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Kátia Gerab Baggio: Black Bloc e a destruição do capitalismo

20 de agosto de 2013 às 05h28

Mas, e a violência da polícia?

Corrupção, Estado, polícia, Black Bloc e anarquismo: algumas reflexões

por Kátia Gerab Baggio* 

Desde meados de junho, vários acontecimentos ocorridos nas manifestações têm me preocupado muito, particularmente a exacerbação da violência em várias cidades.

Manifestei-me sobre isso, de forma breve, no facebook, mas senti necessidade de escrever com mais vagar sobre o assunto.

A desqualificação, feita de maneira superficial, da política e do papel do Estado, também me estimulou a escrever este texto.

A acusação generalizada de que todos os políticos são corruptos e de que o Estado é ineficiente, serve a quem?

Além de pressionar os políticos (o que é, sem dúvida, absolutamente necessário), serve, também, àqueles que defendem o Estado mínimo, sob o argumento de que os funcionários públicos são, em geral, incompetentes, relapsos, além de, em muitos casos, corruptos.

Esse tipo de argumento vem, por consequência, acompanhado de outro: que a iniciativa privada, pela suas próprias características, prima pela eficiência e qualidade, supostamente garantidas pela concorrência, entre as próprias empresas e entre os seus empregados (as operadoras de telefonia são um exemplo, não?).

Ironias à parte, é evidente que esse discurso não serve à grande maioria da população, que necessita efetivamente do Estado, que precisa de educação, saúde e transporte — públicos, gratuitos e de qualidade.

Como se sabe, a iniciativa privada não promove a distribuição de renda e nem políticas de diminuição da desigualdade, muito ao contrário. O fato de que algumas empresas põem em prática projetos de caráter social, como parte do próprio marketing, não invalida a constatação feita acima.

Lutar pela conquista de direitos humanos e sociais, o que inclui serviços públicos gratuitos e de qualidade, é legítimo e fundamental. Mas essa luta deve ter pautas claras, com lideranças ou, ao menos, porta-vozes, que possam negociar com os agentes públicos. Considero que a concepção de que movimentos políticos e ou sociais possam prescindir de lideranças é irreal.

Na prática, por mais horizontal que seja um movimento, com efetivo debate entre seus integrantes, algumas pessoas se destacam, seja pela capacidade de argumentação, arregimentação etc.

Se é assim, identificar as lideranças é necessário, inclusive para que elas respondam, efetivamente, aos interesses da maioria, ao invés de falarem pelo grupo sem representá-lo de fato. É evidente que o descrédito em relação aos partidos, sindicatos e movimentos sociais verticalizados levou à valorização dos chamados coletivos.

Não há dúvida de que essas práticas que se pretendem horizontais são bem vindas, mas, será que isso significa o fim do surgimento de lideranças e porta-vozes? Não me parece.

Não há democracia sem negociação. Assim sendo, deve existir quem negocie em nome de grupos, setores ou classes.

Como fazer isso sem lideranças ou porta-vozes? Creio ser impossível. Os adeptos da tática Black Bloc pregam a depredação do patrimônio privado de grandes empresas (tendo como alvos preferenciais, no Brasil, as agências bancárias e concessionárias de veículos). Fazem isso como ação simbólica de ataque às corporações capitalistas e, em última instância, ao capitalismo como sistema.

Além de empresas privadas, em meio à revolta, o patrimônio público também tem sido atingido, desde as manifestações de junho.

Em nome de quê, em uma democracia, se depreda patrimônio público? Ao mesmo tempo, seus integrantes desqualificam as instituições da democracia representativa e do Estado.

Conforme a afirmação de um ativista do Black Bloc (Carta Capital, n. 760): “Não me sinto representado por partidos. Não sou a favor de democracia representativa e, sim, de democracia direta”.

É de se perguntar se a tática Black Bloc é compatível com a democracia, ainda que qualificada de “direta”!

O anonimato e os rostos cobertos contribuem para a democracia? Como distinguir, nesse mar de pessoas de preto, ativistas anti-capitalismo de policiais infiltrados e ou militantes fascistas e neonazistas?

E o que dizer do extremismo de jovens que negam qualquer forma de representação política? Sem diálogo e negociação, não há democracia.

É isso o que queremos, o fim da democracia representativa? E o que colocar no lugar?

As concepções anarquistas são, em geral, muito atraentes para aqueles que valorizam a democracia radical (no sentido original da palavra, relativo a raiz) e a justiça social, no enfrentamento ao capitalismo e suas iniquidades.

Mas, historicamente, desde o século XIX, as experiências anarquistas foram localizadas e, de modo geral, transitórias. Em sociedades complexas como as que vivemos, democracia “direta” e anarquismo são inviáveis.

A desqualificação da democracia representativa não é o caminho, e sim o seu aperfeiçoamento, com a ampliação da participação política e da transparência pública.

O ataque indiscriminado à política, aos políticos, aos partidos, aos sindicatos e centrais sindicais pode aproximar os adeptos da tática Black Bloc a extremistas de direita. E não é à toa, também, que certas correntes anarquistas — que, além de negar o Estado, pregam a completa liberdade individual — aproximam- se, nesse tema, de vertentes ultraliberais, mesmo que tenham posições radicalmente opostas no que se refere ao capitalismo e à propriedade privada.

Ou seja, há um individualismo ou um autoritarismo latentes em movimentos que rejeitam a negociação política. E a concepção de “bloco” também tem um viés autoritário.

Bloco é uma massa compacta. É possível distinguir nela a multiplicidade de ideias e as divergências que existem em partidos e movimentos sociais democráticos, a despeito da maior ou menor verticalidade?

Entre os adeptos do Black Bloc, como se pode constatar nos vários sites do “movimento”, predomina o rechaço intolerante às formas de ação política que pregam o diálogo. Usei aspas porque os próprios participantes do Black Bloc não se consideram integrantes de um movimento e sim, adeptos de uma tática de ação urbana anti-capitalista e anti-globalização.

Em uma democracia, justifica-se o uso da violência como tática política? Seus adeptos argumentam que se defendem da ação repressora da polícia, a “mão pesada do Estado”.

Entretanto, como é fácil constatar, muitas de suas ações não são defensivas. Penso que, ao contrário, o uso da violência como tática política só reforça as crenças e o poder dos que querem limitar, ameaçar ou destruir a democracia.

Cresce o número de vozes — na polícia, na “grande” mídia e na sociedade (basta ler os comentários na internet e conversar com pessoas nas ruas) — que defendem o endurecimento da polícia contra os “baderneiros” e “vândalos”.

A agressão a policiais, pelo simples fato de serem policiais, e a jornalistas de empresas oligopolistas da mídia, pelo simples fato de trabalharem nelas, são atitudes intolerantes, além de covardes.

Uma coisa é a legítima defesa, outra é o ataque sem motivação concreta. Alguém, de fato, abriria mão da polícia? Conseguiríamos viver em uma sociedade sem policiais?

Defendo a luta por uma mudança conceitual e estrutural da polícia, que vise a construção de uma nova polícia, desmilitarizada e respeitada pela população, que seja sua protetora e não seu algoz. E isso deve valer, como todos sabem, principalmente para as favelas e periferias, onde policiais continuam a cometer atrocidades impunemente, como se ainda vivêssemos sob ditadura militar. E, claro, nem em ditaduras isso seria tolerável!

Os extremismos de jovens anarquistas, de um lado, e de jovens neofascistas e neonazistas, de outro, não contribui para o avanço da democracia, mas a coloca em risco.

Não nos esqueçamos que há inúmeros exemplos, na história, de “juventudes” autoritárias (nazista, maoísta etc.) que se vêem como portadoras da verdade. O voluntarismo, tão presente na juventude, pode levar a desastres.

Por outro lado, a energia juvenil é fundamental para as mudanças e avanços que as sociedades tanto necessitam. Esse radicalismo, que se considera anarquista, não contribui, como é óbvio, para a “derrocada do capitalismo”.

Basta avaliar os resultados da tática Black Bloc nas ações antiglobalização na Europa e nos Estados Unidos. Veja-se o exemplo da Espanha: depois das revoltas dos “indignados”, a direita voltou ao poder na eleições seguintes e a política econômica de “austeridade”, adotada pelos neoliberais espanhóis do Partido Popular, só aprofundou a recessão e o desemprego, principalmente entre os jovens.

Em relação aos neoliberais, vale lembrar que não é de seu interesse, em verdade, desqualificar a política em si mesma. Seu objetivo é diminuir drasticamente o papel do Estado na economia, além da redução de impostos (principalmente os que recaem sobre os negócios) e do rechaço às políticas sociais e distributivistas, consideradas “assistencialistas” e “populistas”.

Ao mesmo tempo, as esquerdas organizadas devem fazer uma autocrítica e uma reavaliação de certas práticas. E contribuir efetivamente para a viabilização de uma reforma política e uma reforma tributária que contribuam para o desenvolvimento econômico, mas com a priorização das políticas de diminuição das desigualdades e aprofundamento dos direitos sociais.

Nas manifestações, principalmente em junho, apareceram tanto reivindicações para a melhoria dos serviços públicos e transporte gratuito, como pela diminuição de impostos. Ora, é evidente que essa conta não fecha. Diminuição de impostos e enxugamento do Estado são pautas da direita neoliberal.

Para as esquerdas, é fundamental a atuação do Estado na promoção da igualdade social. Para isso, os impostos devem ser cobrados de maneira proporcional à riqueza e à renda dos cidadãos e das empresas, algo que, como se sabe, não ocorre no Brasil. Nem mesmo o imposto sobre “grandes fortunas”, previsto na Constituição de 1988, foi regulamentado.

Portanto, a questão fundamental, para as esquerdas, não é a diminuição de impostos, como defendida pela “grande” mídia e interesses capitalistas, mas uma efetiva reforma que torne o sistema tributário mais justo.

Isso tudo quer dizer que, ao contrário do que muitos propagam, esquerda e direita existem sim e têm projetos político-econômicos incompatíveis. Para as esquerdas, a defesa da igualdade social é um ponto essencial.

Para a esquerda democrática, por sua vez, essa luta pela igualdade deve ser combatida em liberdade, sem autoritarismo. A pauta da direita, por outro lado, é a liberdade dos negócios, mesmo que à custa dos interesses das maiorias e, principalmente, em detrimento dos direitos das camadas mais pobres e sofridas da população.

E o que querem os adeptos do Black Bloc, além de enfrentar a polícia e protagonizar ações que simbolizam a “destruição do capitalismo”? Que projeto têm?

Pelo que se pode ler em sites dos Black Bloc na internet, só há a rejeição radical ao capitalismo. Destruir e, depois, construir o quê no lugar? Eles não têm essa resposta. Mas a direita neoliberal e a direita neofascista têm projeto, ainda que só a primeira, de fato, tenha articulação e apoio de certas parcelas da sociedade para voltar ao poder, com o auxílio, meio oculto, da segunda, que é acanhada, mas perigosa.

Como se sabe, historicamente, em épocas de convulsões sociais, a direita se une. E as esquerdas têm a obrigação de não se esquecer disso.

Professora de História das Américas na UFMG*

Leia também:

Mariana Corrêa dos Santos: Criminalização dos Black-Blocs, uma armadilha

Carla Hirt: Baleada, agredida e acusada de formar quadrilha

 

75 Comentários escrever comentário »

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edson

07/10/2013 - 12h18

MÁQUINA MORTÍFERA (ÔNIBUS NO RIO)
JULGAMENTO DO RECURSO TERMINA EMPATADO, O VOTO DE DESEMPATE SERÁ DADO AMANHÃ, TERÇA-FEIRA, DIA 8
I- ESTAMOS COMUNICANDO A TODOS QUE ACOMPANHAM NOSSA LUTA POR JUSTIÇA, QUE O JULGAMENTO DO RECURSO QUE FOI MARCADO PARA O DIA 17 DE SETEMBRO DE 2013 NA SEGUNDA CÂMARA CRIMINAL, ONDE ESTIVEMOS PRESENTE, E FOI ADIADO PARA 01 DE OUTUBRO A PEDIDO DO RELATOR DES. JOSÉ MUINOS PINEIRO FILHO, PARA QUE O MESMO TIRASSE ALGUMAS DÚVIDAS, INCLUSIVE COM RELAÇÃO AO LOCAL DO ATROPELAMENTO ( TERMINAL DE EMBARQUE E DESEMBARQUE DE PASSAGEIROS NO LARGO DA MISERICÓRDIA, AO LADO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RIO DE JANEIRO).

II- NO DIA 1 DE OUTUBRO, DATA REMARCADA PARA O JULGAMENTO, COMPARECEMOS NA SEGUNDA CÂMARA CRIMINAL. O RELATOR DESEMBARGADOR JOSÉ MUINOS PINEIRO FILHO ANTES DE DAR SEU VOTO COMENTOU QUE ESTEVE NO TERMINAL DE EMBARQUE E DESEMBARQUE DE PASSAGEIROS ONDE ACONTECEU O ATROPELAMENTO E CONSTATOU QUE ALI NÃO HÁ LOCAL PRÓPRIO PARA QUE AS PESSOAS ACESSEM AO TERMINAL COM SEGURANÇA, E QUE A BAGUNÇA DOS ÔNIBUS NO TERMINAL É VISIVEL E ASSUSTADORA, INCLUSIVE SE COMPROMETEU A ENCAMINHAR OFICIO PEDINDO A EXTINÇÃO DAQUELE TERMINAL, PARA QUE NÃO SE REPITA A TRAJÉDIA ACONTECIDA COM A ESTUDANTE DE 25 ANOS, MICHELLE CHAFFIN CUBEIRO, E OUTROS CASOS ANTERIORES. NO FINAL DE SEUS COMENTÁRIOS DEU O VOTO CONDENANDO O RÉU COM A PENA DE RECLUSÃO DE 2 ANOS E 8 MESES QUE PODERIAM SER CONVERTIDOS EM DOAÇÕES DE CESTAS BÁSICAS OU TRABALHO COMUNITÁRIO.

III- APÓS O VOTO DO RELATOR FOI DADA A PALAVRA AO REVISOR DES. JOÃO ZIRALDO MAIA QUE VOTOU A FAVOR DA ABSOLVIÇÃO DO RÉU.

IV- A SEGUIR FOI DADA A PALAVRA A DES. KÁTIA MARIA AMARAL JANGUTTA QUE ADIOU SEU VOTO POR ALEGAR ESTAR COM DÚVIDAS. O ADVOGADO DE ACUSAÇÃO PERGUNTOU A DESEMBARGADORA SE SERIA MARCADA DATA PARA DAR SEU VOTO E ELA RESPONDEU QUE SERÁ EM PAUTA.

V- NA PRÓXIMA TERÇA-FEIRA, DIA 08 DE OUTUBRO, ÀS 13H ESTAREMOS PRESENTE NA SEGUNDA CÂMARA CRIMINAL NA EXPECTATIVA DE QUE A DESEMBARGADORA KÁTIA SE PRONUNCIE EM RELAÇÃO AO SEU VOTO. AINDA TEMOS ESPERANÇA DE QUE A JUSTIÇA SEJA FEITA.

VI- VAMOS INICIAR UM MOVIMENTO PARA A EXTINÇÃO DO TERMINAL DE EMBARQUE E DESEMBARQUE DE PASSAGEIROS LOCALIZADO NO LARGO DA MISERICÓRIA PARA QUE NÃO VENHA ACONTECER COM OUTRAS PESSOAS O QUE ACONTECEU COM NOSSA FILHA.

VII- ESTAMOS RETORNANDO AO RIO PARA PARTICIPAR ATIVAMENTE, POIS ESTA É A NOSSA MISSÃO. ESTAREMOS APOIANDO E PARTICIPANDO DO MOVIMENTO OCUPA CÂMARA RIO PELA SUSPENSÃO DA COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO (CPI) DOS ÔNIBUS, INSTALADA NA CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO PARA APURAR O ENVOLVIMENTO DOS EMPRESÁRIOS DE ÔNIBUS DO MUNICÍPIO COM O PODER PÚBLICO. E PEDIMOS AOS ORGANIZADORES DO MOVIMENTO QUE NOS PERMITAM ARMAR NOSSA BARRACA NA OCUPAÇÃO. POIS NÃO PODEMOS DEIXAR DE PARTICIPAR DESSA LUTA QUE É DE TODOS NÓS.

OBS: HOJE ESTAREMOS NA CANDELÁRIA APOIANDO A MANIFESTAÇÃO DOS PROFESSORES.

MAIS INFORMAÇÕES NO TRANSITOMAISHUMANO.BLOGSPOT.COM
CEL: 9122-9107

Responder

Gilberto Maringoni: Black Blocs, cobrir o rosto é o de menos - Viomundo - O que você não vê na mídia

15/09/2013 - 16h58

[…] Kátia Baggio: Black Bloc e a destruição do capitalismo […]

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Rômulo Gondim – IstoÉ: 20 milhões de euros na conta master do propinoduto tucano

24/08/2013 - 21h00

[…] Kátia Baggio: Black Bloc e a destruição do capitalismo […]

Responder

Mário SF Alves

24/08/2013 - 17h25

Hoje descobri o Nabuco. Um outro Joaquim. E ao que tudo indica de 1889 até os dias de hoje o pensamento deste outro Joaquim continua contemporâneo. Continua combativo; continua contra o apartheid; continua contra a pior elite do mundo.
_______________________________________
De 1889 até hoje, noves fora os dez anos de PT, nada mudou efetivamente.

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Mauricio Dias: Marina sai do páreo, Serra entra - Viomundo - O que você não vê na mídia

23/08/2013 - 19h28

[…] Kátia Baggio: Black Bloc e a destruição do capitalismo […]

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Tiao

21/08/2013 - 17h52

A nossa mídia é a grande responsavel pela criminilização da política.Os programas de rádio são imbativeis.É só ouvir CBN,Bandeirantes,Jovem Pan e outras mais.

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FabioT

21/08/2013 - 16h36

blackblocs são um disfarce pra grupos infiltrados a serviço da extrema direita fascista, das milicias que querem voltar ao poder (é preciso desmoralizar as upps) e tem um bando de idiotas querendo posar de revolucionario, descolado, fodão

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assalariado.

21/08/2013 - 11h57

A minha culta ignorância politica, pede para eu dizer o seguinte:

——————(CORRUPÇÃO, ESTADO, POLICIA, BLACK BLOC e ANARQUISMO)—————-

Vou começar do fim para o começo:

———— (ANARQUISMO): É bom não esquecer que a ideologia Anarquista de sociedade, nega qualquer princípio de autoridade ou estrutura de mando/ poder vertical. Esta ideia de sociedade pensa horizontal. Ou seja, acreditam nos seres humanos organizados não em forma de Estado, submetidos a uma ideologia de classe contra classe e/ ou que se inicie e funcione de um pressuposto de hierarquia social. Observem, não falo dos P2, policia infiltrada no movimento.

De forma que, mesmo se, a partir deste momento, fosse o Brasil um país, sociedade/ Estado Socialista, de repente estariam eles praticando a tal democracia direta? Mesmo sabendo que a Sociedade Socialista é a antessala da sociedade Comunista? Ora, muitas vezes me peguei meio que enrolado com meus botões no seguinte pensamento. Será que a Sociedade Comunista é coirmã da Sociedade Anarquista? Sim, visto que tanto uma como a outra ideia de sociedade não existirá a figura do Estado. E agora?

———– (BLACK BLOC): Tudo bem, de repente também tenho meu lado Anarquista, sabendo eu que, vivemos numa ditadura do capital travestida de “estado de Direito”, e que, a democracia de fato e de direito só diz respeito ao direitos de lucros dos donos do capital de submeter os assalariados e a sociedade constituída, ao discurso de que vivemos num ‘Estado de Direito’, é puro cinismo. E nisso estão coerentes, porque vivem escondidos dentro do seu cavalo de troia a qual chamamos de Estado. Sendo assim, que se foda a propriedade do capital e seus braços coercitivos e repressivos de dominação para exploração sobre o todo social. Abaixo o Estado capitalista, burguês, não é mesmo?

——– (POLICIA): Sim, assim como no feudalismo e tals, é o braço armado das elites do capital que, por trás daquelas fardas multicores, inclusive a dos Batmans da vida, nada mais se esconde do que as mãos invisíveis e o direito sagrado da burguesia capitalista de nos explorar infinitamente.

———- (ESTADO): Aqui prefiro citar Karl Marx:

“O Estado é a expressão política da luta econômico-social das classes, amortecida pelo aparato da ordem (jurídica) e da força pública (policial e militar). Não é, mas aparece como um poder público distante e separado da sociedade civil. Não por acaso, o liberalismo define o Estado como garantidor do direito de propriedade privada e, não por acaso, reduz a cidadania aos direitos dos proprietários privados (a ampliação da cidadania foi fruto de lutas populares contra as ideias e práticas liberais).

Assim, Marx faz algumas indagações:

1. Como surgiu o Estado? Isto é, como os homens passaram da submissão ao poder pessoal visível de um senhor à obediência ao poder impessoal invisível de um Estado? –(Aqui Marx se refere aos tempos dos reis/ reinados/ feudalismo)–.

2. Por que o vínculo entre o poder econômico e o poder político não é percebido pela sociedade e, sobretudo, por que não é percebido pelos que não têm poder econômico nem político?” –(Aqui se refere a burguesia capitalista que o povo nem desconfia que se faz representar ‘democraticamente’, pela figura do Estado e suas instâncias burguesas)–.

——— (CORRUPÇÃO): Ora não da para falar em corrupção sem falar da ideologia capitalista como modo de vida. Sim, tem tudo haver a ideologia do capital com a ideia de corrupção, visto que, até agora nenhum articulista que escreveu posts para o viomundo, não teve a curiosidade de quando aborda o (ASSUNTO CORRUPÇÃO) fazer está pergunta:

Quem é mais perigoso para o Estado e a sociedade é o ( CORRUPTO ou o CORRUPTOR?). D’agora em diante aquele articulista que escrever sobre (CORRUPÇÃO), e não abordar de forma ampla o seu significado ideológico, seu caráter de classe burguesa, estará sendo mais um “especialista” no assunto.

Saudações Socialistas.

Responder

Bacellar

21/08/2013 - 11h55

O texto acerta ao identificar os rombos conceituais do anarquismo e a absoluta falta de eficácia de “movimentos” como o black block no combate efetivo ao hipercapitalismo. De fato possuem mais vocação para massa de manobra do que agente revolucionário. No entanto no contexto específico que vivemos, especialmente no Rio, cidade sequestrada por grupos de interesse e que vive em termos quantitativos uma legítima guerra civil, demonstrações de insatisfação e recusa de aceitação do status quo também marcam um ponto importante. Os “baderneiros” impediram a cooptação das manifestações pelo conservadorismo da media e seus partners. Então é mais um caso onde não podemos ter uma avaliação binária do processo. Também é importante ressaltar que black block e MPL são forças completamente distintas e não devem ser avaliados da mesma forma.

Passa da hora do eternamente postergado acordo entre as esquerdas.

Responder

Fernando

21/08/2013 - 09h59

Eu desafio essa professora e os comentaristas que consideram os black bloc representantes da “DIREITA” a dizer isso na cara deles. Se eles se opõe ao capitalismo, como podem ser taxados de direitistas? Ser de direito implica em ser a favor da redução do estado e da livre iniciativa. Os black bloc surgiram após a reunião do Fórum Social Mundial, que de direitismo não tem absolutamente NADA. Se no Brasil não existe nem uma direita que se assuma como tal – tirando o Bolsonaro e o Feliciano – como é que podemos ter extrema direita???

Responder

    Icaro

    21/08/2013 - 14h37

    Este pessoal, é muito conhecido nas Universidades, são do gênero que é contra o capitalismo no sentido, que se sentem pressionados para ter de trabalhar. O desejo destes é arrumar um cargo de aspone, que pode ser ligado a qualquer partido para ficar ganhando sem muito ou nenhum trabalho.
    Alguns deles, acharam um campo forte de trabalho, de ficar postando e criando canais de publicidade anti-governo, e são pagos pela direita.
    O Tempo passa, mas estes tipos continuam os mesmos.

Gustavo

21/08/2013 - 01h23

Curioso esse conceito de democracia direta. Seria como o conceito de ditadura da maioria, como alguns conservadores pensam funcionar a democracia? Fico pensando o que seria dos negros, das mulheres e dos gays em uma “democracia direta”.

Responder

José X.

20/08/2013 - 22h49

Off: e esse negócio de que o PSDB quer acabar com a multa de 10% do FGTS nas demissões…

Ninguém vai botar a boca no mundo ? Cadê os revoltadinhos pra fazer manifestação ? Porque com certeza a Globo não vai falar nada sobre isso.

Responder

Luiz AA do Sacramento

20/08/2013 - 21h57

É com bastante tristeza que começo a perceber o melancólico destino da espécie humana.
Ao longo da nossa história testemunhamos o surgimento de uma infinidade de correntes ideológicas, contraditórias na essência ; mas, postulantes ao “premio máximo” de grande e única condutora da humanidade ao Éden terrestre.
Apesar da indiscutível capacidade cognitiva do Homo Sapiens, até a presente data nenhum sistema político foi capaz de realizar plenamente a satisfação geral da população do planeta; mas, os sistemas políticos têm sido poderosos agentes da degradação ambiental que ameaça o nosso frágil planeta, com sinais de uma hecatombe devastadora. Infelizmente.

Responder

Francisco

20/08/2013 - 21h37

Gastou “papel” a toa…

Para mim, em “nuestra América” qualquer porcaria que se escreva “Black Bloc” (é assim que escreve, dotô?) é, ao pé da letra, estrangeira, ou seja, não me diz respeito.

É o fim da picada, depois de Monsanto, MacDonalds e Coca-Cola, brasileiro conseguiu inventar o “movimento de rebeldia por franquia”.

É mole?

Fico me perguntando se essa burguesada universitária (não precisa tirar a máscara, todo mundo sabe o que tem embaixo…) não traduz o nome do “movimento” para o português, ao pé da letra, para não ser confundido com uma agremiação carnavalesca baiana ou se é só mania de copiar mesmo…

Uma lástima.

Responder

assalariado.

20/08/2013 - 21h04

Conceição/ Azenha, cadê meu comentário das 18 ;19 hs.

Obrigado.

Responder

    Conceição Lemes

    20/08/2013 - 21h26

    Assalariado, vc poderia postá-lo novamente? Nenhum comentário seu foi vetado. Mas também não achei-o no spam. Desculpe-nos. abs

    assalariado.

    21/08/2013 - 13h40

    Conceição acreditei na sua resposta.

    O comentário que você fala é das 11 :57 hs, de hoje.

    Abraços Sinceros.

    assalariado.

    21/08/2013 - 13h17

    Digo, o comentário das 21 ;04 hs de ontem, e este dois de hoje.

    Obrigado.

    Conceição Lemes

    21/08/2013 - 13h22

    Assalariado, conseguimos garimpar no spam um comentário das 11 e pouco de hoje. Os outros, não. Já pedi ajuda ao Leandro Guedes para resolver este problema. Nossas sinceras desculpas. abs

Edgar Rocha

20/08/2013 - 20h33

Brilhante a análise da professora Kátia Baggio. Gostaria que seu pensamento soasse como um alerta no meio acadêmico sobre a premência de melhor analisar este fenômeno atual. Afinal de contas, são das universidades (muitas vezes, das públicas) que partem estes “movimentos”, com aspas muito apropriadas. De fato, quando a sociedade escolhe como estandarte de ideal humano a juventude, com tudo que ela representa, invariavelmente os que enaltecem o ímpeto e a vitalidade deste setor da sociedade (importantíssimo, porém, em formação) não querem outra coisa senão parasitar aquela que é a sua maior prerrogativa, aquilo que a define como categoria social: o direito à tolerância aos seus erros (já que estão aprendendo) e à proteção institucional (graças ao pressuposto de sua fragilidade em relação a categoria social de “adultos”). Por trás de uma turba de “meninos levados” tem sempre um marmanjo querendo se passar por um deles. Falo isto pensando na juventude hitlerista e as S.A. Não fosse o terror implantado pela instrumentalização dos jovens, logo no início da escalada nazista, o Partido nazista não teria moeda de troca para coagir um país a conduzi-lo ao poder. Aqui no Brasil, turba de moleque é o que não falta (incluindo black blocs, meninos do PCC e outros grupos mais ou menos aparentados em sua natureza manipuladora). Só falta aparecer o líder (ou líderes) disto tudo. E não pense a direita que são passíveis de domesticação. Ao menos os líderes não o são. Já a garotada, como sempre é descartada depois que se tornam inúteis.

Responder

Hélio Pereira

20/08/2013 - 19h06

No momento os Black blocs estão a serviço da Direita Fascista e isto fica claro em suas ações,que tem o apoio irrestrito dos Neo-nazistas e só vem servindo pra jogar a População contra os Manifestantes e também pra Justificar a Repressão Policial.

Responder

joão Luiz Brandao Costa

20/08/2013 - 18h12

João Saldanha já dizia: “A esquerda brasileira só se une na cadeia”. O pior é que não aprendem. Taí o PT, com suas idiossincrasias de “tendências”, “correntes”, ou o que diabos lá sejam , autofágicas. O PSB, para um lado, e diversos outros de esquerda para tudo que é lugar. Quando sabemos que são a maioria, e deixam a Presidente na mão!

Responder

ZePovinho

20/08/2013 - 16h44

A desproporção de força militar entre nós,do campo das esquerdas, e a direita é descomunal.Por isso,entrar no jogo da violência ativa(sim,porque se defende com violência é outra coisa) é dar o argumento que os militares egípcios usaram para dar o golpe e exterminar milhares de pessoas com o aval dos EUA.
Eu acho que os Black Blocs estão equivocados.O sistema quer que você pratique a violência por si mesmo.É por aí que ele te extermina.

Responder

    Matheus

    21/08/2013 - 11h44

    Ah, é claro que a PM espera você dar “razão” para ela te reprimir. Vai nessa…

rodrigo

20/08/2013 - 15h18

Com todo respeito e humildade, bem que a professora podia tentar entender um pouquinho melhor o que representa o conceito de transitoriedade que ela mesma expôs no texto. E querer que todos sejamos intelectuais absolutos e prontos a toda e qualquer hora para entender os meandros da constituição do poderio político-econômico-social como querem muitos comentaristas é meio que barca furada…

Afinal de contas quem tem coragem de ir a fundo e expôr a constituição “religiosa” da organização social ocidental judaico-cristã?

Responder

Og martins

20/08/2013 - 14h37

Em minha opinião,essas pessoas já passaram do limite. está virando vandalismo. Acredito que a maioria está ali só para causar confusões. se eles lutam para acabar contra a corrupção,a favor da transparência porque eles usam mascaras,cobrem o rosto?

Responder

    Caxopa

    20/08/2013 - 19h03

    Por que o policial tirou a identificação? “Por que a galinha atravessou a rua”? “Por que o cão entrou na igreja”? Por que atirar gás lacrimogênio nas pessoas? Por que? Por que?

Letícia da Costa e Silva

20/08/2013 - 14h32

Achei bem morno e, em alguns pontos, confuso/contraditório o artigo. Não trouxe nenhuma análise nova, pareceu uma síntese de diferentes narrativas e até de outros artigos sobre o assunto já publicados. Sempre desconfio quando o artigo se foca muito ou em desqualificar ou em qualificar algum assunto. Me passa a sensação de superficialidade, desponderamento e um pouco injusto com a realidade, seja ela qual for. Tive a impressão que a autora se baseou muito mais nas páginas e sites relacionados aos Black Bloc e de notícias da “grande mídia” do que no contato com integrantes dessa tática. Também não conheço direito os BB, não sei se apoio ou não, mas sei que ainda me falta muita informação sobre eles, principalmente porque as fontes que os tem retratado me parecem, muitas vezes, uníssonas em seus posicionamento, seja para direita ou para esquerda (a autora, na minha leitura, reproduz uma posição da esquerda, e arrisco dizer que também tem um tom autoritário – emprestando o conceito de Marilena Chauí de autoritarismo), e muito longe dos adeptos dessa tática.

Responder

Leo V

20/08/2013 - 14h19

Eu parei neste trecho sem sentido:

“Basta avaliar os resultados da tática Black Bloc nas ações antiglobalização na Europa e nos Estados Unidos. Veja-se o exemplo da Espanha: depois das revoltas dos “indignados”, a direita voltou ao poder na eleições seguintes e a política econômica de “austeridade”, adotada pelos neoliberais espanhóis do Partido Popular, só aprofundou a recessão e o desemprego, principalmente entre os jovens.”

O que tem a ver a eleição da direita na Espanha com ação de Black Blocs? (que eu saiba nem fizeram parte dos Indignados)?

Sem pé nem cabeça esse parágrafo.

Responder

    killimanjaro

    20/08/2013 - 16h41

    E os Black-Bobos contra os Mussulmanos no Egito?

    conseguiram o maior golpe imperialista que a Casa Branca deu depois da guerra do Iraq e Afeganistão. Mais de mil mussulmanos mortos em uma semana? foi isso que os pseudo anarco-bobos conseguiram?

    os black-bocós são linha de frente da casa branca num ve quem não quer, todos de nike.

    so mais o José Genuíno que lutou na guerrilha do araguaia.

    e eu sou Anarquista(verdadeiro, não playboy) Anarcho PunK 77 qual o problema?

    Leo V

    20/08/2013 - 23h02

    Black Bloc é uma tática, não ideologia.

    Entenda eles assim como vc entende pessoas que carregam cartazes numa passeata.

    Pessoas de direita também carregam cartazes numa passeata.

    Guerrilha também. Pode ter qualquer ideologia.

    Por isso não faz sentido falar ‘e os Black Blocs no Egito” para fazer crítica das pessoas que estão usando essa tática no Brasil agora.

    killimanjaro

    21/08/2013 - 16h40

    ae Leo V como dizia Mc Luhan o meio é a mensagem. Essa tática encontra os interesses neo-liberais imperialistas da casa branca

    Matheus

    20/08/2013 - 16h43

    Pois é, não se admite aqui que a pseudo-esquerda do PSOE colheu o que plantou. É típico dos parasitas centristas colocar a culpa na esquerda quando apanham dos reacionários.

    killimanjaro

    20/08/2013 - 16h45

    num ligo que roubem, porque eu num tenho nenhum $. por isso digo que não adianta generalizar a corrupção. O problema é o racismo, é o ódio ao pobre, a exploração do trabalhador.

    killimanjaro

    20/08/2013 - 16h46

    Enquanto a filosofia que declara uma raça superior e outra inferior não for finalmente e permanentemente desacreditada e abandonada; enquanto não deixarem de existir cidadãos de primeira e segunda categoria de qualquer nação; enquanto a cor da pele de uma pessoa for mais importante que a cor dos seus olhos; enquanto não forem garantidos a todos por igual os direitos humanos básicos, sem olhar a raças, até esse dia, os sonhos de paz duradoura, cidadania mundial e governo de uma moral internacional irão continuar a ser uma ilusão fugaz, a ser perseguida mas nunca alcançada. E igualmente, enquanto os regimes infelizes e ignóbeis que suprimem os nossos irmãos, em condições subumanas, em Angola, Moçambique e na África do Sul não forem superados e destruídos, enquanto o fanatismo, os preconceitos, a malícia e os interesses desumanos não forem substituídos pela compreensão, tolerância e boa-vontade, enquanto todos os Africanos não se levantarem e falarem como seres livres, iguais aos olhos de todos os homens como são no Céu, até esse dia, o continente Africano não conhecerá a Paz. Nós, Africanos, iremos lutar, se necessário, e sabemos que iremos vencer, pois somos confiantes na vitória do bem sobre o mal.

Luís Carlos

20/08/2013 - 13h33

Algumas consideração sobre o texto:

_Neoliberais objetivam sim esvaziar a política. Diferentemente do que afirmado no texto, o discurso neoliberal, e suas ações também, visam sim esvaziar a política. Trazem o debate: técnico x político, enfatizando sempre o primeiro e criminilizando o segundo. A política é área ojerizada pelos neoliberais, impondo símbolos negativos a política;

_Somente os neoliberais tem apoio de certas camadas da sociedade: sugiro observar bem os governos dos EUA no período BUSH Jr, por exemplo. Os movimentos daquele governo (e não diferem muito do atual governo Obama) tem todas as característcas de governo neofascista, e tinha apoio de “certas camadas da sociedade” estadunidense;

_Em sociedades complexas a democracia direta é inviável: esse é o fatalismo típico do capitalismo neoliberal. Não há alternativas! A sociedade civil jamais conseguirá construir algo diferente, ou se o fizer, não será melhor… …a democracia representativa é o modelo de democracia adorada pelo capitalismo, ainda mais pelo neoliberalismo. Especialmente em sua apresentação de parlamentarismo.
O que seria a representação? Nas artes plásticas, representar é não ser. Ou dito de outra forma: é ser o que você não é por um determinado tempo. O ator ou atriz que representa uma personagem não é a personagem. Apenas o é por um tempo definido pela peça encenada, pelo filme gravado, etc.
Como seria transpor isso para a política? A democracia representativa é ser o que você não, por um determinado tempo. O/a candidato/a é quando se apresenta aos seus possíveis eleitores, ou ao menos se parece melhor com o que realmente é durante a campanha, pois itinera por um território, local onde se estabelecem as relações materiais. A aproximação nessa fase, permite uma maior identificação entre um e outro, entre candidato e eleitores. Após a eleição, assumindo o parlamento, surge uma “geografia do distanciamento”. O Congresso Nacional legitima com sua geografia própria e arquitetura normativa o distanciamento, dificultando a manutenção do processo identitário iniciado na fase de campanha. Apenas o capital consegue aproximação nessa nova geografia do parlamento, a qualquer hora. O parlamento é sonho para o capital, pois a corrupção de poucos é facilitada em comparação à corrupção de milhões que seria necessária na georgrafia da democracia direta ou participativa.
A corrupção é estrutural da democracia representativa, podendo ser vigiada, combatida e dificultada, mas não extinta.
A democracia participativa pode sim ser exercida, mas não com as facilidades e comodidades corruptoras oferecidas pelo sistema capitalista. Para isso, teremos que de fato, fazer escolhas. Um sistema estruturalmente corrupto com sua estética adaptada e benécies “ao alcance de todos” com o fetichismo da “liberdade” representado na liberdade econômica em detrimento da liberdade política ou a participação como possibilidade saneadora das relações materiais tendo a sociedade civil como centro e sujeito principal?

Responder

    Luís Carlos

    20/08/2013 - 14h40

    Digo: nas artes cênicas.

FrancoAtirador

20/08/2013 - 11h45

.
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A (AUTO)DESTRUIÇÃO DO SISTEMA CAPITALISTA

NÃO VIRÁ DA IRMANDADE, MAS DO FRATRICÍDIO.

SOBREVIVENTES DA IMPLOSÃO VERÃO O INVERNO,

MAS SÓ OS RESISTENTES AO FRIO, A PRIMAVERA.
.
.

Responder

    jOTACE

    20/08/2013 - 16h21

    Caro Franco,

    Prognóstico que, sem dúvida, futuros tempos irão confirmar. A propósito, é imperdível a entrevista do Prof. Atilio Borón
    (http://www.youtube.com/user/lbracci2?feature=watch), na TV Venezuelana, O filósofo e escritor argentino foi o ganhador do prêmio El Libertador al Pensamiento Crítico pela obra “América Latina en Geopolítica del Imperialismo”. Abraço, Jotace

    Mário SF Alves

    24/08/2013 - 17h13

    No entanto, é bom que se considere: o povo não se deixará abater em massa. Até quem os domestica sabe que a domesticação humana tem limites.

Maria Izabel L Silva

20/08/2013 - 11h43

Isso só tem um nome: fascismo. Bando de mafiosos que falam em nome da democracia para destruí-la por dentro. Não existe “Democracia Direta” no ambito do goevrno das nações. Nem na Grecia Antiga. Isso é desculpa barata de psicopatas que querem uma motivo para barbarizar o país.

Responder

Matheus

20/08/2013 - 11h33

Nossa, só faltou sugerir ao final que, ao invés de protestos de rua com o risco de “vandalismo” ao patrimônio corporativo privado e brutalidade policial, façamos uma petição online.

Responder

Vinicius

20/08/2013 - 10h58

O anarquismo é tão bom e tão lindo que até hoje não li, vi ou ouvi um plano de “governo” (como se isso fosse possível na concepção anarquista) que colocasse o país numa posição de destaque ou, pelo menos, que evitasse a inferioridade frente ao mundo. Aliás, quais são os objetivos dos anarquistas???? É risível! E digo isso não apenas economicamente, mas também militarmente. Um país sem representação é fraco e sem identidade. Um país sem identidade é fraco.

Bom,quanto ao artigo, excelente. No entanto, gostaria de estipular um contraponto. Referiu-se ao IGF, único imposto federal não instituído. No entanto há as suas razões de ser, razões essas que vão muito além de tramoias. A instituição do IGF encontra dificuldade de diversas ordens, administrativas, principalmente. Mas o início da dificuldade já reside na concepção do que seria uma grande fortuna. Aliás, qual é o “quantum” de uma fortuna? Os projetos de lei apresentados até hoje foram modestos demais ao determinar o que seria uma grande fortuna. Afinal, uma fortuna é mais do que uma riqueza; da mesma forma, uma grande fortuna é mais do que uma fortuna. Assim, é inadmissível projetos de lei complementar que determinem que grande fortuna seja o patrimônio de R$2, 3, 5, 10 milhões de reais, como alguns pretendem.

Além da dificuldade de estipular-se o quantum da grande fortuna a ser tributável (que, apesar de difícil, não seria impossível), há a necessidade de que prever-se alíquotas que necessariamente não sejam altas o suficiente para que se caracterize o confisco. Em países que institui-se tributos semelhantes, como a Suécia, as alíquotas giram em torno de 3%.

Além disso, há a dificuldade no que se refere à máquina administrativa. Primeiro porque é extremamente difícil estipular qual o patrimônio a compor a base de cálculo do IGF. O patrimônio, hoje, não é mais representado em sua maioria por bens imóveis. Quando muito, o são por bem móveis. Em sua maioria são representados por títulos, títulos esses que são facilmente omitidos, transmitidos e afins.

Por fim, o pior de tudo é: quantos são o detentores de grandes fortunas no país? Pois é, poucos. Considerem as alíquotas justas a serem aplicadas. Dificilmente a arrecadação seria expressiva. Aliás, dificilmente ela compensaria os gastos e dificuldades com o aferimento do patrimônio do possível contribuinte e a estrutura administrativa.

Enfim, esses são os principais motivos que entravam a aprovação do IGF. O IGF, apesar de cair nas graças do que considera-se justo (e vejam bem, não digo que não é justo), não mudaria a realidade do sistema tributário nacional. Nem por torná-lo justo, já que a maior injustiça refere-se à tributação indireta (que não leva em consideração a capacidade econômica do contribuinte), nem por arrecadar valores exorbitantes. Tomem como exemplo o IR, a maior fonte tributária. Há a necessidade de mais um tributo ou de uma reformulação nas políticas tributárias?

Responder

    Jorge X

    20/08/2013 - 16h00

    meu amigo, identidade de fronteira, patriotismo e nacionalidade são a fonte de toda guerra, existem pensadores que dizem que a Geografia é a ciência da guerra ensinada para nossas crianças na escola.
    eu só não rasgo o meu passaporte porque não tenho um.

    segue alguns exemplos de territórios autonomos anarquistas:

    Makhnovitchina

    Barcelona

    Jamaica no século XVI, XVII e até XVII

    República Kalakuta

    aqui no brasil se experimentou de liberdade em algumas áreas de periferia aonde o estado não entrava, aonde, a alimentação, remédios e necessidades basicas(que o estado não dá para a maioria dos brasileiros) eram bancada pelos traficantes de drogas e por assalos na cidade. Nesses lugares podia se divertir livremente sem preconceito racial e sem violencia policial

    Infelizmente dos anos 2000 pra ca está acontecendo um genocídio de todas as pessoas que tornavam possível essa vida em liberdade.

    Edgar Rocha

    21/08/2013 - 00h09

    Jorge X, tenho que perguntar: você já morou numa favela?

    Jorge X

    21/08/2013 - 16h58

    Edgar Rocha, já residi na Maloca lôca eu e a lôca Ma loca Maloca lôca. E por isso eu odeio a polícia.

    Você esperava que um favelado dissesse o que? Não vejo a hora de uma UPP na minha comunidade?

    quem estupra e executa na favela é a polícia, ou quem faz negocio com ela. policia reformado/aposentado/milícia, x9 e coisa.

    eu também tenho que te perguntar, você sabe o que é PCC?
    compare os numeros de homicídios(nao praticados por policiais em serviço) na cidade de São Paulo. compare algum período da decada de 90 ao período de 2002 até 2006.

    Você verá que nos anos dois mil as pessoas de perifeia pararam de se matar entre si.

    Long Life!

Jorge Moraes

20/08/2013 - 10h55

Eu gosto do Tom Jobim. Mas curvei-me à opinião do José Ramos “Tinhorão”, que, sob uma chuva de impropérios, perguntava a todos os defensores da bossa-nova (que Tinhorão nunca achou “tudo isso”) o porquê do Tom do Jobim não ser “Tonico”, já que (em parte) foi necessário levar as nossas garotas de ipanemas e chegas de saudades ao Carneggie Hall para legitimar a nova bossa. Em outros termos, continuo gostando da música do Tom, mas isso não invalida as razões sociológicas que o ótimo Tinhorão apresentou para produzir sua crítica.

Black Blocs criticam o capitalismo? Ótimo, também não me agrada nem um pouco a apropriação do mundo pelo interesse fetichista disfarçado de pecuniário que o capital representa e o calamitoso estado da maior parte da humanidade em boa parte decorrente da exacerbação do reino do capital. Mas sua ação, pergunto, como faz a autora do texto e outros comentaristas, será que serve realmente à seu enfraquecimento? O anarquismo dos imigrantes do início do século passado, o de Bakunim e outros muito pouco tem a ver com esse atual. Primeiro, que o inimigo conquistou, em níveis nunca dantes imaginados, corações e mentes. Segundo, que o próprio Estado não cumpre ao menos da mesma forma que em antanho o papel exclusivamente repressor. Há um mínimo de disputa dentro dele.

Os black blocs são uma realidade global e podem e merecem consideração, mas sua indisposição total ao diálogo com outros blocos de contestação ao modo de produção capitalista, e a confiança extrema na horizontalidade revelam não só intolerância, mas principalmente ingenuidade.

Responder

    Og martins

    20/08/2013 - 14h22

    Em minha opinião,essas pessoas já passaram do limite. está virando vandalismo. Acredito que a maioria está ali só para causar confusões. se eles lutam para acabar contra a corrupção,a favor da transparência porque eles usam mascaras,cobrem o rosto ?

Valente

20/08/2013 - 10h25

Acabo de me lembrar que os figurões do rádio estão repetindo isso exaustivamente.O que temos não serve mais, pé, pé, pé,

E estão repetindo o discurso de FHC em cada rádio umas 10 vezes ao dia, que diz exatamente isso ” cabe as essas gerações colocar outra coisa no lugar” Qual coisa seu FHC?

Vamos anotar e cuidar.

Responder

    Valente

    20/08/2013 - 10h26

    As máfias da elite não descansam, por isso não temos o direito de descansar também. Vamos dormir com um só olho, então…

killimanjaro

20/08/2013 - 10h22

Destruição de prorpiedade não é violência!

Responder

    dida

    20/08/2013 - 11h00

    Até o momento que o “seu” não for destruído, né, baby?

    Matheus

    20/08/2013 - 11h37

    Pois é, a pseudo-esquerda fica comovida e entristecida com a destruição das vidraças do Itaú.

    E nos brinda com um show de hipocrisia e cinismo, tudo para justificar a brutalidade policial que fingem criticar.

    Aí aparece um lixo de texto desses, que gasta dezenas de linhas para xingar os ativistas. No fundo, isso é coisa de petista babaca que ficou dodói com a queda do governo de Sérgio Mobral.

    Ora bolas, o assunto realmente importante é o Black Bloc, simples tática de manifestação, ou o próprio capitalismo financeiro e dependente, baseado na super-exploração predatório da força de trabalho e das riquezas naturais?

    killimanjaro

    20/08/2013 - 15h45

    não acredito que seja bom esse blac blocs que começou a revolta contra os mussulmanos no egito, esse foi um dos maiores golpes imperialistas que a nós jovens ja vimos.

    Espero que os anarco-bobos voltem pra casa e pra jogar video-game.

    porque até agora eles se confundiram sim com neo-liberais ,facistas e policias disfarçados como disse o texto

    O Anarquista unido é contra o capital é pelo povo pelos trabalhadores. É comunista sim!

    lembrando que a revolução russa bolchevick começou por uma comuna anrquista chamada Makhnovitchina.

    lembrando tbm o otário que vim falar que o comunismo na russia foi uma ditadura, que Stalin era anti-Marxista, ele espulsou Trotski da URSS em 1928

    E que nenhum comunista segue o Stalinismo.

    e salve Muʿammar al-Qaḏḏāfī;

    Matheus

    20/08/2013 - 16h48

    “não acredito que seja bom esse blac blocs que começou a revolta contra os mussulmanos no egito”

    Peloamordedeus, de onde saem essas criaturas?

    Agora até o golpe militar no Egito virou culpa dos Black Blocs.

    MAUDITUS BLAQUI BLOQUIS QUE DESTROEM AS VIDRASSAS DOS BANCOS QUE FINANCIAM O SÃO LULA!!!

    Tiago

    20/08/2013 - 12h06

    Que frase infeliz, amigo.

    killimanjaro

    20/08/2013 - 15h30

    A Frase não é minha é do John Zerzan, e não vejo nada de infeliz. Infeliz é inverter conceitos.

    a palavra violência quer diser: Constrangimento físico ou moral exercido sobre alguém.

    Se você é totalmente envolvido pelo sistema capitalista, ao ponto de sentir um objeto, uma propriedade como sendo um membro do seu corpo. Quase que sentindo dor quando uma vidraça é quebrada ou quando um carro é incendiado creio que infeliz seja você.

    A propriedade é um roubo ao paço que ela se consegue em cima da mais valia, em cima do suour do trabalhador braçal, enquanto estamos em nossos escritórios movimentando informação e permutando $$$.

    Todo objeto é carregado de ideologia, um carro carrega toda a ideologia da industria automobilistica assassina. Ideologia que sublima a tecnologia sobre a vida humana. Basta você ver as ruas das cidades que tem muito mais espaços para carros do que para pessoas.

    Basta você tentar conversar com uma pessoa que esta no telefone, ela vai ignorar sua presença naquele lugar e continuar dar toda atenção para o telefone. Isso se chama supremacia da tecnica sobre o ser humano.

    Isso é uma ideologia impregnada na vida do homem ocidental há mais de cem anos. Ideologia essa que inverte conceitos como o da violência.

    Outro conceito invertido é o da Ocupação e o da Invazão ou o do Espaço e Lugar.

    na mídia dizem que apolícia sempre ocupa a propriedade privada, O povo que mora no lugar muitas vezes há decadas, são invazores.

    quando na verdade o povo transforma o espaço vazio em um lugar de convívio, e a polícia invade o Lugar onde nasceram vidas e cresceram pessoas para trasnformar em espaços vazios com jardins fechados por grades ou espaços de “arte” e “cultura” civilizatória.

    SEM NOVIDADES!

Joselito

20/08/2013 - 10h07

“A agressão a policiais, pelo simples fato de serem policiais, e a jornalistas de empresas oligopolistas da mídia, pelo simples fato de trabalharem nelas, são atitudes intolerantes, além de covardes.”

Concordo, mas a agressão à essas pessoas não se dá “pelo simples fato de …”

Covarde são policiais, todos os dias, com armamento militar atirando em civis, sequestrando, matando. Ora, o Código Penal está ai para ser aplicado, nenhum PM é autorizado a julgar, matando quem quer que seja, de ladrão de galinhas a estuprador de crianças, não há legitimidade da pessoa PM de matar, torturar este ser humano, por mais bandido demonizado que seja. E isso não ocorre de hoje, ocorre desde a criação da policia MILITAR.

Por outro lado, os jornalistas compactuam com um sistema de opressão do diálogo e, por isso, também não são bem vistos na sociedade. Se a voz que surge é de esquerda, ou contra a direita, ela é suprimida/distorcida ao ser noticiada para a população, sempre assegurando os interesses do capital privado destes oligopólios.

Portanto, agredir policiais e/ou jornalistas pelo simples fato de serem o que são é covardia, claro. Mas o que vem ocorrendo não é bem assim, o fato é mais complexo, e as covardias vem sendo praticadas pelos policiais/jornalistas (em maioria, prejudicando as minorias)desde tempos do império.

Se a globo e o itaú, só para citar 2 grandes empresas, pagassem o que devem de impostos, o Brasil teria, pelo menos, mais 2 hospitais de otima qualidade em cada estado.
Imagina se as “grandes empresas” pagassem tudo que devem? Certeza que salarios de professores aumentariam, dos proprios PM´s, serviços publicos de mais qualidade, mais verbas para emendas parlamentares, etc, etc, etc….

Responder

    Matheus

    20/08/2013 - 11h40

    Pois é, é a pseudo-esquerda aplaudindo a brutalidade policial-militar e alinhando o discurso com a Revista Veja e a Rede Globo.

    Engraçado que o texto passa o tempo inteiro xingando manifestantes de “neoliberais”, “fascistas”, “autoritários”, etc.

    Estou dizendo, típico de petista dodói, que não consegue enxergar que seu partideco corrupto se esgotou.

    Luís Carlos

    20/08/2013 - 13h08

    Matheus
    Concordo com muito de suas críticas ao texto, porém discordo de entendimento que um ou alguns partidos sejam corruptos. A corrupção não é de partidos, é estrutural. Faz parte do sistema capitalista, assim como os black blocks também.

Davi Basso

20/08/2013 - 09h34

O texto é desinformativo. O anarquismo fez muito pela sociedade brasileira. A CLT não veio por que Vargas era muito bonzinho. Ele tbm não a tirou do nada. É interessante que os vermelhos escondam que os trabalhadores ganharam muito com os sindicatos pré Vargas. Lembre da greve de 1917. Os sindicatos eram livres da mão do governo até a era Vargas. Naquela época os sindicatos eram anarquistas em sua orientação. E de lá para cá? Se voltaram a programas partidários até hoje. E o que o estado fez para conseguir isso? E aí me parece que os vermelhos rejubilam de alegria. Perseguiu com o intuito de destruir a organização anarquista. Alguém por acaso fala dos campos de concentração de Arthur Bernardes no Brasil? E quem estava lá fora os ppp, quem? Os petistas, nao; os vermelhos; não; mas sim os anarquistas. Alguém dos vermelhos lembram disso? Me veio muito forte, ao ler este texto, a argumentação de Proudhon, de que ao se livrar do mando do capital e cair no mando do estado continuaríamos sendo pautados por outro poder. Sim, a esquerda vermelha gosta deste jogo. E é capaz de difundir idéias em que nada diferem da direita. Os anarquistas ao proporem uma sociedade fraterna e livre de qualquer imposição aos cidadãos, foi atacado tanto pela direita quanto pela esquerda. Pois os dois lados tem em comum a visão de dominância da sociedade. Lanço um desafio ao Azenha. Aproveitar o black block para apresentar o anarquismo aos seus leitores.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    20/08/2013 - 09h47

    Desafio aceito. Enquanto isso, ilustre-nos, Davi. abs

    Tiago

    20/08/2013 - 12h12

    Prezado Davi Basso, pessoalmente, eu também acredito firmemente no pensamento anarquista. Também gostaria de conhecer mais da visão anarquista dos “black blocks” antes de tirar conclusões.

    Eduardo Alexandre

    21/08/2013 - 00h53

    Na verdade os anarquistas engendraram o movimento sindical no Brasil com sucesso como atestam as Greves de 1917. Porém não é verdade que esta hegemonia se manteve até Vargas conquistar o poder. Após a fundação do PCB, a unidade sindical se desfez e os comunistas paulatinamente foram ocupando parcelas cada vez maiores do movimento operário. Quando em 1926 sob seu patrocínio lançam o Bloco Operário e Camponês (BOC), promovendo a união da esquerda, estava pavimentado o caminho para a hegemonia comunista se estabelecer junto ao movimento sindical brasileiro. Processo retardado pelo erro de unirem-se numa frente ampla com o PD dos industriais e apoiar a Frente Liberal de Vargas. Quando da “Revolução” de 1930, a anulação de todo este trabalho de conquista das bases sindicais do proletariado se perdeu ante ao processo de cooptação que o Varguismo promoveu como parte da construção do poder em bases populistas que caracterizou seu longo governo.

rui

20/08/2013 - 09h25

O texto é brilhante, até explicativo demais para uma coisa tão simples, que são estes imbecis que se classificam de Black Bloc, já passou da hora da polícia prender todos os encapuzados, mascarados, etc., já que estão só querendo destruir patrimônio público e privado, uma boa idéia é cercá-los e levar todos para um estádio, fichá-los e só soltar, se assumirem o compromisso de pagar pelo que destruíram, mas o estado está com medo da mídia, já que o movimento serve também à direita que é quem a mídia protege. Entendo a necessidade de a professora explicar todo o processo político, de distribuição de renda, esquerda e direita, e principalmente reforma tributário, que todos querem pagar menos, quando o problema é justiça na cobrança, pelos próprios comentários aqui, podemos ver que é difícil colocar qualquer coisa na cabecinha de alguns letrados, que no fundo, são os que usufruem da injustiça social ou são analfabetos funcionais.

Responder

    Matheus

    20/08/2013 - 11h43

    É a pseudo-esquerda, assumindo as taras por fardas e algemas típicas da extrema-direita, e alinhando o discurso com a Revista Veja e a Rede Globo. Depois os acéfalos vêm choramingar quando o “PIG” os acusa (na verdade motivados a deixar o governo acuado e fragilizado, pra ficar mais vulnerável aos lobbies financeiros e primário-exportadores). É a pseudo-esquerda apoiando a criminalização de manifestações. Só faltou falar para fazer igual no Egito, para reviver os esquadrões da morte e centros de tortura contra a dissidência política… Tudo para proteger as vidraças do Itaú e aos bandidos fardados de Sérgio Cabral!

    rui

    20/08/2013 - 16h00

    Como resposta reitero tudo dito acima, você merece.

José X.

20/08/2013 - 09h06

Ótimo artigo.

Muito bem lembrado o exemplo da Espanha, onde o resultado dos “indignados” incensados pela mídia foi a eleição do Rajoy…

Lembrem-se que na época o PIG também quis estimular manifestações de “indignados” no Brasil, já que não foram bem sucedidos nem com o Cansei nem com o Fora Sarney. Também não foram bem sucedidos na época. Mas foram bem sucedidos agora, com a ajuda da extrema esquerda radical, suicida e autofágica…Espero que tenhamos melhor sorte que a Espanha.

Muito mais importante que os “20 centavos” considero o trabalho de blogueiros como Miguel Rosário e outros, desencavando a sonegação da Globo, o propinoduto tucano de 20 anos, e desmascarando o ditador Barbosa. Espero que esse trabalho continue e chegue a outras pessoas do judiciário, e também ao ministério público.

Responder

    Leo V

    20/08/2013 - 16h12

    E vocês misturam Black Bloc com Indignados da Espanha. O que uma coisa tem a ver com outra.

    Táticas totalmente diferentes.

    E pior, querer jogar nas costas que de quem sai às ruas derrota eleitoral é bem feio e triste.

    A direita ganhou eleição porque o país entrou em crise econômica com a “esquerda” no governo. Qualquer um sabe o papel que a economia tem na aprovação de um governo.

José Ricardo Romero

20/08/2013 - 08h52

A propalada destruição do capitalismo pelos mascarados e´ a coisa mais xarope que eu ja´ ouvi. Esses caras são idiotas u´teis a serviço da direita, talvez sem saberem. Penso sempre na lo´gica das bacte´rias e vi´rus: eles te^m todo o direito de viver. E no´s de nos defendermos deles. Para ganhar esta disputa temos sim e´ que fortalecer o nosso organismo democra´trico, pois democracia e´ o inseticida que esses black blocs e que tais detestam, sucumbem a ela.

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Mauro Assis

20/08/2013 - 08h48

Destruir o capitalismo… ô dó desses baderneiros, e de quem compra o discurso deles pelo valor de face. O que o comunismo não conseguiu sequer arranhar com suas centenas de milhões de mortos no século passado esses valentes vão fazer quebrando agências bancárias…

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Romanelli

20/08/2013 - 06h34

igualdade social ..bonito ..igualdade, que nem margaridinha ou gira sóis no campo ..e de que côr vc quer que sejam as nossas roupas ? azul a causa e branca a blusa ?

Igualdade não, corta esta palavra que não nos corresponde sequer nos instintos. EU prefiro justiça, humanidade, solidariedade, cidadania (que representa o conjunto de DEVERES e de DIREITOS, de oportunidades e de atenção impessoal e isonômica toda e qq pessoa, independente de..)

Infelizmente o ESTADO brasileiro soube muito bem como selecionar um candidato, já um profissional, ou mesmo em preparar métodos racionais de de eficiência e de trabalho ?

Francamente, tenho DUZIA de exemplo pra dizer que ele NÃO funciona ..e é corrupto, corrupto pq numa terra de save-se quem puder, uma em que acéfalos poetas estão tentando excomungar a meritocracia e o esforço do indivíduo, infelizmente aqui o povo se torna CORRUPTOR, simples ..a terra dos expertos e, e dos bobos (eu por exemplo) ..isso quando não é induzido a se tornar xenófobo, sexista ou RACISTA como tb tem nos acontecido na tentativa de acharmos a quem culpar. (será que foram os portugueses, Getúlio, os militares, THC ou Lula ? ..ahh, culpa dos paulistas e dos machistas )

Olha, devo ser um azarado mesmo ..comigo na delegacia levo HORAS e horas pra ser atendido ..em regionais, procuradorias CORREGEDORIAS então, nem bom dia ..na JUSTIÇA, anos, chegando a DÉCADA em processo na Justiça Especial, cê acredita ?! ..na saúde ainda estou esperando, assim como com na educação e nos transportes que quando quero, pago do bolso.

Claro, claro que destruir sem ter o que colocar no lugar é um GRAVE erro, pichar, destruir ..agora, falar que com TODA A EVOLUÇÃO tecnológica, falar que ainda devemos ficar preservando esta democracia tiririca representativa cambaleante, hereditária e oligarca ? esta de voto secreto e de autoridades inimputáveis, francamente.

E aqui, interessante, o mundo até já consegue se permitir uma democracia mais PARTICIPATIVA, de voto facultativo e DIRETO, mas aqui eu que pergunto, e qual dos nossos líderes quer perder ou ceder o PUDÊR, hein ?

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