VIOMUNDO

Leonardo Boff, sobre Marina: “Pobres perderam uma aliada e os opulentos ganharam uma legitimadora”

03 de setembro de 2014 às 18h48

leonardoboff1

por Conceição Lemes

Leonardo Boff é um dos mais brilhantes e respeitados intelectuais do Brasil. Teólogo, escritor e professor universitário, expoente da Teologia da Libertação. Ficou conhecido pela sua história de defesa intransigente das causas sociais. Atualmente dedica-se sobretudo às questões ambientais.

Ele conhece Marina Silva, candidata do PSB à Presidência da República, desde os tempos em que ela atuava no  Acre e estava muito ligada à Teologia da Libertação. Acompanhou toda a sua trajetória.

Em 2010, chegou a sonhar com uma representante dos povos da floresta, dos caboclos, dos ribeirinhos, dos indígenas, dos peões vivendo em situação análoga à escravidão,  chegar a presidente do Brasil. Hoje, não.

“Está ficando cada vez mais claro que Marina tem um projeto pessoal de ser presidente, custe o que custar”, observa Boff em entrevista exclusiva ao Viomundo.

Para Boff, Marina acolheu plenamente o receituário neoliberal. 

“Ela o diz com certo orgulho inconsciente, sem dar-se conta do que isso realmente significa: mercado livre, redução dos gastos públicos (menos médicos, menos professores, menos agentes sociais etc), flutuação do dólar e contenção da inflação com a eventual alta de juros”, alerta.  “Como consequência, arrocho salarial, desemprego, fome nas famílias pobres, mortes evitáveis. É o pior que nos poderia acontecer. Tudo isso vem sob o nome genérico de ‘austeridade fiscal’ que está afundando as economias da zona do Euro”.

Sobre a  autonomia do Banco Central prevista no programa de Marina, Boff detona:  “Acho uma falta total de brasilidade. Significa renunciar à soberania monetária do país e entregá-la ao jogo do mercado, dos bancos e do sistema financeiro capitalista nacional e transnacional. A forma como o capital se impõe é manter sob seu controle os Bancos Centrais dos países”.

Veja a íntegra da nossa entrevista. Nela, Leonardo Boff aborda o  recuo de Marina em relação à criminalização da homofobia, a sua trajetória religiosa, a influência de Silas Malafaia, Neca Setúbal (Banco Itaú), Guilherme Leal (Natura) e do economista neoliberal Eduardo Gianetti da Fonseca. Também a autonomia formal do Banco Central e o risco de ela sofrer impeachment.

Viomundo — Na última sexta-feira, Marina lançou o seu programa de governo, que previa o reconhecimento da união homoafetiva e a criminalização da homofobia. Bastou o pastor Malafaia tuitar quatro frases para ela voltar atrás. O que achou dessa postura? É cristão não criminalizar a homofobia, que frequentemente provoca assassinatos?

Leonardo Boff — Está ficando cada vez mais claro que Marina tem um projeto pessoal de ser presidente, custe o que custar. Numa ocasião, ela chegou a declarar que um dos objetivos desta eleição é tirar o PT do poder, o que faz supor mágoas não digeridas contra o PT que ajudou a fundar.

O Malafaia, líder da Igreja Assembleia de Deus à qual Marina pertence, é o seu Papa. O Papa falou, ela, fundamentalisticamente obedece, pois vê nisso a vontade de Deus. E, aí, muda de opinião. Creio que não o faz por oportunismo político, mas por obediência à autoridade religiosa, o que acho, no regime democrático, injustificável.

Um presidente deve obediência à Constituição e ao povo que a elegeu e não a uma autoridade exterior à sociedade.

Viomundo — Qual o risco para a democracia brasileira de alguém na presidência estar submissa a visões tão retrógradas em pleno século XXI, ignorando os avanços, as modernidades?

Leonardo Boff — Um fundamentalista é um dos atores políticos menos indicado  para exercer o cargo da responsabilidade de um presidente. Este deve tomar decisões dentro dos parâmetros constitucionais, da democracia e de um estado laico e pluralista. Este tolera todas as expressões religiosas, não opta por nenhuma, embora reconheça o valor delas para a qualidade ética e espiritual da vida em sociedade.

Se um presidente obedece mais aos preceitos de sua religião do que aos da Constituição, fere a democracia e entra em conflito permanente com outros até de sua base de sustentação, pois os preceitos de uma religião particular não podem prevalecer sobre a totalidade da sociedade.

A seguir estritamente nesta linha, pode acontecer um impeachment à Marina, por inabilidade de coordenar as tensões políticas e gerenciar conflitos sempre presentes em sociedades abertas.

 Viomundo — Lá atrás Marina Silva esteve ligada à Teologia da Libertação. Atualmente, é da Assembleia de Deus. O que o senhor diria dessa trajetória religiosa? O que representa essa guinada para o conservadorismo exacerbado?

Leonardo Boff – Respeito a opção religiosa de Marina bem como de qualquer pessoa. Eu a conheço do Acre e ela participava dos cursos que meu irmão teólogo Frei Clodovis (trabalhava 6 meses na PUC do Rio e 6 meses na igreja do Acre) e eu dávamos sobre Fé e Política e sobre Teologia da Libertação.

Aqui se falava da opção pelos pobres contra a pobreza, a urgência de se pensar e criar um outro tipo de sociedade e de país, cujos principais protagonistas seriam as grandes maiorias pobres junto com seus aliados, vindos de outras classes sociais. Marina era uma liderança reconhecida e amada por toda a Igreja.

Depois, ao deixar o Acre, por razões pessoais, converteu-se à Igreja Assembleia de Deus. Esta se caracteriza por um cristianismo fundamentalista, pietista e afastado das causas da pobreza e da opressão do povo. Sua pregação é a Bíblia, preferentemente o Antigo Testamento, com uma leitura totalmente descontextualizada daquele tempo e do nosso tempo. Como fundamentalista é uma leitura literalista, no estilo dos muçulmanos.

Politicamente tem consequências graves: Marina pôs o foco no pietismo e no fundamentalismo, na vida espiritual descolada da história presente e quase não fala mais da opção pelos pobres e da libertação. Pelo menos não é este o foco de seu discurso.

A libertação para ela é espiritual, do pecado e das perversões do mundo. Com esse pensamento é fácil ser capturada pelo sistema vigente de mercado, da macroeconomia neoliberal e especulativa.

Isso é inegável, pois seus assessores são desse campo: a herdeira do Banco Itaú Maria Alice (Neca), Guilherme Leal da Natura e o economista neoliberal Eduardo Gianetti da Fonseca. Os pobres perderam uma aliada e os opulentos ganharam uma legitimadora.

E eu que em 2010 sonhava com uma representante dos povos da floresta, dos caboclos, dos ribeirinhos, dos indígenas, dos peões vivendo em situação análoga à escravidão, dos operários explorados das grandes fábricas, dos invisíveis, alguém que viria dos fundos da maior floresta úmida do mundo, a Amazônia, chegar a ser presidente de um dos maiores países do mundo, o Brasil?! Esse sonho foi uma ilusão que faz doer até os dias de hoje. Pelo menos vale como um sonho que nunca morre!

Viomundo — O programa de Marina prevê autonomia ao Banco Central. O que acha dessa medida?

Leonardo Boff — Eu me pergunto, autonomia de quem e para quem?

Acho uma falta total de brasilidade. Significa renunciar à soberania monetária do país e entregá-la ao jogo do mercado, dos bancos e do sistema financeiro capitalista nacional e transnacional. Um presidente/a é eleito para governar seu povo e um dos instrumentos principais é o controle monetário que assim lhe é subtraído. Isso é absolutamente antidemocrático e comporta submissão à tirania das finanças que são cada vez mais vorazes, pondo países inteiros à falência como é o caso da Grécia, da Espanha, da Itália, de Portugal e outros.

Viomundo — Essa medida expressa a influência de Neca Setúbal, herdeira do Itaú, no seu futuro governo?

Leonardo Boff — Quem controla a economia controla o país, ainda mais que vivemos numa sociedade de “Grande Transformação” denunciada pelo economista húngaro-americano Karl Polaniy ainda em 1944 quando, como diz, passamos de uma sociedade com mercado para uma sociedade só de mercado. Então tudo vira mercadoria, inclusive as coisas mais sagradas como água, alimentos, órgãos humanos.

A forma como o capital se impõe é manter sob seu controle os Bancos Centrais dos países. A partir desse controle, estabelecem os níveis dos juros, a meta da inflação, a flutuação do dólar e a porcentagem do superávit primário (aquela quantia tirada dos impostos e reservada para pagar os rentistas, aqueles que emprestaram dinheiro ao governo).

Os bancos jogam um papel decisivo, pois é através deles que se fazem os repasses dos empréstimos ao governo e se cobram juros pelos serviços. Quanto maior for o superávit primário a alíquota Selic mais lucram. Pode ser que a citada Neca Setúbal tenha tido influência para que a candidata Marina acreditasse neste receituário, velho, antipopular, danoso para as grandes maiorias, mas altamente benéfico para o sistema macroeconômico vigente.

Viomundo — As avaliações feitas até agora mostram que o programa econômico de Marina é o mesmo de Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência. São neoliberais. O que representaria para o Brasil o retorno a esse modelo? O senhor acha que, se eleita, o governo Marina teria conotações neoliberais?

Leonardo BoffMarina acolheu plenamente o receituário neoliberal. Ela o diz com certo orgulho inconsciente, sem dar-se conta do que isso realmente significa: mercado livre, redução dos gastos públicos (menos médicos, menos professores, menos agentes sociais etc), flutuação do dólar e contenção da inflação com a eventual alta de juros.

Como consequência, arrocho salarial, desemprego, fome nas famílias pobres, mortes evitáveis. É o pior que nos poderia acontecer. Tudo isso vem sob o nome genérico de “austeridade fiscal” ,que está afundando as economias da zona do Euro e não deram certo em lugar nenhum do mundo, se olharmos a política econômica a partir da maioria da população. Dão certo para os ricos que ficam cada vez mas ricos, como é o caso dos EUA onde 1% da população ganha o equivalente ao que ganham 99% das pessoas. Hoje os EUA são um dos países mais desiguais do mundo.

Viomundo – Foi amplamente divulgado que Marina consulta a Bíblia antes de tomar decisões complexas. Esta visão criacionista do mundo é compatível com um mundo laico?

Leonardo Boff — O que Marina pratica é o fundamentalismo. Este é uma patologia de muitas religiões, inclusive de grupos católicos. O fundamentalismo não é uma doutrina. É uma maneira de entender a doutrina: a minha é a única verdadeira e as demais estão erradas e como tais não têm direito nenhum.

Graças a Deus que isso fica apenas no plano das ideias. Mas facilmente pode passar para o plano da prática. E, aí, se vê evangélicos fundamentalistas invadirem centros de umbanda ou do candomblé e destruírem tudo ou fazerem exorcismos e espalharem sal para todo canto. E no Oriente Médio fazem-se guerras entre fundamentalistas de tendências diferentes com grande eliminação de vidas humanas como o faz atualmente o recém-criado Estado Islâmico. Este pratica limpeza étnica e mata todo mundo de outras etnias ou crenças diferentes das dele.

Marina não chega a tanto. Mas possui essa mentalidade teologicamente errônea e maléfica. No fundo, possui um conceito fúnebre de Deus. Não é um Deus vivo que fala pela história e pelos seres humanos, mas falou outrora, no passado, deixou um livro, como se ele nos dispensasse de pensar, de buscar caminhos bons para todos.

O primeiro livro que Deus escreveu são a criação e a natureza. Elas estão cheias de lições. Criou a inteligência humana para captarmos as mensagens da natureza e inventarmos soluções para nossos problemas.

A Bíblia não é um receituário de soluções ou um feixe de verdades fixadas, mas uma fonte de inspiração para decidirmos pelos melhores caminhos. Ela não foi feita para encobrir a realidade, mas para iluminá-la. Se um fundamentalista seguisse ao pé da letra o que está escrito no livro Levítico 20,13 cometeria um crime e iria para a cadeia, pois aí se diz textualmente:  “Se um homem dormir com outro, como se fosse com mulher, ambos cometem grave perversidade e serão punidos com a morte: são réus de morte”.

Viomundo — Marina fala em governar com os melhores. É possível promover inclusão social, manter políticas que favorecem os mais pobres com uma política econômica neoliberal?

Leonardo Boff — Marina parece que não conhece a realidade social na qual há conflitos de interesses, diversidade de opções políticas e ideológicas, algumas que se opõem completamente às outras.

Lendo o programa de governo do PSB de Marina parece que fazemos um passeio ao jardim do Éden. Tudo é harmonioso, sem conflitos, tudo se ordena para o bem do povo. Se entre os melhores estiver um político, para aceitar seu convite, deverá abandonar seu partido e com isso, segundo a atual legislação, perderia o mandato.

Ela necessariamente, se quiser governar, deverá fazer alianças, pois temos um presidencialismo de coalizão. Se fizer aliança com o PMDB deverá engolir o Sarney, o Renan Calheiros e outros exorcizados por Marina. Collor tentou governar com base parlamentar exígua e sofreu um impeachment.

Viomundo — Marina é preparada para presidir um país tão complexo como o Brasil?

Leonardo Boff — Eu pessoalmente estimo sua inteireza pessoal, sua visão espiritualista (abstraindo o fundamentalismo), sua busca de ética em tudo o que faz. Estimo a pessoa,  mas questiono o ator político. Acho que não tem a inteligência política para fazer as alianças certas. O presidente deve ser uma pessoa de síntese, capaz de equilibrar os interesses e resolver conflitos para que não sejam danosos e chegar a soluções de ganha-ganha. Para isso precisa-se de habilidade, coisa que em Lula sobrava. Marina, por causa de seu fundamentalismo, não é uma pessoa de síntese,  mas antes de divisão.

Viomundo — A preservação efetiva do meio ambiente é compatível com o capitalismo selvagem dos neoliberais?

Leonardo Boff — Entre capitalismo e ecologia há uma contradição direta e fundamental. O capitalismo quer acumular o mais que pode sem qualquer consideração dos bens e serviços limitados da Terra e da exploração das pessoas. Onde ele chega, cria duas injustiças: a social, gerando muita pobreza de um lado e grande riqueza do outro; e uma injustiça ecológica ao devastar ecossistemas e inteiras florestas úmidas.

Marina fala de sustentabilidade, o que é correto. Mas deve ficar claro que a sustentabilidade só é possível a partir de outro paradigma que inclui a sustentabilidade ambiental, político-social, mental e integral (envolvendo nossa relação com as energias de todo o universo).

Portanto, estamos diante de uma nova relação para com a natureza e a Terra, onde as medidas econômicas preconizadas por Marina contradizem esta visão. Temos que produzir, sim, para atender demandas humanas, mas produzir respeitando os limites de cada ecossistema, as leis da natureza e repondo aquilo que temos demasiadamente retirado dela.

Marina quer a produção sustentável, mas mantém a dominação do ser humano sobre a natureza. Este está dentro da natureza, é parte dela e responsável por sua conservação e reprodução, seja como valor em si mesmo, seja como matriz que atende nossas necessidades e das futuras gerações.

Ocorre que atualmente o sistema está destruindo as bases físico-químicas que sustentam a vida. Por isso, ele é perigoso e pode nos levar a uma grande catástrofe. E com certeza os que mais sofrerão, serão aqueles que sempre foram mais explorados e excluídos do sistema. Esta injustiça histórica nós não podemos aceitar e repetir.

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Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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Mônica Akemi Gonçales Nakazto

13/09/2014 - 22h13

Meu Querido e Amado Ídolo!!!! O Brasil déve se orgulhar de um intelectual desta estirpe!!!

Responder

Mônica Akemi Gonçales Nakazto

13/09/2014 - 22h09

Ética, generosidade, lucidez!!! Meu Querido e Amado Ídolo!!!!!!!!!

Responder

Cláudio

13/09/2014 - 11h13

““Pobres perderam uma aliada e os opulentos ganharam uma legitimadora””.

Com Dilma, a verdade vai vencer a mentira assim como a esperança já venceu o medo (em 2002 e 2006) e o amor já venceu o ódio (em 2010). ****:D:D . . . . ‘Tá chegando o Dia D: Dia De votar bem, para o Brasil continuar melhorando!!!! ****:L:L:D:D ****:D:D . . . . Vote consciente e de forma unitária para o seu/nosso partido ter mais força política, com maioria segura. . . . . ****:L:L:D:D . . . . Lei de Mídias Já!!!! ****:L:L:D:D ****:D:D … “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” *** * Joseph Pulitzer. ****:D:D … … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” *** * Malcolm X. … … … Ley de Medios Já ! ! ! . . . … … … …:L:L:D:D

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Carlos Igor

06/09/2014 - 23h43

“Na guerra a primeira vítima é a verdade” (B. Carter)

Mas antes gostaria de pedir ao moderador para respeitar as opiniões contrárias, pois não há nada de ofensivo. Sendo esta já a quarta vez que faço a publicação do comentário…

Algumas contradições do estimado Leonardo Boff:

1 – Diz que “conhece Marina Silva, candidata do PSB à Presidência da República, desde os tempos em que ela atuava no Acre. (…) Em 2010, chegou a sonhar com uma representante dos povos da floresta (…) O Papa (Malafaia) falou, ela, fundamentalisticamente obedece”

Contradição: Nas várias entrevistas que a candidata Marina Silva deu em 2010, sempre deixou claro que “não era favorável” ao casamento gay e mantém sua posição até hoje. Se Marina não mudou de opinião e o Leonardo Boff agora está do outro lado… então quem mudou de opinião???

OBS: O Malafaia não é autoridade alguma na denominação da Marina, ele fundou uma outra denominação distinta e independente.

http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/06/01/marina-se-diz-nao-favoravel-ao-casamento-gay-e-propoe-plebiscito-sobre-maconha.jhtm

2 – “Depois, ao deixar o Acre, por razões pessoais, converteu-se à Igreja Assembleia de Deus. Esta se caracteriza por um cristianismo fundamentalista, pietista e afastado das causas da pobreza e da opressão do povo. Sua pregação é a Bíblia, preferentemente o Antigo Testamento, com uma leitura totalmente descontextualizada daquele tempo e do nosso tempo. Como fundamentalista é uma leitura literalista, no estilo dos muçulmanos.”

Contradição: Quem conhece minimamente a Igreja Assembleia de Deus sabe que a orientação central são os dois mandamentos de Jesus:
– Amar a Deus acima de todas as coisas;
_ Amar ao próximo como a ti mesmo;
Além de apoiar vários projetos sociais como: recuperação de dependentes químicos, distribuiçao de cestas básicas aos necessitados… Muito irresponsável este comentário do ilustríssimo Sr. Leonardo Boff, lamentável. Nota-se que está falando de algo que desconhece. Esperamos que este comentário tenha sido feito por desinformação e não por ter sido convidado a fazer as mais variadas críticas a candidata Marina Silva – como a mídia tem noticiado que o PT está investindo $$$$ na desconstrução da imagem da candidata Marina Silva.

3 – “redução dos gastos públicos (menos médicos, menos professores, menos agentes sociais etc)”

Contradição: O Sr. Leonardo Boff esquece-se que reduzir gastos publicos não significa diminuir gastos essencias (educação, saúde e segurança), mas sim, por exemplo, o número de ministérios. Hoje tem absurdos 39 ministérios, enquanto no governo do FHC eram apenas 13. O número excessivo de ministérios é somente para servir como moeda de troca para partidos corruPTos com focos de corrupção para todos os lados, em nome da tal “governabilidade”…
Da maneira como está hoje, o Brasil é como um copo furado. Por mais dinheiro que entre não vai conseguir atender devidamente as demandas sociais.

#BoffxMarina

Responder

    Ivani

    07/09/2014 - 19h37

    Leonardo Boff é um dos grandes homens que merece todo respeito, até mesmo pela sua prática e pelo seu passado honroso! Quando um chefe de estado coloca-se de encontro aos direito de outras pessoas ele está sendo antidemocrático; essa é a postura que a candidata Marina da Silva está adotando em relação aos homossexuais, ao candomblé e outras…

    Carlos Igor

    08/09/2014 - 14h15

    Prezada Ivani,

    Não questiono e nem desrespeito o passado do estimado Leonardo Boff… eu apenas faço contrapontos aos argumentos dele.

    Em relação à postura aos homossexuais, segue abaixo um trecho de uma entrevista da candidata Marina de 2010:

    “O casamento é uma instituição (SAGRADA) entre pessoas de sexos diferentes, uma instituição que foi pensada há milhares de anos para essa finalidade. Eu não tenho uma posição favorável”, afirmou Marina, sobre o casamento entre homossexuais. “Isso não pode ser confundido com discriminar essas pessoas do ponto de vista de seus direitos. (…) elas têm o direito de defender as suas bandeiras. Democracia é isso”, disse.

    Segue o link:
    http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/06/01/marina-se-diz-nao-favoravel-ao-casamento-gay-e-propoe-plebiscito-sobre-maconha.jhtm

    Hoje ela já se posiciona como sendo favorável à união estável entre os homossexuais, o que seria diferente de casamento…

    Eu não tenho o que comentar a respeito de outras religiões, pois nunca vi a candidata fazer qualquer tipo discriminação – só este texto do Leonardo Boff em que ele diz que isso é possível.

    Waldomiro

    16/09/2014 - 10h48

    Olá Carlos.
    Aproveito seu espaço para também expressar minha mais profunda decepção com um pensador. No texto em que “analisa” a candidata Marina, o algoz em que se transformou esqueceu de olhar a pessoa com a devida amplitude e generosidade. O que pude sentir ao ler o texto foi a defesa fundamentalista, própria do “lulismo”, agindo como um torcedor de futebol, cego pela paixão irracional. É isso que se espera de um intelectual? Desconstruir a imagem de uma pessoa, foi isto o que ele pretendeu sem se permitir nem a mesmo a dúvida. Seus argumentos chegam a ser tolos e falaciosos, longe de apresentarem a lucidez e a sensibilidade que julguei serem seus atributos; marina vai governar para os ricos, vai acabar com os programas sociais, sem sustentação política acabará como o Collor e o Jânio, o pré sal será esquecido,…É difícil acreditar que alguém que se diz humanista, que compartilha da idéia de casar Céu e Terra não possa ao menos perceber que nos encontramos em uma nova fase da humanidade e que é essencial e urgente uma nova postura pessoal. O analista, assim como qualquer “lulista”, preferiu ironizar a atitude de Marina ao propor uma nova política, ao invés de lhe sugerir medidas, reflexões e estímulo na empreitada. Continuo sem poder acreditar que o Sr. Leonardo ache razoável e ético o que o projeto de poder do PT fez com a política do toma-lá-dá-cá, mergulhando o país em uma crise moral, transformando a atividade política em um balcão de negócios “como nunca antes na história desse país”. Seus artigos me fizeram lembrar o mesmo tom preconceituoso e de trincheira contra o Lula no passado. Não cabe ao senhor Leonardo a desconstrução de qualquer pessoa. Se é pra entar no debate, entre para ampliar seus horizontes, enfatizar o que há de bom, melhorar aquilo que ainda não está bom, chamar a atenção para os erros cometidos e, por fim, a lançar luz sobre o debate, para que possamos “combinar o cotidiano com o surpreendente”.

Vanessa Cabral

06/09/2014 - 03h29

Olá, amigos!

Dando continuidade (por minha conta) às palavras de nossa querida Maria Luisa Luisa Medeiros (amiga em comum com muitos aqui) no intuito de somar esforços, também informando aos eleitores indecisos e, ainda, alertando àqueles da “Turma do Brax” que nos manteremos firmes, aí vai:

Ainda que sendo um Governo de centro-esquerda (acredito que mais de centro do que de esquerda) como o é o PT, ainda que não representando diversas das forças e movimentos sindicais e, ainda que mantendo alianças um tanto duvidosas, as gestões do Ex-Presidente Lula e da Presidente Dilma insuflaram e deram poder à classe trabalhadora como não se via desde a década de 60 (estes tempos não vivi, obviamente, mas os livros e os estudos humanísticos tem aí o seu valor), abriram as portas para uma gente que não existia, que era invisível perante os olhos da sociedade, e para muitos outros, mesmo com toda a força oposicionista impondo obstáculos em cima de obstáculos para que as mudanças efetivas ocorressem. Existe muito a se fazer? Existe muito o que melhorar? Sem sombra de dúvidas! E aqui, cabe dizer: não esperem que 12 anos de um governo progressista, consertem mais de 500 anos de exploração e de erros não só desastrosos, mas catastróficos dos setores conservadores com o nosso Brasil. Precisamos de mais tempo, e de mais tempo neste caminho que tem seguramente dado bons frutos, apesar do que maldiz a mídia nacional, sabidamente inescrupulosa.

A entrega da Petrobrás e dos nossos patrimônios e de tudo o que isso representa, a diminuição das articulações com o MERCOSUL, a estagnação do salário mínimo e das leis trabalhistas, a diminuição da geração de empregos, a redução do papel dos bancos públicos em prol de maior participação dos privados, uma política de juros altos, uma reafirmação do Estado Mínimo, o contínuo negligenciamento em torno das reformas intrínsecas a uma sociedade democrática (reforma política, tributária, agrária…), rejeição da participação ativa da sociedade civil na política, total desinteresse pela democratização e regulação econômica da mídia, a não revisão da Lei de Anistia e a não responsabilização dos militares torturadores da ditadura, o retrocesso nas conquistas dos diretos humanos (homossexualismo, divórcio, aborto…) e evidentemente um Estado falsamente laico como teríamos com a derrota do populismo?? NÃO!!!

Um Governo contra o povo, contra o desenvolvimento e contra o progresso NÃO ME REPRESENTA MESMO (para usar um bordão de que todos gostam)!!!

Nenhum de vocês nunca se perguntou o porquê de os conservadores neoliberais terem tanto horror e se esmerarem tanto em derrotar o PT? O próprio José Agripino, velho conhecido nosso do coronelismo potiguar e coordenador da campanha de Aécio Neves, declarou abertamente nestes dias que vale tudo (se referia à um possível apoio à Marina no segundo turno) contra um mal maior, que seria o PT. Por que estas pessoas com tanto dinheiro (nosso dinheiro), que nem de longe defendem os nossos interesses, têm tanto medo do PT?
Ou o porquê de os candidatos da direita não entrarem em detalhes de seus programas de governo durante os debates eleitorais e seguirem se equilibrando em um discurso demagógico? Se estes assumissem publicamente que suas gestões resultariam em desemprego e dependência, não teriam 0,1% das intenções de voto.

É por tudo isto e mais um monte que tenho votado e mantenho o meu voto no Partido dos Trabalhadores, e que publico e reproduzo textos, matérias e charges a favor do Governo e contra os setores reacionários. As minhas ações e intenções, com isto, não são a de meramente uma militância cega e descomprometida, são atos que acredito serem responsáveis por causar algum impacto (por menor que seja) no meu círculo de amigos e que também acredito poderem fazer estes mesmos amigos refletirem e tomarem a decisão que confiarem ser a mais acertada para toda a nação.

Fica a opção de refletir ou não aos que lerem…

13jos à todos também rsss

Responder

    Donizette

    06/09/2014 - 12h10

    Vanessa, suas palavras, e atitudes tbem são as nossas.

    Urbano

    06/09/2014 - 13h49

    Muito bom, Vanessa, muito bom mesmo. Faça mais comentários assim aqui no VIOMUNDO e, também, em outros Blogs Progressistas. Sendo as suas palavras leves e macias, então muitos só entendem e atendem dessa forma. Dos outros, eu cuidarei (rsrsrs)… Tchau e obrigado.

    Everaldo

    07/09/2014 - 00h20

    Lembram desse comercial que foi pribido? Tem algum sentido pra voces?
    http://m.youtube.com/watch?v=MgFE0lvyC8g

    Alaíde Siqueira da Silva

    07/09/2014 - 04h50

    Parabéns Vanessa Cabral, as suas palavras representaram o meu pensamento. A tua postagem me representaste.

FrancoAtirador

05/09/2014 - 22h50

.
.
“Marina é a cristã mais falsa
que poderia concorrer à presidência”,
diz Malafaia

Fonte: InfoMoney, via Jornal de Hoje

(http://jornaldehoje.com.br/marina-e-crista-mais-falsa-que-poderia-concorrer-presidencia-detona-malafaia)
.
.

Responder

Rodrigo Frateschi

05/09/2014 - 15h50

Com a MArina sempre pode-se piorar…

http://clubemilitar.com.br/pensamento-do-clube-militar-4/

Responder

    Jair Fonseca

    05/09/2014 - 18h39

    Nussa!Até a direita do exército simpatiza com a tal candidatura antipetista…

Jorge

05/09/2014 - 14h15

Excelente.
Gostaria de compartilhar e não encontrei a opção.

Responder

Jorge

05/09/2014 - 14h14

Excelente.

Responder

celso campos romeu

05/09/2014 - 12h04

Nossa Senhora da Abadia! Até o Leonardo Bof acredita que há diferenças entre Dilma, Marina e Aécio. Areje sua cabecinha e basta olhar no Estadão de hoje, 05/09/14, os doadores das campanhas deles! Vais verificar que são os mesmos! A empreiteira que aposta na Dilma, também está la com Maria e Aécio.
Outro mito que nos querem fazer engolir: Caudilho Lula e seu séquito tirou x milhões da miséria, mas…… NÃO DA BARBÁRIE, PORQUE SÃO APENAS AUTOMATOS CONSUMISTAS E SÓ. Se isto for desenvolimento , que o INFERNO abra as portas que eu quero entrar………

Responder

    Mário SF Alves

    05/09/2014 - 15h41

    Tá reclamando do quê?

    É simples, prezado Celso. Com a reeleição da presidenta Dilma Rousseff temos a possibilidade de superar de vez esse maldito capitalismo subdesenvolvimentista que sempre nos afligiu e humilhou aos olhos do mundo. Sem ela, meu caro, dando Marina ou Aécio, vai ser mais do mesmo: a volta dos que jamais se foram, e com isso, a restauração do regime Casa Grande-Brasil-Eterna Senzala.

    Com ela, a possibilidade de evoluirmos para um capitalismo norueguês, o mais igualitário do Planeta. Sem ela, voltamos à estaca zero em termos de conquista de direitos individuais e coletivos. Sem ela, a roda da história volta a girar pra trás.

    Sem ela, adeus Constituinte Exclusiva!

    E por falar nisso, vocẽ já deu seu voto pela Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político?

    OBS.:
    Um Plebiscito é uma consulta na qual os cidadãos e cidadãs votam para aprovar ou não uma questão. De acordo com as leis brasileiras somente o Congresso Nacional pode convocar um Plebiscito.

    Apesar disso, desde o ano 2000, os Movimentos Sociais brasileiros começaram a organizar Plebiscitos Populares sobre temas diversos, em que qualquer pessoa, independente do sexo, da idade ou da religião, pode trabalhar para que ele seja realizado, organizando grupos em seus bairros, escolas, universidades, igrejas, sindicatos, aonde quer que seja, para dialogar com a população sobre um determinado tema e coletar votos.

    O Plebiscito Popular permite que milhões de brasileiros expressem a sua vontade política e pressionem os poderes públicos a seguir a vontade da maioria do povo.

    O que é uma Constituinte?

    É a realização de uma assembleia de deputados eleitos pelo povo para modificar a economia e a política do País e definir as regras, instituições e o funcionamento das instituições de um Estado como o governo, o Congresso e o Judiciário, por exemplo. Suas decisões resultam em uma Constituição. A do Brasil é de 1988.

    Porque uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político?

    Pra saber e votar, basta seguir o link:

    http://www.plebiscitoconstituinte.org.br/o-que-%C3%A9-o-plebiscito-pela-constituinte

janderson

05/09/2014 - 07h29

Na época da candidatura de lula os intelectuais falaram a mesma coisa.e aconteceu o que?.Sempre quem mandou no Brasil foram essa corja que se acham superiores agora tudo mudou não adianta falar mal de marina porque o Brasil está com ela.

Responder

    Jorge Leite Pinto

    08/09/2014 - 10h56

    Cuma??? Que intelectuais?
    Mais um trollzinho babaca nas paradas…

adriana costa

05/09/2014 - 00h41

DR LEONARDO BOFF AUMENTARAM A MINHA ADMIRACAO PELO SEUS LIVROS
E sua palvra foi incrível agradeço por ser um homen tão esclarecedor colocar
sua opinião sobre Marina. Eu creio em tudo isso que o governoo dela irar trazer
ao povo Brasileiro.Eu sou carioca , Estado do Rio de janeiro.
Deus te guarde e guie nesta sua jornada linda.

Responder

adriana costa

05/09/2014 - 00h23

PARABENS DR. LEONARDO BOLF MINHA ADMIRACAO ALMENTOU POR SEUS
LIVROS E SUA PALAVRA FOI PERFEITA DE TUDO QUE EU PENSO DE marina é
tudo isso e mais.Se ela ganhar vamos ter um futuro com seu governo negro
para o povo Brasileiro.Nao se mistura religiao e politica!!!!!
PARABENS!!! OBRIGADA POR ESSA PALAVRA .
QUE DEUS TE ILUMINE DOS ABUTRES E GUARDE TODOS.
ADRIANA COSTA

Responder

Luana

04/09/2014 - 21h26

Maravilha de entrevista!
Parabéns, Lemes!

Responder

Valdir Lozado

04/09/2014 - 20h02

A síntese desta entrevista deveria ser alardeada ao quatro ventos, talvez assim pudesse clarear as mentes desavisadas do mal que espera a eleição desta senhora. Para mim, caso Marina seja eleita – Deus queira que não-, o nosso país entrará em grave crise e em um ano ela será defenestrada do poder. Tudo que Lula e Dilma construíram será perdido, teremos o caos – por certo!

Responder

Márcio Daniel

04/09/2014 - 18h31

Muito lamentável que um homem considerado um dos intelectuais mais brilhantes do Brasil, ícone da chamada Teologia da libertação, aparente fazer escolhas políticas baseadas em sua visível e clara desinformação. A Marina Silva que Leonardo Boff apoiou em 2010 é a mesma Marina Silva que ele faz oposição agora em 2014: membra da Assembleia de Deus, livre do marxismo clássico e associada ao empresário Guilherme Leal, à educadora Neca Setubal (que ele definitivamente não sabe quem é) e ao economista Eduardo Gianetti. Marina não mudou, quem mudou foi Leonardo Boff, que, ou não conhecia Marina Silva em 2010, ou de fato mudou de opinião sobre ela.
Em entrevista para um site na internet, o intelectual desinformado disse, dentre uma série de inverdades, que Silas Malafaia é líder da Igreja Assembleia de Deus que Marina faz parte. Informação completamente equivocada. Silas Malafaia é líder de uma denominação chamada “Assembleia de Deus Vitória em Cristo”, independente (e oponente) e Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, denominação a qual Marina é ligada. Silas Malafaia nunca se encontrou pessoalmente com Marina Silva, e não têm nenhum contato com ela. Toda a boataria sobre isso é pura invencionice do submundo das redes sociais.
Em seguida, o cidadão diz que a Assembleia de Deus é uma denominação fundamentalista tal qual o Islamismo (e nisso também acusou o Islamismo de ser uma religião fundamentalista) que não faz caridade e que prega o Antigo Testamento em detrimento do Novo.
Depois, demostrou total desconhecimento do que significa a autonomia do Banco Central, por razão provavelmente de não ter lido o programa de governo de Marina e se guiar por boatarias que ouve ou por um discurso simplista de certas “esquerdas”.
Ao final, numa mesma resposta o “intelectual” se contradiz dizendo que Marina é fundamentalista por ler a Bíblia, mas que tal livro é “uma fonte de inspiração para decidirmos pelos melhores caminhos.”
Francamente sr. Leonardo Boff, como um intelectual pode opinar de forma tão desinformada e contraditória. O sr. reflete muitos “intelectuais” desse país, que dizem absurdos e são levados a sério pelos títulos ou por algum reconhecimento que têm. Lamentável.

Responder

    Piloto

    04/09/2014 - 21h03

    Márcio, desculpe mas você é mais um fundamentalista.
    O que Leonardo Boff diz é muito claro e objetivo.
    Quem anda de mãos dadas com os capitalistas do Itaú, da Natura e com os neo-liberais Gianetti e Lara Resende, NÃO TEM PROPOSTAS PARA O BRASIL REAL, O BRASIL DOS EXCLUÍDOS!
    Marina é um perigo e vou lutar com todas as minhas forças para não te-la com presidenta, porque meu querido Brasil não é um culto religioso de fanáticos!

Urbano

04/09/2014 - 15h29

Na verdade, os pobres tiveram a sorte de se descolarem de uma alienada, pois só mesmo uma para modificar as suas convicções, tanto no conteúdo quanto na forma, tão abruptamente, como seu viu. Pensem numa catástrofe de um doido abancado na cadeira presidencial do Brasil, como já tivemos um; e não era um tapado, mas mesmo assim desencadeou uma diarreia que perdurou quarenta e um anos. Só que na atual versão cocó dessa história, o que temos nas mãos é uma bomba alienada e burra, ainda por cima chiando…

Responder

Rodrigo

04/09/2014 - 15h14

Poxa, ainda não tivemos nem primeiro turno e já estão falando em impeachment?

Isso que é medo, hein.

Responder

Mário SF Alves

04/09/2014 - 14h36

Epa! Epa! Peraí, pausa pra meditação:

A gente tá aqui se preocupando com o quê?

Ora, a mulher é simplesmente genial. Senão, vejam só:

Com a tal política da transversalidade sustentável ela mata (?) a coelhada toda com uma só cajadada. De um lado, decreta e transforma o Brasil numa imensa e fabulosa Floresta Amazônica, de outro, salva o Planeta decretando o fim da exploração e uso do Petróleo. E não bastasse tudo isso, ainda sai do entrevero super-multibilionária.

Já pensou nos rios de dinheiro que a banca totalmente independente vai poder auferir com os royaltys verdes, entre os quais os oriundos do crédito carbono, da biodiversidade e dos mananciais de águas cristalinas resultantes da construção dessa marino-silvistica mega-Amazônia?

Já pensou todo mundo vivendo segundo as leis da natureza? Lixo domético, então, já era, nem pensar. Já pensou em quantos Felicianos e Malafaias serão necessários para susbstiuir todo esse universo de Tupãs?

Anauê! Essa Marina tá ficando é Salgada.

Responder

    rodrigo

    05/09/2014 - 09h38

    Essa senhora é uma marionete nas mãos dos neoliberais. Não passa disso. Deus nos livre!!!

    Mário SF Alves

    06/09/2014 - 10h44

    Eu sei, Rodrigo.

    ________________________________________

    O Brasil não é um país qualquer, e suas especificidades no que tange à história, à economia, potencialidades e importância geopolítica sempre trouxeram soluções à direita que jamais nos deixaram nada de bom para o povo do Brasil. Nem quando tal ideologia vem embalada sob a forma de bom-mocismo; leia-se: Jânios, Collors, Marinas (?) e especialmente na forma de “revoluções”. Aliás, por aqui todo movimento mais radical de direita se auto-rotula como revolução.

José Ademar

04/09/2014 - 12h08

Estou esperando também que o povo pernambucano reflita o mais rápido possível e de uma votação para a presidente Dilma igual a que foi dada em 2010,já que todos sabemos que Marina Silva nunca foi aliada de Campos em nada e está rasgando as bandeiras históricas defendidas a décadas pelo PSB.

Só lembrando também que as escolas em tempo integral feita por Eduardo Campos em Pernambuco só foram feitas graças ao apoio dos verdadeiros aliados de Campos:Dilma e Lula.

Não é a toa que muita gente no PSB torce para que ela perca essas eleições e se mande o mais rápido possível do partido.

Responder

Luiz

04/09/2014 - 11h38

Como sempre, o Sr. Bolf fala muito bem

Responder

Mário SF Alves

04/09/2014 - 10h55

Siga em frente, presidenta Dilma Roussef. Siga em frente. Faça aquilo que o PSDB do Mário Covas sonhou fazer, discursou, bradou que faria e não fez. Faça aquilo que mais mete medo na pior elite do mundo. Faça o que é possível fazer: faça a revolução capitalista no Brasil. Falta pouco, o mais difícil já foi feito. Dê o choque que falta. Dê um visceral e irreversível choque de capitalismo norueguês nessas estruturas arcaicas que só interessam a “nossa” deplorável elite pró-Washington.

Conselho:

Ou isso… ou a volta dos que jamais se foram. Ou isso…. ou a volta dos rentistas do capitalismo selvagem subdesenvolvimentista; que, por coincidência ou não é a mesma turma dos indignados contra pobre frequentando aeroporto; a mesma turma do “aeroporto só pra classe média alta e para o estrato 1%, incomparavel e vergonhosamente superior.”

Ou isso… ou correr o risco de deixar o futuro nas mãos de aventureitos oportunistas, roletistas, umbilicalmente atados a interesses alienígenas e/ou a outros, igualmente inconfessáveis publicamente.

______________________________________

Salvo engano, ao contrário dos SPYstates, a Alemanha [nesse quesito, sim, 7 a 1, no Brasil] optou por não sucumbir à financeirização e ao cassino rentista. Continua capitalista. E é o único país da velha Europa que não entrou na goela do dragão. Em decorrẽncia da intervenção na Ucrânia vem apresentado crescimento industrial pífio, mas… ainda assim bem acima dos demais.

Responder

anac

04/09/2014 - 10h12

Abismal diferença entre os Silvas, Lula e Marina. Lula é síntese, Marina, divisão.
“Marina, por causa de seu fundamentalismo, não é uma pessoa de síntese, mas antes de divisão.Para isso precisa-se de habilidade, coisa que em Lula sobrava.”

Responder

anac

04/09/2014 - 09h57

Marina com a Neca Itaúuuuuuu, malafaia e demais neoliberais representa desemprego e arrocho. E somente isso. Um embuste. Os jovens vão colocar em risco o futuro e não é somente o do Brasil mas de cada um deles.

Marina ao pular de galho em galho, nunca permanecendo muito tempo nos partidos, PV, PT e agora PSB mostra que o poder politico é um fim e que é totalmente incompetente para como Leonardo Boff disse coordenar as tensões políticas e gerenciar conflitos sempre presentes em sociedades abertas.

E pode acontecer um impeachment à Marina, por ESSA inabilidade flagrante de sua personalidade, que já demonstrou inúmeras vezes na prática de saber lidar com o contraditório sem levar para o rompimento com o interlocutor. Collor mostrou como siso termina, impeachment.

Responder

    anac

    04/09/2014 - 09h59

    Errata: Não saber lidar com o contraditório.

    Mário SF Alves

    04/09/2014 - 13h14

    Pois é, Anac, por mais que neguem e reneguem, esses energúmenos desistiram do Brasil. E o que é pior: desistiram do povo do Brasil. A dúvida que fica é: será que algum dia realmente acreditaram no Brasil?

    ___________________________________

    E por falar nisso, quem foi que perguntou a eles se desistiriam ou não?
    De onde surgiu tal esdrúxula idéia?

    E isso era momento pra vir a público com essa retórica chinfrim de não desistẽncia do Brasil? Alguém ali apelou feio!

    Blá-blá estranho esse, não?

Mardones

04/09/2014 - 09h12

Faltou perguntar qual a contribuição do PT e sua governabilidade conservadora na ascensão de um ator político como a Marina.

Até que ponto uma imprensa sem freios e anti-democrática como a brasileira nos conduziu à salvadora Marina?

E mais: até que ponto a aliança com o PR e seus pastores-políticos contribuiu para o enfraquecimento do Estado Laico no governo petista?

A eleição de Marina pode fazer o Brasil retroceder aos anos sombrios para a maioria de FHC. No entanto, a falta de uma Ley de Medios para frear os ímpetos golpistas da mídia brasileira contribuiu e muito para isso.

O Lulismo e sua falta de politização da população fez com que jovens aceitassem qualquer notícia veiculada pela mídia/redes sociais como verdade. Daí a criminalização da política ganhou ares de solução para todos os nossos males. E o resultado foi a Marina.

Responder

    Mário SF Alves

    04/09/2014 - 13h21

    Não se aperreie não, caro Mardones. Depois do choque de rentismo neoliberal marino-neco-silvista, a gente faz um outro. Faz aquele que será o derradeiro, o de economia marxista. Aí, pronto, acaba de uma vez por todas com essa eterna farra de capitalismo subdesenvolvimenta no Brasil. Acaba esse eterno Brasil-colônia, reserva de valor da biosfera capital-rentista.

    rodrigo

    05/09/2014 - 10h09

    Tanta gente demoniza o PT mas esquecem que muitos avanços não se concretizaram no Brasil graças ao aliado PMDB. Eles são os grandes aliados da mídia. E ninguém fala mal deles.

Lukas

04/09/2014 - 08h38

Entrevistada sobre a candidatura Marina Silva, Regina Duarte declarou:

– Eu tenho medo.

Responder

    Mário SF Alves

    04/09/2014 - 14h52

    Como diria o Tom Zé, cagou-se!

    _______________________
    Mas que bobagem é essa? Essa Regina aí só deve ter medo mesmo é do risco de ser preterida na escolha dos maiorais da nova selva platinada que se descortina com a eventual vitória do marino-silvismo capital-rentista transnacional.

    Mário SF Alves

    04/09/2014 - 14h59

    Pois é, “pensar é bom.” Tom Zé [ou Zeca Baleiro?].

Giovani - Blumenau SC

04/09/2014 - 08h38

Isso procede?

http://blogdomello.blogspot.com.br/2014/09/importado-pela-equipe-de-marina-responsavel-pelo-confisco-de-collor.html

Importado pela equipe de Marina, desembarca no Brasil o responsável pela ideia do confisco do Plano Collor

Chegou ao Brasil o economista André Lara Resende, que, segundo o ex-presidente Fernando Collor, foi quem primeiro lhe apresentou a ideia de um confisco para “enxugar” o mercado. A informação é de Luis Nassif, que a obteve do ex-presidente, numa entrevista pelos 15 anos do Plano Collor, publicada na Folha [grifo meu]:

A decisão do bloqueio de cruzados foi tomada em uma reunião na casa do ex-ministro Mário Henrique Simonsen, presentes Collor, Simonsen e os economistas Daniel Dantas e André Lara Resende, recorda-se ele.

A conversa sempre esbarrava na questão da liquidez. André era mais falante, Dantas, mais quieto, Simonsen observava. Lá pelas tantas, Lara Resende foi ao ponto:
“Presidente, sem conter drasticamente a liquidez, não haverá como resolver esse problema!”.

(…) No primeiro dia de governo, o presidente Fernando Collor decretava o bloqueio de todos os depósitos que excedessem NCz$ 50 mil (cruzados novos), da conta corrente à poupança. Foi além: impôs um IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras) de 15% sobre todos os ativos não-financeiros, como ouro e ações.

Os prejuízos aos brasileiros não ficaram restritos àquela época. Hoje, quase 25 anos após o confisco, o país tem 900 mil ações na Justiça para resgatar R$ 50 bilhões dos bancos. Se a Justiça reconhecer esse direito, os R$ 50 bi que os bancos terão que desembolsar podem desestabilizar o sistema financeiro nacional, segundo avaliação do governo.

Economistas do perfil de Lara Resende (em geral, ligados ao tucanato e à equipe de FHC, de que Lara Resende foi um dos membros) têm reclamado da liquidez, do que consideram salário mínimo elevado e desemprego baixo. Isso favoreceria a inflação. Tanto do lado de Marina quanto do de Aécio, querem arrochar, segurar salários e aumentar o desemprego para “desaquecer” a economia.

A pergunta que muitos já se fazem é: Será que, junto ao Banco Central independente (defendido pelo programa de governo de Marina), virá mais um confisco por aí, caso Marina se eleja?

Responder

    NoMeansNo

    18/09/2014 - 14h51

    Nem de longe é impossível. Se eleita, essa mulher terá como base aliada uma massa de pessoas centradas na mais fundamentalista e ignorante das religiões desse país e isso por si só será a causa de uma série de medidas sem sentido no intuito de estabilizar a força do governo. A partir disso, será criada a falsa ideia de que a tal massa populista será suficiente para gerar confiança a todo congresso para então fazer o que bem entender sem medo de ser rechaçado. Aí vem o inevitável abuso de poder com a possibilidade de confiscos e outras atocidades. Aí sim, que Deus nos ajude… e salvem-se quem puder.

FrancoAtirador

04/09/2014 - 02h33

.
.
No momento em que a acreana Maria Osmarina Silva

se transformou na MariNécaFaia de Itáu/Natura,

nunca mais, na Roleta Bíblica, abriram-se páginas

em que constam versículos como estes a seguir:
.
.
“Ora, o salário do homem que trabalha
não é considerado como favor,
mas como dívida” [Rm 4:4]

(http://www.bibliaon.com/versiculo/romanos_4_4)
.
.
“E digo ainda:
É mais fácil passar um camelo
pelo fundo de uma agulha
do que um rico entrar
no Reino de Deus” [Mt 19:24]

(http://www.bibliaon.com/versiculo/mateus_19_24)
.
.
“Então os fariseus saíram e começaram a planejar um meio de enredá-lo em suas próprias palavras. Enviaram-lhe seus discípulos junto com os herodianos, que lhe disseram:

-Mestre, sabemos que és íntegro e que ensinas o caminho de Deus conforme a verdade. Tu não te deixas influenciar por ninguém, porque não te prendes à aparência dos homens.
Dize-nos, pois: Qual é a tua opinião? É certo pagar imposto a César ou não?

Mas Jesus, percebendo a má intenção deles, perguntou:

-Hipócritas! Por que vocês estão me pondo à prova?
Mostrem-me a moeda usada para pagar o imposto.

Eles lhe mostraram um denário, e ele lhes perguntou:

-De quem é esta imagem e esta inscrição?

-De César, responderam eles.

E ele lhes disse:

-Então, deem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

Ao ouvirem isso, eles ficaram admirados; e, deixando-o, retiraram-se.

[Mt 22:15-22]

(http://www.bibliaon.com/versiculo/mateus_22_15-22)
.
.
(http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/roleta-biblica-o-dia-em-que-marina-silva-decidiu-que-sua-biografia-deveria-ser-escrita.html)
(http://www.viomundo.com.br/denuncias/juvandia-morreira.html)
(http://www.viomundo.com.br/humor/o-discreto-charme-da-burguesia-que-ascende-ao-poder.html)
(http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/brasil-juncao-de-socialista-com-banqueira-propoe-banco-central-autonomo-da-soberania-popular.html)
.
.

Responder

    Mário SF Alves

    04/09/2014 - 15h39

    “No momento em que a acreana Maria Osmarina Silva se transformou na MariNécaFaia de Itáu/Natura,nunca mais, na Roleta Bíblica, abriram-se páginas em que constam versículos como estes a seguir:
    .
    .
    “Ora, o salário do homem que trabalha
    não é considerado como favor,
    mas como dívida” [Rm 4:4]”
    __________________________
    Eis aí a mais pura e irrecôndita verdade.
    ________________________________________________
    Pô, pensando melhor, quem iria precisar de salário? Não seríamos todos transformados em índios, vivendo numa imensa e transversalmente sustentável Floresta Amazônica?
    Além do quê, e os malafaias da vida, estão aí pra quê, senão pra fazer o milagre de tornar todo mundo rico?

    É a rede meu fio, é a rede! Acorda, Brasil! A corda!

    FrancoAtirador

    04/09/2014 - 20h30

    .
    .
    Discordo, Mestre Mário.

    Não estão aí para “tornar todo mundo rico”.

    Mas somente para enriquecer os “homens bons”.
    .
    .

    Mário SF Alves

    06/09/2014 - 10h27

    Prezado Franco,

    Mais uma vez reconheço e agradeço sua paciência, honestidade intelectual, coerência, educação e determinação.

    Obrigado por mostrar a possibilidade de uma interpretação menos tangencial do que a desde sempre tive da velha história. Velha não por ser caricata ou surrada, mas ter ocorrido há 2.000 e tantos anos, e em circunstâncias TECNOLÓGICAS tão radicalmente diferentes das nossas.

    Valeu!

    Mário SF Alves

    04/09/2014 - 15h48

    “Então, deem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.”
    _____________________________
    Em sendo assim, se César, sabe-se lá como, a exemplo do que fizeram com a Palestina, tomar o Brasil e carimbar a cara dele em cada um de nós, deduz-se daí que somos todos patrimônio de César? E Deus fica com quem?

    FrancoAtirador

    04/09/2014 - 20h23

    .
    .
    Pode ser interpretado de outra forma, Mestre Mário.

    A Metáfora remete a duas questões fundamentais:

    1) A Laicidade que separa o Estado da Igreja.

    2) O Dever do Pagamento de Impostos pelos Ricos.
    .
    .

Edgar Rocha

04/09/2014 - 02h08

L. Boff é um dos intelectuais mais importantes do Brasil recente. Quem sabe com Francisco no papado ainda possa ser reabilitado. É uma pena, no entanto, que a Teologia da Libertação tenha cometido certos erros fundamentais para sua legitimação perante os mais pobres. Não fosse isto, teriam vencido o braço de ferro com o conservadorismo da Era João Paulo II. A deslegitimação da tradição e da própria mística católica enquanto expressão maior do ideal cristão de igualdade e solidariedade gerou tanta insegurança diante do discurso político que só fez endossar os preconceitos “anticomunistas” do lado conservador da Igreja, sobretudo da terrível Renovação Carismática. Se ao invés de subestimar ou desdenhar das expressões populares dos valores mais preciosos da cristandade, valores estes reivindicados pelo discurso político-ideológico, em detrimento de sua sacralização (os ritos, para muitos, representavam o ópio do povo, nada mais injusto), talvez pudessem ver, por exemplo, o rito de Corpus Christi como expressão maior da força e do poder dos pobres (o marxismo em poesia, muito mais que em Brecht). O povo sabia disto. era preciso ritualizar e manter vivos os valores que elevavam a fé no ser humano e em Deus. Para os adeptos da Teologia da Libertação, tais manifestações místicas eram pura concessão aos ignorantes. A consciência política elevada os fariam largar estas bobagens. Bobagens? Triste. Mas, comigo, foi assim. E quem não aceitasse o marxismo puro dentro da Igreja, criticando a tudo, ou saía dela (e ia pra Assembleia) ou virava carismático. Sobretudo se fosse classe média. Assim, perderam a base de apoio social pra enfrentar as críticas. É assim que eu avalio. no entanto, foi a experiência mais válida para a fé católica em território latino-americano. Se voltasse, um pouco mais mística e menos cueca apertada, seria eterna. Saudades deste tempo, viu.

Responder

    anac

    04/09/2014 - 10h26

    Com Francisco, outro sábio, Boff será reabilitado. É questão de pouco tempo. Francisco é precursor de uma nova era.

    Flavio Lima

    04/09/2014 - 12h07

    Ola Edgar
    Tenho pontos em comum com sua experiencia, mas nem tanto ao mar assim. realmente tinha muita gente maluca e porra louca envolvida com a Teologia da Libertação, fora os infiltrados das extremas direita e esquerda. Mas o grosso das comunidades não era tão radicalizada, ou melhor, sectária assim. A grande violência não veio de dentro das comunidades, veio de Roma, do Vaticano, dos woitila/ratzinger da vida. Esse movimento de quebrar a espinha da esquerda católica foi gestado no famigerado departamento de estado (ou NSA, pentagono, complexo militar/financeiro, como queira, pois da esquerda católica saiu mais da metade da esquerda brasileira dos anos 50, e isso foi visto pela direita. Jogar toda a responsabilidade do fim da esquerda católica só no porraloquismo de parte do pessoal é botar a culpa nas vítimas, de novo.

    Mário SF Alves

    04/09/2014 - 15h21

    Gostei disso.

    Pensar é bom… companheiros, pensar é bom. E sabendo usar não tem contra-indicações.

    ___________________________
    No mais, desejo a [email protected] e [email protected] muito sinergismo progressista pra todo mundo.

    É Dilma, de novo. E o que é mais importante: sem ser novamente.

    A democracia econômica virá e com ela a dos meios de comunicação!
    [Será que os SPYsates e ecossistemas associados iriam permitir]?

    Com ou sem SPYstates, chega de mídia fora da lei! Chega de humilhação dos povos! Chega de austeridade. Chega de desconstrução internacional de Estados Democráticos de Direito! Chega de ditadura do mercado. Chega de ditadura econômica! Chega dessa caixa preta chamada dívida pública interna.

    Basta de FMN – Fundo Monetário Nacional! Basta de bolsa banqueiro!

    Basta de FMIs difarçados!

    Edgar Rocha

    05/09/2014 - 07h26

    Flavio, obrigado por comentar. Não quis culpar os porraloucas pelo colapso da esquerda católica. De fato, seu desmantelamento se deu de fora pra dentro. O que eu disse é que a grande base de sustentação desta mesma esquerda foi ruindo aos poucos, por falta de espaço, falta de compreensão e respeito. E sem ela, não houve como defender-se das ações externas. O povo participava ativamente da vida política, é fato. Internamente, os valores cristãos que convergiam com o pensamento esquerdista eram sustentados bravamente. Mas, não houve o devido reconhecimento da parte dos formuladores e lideranças (sempre as lideranças) no tocante à importância do caldo de cultura que alimentava os movimentos. É um erro recorrente na esquerda – dentro e fora da Igreja – achar que a adesão ao pensamento político mais progressista se dá por urgência deste e por uma autoridade moral sobre a sociedade. Ao contrário. Nosso povo, talvez por herança cultural muito remota, não governa e não se deixa governar. É preciso convergir em princípios, ideais, necessidades e valores pra poder conseguir apoio. Não se trata de fisiologismo atávico como dizem os detratores da nação, mas a compreensão de que líderes dependem de sua base e de que o mote pra cooptação é a certeza de que não será traído, de que será tratado de igual pra igual (a isto alguns chamam de populismo, em verdade, é algo instrumentalizado, mas não é um problema). Acharam que o povo havia se curvado ao ideário esquerdista. Não foi bem assim. O povo concordou com algo que achava justo. Ir além disto, achar que o tem na mão, é pedir pra ficar só. Isto serve pros dias de hoje também. Deviam conhecer nosso caráter dionisíaco.

Leo V

03/09/2014 - 23h48

http://gmarx.fflch.usp.br/node/46

O Fascismo Cotidiano na Vida de Camila Jourdan

Lincoln Secco

(Professor Livre Docente da FFLCH – USP)

Não é preciso ser muito crítico para perceber a gravidade da perseguição política que o judiciário brasileiro tem exercido contra os militantes políticos que ousaram “continuar junho”.

Na Democracia Racionada o poder executivo pode reprimir com violência protestos sociais, mas a sua ilegalidade é tão flagrante que a perseguição costumeira é deixada ao próprio poder judiciário.

Assim, inimigos políticos são marcados pelas leis do crime comum, afinal vivemos numa democracia…

Recentemente, o juiz responsável pelo caso dos ativistas processados pelos atos contra a Copa no Rio de Janeiro indeferiu um pedido da professora Camila Jourdan (UERJ) para ir à Universidade Federal da Grande Dourados (MS) dar uma palestra.

Como já se sabe, Camila é uma acadêmica especializada na obra de Wittgenstein. É parte inseparável do exercício de sua profissão o diálogo com colegas pesquisadores de outras universidades. A justificativa do árbitro (vamos chamá-lo assim) é que a atividade de dar palestras não é essencial ao exercício da atividade profissional.

Camila declarou que “o magistrado está muito mal informado sobre o que é essencial ao exercício da minha profissão”. De fato, não se espera que ele entenda a relevância do estudo do Tractatus de Wittgenstein.

Todavia, o juiz do caso não precisa estar informado. Ele já sabe o resultado de qualquer julgamento a priori. E já conhece os procedimentos usuais para cercear não apenas o direito de sua vítima à defesa. O sistema judiciário que ele representa precisa mais. Deve vigiar cada passo de seus perseguidos. Na Democracia Racionada o objetivo é perseguir indivíduos para espalhar o exemplo do terror de Estado seletivo. A ameaça perene é certamente aos movimentos dos quais eles fazem parte.

A decisão arbitrária poderia ser um ataque ao bom senso tanto quanto a prisão de militantes que portam garrafas plásticas em suas mochilas. Mas ela é mais do que isso. Sua desfaçatez é ensaiada. Ela quer nos contar algo que está na sua forma e não no conteúdo: eles podem tudo, sob o amparo da lei e o comentário anódino dos jornais (locus fundante do fascismo cotidiano).

Afinal, regurgitam os “meios de comunicação”, tudo foi feito na mais perfeita legalidade…

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    Mário SF Alves

    04/09/2014 - 15h26

    Leo V… V do quê? V de vendetta? V de vingança? Ou “V” de “vai que é sua, CIA”?

Mário SF Alves

03/09/2014 - 21h56

“Acho uma falta total de brasilidade. Significa renunciar à soberania monetária do país e entregá-la ao jogo do mercado, dos bancos e do sistema financeiro capitalista nacional e transnacional. A forma como o capital se impõe é manter sob seu controle os Bancos Centrais dos países”. L. Boff
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Independência/autonomia do BC, afinal, o que justifica essa aberração?

1- Simples e definitiva prova de que não voltaria atrás em compromissos assumidos com o capital financeiro?

2- Com o EC, tal absurdo constava do programa do PSB/Rede?

3- E o Poder Legislativo? Como reagiria? Ficaria inerte, seria conivente?

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Fabio Passos

03/09/2014 - 21h56

É bem evidente que marina se vendeu para os banqueiros.

A opção preferencial de marina… é pelos muito ricos.

A população quer avanço. Não retrocesso.

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anderson

03/09/2014 - 21h51

O Banco Central independente e os 20 centavos
Vivemos no Brasil uma disputa entre os que querem continuar expandindo salários reais, direitos sociais e bens públicos e os que consideram que a sobrecarga democrática gera irracionalidades econômicas. Os primeiros estavam nas ruas em junho de 2013, os segundos estão em gabinetes propondo isolar a política econômica da pressão das ruas

O movimento neoliberal ganhou impulso nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha em meio à tendência de estagflação na década de 1970. Os intelectuais neoliberais alegavam que as irracionalidades econômicas da democracia estavam na raiz dos desequilíbrios econômicos.

Não culpavam os predadores de rendas que seriam alvo da crítica às estratégias de industrialização dos países subdesenvolvidos, mas a sobrecarga democrática e de expectativas trazida pelo excesso de desenvolvimento.

O abuso de demandas salariais acima da produtividade do trabalho e a sobrecarga de serviços públicos acima da capacidade de poupar das sociedades estariam na raiz da estagflação. Com argumentos pré-keynesianos, dizia-se que a redistribuição deveria ser contida em nome da poupança e da acumulação.

Por isso, a plataforma neoliberal não envolvia apenas ampliar o papel do mercado e da competição para selecionar os melhores e punir os preguiçosos: privatização de empresas e serviços públicos, contração do gasto social, desregulamentação do mercado de trabalho e liberalização dos fluxos de capitais. Era preciso também blindar o neoliberalismo contra a democracia, caso cidadãos irracionais considerassem que a promessa do neoliberalismo demorava a chegar.

A resistência do neoliberalismo depois de suas crises

A promessa, de fato, privilegiou minorias: a globalização neoliberal gerou ciclos de euforia curta e crises longas, comandadas pela inflação e deflação de ativos como terrenos, casas, ações e moedas.

As crises geraram “décadas perdidas” de baixo crescimento, desigualdade social e crises fiscais nas periferias do capitalismo, desde os anos 1980; no Japão, nos anos 1990; nos países desenvolvidos pós-2007.

Mesmo depois de crises devastadoras, não é fácil reverter o neoliberalismo. Primeiro porque a crise é seguida por recuperações lentas, o que aumenta a dívida púbica e cria crise fiscal duradoura.

Segundo, porque a liberalização permite aos “mercados” promover fugas de capital desde economias colocadas à deriva pelas próprias crises geradas pelo neoliberalismo e, depois, impor condições para voltar.

Nessas conjunturas, grupos políticos contrários ao Estado de bem-estar social e/ou interessados em adquirir empresas estatais aproveitam a crise fiscal para, em conjunto com os mercados financeiros, exigir redução de gastos sociais e privatizações.

Isso vale, hoje, tanto para as periferias quanto para a Europa: os mercados financeiros não votam, mas vetam. Seu poder de veto é tanto maior quanto mais profunda foi a reforma das instituições ditas necessárias para assegurar a credibilidade dos investidores.

Banco Central independente de quem?

A principal delas? O Banco Central independente, como o europeu atual. Em geral, os bancos não são independentes da visão neoliberal dos mercados financeiros e interpretam a inflação pelo excesso de demanda: produto do abuso de salários, consumo e gasto público.

O argumento que a ampliação de salários e direitos sociais prejudica a poupança, a acumulação e o crescimento é pré-keynesiano e foi refutado, na última década, pela experiência de crescimento com desconcentração de renda em vários países da América do Sul, como no Brasil.

Como decisões de poupar (abster-se de consumir) não levam necessariamente ao investimento em capacidade produtiva (ao invés de entesouramento), limitar o consumo não implica preservar o ritmo de crescimento com aumento do investimento.

Investimentos precisam de mercados, e as sociedades de consumo de massas criadas pela desconcentração da renda, em condições democráticas, foram e são condição para a ampliação dos investimentos.

A proposta neoliberal é aumentar o desemprego para reduzir salários reais e o consumo, o que presumidamente elevaria a poupança e o investimento produtivo.

É verdade que a elevação de salários pode criar pressões temporárias de custo (ou quedas de margens de lucro) onde a produtividade não crescer no mesmo ritmo. Contudo, é difícil imaginar crescimento sustentado da produtividade sem investimentos, investimentos sem mercados, e mercados com a terapia de austeridade proposta pelos neoliberais.

Os proponentes do Banco Central Independente no Brasil são economistas neoliberais associados às campanhas de Aécio Campos e Marina Silva. Eles não propõem alinhar o Brasil ao Federal Reserve: em parte por causa de resistências democráticas e em parte porque os EUA emitem sem limites a moeda global, seu banco central é, na prática, uma exceção entre os independentes e é obrigado por lei a equilibrar máximo emprego, estabilidade de preços e taxas de juros moderadas a longo prazo.

O neoliberalismo contra os direitos sociais

O discurso neoliberal culpa empregos em expansão, salários reais e direitos sociais crescentes pelos problemas recentes de desaceleração e inflação, sem qualquer ponderação do contexto internacional ou de choques de custo independentes do nível de atividade. Isso ficou claro em recente declaração de Eduardo Giannetti, o principal interlocutor econômico de Marina.

Segundo ele, por causa dos direitos sociais da Constituição de 1988, “o Estado brasileiro não cabe no PIB e isso é um problema estrutural que demanda um diálogo de longo prazo com a sociedade toda”. Como os mercados financeiros não votam, é preciso convencer a população que a culpa da inflação é, no fundo, dela mesmo.

Vivemos no Brasil, hoje, uma disputa entre aqueles que querem continuar expandindo salários reais, direitos sociais e bens públicos e aqueles que consideram que a sobrecarga democrática gera irracionalidades econômicas que acabam prejudicando os próprios cidadãos apaixonados. Os primeiros estavam nas ruas em junho de 2013, os segundos estão em gabinetes propondo isolar a política econômica da pressão das ruas.

É possível conciliar as duas forças? Existe uma Terceira Via que concilie essas visões e interesses? Na atual conjuntura brasileira, nada é mais irreal que uma nova política que prometa conciliar os interesses daqueles que lutam pela expansão dos direitos de cidadania e os que defendem um Banco Central Independente. Estes, como aqueles, não vão se contentar com vinte centavos.
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Mário SF Alves

03/09/2014 - 21h43

Lembro que em 1989 o candidato Mário Covas, do PSDB, invocava como plataforma eleitoral aquilo que foi por ele chamado de choque de capitalismo no Brasil. Não foi eleito. Não pelo choque, mas, sim, pela insuficiência de votos. Na ocasião, com as bençãos do IV Poder midiático, elegeu-se o Collor.

Quando o mesmo PSDB do Mário Covas virou Poder Executivo, já sob o comando do FHC, não fez nada além de dar continuidade e aprofundar a receita neoliberal do Collor.

Resultado: em lugar do tal choque de capitalismo, tivemos um eletrizante e quase mortal choque de rentismo, tudo regado a muito Estado Mínimo, desacreditação intencional de empresas e serviços públicos, terceirização, precarização das relações de trabalho e assustadora [e insensata] radicalização privatista. Tudo na mais perfeita harmonia com o que rezava [e ainda reza] a cartilhinha do Consenso de Washington.

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O tempo passou. Em 2003 o PT assumiu o referido Poder e acabou por travar de vez a sandice neoliberal. Na impossibilidade de voltar às Reformas de Base do Jango, optou pelo mesmo choque de capitalismo preconizado pelo Covas. E por incrível que pareça, estava em vias de ser bem sucedido nessa empreitada. Não fosse o acidente do dia 13 de agosto, p.p., certamente teríamos grande chance de romper em definitivo com o capitalismo selvagem e excludente que sempre nos envergonhou, humilhou e nos fez sofrer.

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E o partido que teve a audácia de mexer nesse vespeiro histórico, que conquistou admiração internacional, que tornou possível o maior programa de inclusão social da história do Brasil e que certamente elevaria o Brasil à condição de país socio-economicamente desenvolvido, é hoje estranhamente tratado como o principal bode espiatório da irresponsabilidade cívica e econômica das mesmas elites que sempre dominaram e humilharam o Brasil.

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Não bastasse o terrível desgaste político resultante do enfretamento de interesses publicamente inconfessáveis, tanto externos, como internos, assim como em 64, o “destino” mais uma vez sopra em sentido contrário aos direitos individuais e coletivos no Brasil. E é como observado pelo Frei Leonardo Boff:

“Sobre a autonomia do Banco Central prevista no programa de Marina, Boff detona: “Acho uma falta total de brasilidade. Significa renunciar à soberania monetária do país e entregá-la ao jogo do mercado, dos bancos e do sistema financeiro capitalista nacional e transnacional. A forma como o capital se impõe é manter sob seu controle os Bancos Centrais dos países”.

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Conclusão: Com a Marina, vem aí mais do mesmo, um novo “choque de rentismo”. Só que com ela aquele conhecido “estamos no limite da irresponsabilidade”, pode trazer como consequência a mais absoluta paralização política do povo. Aconteceu em 64.

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A continuar nesse ritmo, considerando as previsões, inclusive as resultantes de pesquisas “nada suspeitas” mostradas pela mídia, após o governo neoliberal-bolsa-banqueiro-marino-silvista, não duvidemos se o próximo choque for um choque de economia marxista.

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Gilson Lopes

03/09/2014 - 21h35

A lucidez de Booff é fantástica. Objetivo, coerente e acima de tudo o maior intelectual brasileiro. Uma aula de brasilidade.

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Francisco

03/09/2014 - 20h53

Assim como Nietzsche dizia que um verdadeiro deus deve saber dançar, afirmo que um verdadeiro presidente brasileiro deve saber sambar.

1) O Brasil é uma nação multicultural radical. Todo brasileiro, salvo mínimas exceções, tem algum parente próximo ou distante que tem cor da pele, religião(ões…) ou origem cultural distinta da sua.

2) o Brasil ainda é um país de imigrantes. Todos e todas as pessoas, credos, cores, orientações sexuais, tudo ainda é tolerado e acolhido na alfandega. E o brasileiro médio acha isso ótimo.

3) Qualquer desatenção ao multiculturalismo nos torna de imediato em uma imensa Faixa de Gaza com 202 milhões de crenças, cores e credos distintos e igualmente válidos. Um inferno!

Fundamental é a pergunta: estamos tão ricos assim que numa eleição (já é a terceira ou quarta em que isso acontece…) que o maior assunto é… religião? Aborto? Malafaia?

Somos a sétima economia do planeta. Os temas para esse gigante são:

a) arsenal nuclear (não “se”, “quando”, ter);
b) “espinha de peixe” da norte-sul e;
c) como seremos quando (e não “se”) formos desenvolvidos.

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marcosomag

03/09/2014 - 20h28

Marina Silva = Jânio Quadros + Mulá Omar + Boris Yeltsin.
Instabilidade política + fundamentalismo religioso + entreguismo total aos EUA!
O Brasil não merece isso!

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Brancaleone

03/09/2014 - 19h53

Não boto muita fé no Boff (quase um trocadilho infame…)
Sua ligação com a esquerda retrógrada e os laços com os MSTs da vida ( e as as verbas irregulares…) não fazem suas palavras, notadamente suas críticas – terem muita credibilidade fora dos redutos esquerdistas e de invasores.
A anos atrás ele considerava a Marina a salvadora, a redentora dos campesinos desterrados.
Atualmente ele modernizou seu discurso, anexando a palavra “sustentabilidade” ( que tá na moda…) aos seus ditos coletivantes e outros manjados, surrados e entediantes chavões da esquerda festiva brasileira.
Na verdade mesmo não tem sustentabilidade nenhuma pra ninguém quando se tem um planeta com SETE BI E MEIO DE HUMANOS. É muito humano pra pouco planeta.

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    Hell Back

    06/09/2014 - 19h14

    “(…)É muito humano pra pouco planeta.”
    Não se preocupe quanto a isso. Diz-se por aí que os países mais abastados querem reduzir a população mundial para uns 800 milhões de almas. Como conseguir isso? Pelo controle dos alimentos e é aí que os transgênicos irão cumprir o seu papel.

Reinaldo José Mercador Dantas

03/09/2014 - 19h24

Assino embaixo……………………..

Responder

Fabio Passos

03/09/2014 - 19h19

Sensacional o Leonardo Boff.
Temos de divulgar este alerta para todos os brasileiros.

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Cláudio

03/09/2014 - 19h13

Ouvindo “A Voz do Brasil” e postando. Com Dilma, a verdade vai vencer a mentira assim como a esperança já venceu o medo (em 2002 e 2006) e o amor já venceu o ódio (em 2010). ****:D:D . . . . ‘Tá chegando o Dia D: Dia De votar bem, para o Brasil continuar melhorando!!!! ****:L:L:D:D ****:D:D . . . . Vote consciente e de forma unitária para o seu/nosso partido ter mais força política, com maioria segura. . . . . ****:L:L:D:D . . . . Lei de Mídias Já!!!! ****:L:L:D:D ****:D:D … “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” *** * Joseph Pulitzer. ****:D:D … … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” *** * Malcolm X. … … … Ley de Medios Já ! ! ! . . . … … … …:L:L:D:D

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