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Lidyane Ponciano e Maria Utt: As cenas de guerra em Belo Horizonte

22 de junho de 2013 às 23h28

Fontes distintas falam de 60 a 100 mil manifestantes, que caminharam em direção ao Mineirão em dia de jogo da Copa das Confederações

Dandara durante momento pacífico da manifestação em BH from Lidyane Ponciano on Vimeo.

Ei soldado… from Lidyane Ponciano on Vimeo.

Correria desordenada depois de ataque de bombas em BH from Lidyane Ponciano on Vimeo.

Manifestantes correm das bombas em BH from Lidyane Ponciano on Vimeo.

Sugeridos por Maria Utt:

 

53 Comentários escrever comentário »

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Denise

25/06/2013 - 10h35

23 DE JUNHO DE 2013 – 11H17
Giovano Iannotti: Querem pôr um cadáver no colo da presidenta

Neste sábado (22), minha mulher e eu fomos à manifestação ocorrida em Belo Horizonte na qualidade de médicos. Somos professores e vários de nossos alunos estavam presentes. Como já havíamos testemunhado a violência no ato da segunda-feira anterior, fomos preparados para atender possíveis vítimas, levando na mochila alguns elementos muito básicos para pequenos ferimentos e limpeza dos olhos irritados por gás.

Por Giovano Iannotti*, especial para o Vermelho

A manifestação foi tranquila durante todo o trajeto. Até mesmo a intolerância com militantes de partidos de esquerda foi pouco vista. Uma grande bandeira vermelha era orgulhosamente carregada e, salvo um ou outro, respeitada. Contudo, o clima começou a piorar quando a manifestação encontrou o cordão policial. Como tem ocorrido, a maioria aceitou o limite imposto, mas os provocadores instavam os moderados a enfrentarem a polícia. Parecem colocados estrategicamente entre o povo, porque se repartem em certo padrão e gritam as mesmas frases.

Como é sabido, eventualmente o conflito aconteceu. Retiramo-nos para a pequenina área verde que sobra naquele encontro entre as avenidas Abraão Caran e Antônio Carlos. E ali ficamos tratando sobretudo intoxicações leves e ferimentos superficiais causados por estilhaços e balas de borracha. Em um momento, fui chamado para atender um senhor ferido na cabeça. Fui correndo, mas ele já passara o cordão de isolamento da polícia. Identifiquei-me como médico aos policiais do governo de Minas Gerais e disse que poderia atender o senhor ferido. A resposta foi uma arma apontada contra meu peito. Pedi para falar com algum oficial, mas a PM recomeçou a atirar. Voltei para nosso pronto-socorro improvisado. De dentro do campus da UFMG começaram a atirar bombas de gás sobre nós que atendíamos os feridos e recuamos ainda mais, para o meio da Antônio Carlos.

Minutos depois, chamaram-nos com urgência informando que alguém caíra do viaduto José de Alencar. Quando chegamos, um jovem com o rosto sangrando estava sofrendo uma pequena convulsão. Fizemos a avaliação primária e, na medida em que surgiam problemas, tratávamos da melhor forma possível. Aquele paciente precisava de atendimento avançado urgentemente, em um centro de trauma, mas a polícia não arrefecia. Aproximou-se de mim um sujeito com o rosto tampado por uma camiseta. Ele descobriu parcialmente a face e me disse no ouvido que era policial e que pediria que não atirassem para que pudéssemos evacuar a vítima (penso ter visto esse autodeclarado policial perto de mim, quando eu tentava falar com um oficial, e depois correndo ao meu lado. Se for a mesma pessoa, ele era um dos exaltados que instavam à violência). Chegaram algumas pessoas com camiseta vermelha, na qual se lia “bombeiro civil”. Eles nos ajudaram a improvisar uma maca com um cavalete da empresa de transportes e faixas de manifestantes. Algum tempo depois, por coincidência ou não, os tiros pararam e fomos, com dificuldade, levando a vítima em direção do cordão policial. Minha mulher ficou na barreira.

Quando passamos a barreira, vi uma ambulância parada a uns 20 metros. Gritei para os que ajudavam para que fôssemos para ela. Todavia, para meu horror, a polícia não permitiu. Disse que aquela viatura era somente para policiais feridos. Tentei discutir, mas vi que seria improdutivo. Disse a um oficial, então, que conseguisse outra. Não tínhamos muito tempo. Colocamos a vítima no chão, imobilizando sua coluna cervical e iniciei a avaliação secundária. Na medida do possível, limpamos o rosto ensanguentado do jovem e realinhamos os membros fraturados. Pedi aos policiais que, pelo menos, trouxessem equipamentos da ambulância “deles” para imobilização e infusão. Recusaram-se.

Esperamos um bom tempo até que uma ambulância do resgate do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais chegasse. O veículo praticamente não tinha nenhum equipamento. Somente a prancha, talas, colar cervical e oxigênio para ser usado com máscara. “Soro” não havia. Transferimos e imobilizamos o paciente. Nesse tempo, tentávamos descobrir para onde levar a vítima. Respostas demoravam a chegar. Pensamos no Mineirão, bem próximo de nós, mas primeiro disseram que era para torcedores e depois que não dispunha de centro de trauma. Fomos para o Pronto Socorro de Venda Nova, Risoleta Neves. Lá uma colega assumiu o tratamento do ferido.

Entrei em contato com minha mulher e ela me disse havia se juntado a meu irmão, que dois outros haviam caído do viaduto e que havia vários feridos, mas que eles não estavam conseguindo mais atender.

Mais tarde, quando os reencontrei no metrô de Santa Efigênia eles me contaram uma história de terror. Depois de me deixar com a primeira vítima, minha mulher se identificou aos policiais e disse que queria passar também para me ajudar. A polícia não deixou e ameaçou atirar nela. Como as agressões reiniciaram logo depois, ela ficou presa entre bombas e pedras, até que conseguiu fugir e retomar a antiga posição para socorro, no meio da Antônio Carlos. Foi quando encontrou meu irmão. Logo depois, receberam um chamado, avisando que outro rapaz havia caído. A situação clínica desse paciente era muito pior do que a do anterior. Não interessa escandalizar ou ofender com detalhes médico-cirúrgicos. Relato somente que o quadro que os dois descrevem é gravíssimo. A vítima não reagia, estava em coma, mas respirava e o coração batia. Meu irmão, sabendo da primeira experiência, correu para os policiais, desta vez um outro cordão formado na Antônio Carlos, levantando as mãos, agitando uma camisa branca e gritando que havia um ferido morrendo. Os policiais, vários, apontaram-lhe armas e gritaram para que ele fosse embora. Quando ele tentou avançar um pouco mais, os tiros começaram e ele correu em direção de minha mulher para ajudá-la.

Ali, ao lado da vítima, perceberam que a polícia atirava neles. Relatam que já não havia ninguém próximo. Somente a vítima, ele e minha mulher de jaleco branco. Os tiros e as bombas de efeito moral e de gás vinham com um único endereço. O deles. Ficaram o quanto aguentaram; mais não puderam fazer. Desesperados, tiveram que abandonar o rapaz que morria e buscar refúgio.

Depois, tiveram a notícia de que um terceiro homem caíra do mesmo viaduto. A cavalaria já estava em ação e não havia como atravessar a avenida para socorrer essa terceira vítima. Quando cheguei em casa, alguns alunos relataram que socorreram um homem que caíra do viaduto (perece que foram quatro, no total). Quando a polícia passou, eles conseguiram chegar à vítima e ficar com ela até que o SAMU chegasse.

Algumas ideias ficam em minha cabeça. Quem já conviveu com militares sabe na maioria das vezes reconhecer um por sua forma de agir, andar, cortar o cabelo e de falar. Sem leviandade, acredito que vários dos provocadores eram militares infiltrados. Vi o homem de rosto coberto dizer ser policial e que pediria para que os policiais alinhados dessem uma trégua e nos deixassem passar. Isso aconteceu. Outra imagem simbólica foi ver a tropa de choque da Polícia Militar de Minas Gerais dentro de uma universidade federal (deveria ser um território livre e sagrado da paz, da inteligência e da cultura) fechada para os estudantes. Da universidade vinham bombas que machucavam a juventude. Já ampliando o horizonte, o Itamaraty em chamas, a bandeira de São Paulo queimando, o Congresso quebrado, um governador sitiado em sua casa. Há que se ler nos símbolos e nos fatos. Amplie-se mais esse horizonte. Não se vê que os métodos são os mesmos usados nas “primaveras” árabes, em Honduras, no Paraguai, no Equador, na Venezuela e que começa também a ser usado na Argentina?

Nada há de espontâneo no que está ocorrendo e não é à toa que os meios de comunicação têm promovido e estimulado a agressividade e a multiplicidade de slogans e bandeiras. Não é verdade que não haja líderes nessas manifestações. Os líderes estão nas sombras, colhendo os frutos das últimas tecnologias. São discretos. Quem sabe o que são o Instituto Millenium, o instituto Fernando Henrique Cardoso, o Council on Foreign Relations, a Trilateral Commission, o Carnegie Council? Preparam o Brasil para a guerra global idealizada pelos think tanks? É essa a forma de chegar aos recursos naturais do imenso território brasileiro sem a mínima resistência de governos mais progressistas? Incomoda o acordo com a Rússia para a compra e desenvolvimento de armas?

Uma certeza: querem atacar a democracia. Em vez de atacar partido, tome partido. Você está sendo manipulado. Pelo que vi e vivi é certo que querem jogar um cadáver no colo da presidenta Dilma.

*Professor de Medicina

Responder

Sérgio

24/06/2013 - 22h31

Passeata e manifestação não é quebra-quebra, nem encobre esse crime.
Sabotar os jogos da Copa, onde o Brasil investiu muito e espera re-
torno e não apenas financeiro é coisa de ET invasor. Isso é traição. Como não percebem? É hipnose coletiva via facebook?

Responder

Helenita

24/06/2013 - 19h13

Oi, Lilinha, veja no que a direita imprensa/CIA/baqneiros/ruralistas estão transformando nosso país… Nada de combate à corrupção ou qualquer coisa, a questão é desestabilizar o governo federal, para ganhar a eleição em 2014, cumprindo uma programação que eu inclusive já vi, em 1964, e vi e vejo acontecer em outras nações. Estados Unidos e União Européia não se conformam com a independência do Brasil no contexto das Nações, fortalecimento do bloco sul-americano, petróleo do pré-sal, juros caindo, as classes ricas jamais aceitaram que pobres entrem aos montes nas Universidades, fortalecimento da agricultura familiar, e por aí vai… Outra gente que está fomentando essa bagunça é o Ministério Público, que não quer perder seu pedestal, e isso é do agrado e interesse da imprensa também. Não se desanime, leia esse texto, mesmo que seja aos poucos…

Responder

Carlos Lima

24/06/2013 - 12h43

AZENHA, vendo esse pseudo cidadão falar, me levou a outra observação que fiz, no D das manifestações, trabalho na área hospitalar de minha cidade que é um polo de medicina e trata de pacientes de toda uma região e até do sul da Bahia, o movimento de ambulâncias e Micro ônibus dos consórcios de saúde foi anormal, parece que a articulação queria provocar um caos para gerar também protestos nos hospitais, as ruas próximas as Santa Casa o principal hospital virou um caos com tantos veículos da área da saúde, eu creio que isso foi planejado para provocar uma grande confusão naquele dia, tem algo diferente nesta campanha que já começou. Minas tem um potencial candidato, AZENHA o esquecimento de que com quem lutamos foi errado, é bom tentar salvar pelo menos o que resta do gov. DILMA, ela é honesta, más boa parte do governo dela não é, isso também não é segredo. O PT acovardou e se assusta quando ouve o plim…plim, para se ter uma ideia, tem uma propaganda da CEMIG que a voz de locução do comercial é igualzinha a do Aécio, até a entonação de voz, o PT até hoje não percebeu isso, esta totalmente entregue e sem noção, o partido se sucumbiu…é melancólico.

Responder

Roberto Locatelli

24/06/2013 - 12h05

Boa parte da classe média é grosseira e tosca. São facilmente manipuláveis pela carcomídia, porque tem a ilusão de fazer parte da elite.

Responder

Marcio Sotelo e Patrick Mariano: A hora de discutir o papel da PM é agora - Viomundo - O que você não vê na mídia

23/06/2013 - 23h57

[…] Lidyane Ponciano e Maria Utt: As cenas de guerra em Belo Horizonte […]

Responder

Fabio Passos

23/06/2013 - 20h36

puxadas

Responder

"Dilma, importar médicos não resolverá nossos problemas de saúde" - Viomundo - O que você não vê na mídia

23/06/2013 - 20h31

[…] Lidyane Ponciano e Maria Utt: As cenas de guerra em Belo Horizonte […]

Responder

Flávio Augusto

23/06/2013 - 18h21

BRASIL INTEIRO DE LUTO!!!!!
FORA DILMA ROUSSEFF!!!!
IMPEACHMENT JÁ!!!!!!

Responder

    JULIO*Dilma2014/Contagem(MG)

    23/06/2013 - 19h00

    Estava demorando. tira ela no voto !!!

    JULIO*Dilma2014/Contagem(MG)

    23/06/2013 - 19h09

    Se a Dilma, cair a maioria silenciosa que trabalha e produz, vai paras
    as ruas, como aconteceu quando tentaram derrubar o Chavez e dar um golpe
    de estado na Venezuela por 48 hrs. É melhor a direita facista não tentar
    por que haverá um verdadeiro banho de sangue. Não tentem. Deixe a mulher
    trabalhar e tentem tirá-la de lá atraves do voto, outro recadim para a direita raivosa, se vcs, enfraquecerem a gerentona, o NUNCADANTES, volta.

    Matheus

    24/06/2013 - 00h49

    Você quer Michel Temer como presidente?
    Comes capim?

renato

23/06/2013 - 18h20

Meu filho chegou, e eu perguntei se ele tinha ido na manifestação de minha cidade, ele disse que sim….
Lá por dentro fiquei feliz pois agora ele começa a ser um agente politico.
Importante como cidadão, pensando suas direções, construindo o indivíduo.
Pensei isto, e não pergunto a ele em que vota….
Mas perguntei o que ele defendia lá. Beleza….passagem, segurança,melhores condições de saúde….as palavras de ordem, corretas e sempre necessárias.
Fiquei emocionado…afinal meu filho esta crescendo,….
Mas fiz algumas perguntas relacionadas ao por que e para que e para quem, devem melhorar…houve aí uma explicação…
Que me levou a dizer o seguinte:
Cuidado com os caras que falam demais parecendo políticos em época de eleição que tudo prometem, e acreditam no Homem de Ferro e Homem Aranha.
E quando a coisa esta preta chamam o HULK.
Na minha cidade, ocorreu tudo muito bem… Graças a Deus.
Só não sei como será.
Nas proximos aumento de onibus.
Nas proximas eleições.
No proximo sete de setembro;
No Proximo Natal
Na proxima Pascoa.

Responder

trombeta

23/06/2013 - 18h11

Desconfie da falsa unanimidade plantada pela globo, já tem gente de saco cheio de ficar parado 6 horas num aeroporto enquanto a manada passa.

Se o Brasil quebrar, quebra todo mundo junto.

Responder

Ivan

23/06/2013 - 17h46

23 DE JUNHO DE 2013 – 11H17
Giovano Iannotti: Querem pôr um cadáver no colo da presidenta

Neste sábado (22), minha mulher e eu fomos à manifestação ocorrida em Belo Horizonte na qualidade de médicos. Somos professores e vários de nossos alunos estavam presentes. Como já havíamos testemunhado a violência no ato da segunda-feira anterior, fomos preparados para atender possíveis vítimas, levando na mochila alguns elementos muito básicos para pequenos ferimentos e limpeza dos olhos irritados por gás.

Por Giovano Iannotti*, especial para o Vermelho

A manifestação foi tranquila durante todo o trajeto. Até mesmo a intolerância com militantes de partidos de esquerda foi pouco vista. Uma grande bandeira vermelha era orgulhosamente carregada e, salvo um ou outro, respeitada. Contudo, o clima começou a piorar quando a manifestação encontrou o cordão policial. Como tem ocorrido, a maioria aceitou o limite imposto, mas os provocadores instavam os moderados a enfrentarem a polícia. Parecem colocados estrategicamente entre o povo, porque se repartem em certo padrão e gritam as mesmas frases.

Como é sabido, eventualmente o conflito aconteceu. Retiramo-nos para a pequenina área verde que sobra naquele encontro entre as avenidas Abraão Caran e Antônio Carlos. E ali ficamos tratando sobretudo intoxicações leves e ferimentos superficiais causados por estilhaços e balas de borracha. Em um momento, fui chamado para atender um senhor ferido na cabeça. Fui correndo, mas ele já passara o cordão de isolamento da polícia. Identifiquei-me como médico aos policiais do governo de Minas Gerais e disse que poderia atender o senhor ferido. A resposta foi uma arma apontada contra meu peito. Pedi para falar com algum oficial, mas a PM recomeçou a atirar. Voltei para nosso pronto-socorro improvisado. De dentro do campus da UFMG começaram a atirar bombas de gás sobre nós que atendíamos os feridos e recuamos ainda mais, para o meio da Antônio Carlos.

Minutos depois, chamaram-nos com urgência informando que alguém caíra do viaduto José de Alencar. Quando chegamos, um jovem com o rosto sangrando estava sofrendo uma pequena convulsão. Fizemos a avaliação primária e, na medida em que surgiam problemas, tratávamos da melhor forma possível. Aquele paciente precisava de atendimento avançado urgentemente, em um centro de trauma, mas a polícia não arrefecia. Aproximou-se de mim um sujeito com o rosto tampado por uma camiseta. Ele descobriu parcialmente a face e me disse no ouvido que era policial e que pediria que não atirassem para que pudéssemos evacuar a vítima (penso ter visto esse autodeclarado policial perto de mim, quando eu tentava falar com um oficial, e depois correndo ao meu lado. Se for a mesma pessoa, ele era um dos exaltados que instavam à violência). Chegaram algumas pessoas com camiseta vermelha, na qual se lia “bombeiro civil”. Eles nos ajudaram a improvisar uma maca com um cavalete da empresa de transportes e faixas de manifestantes. Algum tempo depois, por coincidência ou não, os tiros pararam e fomos, com dificuldade, levando a vítima em direção do cordão policial. Minha mulher ficou na barreira.

Quando passamos a barreira, vi uma ambulância parada a uns 20 metros. Gritei para os que ajudavam para que fôssemos para ela. Todavia, para meu horror, a polícia não permitiu. Disse que aquela viatura era somente para policiais feridos. Tentei discutir, mas vi que seria improdutivo. Disse a um oficial, então, que conseguisse outra. Não tínhamos muito tempo. Colocamos a vítima no chão, imobilizando sua coluna cervical e iniciei a avaliação secundária. Na medida do possível, limpamos o rosto ensanguentado do jovem e realinhamos os membros fraturados. Pedi aos policiais que, pelo menos, trouxessem equipamentos da ambulância “deles” para imobilização e infusão. Recusaram-se.

Esperamos um bom tempo até que uma ambulância do resgate do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais chegasse. O veículo praticamente não tinha nenhum equipamento. Somente a prancha, talas, colar cervical e oxigênio para ser usado com máscara. “Soro” não havia. Transferimos e imobilizamos o paciente. Nesse tempo, tentávamos descobrir para onde levar a vítima. Respostas demoravam a chegar. Pensamos no Mineirão, bem próximo de nós, mas primeiro disseram que era para torcedores e depois que não dispunha de centro de trauma. Fomos para o Pronto Socorro de Venda Nova, Risoleta Neves. Lá uma colega assumiu o tratamento do ferido.

Entrei em contato com minha mulher e ela me disse havia se juntado a meu irmão, que dois outros haviam caído do viaduto e que havia vários feridos, mas que eles não estavam conseguindo mais atender.

Mais tarde, quando os reencontrei no metrô de Santa Efigênia eles me contaram uma história de terror. Depois de me deixar com a primeira vítima, minha mulher se identificou aos policiais e disse que queria passar também para me ajudar. A polícia não deixou e ameaçou atirar nela. Como as agressões reiniciaram logo depois, ela ficou presa entre bombas e pedras, até que conseguiu fugir e retomar a antiga posição para socorro, no meio da Antônio Carlos. Foi quando encontrou meu irmão. Logo depois, receberam um chamado, avisando que outro rapaz havia caído. A situação clínica desse paciente era muito pior do que a do anterior. Não interessa escandalizar ou ofender com detalhes médico-cirúrgicos. Relato somente que o quadro que os dois descrevem é gravíssimo. A vítima não reagia, estava em coma, mas respirava e o coração batia. Meu irmão, sabendo da primeira experiência, correu para os policiais, desta vez um outro cordão formado na Antônio Carlos, levantando as mãos, agitando uma camisa branca e gritando que havia um ferido morrendo. Os policiais, vários, apontaram-lhe armas e gritaram para que ele fosse embora. Quando ele tentou avançar um pouco mais, os tiros começaram e ele correu em direção de minha mulher para ajudá-la.

Ali, ao lado da vítima, perceberam que a polícia atirava neles. Relatam que já não havia ninguém próximo. Somente a vítima, ele e minha mulher de jaleco branco. Os tiros e as bombas de efeito moral e de gás vinham com um único endereço. O deles. Ficaram o quanto aguentaram; mais não puderam fazer. Desesperados, tiveram que abandonar o rapaz que morria e buscar refúgio.

Depois, tiveram a notícia de que um terceiro homem caíra do mesmo viaduto. A cavalaria já estava em ação e não havia como atravessar a avenida para socorrer essa terceira vítima. Quando cheguei em casa, alguns alunos relataram que socorreram um homem que caíra do viaduto (perece que foram quatro, no total). Quando a polícia passou, eles conseguiram chegar à vítima e ficar com ela até que o SAMU chegasse.

Algumas ideias ficam em minha cabeça. Quem já conviveu com militares sabe na maioria das vezes reconhecer um por sua forma de agir, andar, cortar o cabelo e de falar. Sem leviandade, acredito que vários dos provocadores eram militares infiltrados. Vi o homem de rosto coberto dizer ser policial e que pediria para que os policiais alinhados dessem uma trégua e nos deixassem passar. Isso aconteceu. Outra imagem simbólica foi ver a tropa de choque da Polícia Militar de Minas Gerais dentro de uma universidade federal (deveria ser um território livre e sagrado da paz, da inteligência e da cultura) fechada para os estudantes. Da universidade vinham bombas que machucavam a juventude. Já ampliando o horizonte, o Itamaraty em chamas, a bandeira de São Paulo queimando, o Congresso quebrado, um governador sitiado em sua casa. Há que se ler nos símbolos e nos fatos. Amplie-se mais esse horizonte. Não se vê que os métodos são os mesmos usados nas “primaveras” árabes, em Honduras, no Paraguai, no Equador, na Venezuela e que começa também a ser usado na Argentina?

Nada há de espontâneo no que está ocorrendo e não é à toa que os meios de comunicação têm promovido e estimulado a agressividade e a multiplicidade de slogans e bandeiras. Não é verdade que não haja líderes nessas manifestações. Os líderes estão nas sombras, colhendo os frutos das últimas tecnologias. São discretos. Quem sabe o que são o Instituto Millenium, o instituto Fernando Henrique Cardoso, o Council on Foreign Relations, a Trilateral Commission, o Carnegie Council? Preparam o Brasil para a guerra global idealizada pelos think tanks? É essa a forma de chegar aos recursos naturais do imenso território brasileiro sem a mínima resistência de governos mais progressistas? Incomoda o acordo com a Rússia para a compra e desenvolvimento de armas?

Uma certeza: querem atacar a democracia. Em vez de atacar partido, tome partido. Você está sendo manipulado. Pelo que vi e vivi é certo que querem jogar um cadáver no colo da presidenta Dilma.

*Professor de Medicina

Responder

    JULIO*Dilma2014/Contagem(MG)

    23/06/2013 - 18h58

    Excelente texto e testemunho dos fatos ocorridos em BH. Não participo
    dessas manifestações, porque acredito que estão sendo manipuladas e com
    intuito de derrubar a presidenta e implantar um golpe de estado. É estranho
    a benevolência e complacência da outrora dura e repressora PMMG, em relação
    ao vandalismo. Já que o governo PSDB, reinvindicou uma sede da copa para
    BH, cabe a ele, que comanda a PMMG, proibir e prender os vandalos que se
    aproximam do Mineirão e não incentivá-los como vem ocorrendo, até plan
    fleto, a PMMG, fez convocando para as manifestações, o comercio de do
    centro de BH, está sendo depredado quase que diariamente, e a “truculenta”
    PMMG, faz vista grossa. A mídia local, especialmente a radio Itatiaia, nas figuras dos que se dizem jornalistas isentos, eduardo costa e carlos vianna, só falta terem orgasmos no ar com cada quebra-quebra, nunca é
    demais lembrar que essa emissora vive as custas do dinheiro publico atra
    ves de propagandas da CEMIG, COPASA, governo do estados e até mesmo da es
    fera federal, essa midia venal não tem moral para pautar nenhuma manifes
    tação do povo, porque eles tambem sugam o dinheiro publico.

Jandira Feghali: Grupos fascistas pagos jogaram bombas nos próprios manifestantes - Viomundo - O que você não vê na mídia

23/06/2013 - 17h44

[…] Lidyane Ponciano e Maria Utt: As cenas de guerra em Belo Horizonte […]

Responder

Francisco

23/06/2013 - 17h36

Agora, cismaram de ser “contra a PEC do MP”.

Não fazem a menor ideia do que seja isso.

E não será a Globo que vai explicar…

O MP simplesmente escolhe o que investigar e o que não investigar.

Desse modo, a lista de Furnas, a privataria tucana, o mensalão da Emenda da reeleição de FHC, o mensalão tucano, o mensalão do PSOL do Acre, nada disso JAMAIS será investigado.

Mesmo tendo acontecido ANTES do caixa dois do PT.

Pior! Nem apareceu em qualquer faixa de protesto!!

É ruim de Galvão Bueno filmar alguma faixa contra corrupção que envolva a direita…

Ou alguma faixa que exija que o dinheiro da publicidade do governo federal vá para a saúde.

A safadeza come solta!!!

Responder

Fabio Passos

23/06/2013 - 17h34

Uma pena que a ação dos “apartidarios”(militantes do PiG!) impediu que o MPL continuasse a luta pelo passe livre.

Toda esta violência estúpida contra manifestantes sem nenhuma demanda objetiva.
A direita e o PiG sempre estragam tudo.

Responder

Francisco

23/06/2013 - 17h22

Deve ser porque Dilma não esta governando bem o estado de Minas Gerais.

Como? Não é Dilma que governa o estado de Minas? Nem o de São Paulo?

Não…

Não é isso que eu vejo na TV…

Responder

Lindivaldo

23/06/2013 - 16h19

Que direita hipócrita, sem criatividade!

Novamente embrulhada na Bandeira Nacional, cantando o hino, para entregar o País aos EUA!!!!

É só deixar o facebook, ou seja, a cartilha eletrônica da CIA, e ler um pouquinho da História Contemporânea.

Outra mentira: “movimento sem partido”

Alguém viu, por acaso, alguma pauta que comprometesse os partidos conservadores (PSDB, DEM, PPS)?

Será que os robôs do facebook sabe que estão sendo manipulados?

Responder

    Lindivaldo

    23/06/2013 - 16h24

    corrigindo: sabem ao invés de “sabe”

Carlos

23/06/2013 - 16h19

É legítimo participar de manifestações, onde há vandalismo?
Seriam vândalos, apenas os vândalos?

Responder

PPP

23/06/2013 - 15h40

Brizola: “Onde está a CIA? Fechou?”

Anteontem, se completaram nove anos da morte de Leonel Brizola
A velocidade dos acontecimentos impediu-me de falar dele, com quem convivi quase diariamente,  desde 1982 até seu último alento, no Hospital Samaritano, em 2004.
Em cada um destes dias, divergimos e concordamos e devo a isto o que sou, hoje.
Nada, na vida, me foi mais emocionante que soltar as lágrimas contidas pelo dever quando encontrei meus filhos, na calçada da Rua Pinheiro Machado, silenciosos, me abraçarem pela perda que eu próprio não admitia tão profunda.
Eu não devo a Brizola o que eu sou, mas  devo, e com sobras, o como sou.
Aprendi com ele que a verdade é a nossa força. Aprendi que as palavras devem ter um ritmo, uma melodia, mas que ela jamais deve ser o veículo da mentira.
“Eu uso as palavras para expressar, não para esconder meus pensamentos”, frase dele que me ficou como bússola e ficará sempre.
Perdoem-me o que possa soar piegas, mas devo essa homenagem ao velho. E devo a ele, também, o aprendizado possível a quem, ao contrário dele, tem ojeriza à “realpolitik”.
Tenho dúzias de episódios a recordar, mas escolho o que mais tem a ver com o nosso momento.
Todo mundo achava, inclusive eu, que era meio “folclórica” a recorrente insistência de Brizola em achar que o jogo de poder internacional também era jogado aqui:
– Ninguém mais fala na CIA. Parece que até que ela fechou. Se foi isso, eu não entendo porque ela tem  aquele orçamento, enorme, de bilhões de dólares? Será que não sobram uns trocados para ela aplicar no Brasil?
Claro que, no princípio, eu achava que aquilo era uma manifestação do tipo “teoria conspiratória”.
Natural, eu era um guri, recém-saído do movimento estudantil e do PCB – favor não confundir com Roberto Freire – e não tinha visto a ação do IBAD e dos dinheiros americanos na deposição de João Goulart.
Devo ter sido um dos milhões de ingênuos que não percebeu o que os documentos históricos desnudaram: a ação direta dos interesses americanos na deposição de um governo democrático e progressista no Brasil e na destruição de tudo o que se opunha ao golpe que nos levou a isso.
Um tolo, portanto, que achava que as ruas e a correlação de forças internas era o que tudo determinava e decidia.
Hoje, sob o peso do tempo que dói no corpo mas não verga a alma, se não nos acomodamos e aburguesamos como tantos fazem, posso compreender melhor.
A importância geopolítica do Brasil só não é enorme porque enorme não é um adjetivo suficiente para descrevê-la,
À parcela dominante do mundo capitalista não interessa que o Brasil tenha um governo forte, capaz de defender, soberanamente, seus interesses e sua visão global .
Deram tapinhas nas costas a Lula por sua originalidade e sucesso mas, no fundo, tal como nossas elites escravocratas, nunca deixaram de querer reduzir “aquele paraíba de m…” ao seu “devido lugar”.
E o nosso lugar é o de servos, embora uma casta de dirigentes do entreposto colonial goste e creia que é “cosmopolita”  e que o mundo é, de fato, uma “aldeia global”.
Não somos uma aldeia, somoss porque somos uma potência imanente e iminente.
Ninguém se atreveria a dizer que os EUA são parte de uma “aldeia global”, não é?
Pois eles são os reis do globo ( sem trocadilho)  e, mesmo fracos, impõem seu poder ideológico – e, na falta dele, o militar – sobre , de novo sem trocadilho, o globo terrestre.
Devolver o Brasil à condição de coelho amedrontado é uma prioridade. Afeganistão, Iraque e as escutas cibernéticas mostraram que, embora presididos por um negro, os EUA não deixaram de ser o que são.
A pergunta, agora, é: deixaremos de ser o que recentemente nos tornamos: um país que mira a justiça social, que é altivo, admirado, respeitado e necessariamente considerado no contexto mundial?
É possível, pela via do golpe midiático complementado pela legitimidade eleitoral, fazer-nos, outra vez, tirarmos os sapatos para prestar nossa vassalagem à corte?
Velho Briza, valeu. Obrigado pelas respostas às dúvidas que hoje são certezas.
Muito mais que a sabedoria, o que nos engrandece é o aprendizado.
Espero que Dilma Rousseff, que encontrou nele as referências de sua ação, malgrado os desencontros de conjuntura, tenha sabido absorver as lições profundas que ele nos deixou.
E que este Tijolaço não trai nem esquece.

Brizola: “Onde está a CIA? Fechou?” | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”
http://www.tijolaco.com.br/index.php/brizola-onde-esta-a-cia-fechou/

Responder

    Diogo

    23/06/2013 - 18h12

    Caro PPP, deve ter sido uma experiência formidável conviver com Leonel Brizola. Esse Estadista faz muita falta, sobretudo em momentos de incerteza. Ele sabia apontar a lanterna pro rumo certo.

jõao

23/06/2013 - 14h56

Entrevista – Rui Falcão
“O ranço antipartidário é antidemocrático”
Para o presidente do PT, as manifestações abrem campo para discutir a reforma do sistema eleitoral
por Rodrigo Martins — publicado 23/06/2013 09:10

Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente nacional do PT, Rui Falcão
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Na quarta-feira 19, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, publicou uma nota para convocar a militância petista a aderir aos protestos que tomavam as ruas do País. “Não podemos permitir que o movimento possa ser capturado por pautas criadas pela direita, pautas artificiais induzidas por uma certa mídia”, justificou, em entrevista a CartaCapital. Durante os protestos, partidários e demais manifestantes entraram em conflito por conta das bandeiras ostentadas nos protestos; os primeiros foram chamados de “oportunistas”. A seguir, Falcão explica as suas razões e defende os governos de coalizão liderados por seu partido, também alvos das ruidosas e turbulentas manifestações.

CartaCapital: Por que o PT decidiu convocar a militância para as ruas?
Rui Falcão: O PT já participava das manifestações desde o início, por meio da sua juventude. Nós temos juventude organizada, no nível municipal, estadual e nacional. As manifestações se dirigiam para a questão da qualidade do transporte, mas também refletem aspirações da juventude com relação ao espaço urbano. Só que a repressão policial em São Paulo, na quinta feira 13, fez com que houvesse uma adesão maior aos protestos, e o partido agora procura orientar a nossa militância a prestar solidariedade. Ao mesmo tempo, não podemos permitir que o movimento possa ser capturado por pautas criadas pela direita, pautas artificiais induzidas por uma certa mídia. Queremos estar lá agora com as nossas bandeiras, com as nossas estrelas, como os outros partidos o fazem e têm todo direito de fazer.

CC: Mas só agora, após três semanas de protestos?

RF: Inicialmente, o foco era São Paulo, e as nossas instâncias municipal e estadual se manifestaram claramente. Logo no segundo dia, teve uma nota da Executiva Municipal, da Juventude do PT. Você pode ter notado uma maior visualização de militantes de outros partidos, mas o núcleo do Movimento Passe Livre, boa parte deles são eleitores do prefeito Fernando Haddad. Não têm filiação partidária, mas são simpatizantes do PT. Havia certa resistência, no início, à ostentação de bandeiras partidárias. Nós não queríamos passar uma ideia de aparelhamento. Agora o cenário é outro, há liberdade para a participação de todos.

CC: Como o senhor avalia esse movimento?

RF: Como eu tenho dito, o PT não tem medo de povo nas ruas. Isso é um sinal muito claro de dois fenômenos. Primeiro, o fortalecimento da democracia no nosso país, que acelerou bastante nos últimos dez anos. Segundo, resultado também de várias conquistas que a população pôde assegurar nesse período, graças aos governos Lula e Dilma, e essas conquistas fazem com que surjam novas demandas. Isso é positivo. Toda vez que você alcança um determinado patamar de direitos, você quer conquistar novos direitos. O outro fato positivo que eu vejo nas manifestações é esse repúdio à violência policial.

CC: Mas o prefeito Fernando Haddad e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ambos do PT, chegaram a defender a atuação da polícia paulista, não é mesmo?

RF: O que a polícia deve combater, e fez residualmente, é a ação de provocadores, de vândalos, daqueles que depredam patrimônio público. Mas não reprimir aqueles que estão se expressando livremente, de forma democrática e pacífica. No caso de São Paulo, a polícia atingiu até aqueles que não estavam se manifestando, agrediu jornalistas no exercício de sua profissão. O prefeito Fernando Haddad, quando houve a repressão na quinta-feira 13, se manifestou contra. O ministro José Eduardo Cardozo também se manifestou, tanto que foi alvo de críticas por parte do senador Aloysio Nunes Ferreira, do PSDB, por parte de um secretário do governo Alckmin, dizendo que aquelas críticas eram eleitoreiras, Cardozo as fazia porque supostamente seria candidato a governador do estado. Haddad, como a maioria da população, condenou a violência policial. E o ministro da Justiça também. Em alguns lugares, como o Paraná, o governo do estado pediu o envio da Força Nacional para lá. O ministro tem a obrigação de colocar as tropas federais à disposição dos governadores.

CC: Nos últimos protestos, militantes de partidos políticos foram hostilizados por outros manifestantes, sobretudo os do PT. Até a sede nacional do partido foi alvo de depredações.

RF: Houve uma caminhada em direção à Praça da Sé e a sede do PT está no caminho. Aqui, fomos vítimas da ação de vândalos mesmo. Não foi de nenhum participante da luta pela redução da tarifa, nem do Movimento Passe Livre, tampouco, como se insinuou, do PSTU, do PSOL, ou outro partido. Eles inclusive fizeram questão de nos procurar para esclarecer isso. O ranço antipartidário é um componente negativo, antidemocrático. Alguns manifestantes enxergam a política eleitoral como um sistema falido, esgotado. Para nós, isso abre campo para discutir a reforma do sistema eleitoral, e já estamos nas ruas em campanha para isso. Defendemos bandeiras como o financiamento público e exclusivo de campanhas políticas, o que inibe a força do poder econômico e ajuda a combater a corrupção.

CC: A que o senhor atribui essa insatisfação dos jovens que saem às ruas?

RF: Quando você, por meio de políticas públicas e da luta social, muda uma sociedade, muda um país, cria condições das pessoas se expressarem mais, terem mais acessos a serviços, a bens de consumo. Cria-se outro patamar de demandas. Hoje, por exemplo, a Bolsa Família é tida como uma conquista irreversível. Ela está dada, como está dado o salário mínimo, criado há mais de 50 anos. Ninguém vê isso como uma conquista hoje. Como a nossa presidenta já expressou várias vezes, é o momento de melhorar a qualidade dos serviços públicos. Depois da ascensão social de 40 milhões de brasileiros, de reduzir significativamente a miséria extrema, de permitir o acesso de milhões de jovens a universidades, de reduzir drasticamente o déficit de moradias, as exigências cresceram. É bom que isso ocorra. A sociedade quer avançar mais. É natural querer isso de imediato. Mas nem sempre as condições do orçamento, da correlação de forças nas instituições no Congresso, permite esse avanço imediato. O que não pode ocorrer é a desordem, a baderna, o vandalismo, em meio a manifestações legítimas como foram essas, em defesa a um transporte público de qualidade.

CC: A prefeitura de São Paulo é do PT agora…

RF: A tarifa é um aspecto do transporte. No caso de São Paulo, há um programa de melhoria do transporte. Há oito anos, não tem um corredor na cidade. Muitos carros entraram em circulação. Marta Suplicy deixou a prefeitura com a velocidade média do transporte coletivo em 20 quilômetros por hora, hoje é 12. A qualidade caiu muito. Como melhorar a qualidade? Com investimentos no metrô, no VLT, na ampliação das linhas, na duplicação das vias, na abertura de novos corredores. Tudo isso está no programa de governo do Haddad. Será realizado, mas não em seis meses. Para fazer a duplicação da estrada do M’Boi Mirim, leva um ano e meio.

CC: O governo federal tem sido duramente criticado nas ruas por suas alianças com partidos conservadores, pelo recuo em pautas como a regulamentação da mídia ou a demarcação de terras indígenas, pelo distanciamento dos movimentos sociais…

RF: O partido tem uma posição clara de defesa da regulamentação da mídia. O governo tem uma avaliação diferente. É direito dele, o governo não é só do PT. Defendemos a reforma política, uma maneira de ficar menos dependente de certos compromissos. Temos um setorial indígena. Vamos promover agora um seminário para discutir a questão indígena e propor sugestões para o governo de como conduzir as demarcações.

CC: O PT está sendo engolido por suas alianças?
RF: De forma alguma. Não cedemos em nenhuma questão de princípio, não cedemos em nenhuma questão programática. Não realizamos amplamente o nosso programa, mas isso não significa nem retrocesso nem concessão de princípios.

CC: É tudo o que pode ser feito por um governo de coalizão?

RF: Temos feito mais do que os governos de coalizão que nos precederam. Muito mais. Tenho a convicção de que, nos últimos 10 anos, os governos de coalizão liderados pelo PT fizeram muito mais pelo Brasil do que todos governos anteriores fizeram.

CC: O PT também é alvo de críticas por ter concedido, na Câmara, a comissão de Direitos Humanos.

RF: Primeiro, o PT não é dono de tudo nem era titular exclusivo dessa comissão. O PCdoB já teve a presidência dessa comissão. Segundo, não foi o PT que cedeu espaço na distribuição entre as forças partidárias para que o PSC pudesse ter acesso a uma comissão. Terceiro, havia uma demanda muito grande dos próprios movimentos ligados a direitos humanos para que o PT passasse a ocupar a presidência da comissão de Saúde e Seguridade Social, que é uma comissão terminativa. A comissão de Direitos Humanos não é terminativa. Portanto, temas como Estatuto do Nascituro, o projeto da cura gay, todos esses projetos são terminativos na comissão de Saúde e Seguridade Social. Não podendo ter presidentes em todas as comissões, tivemos de fazer escolhas. Ninguém tem dúvida quanto às posições do PT na área de Direitos Humanos. Se for preciso fazer um bloqueio na comissão de Saúde e Seguridade Social, como entendo que vá ocorrer quando chegar o projeto da cura gay, será feito. Mas era importante ocupar a comissão de Economia, de Constituição e Justiça. Há quem diga que a comissão de Direitos Humanos tinha um caráter simbólico. Mas o Parlamento não funciona com símbolo, e sim com voto, com resultado efetivo. Podem nos acusar de pragmatismo, mas é estratégia.carta capital

Responder

Silvio I

23/06/2013 - 14h22

Pode ser que esteja enganado totalmente. Mais tenho observado que aqui tem gato na tuba. Dentro de todo este movimento feito a traves de redes sociais estrangeiras. Aqui tem interesses dos grandes capitais internacionais, e também de países que estão apostando em debilitar o Brasil. Temos que ter muito cuidado já que dentro do povo tem muitos despolitizados fácies de levar. Creio que chegou o momento de colocar água freia na fervura para observar, quais medidas vai a tomar o governo. Já que este insinho, e esta nova experiência, não podem jogar fora.

Responder

Marat

23/06/2013 - 14h10

Quer dizer que esta moçada que está ai protestando, brigando e depredando nunca questionou seus pais por não fazerem o mesmo nos governos neoliberais do FHC?

Responder

    Marcelo de Matos

    23/06/2013 - 15h38

    Caro Marat. Você se esquece que naquele tempo não havia corrupção? Que não foi preciso instaurar nenhuma CPI?

    Marat

    23/06/2013 - 17h52

    É verdade, Marcelo… Tínhamos uma grande autoridade, cujo cargo, salvo engano, era o de “Engavetador Geral da República”…

IZA

23/06/2013 - 14h00

VIGARISTAS E CRIMINOSOS CRITICAM O GOVERNO, MAIS MAMAM NAS TETAS GORDAS.

ESPN TIRA A COPA COM R$ 13 MI NO BOLSO
Esses brasileiros são uns perdulários! (E talvez otários …)

A ESPN é uma empresa americana: http://espn.go.com/ e http://www.espn.com.br/
Nesta sexta-feira de turbulências, a ESPN foi a pioneira na falsa informação de que a Copa do Mundo ia sair do Brasil.
Isso imediatamente repercutiu na Folha, através de sua mantenedora, o UOL.
A ESPN tem sido muito critica dos gastos governamentais com a Copa.
Como o PiG, brasileiro, parece condenar a farra de recursos, o desperdício do dinheiro público com os estádios faraônicos.
Muito justo.
Patriótico.
Deve ser por isso que a ESPN se dedique a obras de caridade, como o patrocínio e a exclusividade dos X Games de esportes radicais: http://xgames.espn.go.com/pt-BR/
Só tem um pequeno furo no patriotismo da ESPN, a brasilo-americana.
Para realizar os X Games, a ESPN recolheu em desperdício de dinheiro do Ministério dos Esportes R$ 5,8 milhões.
No desperdício do convênio com o Ministério dos Esportes, a prefeitura de Foz do Iguaçu, sede do desperdício, entrou com desperdiçados R$ 507 mil.
Num outro desperdiçado convênio, o Governo do Paraná e a Prefeitura de Foz desperdiçaram R$ 6,4 milhões.
Quantas creches dava para construir com isso, amigo navegante ?
A empresa Itaipu não desperdiçou dinheiro com a ESPN, mas deu apoio logístico.
Os X Games foram transmitidos, em rede aberta, pela Rede TV.
Esses americanos …
Tomaram R$ 13 milhões desses brasileiros perdulários.

Responder

Zanchetta

23/06/2013 - 13h49

Rapaz, cadê as imagens na Bahia, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. Ou será que as balas de borracha de lá são “sociais” e “progressistas”????

Responder

Lindivaldo

23/06/2013 - 13h42

Eu sou um dos 55 milhões que votaram na Dilma em 2010!

Eu estou entre os 55% que continuam aprovando este projeto!

Não aceito que uma ínfima parcela de mais ou menos 600 mil de robôs do facebook, com palavras de ordens programadas pela CIA, desestabilizem meu País!
Onde 600 mil podem representar 55 milhões?

Fora, traidores!

Responder

Sada Akiyama

23/06/2013 - 13h20

Esses manifestantes não vieram do nado, do espaço. A MENTE deles foi CONSTRUIDA ao longo de decadas pela imprensa que pauta tudo,e pauta ate os tres poderes. A mente dos manifestantes ainda continuam presas a ordem do GRANDE IRMÃO IMPRENSA . Incapazes de ter mente critica porque tiveram ate hoje tudo mastigadinhos, via novelas, programas humoristicos, programas pseudo intectualizados como a do Jo, e noticiarios autoritarios e forjados para defesa dos interesses dos donos da monarquia imprensa. Repetem chavões como contra corrupção, mudar o Brasil porque a corrupção está no DNA dos brasileiros, (por issotambem esta no DNA dos manifestantes) , que o politico é sujo, e coisas tipicas de golpistas. Mas a cegueira não permite ver o Ordenamento Juridico Brasileiro, A Constituição do Pais, as Instituições dos quais ele tira proveito, do Sistema Monetario com regras que permitem o manifestante ter conta com segurança nos Bancos, que permite a ele comprar qualquer coisa com pedaço sujo de papel chamado dinheiro, que permite ter relações trabalhistas para seu sustento. Etc. Etc. Mas a cegueira ou demencia vai mais alem , so aceita o Grande Irmão Imprensa , e repete o que o Grande Irmao manda repetir: que o politico é sujo e corrupto. E ele obedece , e repete, repete, repete. Que fazer nao é? Se perdeu a capacidade de pensar, ou a ligaçao esta tão intima que não consegue se libertar.

Responder

Ruy

23/06/2013 - 12h51

Existe sim, só não vê quem não quer, uma relação entre os recentes distúrbios do Bolsa Família, essa marcha atual dos Barrigas Cheias e a tentativa de revisar a indecorosa Lei da Anistia, que anistiou crimes hediondos de torturadores contumazes. Por detrás disso estão alguns partidos políticos, à sorrelfa, uma grande parte do MP, que teme perder privilégios, a CIA, e o Partido da Mídia Golpista, também conhecido como PIG.

Responder

    Paulo Figueira

    24/06/2013 - 09h56

    Você esqueceu de mencionar o enfrentamento com os bancos para baixar os juros

Paulo

23/06/2013 - 11h24

Um grupo em Belo Horizonte, que acredito não seja difícil ser identificado,
se declarando apartidário, mas de direita com toda a certeza, está fazendo convocação para passeata via mensagem de celular.
A polícia, se quiser, descobrirá quem são.
Moro em BH, minha família toda recebeu as mensagens e alguns amigos também. Os telefones são vários, e cada destinatário só recebe uma mensagem, para que se pareça uma corrente. Entretanto sei que minha cidade tem a doença do preconceito e da discriminação de forma crônica. As ditas famílias, classe média em sua maioria, se acham acima de tudo e de todos, ancoradas em nomes e tradição de família.
É a direita, sem coragem de mostrar seu rosto, rastejando a espera de um bote.

Responder

Glauciane Santos

23/06/2013 - 10h29

Está na hora de acabar com essas manifestações, de fato é um direito mas o que vemos é um desrespeito e violência das duas partes policia e manifestantes(não são poucos, compreendo que muitos marginais estão infiltrados, mas há muitos manifestantes descontrolados), se queremos aprender sobre cidadania tem que ser nas urnas o ano que vem, os pedidos e as pautas se transformaram em piadas. É preciso redirecionar cada exigência as instâncias de competência, se é educação por exemplo vamos exigir dos prefeitos que tenhamos um ensino infantil e ensino fundamental de qualidade, dos governadores exigiremos que cuidem do Ensino Médio que está sucateado, do governo federal exigiremos que continue investindo no ensino superior, para quem conhece de politicas educacionais a instância municipal, estadual e federal tem deveres e obrigações com cada nível citado. Vamos pressionar nas câmaras municipais, estaduais, Câmara Federal e Senado, se queremos realmente fazer exigências são esses espaços que devem ser ocupados por nós. É estupidez achar que foi a Dilma que apresentou o projeto sobre a PEC 37, muitos nem entendem profundamente sobre PEC37, comecei a ler um parecer de de um professor constitucionalista e percebi que a PEC37 é muito complexa, a verdade é que temos milhares nas ruas completamente desinformados e sem formação, isto também é um fator negativo, se queremos nos manifestar temos que ter um minimo de conhecimento sobre o quê estamos exigindo. Enquanto isto vemos reafirmar a bancada daqueles no Brasil que pensão “quanto pior melhor”.

Responder

Jose Mario HRP

23/06/2013 - 10h28

Mesmo com toda essa repressão as passeatas e protestos em Minas só acontecem porque o STF liberou, pois o governo fascista do PSDB não permitia e mandou o TJ mineiro proibir!
Uma corja!

Responder

    IZA

    23/06/2013 - 12h19

    Que os pequenos empresários mandem a conta dos prejuízos da baderna para o STF do demagogo Joaquim Barbosa e para a Globo dos “lindinhos”.

leia

23/06/2013 - 08h50

Alguem pode me explicar o que Freud näo conseguiria ?
Assistem na globo
O BBB/Caldeiräo do Huck/Domingäo do Faustäo/novelas/ Fátima Bernardes/Corrida de fórmula 1/campeonato de volei/Basquete/jogos Olímpicos/copas do mundo. Däo audiencia 24 horas por dia, 7 dias da semana 30 dias do mes e 365 dias do ano, säo manipulados nos notíciários, aí vem um abestalhado dizer näo à globo e só para os jogos da confederacäo e os manisfestantes acatam. Como säo manipulados !!!

Responder

anna

23/06/2013 - 08h39

Viva todos os Movimentos Sociais,Partidos Politicos,Sindicatos,Entidades Estudantis!

Moro em Belo Horizonte,minha região tem com via de acesso de locomoção para o centro, leste, oeste e sul da cidade a avenida Antonio Carlos. Quatro dias da semana que terminou ontem,22/06, ficamos sitiados (por algum tempo)dentro do bairro ou sem poder chegar em casa, pois as manifestaçoes interropem o transito nos dois sentidos (neste sabado foram mais de 7 horas).

Ontem,presa na região,fui assistir a Caminhada que vinha do centro até o Mineirão. Foi muito bonito,muitas bandeiras(menos de Partidos Politicos),muita gente,inclusive o barulhento grupo de caras tampadas, que optaram mais pela vestimenta na cor preta. Eles estavam juntos,ao lado e no final(isto antes do viaduto São Franciso, longe do Mineirão). Claramente junto dos manifestantes, não estavam escondidos, simplesmente faziam parte.

No meu entender, se os Organizadores destes eventos sabem da existencia deles(todo mundo sabe), eles são responsaveis também pelas agressões, pancadaria e vandalismo. Ou o merito é pintar a cara,possar de indignado, atrapalhar o transito e aparecer nas midias.

Com todo o respeito,estas manifestações estão me causando estresse,gastrite.
Meu direito de ir e vir foi jogado no lixo pelas pessoas cansadas,indignadas, rebeldes sem causas, pintadas, mascaradas e incapuzadas!

Viva Os EUA! Viva a massa! Viva o complexo de vira lata!

Responder

    LEANDRO

    23/06/2013 - 11h00

    Me diz uma coisa. Quando era o pt que fazia passeatas também te indignava e causava gastrite?

    Francisco

    23/06/2013 - 17h27

    O PT nunca tocou fogo no Itamaraty.

JULIO*Dilma2014/Contagem(MG)

23/06/2013 - 07h59

Já passou dos limites da razoabilidades, essas manifestações. Eu sou bra
sileiro trabalhador e tenho direito de ir e vir. As autoridades de MG, a
mídia, especialmente a radio Itatiaia, estão muito coniventes, com tudo
isso. Durante essa semana, até panfleto a PMMG, fez incentivando as manifes
taçoes, alem de recuar para bem mais proximo do Mineirão, a barreira de
acesso ao estádio. Está passando da hora de se proibir e até mesmo ser de
cretado o estado de sitio, pois essas manifestações, convocadas de fora
do pais e com forte apoio do feice buque perdeu o controle e está partindo
para a barbarie, estão depredando o patrimonio publico e privado. Na verda
de querem durrabar é presidenta Dilma,se ela cair o povão que lhe dá apoio vai as ruas.

Responder

Antonio

23/06/2013 - 07h39

Como sou adepto da Teoria da Conspiração, estou vendo tudo isto como o meio que a direita rancorosa está usando para pedir o impeachment da nossa presidente. Acredito que o pedido será feito usando cachorrinhos como Roberto Freire.
Quem assistiu a publicidade do PPS nesta semana viu e ouviu:ds o mote da publicidade Mobilização e as palavras do sujeito.
Um deputado por Pernambuco que não se reelegeria, acolhido pelo Serra se elegeu por São Paulo e que faz parte do conselho de administração da SABESP, CET e outras estatais de São Paulo. Um cachorrinho perfeito!
Estas passeatas começaram em São Paulo com uns gatos pingados vindos não se sabe de onde que foram violentamente reprimidos pela PM do Geraldo Rigorosamente Investigado Alckmin. Se esqueceram do Facebook ou contavam com ele para acordar o dragão?
Conversando com alguns participantes como fiz, percebi que a imensa maioria são de jovens do Facebook que pensam poder resolver tudo com 144 toques do Twitter.
Perguntei a alguns em quem votaram, a maioria não se lembra do candidato a deputado, senador, deputado estadual. Nem mesmo do vereador que recebeu seu voto.
Entre eles infiltram-se os jagunços da direita ou simples criminosos que promovem saques e baderna. A polícia se omite ou simplesmente falha na sua missão.
A imprensa que faz parte do PIG, divulga os distúrbios, faz programas para discutir “O Novo Brasil que Acordou”.
Passeatas diárias, sem políticos e partidos está a um passo da anarquia.
Situação perfeita para pedir o afastamento da presidente por falta de autoridade. É esperar para ver!
Assisti este filme em 63/64, lá passava na TV em preto em branco. Agora vai pelo Facebook mas, a mesma estória, os mesmos motivos.
Nos custou uma ditadura!
Pode nos custar outra ditadura ou um governo dissociado dos anseios populares como sempre tem sido os governos brasileiros, exceto pelos governos Lula e Dilma.

Responder

    Marco

    23/06/2013 - 13h28

    Antonio, você fez uma excelente análise do momento!!!

leia

23/06/2013 - 07h26

Quem está participando das manifestacöes, está fazendo näo mais por motivo contra a corrupcäo, estäo participando para aparecer, sómente isso. Uma vergonha, essa gente näo respeitar o direito de quem foi ao estádio. Eu näo gosto de futebol, carnaval, das paradas :(Evangélica/católica/gays/Gospel/das vadias/……) mas respeito o direito de todos se manifestarem. Penso que democracia é isso. Eles sabem dos atos de violencia, e väo para frente do estádio na hora que os torcedores estäo saindo. Querem o direito de manifestar, mas näo querem que os demais tenham o direito de sair do estádio numa rua livre e ir para casa? Levem idosos para as manifestacäo, näo polpam nem mesmo seus pais, tudo por um pseudo direito de manifestar? Quem vai à uma manifestacäo e leva pai de 68 anos, (caso de BH), deveria responder pelo ato. Que a policia chamasse os filhos e cobrassem mais responsabilidade. Em Campinas na quinta feira, estava no manifesto um senhor com aparencia de uns 70 anos que segurava um cartaz com os diseres / Educacäo/saude e trabalho. Santo Deus ! que perverssidade. Um senhor num manifesto onde tava 40 mil pessoas e teve o maior quebra quebra. Tá na hora destes filhos assumirem suas responsabilidade. Uma vergonha ! estäo até usandos pessoas idosas para que o povo apoia o vandalismo que vem praticando.

Responder

    Eduardo Oliveira

    23/06/2013 - 17h33

    Querem transformar o Brasil em um Iraque,Siria, libano ou Turquia.Os estados nacionais são organismos vivos que a todo momento do cotidiano sofrem provocações das virulências dos que estão marginados e encapsulados por não aceitarem os princípios das vias democráticas.Cabem aos cidadãos detectar e denunciar os intolerantes que não aceitam as regras das democracias Legitimamente Eleitas.

claudio mesquita

23/06/2013 - 03h06

Ainda não consegui entender a atitude dessas pessoas na manifestação em BH. Todo mundo estava sabendo que não poderiam se aproximar do estádio, por uma simples questão de segurança pública. Não é que a FIFA determinou, são normas internacionais de segurança. Ou alguém acha sensato uma multidão de dezenas de milhares se aproximar de um local onde ocorre um evento com 50 mil pessoas. Certamente iriam invadir o estádio, interromper o evento, vandalizar o lugar, os veículos em volta, aquela sutileza que temos visto em todos os lugares. Uma situação imprevisível que colocaria em risco a integridade física de milhares de pessoas.
Mas foram assim mesmo e resolveram enfrentar a polícia com violência indignados por serem impedidos de exercer sua sagrada liberdade de manifestação.
Coisa de gente mimada que acha que pode fazer o que quiser, senão fica agressivo. Ou seria um ato intencional para desafiar a autoridade do estado?
Aquela massa de gente andando pelo viaduto em direção aos policiais numa visível atitude de confronto, gritando chavões idiotas, é coisa de gente estúpida ou mal intencionada. Parece que a intenção era produzir uma conflagração, com tiros e bombas, tudo filmado ao vivo e a cores, produzir imagens para causar comoção pública.
Um bando de manés gritando “Copa não, saúde sim”, parece coisa de retardado. Tinha muita gente de bem lá, como é que se deixam manipular desse jeito? Isso é tema para tese de sociologia.

Responder

Ruy Acquaviva

23/06/2013 - 00h09

Acho que não tem problema nenhum manifestar sua opinião. Mesmo os que não tem opinião e manifestam qualquer asneira para aparecer bem na foto do Instagram. Mas o direito de um não pode impedir o direito dos outros. Eles não podem impedir as pessoas que querem assistir os jogos de fazê-lo. Aí já saem da razão e passam a estar completamente errados, não importa quantos forem.
Se um milhão de pessoas decidem matar uma pessoa sem razão, torna-se direito delas fazê-lo?
Quem é contra a Copa pode manifestar-se mas não impedir quem quer assistir aos jogos de fazer aquilo que deseja.

Responder

    Antonio

    23/06/2013 - 07h43

    Perfeito, o direito de alguns se manifestarem não deve servir para impedir o livre movimento ou o direito de outro. Fazendo isto, passa-se a uma condição de anarquia. Situação perfeita para os cachorrinhos da direita que não admitem perder a quarta eleição.
    Pelo andar da carruagem, não vão perder!

maria utt

22/06/2013 - 23h51

Mais alguns vídeos aqui, Azenha:
http://youtu.be/cysROmIPwc4

http://youtu.be/6MiMAWNsop8

http://youtu.be/-E1c-ST0r74

Responder

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