construção do PT. Em Porto Alegre, onde tivemos uma história de modificação da lógica de para quem administrar, com todos os seus problemas, quando da ascenção do Governo Lula, em 2002, a casta se mudou para Brasilia, deixando a militância verdadeira a dar explicações, mudando o foco para os interesses mais voltados à construções politicas pessoais. Neste sentido a Presidenta Dilma, que para min não deve favores internos, deveria sim ser mais radical, como penso que tentou ser no inicio de seu segundo ano de governo. Lamentávelmente não conseguimos renovar os quadros, como era o discursso mais antigo do PT. A subserviência, lamentavelmente, é a “qualidade” impressindivel para “ocupar” espaço no governo federal. Disse ocupar espaço e não ajudar a administrar o pais, com desprendimento, como deveria ser.

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Regina Braga

26/08/2013 - 17h04

Excelente o texto…o PT precisa recuperar a credibilidade.Recuperar os movimentos sociais,recuperar a ética…que se corte na carne todos os erros.

Responder

Urbano

26/08/2013 - 16h56

O PT perdeu toda a sua voluntariedade no instante em que chegou ao poder central. Pior, o maior fiasco ficou por conta daqueles que figuravam como a elite do partido.

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Julio Silveira

26/08/2013 - 16h05

Penso que francamente, a Dilma é o que há de melhor dentro do atual PT. E o que a difere neste atual momento, na comparação com seus correligionários de partido, é a sua sinceridade. Ainda que muita gente não aprecie a condução que ela faz do seu governo, há que se reconhecer que ela tem sido autentica, mantendo seu idealismo e sua intenção, com os instrumentos que possui, solitária e fraca.
Seus correligionários por outro lado, se conduzem de forma totalmente diferente, estão hipócritas. Parecendo que foram absorvendo, de seus adversários do passado atuais parceiros, a arte do enroleichon, inócuo para a cidadania, mas consagrado na sociedade brasileira. Provavelmente pela percepção de que deste modo pavimentam carreiras, renovam seus mandatos, mantem seguidores que se contentam com pouco, com discursos. Provavelmente já estudaram nossa sociedade, e perceberam-na pouco exigente, que tem preferencia por ficar refém do dualismo discursivo entre esquerda e direita. Talvez pelo vicio futebolístico, consagrado culturalmente, escolhendo um lado como torcedores que abraçam mesmo maus momentos do clube que torcem, como se o Brasil fosse um clube. Enquanto isso essas falsas representações criam torcidas, que as ajudam até a relevar situações insustentáveis, quando praticadas pelos adversários. Mesmo oferecendo poucos resultados práticos para fazer avançar o país em direção aos anseios da maioria de suas cidadania, recebem solidariedade e as vezes álibis mentirosos. Aprenderam que discursos inflamados, politicamente corretos, mas que só posso interpretar como mal intencionados, já que não levará a nada para a cidadania, é suficiente. O partido passou a ser um depositário de enganadores, já a bom tempo, contraditório como quer. Navega com razoável propriedade como representação única de uma dita esquerda que pouco se presta para o fim que deveria se destinar. Talvez isso, essa sua dificuldade de se convencerem do próprio discurso esquerdista, que viciaram produzir, os estejam levando a essa claudicância de pouca prática real, coisa para psicólogos ou psiquiatras.

Responder

    airton

    27/08/2013 - 14h28

    Julio, acho que um governo progressista com uma midia elitista como a nossa, tem que ser rápido no gatilho. Dar respostas instantâneas a quem lhe ajuda como a quem lhe prejudica. De vez em quando a Dilma ensaia coisas desse tipo (dar resposta). O problema é que as vezes demora muito. Ou seja, titubeia muito.

    Julio Silveira

    29/08/2013 - 17h02

    A meu ver, um governo que se diz de esquerda, e que se propôs a fazer o contraponto com o que sempre esteve culturalmente no comando do Brasil, levando a situações diversas vezes criticas para a maioria da cidadania não tem que ser rápido no gatilho. Tem que ser responsável e procurar se antecipar, ter estratégias pré-concebidas para agir, de forma a preservar-nos de situações artificialmente criadas pela mídia, manipulando-nos. Situações criadas para modular o tom de muitos cidadãos nem tão esclarecidos, em prol de interesses escusos, particulares, com seu instrumento poderoso. Nossa sociedade demonstra que ainda somos a parte fraca, com poder exclusivamente (numa democracia) do voto e com poucas opções de mudança, inclusive de cultural programação midiática. Tudo isso devido a leniência do governo, mas principalmente de seus parceiros, que permitem a existência de monopólios familiares e suas concepções de formação cultural para o Brasil que só a eles levam benefícios.

Carlos Lima

26/08/2013 - 14h38

O que houve foi uma elitização do partido. As bases históricas foram substituídas por pelegos da política, entre afetos come e dome que trairiam na primeira oportunidade como o Eduardo Campos e para lideranças messiânicas tipo Marina Silva e o PMDB salvou o governo LULA no mensalão e cobra a fatura até hoje, As demais siglas partidária da coalizão são meros espertalhões abandonariam o barco no primeiro sinal de água. A DILMA não pode reclamar do PT, era esse 0 PT que ela queria e quer ainda, inerte, inoperante. O PT deixou de ser PT atacar as causas das bases e passou a ser defesa dos oligopólios, banqueiros e grandes corporações, transferiu renda em dízimos organizados e para acuar a oposição que aliás nunca existiu, oposição no Brasil é quem esta perdendo dinheiro ou o deixou de ganhar na facilidade. Acreditou no pior, na justiça, passou a entregar o Brasil para a direita foi simplesmente perversa com as Micro Empresas, deixou Conselhos de Categorias e Agências Reguladoras destroçarem o País. De fato vi coisa pior durante as manifestações de junho, eu vi o que havia previsto a mais de um ano. Quando do acontecimento do PINHEIRINHO, notei que o PT e DILMA haviam virado as costas para o povo e as Bases, Qualquer blog e Jornal que você lia na época você achava o Fair Play da DILMA para o FHC viúvo, naquele momento famílias foram defenestradas de sua vidas num acontecimento que mais parecia guerra, pois para favorecer um ex. condenado por vários crimes, O PSDB colocou a disposição um exercito e tribunais e cometeu uma atrocidade sem precedentes e a Dilma se deliciava com os afagos “republicanos” da mídia sobre a delicadeza do tratamento ao Príncipe da Maconha o FHC numa carta poema, as famílias naquele momento de terror não recebeu nenhuma linha pessoal da Presidenta, ali começou o calvário, porque ali tivemos a certeza que não mais poderia-mos contar com o PT e nem com a presidenta as intuições platônicas e midiáticas tinham mais valor que as bases, que os anos que lutamos para os trabalhadores e o povo chegassem ao poder. Não sei se ainda há tempo, sinceramente não sei. De qualquer forma é bom frisar a DILMA é honesta, tem tudo para redimir do descaso para com as bases.

Responder

Mário SF Alves

26/08/2013 - 13h52

“Após ultrapassar uma década no poder central, começam a ser feitos os primeiros balanços históricos do PT enquanto partido do poder, potencializados pelas eleições internas de novembro, repletas de chapas e teses que simbolizam uma forte disputa pela hegemonia interna.”
________________________________________
Peraí, Maria Victoria, peraí. Poder? Uma década no poder central? Partido no poder?
__________________________________
Choque de vergonha na cara?!!
____________________________________________
Sinto discordar:
1) Uma coisa é conquistar o Governo, outra coisa muito diferente é conquistar o poder. Pergunte pro Obama. E mais, se algum partido teve o poder neste País, esse foi partido foi a ARENA da ditadura após o golpe civil-militar de 64. Mas, ainda assim, será que realmente teve? Até onde sei nem o Estatuto da Terra, encomendado pelo Mal Castello Branco, saiu da gaveta. Poder?!! Aliás, teve outro, um similar genérico do primeiro e de amarga e triste memória, o PSDB. O certo é que tanto um quanto o outro gozaram da confiança plena da pior elite do mundo, aquela que realmente exerce e de certa forma tem o poder. Tem, inclusive, o poder impor um Estado Democrático de Direito cuja função é atender os privilégios dela.
2) Vergonha na cara? O PT? Peraí, de novo. Mas, afinal, a gente tá falando do quê? Ora, o Hitler teve um partido cuja vergonha e cuja cara era produto da ideologia e praxis de extrema direita que o permitiu aglutinar e exercer todo o poder na Alemanha. Veja bem, ressalve-se, na Alemanha, um dos países cuja educação era já àquele tempo uma das mais bem conceituadas do mundo. E você sabe o tamanho da desgraça que resultou de tudo isso. Não fosse o doido do Stalin e a valentia do povo na ex-URSS, francamente, poderíamos não estar aqui hoje refletindo sobre tudo isso.
_____________________________
Sabe de uma coisa? Quem precisa de vergonha na cara somos nós. Todos nós que aceitamos passiva e bovinamente que a Constituição seja tão vilipendiada. É triste, porém inevitável admitir isso. Nós e ninguém mais além de nós deverá ser responsabilizado por sujeitarmo-nos a este arremedo de estado, dito democrático de direito, legado da referida ditadura e que nos foi por ela imposto. Estado-mãe do capitalismo subdesenvolvimentista naZional. Esta é a parte visível do problema. A outra… bom a outra… só se nos reportássemos aos arquivos CIA. Vide golpes de estado no Irã, Brasil, Chile, Argentina e mais recentemente na Líbia.
___________________________________
Desculpe o desabafo.
Att., Mário.

Responder

NY

26/08/2013 - 12h30

1) seremos sempre capitalistas. O povão quer assim.
2) se o PT fizer uma mudança radical nos controles do Estado e dos Estados já estará de bom tamanho.Assim exige a cidadania.
Pois as máfias do mercado são os cupins que entram em qq lugarzinho e destroem.
O Brasil é um país, apesar de tudo, com muitas oportunidades, e muitos povos chegando, o que é bom e rico, mas todos os povos precisam de segurança e proteção, a começar pelo nosso povo negro.

Responder

NY

26/08/2013 - 12h26

Dilma é o que há de melhor no PT. Não deviam fazer isso com ela.
É tiro no pé.

Responder

FrancoAtirador

26/08/2013 - 12h20

.
.
Alfinetada da Carta Maior:

Contagem regressiva

Quantos minutos ainda faltam para o Itamaraty afastar o subalterno da embaixada na Bolívia
que se auto-delegou a tarefa de conceder asilo a um bandoleiro travestido de senador?
.
.

Responder

    Mário SF Alves

    26/08/2013 - 14h25

    Cara, é sério isso. E o que esse tal bandoleiro tem de tão especial que possa “justificar” isso?
    ________________________________
    Ah! O Paraguai, ainda o Paraguai. Preocupante. Não demora muito e a voz uníssona da Casa Grande vai rasgar-se em elogios ao originalíssimo Paraguai. Afinal a sucursal da pior elite do mundo mais uma vez se impõe na Paraguai. Originalíssimo, generalíssimo, elitíssimo,concessionaríssimo,monopolíssimo, por aqui dá tudo no mesmo. Tudo acaba no velho e agora dissimuladíssimo golpe de estado. Filme de terror de quinta categoria.
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    Progresso social que é bom mesmo, nada. Ou melhor, só à conta-gotas e de cara pra lá de retorcida.

    FrancoAtirador

    26/08/2013 - 20h03

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    Bota grave nisso!

    É um incidente diplomático de enorme significância.

    ENTENDA O CASO ENVOLVENDO O SENADOR BOLIVIANO ROGER PINTO

    28.mai.2012 – Durante encontro com embaixador, o senador boliviano Roger Pinto, da oposição ao presidente Evo Morales, pede asilo político ao Brasil.

    8.jun.2012 – O governo brasileiro concede asilo e é criticado por Evo Morales dias depois.

    19.jul.2012 – Governo boliviano sobe o tom e acusa o embaixador brasileiro de fazer “pressão”.

    2.mar.2013 – Um acordo bilateral decide criar uma comissão para analisar o caso de Roger Pinto.

    17.mai.2013 – O advogado do senador pede que o Supremo Tribunal Federal pressione o Itamaraty.

    23.ago.2013 – Por volta das 15h, saem da embaixada brasileira em La Paz Roger Pinto, o diplomata brasileiro Eduardo Sabóia e dois fuzileiros navais, em dois carros diplomáticos oficiais. Eles percorrem mais de 1.500 km por terra em uma viagem de mais de 22 horas.

    24.ago.2013 – Na tarde deste sábado, os carros chegam a Corumbá, no Mato Grosso do Sul e, à noite, pegam um jatinho de um empresário [!?!] amigo do senador brasileiro Ricardo Ferraço (PMDB-ES) rumo a Brasília.

    25.ago.2013 – Roger Pinto, Ferraço e Sabóia chegam a Brasília.
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    Diplomata brasileiro assume que decidiu trazer senador boliviano ao Brasil

    O diplomata Eduardo Saboia, o encarregado de negócios em La Paz (espécie de embaixador interino), disse neste domingo (25) ao programa “Fantástico”, da Rede Globo, que decidiu trazer ao Brasil o senador boliviano Roger Pinto, asilado há mais de um ano na embaixada do brasileira em La Paz, porque ele estava com depressão e corria risco de vida.

    O diplomata afirmou que o Itamaraty pediu para que ele não falasse à imprensa sobre o assunto, mas que resolveu falar após o órgão citar seu nome em uma nota emitida neste domingo.

    “Tomei a decisão de conduzir essa operação porque havia um risco iminente à vida e à dignidade de uma pessoa [Roger Pinto]”, disse Saboia, Encarregado de Negócios do Brasil em La Paz.

    De acordo com Saboia, Pinto estava com depressão e pediu para ser tirado de lá. “É um quadro que podia degenerar ou em um suicídio ou em risco também para as pessoas que trabalham na embaixada”, disse.

    Ainda de acordo com o diplomata, o confinamento prolongado do senador não tinha perspectivas para terminar e não havia um “verdadeiro empenho” para solucionar o problema. “Eu estive em Brasília duas vezes dizendo: ‘olha, a situação está ruim’. Inclusive eu pedi para sair de La Paz porque eu disse: ‘eu não vou compactuar com essa situação que atenta à dignidade humana”, relatou.

    Viagem de 22 horas
    Segundo o senador brasileiro Ricardo Ferraço (PMDB), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Pinto viajou 22 horas entre La Paz e Corumbá, no Mato Grosso do Sul, em um automóvel da embaixada, escoltado por fuzileiros navais e policiais federais do Brasil. De Corumbá, Pinto seguiu em um avião fretado para Brasília, onde chegou na madrugada de domingo.

    Neste domingo, Roger Pinto disse que quer reconstruir a vida no Brasil.

    Itamaraty abre inquérito
    Mais cedo. o Ministério das Relações Exteriores informou que não tinha conhecimentos da chegada de Pinto ao Brasil. Em nota, o órgão disse ainda que vai abrir um inquérito para apurar o caso.

    Na mesma nota. o Itamaraty relatou que foi informado do desembarque de Pinto no sábado (24), mesma data do ingresso do político em território brasileiro. O ministério disse também que convocou Saboia para prestar esclarecimentos.

    Senador é acusado de corrupção
    Pinto, acusado de diversos crimes de corrupção na Bolívia, refugiou-se na embaixada brasileira em La Paz em 28 de maio de 2012. Após dez dias de ser recebido na embaixada, o governo brasileiro concedeu ao senador o status de asilado político.

    Em junho, o político foi condenado a um ano de prisão por um tribunal boliviano, que o declarou culpado de danos econômicos ao Estado calculados em cerca de US$ 1,7 milhão.

    O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse dias depois que o governo da presidente Dilma Rousseff “garantia” a segurança do senador boliviano.

    Ao desembarcar em Brasília, Pinto agradeceu às autoridades brasileiras, mas evitou comentar a sua vinda ao país sem o salvo-conduto [!!!] do governo boliviano, que seria necessário para a viagem.
    “Devo agradecer uma vez mais a todo o Brasil e as suas autoridades. (…) Em um momento oportuno, uma vez que conheço a decisão das autoridades, poderei me pronunciar mais.”

    O chanceler também explicou que o governo prosseguia com negociações “confidenciais” com as autoridades bolivianas para tentar solucionar a situação.

    (UOL com agências internacionais)
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    Mário SF Alves

    27/08/2013 - 18h34

    Obrigado, Franco. E me desculpando pela confusão que fiz entre os países reconheço que você tem toda a razão quanto à gravidade do caso. Senão isso, por que o Ministro Patriota estaria demissionário?
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    Sou fã do Amorim, mas ainda tinha muita expectativa boa em relação ao Patriota. Pena.

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    E sobre o montante da corrupção do bandoleiro boliviano, e para as circunstâncias de lá, tamanho de território, população, potencial agrícola, turístico, etc, esses US$ 1,7 milhão devem doer muito mais do que o rombo do escândalo do trenzão tukano aqui entre nós no Brasil.

    JOTACE

    27/08/2013 - 00h49

    Ao que eu saiba, os tratados internacionais que tratam do tema do asílo a refugiados políticos, não permitem que os governos dos países signatários concedam o mesmo a criminosos comuns, que usualmente tentam se disfarçar como detentores de tal condição. Os tratados e convenções até no âmbito interamericano são muito claros a respeito. Infelizmente o Brasil, em desrespeito aos tratados que assinou e deveria cumprir, tem se esmerado em abrigar ex-presidentes e outros figurões políticos do Paraguai e da Bolívia, dados à prática contumaz de crimes até de lesa-humanidade em seus países. Desta forma, os direitos dos povos daquelas nações têm sido sistematicamente violados pelos governos brasileiros que têm se sucedido. O fato de que os criminosos fugiam de governos dirigidos por semelhantes no crime,servia como um amortecedor, além do que com os recursos financeiros que dispunham, sempre contavam eles com a ajuda da grande imprensa, e a proteção de amigos ‘especiais’ em nosso país. Desta vez, contudo, o Brasil se defrontou com uma situação diferente: a Bolívia tem tido a sorte de contar com um governo dos mais respeitáveis de todas as Américas, disposto a cobrar caro a falta brasileira, e Dilma aparentemente aproveitou a oportunidade pra retirar do seu governo um chanceler que desagradava a todas chamadas forças vivas da nação. Contudo, um grande mistério ainda paira no ar: é o que levou a Carta Maior à indagação sobre a permanência do subalterno da embaixada na Bolívia, “O homem que sabia de mais”, como no filme…

Bacellar

25/08/2013 - 22h51

Francamente o conservadorismo nacional constantemente dá provas de sua inaptidão cognitiva. Insistir com Serra ou PSDB é de um primarismo inexplicável. Tantos setores e agentes cooptáveis dentro do PT e esses caras burramente ainda perdem tempo articulando a volta ao poder desses inviabilizados….será que não basta olhar pra fuça do Serra pra entender que com aquelas gengivas ele não leva a presidência? Hahahahha…Melhor nem dar ideia viu…

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José Ricardo Romero

25/08/2013 - 20h30

A sorte do PT e do governo é a oposição ser tão fraca e destrambelhada. E para mais sorte ainda, não há no horizonte qualquer sinal de que surgirá alguma liderança ou partido político que seja digno deste nome, nem no PT e tampouco na oposição.

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Marta

25/08/2013 - 19h57

É verdade. Dilma está do lado de fora do PT.

VEJAMOS ALGUNS PONTOS:

O pior deles: desprezar e ignorar totalmente a militância e os sindicatos que a elegeram, que brigaram por ela nas ruas e na internet.
Nunca se dignou a dar uma entrevista a jornalistas que lutaram para elegê-la.
Mandar cartinha de amor pra FHC,
festejar aniversário da FOLHA que lhe dedicou uma ficha falsa,
enterrar a Lei de mídia,
nomear um Bernardo,
uma Helena Chagas filha de tucano fanático
e a agora um Afif como ministros é o fim da picada.
E isto é apenas a ponta do iceberg.

De fato ela está à “direita” do PT.

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    Valmont

    26/08/2013 - 14h09

    Concordo que Dilma está colhendo o que plantou. E, de fato, cometeu alguns erros deploráveis. Mas não podemos dizer que o PT é “vítima” desses erros, porque o PT, na qualidade de organização, também comete imperdoáveis erros.
    A doença do burocratismo paralisante foi ignorada e está matando o partido.
    Mas, agora não é hora de ficar só na lavação. A direita articula um golpe para setembro e não podemos ficar chorando pitangas. Tanto o Governo Dilma quanto os partidos à esquerda têm que AGIR. “É preciso estar atento e FORTE”, falou Gil.

    mineiro

    26/08/2013 - 18h58

    ate que enfim alguem disse o que nos sempre vinha falando , que essa pres.cuspiu no prato que comeu e se bandiou para direita com a maior cara de pau. e que tambem o pt , é um partido travado , tragado e tucanado. e a nobre colega aqui enumerou muitos itens verdadeiros que essa pres. cometeu. agora o pt ser contra essa pres.covarde e aliada da direita tambem nao pode porque muitos que estao ai como o mercador mercadante , o hibernardo , o ze cardoso que travou a policia federal nao pode reclamar de nada , porque é a parte podre do pt. entao se agora estao acordando , beleza antes tarde do que nunca , mas eu duvido que vai cortar na propria carne , o pt ta corrompido demais . mas mesmo assim tomara que isso aconteça . e ate mesmo essa pres. volte para o lado progressita, tomara.

Seabra

25/08/2013 - 19h43

A entrevistada tem toda a razão: “E a chamada grande imprensa está aproveitando o momento. A internet está cheia de blogs e correntes atacando o governo, o Congresso, por exemplo. Só acho que não atacam como deveriam o poder judiciário, que sempre me pareceu o pior de todos.”

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