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Leandro Fortes: Feras togadas e o show de egolatria

18 de dezembro de 2012 às 10h11

por Leandro Fortes, em CartaCapital

Lembro-me de ter comentado muitas vezes, com autoridades do governo e parlamentares, inclusive, que a mim era inexplicável a precariedade das escolhas feitas pelo presidente Lula para as vagas do Supremo Tribunal Federal. Para mim, e tenho essa impressão até hoje, mudar o STF seria mudar o Brasil, digo, o Brasil arcaico, dominado pela Casa-Grande, pelos juízes distantes da realidade do povo e a serviço das mesmas elites predatórias oriundas do Brasil-Colônia.

Não sei se realmente influenciado pelo então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, ou, simplesmente, porque não percebeu a dimensão exata dessa necessidade, Lula chegou ao ponto de nomear um fanático religioso para o STF, Carlos Alberto Direito, justo quando o Brasil e o mundo começavam a discutir questões fundamentais de cidadania e saúde – como a união civil de homossexuais, o uso de células-tronco e o aborto de anencéfalos – combatidas, justamente, pela turma de cruzados católicos da qual Direito, já falecido, fazia parte.

O resultado desse processo errático de escolhas, ora vinculado a indicações de terceiros, ora pressionado por desastrosas opções partidárias e corporativas, teve seu ápice na indicação de Luis Fux, por Dilma Rousseff, cuja patética performance de candidato ao cargo na Suprema Corte tornou-se pública, recentemente.

O resultado é, na parte risível, esse show de egolatria de ministros amplamente compromissados com a audiência da TV Senado e os elogios de ocasião da turba de colunistas da velha mídia reacionária do País, ainda absorta em múltiplos orgasmos por conta das condenações do mensalão.

O chorume que desce entulho tóxico, contudo, não é nem um pouco engraçado.

No mensalão, para agradar comentaristas e barões da mídia, a maioria dos ministros se enveredou pela teoria do domínio do fato apenas para condenar José Dirceu e José Genoíno, troféus sem os quais dificilmente seria ovacionada nas filas dos aeroportos e nos restaurantes de Higienópolis. Condenaram dois cidadãos sem provas para tal.

Ato contínuo, a maioria dos ministros passou por cima da Constituição para agradar a mesma plateia e o STF avocou para si o direito de cassar mandatos parlamentares. Colocou em guarda, assim, a direita hidrofóbica e seus cães de guarda da mídia, certos de que com aliado tão poderoso o problema da falta de votos estará, enfim, resolvido.

Como em Honduras e no Paraguai.

Agora, o ministro Fux decide, monocraticamente, interditar uma votação soberana do Congresso Nacional. A pedido das bancadas do Rio e do Espírito Santo, derrubou a urgência aprovada pela maioria dos parlamentares para apreciar os vetos presidenciais sobre uma nova forma de distribuição dos royalties em contratos em andamento.

O Brasil precisa reagir a isso. Agora.

Leia também:

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36 Comentários escrever comentário »

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Genoino na Câmara: Volto com “a consciência sincera dos inocentes” « Viomundo – O que você não vê na mídia

03/01/2013 - 20h41

[…] Leandro Fortes: Feras togadas e o show de egolatria […]

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abolicionista

20/12/2012 - 09h04

Sinceramente, acho difícil o PT reagir a isso. Não acho que ele tenha poder efetivo para isso. Afinal, é fato que, desde 2006, a direita não deposita muitas esperanças no pleito e na vontade popular e certamente fará de tudo para derrubar o PT no tapetão. E tapetão significa uma forma, mais ou menos explícita, de golpe. Isso não ocorreu da noite para o dia. As forças conservadoras começaram a articulação que envolve a mídia e o judiciário em 2006, ano em que houve uma reconfiguração eleitoral sem precedentes na história brasileira. Nesse ano, o PT ganhou o “povão” (a massa dos eleitores do partido, deslocou-se para o Norte e Nordeste e para as classes mais baixas). A partir daí, já não importavam tanto para o partido os votos da classe média. Por isso Lula, ao criticar a Veja (num vídeo disponível no youtube), diz com todas as letras: “Eu não preciso deles para nada, para nada!” Em termos eleitorais e puramente democráticos ele estaria coberto de razão, mas nossa direita nunca trabalhou apenas com a opção democrática. É bem possível que os ministros do STF, quando indagados sobre a inconstitucionalidade de suas decisões, respondam: “Constituição?, nós não precisamos dela para nada, para nada!” A história brasileira está cheias desse tipo de pastiche. O PT tem que se cuidar, tem que reforçar as instituições democráticas, rever as estratégias, articular alianças. Enfrentamento sim, mas com força efetiva, bravatas não salvarão o governo.

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Desde golpe de Bush, direita se aglutina no Judiciário « Viomundo – O que você não vê na mídia

19/12/2012 - 22h56

[…] Leandro Fortes: Feras togadas e show de egolatria […]

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Álvares de Souza

19/12/2012 - 10h12

O Brasil não é o Paraguai. O STF, oportunisticamente, entra no vácuo de uma legislação política atrasada, remendada à exaustão, e sempre casuisticamente. Um congresso fisiológico, na sua maioria constituído de lobistas dos podres poderes da República, em ambate contínuo com um Governo que se esforça, desesperadamente, para mudar o destino de uma nação que tem tudo para dar certo, abriu a brecha que as forças do atraso, agora sem armas e, pior, sem votos, esperavam para desestabilizar o que resta de harmonia entre os poderes de uma democracia em processo de construção. Não chegarão à lugar algum. Apenas acenderam a luz amarela. Daqui para a frente, o Brasil verá como serão escolhidos os ministros das cortes superiores da justiça brasileira, os cuidados que serão tomados para somente homens justos, probos, democratas, desprovidos da jactância e do culto caricato ao exibicionismo das togas esvoaçantes, ocuparem os lugares exclusivamente destinados aos mais sábios entre nós. Veremos, também,daqui prá frente, gradativamente, que as escolhas dos nossos representantes, nos parlamentos, nos legislativos, vão sendo feitas, por cada um de nós, com o nosso melhor esforço e com a nossa melhor sabedoria. Quem viver, verá.

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Mardones Ferreira

19/12/2012 - 08h51

As escolhas desastrosas de Lula e Dilma para o STF mostram que o PT não estava preparado para tal missão ou renegou a segundo plano a importância do tribunal.

A meu ver, essa catástrofe tem relação com o quase abandono do PT às bases. Pois seria preciso decidir por essas indicações em plenária. E sim politicamente, pois os espaços de poder precisam ser ocupados por engajados no projeto do partido no poder.

Esse erro fatal está custando muito caro ao Brasil. Não aceito jogar a responsabilidade no Márcio T. Bastos pelas influências sobre o Lula. Ainda que reconheça o crescimento do Lulismo e suas decições acima do petismo.

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Jose Mario HRP

19/12/2012 - 05h18

oSTF não é o Corinyhians , mas lá tem um bando de loucos!
Loucos e ridículos com direito a peruca de “canecalone’!

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Messias Franca de Macedo

19/12/2012 - 01h52

STF: “inaceitável, incompreensível…”
Por Paulo Moreira Leite, na coluna Vamos combinar:

(…)
Hoje, a Folha de S. Paulo, define a decisão do STF, de cassar os mandatos, como um “mau passo.” O jornal explica:
“O fundamento dessa interpretação está na própria Constituição. O parágrafo segundo do artigo 55 diz que somente o Congresso pode decidir sobre cassação de mandatos de deputados condenados. A regra se baseia no princípio de freios e contrapesos – neste caso, manifesta na necessidade de preservar um Poder de eventuais abusos cometidos por outro.
Com a decisão de ontem, como evitar que, no futuro, um STF enviesado se ponha a perseguir parlamentares de oposição? Algo semelhante já aconteceu no passado, e a única garantia contra a repetição da história é o fortalecimento institucional.”
Essa é a questão. O artigo 55 destinava-se a proteger os direitos do eleitor, ao garantir que só representantes eleitos podem cassar representantes eleitos.
Com sua atitude, o Supremo cria um impasse desnecessário.
Se a Câmara aceita a medida, transforma-se num poder submisso. Se rejeita, será acusada de insubordinação frente a Justiça.
É fácil compreender quem ganha com essa situação. Não é a democracia. Só os candidatos a Pedro I.
E isso é que é mesmo “intolerável, inaceitável, incompreensível…”

Por Paulo Moreira Leite

Texto repercutido em http://altamiroborges.blogspot.com.br/

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Maria Izabel L Silva

19/12/2012 - 01h24

Lá na Carta Capital, onde o artigo do Leandro foi originalmente publicado, só tem comentarista reaça, raso, rasteiro … Parece que tomaram de assalto o blog da revista, como se fosse uma ação orquestrada para “colonizar” aquele espaço e torná-lo uma “sucursal” da Veja. É assustador …

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    abolicionista

    20/12/2012 - 09h11

    Não apenas parece, cara Maria, é uma ação orquestrada. Tenho um amigo que trabalha na Folha, o Frias considera que é possível dobrar a Carta Capital. E, na Folha, o que o Frias pensa é o que o jornalista pensa. Tanto que a prioridade do jornal são as OPs. Sabe o que significa OP? Otavinho Pediu. A Folha paga gente para postar na internet, é uma luta ideológica.

Messias Franca de Macedo

19/12/2012 - 00h50

[INFORMAÇÕES/REFLEXÕES DE UM JURISTA – conteúdo acessível também a leigos em Direito, a exemplo do matuto que encaminha estas ponderações do professor da UFMG…]

Gisele Federicce – Brasil 247 entrevista o jurista Luiz Moreira, doutor em Direito pela UFMG e diretor da Faculdade de Direito de Contagem, em Minas Gerais
entrevista repercutida em
http://esquerdopata.blogspot.com.br/2012/12/stf-se-coloca-acima-da-constituicao.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+OEsquerdopata+(O+Esquerdopata)
terça-feira, 18 de dezembro de 2012

STF se coloca acima da Constituição

“O que ficou claro foi na verdade a posição do Supremo de se afirmar como a mais importante instituição. Chegou-se a dizer [na sessão desta segunda-feira 17] que cabe a ele o poder de interpretar a Constituição. Isso é inaceitável. O poder de interpretar é de todos os cidadãos. O Supremo só interpreta quando a questão chega aos tribunais. Os servidores, os parlamentares interpretam a Constituição todos os dias, é um ato múltiplo. E quem a formula é o Congresso.”
jurista Luiz Moreira

(…)

O que representa, na sua visão, o fato de o Poder Judiciário decidir que pode cassar o mandato de um parlamentar?
O Supremo hoje confirma uma mudança em seu entendimento de intérprete fiel da Constituição. Ao determinar diretamente a cassação dos mandatos, o STF se sobrepôs aos outros poderes, se entendendo acima até da Constituição. Ou seja, a Constituição é aquilo que o STF diz que é. Ainda que exista um dispositivo nela própria que determine o contrário.

O ministro Celso de Mello falou que não é possível vislumbrar o exercício do mandato parlamentar por alguém que perdeu os direitos políticos. O senhor não concorda?
Essa decisão só seria válida para as candidaturas futuras dos condenados. Todos os condenados que são parlamentares terão, com trânsito em julgado, os direitos políticos cassados. Só que os direitos são aplicados apenas nas próximas eleições. Nesse caso, não se trata de perda de direito político, isso é uma consequência da condenação da Constituição. E mesmo assim, o parlamentar, no caso de perda de direitos políticos, ainda tem direito a defesa no Congresso.

Se não cumprir a decisão do Supremo, o que pode acontecer com o presidente da Câmara?
A decisão não é dele, o que tem que haver é uma reação institucional, e não pessoal. Ele fala como presidente, mas a ação não parte dele.

Em seu voto, o ministro Celso de Mello mandou recados ao presidente da Câmara, definindo suas declarações como “afirmações politicamente irresponsáveis”. Esse clima tenso entre Judiciário e Legislativo pode permanecer em outros casos, deixando uma má relação entre os dois poderes com origem nesse julgamento?
Não, porque se não houver reação do Congresso, está resolvido. O Supremo já se estabeleceu como instituição superior, então as outras são inferiores. A crise ocorrerá apenas se houver reação, se não houver, está tudo resolvido

BRASIL (QUASE-)NAÇÃO
Bahia, Feira de Santana
Messias Fraca de Macedo

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João Carlos

18/12/2012 - 23h38

A atual “fórmula para o caos” do governo estadunidense é usar o poder republicano que não é formado por eleitos pelo voto popular, já que esse tipo de voto não é exatamente a preferência do governo dos EUA. E os próprios americanos deram o primeiro exemplo de como deve ser dado este tipo de golpe ao “eleger” pela suprema corte Bush Jr. que havia perdido as eleições no voto direto e na recontagem da Flórida. Depois disso eles testaram a nova fórmula em Honduras e, mais recentemente, no Paraguai com relativo exito. Agora, assustados com sinais de que o gigante sulamericano está acordando, os EUA querem aplicar a fórmula aqui também. É isso.

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Francisco

18/12/2012 - 23h03

O Congresso perdeu a função.

Tanto faz estar aberto ou fechado.

Não opina, não decide, não legisla.

Se houver um gope hoje, o STF julgava ele legal e o Congresso… acata!

Fecha logo essa porcaria!!!

Manda Dilma pra alguma repartição!!!

Que se encerre o teatro!!!

Responder

Sérgio

18/12/2012 - 22h43

Tempos modernos: Os golpistas trocaram a farda pela beca.

Responder

Carlos

18/12/2012 - 20h27

Toda democracia necessita que o seu operador de processos seja também um governante (este eleito pelo povo e deste o legítimo, maior e fiel representante)- por que os necessários bons, verdadeiros e confiáveis índices econômicos e sociais não suscitam beneplácito naqueles que não concordam em distribuir mas em acumular; não concordam em dividir mas em concentrar.
É necessário enfatizar: o controle remoto, nas mãos um sem número expressivo, só serve para variar na escolha do “melhor” pão e circo; do que mais aliena e dispersa.

Responder

Messias Franca de Macedo

18/12/2012 - 20h25

O SENADOR FERNANDO COLLOR DE MELLO [MAIS UMA VEZ] CHAMOU ÀS FALAS O ATUAL PREVARICADOR GERAL DA REPÚBLICA!

… Depois de mais este pronunciamento histórico do senador *Fernando Collor de Mello, o atual Procurador Geral da República, o **Roberto Gurgel, ‘vazará’ [de medo] até vazar! Ou será vazado, compulsoriamente!… Ademais, o glutão seletivamente inclemente, passará a pensar pelo menos por duas vezes antes de se achar um ser inimputável!
*entre outras verdades, o senador Fernando Collor de Mello acusou o Roberto Gurgel de prevaricador, covarde, chantagista, réu confesso…!
** Brindeiro Gurgel

Parabéns, lúcido, intrépido e cônscio das suas atribuições e responsabilidade enquanto senador, senador Fernando Collor de Mello!

SEN-SA-CI:-)NAL! SENSACI:-)NAL!
http://www.youtube.com/watch?v=yhLIRIQNVXg&feature=youtu.be

BRASIL (QUASE-)NAÇÃO
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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luiz pinheiro

18/12/2012 - 20h10

Uma dúvida: quando um ministro toma posse no STF ele jura defender o quen está escrito na Constituição da República, ou, ao contrário, jura interpretá-la segundo seus mais convenientes saberes jurídicos e melhores intenções?
Quem lê o artigo 55 da Constituição vê com toda clareza que cinco ministros supremos, sem a menor cerimônia, jogaram a Carta apovada pelos constituintes eleitosm pelo povo na sarjeta, com olhos que rebrilhavam de incontestávekl e irretocável majestade.

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Fernando Spíndola

18/12/2012 - 20h09

Acabo de publicar no Confersa Afiada do PHA e venho aqui Azenha para reforçar a sugestão: todos os blogs sujos se referir ao dito “processo do mensalão” como ATO INSTITUCIONAL 470, imposto pelo STF. E aí amigos da blogosfera suja, o que acham?

Responder

Pedro

18/12/2012 - 18h00

Seu artigo diz tudo, Leandro.

Responder

antonio

18/12/2012 - 17h28

Concordo plenamente como LF. O STP não pode ser tornar o rei do Brasil.

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Sérgio Lamarca

18/12/2012 - 17h00

Leandro acertou novamente em cheio. Quem tem peito para isso? Digo reagir? O PT (seu presidente foi o primeiro a capitular, é um fraco). As ruas? (estão lá interessadas nas decisões do STF, querem é manter o status quo conseguido nestes 10 anos de PT no governo). O governo? Se tivesse já teria mudado o ministro incompetente da justiça, o lindão que gosta de jogar para a torcida).
O que vimos foi o “linchamento politico” de dois líderes petistas e toda a militância emparedada com o rabo entre as pernas. O que a ditadura não consegui os canalhas togados conseguiram no tapedão.

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lulipe

18/12/2012 - 16h27

Decisões do STF ‘valem como lei e devem ser cumpridas’, diz Cardozo.

Declaração do Ministro da Justiça do Governo Dilma.

Responder

Nelson

18/12/2012 - 16h17

Excelente artigo. De forma clara e concisa, Fortes mostra o que a direita está armando para cima de todo o povo brasileiro e não de apenas alguns políticos petistas, como pensam, ingenuamente, muitos esquerdistas e pessoas bem intencionadas.

“O problema da falta de votos [da direita] estará, enfim, resolvido. Como em Honduras e no Paraguai.”

A direita se arma para combater governos realmente alternativos e que pretendam implementar mudanças a favor do país e do povo sem a necessidade de golpes militares; bastará apenas “golpes brancos” como já executaram no Paraguai e em Honduras.

A direita trabalha para solapar em definitivo o pouco que temos, de fato, de democracia, de respeito à vontade popular. Este é o verdadeiro “cenário”, Sr William, que está sendo armado pelo autoritarismo do STF.

Responder

henrique de oliveira

18/12/2012 - 15h53

Gostaria de saber de cada um desses “ministros” ou meretrissimos do stf , onde estavam na época da ditadura , se se escondiam nas redações dos jornais revistas e televisões , se calaram suas bocas em seus gabinetes ou simplesmente em baixo da cama o que é mais certo devido a sua coragem.

Responder

Isidoro Guedes

18/12/2012 - 14h47

Na realidade as “feras” do STF estão mais para “bestas-feras” golpistas. E estão tentando a todo custo fazer implantar no país uma ditadura judicial-midiática no estilo Honduras ou Paraguai. Não passarão… Pois não somos nenhuma “republiqueta de bananas” e não admitiremos nenhum retrocesso político ou institucional no país. Está na hora de reagir antes que a situação fuja do controle e o STF se ache acima da Constituição (se é que já não esteja se achando).

Responder

    José Ruiz

    18/12/2012 - 16h13

    é, mas eles condenaram réus do mensalão sem provas e ficou por isso mesmo.. será que de fato não somos uma republiqueta??

ZePovinho

18/12/2012 - 14h21

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/fux-trai-a-esposa-na-festa-do-casamento

Fux trai a esposa na festa do casamento
Enviado por luisnassif, ter, 18/12/2012 – 12:59
Autor:
Luis Nassif

Indago dos Ministros que pretenderam fazer história com o julgamento do mensalão: como irão tratar do caso Luiz Fux?

Toda a legitimação da interferência no Congresso tinha por base a crítica ao compadrio das relações políticas. Invocaram-se as práticas fisiológicas, o toma-lá-dá-cá na tentativa de deslegitimizar o Congresso.

A partir desse enfrentamento, o STF (Supremo Tribunal Federal) assumiu simbolicamente o papel de guardião dos bons costumes públicos. E, presume-se, não pretende abandonar essa imagem, porque senão seria o caos.

No entanto, com sua decisão sobre os royalties, o Ministro Fux internalizou no Supremo o mesmíssimo toma-lá-dá-cá do Congresso.

Fux é do Rio.

Seu principal padrinho político foi o governador Sérgio Cabral.

Sequer esperou o cadáver esfriar para se apossar da tentativa de açambarcamento dos poderes legislativos e pagar sua dívida com seu estado e seu padrinho político.

Pergunto: como ficam as normas éticas do Supremo? Mantido o voto de Fux, em que o Supremo se diferirá do Congresso, para se conferir o direito de açambarcar suas funções? Quando um órgão se apropria da função de guardião da moralidade, não pode pairar sequer uma dúvida sobre sua isenção.

Se Celso de Mello, Joaquim Barbosa, Marco Aurélio de Mello não se pronunciarem, a razão será o corporativismo do Supremo. Ora, o corporativismo do Congresso foi invocado para impedir que a casa apreciasse o pedido de cassação. Vai-se repetir o método no Supremo?

Vai-se permitir que na noite de núpcias, a esposa – a moralidade pública inaugurada pelo STF – seja traída por um dos príncipes consortes?

Quem se outorga o papel de guaridão da moralidade tem que zelar por seus próprios hábitos internos.

Responder

Julio Silveira

18/12/2012 - 12h29

A questão Leandro Fortes é quem são o “Brasil” a que voce se refere quando fala em reação?

Responder

Willian

18/12/2012 - 11h03

Vejamos o cenário dos sonhos do nobre articulista (e comentaristas de Viomundo): uma Ley dos Medios que amordace a imprensa; um Supremo escolhido a dedo para defender o partido; uma base aliada alimentada pelo mensalão; uma oposição extinta (a oposição, como tradição na esquerda, se daria dentro do partido apenas).

Assim fica fácil, né?

Responder

    Bonifa

    18/12/2012 - 13h18

    Não, não é fácil, infelizmente. Você chegou perto em tudo, mas errou feio em cada coisa. Precisamos de uma imprensa digna deste nome, só e apenas isso. Precisamos de um Lei que não permita o monopólio de meios de comunicação e também não permita que apenas quatro familias conservadoras e partidárias da direita emprenhem o Brasil inteiro pelos olhos e ouvidos. Precisamos de um Supremo escolhido a dedo, sim, e que não tenha loucos varridos ou ideólogos radicais de direita ou esquerda, mas sim juízes que sejam sensatos e verdadeiramente justos, e não se lambuzem em mérito pelo que não mereçam.

    LEANDRO

    18/12/2012 - 15h02

    Todas essas suas afirmações dependem do ponto de vista de cada um. O que é para você “e que não tenha loucos varridos”? O que se você chama de “loucos varridos” para quem concorda com a sentença se enquadra nos condenados. “de uma imprensa digna deste nome” o que é isso? Uma imprensa que não denuncie ou critique o governo? Essa mesma imprensa denunciou vários escândalos de governos anteriores e o pt sempre soube e se aproveitou disse na época.

    Leandro Fortes

    18/12/2012 - 14h11

    Bom, primeiro, é preciso ser ignorante para achar que uma Lei de Meios serve para amordaçar a imprensa. Essa norma visa regular o espectro de radiodifusão, não tem nada a ver com conteúdo de imprensa. Dois: penso em um Supremo para antender os anseios da sociedade, com juízes de verdade, e não manequins de toga. Três: uma base aliada sem essa corja que tem qu ser cooptada, eleição após eleição. E, finalmente, meu último sonho: uma oposição com políticos e comentaristas menos primários.

    Willian

    18/12/2012 - 14h17

    Saudações do seu bicho Mete Bronca 84.

    Daniel

    18/12/2012 - 14h18

    Primeiro, eu fico intrigado como um certo padrão sempre se repete: Os defensores da extrema-direita e de suas idéias são sempre anônimos, e o pseudônimo utilizado é quase sempre norte-americano.

    Segundo, “Willian”, QUALQUER país minimamente civilizado têm limites para o que a imprensa pode fazer. Como QUALQUER cidadão comum – inclusive você – a imprensa pode acusar alguém de crimes mas para tal é necessário ter provas do que diz. Sem provas não é acusação, é calúnia. E calúnia em países civilizados é crime.

    Terceiro, o MÍNIMO que se espera de um juíz é que ele seja IMPARCIAL e que RESPEITE as leis. Um juíz que não é imparcial é que não respeita as leis não pode jamais ser um juíz. Nem vou entrar no procedente que ameaça a democracia que é um dos poderes da república como o STF querer ficar acima dos demais e PIOR, um poder que NÃO É ELEITO para tal pelo povo e têm cargos “vitalícios”, porquê eu sei que você é incapaz de compreender e eu só estaria gastando desnecessariamente o meu latim.

    Quarto, ao contrário de você eu só acreditaria na história do mensalão se me apresentassem provas, e o papel higiênico que chamam de Folha de São Paulo não serve.

    Finalmente, a oposição não está “extinta”, você apenas está olhando no lugar errado ao procurar por ela. Se você está falando dos partidos políticos propriamente ditos então ela está se esvaindo sim, vítima dos próprios erros. Pois que partido político sobrevive sem apoio do povo? Os ricos, gordos e calhordas “patrícios” que mandam neste país podem ser bastante barulhentos, mas na hora do voto eles são uma minoria.

    Não, a oposição está na nossa “mídia” (entre aspas porquê é incapaz faz tempo de cumprir a sua missão de INFORMAR), está nos nossos empresários corruptos, está em animais como você que abanam o rabo em troca de qualquer osso qhe lhe joguem se agir “como um bom menino” e dar a patinha para os verdadeiros criminosos que comandam o mundo.

    E felizmente, o seu número se reduz dia a dia, para o bem desta sofrida nação que algum dia ainda sonha em se tornar um país de verdade.

Patrick

18/12/2012 - 10h25

Estamos esquecendo um detalhe: a Presidência da República indica quem vai se submeter à sabatina do Senado. Sem a aprovação dessa casa, a mais conservadora do Congresso, não se faz ministro do STF.

Responder

    Willian

    18/12/2012 - 11h04

    Precisamos então acabar com isto. Quem o presidente indicou, tá indicado. Acabemos com a harmonia entre os três poderes.

    Bonifa

    18/12/2012 - 13h20

    Não chore. Algum dia você ainda terá razão em alguma coisa.

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