VIOMUNDO

Lincoln Secco: Anatomia do Movimento Passe Livre

10 de junho de 2013 às 10h50


Ilustração do Movimento do Passe Livre-SP

por Lincoln Secco, especial para o Viomundo

As recentes manifestações de junho do Movimento Passe Livre (MPL) em São Paulo surpreenderam os donos do poder. Como a justiça da causa não podia ser questionada, as armas da crítica voltaram-se contra a crítica das armas. E sendo assim, perderam.

Ainda que as armas não fossem armas. Pneus incendiados, lixeiras como barricadas e milhares de pessoas concentradas ainda não podem ameaçar nenhum grupo estabelecido no andar de cima. Mas podem desmoralizá-lo. Diante disso a “crítica” dirigiu-se à turba, à baderna, ao “trânsito”, aos arruaceiros e aos jovens filhos de papai.

Sem resultados, os críticos descobriram os partidos. Assim, pelos jornais “sabemos” que certos partidos de “extrema esquerda” dirigiam sorrateiramente o MPL. Nada mais falso. O MPL se organiza horizontalmente, ao lado, acima (por vezes abaixo) dos partidos políticos. Não é, portanto, uma frente de partidos. Decerto há nele militantes de partidos. Nada mais esperado e justificado. Os partidos de esquerda, revolucionários ou não, vivem sempre a expectativa de montar o cavalo já em disparada.

Eis que a grande imprensa lembrou o vandalismo. “Vândalos!”, berravam apresentadores transtornados nos telejornais sensacionalistas. Em movimentos assim, é natural que haja ações erradas, revoltas incontidas e gritos de ódio. A população que se movimenta não o faz segundo a etiqueta de parlamentares de terno, gravata, seguranças e jantares caros.

Uma ou outra vidraça se quebra porque, ao contrário dos militares que batem, atiram balas de borracha e lançam bombas de gás lacrimogêneo, os militantes das ruas ainda não se acostumaram a mirar com precisão. Eles não dispõem de dinheiro, da polícia e das leis ao seu lado. Mas segundo a contabilidade prática do movimento as lixeiras incendiadas e os prejuízos ao tráfego poderão ser descontados tranquilamente dos bilhões desviados dos cofres públicos nas licitações duvidosas de obras que visam melhorar exatamente o tráfego.

Mas alto lá, proclama um prefeito. O custo do passe livre o inviabiliza! É certo que poderíamos fazer outra conta. A tarifa zero, proposta hoje por vários partidos piratas europeus, foi pela primeira vez lançada pela própria prefeitura da cidade de São Paulo e pelo atual partido do Governo. O Partido dos Trabalhadores propôs durante a gestão de Luiza Erundina que a tarifa fosse paga por um imposto urbano progressivo. Sem apoio na época de um movimento social organizado foi fácil para a Câmara Municipal recusar.

Hoje desconheço os cálculos políticos que os governos fazem para se opor ao passe livre. Sei que os contábeis estão errados. E, provavelmente, os eleitorais também. Uma medida de tal impacto talvez pudesse se tornar o maior “programa social” de um partido. A economia com os gastos de cobrança e com a diminuição de automóveis nas ruas compensaria mesmo a chamada classe média.

Além disso, a população poderia se deslocar por vários serviços de saúde e educação desafogando os equipamentos públicos mais procurados. E nem precisaríamos citar os ganhos para os que frequentariam as escolas, bibliotecas, parques, praças, museus etc.

Confusos, finalmente os “críticos” dizem que se trata de um movimento comunista, anarquista, trotskista, punk, sindical, baderneiro… Mas sabemos que a finalidade do MPL não se define previamente. Apesar da evidência do motivo imediato (a livre locomoção urbana de todas as pessoas) e de ideais necessariamente vagos sobre outra sociedade, ele se define apenas como um grupo que luta. Luta por nós.

Lincoln Secco é professor de História Contemporânea da USP.

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45 Comentários escrever comentário »

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fabio rodrigues

15/06/2013 - 20h36

A criminalização do direito de se manifestar está encobrindo a verdadeira intenção dos canais de manipulação pois eles estão tentando manchar os movimentos sociais devido aos interesses economicos que os financiam já que são submissos a uma escravidão economica que determina preços muitas vezes impraticáveis, mas que esses canais de alienação querem que a sociedade aceite esses preços como se fosse uma coisa normal, como se toda a populção tivesse condições de praticar os preços abusivos que só beneficiam os empresários defendidos pelos meios de comunação corporativistas.

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Jorge Souto Maior: Passe Livre e o direito de ir e vir - Viomundo - O que você não vê na mídia

11/06/2013 - 18h20

[…] Lincoln Secco: Anatomia do Movimento Passe Livre […]

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Maria Izabel L Silva

11/06/2013 - 14h08

Não vejo qualquer sentido nesse movimento. E a “anatomia” do Lincon Secco é muito mais sem sentido ainda. O movimento me parece extremamente pequeno burgues e sem rumo. Tem coisa muito mais importante doendo no bolso da classe média. Mensalidades escolares, planos de saude … tudo isso é pago em dobro, e ninguem reclama. Ninguem faz barricada por uma escola ou um posto de saude. Mas faz barricada por causa de vinte centavos no passe de onibus … Pare o mundo que eu quero descer.

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    Vanessa Gonçalves

    14/06/2013 - 16h35

    Prezada Maria, se vc, assim como todos os outros brasileiros, sabem de todos os motivos pelos quais temos para nos levantar e gritar, porque ao invés de criticar o movimento, que luta pelos nossos direitos, vc não se junta á ele, levado suas experiências e o transformando em um movimento maior e melhor. A idéia de que “esse povo não vai mudar o mundo” já não cabe mais. Talvez vc precise ler e estudar mais os fatos históricos para perceber o quanto já evoluimos em direitos desde os primordios desse Estado moderno. Já mudamos muito o mundo, e vamos mudar ainda mais.
    “Muda, que quando a gente muda o mundo muda coma gente. A gente muda o mundo na mudança da mente. E quando a gente muda a gente anda pra frente, e quando a gente manda ninguém manda na gente. Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura; na mudança de postura a gente fica mais seguro, na mudança do presente a gente molda o futuro!” Gabriel o Pensador (Até quando).
    Abraços e espero vc no próximo ato, dia 17/06 às 17 hs no largo da Batata.

As manifestações do Movimento Passe Livre | Marcos Aurélio

11/06/2013 - 10h45

[…] por Lincoln Secco (Do blog Vi o Mundo, aqui) […]

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Clovis

11/06/2013 - 10h29

Fiquei feliz em descobrir o texto do meu amigo e ex colega de faculdade Lincoln. Texto claro, limpo e belo. Eu adoraria comentá-lo mas lendo comentários anteriores me veio uma dúvida e um desânimo. Qual o propósito em abrigar comentários tão carregados de ódio e ignorância? Seria por algum coonceito de tolerância, liberdade de expressão e pluralidade. Vi isso em outros sites muito bons e francamente acho um equívoco. Nenhum desses que nos visitam toleraria que fôssemos dizer umas verdades em alguma de suas igrejinhas. Vejam por exemplo o pastor que foi confundido com um gay por causa de uma bandeira colorida. Porque eles são tão bem vindos?

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    Ricardo Homrich

    11/06/2013 - 13h47

    Em Campo Grande-MS tem passe livre pelo menos desde 1995, quando comecei a usar coletivo para ir à escola.
    A prefeitura organizou ao máximo os alunos em escolas próximas de suas casas e o benefício se estende até a FACULDADE.
    Cada dia que for na aula deve recarregar (para a volta e outro dia) o cartão em máquinas instaladas nas escolas/faculdades.

    Lincoln

    18/06/2013 - 22h53

    Clovis os comentários na rede nem sempre são bons, mas o espaço serve pelo menos para eu saber que você está bem e na luta. abs. Lincoln.

Paulo Henrique Tavares

11/06/2013 - 09h52

E tem mais o seguinte:
é nóis!

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Mardones

11/06/2013 - 09h13

Bravo. O Paulo Henrique Amorim foi um dos que rotulou o MPL como sendo aquele que não conta com um trabalhador sequer. k k k k k k k k

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    Rodrigo Leme

    11/06/2013 - 10h04

    Até aí, quem leva o PHA a sério?

renato

11/06/2013 - 00h11

A Favor da gurizada. Assim é que começa.Escreveu não leu o pau comeu.
Eles tem que saber que o bicho pode pegar.
Não queimaram ônibus.
Não explodiram banco.
Não fizeram saidinha.
Não fizeram raxa.
Não soltaram balões.
Não soltaram rojões.
Só atrapalharam o trafego.
Se tivessem atrapalhado o tráfico, com certeza a
liderança já estava morta.Porque contra esta ninguém
se altera.
Entrega seu carro.
Entrega seu dinheiro
entrega sua moto
entrega sua mulher.
entrega a vida. E esta tudo certo….Esta tudo muito bom
o máximo que fazem e acender as luzes para o Apresentador de TV, achando que estão contribuindo de forma arrebatadora. No máximo ligando para aquele telefone para dizer que esta a favor do apresentador, e fica feliz por que esta do lado dos que votaram mais. É hilário,tão perto de vocês e não foram engrossar a fila.

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filipe petrusch

10/06/2013 - 23h10

Qual é o efetivo benefício social do passe livre? Trabalhadores que precisam do transporte público ganham vale transporte, os estudantes 50% de desconto, idosos são isentos, essa proposta então beneficia a quem de fato? Por outro lado imaginem as prefeituras contratando empresas de ônibus para fornecer o transporte gratuito, se na coleta de lixo formou-se uma máfia violentíssima imagine o estrago que faria uma máfia do transporte urbano mamando nas tetas da máquina pública!!! Os protestos podiam voltar-se para exigir mais opções de transporte, mais qualidade, mais eficiência e ecologicamente mais limpo. O MPL é míope e retrógrado.

Responder

    Leo V

    11/06/2013 - 09h26

    Em que mundo você vive?

    Eu vivo num mundo em que grande parte dos trabalhadores não recebem vale transporte, em que os desempregados não recebem vale transporte, em que não se recebe “vale transporte” para acesso à cidade (cultura, lazer, saúde, visitar família etc.).

    Tarifa zero beneficia até quem anda de carro como você, pois tende a diminuir o trânsito.

Jaimão

10/06/2013 - 21h04

A antiga CMTC fazia transporte gratuito, mas teve um prefeito privatista que adorou acabar com ela. Agora geme.

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Vitorio Toro

10/06/2013 - 18h04

Texto show de bola.

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Movimento Passe Livre – Luta contra o aumento das tarifas - Interludium : Interludium

10/06/2013 - 17h07

[…] Anatomia do Movimento Passe Livre – Por Lincoln Secco […]

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Willian

10/06/2013 - 15h24

Querem tudo de graça. Quem paga a conta?

Provavelmente a demonizada classe média.

Responder

    Leo V

    10/06/2013 - 17h06

    Sim, alguém vai ter que pagar. Assim como alguém tem que pagar por saúde e educação públicas.
    Paga-se através de impostos e taxas. De onde virá o dinheiro, ou, quem deve pagar, essa é a questão. E não é um bicho de sete cabeças.

    Outra questão: por que quando se fala de educação e saúde pública e gratuita todos em geral aceitam e quando se fala em transporte público e gratuito fica parecendo coisa de outro planeta?
    Não é através do transporte que se tem acesso à educação e saúde também? Que se tem acesso à cultura, a procurar emprego, lazer etc.?

Olegário

10/06/2013 - 14h21

Qual é o sentido de se depredar uma banca de jornal? O dono da banca seria um emissário do imperialismo?

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ma.rosa

10/06/2013 - 13h20

Um texto muito bem escrito e positivo sobre o movimento! O olhar bastante aguçado do autor nos diz muito! Parabéns.

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EDUARDO BELLANDI

10/06/2013 - 13h13

PARABÉNS LINCOLN, CONTE, AGORA, COMO, QUANDO, ONDE O PT DEIXOU DE LUTAR POR NÓS?!

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Leo V

10/06/2013 - 13h01

O texto é muito bom é uma excelente descrição do que é o movimento.

Há toda uma discussão das implicações políticas e sociais da tarifa zero e exemplos práticos da sua implementação (como aponta o autor do texto, um exemplo foi a experiência no governo municipal do próprio PT em São Paulo).

Responder

Tiago

10/06/2013 - 12h36

Que texto patético!

“Mas segundo a contabilidade prática do movimento as lixeiras incendiadas e os prejuízos ao tráfego poderão ser descontados tranquilamente dos bilhões desviados dos cofres públicos nas licitações duvidosas de obras que visam melhorar exatamente o tráfego.”

“Contabilidade prática”? O que é isso? Então o vandalismo foi “sem querer” porque “os militantes das ruas ainda não se acostumaram a mirar com precisão”? Então prejudicar os VERDADEIROS TRABALHADORES da cidade é totalmente justificado porque “em movimentos assim, é natural que haja ações erradas, revoltas incontidas e gritos de ódio”?

Maconheiros inúteis, playboys imprestáveis. Corto meu braço se algum desses vagabundos alguma vez na vida já subiu em um ônibus. Playboys “revolucionários” que causam o caos por diversão (ou por ser “natural”) e compartilham tudo a partir de seus Iphones. São como aqueles vergonhosos maconheiros da USP.

Como foi que permitimos que a esquerda chegasse a ISSO?

Responder

    Rodrigo

    10/06/2013 - 15h30

    Quando é que a “esquerda” começou a repetir a mesma ladainha do reinaldo azevedo? Aliás quando é que começou essa coisa de minha “esquerda” é melhor que a sua, as pessoas não podem extravazar suas raivas e frustrações porque não é bonito e porque são um monte de vândalos, primatas da idade da pedra, ou como disse um promotor daqui de São Paulo, “um bando de bugios revoltados” que merecem ser MORTOS pelos policiais militares do batalhão de choque.
    Esquerda? Aonde Tiago? Meus dois hemisférios cerebrais trabalham muito bem em conjunto. Nenhum prescinde do outro.

    Tiago

    10/06/2013 - 17h47

    Bom, se eles querem “extravazar suas raivas e frustrações”, que fiquem à vontade.

    Mas é correto que eles atrapalhem outras pessoas, colega Rodrigo? Me perdoe, mas tenho certeza que os trabalhadores que eles lesaram tem muitos mais motivos para sentir “raivas e frustrações” do que esse bando de playboys.

    Se eles se comportam como vândalos, ora, do que você espera que sejam chamados? É claro, você pode concordar, como o autor do texto acima, que “em movimentos assim, é natural que haja ações erradas, revoltas incontidas e gritos de ódio”.

    Penso que esse tipo de ação só serve para colocar o povo contra as causas populares. Mas não posso esperar que esses indivíduos concordem com isso. Afinal, segundo eles, o saldo é positivo pois estão na mídia. É triste.

    A “minha esquerda” não é minha nem de ninguém. O que te digo com absoluta certeza e convicção é que “esquerda”, seja lá o quefor, não é depredação, não é anarquia, não é caos, e principalmente não é lesar o povo, que é o ÚNICO prejudicado pelos revolucionários do Iphone.

    rodrigo

    10/06/2013 - 19h33

    Tiago, leia um pouco de Proudhon, de Bakunin e de Kropotkin. Por fim leia Tólstoi. E se você entender as idéias HUMANAS que norteiam algo que chamaram de anarquismo te garanto que você vai virar uma pessoa melhor…

    A propósito, você quer ser o líder? Quer liderar a vanguarda do povo? Quer ser o guia iluminador das causas populares? Defensor dos pobres, dos fracos e dos oprimidos? Já tem o Luís Inácio e ele não gosta de concorrência…

    Tiago

    11/06/2013 - 11h26

    Colega Rodrigo, entre anarquismo e anarquia existe uma diferença muito grande. Eu acredito no anarquismo…e não na anarquia.

    Vou devolver sua sugestão para que leia Bakunin e o que ele definia como “violência revolucionária”. Essa que estamos vendo deve ser o primeiro caso de “violência revolucionária” que não prejudicou em nada os poderosos…e sim, apenas o povo.

    Também devolvo a sugestão da leitura de Kropotkin e como ele se opunha à violência revolucionária. Seu argumento era que é mais eficiente trazer o povo à causa da transformação, tocando os corações e as mentes das pessoas…o que os pretensos “anarquistas” estão fazendo é justamente o contrário!

    E onde foi que eu disse que quero ser líder de algo? Não sou eu que saio por aí quebrando tudo e me justificando que é “em nome do povo”…

    rodrigo

    11/06/2013 - 14h40

    Tá difícil, hein?!

    Acho melhor você continuar com o discurso azevedista e com a razão suprema & absoluta de afirmar que “esse tipo de ação só serve para colocar o povo contra as causas populares”.

    Desculpe ó excelso líder, este ser insignificante aqui não vai mais admoestá-lo em sua incomensurável sapiência anárquica sapientíssima.

    Tiago

    11/06/2013 - 18h01

    Ora, colega Rodrigo, estamos em um espaço que estimula o debate entre os colegas, tenho certeza que você pode fazer melhor do que apenas virar as costas a quem discorda…por que não mostra seus argumentos? Nunca desrespeitei nenhum colega aqui nem me considero o dono da verdade. Pelo contrário, discutimos e colocamos nossas opiniões para aprender um com os outros.

    Faça sua defesa do movimento, estou ansioso para ouvir as bases teóricas da “violência revolucionária” dos playboys maconheiros da classe média alta de São Paulo.

    Vanessa Gonçalves

    14/06/2013 - 18h27

    Tiago, você é um completo idiota, reacionário, com um total desconhecimento da realidade, que seria impossível discutir e argumentar com um imbecil como vc.
    Aceite um conselho: leia mais, estude e questione. Não seja um palhaço, vítima da mídia de merda que temos. Saiba que para que vc hoje em dia tenha os direitos que tem, muitos outros como os que estão na rua nos últimos dias, apanharam e foram chamados de baderneiros. Apenas estude mais sobre a história do seu país e do mundo, por favor! E poupe que assim como eu, outros tentem te mostrar o que é e para que serve um Protesto civil. Idiota!
    Ah, e espero que não sofra muito ao cortar seu braço. Estou no movimento e sou trabalhadora, que anda de ônibus diariamente, para ir e voltar do trabalho.

Antonio Lassance: E se Joaquim Barbosa fosse candidato? - Viomundo - O que você não vê na mídia

10/06/2013 - 11h48

[…] Lincoln Secco: Anatomia do Movimento Passe Livre […]

Responder

Patrick

10/06/2013 - 11h33

A proposta mais justa é a que Haddad vem trazendo a público. Um imposto sobre os combustíveis para penalizar o uso individual do automóvel em benefício do transporte coletivo.

Responder

    LEANDRO

    10/06/2013 - 13h37

    Isso mais um imposto. Só que num país que roda todo em cima de asfalto, a inflação estoura e sem falar que mais um imposto e o povo quebra de vez.

    Patrick

    10/06/2013 - 16h17

    Pelo contrário, seria o mesmo que aplicar uma desoneração à folha de pagamentos. Um dos grandes custos para pequenas e médias empresas é o vale transporte.

    Willian

    10/06/2013 - 15h27

    Boa ideia. Gasolina e etanol são baratos no Brasil e as pessoas ficam andando de carro a toa por aí.

    Esta proposta poderia constar da plataforma da Dilma ano que vem. O povo ia adorar, principalmente aqueles que compraram recentemente o seu primeiro carro.

    A sorte da Dilma é que ela dá uma banana para os gênios dos blogs.

    Patrick

    11/06/2013 - 06h24

    Gasolina e etanol são baratos no Brasil. Países com carga tributária indireta semelhante ao Brasil tem preços da gasolina na bomba do posto rondando os R$ 4,30. Individualmente, esse é o principal obstáculo ao desenvolvimento do pré-sal e da Petrobrás: o mimimi #classemédiasofre de que a gasolina no Brasil é cara.

    André Caon Lima

    10/06/2013 - 16h17

    A discussão do financiamento do Tarifa Zero é totalmente pertinente, já que há muitas indefinições. A proposta do prefeito de São Paulo, de onerar combustíveis para o financiamento da tarifa, era um pensamento inicial nosso também, mas, após vários diálogos com o MPL-Curitiba, chegamos a conclusão de que mais apropriado seria onerar impostos sobre a propriedade privada: IPTU e IPVA, sempre em escala progressiva, contemplando respectivamente os veículos S.U.V. e a especulação imobiliária. A energia (combustíveis) é questão importante também, mas sua taxação, de forma única, não contemplaria uma justa política tributária ao longo das classes. Enfim, percebemos que a discussão é longa e precisa ser levantada dentro de ao menos 4 eixos: 1.Tarifa Zero ou gratuidade, 2.meio ambiente, 3.restrições energéticas e o mais importante: 4.o envolvimento popular nas discussões.

    Patrick

    11/06/2013 - 06h41

    André, a ideia de gravar mais o IPTU e o IPVA não é boa, é ótima, porém, entendo que o grau de exequibilidade no curto prazo é menor, porque envolve Emenda Constitucional. Parabéns pelo empenho e sucesso!

    Rodrigo Leme

    10/06/2013 - 16h52

    Justíssimo! Eu acho que um imposto que obriga as pessoas a usarem um transporte público porco é o ideal. É certamente mais fácil que trabalhar…

    anderson

    11/06/2013 - 08h31

    So 28% anda de carro e ocupa 80% das vias. Quem é o vilão? Se apoia no pessimo transporte para andar de carro pq quer status. Um ônibus demora 2 horas na semana para fazer seu trajeto contra 25 minutos no sábado.

    Rodrigo Leme

    11/06/2013 - 10h06

    Sim, ando de carro pq quero status. Não tem outra explicação para não usar o transporte público, que é notório ser de qualidade premium, confortável, que cobre toda a cidade e adequadamente dimensionado para atender a demanda de todos. Só pode ser status a questão de andar de carro.

Paulo Agostinho

10/06/2013 - 11h19

Belo texto!!!

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