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Lula faz o pêndulo do PT se mover à esquerda; é a campanha eleitoral de 2016

20 de janeiro de 2016 às 23h05

Captura de Tela 2016-01-20 às 23.04.11

por Luiz Carlos Azenha

O ex-presidente Lula viajou o Brasil várias vezes.

Ele conhece o país física e intuitivamente.

Tem o Nordeste no DNA. Cresceu com os deserdados de São Paulo.

Lutou com a elite operária do ABC industrial. Não há outro líder com a sensibilidade social de Lula.

Fernando Henrique Cardoso, o líder intelectual da oposição, é um sociólogo de elite. Que só montou num jegue e se declarou com “um pé na cozinha” durante campanhas eleitorais. A relação entre FHC e o povo brasileiro é de água e óleo. O povo sabe que FHC não é “dos seus”.

Lula, não. Ele usa muitas metáforas no discurso. Algumas não fazem o menor sentido, mas garantem que seu discurso chegue ao povão. Ele adora falar como o pai e a mãe que administram o Brasil como se fosse uma imensa família, quando não é. Pelo contrário: a História do Brasil é a história da insurreição e da supressão dos que lutam por direitos. Mas Lula, o conciliador, parece realmente acreditar que o empresário Gerdau e o sindicalista Vicentinho podem conviver harmoniosamente. Em outras palavras, Lula incorpora a ideia de que o pobre brasileiro “sabe o seu lugar”.

O ex-presidente diz que Dilma está à sua esquerda. Confere. Diz-se que Golbery, o fiador da abertura lenta, gradual e restrita da ditadura militar, preferia Lula aos comunistas. O irmão de Lula era comunista. Ele, nunca foi. Lula é um social democrata, cujo horizonte é dar casa própria e automóvel a todos. Num país de deserdados e de imensa desigualdade social, como o Brasil, isso é revolucionário. Lula fala sempre nos bagres e nos sapos como um estorvo ao desenvolvimento. Ele ainda não chegou ao ponto de reconhecer que sem os bagres e os sapos nós, seres humanos, não sobreviveremos nesta Terra.

Como diz Paulo Henrique Amorim, sempre um observador arguto de nossa realidade, os tucanos vivem na e da mídia. Tiram o oxigênio dos colunistas de jornais, emissoras de rádio e TV. Não têm qualquer afinidade com o povo brasileiro. Eleitoralmente, sobrevivem na negação do outro. São, assim, cópia fiel da UDN. Criam uma realidade paralela, a do eterno “mar de lama”, para se apresentarem como “alternativa” à corrupção — da qual, aliás, fazem parte intimamente. PHA diria: qual é a ideia política original dos tucanos, além de entregar o patrimônio público para financiar seus governos? Eles sobrevivem vendendo a soberania brasileira.

Lula, na entrevista aos blogueiros, admitiu hoje que o PT se tornou um partido igualzinho a todos os outros. Fato. Quando ele fala que alguns companheiros “erraram”, provavelmente está se referindo aos crimes cometidos por gente como o ex-líder do governo Dilma no Senado, Delcídio do Amaral, que armava para tirar uma testemunha-chave do Brasil.

Todos os escândalos tucanos sobreviveram ao PT no poder: sanguessugas, vampiros, mensalão, petrolão. Em torno deles, o famoso pacto das elites.

O ex-presidente tem razão quando diz que o PT é perseguido pela mídia desde que ele assumiu o poder, em 2002. Vi isso de dentro da redação da TV Globo. Eu estava presente — e abominei — quando colegas jornalistas aplaudiram Lula antes da entrevista que ele deu ao Jornal Nacional, depois que se elegeu. E abominei quando, na onda das primeiras denúncias do mensalão, a Globo entrou na onda de criminalizar o PT, o que já dura mais de 12 anos. Testemunhei pessoalmente: a Globo colocou todos os seus recursos materiais e profissionais para investigar o PT, quando não fez o mesmo com nenhum outro partido.

A postura da mídia como linha auxiliar da oposição, no entanto, não deve ser usada como desculpa para o “reformismo fraco” do PT. Desde que José Dirceu, com suas alianças a qualquer custo, levou Lula ao poder, o PT se tornou ferramenta da “modernização conservadora” do Brasil. Um partido da ordem, que proporcionou migalhas aos mais pobres enquanto os mais ricos enchiam as burras de dinheiro.

O governo de coalizão do PT só pode se dar ao luxo de ser social democrata na bonança.

Na crise, banca a lei antiterrorismo contra os movimentos sociais, a reforma da Previdência, os leilões do pré-sal, o desmanche da Petrobras e da Eletrobras.

Na entrevista aos blogueiros, Lula mais uma vez mexeu com o pêndulo. Como líder mais importante do PT, se disse contra a lei antiterrorismo, a venda da Gaspetro e da Transpetro e propôs uma política econômica distinta do austericídio de Dilma.

É como se fosse aquele jogo do bad cop (Dilma) e do good cop (Lula).

Lula prega o apoio a Dilma, mas se distingue dela com propostas à esquerda, para não perder o campo político essencial, onde se encontra a militância do partido.

É sempre assim, desde a campanha de 2002: à esquerda durante a campanha, à direita no governo, à esquerda às vésperas do próximo período eleitoral, à direita depois da composição do governo.

Um pêndulo que, apesar de hipnotizar alguns blogueiros, se move de forma oportunista.

Mantém, como cenoura no horizonte, as reformas que realmente importam: democratização da mídia, reforma tributária que obrigue os ricos a assumirem carga tributária hoje carregada pela classe média e os mais pobres, soberania nacional sobre setores estratégicos (energia, comunicações e recursos naturais), um banco central que não esteja a serviço eminentemente do sistema financeiro.

O PT continua acreditando que pode se perpetuar como o menos ruim dos partidos.

Leia também:

Um resumo da entrevista de Lula aos blogueiros

 

55 Comentários escrever comentário »

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João Cesar Constanino

24/01/2016 - 04h07

Fazer esta crítica quando o governo está em crise é fácil! Deveria tê-la feito durante a bonança!

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Palhaço Goiabada

22/01/2016 - 02h39

No Jornal do Brasil

No JB: por que jogam contra o Brasil?

Reproduzido por Fernando Brito · 21/01/2016 – no Tijolaço

silencio

Editorial “O silêncio”, agora à tarde do Jornal do Brasil, destes de fazer gente se esconder de vergonha:

“Depois da longa e abrangente fala do ex-presidente Lula, na quarta-feira (20), ninguém se manifestou contra ele. O que parece é que os ataques não são motivados porque ele merece ser acusado, mas sim para tentar impedir sua possível futura candidatura.

É isso?

Por que não há nenhuma grande liderança falando onde estão os crimes dele? Ou onde estão os crimes do filho?

Ora, com todo o respeito…

No plano econômico, todos criticavam o governo pelo aumento da taxa de juros. Hoje, criticam porque não houve aumento na taxa de juros. Num primeiro momento, todos os patronos dos que estão contra o poder atacavam o poder porque a taxa de juros subia. Agora, atacam o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, por não ter aumentado a taxa.

Onde está a oposição? É oposição ou segmento raivoso por não estar no poder?

E como fica o povo vendo esses ataques que não são motivados por uma exigência de ética, e sim pelo desejo de voltar ao poder?

No plano político, diziam que todos os delatados deveriam perder o poder e serem presos. E agora que aparecem novos nomes delatados, o que acham? Não defendem mais esta posição?

E, mais uma vez, como fica o povo assistindo a tudo isso?

Quem paga essa campanha contra o Brasil não são os empreiteiros e nem os corruptos. Quem paga é o povo desempregado.

Há um ditado que diz que não existe canto quando não há plateia. Só canta quem sabe que vai ser ouvido. Se achacam é porque foi o achacado que permitiu a existência do corruptor.

O que querem fazer com o país que sinaliza que pode ter 10 milhões de desempregados, fora a massa jovem, menor de 20 anos, que nunca teve emprego?

O que pode acontecer com um país que não tem 40 milhões de habitantes, e sim cinco vezes mais? É importante frisar que os desempregados arrastam com eles de um a quatro dependentes, que representa uma Espanha inteira de pessoas sem perspectivas.

Por que jogam contra o país? É porque já estão morando no exterior, com o produto do que roubaram do povo sofrido?”

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Lula meu Amor

22/01/2016 - 02h12

Nesse momento, por declaração tão amorosa e verdadeira, todos que fizeram a Gloriosa se sentem efusivamente feliz por lutarem bravamente e enfrentado até os piores canalhas que queriam acabar com o imposto sindical
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“SITUAÇÃO HOJE ESTÁ MAIS DIFÍCIL QUE NA DITADURA MILITAR”, DIZ LULA
20/01/201611:43 Atualização: 11:46
http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/Politica/2016/01/577396/Situacao-hoje-esta-mais-dificil-que-na-ditadura-militar,-diz-Lula?ref=yfp

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Andre

21/01/2016 - 22h24

Estamos em ano de eleição e o PT está com a expectativa de sair das boquinhas dos governos. AS declarações de Lula são puro oportunismo eleitoreiro; quando falava contra o PSDB podia levar o povo na lábia, mas qualquer pessoa vai se perguntar: Ué, mas o Lula não é do PT e o governo do PT? Chega a ser bizarro.Queimar companheiros na disputa pelo controle do partido – algo que Lula e seu grupo fizeram desde sempre no PT – é uma coisa, quando a ‘companheira’ é a presidente da república que é do partido, é outra. As suas declarações deixam sérias dúvidas se esse é um partido capaz de governar, pois não consegue governar a si próprio. Parece que a criatividade e esperteza politica de Lula se esgotaram quando ele saiu do poder. Essa estratégia é um verdadeiro prego no caixão do PT.

A ideia do oportunismo para se manter no poder a qualquer custo, me parece, é novamente tentar ‘acender uma vela para Deus e outra para o diabo’. Por um lado afrouxar a politica econômica – a manutenção da taxa de juros já assinala isso e o relatório do FMI acendeu o alerta, a recuperação não vem no ano eleitoral e bateu o desespero. Por outro lado, endurecer naquilo que não é imediatemente percebido e sentido pela população, as ‘reformas estruturais’ tucanas: avançar a privatização das Universidades em estado adiantado com a aprovação do código de ciência e tecnologia e a aprovação da EBSHER sob coação policial ou sem aprovação do conselho Universitário na maioria das Universidades; ‘reforma’ da previdência; sucatemaneto da saúde com a entrega de fato da saúde aos planos privados e fim dos direitos trabalhistas (chamado eufemisticamente de ‘reforma trabalhista’). Assim dá migalhas para a base dos trabalhadores se iludirem e votarem no PT e paga a conta para quem realmente controla o partido, o grande capital.

A única diferença entre as politicas do PT e as do PSDB para fazer uma metáfora popular, é que o PT envena a vítma lentamente de forma a que esta nem perceba que está morrendo (politicas graduais); já o PSDB dá logo um tiro de canhão na vitima(politicas de choque). No final, o resultado é o mesmo. E eu fico me perguntado: é mais fácil resistir ao primeiro tratamento ou ao segundo? No final, a primeira não traz resultados mais ‘sólidos’ para o capital do que a segunda?

Mas tem uma diferença fundamental entre o PT e o PSDB para quem é de esquerda. O PT se diz de esquerda e reivindica o monopolio dela, além de não agir contra a oposiçao de esquerda de forma muito diferente de como o PSDB, a mídia e oposiçao de direita agem com o PT – quem milita na oposição de esquerda, seja em movimentos sociais não comprados com fundos de pensão ou cargos, seja na oposição partidária sabe do que estou falando. Com essas politicas o governo do PT está ajudando de forma muito eficaz na realização do grande sonho da direita brasileira, que ela jamais seria capaz de realizar com as próprias mãos: o extremínio politico da esquerda em plena ‘normalidade democrática’.

Sendo uma pessoa de esquerda, eu espero que esse governo acabe nas urnas para que o PT não saia de vítima e não se recupere nunca mais. Assim não vai atrapalhar a reconstrução da esquerda que já é necessária e urgente mas só vai ser possivel quando eles sairem do caminho.

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Antonio Cunha

21/01/2016 - 21h15

A democratização da mídia, reforma tributária que obrigue os ricos a assumirem carga tributária hoje carregada pela classe média e os mais pobres, soberania nacional sobre setores estratégicos (energia, comunicações e recursos naturais), um banco central que não esteja a serviço eminentemente do sistema financeiro,

Impossível nas condições políticas vigentes, só seria possível numa ditadura ou numa revolução.

O Brasil é um transatlântico, como disse uma vez o Franklin Martins. Move-se devagar.

Mas o legado do governo Lula é sem igual na história.

E haveremos de chegar onde queremos.

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Roberto Locatelli

21/01/2016 - 20h11

Sim, Lula é um reformista e conciliador. Tudo o que ele almeja é que as famílias humildes tenham uma casa, filhos na escola, enfim, uma vida digna. Mas, para o capitalismo financeiro, não é aceitável que as famílias pobres tenham uma casinha e direito à escola para os filhos. Não pode!! Por isso, Lula e o PT são perseguidos, caluniados, atacados de todas as formas, como se Lula fosse Lênin e o manso PT fosse o Partido Bolchevique.
A elite e sua mídia sabem muito bem quem são seus inimigos. Cabe a nós sabermos quem são nossos aliados, sem abrir mão das críticas, e construindo alternativas organizacionais. Uma alternativa fundamental hoje é a Frente Brasil Popular.

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    Fernanda Lage

    27/01/2016 - 11h50

    Concordo com você, Roberto!

    Luiz Fernando

    31/01/2016 - 23h37

    Entendo que o texto do Azenha foi injusto com o ex-presidente. Ele apenas tem procurado viabilizar o possível, por que a realpolitik assim requer. Não gostei do texto, achei inadequado.

    Luiz S T R

    11/02/2016 - 12h52

    Quem faz criticas hoje ao governo do PT, talvez estejam esquecidos de quando este Partido assumiu o País; Juro de vinte e seis por cento, País comprometido com o F M I,as periferias cheias de flagelados, em períodos de Seca famílias saqueando as feiras publicas, o êxodo rural constantemente por falta de oportunidade…. Hoje é diferente, não vemos famílias, abandonando seus lares em busca de oportunidades, há investimentos para agricultura familiar. Ainda não está tudo bem, mas avançamos muito, mesmo com um operário, que diziam não ter condições de governar o Brasil. Por tudo isso, acredito no Brasil e Lula 2018.

Roberto de Paulo

21/01/2016 - 20h02

Me aponte um Partido melhor que o PT,por tudo que vem fazendo,todos ganharam,só está pior no momento,pela crise econômica que o mundo passa no momento,mas acredito na reviravolta.

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Leo Oliveira

21/01/2016 - 19h07

Argentina e Venezuela optaram por um caminho mais à esquerda, tendo como resultados: Macri e a perda da maioria parlamentar por parte do Maduro.

No auge da sua popularidade, Lula poderia ter iniciado reformas importantes. Porém isso, necessariamente, não significaria hoje mais apoio popular. Nem se pode afirmar que menos pragmatismo teria sido benéfico, se traria mais prosperidade e haveria mais justiça social.

O que ocorre com o PT é consequência antes de tudo do fim dum ciclo econômico favorável, que está afetando também nossos vizinhos. É quase como um desgaste inevitável.

Mesmo diante de tanto desgaste, depois de 13 anos, o partido ainda tem uma base importante, tem um grande contingente, beneficiados pelos programas sociais, que ainda pode garantir número expressivo de votos nas próximas eleições.

Talvez esse contingente possa ser chamado de esquerda, e por pragmatismo e necessidade de sobrevivência, o PT seja obrigado a ir ao seu encontro.

O partido já deve ter percebido que não vai ser aceito na Casa Grande, que isso sirva de lição para futuros governos terem políticas públicas também de esquerda, embora isso não signifique estabilidade e manutenção do poder.

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emerson57

21/01/2016 - 17h49

Lula disse que quando perdeu para Collor tinha menos condições de presidir do que quando foi eleito.
Agora se diz mais à esquerda. Será que com isso reconhece os erros de não ter sido “mais à esquerda”?
Lula sentiu o gosto de ser reconhecido mundialmente pela melhora que seu governo ofereceu aos pobres.
Será que o plano dele agora é levar esse avanço adiante? Será que eleito dessa vez a sua primeira entrevista será pública com a presença preponderante dos blogueiros progressistas?
Um monte de perguntas, eu sei. Mais uma: Se não com Lula, com quem?
Outra: Teremos um Macri brasileiro?
Ninguém merece!

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mineiro

21/01/2016 - 17h24

texto certeiro , mais um para mostrar a verdade nua e crua e isso me leva a concordar com o ciro gomes, de que o lula se acha acima do bem e do mal , infelizmente , é verdade. passados todos esses anos e ela acha que somos imbecis, que ele e o governo do poste maldito , mais favoreceu a elite do que os pobres. temos que reconhecer tambem , que a vida do pobre foi outra no governo dele e nos temos que reconhecer. agora como bem diz o texto , isso aconteceu quando o brasil tava na crista da onda. mas o rico ficou mais rico do que o pobre melhorou de vida. agora depois da crise , tudo veio a tona e deu no que deu. para nao ferrar o rico , o poste salafrario mandou a conta do pobre e isso ta muito claro agora. isso prova que ele vem com o mesmo discuros de paz e amor entre as classes , discurso sem vergonha, com a mesma desgraçada da governabilidade maldita e em resumo , vai ser a mesma coisa , nao vai fazer nada contra a elite.

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FrancoAtirador

21/01/2016 - 16h29

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O Sistema Partidário envelheceu no Brasil e no Mundo.
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Para a Maioria da População, as Siglas dos Partidos
são meras Logomarcas de Empresas para Consumidores,
e as ‘Marcas’ Atuais perderam totalmente a Credibilidade,
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em Grande Medida, devido à Criminalização da Política
Estimulada pela Mídia Jabáculê dos Mercados Financeiros,
mas também por uma Promiscuidade Ideológica [email protected] Líderes.
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Porém, é o Momento Propício para a Renovação da Esquerda,
aproveitando a Mudança Radical no Financiamento Eleitoral,
com a Criação de uma Frente Ampla contra o Neoliberalismo,
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reunindo todas as Forças Políticas Atuantes nos Movimentos
de Estudantes, de Intelectuais e de Trabalhadores, em geral,
desde que desvinculados de Governos, em um Partido ‘Limpo’.
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Responder

Márcio Gaspar

21/01/2016 - 15h32

É o que eu vi depois do primeiro governo do PT em 2003-2006. A esquerda no poder causa menos estragos e faz um recuo ao neoliberalismo, uma contenção necessária a desgraça total a fúria da direita, concede alguns benefícios aos pobres, alguma inclusão, mas as elites não deixam de ganhar nunca, ganhou um pouquíssimo a menos, mas sempre ganham. A direita no poder é a fúria do capital e a fúria em solapar direitos dos trabalhadores e achatar salários, aumentar a reserva de desempregados etc. Se a economia continuar assim até as eleições, certamente, a direita assumirá o poder e encontrará uma situação crítica do país, mas uma situação ótima para seus projetos de poder e justificar, com a ajuda da Globo e PIG, em cortar direitos, privatizar o ensino superior, empresas estatais, terceirizar o trabalho de vez, e tudo o se possa imaginar. Já imagino as reportagens com os exemplos “bem sucedidos” em algum lugar no mundo em que o que o governo está querendo implantar gerou bons resultados. Foi assim no governo FHC, enganaram o povo durante 8 anos com essas reportagens.

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Jayme

21/01/2016 - 14h11

Queira ou não, foi o PT que dobrou o nº de universitários neste país, que inseriu mais de 40 milhões de pobres na classe média, que valorizou o salário mínimo, que permitiu o pobre andar de avião, comprar carro e frequentar universidade, que mostrou mais transparência, que facilitou, permitiu e deixa investigar corrupção como nunca antes na história, que investiu em infra-estrutura-PAC,etc. Erro do PT foi não fazer uma reforma, uma nova lei dos meios de comunicação. Queira ou não é o grande partido mais a esquerda. Esquerda 100% não governaria este país em meio ao “coxinismo” e “viralatice” da nossa direita dominante. Fale mal do nosso país, mas não fale mal dos EUA aqui neste “Brazil” que tem a maior parte da mídia como porta-voz ianque e que faz a cabeça dos “midiotas”. O sonho da nossa direita é por um fim nas investigações de corrupção, é trazer o Brasil de volta como a “prostituta do planeta” como era antes do PT, ou seja, com a ingerência do mercado, entrega do nosso patrimônio, ser capacho dos países ricos, escravo da dívida e ser tutelado pelo FMI.

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Hermes Milani

21/01/2016 - 14h02

Caro Azenha – Lula, de tão bom, torna-se ingênuo. Nós o chamamos de “gênio ingênuo”. Ele acredita que, com um diálogo sincero e respeitoso, pode até conseguir uma paz definitiva entre os israelitas e os palestinos !… Ele não acredita que os EUA não tenha amigos, tenha apenas interesses. Ele não acredita que meia dúzia de seres (des)humanos seja responsável por inúmeros genocídios como é o caso do Segredo das Sete Irmãs. As provas insofismáveis dessas duas verdades estão nos dois vídeos a seguir:
>–>
https://www.youtube.com/watch?v=iFqzo3gYgys
>–>
https://www.youtube.com/watch?v=jQYK3ttfVaw&list=PL65E3B3A3DC9AEBD0

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titus

21/01/2016 - 13h19

Todos aqui fizeram comentarios muito bons..mas falando em alternativas se for o caso do lula nao participar em 2018 devemos comecar a trabalhar nas possiveis alternativas
uma que chamou a atencao e o senador roberto requiao, porque digo isso..tem um plano para o que queremos para o nosso Brasil..sugiro ao Azenha que de uma olhada
http://www.robertorequiao.com.br/para-mudar-o-brasil/

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Eli Braz

21/01/2016 - 12h56

Se o PT, Lula, Dilma e a turma toda já são perseguidos por terem feito um governo que apenas melhorou um pouco a situação dos deserdados desde 1.500, imagine se TENTASSE fazer o que Azenha colocou no final, que são algumas das principais bandeiras da esquerda.
Mesmo algumas tentativas de politizar a povo, como as tantas conferências temáticas que Lula realizou, algumas modificações que o MEC fez para que se ensinasse a verdade histórica sobre a escravidão, a valorização das nossas raízes africans e outros temas nas escolas para que se elevasse o nível civilizatório da sociedade foram alvos de campanhas furibundas de difamação de setores retrógrados!!!
Dilma começou a apanhar pra valer quando OUSOU mexer nos juros dos bancos públicos e afirmou que a Lei de Médios sairia. A verdade é que com esse congresso não deu e agora é que não dá mesmo para fazer #$$%& nenhuma. Cadê que saiu uma reforma política que prestasse??? Vamos ver se melhora o perfil desses congressistas com a proibição do financiamento privados das campanhas. OREMOS!

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    Helena/S.André SP

    21/01/2016 - 22h45

    É verdade, Eli. Concordo com seu comentário.

Francisco

21/01/2016 - 12h35

Os partidos, as pessoas, as instituições, tudo tem o seu limite histórico. O do PT já pode ser visto no horizonte.

Preocupa e que só dá para ver isso, até o momento.

Ainda não dá para ver o momento seguinte, o movimento/partido seguinte.

Até lá, no entanto, ir de PT: que jeito?

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Annibal Botto

21/01/2016 - 12h17

Grande Azenha e equipe,

Não consigo ver outro líder para 2018 que não seja o Lula. Entretanto, quero registrar minha discordância quanto a proposta da “idade mínima” (que na verdade é máxima) para a aposentadoria. Acho absurdo qualquer pessoa defender essa reforma da previdência e implantar o regime do “APOSENTE-SE HOJE E MORRA AMANHÔ. Toda vez que ouço ou leio alguém defendendo isso, fico esperando que a qualquer momento o defensor da aposentadoria aos 67 anos exclame: “QUE MERDA ESSE AUMENTO DA EXPECTATIVA DE VIDA! QUE MERDA ESSE NEGÓCIO DAS PESSOAS VIVEREM MAIS! BOM MESMO ERA NO TEMPO EM QUE SE MORRIA AOS 40 OU 50 ANOS…O JUSCELINO KUBITSCHEK PODIA PEGAR O DINHEIRO DA PREVIDÊNCIA PRA CONSTRUIR BRASÍLIA, OS DITADORES MILITARES PODIAM PEGAR O DINHEIRO DA PREVIDÊNCIA PRA CONSTRUIR A PONTE RIO-NITERÓI…E A PREVIDÊNCIA SOCIAL ESTAVA LÁ COM SUAS CONTAS ABSOLUTAMENTE EM ORDEM…”
Sempre que ouço ou leio afirmações como essa fico com uma enorme dúvida: Devemos comemorar o fato de que estamos VIVENDO MAIS ou devemos CHORAR MUITO por isso?
Quando a presidenta Dilma “DESONEROU” a folha de pagamento das empresas de três áreas da economia, reduzindo a contribuição patronal de 10% para 2%, isto é, RENUNCIANDO RECENTA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL, nem o governo, nem os “especialistas” se lembraram do tal “rombo” da previdência que, segundo alguns economistas é uma FARSA.
Porque os governos NUNCA COBRAM A DÍVIDA dos municípios, dos clubes de futebol e das empresas para com a previdência? Consta na internet que a dívida das 500 MAIORES EMPRESAS para com a previdência ultrapassa os TREZENTOS BILHÕES DE REAIS. Só as 500 MAIORES EMPRESAS. Porque os governos (TODOS OS GOVERNOS) nunca criaram mecanismo para ampliar o universo dos contribuintes à previdência social? No tempo do FHC com sua privataria e recessão, os trabalhadores da economia formal, isto é, os que tem carteira de trabalho assinada e, portanto, os que contribuem para a previdência, eram 46% da massa trabalhadora. Enquanto que, o percentual dos trabalhadores que estava na economia INFORMAL, isto é, sem carteira assinada eram 54%. No Governo Lula, com sua política econômica desenvolvimentista, os índices se inverteram. Os trabalhadores da economia formal chegaram a 54% e os da INFORMALIDADE com 46%. Dentre esses 46% da economia informal, quantos contribuem para a previdência? Se os governos (TODOS) tivessem criado um mecanismo para estimular a contribuição desses 54% (no desastre FHC) ou 46% (no desenvolvimentismo do Lula) a arrecadação previdenciária teria tido um aumento de quase 100%.
Aumentar a aposentadoria para mais de 60 anos é reduzir a condição humana, apenas, ao trabalho, à produção…O QUE FAZER COM OS JOVENS DE 18, 20 ANOS QUE PROCURARÃO TRABALHO E ENCONTRARÃO UM IDOSO EXTENUADO OCUPANDO “SUAS VAGAS”?
Essa lógica do “aposente-se hoje e morra amanhã” satisfaz bem a intenção de que a previdência social pague aposentadoria por APENAS ALGUNS POUCOS ANOS. Isso tem relação com o ministro da previdência social japonesa conclamando os idosos daquele país a se suicidarem. Ou com o diretor da previdência francesa, no governo Zarkozy, que afirmou achar um absurdo o estado francês “gastar 100 mil francos com um idoso na UTI”…
Um governo de esquerda tem a obrigação moral e política de tentar, pelo menos tentar, descontruir esse paradigma de que o ser humano nasce para “produzir” e depois que se torna “improdutivo” (FHC o chamava de “VAGABUNDO”), deve morrer rápido para não comprometer as contas públicas…
As esquerda têm que romper rapidamente com este paradigma do “viver para o trabalho”.

Responder

    FrancoAtirador

    21/01/2016 - 12h55

    .
    .
    Em Evento do Fórum Social Mundial, na quarta-feira (20), em Porto Alegre-RS,
    .
    Auditoria Cidadã da Dívida debateu “o Sistema da Dívida e os Direitos Sociais”
    .
    Por Rosane Vargas, Sintrajufe/RS
    .
    O representante da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite)
    João Pedro Casarotto mostrou que o nível de endividamento da União, de estados e municípios
    faz com que a maior parte da arrecadação seja voltada para o pagamento a instituições financeiras.
    .
    Com isso, por exemplo, sobra muito pouco do montante arrecadado para o governo federal investir. “Não tem como crescer dessa maneira”, afirmou o painelista.
    .
    De acordo com o que explicou o painelista, busca-se, basicamente, a solvência dos entes públicos para que possam continuar a pagar a dívida.
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    Por isso o superávit primário aparece como a principal preocupação do governo, e não as carências sociais.
    .
    Por lei, há um limitador para o endividamento.
    Municípios podem se endividar até 120% do valor arrecadado; estados, 200 %.
    .
    Quanto à União, o nível de endividamento precisa ser definido pelo Senado,
    que se esquiva de discutir esse assunto.
    .
    Como resultado, a União, em 2014 devia 530% mais do que a arrecadação
    e estava chegando perto dos 600% no final de 2015.
    .
    Segundo Casarotto, há um descontrole total.
    .
    Infraestrutura (estradas, energia, portos, aeroportos, saneamento, etc.)
    é um direito social de todos os brasileiros, pois todos sofrem com a falta
    ou a precarização desse itens.
    .
    No entanto, diante do quadro de baixíssimo investimento público
    em prol do pagamento da dívida, não sobram recursos,
    assim como também não os há para saúde, educação, segurança, habitação.
    .
    Nas intervenções dos presentes, ficou evidente a importância
    da realização de uma auditoria da dívida pública no Brasil.
    .
    Com o aumento de juros e da inflação,
    ganham as instituições financeiras,
    perde toda a população.
    .
    Foi lembrado que, como resultado da pressão, a atual composição do Congresso Nacional,
    mesmo considerada uma das mais conservadoras das últimas décadas,
    aprovou o projeto que prevê a realização de uma auditoria, mas a Presidente Dilma Rousseff (PT) vetou
    (http://www.viomundo.com.br/denuncias/psol-dilma-veta-auditoria-da-divida-publica-com-participacao-da-sociedade-civil.html).
    .
    Foi acordado que sindicatos e entidades do movimento social presentes
    farão um esforço para uma ação conjunta a fim de derrubar o veto de Dilma.
    .
    O diretor Cristiano Moreira, coordenador do Núcleo RS da Auditoria Cidadã da Dívida,
    ressaltou que se avizinham novos ataques à Previdência e aos trabalhadores,
    em nome do ajuste fiscal, cujo objetivo é garantir o superávit primário para o pagamento da dívida.
    .
    Para o dirigente, houve um avanço grande em 2015, com a constituição de núcleos
    da Auditoria Cidadã em vários estados e com a aprovação do projeto pelo Congresso.
    .
    Cristiano referiu, ainda, que o Equador fez uma auditoria, o que reduziu em 70% a dívida daquele país.
    .
    Na Grécia, o trabalho mostrou também vários problemas em contratos com os bancos.
    .
    “Avançamos bastante nos últimos anos, chegando a aprovar a auditoria da dívida no Congresso Nacional.
    Agora, nosso objetivo é cobrar de parlamentares a derrubada do veto.
    Ainda que seja um grande desafio, essa luta certamente nos fortalecerá e fará avançar ainda mais”, concluiu.
    .
    .

manoel

21/01/2016 - 11h58

Concordo plenamente com sua analise Azenha. O pior é que as alternativas com viabilidade eleitoral, na nossa jovem democracia, são horríveis. Estamos ainda lutando contra golpistas….mas o governo Dilma é um arremedo de governo popular…e o Lula sabe disso, melhor que ninguém.

Responder

FrancoAtirador

21/01/2016 - 11h22

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A Paulicéia Desvairada Vista de Perto Por Quem é de Longe
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O Perigoso Haddad e a Paulista
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Por Juremir Machado da Silva, no Correio do Povo (RS)
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Estive em São Paulo.
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Observei várias coisas interessantes desde a saída de Porto Alegre:
voos lotados, filas imensas, aeroporto transbordando.
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Pensei ironicamente: só pode ser a Crise. Sei que ela existe e é grave. Bicho está pegando.
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Fiquei procurando explicação para essa contradição acachapante.
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Hotel lotado.
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Saímos com amigos para jantar em São Paulo.
Tempo médio de espera numa pizzaria da moda: duas horas.
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Ouvi a explicação de que a Crise não pega parte da Classe Média.
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Deve ser isso mesmo.
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Estamos bem no fundo do poço.
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O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, é perigoso. Desconfio que seja até comunista.
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Adotou medidas terríveis que desencadearam a ira de parte dos paulistanos.
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Diminuiu a velocidade dos automóveis nas marginais
e com isso aumentou a fluência do tráfego e reduziu o número de acidentes.
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Um paradoxo. Lesou os paulistanos no sagrado direito diário ao engarrafamento.
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Foi acusado de estar na contramão da história, de ser bicho-grilo, de odiar carros
e de representar o bolivarianismo atrasado e ideológico.
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Liberou paredes para grafiteiros. Foi atacado por estimular o vandalismo. Está lindo.
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Dificilmente Haddad será reeleito. É visto por muitos como o pior prefeito do mundo.
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Há eleitores que preferem opções mais gabaritadas e com experiência administrativa
como João Doria e José Luís Datena, que desistiu ao descobrir, só agora, que o PP não é santo.
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Outra atividade assustadora de Fernando Haddad, que pude comprovar pessoalmente,
é o fechamento da imponente Avenida Paulista aos carros nos domingos
para que se transforme em área de lazer.
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Virou um terrível parque de diversões com ciclistas, mulheres tomando banho de sol,
crianças correndo, músicos tocando e cantando, casais dançando, gente caminhando,
correndo e pulando.
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Mais uma vez, Haddad foi rotulado de anacrônico e ideológico.
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O PSDB, sempre tão moderno e racional, entrou na justiça para tentar desbloquear a Paulista.
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José Serra foi ao local, num domingo de chuva, para demonstrar que é um desperdício fechá-la.
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Fiquei com a impressão que Haddad está mal-informado: não sabe que a Paulista
é o coração do capitalismo brasileiro e não pode ter tempo morto,
salvo se, quem sabe, for cobrado pedágio dos que a ocupam aos domingos
para se divertir infantilmente.
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Chega a ser humilhante ver a Paulista sem engarrafamento, salvo de bicicletas e gente sem camisa.
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Onde já se viu humanizar o núcleo trepidante da Pauliceia Desvairada!
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A ideia de reservar a Paulista para lazer aos domingos é tão ridícula
que pretende ser copiada por Paris, que quer reservar
a luxuosa Champs-Elysées para “promenades dominicales”.
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Haddad propôs também a regulamentação do Uber
em termos que serão ótimos para todas as partes,
começando com uma consulta popular.
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A Câmara de Vereadores não pretende deixar passar tamanho absurdo.
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Voltei de São Paulo aturdido.
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Se eu morasse e votasse lá, Haddad jamais teria o meu voto. É muito perigoso. Deve ser até comunista.
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Além disso, até pouco tempo era apenas um poste do Lula.
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Se a capital paulista continuar com administrações desse tipo, a cidade perderá a sua identidade.
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É visível que está sendo descaracterizada. Um pouco mais e será um lugar habitável.
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Não dá.
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O aumento da passagem de ônibus a devolve à realidade. O pau come.
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É como a Petrobras.
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Para uma ala, ‘ponderada’, ‘equilibrada’ e ‘sensata’ e ‘sem ideologia’,
a queda dos preços das suas ações nada tem a ver
com o preço internacional do petróleo, que despencou.
‘É só uma coincidência’…
.
(http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=8162)
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Responder

Nelson

21/01/2016 - 09h50

Em complemento ao comentário anterior, quero dizer que minhas palavras não devem ser entendidas como uma desculpa ao PT. Pelo contrário, tenho críticas severas a este partido e a seus governos das quais não abro mão.

E, como já afirmei outras vezes, os governos do PT estão fazendo de tudo para ficar iguaizinhos aos dos tucanos.

Responder

    Hermes Milani

    21/01/2016 - 11h02

    Nelson – concordo com você e penso que o PDT poderá por fim à polarização PT/PSDB que saturou. Sobre esse excelente artigo do Azenha, faço o seguinte comentário, com sua devida permissão:
    >–>
    Lula, de tão bom, torna-se ingênuo. Nós o chamamos de “gênio ingênuo”. Ele crê que um diálogo sincero e respeitoso pode até conseguir uma paz definitiva entre os israelitas e os palestinos !… Ele não acredita que os EUA não tenha amigos, tenha apenas interesses. Ele não acredita que meia dúzia de seres (des)humanos seja responsável por inúmeros genocídios como é o caso do Segredo das Sete Irmãs. As provas insofismáveis dessas verdades estão nos dois vídeos a seguir:
    >–>
    https://www.youtube.com/watch?v=iFqzo3gYgys
    >–>
    https://www.youtube.com/watch?v=jQYK3ttfVaw&list=PL65E3B3A3DC9AEBD0

    Thila

    21/01/2016 - 12h53

    Impossível Nelson, só se a troica tarja preta,picolé de xuxu e helicoca mudar p o partido de mala e cuia! Quem vai querer?

Miranda

21/01/2016 - 09h44

É isso mesmo Azenha. Infelizmente, o Lula se tornou uma raposa velha, jogando com as esperanças da esquerda. Difícil é sair por ai defendendo um partido que ao invés de ser a opção para um Brasil mais justo e soberano , é simplesmente o partido menos ruim.

Responder

Nelson

21/01/2016 - 09h44

Análise perfeita, Azenha. Como se diz no popular, “foste no rin”.

“Testemunhei pessoalmente: a Globo colocou todos os seus recursos materiais e profissionais para investigar o PT, quando não fez o mesmo com nenhum outro partido.”

Por que a Globo e a grande mídia em geral não fez o mesmo com PMDB, PSDB, PP, DEM e outros menos votados, que são muito mais podres que o PT? Porque estes partidos fazem tudo o que o sistema dominante quer.

O PT, apesar das grandes cagadas e barbeiragens feitas, em alguns aspectos – deveriam ser muitos, não -, contrariou o que o sistema dominante prescreveu para o Brasil. A votação do PL 4330 é um exemplo.

Então, a um partido desse tipo, que detém uma enorme bancada no Congresso Nacional, não se pode dar trégua. Vai que , de repente, tal partido resolva desembestar para a esquerda e o sistema não consiga mais mantê-lo sob certo controle?

Vai que tal partido, com política realmente nacionais e populares passe a ganhar mais e mais votos e a ampliar suas bancadas nos parlamentos? Depois, ficaria muito mais difícil tirá-lo do poder. Então, é preciso detroçá-lo, desossá-lo, dessangrá-lo, momento a momento, dia a dia, semana a semana….

Finalizando, fica claro, claríssimo, que a grande mídia não tem compromisso algum com a eliminação da corrupção no Brasil.
-

Responder

Fabio

21/01/2016 - 09h37

Quem pode mudar realmente o Brasil, transformar esse país numa grande nação?
Ninguém que aí está.
Lula teve essa grande oportunidade, não fez e não fará.
A Dilma é uma perdida que não sabe em que mundo vive.
Os tucanos, ladrões entreguistas.
Enfim, estamos perdidos.

Responder

Jonas Ruiz de Oliveira

21/01/2016 - 08h54

É muito, mas muito bom quando agente pode ler um artigo que se move entre os elogios e as críticas sem contaminar o conteúdo. Parabéns Azenha e é o que eu costumo dizer: Na hora do voto, o povo deve listar os acertos e os erros e votar pelos acertos. No momento o PT ainda tem crédito.

Responder

Andre Marx

21/01/2016 - 08h30

É a precessão dos equinócios, agora na política. A um dado intervalo de tempo, ocorre uma movimentação no cenário político: o PSol virará o velho PT de guerra; o PT velho de guerra está virando um PSDB; o PSDB há tempos já virou uma UDN, piorada.

Responder

Mauricio Gomes

21/01/2016 - 07h59

Excelente Azenha, melhor análise disparada da entrevista do Lula que li até agora. Esse pacto com as elites não rendeu sequer um pingo de simpatia por parte destas, embora tenham literalmente ganho bilhões nos governos petistas, e para piorar afastou o verdadeiro PT de suas bases. Lula e o PT precisam sair da retórica para a ação, pois em 4 governos petistas as grandes questões nacionais (reforma tributária, taxação de grandes fortunas, fim dos oligopólios midiáticos, etc) foram deixadas de lado em nome da dita governabilidade. Prefiro mil vezes o PT voltando às suas origens e defendendo questões como essa do que manter o status quo de partido de centro atual, mesmo que isso custe a perda de eleições. É preciso demarcar uma linha para diferenciar o partido dos demotucanos e assemelhados, caso contrário o povo acabará chegando a conclusão de que tanto faz um ou outro.

Responder

Simba

21/01/2016 - 07h13

Uau! Qto mais tento entender o mundo, mais percebo q nada sei. E se a emoção de estar na Paulista, em 2002, comemorando a vitória da “Esperança” sobre o “Medo” ainda faz brilhar meus olhos, perceber o seu olhar é simplesmente rejuvenescedor.
Obrigado por fazer parte dos blogueiros sujos e se manter como um contraponto ao PIG.
Tamo junto!

Responder

Julio Silveira

21/01/2016 - 06h56

Moral da historia, Lula é um politico artificial que flutua ao sabor da maré, que não produz nada em termos de mudanças positivas dos paradigmas culturais nacionais. Não tem qualquer vinculo com a ideologia esquerdista. Usa-a apenas, para garantir seu acesso e seu prestigio ao poder. É apenas um politico esperto, como tantos, mas que sabe como poucos ser aproveitar da sua origem humilde para firmar sua liderança, nem tão positiva para o Brasil e o próprio povo brasileiro.

Responder

francisco pereira neto

21/01/2016 - 04h21

Entendo a angustia do Azenha, da qual também compartilho.
Algumas pinceladas.
A frase “(…) qual é a ideia política original dos tucanos, além de entregar o patrimônio público para financiar seus governos? Eles sobrevivem vendendo a soberania brasileira”.
A primeira parte, até a vírgula, realmente é do PHA. mas o resto, é da sua lavra Azenha.
E é isso mesmo.
Os tucanos não tem uma ideia original para melhorar a vida do povo brasileiro.
Sempre tive essa mesma opinião e provas do que acontece nos governos tucanos.
Os bagres miúdos alimentando os bagrões, fazendo o trabalho de formiguinhas, raspando os cofres públicos nos processos públicos de terceirizações, pequenas e médias obras, construções e reformas de prédios, tudo superfaturado para abastecer o caixa dois dessa turma, sem contar os “prêmios” que eles levam por ajudar o partido, roubando dinheiro público. Falo, e provo o que falo.
Os grandes negócios dos tucanos que envolve bilhões, vide o Trensalão, o Rouboanel, Sabesp, a roubalheira das privatizações das rodovias sempre nas mãos de laranjas cooptados pelo partido, as fundações as OSs, tudo isso é “administrado” diretamente pelos bagrões. Por isso eles estão no poder há mais de vinte anos governando São Paulo. TCE. MP, Procuradoria, judiciário paulista, tudo cooptado. Por isso não se vê um tucano condenado. O que passa mais perto, Robson Marinho, secretario de governo de Covas, no seu primeiro mandato, até hoje continua solto. Nem processado foi. Qual é o milagre?
Para tentar acabar com nossas angustias Azenha, como você diz que as reformas essenciais não foram feitas, democratização da mídia, reforma tributária, soberania estratégica, tudo perfeito. Mas como fazer se o Congresso é eleito pelo poder econômico.
Acho que esse padrão de se fazer política, direita e esquerda e depois que assume o poder, é tudo a mesma coisa, quando não, distribuindo algumas migalhas para o povão, se esgotou.
É preciso radicalizar.
Mas para isso tem de se estruturar.
E a oportunidade é agora.
E isso independe do PT ou de qualquer liderança progressista partidária.
Deve surgir dos movimentos sociais organizados.

Responder

Sérgio Vianna

21/01/2016 - 02h15

A crítica parece que está correta. E o Azenha tem autoridade moral, profissional e política para exercer sua crítica ao modelo petista de gestão de campanhas eleitorais.
Deixo, entretanto, uma ponderação para ser levada em conta no mesmo raciocínio: o sistema eleitoral brasileiro produziu o presidencialismo de coalizão que amarrou qualquer possibilidade de o governo – qualquer um que vencer o processo eleitoral – vir a gestar suas propostas (defendidas em campanha) com o respaldo eleitoral, apenas.
Essa é uma crítica antiga, a de que não se dá o devido valor para a eleição proporcional (Câmara dos Deputados), quando temos representantes de 28 partidos políticos, fora a balbúrdia permitida na formação (e no desmanche) dos blocos partidários, o que altera a formação das comissões permanentes e as extraordinárias ao longo de cada legislatura. Não foi por outro mecanismo que Eduardo Cunha demonstrou – didaticamente – como manipular o Poder Legislativo de acordo com a conveniência do dia.
Para superar a crença de “que pode se perpetuar como o menos ruim dos partidos”, o PT (assim como qualquer outra sigla que venha a oferecer uma alternativa ao petismo versus tucanismo), deveria cuidar melhor do processo eleitoral proporcional e, junto com as demais organizações partidárias que lhe dão apoio governamental, produzir um amplo debate nacional sobre a organização do legislativo, notadamente na Câmara dos Deputados.
De outra forma, mantidas as premissas atuais das alianças eleitorais e dos blocos partidários, continuaremos com as mais de duas dezenas de partidos que não representam nada, e que se permitem essa coalização governamental lastreada no “toma lá, dá cá”, inevitável e sem fim.

Responder

Euler

21/01/2016 - 02h12

Ótima análise, caro Azenha, mas que revela o angu de caroço que se tornou a política brasileira. A esquerda, por si, não tem força para ganhar governos no âmbito federal. Haja vista o desempenho de candidaturas do PSOL, PSTU, entre outros. Ainda que Lula não seja um quadro de esquerda com a formação ideológica de outros candidatos, ele encarna simbolicamente, pela sua história de vida, origem, etc., o ideário de uma pessoa do povo que chegou ao poder e não se deixou cooptar pelos donos do PIB. Pelo menos não totalmente. E por mais que tenha conciliado com a direita e com o capital, não se pode negar que Lula (e Dilma) deixou um legado de conquistas sociais, que podemos enumerar: o combate à miséria e à fome, que tirou milhões de pessoas da situação de penúria em que viviam; os aumentos do salário mínimo acima da inflação, as políticas de cotas, de ampliação de ofertas de acesso ao ensino superior, de moradia popular – com todos os equívocos do programa MCMV -, de programas como o Mais Médicos; os investimentos para geração de emprego até o primeiro mandato de Dilma, etc.

Não se pode dizer que se trate tão somente de migalhas para as camadas populares, embora reconheçamos que as maiores fatias das receitas ficaram nas mãos dos banqueiros e outros membros da Casa Grande. Os governos do PT erraram feio nem tanto pelo envolvimento em práticas de corrupção – o que já era de se esperar de qualquer projeto de governo que ganhasse a dimensão que o PT ganhou -, mas, erraram feio ao se omitir em relação às questões centrais da nossa realidade. Uma delas, em relação ao criminoso e mafioso monopólio da mídia, que trabalhou e trabalha 24 horas por dia contra os interesses do povo brasileiro.

Essa omissão do PT no governo em relação ao monopólio da mídia fez com que setores populares beneficiários das políticas públicas fossem ideologicamente cooptados para o campo da direita. Muitos dos que se “deram bem” nos últimos 12 anos não associam essa melhoria nas suas vidas com as políticas sociais do governo do PT. Sem falar na deformação de amplos setores da sociedade, que foram lobotomizados pelo discurso neofascista da mídia, que fala sozinha para o grande público.

Por outro lado, o PT também se omitiu em relação à dívida pública e às políticas neoliberais dos juros altos que custam ao Brasil a metade do orçamento da União. É a verdadeira Bolsa Casa Grande, que se contrapõe à Bolsa Família para os pobres. Tivesse enfrentado essa questão com ousadia e à luz de uma auditoria pública e talvez a realidade dos cofres públicos da União seria outra. Teríamos mais dinheiro para investir em Educação e Saúde.

Concordo com você, Azenha, também em relação à necessidade de uma reforma que obrigasse os mais ricos a pagarem mais impostos, livrando os trabalhadores dessa carga pesadíssima. Mas, isoladamente o PT não tem força para fazer essas reformas. Nem com o apoio de toda a esquerda. E seus aliados fisiológicos só lhe dariam apoio, aí sim, na bonança, porque em tempos de crise eles tendem a fechar com o receituário mais conservador.

Portanto, se há uma coisa que o PT pode fazer pelo Brasil, mesmo sendo um partido de esquerda água com açúcar, é tentar retomar o projeto de crescimento econômico, “custe o que custar”, porque somente nesse ambiente de crescimento e geração de emprego é que se abrem os espaços para novas conquistas para os de baixo, inclusive capazes de transcender as metas propostas pelas lideranças políticas.

O Brasil dispõe de riquezas minerais que dariam suporte para o financiamento de políticas de investimento mais agressivas. Além disso, o Brasil tem reservas externas em dólares que somam 10 vezes mais o chamado déficit do orçamento da União, que fundamentou essa política levyana de choque neoliberal do segundo mandato de Dilma.

Neste ponto, Lula fica mais à esquerda do que a presidenta Dilma, que infelizmente se deixou envolver por teorias neoliberais, mesmo tendo uma formação ideológica de esquerda mais sólida. A sensibilidade, a história de vida e a intuição do antigo líder metalúrgico certamente falam mais alto quando pressionado pelos movimentos sociais. Tomara que Dilma ouça o seu padrinho político e retome as políticas voltadas para a geração de emprego e renda, ao invés de se restringir aos tais ajustes neoliberais que quase destruíram as conquistas dos últimos 12 anos de governo petista.

Não foi à toa que a operação Lava Jato, na minha opinião uma criação diabólica da CIA e seus associados internos, atacou justamente os setores estratégicos da economia brasileira, como a Petrobras e empresas associadas, que mobilizam 20% do PIB brasileiro. Para escapar dessa novela do caos alimentada pela mídia, lava-jatos e outros tipos, o governo federal terá que ousar mais, desenvolvendo políticas de crescimento, geração de renda e novas conquistas sociais. É o único caminho para impedir a volta da direita golpista ao poder central. O que, em se tratando da realidade brasileira, já é um grande passo.

Responder

Marcio Valentim

21/01/2016 - 02h07

Excelente análise Azenha, realmente é inacreditável que mesmo correndo o risco de botar todo o seu legado a perder, o PT e o governo não são capazes de adotar medidas que dividam a conta da crise com os mais ricos e ao invés disso defendem bater ainda mais no lombo da base. Além de covarde e enganadora, essa tática é suicida. Simplesmente não dá mais pra tapar o sol com a peneira.

Responder

Ramon

21/01/2016 - 00h38

Perfeita análise, Azenha. Não apoio o golpe capitaneado pelo PSDB e seus asseclas, porém não moverei uma palha em defesa do mandato da neoliberal de esquerda Dilma Roussef. Dia 14/01 foi a gota dágua com aquele famigerado “não” a auditoria da dívida pública.

Lamentável, para uma mulher que se diz Brizolista – o melhor político do Brasil, provavelmente. O belo Lula foi o primeiro a Reformar a Previdência em 2003 e agora posa de bom moço. OPORTUNISTA.

Responder

Carlos Ravara

21/01/2016 - 00h37

Já começou a pancadaria:

http://fatoonline.com.br/conteudo/15457/o-mercado-nao-vota?or=i-not&p=re&i=1&v=0

Responder

Bacellar

21/01/2016 - 00h24

Melhor o burro andar atrás da cenoura do PT do que andar na base do chicote do PSDEMB.

Agora que é fundamental a base do partido compreender suas limitações é. Que a retórica eleitoral não passa de retórica mesmo e seguiremos vivendo a velha metáfora do violino.

Quando Dilma partiu pra queda de braço em 2012 com regime de partilha do PS, baixa histórica na Selic, pressão no spread…Quase tivemos uma “primavera” em 2013…Mídia, capital grosso, influência externa, inimigos internos, sistema judiciário…Esse conjunto de forças leva tudo de roldão como a enxurrada de lama tóxica da BPVale…

Che facciamo?

Se não existe essa terceira entidade progressista articulada pra enfrentar a “modernização conservadora” petista nem a “hecatombe conservadora” tucana ou “redista”? Mais do que olhar pro horizonte o momento é de atenção ao retrovisor…

Não da pra chutar pro alto o único anteparo entre o interesse do povo e o da oligarquia. Ainda mais nesse ano em que a onda de desestabilização será total.

Evidentemente que aborrece qualquer um….Ma…Che facciamo?

Responder

    Lóki

    21/01/2016 - 13h02

    Bem lembrado, Bacellar.
    Já tivemos uma amostra em 2012 de um pequeno enfrentamento maior às Elites Filhas-da-Puta deste País. Dilma não cedeu e manteve o regime soberano de partilha do Pré-Sal , fez baixa histórica na Selic, colocou sob pressão o spread operando com os Bancos Públicos, e também, lembremos, baixou a tarifa de Energia Elétrica e como consequência tivemos em 2013 a maior reação da Direita desse País em muitos anos, com todas as suas armas e forças !!!
    O que podemos fazer? Ora, no mínimo, como você próprio sugeriu, e não que seja muito bom, é ficar de olho no retrovisor, não retroceder, para que estas poucas conquistas possam se consolidar na sociedade Brasileira.
    Para isso, no momento, não vejo outra alternativa que não seja defender o mandato de Dilma e Lula novamente em 2018. Subimos uma grande montanha, melhor parar um pouco pra descansar, mesmo com o sol na cabeça, do que rolar ribanceira abaixo tentando tresloucadamente atingir o cume!

    Renato Alves

    22/01/2016 - 10h03

    É verdade Lóki, temos que consolidar estas conquistas, tais como a redução nas tarifas de energia. A propósito, é vc quem paga a conta de luz na sua casa? Parece que não.

    Lóki

    24/01/2016 - 22h29

    Renato Alves, se continuar com comentários tão infantis, vou contar pra sua mamãe que você está usando o computador dela, hein!

Lukas

21/01/2016 - 00h05

A gente vê por aqui nos comentários. Para os petistas, basta ser só um pouquinho melhor que os tucanos que está bom.

Responder

    bonobo de oliveira, severino

    21/01/2016 - 08h26

    E para o partido do Lukas, como é que é?

    Lóki

    21/01/2016 - 09h32

    Não é isso não, Lukas.
    Gostei do texto do Azenha, ele tem razão em muitos pontos.
    Porém o que muita gente acha, é que estes pequenos avanços, por menores que tenham sido, já fizeram mudar a vida de muita gente de “miserável sem perspectivas” para apenas “pobre com dignidade e com perspectivas”, e neste País isso não é pouco, pois nunca foi feito.
    E também, qual a alternativa concreta, objetiva e prática ao PT hoje , que não ponha em risco esse pouco que se conseguiu? Não vamos esquecer que isso envolve diretamente a vida de milhões de Brasileiros.
    O Rede Sustentabilidade? Brincadeira né, com financiadores como o Itaú, Americanos por trás…
    O PSOL, que ainda não consegue ter uma liderança forte nacional, e que ainda se embanana internamente com questões como Israel x Palestina? Seria tragado pela nossa mídia rapidinho !
    O PSB de Erundina? Sucumbiu na trairagem de Eduardo Campos, castigados por seu infeliz falecimento !
    Ciro Gomes? Parece um nome razoável, hoje, mas apenas isso! Não dá pra apostar todas as fichas !
    Existe o receio de um retrocesso ! Veja a Argentina com o Macri!
    Para muita gente da classe média, ou até quem acabou de integrá-la agora, com acesso a Saúde, Transporte, Trabalho e Educação, mesmo sem a qualidade ideal, propor esse enfrentamento mais forte com a elite filha-da-puta deste País parece molezinha, mas como faze-lo, hoje, na prática?
    Com o pouco que fez, pelo menos com o PT temos mais confiança, pois estão aí faz 10 anos.
    Os “Petistas” também pensam, avaliam… por favor, não entrem nessa onda de julgar os “Petistas” como uma torcida de futebol, só porque, talvez, nosso pensamento muitas vezes não é igualzinho ao de vocês, e mais próximos a Lula.
    Quanto as mudanças de Lula, concordo com Azenha, mas acho natural do jogo político mesmo …
    Quando Lula da essa “guinada” a esquerda, ele não está mentido, é o desejo dele. Porém, quando se chega a um governo, existe a questão conjuntural que envolve também a formação do Congresso, forças como o Judiciário, que se mostrou completamente partidário da oposição e muitas outras …
    Muita calma nessa hora… Saudações.

    Hermes Milani

    21/01/2016 - 11h03

    Miguel Castro – concordo com você e penso que o PDT poderá por fim à polarização PT/PSDB que saturou. Sobre esse excelente artigo do Azenha, faço o seguinte comentário, com sua devida permissão:
    >–>
    Lula, de tão bom, torna-se ingênuo. Nós o chamamos de “gênio ingênuo”. Ele crê que um diálogo sincero e respeitoso pode até conseguir uma paz definitiva entre os israelitas e os palestinos !… Ele não acredita que os EUA não tenha amigos, tenha apenas interesses. Ele não acredita que meia dúzia de seres (des)humanos seja responsável por inúmeros genocídios como é o caso do Segredo das Sete Irmãs. As provas insofismáveis dessas verdades estão nos dois vídeos a seguir:
    >–>
    https://www.youtube.com/watch?v=iFqzo3gYgys
    >–>
    https://www.youtube.com/watch?v=jQYK3ttfVaw&list=PL65E3B3A3DC9AEBD0

Marcos

21/01/2016 - 00h01

Gostei da análise, Azenha ! Você mostra aspectos que eu nunca tinha atinado: essa imagem do pêndulo dentro do calendário eleitoral, por exemplo.

E ficamos reféns. Gostaríamos de uma esquerda de fato no governo, se posicionando como deve ser, mas se não votarmos no Lula ou na Dilma não sobra ninguém que seja de esquerda de fato e tenha condições de governar.

Marina se foi não é mais. Luciana Genro e PSOL, hoje, talvez não se sustente no governo. E, em 2014, se não reelegessemos Dilma, ficaríamos com o doidão do Leblon?

Que xadrez complexo …

Responder

    bonobo de oliveira, severino

    21/01/2016 - 08h34

    Caro Marcos. Pegando o seu post como gancho, peço permissão para colocar um trecho do texto em que proponho uma reflexão sobre essa questão de estar “refém” de um modelo, que acabo de publicar no FACE.

    “Está aí uma questão fascinante e muito pouco compreendida por tantos filósofos, intelectuais e farsantes (a maioria) que se debruçam sobre os estudos da política brasileira e a “moderada revolução conciliadora” observada nos anos recentes.
    A primeira questão fascinante surge do tal “reformismo fraco”. Na minha opinião, é duramente criticado e atacado por tantos quantos se omitiram em torná-lo mais “forte”. Ora, por que teria predominado a linha conciliadora do Zé Dirceu e não o “confronto com a burguesia” tão defendido e proclamado como bandeira pelos que se dizem integrantes da “esquerda autêntica”? Foi feita a vontade do PT? Eu penso que predominou porque fugiram do debate (democrático) optando pela saída da comodidade (autoritária e sectária) de dizer “não brinco mais” e sair atirando, acusando traidores da causa, como fizeram tantos, demonstrando incapacidade para o jogo político em ambiente democrático. Se tivessem permanecido e apoiado o debate e a luta em defesa das teses mais à esquerda, a ala conservadora do Zé não teria sido forçada (ou, talvez, contemplada) a ceder as pressões das parcelas majoritárias conservadores no Congresso e na sociedade em geral. Assim é a democracia. Ou não é assim?
    Eu penso que essa atribuição de falha sem a reflexão crítica de todos os agentes atuando no processo é uma simplificação que, por vezes, em certos discursos, beira a falsidade intelectual.”

    Na minha opinião, nós estamos reféns de um modelo acomodado com a pior direita porque quem se diz de esquerda não faz a sua parte e só joga pedras, como meninos travessos. Tem que crescer e aparecer!

    Fabio

    21/01/2016 - 09h39

    Isso mesmo Marcos, concordo com você.
    Nós de esquerda na verdade estamos perdidos.
    Não há um sequer que realmente nos represente.

    Hermes Milani

    21/01/2016 - 11h14

    Marcos – concordo com você e penso que o PDT poderá por fim à polarização PT/PSDB que saturou. Sobre esse excelente artigo do Azenha, faço o seguinte comentário, com sua devida permissão:
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    Lula, de tão bom, torna-se ingênuo. Nós o chamamos de “gênio ingênuo”. Ele crê que um diálogo sincero e respeitoso pode até conseguir uma paz definitiva entre os israelitas e os palestinos !… Ele não acredita que os EUA não tenha amigos, tenha apenas interesses. Ele não acredita que meia dúzia de seres (des)humanos seja responsável por inúmeros genocídios como é o caso do Segredo das Sete Irmãs. As provas insofismáveis dessas verdades estão nos dois vídeos a seguir:
    >–>
    https://www.youtube.com/watch?v=iFqzo3gYgys
    >–>
    https://www.youtube.com/watch?v=jQYK3ttfVaw&list=PL65E3B3A3DC9AEBD0

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