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José Cláudio Alves: A reorganização da estrutura do crime

29 de novembro de 2010 às 01h54

27/11/2010
Uma guerra pela regeografização do Rio de Janeiro. Entrevista especial com José Cláudio Alves

do site do Instituto Humanitas Unisinos

“O que está por trás desses conflitos urbanos é uma reconfiguração da geopolítica do crime na cidade”. Assim descreve o sociólogo José Cláudio Souza Alves a motivação principal dos conflitos que estão se dando entre traficantes e a polícia do Rio de Janeiro. Na entrevista a seguir, concedida à IHU On-Line por telefone, o professor analisa a composição geográfica do conflito e reflete as estratégias de reorganização das facções e milícias durante esses embates. “A mídia nos faz crer – sobretudo a Rede Globo está empenhada nisso – que há uma luta entre o bem e o mal. O bem é a segurança pública e a polícia do Rio de Janeiro e o mal são os traficantes que estão sendo combatidos. Na verdade, isso é uma falácia. Não existe essa realidade. O que existe é essa reorganização da estrutura do crime”, explica.

José Cláudio Souza Alves é graduado em Estudos Sociais pela Fundação Educacional de Brusque. É mestre em sociologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e doutor, na mesma área, pela Universidade de São Paulo. Atualmente, é professor na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e membro do Iser Assessoria.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – O que está por trás desses conflitos atuais no Rio de Janeiro?

José Cláudio Alves – O que está por trás desses conflitos urbanos é uma reconfiguração da geopolítica do crime na cidade. Isso já vem se dando há algum tempo e culminou na situação que estamos vivendo atualmente. Há elementos presentes nesse conflito que vêm de períodos maiores da história do Rio de Janeiro, um deles é o surgimento das milícias que nada mais são do que estruturas de violência construídas a partir do aparato policial de forma mais explícita. Elas, portanto, controlarão várias favelas do RJ e serão inseridas no processo de expulsão do Comando Vermelho e pelo fortalecimento de uma outra facção chamada Terceiro Comando. Há uma terceira facção chamada Ada, que é um desdobramento do Comando Vermelho e que opera nos confrontos que vão ocorrer junto a essa primeira facção em determinadas áreas. Na verdade, o Comando Vermelho foi se transformando num segmento que está perdendo sua hegemonia sobre a organização do crime no Rio de Janeiro. Quem está avançando, ao longo do tempo, são as milícias em articulação com o Terceiro Comando.

Um elemento determinante nessa reconfiguração foi o surgimento das UPPs a partir de uma política de ocupação de determinadas favelas, sobretudo da zona sul do RJ. Seus interesses estão voltados para a questão do capital do turismo, industrial, comercial, terceiro setor, ou seja, o capital que estará envolvido nas Olimpíadas. Então, a expulsão das favelas cariocas feita pelas UPPs ocorre em cima do segmento do Comando Vermelho. Por isso, o que está acontecendo agora é um rearranjo dessa estrutura. O Comando Vermelho está indo agora para um confronto que aterroriza a população para que um novo acordo se estabeleça em relação a áreas e espaços para que esse segmento se estabeleça e sobreviva.

IHU On-Line – Mas, então, o que está em jogo?

José Cláudio Alves – Não está em jogo a destruição da estrutura do crime, ela está se rearranjando apenas. Nesse rearranjo quem vai se sobressair são, sobretudo, as milícias, o Terceiro Comando – que vem crescendo junto e operando com as milícias – e a política de segurança do Estado calcada nas UPPs – que não alteraram a relação com o tráfico de drogas. A mídia nos faz crer – sobretudo a Rede Globo está empenhada nisso – que há uma luta entre o bem e o mal. O bem é a segurança pública e a polícia do Rio de Janeiro e o mal são os traficantes que estão sendo combatidos. Na verdade, isso é uma falácia. Não existe essa realidade. O que existe é essa reorganização da estrutura do crime.

A realidade do RJ exige hoje uma análise muito profunda e complexa e não essa espetacularização midiática, que tem um objetivo: escorraçar um segmento do crime organizado e favorecer a constelação de outra composição hegemônica do crime no RJ.

IHU On-Line – Por que esse confronto nasceu na Vila Cruzeiro?

José Cláudio Alves – Porque a partir dessa reconfiguração que foi sendo feita das milícias e das UPPs (Unidades de Policiamento Pacificadoras), o Comando Vermelho começou a estabelecer uma base operacional muito forte no Complexo do Alemão. Este lugar envolve um conjunto de favelas com um conjunto de entradas e saídas. O centro desse complexo é constituído de áreas abertas que são remanescentes de matas. Essa estruturação geográfica e paisagística daquela região favoreceu muito a presença do Comando Vermelho lá. Mas se observarmos todas as operações, veremos que elas estão seguindo o eixo da Central do Brasil e Leopoldina, que são dois eixos ferroviários que conectam o centro do RJ ao subúrbio e à Baixada Fluminense. Todos os confrontos estão ocorrendo nesse eixo.

IHU On-Line – Por que nesse eixo, em específico?

José Cláudio Alves – Porque, ao longo desse eixo, há várias comunidades que ainda pertencem ao Comando Vermelho. Não tão fortemente estruturadas, não de forma organizada como no Complexo do Alemão, mas são comunidades que permanecem como núcleos que são facilmente articulados. Por exemplo: a favela de Vigário Geral foi tomada pelo Terceiro Comando porque hoje as milícias controlam essa favela e a de Parada de Lucas a alugam para o Terceiro Comando. Mas ao lado, cerca de dois quilômetros de distância dessa favela, existe uma menor que é a favela de Furquim Mendes, controlada pelo Comando Vermelho. Logo, as operações que estão ocorrendo agora em Vigário Geral, Jardim América e em Duque de Caxias estão tendo um núcleo de operação a partir de Furquim Mendes. O objetivo maior é, portanto, desmobilizar e rearranjar essa configuração favorecendo novamente o Comando Vermelho.

Então, o combate no Complexo do Alemão é meramente simbólico nessa disputa. Por isso, invadir o Complexo do Alemão não vai acabar com o tráfico no Rio de Janeiro. Há vários pontos onde as milícias e as diferentes facções estão instaladas. O mais drástico é que quem vai morrer nesse confronto é a população civil e inocente, que não tem acesso à comunicação, saúde, luz… Há todo um drama social que essa população vai ser submetida de forma injusta, arbitrária, ignorante, estúpida, meramente voltada aos interesses midiáticos, de venda de imagens e para os interesses de um projeto de política de segurança pública que ressalta a execução sumária. No Rio de Janeiro a execução sumária foi elevada à categoria de política pública pelo atual governo.

IHU On-Line – Em que contexto geográfico está localizado a Vila Cruzeiro?

José Cláudio Alves – A Vila Cruzeiro está localizada no que nós chamamos de zona da Leopoldina. Ela está ao pé do Complexo do Alemão, só que na face que esse complexo tem voltada para a Penha. A Penha é um bairro da Leopoldina. Essa região da Leopoldina se constituiu no eixo da estrada de ferro Leopoldina, que começa na Central do Brasil, passa por São Cristóvão e dali vai seguir por Bom Sucesso, Penha, Olaria, Vigário Geral – que é onde eu moro e que é a última parada da Leopoldina e aí se entra na Baixada Fluminense com a estação de Duque de Caxias.

Esse “corredor” foi um dos maiores eixos de favelização da cidade do Rio de Janeiro. A favelização que, inicialmente, ocorre na zona sul não encontra a possibilidade de adensamento maior. Ela fica restrita a algumas favelas. Tirando a da Rocinha, que é a maior do Rio de Janeiro, os outros complexos todos – como o da Maré e do Alemão – estão localizados no eixo da zona da Leopoldina até Avenida Brasil. A Leopoldina é de 1887-1888, já a Avenida Brasil é de 1946. É nesse prazo de tempo que esse eixo se tornou o mais favelizado do RJ. Logo, a Vila Cruzeiro é apenas uma das faces do Complexo do Alemão e é a de maior facilidade para a entrada da polícia, onde se pode fazer operações de grande porte como foi feita na quinta-feira, dia 25-11. No entanto, isso não expressa o Complexo do Alemão em si.

A Maré fica do outro lado da Avenida Brasil. Ela tem quase 200 mil habitantes. Uma parte dela pertence ao Comando Vermelho, a outra parte é do Terceiro Comando. Por que não se faz nenhuma operação num complexo tão grande ou maior do que o do Alemão? Ninguém cita isso! Por que não se entra nas favelas onde o Terceiro Comando está operando? Porque o Terceiro Comando já tem acordo com as milícias e com a política de segurança. Por isso, as atuações se dão em cima de uma das faces mais frágeis do Complexo do Alemão, como se isso fosse alguma coisa significativa.

IHU On-Line – Estando a Vila Cruzeiro numa das faces do Complexo, por que o Alemão se tornou o reduto de fuga dos traficantes?

José Cláudio Alves – A estrutura dele é muito mais complexa para que se faça qualquer tipo de operação lá. Há facilidade de fuga, porque há várias faces de saída. Não é uma favela que a polícia consegue cercar. Mesmo juntando a polícia do RJ inteiro e o Exército Nacional jamais se conseguiria cercar o complexo. O Alemão é muito maior do que se possa imaginar. Então, é uma área que permite a reorganização e reestruturação do Comando Vermelho. Mas existem várias outras bases do Comando Vermelho pulverizadas em toda a área da Leopoldina e Central do Brasil que estão também operando.

Mesmo que se consiga ocupar todo o Complexo do Alemão, o Comando Vermelho ainda tem possibilidades de reestruturação em outras pequenas áreas. Ninguém fala, por exemplo, da Baixada Fluminense, mas Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Mesquita, Belford Roxo são áreas que hoje estão sendo reconfiguradas em termos de tráfico de drogas a partir da ida do Comando Vermelho para lá.

Por exemplo, um bairro de Duque de Caxias chamado Olavo Bilac é próximo de uma comunidade chamada Mangueirinha, que é um morro. Essa comunidade já é controlada pelo Comando Vermelho que está adensando a elevação da Mangueirinha e Olavo Bilac já está sentindo os efeitos diretos dessa reocupação. Mas ninguém está falando nada sobre isso.

A realidade do Rio de Janeiro é muito mais complexa do que se possa imaginar. O Comando Vermelho, assim como outras facções e milícias, estabelece relação direta com o aparato de segurança pública do Rio de Janeiro. Em todas essas áreas há tráfico de armas feito pela polícia, em todas essas áreas o tráfico de drogas permanece em função de acordos com o aparato policial.

IHU On-Line – Podemos comparar esses traficantes que estão coordenando os conflitos no RJ com o PCC, de São Paulo?

José Cláudio Alves – Só podemos analisar a história do Rio de Janeiro, fazendo um retrospecto da história e da geografia. O PCC, em São Paulo, tem uma trajetória muito diferente das facções do Rio de Janeiro, tanto que a estrutura do PCC se dá dentro dos presídios. Quando a mídia noticia que os traficantes no Rio de Janeiro presos estão operando os conflitos, leia-se, por trás disso, que a estrutura penitenciária do Estado se transformou na estrutura organizacional do crime. Não estou dizendo que o Estado foi corrompido. Estou dizendo que o próprio estado em si é o crime. O mercado e o Estado são os grandes problemas da sociedade brasileira. O mercado de drogas, articulado com o mercado de segurança pública, com o mercado de tráfico de drogas, de roubo, com o próprio sistema financeiro brasileiro, é quem tem interesse em perpetuar tudo isso.

A articulação entre economia formal, economia criminosa e aparato estatal se dá em São Paulo de uma forma diferente em relação ao Rio de Janeiro. Expulsar o Comando Vermelho dessas áreas interessa à manutenção econômica do capital. O que há de semelhança são as operações de terror, operações de confronto aberto dentro da cidade para reestruturar o crime e reorganizá-lo em patamares mais favoráveis ao segmento que está ganhando ou perdendo.

IHU On-Line – Como o senhor avalia essa política de instalação das UPPs – Unidades de Policiamento Pacificadoras nas favelas do Rio de Janeiro?

José Cláudio Alves – É uma política midiática de visibilidade de segurança no Rio de Janeiro e Brasil. A presidente eleita quase transformou as UPPs na política de segurança pública do país e quer reproduzir as UPPs em todo o Brasil. A UPP é uma grande farsa. Nas favelas ocupadas pelas UPSs podem ser encontrados ex-traficantes que continuam operando, mas com menos intensidade. A desigualdade social permanece, assim como o não acesso à saúde, educação, propriedade da terra, transporte. A polícia está lá para garantir o não tiroteio, mas isso não garante a não existência de crimes. A meu ver, até agora, as UPPs são apenas formas de fachada de uma política de segurança e econômica de grupos de capitais dominantes na cidade para estabelecer um novo projeto e reconfiguração dessa estrutura.

IHU On-Line – A tensão no Rio de Janeiro, neste momento, é diferente de outros momentos de conflito entre polícia e traficantes?

José Cláudio Alves – Sim, porque a dimensão é mais ampla, mais aberta. Dizer que eles estão operando de forma desarticulada, desesperada, desorganizada é uma mentira. A estrutura que o Comando Vermelho organiza vem sendo elaborada há mais de cinco anos e ela tem sido, agora, colocada em prática de uma forma muito mais intensa do que jamais foi visto.

A grande questão é saber o que se opera no fundo imaginário e simbólico que está sendo construído de quem são, de fato, os inimigos da sociedade fluminense e brasileira. Essa questão vai ter efeitos muito mais venenosos para a sociedade empobrecida e favelizada. É isso que está em jogo agora.

 

110 Comentários escrever comentário »

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arlete barbosa guimarães

22/10/2012 - 14h29

Dr José Claudio, eu já entendia a situação do RJ dessa forma como vcoe relata nessa entrevista e reflete também porque afinal de contas, como voce bem diz, não é politica boa para a população transformar as UPPs em “moda”,” salvação” em todo o Brasil até porque ela não é.Estive no Rio em agosto e algumas pessoas me disseram que a ocupação do Alemão resolveu muitos problemas e outas pessoas disseram que apenas transferiram os criminosos de local. Opinião de leigos, naturalmente.Mas da população.E como voce diz, a UPP reprime, impede tiroteios mas não impede que o traficante ” trabalhe” sem maior alarde.
O que percebi tb é que as UPPS estão em uma posição mesmo de policia, de repressora, mas não vi atendimento social.Estive no complexo9 mais exatamente no moro da Brasilia) e o que observei é que a pobreza impera por lá unida à falta de infraestrutura.Mas PM não falta, at´nor estaurante caseiro que entrei para almoçar, a frequencia era deles, fardados ou á paisana.
Voce será palestrante no IV Seminárioo Internacional, na UERJ, de 21 a 24 de novembro, do qual participarei como ouvinte. Diante de suas reflexões e explicações nessa entrevista, é de se esperar uma grande palestra.
Estou curiosa para ver de perto a ” paes” do RJ.
abços

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A violência que mora ao lado | HistóriaZine

07/07/2011 - 18h52

[…] argumentos contrários. É bom para a população e ponto final. Mas em contradição, leiam a entrevista do sociólogo José Cláudio Alves. Ele defende que esta guerra é apenas uma “reorganização” das forças […]

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Entrevista sobre o crime no Rio | Blog dos Perrusi

25/12/2010 - 15h18

[…] José Cláudio Alves: A reorganização da estrutura do crime […]

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Salvador

03/12/2010 - 15h55

Infelizmente Viomundo está parecendo cada vez mais a sala de aulas do curso de Direito da PUC mostrada no filme Tropa de Elite 1. Esse artigo revela desconhecimento do quadro de divisão do territorio entre as facções, a academia brasileira prova mais uma vez a sua distancia da realidade.

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Vmga

01/12/2010 - 18h39

Sim somos humanos e imperfeitos, essa é a nossa maior caracteristica.Os cariocas são conscientes que existem muito mais problemas no Rio do que só Complexo do alemão. Mas alguma coisa precisava ser feito, mesmo sabendo que muitos jovens envolvidos e mortos não tiveram as mesmas oportunidades que nossos filhos, infelizmente.É muito cômodo sentados dentro de nossas casas tecermos comentarios e fazermos críticas a respeito de B ou C. Mas quem tem a fórmula certa para mudar essa história? Penso quem ninguem de sã consciencia mexeria em um formigueiro com saúvas sedentas por sangue. Talvez fosse mais facil fingir que nada tivesse acontecendo. Acredito sim na boa vontade em querer acertar do nosso governador, e espero que ele e toda sua familia sejam protegidos.Assim como todos que estão nessa empreitada.Que a historis tome o seu curso. Boa sorte para todos nós, cariocas, paulistas, brancos, pretos, judeus, católicos, democrátas…
O video postado é so para uma reflexão:
http://www.youtube.com/watch?v=EjpSa7umAd8&fe

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Leandro

30/11/2010 - 15h49

Uma coisa que não consigo me conformar é o seguinte: aqui no Brasil sempre tem quem critique até o que de bom está sendo feito como se nada do que está sendo feito fosse solucionar o problema. O Estado age e nos está sendo dito por esta reportagem que é para que as milícias agora ganhem força, que há jogos de interesses. Antes quando o Estado não atuava diziam que estava dormindo ao deixar o câncer crescer dentro das favelas. Vamos dar mérito e crédito às ações, que agora, estão sendo feitas de maneira correta sem críticas descabidas. Torçam pelo melhor do Brasil e evitem que profecias auto-realizáveis acabem ocorrendo. "A profecia auto-realizável é, no início, uma definição falsa da situação, que suscita um novo comportamento e assim faz com que a concepção originalmente falsa se torne verdadeira." (sociólogo Robert K. Merton)

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Andrea Serpa

30/11/2010 - 12h18

Entendo que tema tão polêmico gere dúvidas e debates.Eu como não especialista em segurança pública busca ler opiniões diversas para fazer um balanço e tirar minhas conclusões,sempre aberta a revisões.Mas no caso das afirmações do sociólogo José Cláudio Alves não cabe outra postura, a meu ver, que não o pedido de provas.São feitas sérias denúncias durante toda a entrevista.Não conheço o sociólogo portanto não tenho motivo para duvidar de sua seriedade.Por outro lado também não podemos aceitar como verdade,sem as provas,coisas ditas do tipo "Terceiro Comando já tem acordo com as mílicias e com a política de segurança"ou"no Rio de Janeiro a execução sumária foi elevada à categoria de política pública pelo atual governo".Aqui não se trata de opinião ,mas sim de acusações graves que não podem ser tratadas com leviandade . O Governo em todas as esferas foi acusado de compactuar com o crime no Rio de Janeiro.

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    Andrea Serpa

    30/11/2010 - 13h31

    Completo dizendo que é claro que existe e sempre existiu setores no poder ligados a criminalidade.Mas a ligação referida pelo sociólogo é de outra natureza quase institucional.

Alex

30/11/2010 - 11h58

Sabe o que acontece? Nunca tivemos atos assim, e vem esses "sociólogos" de plantão, criticar, duvidar de tais ações. Deveriam sim, incentivar, pois já são 13 UPP´S instaladas e sabemos que o tráfico de entorpecentes não acabará. O Governador está no caminho certo sim, e nós não devemos dar ouvidos á estes pessimistas de plantão, claro que problemas acontecerão em outros locais, mas essas iniciativas que começaram há 3 anos atrás, estão dando certo sim.

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joni

30/11/2010 - 11h44

O comentário acima está mais para o painel de Waak do que para o Viomundo. Não se surpreendam se assistirem este Sr., como convidado 'especialista' do painel.

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ana

30/11/2010 - 10h29

Convido a todos, que se sentiram como eu estarrecidos diante das análises do sociólogoa, ler o blog de outro Sociólogo, ex Secretário Nacional de Segurança,- Luiz Eduardo Soares, http://luizeduardosoares.blogspot.com/ – que pondera todos os elementos participantes do cerco ao Complexo do Alemão.
Analisa o poder nefasto e crescente das milícias no Rio de Janeiro, sem negar os aspectos positivos desta intervenção e a implementação das UPPs.
Há corrupção, há problemas, há resistências, mas não chega à barbárie que este sociólogo no faz crer.
Prefiro, talvez, por uma ingenuidade de esperança, me filiar as opiniões deste último.

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Sergio José Dias

30/11/2010 - 09h33

Azenha sou professor e morador no entorno do Alemão. Peço-lhe que publique este post, pois mostra o descaso com a educação local:
Colégio Estadual Lélia Gonzales, até quando?

Trabalho no Colégio Estadual Lélia Gonzales desde 2000. Quando fui convidado a atuar profissionalmente no CELG, como é carinhosamente chamado pelos alunos, fiquei feliz, sobretudo por sua patrona ser a grande militante do movimento negro Lélia Gonzales a quem conheci, e de quem fui aluno e admirador por sua capacidade intelectual e coragem na luta contra o racismo e machismo.

Antes de funcionar como Unidade Estadual de Ensino este prédio já servia, e serve ainda hoje, de abrigo ao Colégio Cardeal Leme, uma instituição particular. Em 1998, a Secretaria Estadual de Educação do Estado do Rio de Janeiro, alugou-o em caráter provisório, com a promessa de se resolver esta situação esdrúxula o mais rapidamente possível, isto é, a compra do imóvel, ou a transferência para um edifício de propriedade do Estado. Assim, nós, a comunidade escolar, diretores, professores, funcionários e alunos, acreditando nas promessas do então governador Garotinho iniciamos nossas atividades.

Nestes 10 anos de nossa história funcionamos de forma precária, mas muito profissional e graças ao próprio esforço, apenas no horário vespertino e noturno, sofrendo com os humores da proprietária do já referido colégio, que dependendo de sua disposição nos possibilita, ou impossibilita o uso de suas instalações. Não podemos dizer, entretanto, que a mesma não esteja com razão, uma vez que, a utilização de algumas áreas não constam do contrato de aluguel. Naturalmente nosso trabalho pedagógico se empobrece nestas circunstâncias, pois, necessitamos, para melhor trabalharmos que tenhamos livre acesso a todas as instalações e do funcionamento da escola em seu horário integral.

Para agravar ainda mais esta situação, vieram as chuvas de abril, já eternizadas por Tom Jobim, nos versos de "Águas de Março", que não só tornaram desabrigados os moradores do Morro do Bumba, mas também destruíram o muro de nossa escola, como mostra a foto acima. O pior de tudo isto, é que talvez como alguns moradores da frágil comunidade de Niterói, que sofrem ao desabrigo ainda hoje, nós, comunidade escolar do CELG ainda não tivemos o prazer de ver consertado o nosso muro – ou será do Cardeal Leme – de vez em quanto me sinto confuso, confesso.
Procuro uma explicação e só encontro esta. Isto pode estar acontecendo por causa das eleições afinal a muitas coisas para o nosso governador pensar e executar.

Por outro lado, em toda conjuntura adversa encontramos fatores positivos, e um deles foi perceber que até ocorrer a derrubada do muro entrávamos pela garagem, para muitos a porta dos fundos da escola, e agora finalmente estamos adentrando o recinto escolar pela porta da frente. Olha que estranho, pois é, o destino nos prega peças. Este simples e importante fato mostra a precariedade e instabilidade a que fomos levados. E em um blog como o PELENEGRA devemos perguntar. Será que isto ocorre por ter o colégio como patrona, uma mulher negra? Quero crer que não, contudo não posso me imiscuir de questionar.

Finalmente, concordamos que as políticas de segurança pública – UPP e coisas e tal – são fundamentais. No entanto, se não vierem acompanhadas de políticas sociais elas não se sustentarão, e por isso, questionamos a seriedade de um político que não reconhece este fato.
Não basta infestarmos as comunidades de policiais, isto já foi feito. Aliás, é o que sempre é feito. Só que agora eles estão ficando por mais tempo.

Neste sentido, políticas sociais como a educação cumprem um papel por demais relevante. Para tanto necessitamos de compromisso efetivo com a educação. Não basta aparecer no sindicato dos professores em período eleitoral e apresentar uma carta cheia de boas intenções, que não serão cumpridas. Em uma encenação desmerecedora das tradições políticas brasileiras. Esperamos muito mais, e porque não dizer para voltarmos ao tema inicial, de uma escola, um prédio, que nos tire da provisoriedade, e que demonstre que o governo estadual na área da educação pública deseja de fato sair da improvisação. Afinal, educação é coisa séria, e estamos conversados. http://pelenegra.blogspot.com/2010/11/colegio-est

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Sérgio

30/11/2010 - 08h15

Que loucura!

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sacocheio

30/11/2010 - 03h58

não sei mesmo que é mais assustador, se a imbecilidade crônica estimulada pela mídia nacional ou o monte de umbiguismos, egos, burrices, pequenas-burguises dos comentários e palpites "emotivos" de alguns que adorariam esta ai no complexo atirando em pretos… triste país,,, onde a carne mais barata do mercado continua sendo a carne negra… parece que a compreensão de leitura aqui esta deixando entrever o abandono do ensino público… ou privado?!!! leiam calmos e apreendam a entender,e logo berrem e cuspam seus ódios… o comentarista nem pretende fazer um juízo moral da política pública corrupta, pois isso ai meu irmão sim que é perda de tempo… se colocassem atenção, entenderiam que é apenas uma cartografia do business da droga em recomposição, ai moralismos de pequenos burgueses assustados não bate. Para falar de soluções se deve sair na rua e protestar, exigir, lutar para melhorar todas essas aqui manuseadas politicas públicas, exigir responsabilidades do estado, das policias, encarcerar criminosos com fuzil ou blackberry, afinal bandido nem sempre mora no morro!!!

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    edv

    13/12/2010 - 17h17

    A "negrice seletiva", colocada aqui como alvo preferencial em vários comentários, é mais uma questão demográfica (e histórica, sem esquecer escravidão e preconceito), já que a polícia local também é recheada de "negros", pelas mesmas razões demográficas e históricas.
    O comentarista parece estar bem "dentro da floresta" em seus comentários, e em certos momentos, se faz necessário olhar o todo. Dizem que é bom ter uma "visão helicóptero", ou seja descer aos detalhes sem perder a visão geral.
    Quando ele fala que a UPP é uma farsa porque "ainda há traficantes", digo que a praga do traficante (e da droga) existe em todo o mundo, do mais pobre ao mais sofisticado (ou não existe em Berna, por ex:).
    A diferença é que o traficante está apenas…traficando sua droga…e não "mandando no pedaço", fazendo centenas de milhares de pessoas seus reféns!

Nedite

29/11/2010 - 22h50

É mais um sociólogo a querer dar pitaco e formular suas teorias mirabolantes, e enterrar agora o RJ. O que ele queria é que deixasse tudo como estava para ver como é que fica. É daquele grupo do quanto pior melhor. Se ele morasse numa dessas favelas ( Complexo ) não estaria falando essas besteiras.Vai ver se eu estou na esquina. Vai te catar.

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O_Brasileiro

29/11/2010 - 21h17

Como se fosse possivel levar, num passe de mágica, educação, saúde, saneamento e lazer para comunidades ocupadas por traficantes…
O RJ tem o apoio da sociedade para continuar combatendo os traficantes, seja de que facção for. E se for só uma, será MENOS uma!!!

Responder

Jarir Almansur

29/11/2010 - 19h18

Esse professor está muito pessimista. É claro que o tráfico não vai acabar, nem diminuir, já que os consumidores e os fornecedores são os mesmos. No entanto as UPPs. por sí só já serão capazes de propiciar um renascimento socio-cultural dessas comunidades que poderão ser frequentadas por agentes de saude, de educação, de cultura etc. Tem muito para dar certo, principalmente se combinado com a depuração da atividade policial (que já está ocorrendo). As comunidades em fim poderão até ganhar musculatura para a propositura de um novo estado e uma nova sociedade.

Responder

Eburla

29/11/2010 - 18h37

Po, Azenha, esse sociólogo tem um nivel muito baixo. Está poluindo seu blog…

Responder

LULA VESCOVI

29/11/2010 - 17h32

Não entendi o coro raivoso às argumentações de José Alves.Agora,porque o Cabral apóia o Lula e a Dilma,as ações dele tem de estar certas?Certamente o sociólogo não inventou o que disse depois de ter fumado um.Ele estudou a questão.Por sinal,algum comentarista do Viomundo explica a adesão entusiástica do PIG às ações da polícia do Cabral e do exército do Lula?Aí .tem coisa.

Responder

Eliana Silva

29/11/2010 - 17h13

É possível que tudo não passe de uma reconfiguração das forças criminosas, incluindo as oficiais, mas não dá para negar que as pessoas que vivem dentro das comunidades oprimidas pelos traficantes esperam viver numa situação menos brutal do que vivem atualmente. Nesse sentido, as UPPs podem sim ser um avanço se vierem acompanhadas de ações articuladas com a educação e a saúde. Precisamos cobrar dos políticos o compromisso que assumiram com a sociedade e não ficar só atirando pedra.

Responder

Lauro Rocha

29/11/2010 - 17h12

É uma análise política feita por um sociólogo. Facilmente rebatida. Eu que não quero perder meu tempo.

Responder

J.L.Brandão Costa

29/11/2010 - 17h10

Um monte de "especialistas" e socio-político-antroplógos e teóricos afins, com sua teorias que não redundam, e nunca rendundaram em nada, a deitar papo fora, à procura de seus 15 minutos de fama. Não apontam, nenhuma providência, ou caminhos práticos para paliar a urgência que se faz necessária em combater as consequências desse descalábrio, que, efetivamente, é fruto do descaso por políticas socias de várias décadas, se não, de sempre.
A hora é de ação. Talvez não a ideal, mais a possível.

Responder

Herbert Medeiros

29/11/2010 - 17h05

o Srº Claúdio Alves realmente exagera nas tintas. Que o crime se reorganiza, recontrói e alinha-se com policiais e autoridades politicas corruptas, isso todo mundo sabe. Mas o Srº Claúdio é de um fatalismo sem fim. Talvez tenha lido demais o livro 1984, de George Orwell, conspiração, armação, vigilância em tudo. A Crítica sociológica sem uma contrapartida propositiva é mero diletantismo.
Os pontos obscuros da Segurança Pública, das ações govenamentais, dos agentes privados e da sociedade civil devem ser trazidos ao debate mas de forma a apontar caminhos possíveis, alternativos. Minimizar os efeitos da violência, em qualquer nível, é um trabalho crítico permanente, pois nunca chegaremos a uma sociedade ideal, harmônica em sua totalidade.

Responder

Marcelo

29/11/2010 - 16h54

Eu moro em Duque de Caxias, RJ, em um bom bairro com toda infraestrutura de comércio, banco e facil acesso para região serrana, centro ou barra.
Quando pequeno meu avô me levava pra brincar do outro lado da Rod W luiz, areia branca, conchas, palmeiras e demais arvores, assim era o que hoje é a favela do BEIRA MAR, todos já ouviram falar dela.
Cresci, estudei, casei e tive filhos, que nunca viram como era branca a areia da favela beira mar, pois eu passei a ter receio de entrar, onde brinquei com meu avô na infância, ASSIM NÃO ACREDITO MESMO! QUE A UPP SEJA UM FATOR MERAMENTE MIDIÁTICO, ela é o resgate da cidadania.

Responder

Remindo Sauim

29/11/2010 - 16h40

O Rio tem uma organização criminosa herdada do tempo dos bicheiros, que sustentava policiais e políticos corruptos. Estes corruptos passaram a apoiar os traficantes para não perderem seus rendimentos diminuidos. Como o pessoal do tráfico era de poucas luzes e suas sangrentas guerras atrapalhavam os negócios, os corruptos passaram a organizar as milícias, se transformando num poder paralelo ao estado. O estado só tem uma solução, ao mesmo tempo que libera o consumo e o comércio das drogas, leva o estado até as favelas cariocas.

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FrancoAtirador

29/11/2010 - 16h39

.
DAY AFTER, CAINDO NA REAL

Apesar da ocupação do complexo de favelas do Alemão no domingo (28), na zona norte do Rio de Janeiro, os três principais chefes da maior facção criminosa do Rio de Janeiro permanecem foragidos:

Alexander Mendes da Silva, o Polegar, Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, e Fabiano Atanásio da Silva, o FB.

Polegar comanda o tráfico no morro da Mangueira (zona norte).

FB chefia a favela Vila Cruzeiro, na Penha,

e Pezão é a principal liderança no complexo do Alemão.

Além de FB, Pezão e Polegar, outros "figurões" também escaparam.

Entre eles, Marcelo Leandro da Silva, o Marcelinho Niterói, que é o "representante" de Fernandinho Beira-Mar no Rio de Janeiro, e Leonardo Farinezo Pampuri, o Léo Barrão, da Vila Kennedy (zona oeste).

O Serviço de 'Inteligência' da Polícia Militar informa que haveria ainda muitos bandidos escondidos no complexo do Alemão.

Um policial civil, no entanto, diz acreditar que a maioria seja de pouca expressão e sem mandados de prisão.

R7
.

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josué

29/11/2010 - 16h39

Classe D ultrapassa classe A em número de estudantes nas universidades. Leiam http://informabrasilpesquisas.blogspot.com/

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Marcos

29/11/2010 - 16h33

Também não sou a favor da execução sumária, ou da "midiotização" da violência. O autor erra a meu ver e acerta.

Acerta, porque a imprensa trata o acontecido, como vitória da segurança pública. Repito, isso não é modelo de segurança pública. Isso não é Corregedoria independente, Auditoria dos processos, átividade Forense ou de Inteligência. A reforma policial é urgente.

Erra, porque coloca o cerco às posições seja na Zona Sul ou Norte como fantasiosas. São comunidades historicamente constituídas, como fortalezas e portos-seguro das operações, que agora ficam expostas e o Estado entra pra aparelhar.

A longo-prazo, seria melhor tornar o preço do terreno mais acessível e quebrar a favelização.

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Justiça!

29/11/2010 - 16h33

Estamos falando de oligarquia organizada para ter paz e acesso a todos os serviços, povo pobre, República, Democracia, Estado Democrático de Direito, liberdade e Justiça.

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Dudu Guimaraens

29/11/2010 - 16h21

Esse cara é bem desinformado….E de teorias o mundo está cheio!!

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j. guilherme biserra

29/11/2010 - 16h13

Sem pensamento unico.E importantissima a contribuiçào do brilhante sociologo, pois ele aborda questòes para as quais e preciso acharmos respostas.Ou sera que no Rio,nào existem milicias,policia corrupta,trafico de armas e etc.Nào concordo com sua posiçào em relaçào ás UPPs e entendo que a politica de segurança publica do RIO DE JANEIRO, tem apontado num rumo correto,porem existem muitas pontas a serem amarradas e uma delas e a ocupaçào SOCIAL das favelas,com politicas publicas de geraçào de oportunidades,construindo a CIDADANIA.

Responder

Julio Motta

29/11/2010 - 16h04

Só para fechar o raciocínio, as UPPs são uma solução de retomada do espaço geográfico paramilitar, para legitimar políticas públicas de inclusão (temos que exigir isso de nossas "autoridades").

A política anti-droga é outra coisa diametralmente diferente, leva em consideração cooperação de vigilância a nível da UNASUL, criação de centros de tratamento e prevenção de dependentes, fiscalização articulada por inteligência regional (intra-fronteiras) e investigação dos poderes institucionais.

E não chamar o país vizinho de vagabundo, cocaleiro, como o Serra adorava fazer.

Responder

Julio Motta

29/11/2010 - 15h57

També acho o Cabral tremendamente corrompido pela máfia dos transportes, das quais é sócio minoritário, mas daí querer tratar as UPPs como "falsas" e "midiáticas" já são outros 500 como dizia Milton Temer.

As UPPs não foram criadas pra acabar com o fluxo de drogas e seus cartéis, porque sua escala é continental, regional e globalmente entrelaçada. É uma cadeia complexa de atores envolvidos com a produção, distribuição inicial e final até a estocagem para consumo.

A UPP visa quebrar o poderio armado da facção que controla o local, derrubando aquela territorialidade.

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Edson

29/11/2010 - 15h55

Dentro desta luta de egos na disputa por quem acha um angulo novo para desaprovar as ações nos Morros do Rio, preciso observar que não foi feito um Relatório de Impacto Ambiental e nem Licitação para a execução dos Serviços. Está tudo inconstitucional . . . Quero ver o Professor ganhar desta minha . . .

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Carlos

29/11/2010 - 15h55

Azenha,
por que não tem o link para compartilhar esta entrevista no facebook?

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MirabeauBLeal

29/11/2010 - 15h47

.
"A Maré fica do outro lado da Avenida Brasil. Ela tem quase 200 mil habitantes. Uma parte dela pertence ao Comando Vermelho, a outra parte é do Terceiro Comando. Por que não se faz nenhuma operação num complexo tão grande ou maior do que o do Alemão? Ninguém cita isso! Por que não se entra nas favelas onde o Terceiro Comando está operando? Porque o Terceiro Comando já tem acordo com as milícias e com a política de segurança…"
http://www.youtube.com/watch?v=cfi9K97ulmE

Alagados
(Paralamas do Sucesso)

Todo dia o sol da manhã
Vem e lhes desafia
Traz do sonho pro mundo
Quem já não o queria
Palafitas, trapiches, farrapos
Filhos da mesma agonia
E a cidade que tem braços abertos
Num cartão postal
Com os punhos fechados da vida real
Lhes nega oportunidades
Mostra a face dura do mal

Alagados, Trenchtown,
Favela da Maré
A esperança não vem do mar
Nem das antenas de TV
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê

[youtube cfi9K97ulmE&feature=player_embedded http://www.youtube.com/watch?v=cfi9K97ulmE&feature=player_embedded youtube]

Responder

Alexandre

29/11/2010 - 15h29

Sim, e qual é a solução?
Falar mal é muito fácil!
Acabar com uma estrutura construída e matura há décadas leva muito tempo e pelo que vi até agora esta parece ser uma forma diferente e os políticos estão falando em começo. Pelo menos se vê algumas ações novas e alguns resultados, embora poucos, mas para o tamanho do problema parece ser um sementinha.
O que não pode é se falar mal sem dá uma solução.

Responder

    CláudioZJ

    29/11/2010 - 18h02

    Concordo!… Se deixa de fazer critica, se fizer critica!… Vamos por partes… Foi um trabalho muito bom da polícia. Com todo armamento disponível não teve derramamento de sangue, retomaram o complexo com tranqüilidade, só pegaram quem estava ligado ao tráfico. Agora, vamos esperar os próximos acontecimentos torcendo para que continue caminhando no rumo certo. Vamos deixar pra criticar se algo der errado.
    Quanto às UPPs, se estão nos morros, são milícias se reorganizando para ocupá-los, se saísse, seria considerado um absurdo por não ter policiamento, ou seja, é difícil de agradar e tem gente que gosta de fazer crítica pela crítica para fazer nome e aparecer!

Wanderson Brum

29/11/2010 - 15h17

Há uma bboa imagem para ilustrar a nossa campanha para eliiminar esses traficantes favelados, favelados traficantes também serve já que agente só quer sentar o dedo!
http://fotos.sapo.pt/YRmD3ZVCwZNGpAcwbRUB/500×500

Responder

ARF

29/11/2010 - 15h13

Lendo e assistindo os atuais acontecimento no RJ, tenho a nítida impressão de que a estrutura do tráfico que ai esta não serve mais para o atual estagio de desenvolvimento do Brasil. Está sendo jogada fora como uma roupa velha. Uma outra força vai substituir essa que esta sendo aniquilada, e provavelmente não usará armas de grosso galibre apontadas para o asfalto, a violência não será tão explicita, não desafiará o estado abertamente e não impedirá que o capitalismo siga seu caminho (este parece ser realmente o maior motivo), mas é certo que continuará a abastecer "as bocas" e a extender seu tentáculos por toda a sociedade! Resta saber a quem servirá essa força, quem comandará, quem lucrará?

Responder

Sandro Araújo

29/11/2010 - 15h10

O nosso amigo sociólogo errou impressionantemente no diagnóstico:
"Mesmo juntando a polícia do RJ inteiro e o Exército Nacional jamais se conseguiria cercar o complexo. O Alemão é muito maior do que se possa imaginar. Então, é uma área que permite a reorganização e reestruturação do Comando Vermelho. Mas existem várias outras bases do Comando Vermelho pulverizadas em toda a área da Leopoldina e Central do Brasil que estão também operando."
Em menos de 48 horas as forças policiais/militares cercaram o complexo do Alemão e em menos de 3 horas após a invasão a área estava totalmente ocupada. Acredito que está muito cedo para cantar vitória e mesmo acreditar ingenuamente que o problema está resolvido mas… Houve sim uma vitória da sociedade civil.
Enquanto pensarmos como o nosso amigo sociólogo, evitaremos ações como a do último domingo ao acreditar que o Estado Brasileiro é menor que o exército do tráfico. O fato é que, com uma organização prévia e articulação das diversas forças de segurança nacionais, o "bunker" do Alemão foi derrubado e isto demonstra que, havendo vontade política, tantas fortalezas do tráfico quanto houverem no Rio de Janeiro serão dizimadas.

Responder

Wanderson Brum

29/11/2010 - 15h09

Hum! Já sei mais um desses "ologos" que não sabem de nada hein!

Isso me dá idéia de uma campanha que teria o Slogan mais ou menos assim – Brasil: Ame-o ou deixe-o! Eu sei, eu sei, tá meio batido esse slogan!

Mais na verdade tem que se captar a essêcia da coisa, os traficantes favelados não tem mesmo como se exilar nas Zeuropa então eles ficam aqui o que dá margem para realizar a vontade todo mundo, sentar o dedo nos vagabundo.De preferência que nem naquelas cenas da guerra do golfo, com os covardes correndo e do alto dos helicopteros os bravos e heroicos defensores do bem, ou seriam dos bens, os acertavam pelas costass – faltou essa cena para sacear a sede de sangue da galera talvez tenhammos que esperar o proximo filme do Stalone…

Sinceramente, a partir de agora já tenho um novo termometro para medir a "consciêcia social" da pessoas, se ficam alegres com caveirões, execuções súmarias e por ai vai já fico com os dois pés atrás em posição de engatar uma carreira e me sair de perto.

Responder

Radical Livre

29/11/2010 - 14h51

Azenha,

durante todo este confronto, você não publicou no blog um só texto que se desviasse dessa leitura de que as UPPs não valem de nada, de que o confronto atual nada mais é do que um paliativo e que tudo vai voltar a ser como era e etc.

Me parece que, de uns dois anos para cá, mudou o paradigma de segurança aqui no Rio, e o resto do Brasil ainda não percebeu. Você, como jornalista, tem a responsabilidade e a obrigação de passar uma semana aqui no Rio, visitando algumas comunidades já contempladas pelas UPPs e pelo PAC, indo até o complexo do alemão para conversar diretamente com os moradores.

A impressão que tive, ao ler o viomundo nestes últimos dias, é que apesar de tanto se criticar a grande imprensa paulista aqui, você continua sendo pautado pelas informações que recebe delas.

Faça seu trabalho, venha ao Rio e verifique por si próprio.

abs,

Responder

    Archibaldo S Braga

    29/11/2010 - 16h29

    NÃo gostei da entrevista(sic) !!! XÔ URUBU!!! A. S. Braga

Daniel Jabur

29/11/2010 - 14h46

Algumas verdades, porém sempre minimizando os ganhos e avanços que são inegáveis. Ele diz que as UPPs servem "só" para o não tiroteio, como só? Se há erros vamos concerta-los, mas dizer que está tudo igual e que nada melhorou é não querer ver o óbvio. Quem acha que o tráfico vai acabar é muito ingenuo, mas achar pouco diminuir indices de assassinatos por exemplo, é um absurdo.

Responder

M Peres

29/11/2010 - 14h37

(Continuando)
Agora, está claro que a política de segurança pública do Rio é a melhor no combate ao tráfico, é claro que o Secretário Beltrame acredito no que está fazendo, é claro que a população das favelas (ao contrário deste "morador" da favela) acredita que a política atual é a melhor possível, é claro que a polícia do Rio está sendo renovada e tem contribuído para a solução, é claro que com planejamento e estratégia, as máfias podem ser destruídas e é claro que a integração de todas as forças públicas deram uma lição de que, com vontade política, sem egos inflados, sem revanchismo eleitoral e com seriedade, podemos, sim, livrar o Rio e o país do mal que as máfias causam.
Como disse um policial do BOPE: Temos que devolver para eles (o povo) o que é deles.

Responder

M Peres

29/11/2010 - 14h37

Azenha, Em nenhum momento as autoridades do Rio disseram que haviam vencido nada, em nenhum momento as autoridades afirmaram que o tráfico acabou ou acabará, em nenhum momento a proposta foi de acabar com as drogas, o tráfico, etc., é claro que a Copa e Olimpíada vão direcionar as políticas públicas nos próximos 6 anos, é claro que a nossa mídia é burra e de péssima qualidade e é claro que o Estado não vai suprir 20 anos de abandono em 4.

Responder

felipe

29/11/2010 - 14h26

Bacana a revolta de nossos palpiteiros de plantão contra o sociólogo… espero que tenham refletido mesmo sobre o que está acontecendo e mantenham a capacidade de se abrirem para as opiniões contrárias às suas… não creio que o entrevistado se entregou, ou que entende que não há mais jeito, mas faz uma análise dos acontecimentos e diz que "não é bem assim, o buraco é mais embaixo e isso que está acontecendo agora não vai resolver os problemas"… certo é que a opinião dele é bem pessimista, mas negá-la com tanta paixão fazem muitos parecerem criancinhas brigando com aquele adolescente chato que lhes contou: "papai noel não existe, é apenas um adulto fantasiado"… eu já estou perdendo a minha capacidade de crer em papai noel… não pode ser tão fácil assim resolver esse problema do Rio, o que não significa que não devemos tentar fazê-lo… recomendável é que continuemos discutindo sobre o que está se passando deixando de lado essas posições calorosas em relação as opiniões dos outros… abraços

Responder

    Radical Livre

    29/11/2010 - 14h58

    Felipe,

    o entrevistado parece um daqueles paranoicos com veem conspirações em todos os lados. Concordo até que há bandas da polícia e da política carioca para quem estes confrontos apontam com a possibilidade de grandes lucros se conseguirem substituir o CV.

    Mas daí a achar que Município, Estado, Governo Federal, todos os políciais militares civis e federais, além do exército e da marinha estão mancomunados para favorecer as milícias e uma das facções criminosas vai um grande exagero. O cara claramente viajou na maionese.

    abs

Valentim

29/11/2010 - 14h19

Eu gostaria de ver discutido como será o Day After, quando a crise de abstinência bater as portas de Copacabana, Ipanema e Leblon. Se essa crise de abstinência e suas consequencias não vierem é um forte indicador de que toda a ação que vem sendo posta em prática no Alemão terá sido em vão.

Responder

    Radical Livre

    29/11/2010 - 14h54

    Valentim, o consumo de drogas e seu fornecimento não vão acabar nunca. Os consumidores de copacabana e zona sul não estão nem um pouco preocupados pois têm certeza que não haverá desabastecimento.
    40 toneladas de maconha e 300kg de cocaína são provavelmente uma gota no oceano.

    O problema aqui não é acabar com o consumo de drogas, mas reconquistar territórios abandonados pelo Estado e quebrar a espinha dorsal e econômica das grandes facções que dominam sob o terror.

fernandoeudonatelo

29/11/2010 - 14h12

No PAC do Alemão, por exemplo, construtores das obras públicas , foram coagidos por traficantes a criarem rotas de fugas e fundos falsos em diversos pontos. Programas implementados por secretarias, só acontaciam se tivessem a conveniência do criminoso.

Agora, bem ou mal, existe saída para os moradores dessas áreas. A questão seria extender as UPPs às áreas de milícias e Complexos que operam como QG´s do tráfico, porém o Estado dificilmente vai ter condiçoes de suportar a manutenção simultânea de todas essas regiões indefinidamente, sem criar auto-suficiência dos serviços públicos ou construir moradias populares que realoquem os moradores.

Responder

fernandoeudonatelo

29/11/2010 - 14h12

Eu concordo em quase tudo, menos nas UPP´s.

A instalação das mesmas, retoma a territorialização de poder que o tráfico assumia naquela unidade, ou conjunto, permitindo com que futuros projetos de Estado, de investimento social, urbanização e principalmente integração logística possam ser promovidos sem a ordenação paramilitar.

O alargamento de vias de acesso, como o ocorrido no PAC manguinhos, permitiu que as vielas e becos "da morte" criados por criminosos para encurralarem forças em subida, fossem substituídos por estrada e asfaltamento que permitem, a ventilação do morro e abertura para os serviços públicos de coleta, assistência médica e reforma de praças esportivas, permitindo à popuação local que tenha mais Integração da Logística com o entorno que ocupa.

Responder

Orenilton

29/11/2010 - 14h01

Sinceramente ! O que o sociologo está dizendo? Será que eu entendi direito? quer dizer então que tudo isso que está acontecendo no Rio é fruto de uma articulação entre as melicias, o governo e 3º comando para tentar acabar com o Comado vermelho? é Isso? e o que é pior estão usando as forças armadas para isso?

Tai, esse José Cláudio Alves deve ser escalado para roteirista do TROPA DE ELITE 3, pois isso que ele está dizendo daria uma ótima continuidade do filme, superaria o 1º e o 2º, bateria todos os recordes de bilheterias nos cinemas, é um talento para o cinema que está sendo perdido.

Responder

    Henrique

    29/11/2010 - 15h12

    Sem dúvida que o problema é muito mais complexo e que falta muito na educação e na saúde, mas isso não exclui a necessidade das ações de confronto e das UPPs. Em Paraisópolis, os governos federal, estadual e municipal estão reurbanizando, construindo habitações (nos moldes do Alemão), complexo esportivo (nos moldes da Rocinha) e colocando saneamento básico, mas já há partes executadas do projeto que foram destruídas provavelmente pelas facções do crime local porque o projeto não contemplava ações de segurança como a polícia pacificadora. Não há como combater tudo ao mesmo tempo. O combate às milícias vai ser outra ação traumática, talvez mais difícil até que o tráfico. Uma coisa de cada vez e tudo no seu tempo de maturação. Algumas críticas às ações do governo me fazem lembrar do Tropa de Elite 1 quando os maconheiros pacifistas pediam por paz e direitos humanos hahahaha…

Victor Morais

29/11/2010 - 13h50

Filosófico demais, faz de conta que não dá pra entender…

Pede pra ele trabalhar e enfrentar mais a realidade, que assim, usará a mente pra compreender o que é viver
no mundo real.

Responder

Attila Louzada

29/11/2010 - 13h41

A entrevista do professor me deixa a impressão de que há um conluio entre os órgãos governamentais do Rio de Janeiro para facilitar o domínio do Terceiro Comando sobre as demais facções do crime no estado. É como se as polícias e forças armadas participassem de um grande faz-de-conta, cujo apoio e origem seria a Rede Globo, de modo a excluir o Comando Vermelho em nome de um projeto de dominação capitalista. Outra impressão que deixou foi que, sendo tudo uma armação capitalista, o CV é a salvação anticapitalista. Mas como perdi a confiança nos sociólogos de plantão depois dos oito anos de FHC, vou fazer de conta que não li.

Responder

Ed Döer

29/11/2010 - 13h01

Não adianta o tráfico migrar para regiões distantes se o consumidor dele não estará lá. E mesmo que migre, não terá o mesmo ganho que na região original. Não tem como vender a mesma quantidade de erva e pó que se vende no Rio numa cidade do interior.

Responder

Idalma

29/11/2010 - 12h59

O que é isso??? Nada é mais feroz ao governo do Rio de Janeiro do que a Globo, desde Brizola e agora ao Sérgio Cabral, exatamente por ser um fiel aliado a Luis Inácio. Esse sociólogo fala muita abobrinha e não condiz com a realidade das UPPs que estão pacificando as favelas cariocas com apoio Federal. Vou fingir que não li essa entrevista pra não me aborrecer.

Responder

Agostinho

29/11/2010 - 12h50

Sai da área sociólogo urubu. Nem se deve publicar uma entrevista dessa. Ele é adepto da filosofia do PIG "quanto pior, melhor.

Responder

edv

29/11/2010 - 12h32

Um bom resumo do artigo poderia ser: papo-furado de quem não pensa resolver, mas ter "material de estudo".

Responder

    Coralina

    29/11/2010 - 14h26

    Mandou bem, edv. Além do que vc falou, parece mais: que o cara torce pra que a situação não mude. Chegou a me lembrar o discurso pessimista, negativo, que quer desconstruir tudo que funciona, da direitosa, na campanha da eleição que acabaram de perder.

Jamilo

29/11/2010 - 12h12

É natural que o crime procure outros meios, que as facções busquem outros refúgios para sobreviver. Com certeza o poder público sabe que isso vai acontecer. A grande questão é continuar retomando territórios e mantendo os que foram tomados nas mãos do Estado (possibilitando o acesso das pessoas que vivem lá, à educação, saúde, etc). Com relação à Globo fazer sensacionalismo, isso é normal, mas daí a desvalorizar a ação tomada é estranho.

Responder

JC Tavares

29/11/2010 - 12h10

Essa mais parece uma entrevista com o desempregado Zé Pinochio Serra, ou então com o Chefão do tráfico, do que propriamente de um sociólogo isento. A pergunta que faltou foi "Qual a solução então para diminuiçao do problema"??? Ora, o que está sendo feito pode não ser a mais rápida, mas considedro a mais correta ou seja, o Estado entra com a energia do aparato policial e,paralelamente, com o apoio material e cultural, através do PAC. Tudo o mais é tró ló ló para enganar trouxa.

Responder

joseph

29/11/2010 - 12h02

É por essas e outras que a esquerda puro sangue jamais vai entender e, consequentemente, encontrar uma solução aceitável, para o problema da segurança e da criminalidade. Afinal o bem não existe (tudo é relativo) e "ordem", "paz" e sobrevivência da sociedade (numa palavra, império da lei) são apenas outros tantos nomes pomposos (assim como a própria lei) para encobrir e legitimar formas mais ou menos violentas de dominação, não é mesmo, companheiros? Quanto a esse sujeito da entrevista, vai cagar no mato, rapaz! Como disse alguém aí em cima, é o FHC piorado, cheio de "gordura" logorreica, como diz o Amorim, e sem elegância e fidalguia. Escolha um lado, Azenha (não precisa ser o bem contra o mal, mas o certo, dentro das circunstâncias, contra o errado, dentro de quaisquer circunstâncias). Resolva o que quer. E que tal parar com essa besteira de reduzir tudo à Rede Globo (reductio ad globum, eu diria, glosando o famoso reductio ad hitlerum). Uma coisa ruim não passa a ser boa só porque a Globo a rejeita, nem uma coisa boa passa a ser ruim porque a Globo a apóia. Que tal começarmos a verdadeiramente pensar: as coisas são bem mais complicadas do que isso, como sugere o subtítulo do post.

Responder

Jamilo

29/11/2010 - 12h00

É natural que o crime procure outros meios, que as facções busquem outros refúgios para sobreviver. Com certeza o poder público sabe que isso vai acontecer. A grande questão é continuar retomando territórios e mantendo os que foram tomados nas mãos do Estado (possibilitando o acesso das pessoas que vivem lá, à educação, saúde, etc). Com relação à Globo fazer sensacionalismo, isso é normal, mas daí a desvalorizar a ação tomada é estranho.
Este senhor tem idéias interessantes, mas algumas delas, para serem efetivadas tem que passar por este confronto que está acontecendo. Afinal, quem teria coragem de subir o morro para dar aula, construir posto de saúde, atender doentes, num lugar que se voce "usar uma roupa que os chefes não gostam", voce morre? Tenho certeza que este senhor não subiria o morro…
Infelizmente chegamos em um ponto que o combate é inevitável. Porém depois do combate, é imprescindível que o Estado permaneça e dê aos cidadãos o que lhe é de direito…
Com relação aos civis que morrem, este senhor não deve ter contabilizado os civis residentes naquelas favelas, mortos pelos traficantes…. (talvez eles nem entrem nas estatísticas.. são indigentes).
A questão de segurança pública é igual à economia… muitas teorias contrárias umas às outras… às vezes uma funciona, outra não…. e há algumas que só funcionam no papel…

Responder

Gerson Carneiro

29/11/2010 - 11h52

Bem, deixa eu ir trabalhar pra ganhar meu pão e pagar meu aluguel.
À noite, quando eu chegar cansado, eu palpito mais um pouquinho, pra desestressar.

Fico imaginando: no dia em que não houver mais problemas sociais o que será de nós comentaristas?
Ave Maria, Deus me livre. Até isso esse PT quer reorganizar: a estrutura do nosso passa tempo.

Responder

Juan Barbieri

29/11/2010 - 11h48

É mais um sociólogo de prateleira para consumo da esquerda desvairada… ta cansativo…

Responder

José Ruiz

29/11/2010 - 11h41

Comecei a ler essa matéria e parei no 1º parágrafo… o autor entende que todas as ações relacionadas com as UPP's tem por objetivo uma reorganização de forças: sai o traficante e entra a milícia…(!!).. Eu acho que o digníssimo professor está assistindo muita "Tropa de Elite 2"… A argumentação é de uma simplicidade impressionante… supor que membros da união, do estado e do município estão mancomunados para explorar a "boca" que era do traficante me pareceu extremamente fantasioso… vou além: na falta de uma avaliação mais aprofundada, o cidadão nivelou por baixo todas as iniciativas do poder público… rs… sei não, parece que ele está jogando contra… com que interesse?

Responder

    Coralina

    29/11/2010 - 14h29

    Como eu disse acima, chegou a me lembrar o discurso – pessimista, negativo, que quer desconstruir tudo que funciona – da direitosa, na campanha da eleição que acabaram de perder.

alberto lima

29/11/2010 - 11h35

Que homem sábio:tudo tão maquiavélico!Continuando assim chegaremos ao "todopoderoso", ao "bomgeral, o grande "sacorroxo".Isso mesmo, tô falando de deus. Ele planejou tudo, para que nos purificássemos e chegássemos ao paraíso e eternamente ficássemos puxando seu santo saco.Sou a favor de muita conversa e muito dialogo.Isso não me faz um passeates(z) idiota pregando paz. Não existe a grande trama. Não existe! A gente vai estragando tudo, todo dia,levando filhos para as catedrais do consumo,fazendo fila dupla, assistindo globo ou record ou…e mais uma desena d coisas todo dia..todo dia…todo dia…

Responder

José Mário

29/11/2010 - 11h17

Sobre este "prefessor" sociólogo só tenho um comentário a fazer TENHO PENA DOS SEUS ALUNOS" , na minha humilde reflexão penso ser ele um desafeto do Governo Fluminense, do Governo Federal e do Governo municipal carioca. Trocando em miúdos deve ser viúva desesperada dos DEMOTUCANALHAS…

Responder

Armando do Prado

29/11/2010 - 10h45

Ao contrário, entendo que precisamos sim prestar atenção nas palavras do professor Cláuido, que não é curioso e, ao revés dos esssspertos, mora na comunidade e, portanto, a conhece. Glogo triunfal é nota sólida de que tem algo estranho embaixo do angu.
Não houve conflito para valer, pois como numa ação de guerrilha os traficantes simplesmente evaporaram.
Outra coisa: quando os triunfais da Globo vão buscar os verdadeiros dirigentes do tráfico de drogas e armas na Vieira Souto, Ipanema e Paulista??

Responder

Robson Moreno

29/11/2010 - 10h43

(continuação)…Mas o que fazer numa situação clara de confronto? Onde o traficantes dispõem até de armamento anti-aéreo? UPPs são uma falácia? De fato deve apresentar problemas mas é um avanço consideravel. É fácil saber disso: é só perguntar aos moradores! As urbanizações com recursos do PAC que ocorrem no Rio, não são um processo de inclusão social onde se inserem também as UPPs? Sinceramente, os José Carlos Alves, Chicos de Oliveiras da vida me cansam…

Responder

Robson Moreno

29/11/2010 - 10h42

Azenha, parte da esquerda (e eu sou de esquerda tb) "viaja na maionese". Vi posts anteriores, inlcusive o seu sobre a crise no Rio , concordo que este problema deva ser enfrentado em diversos aspectos, as questões sociais devam ser enfrentadas com mais intesidade, incluso que deva ser aprovado o piso salarial dos policiais. Como estratégia de se enfrentar o crime deve-se buscar o sufocamento financeiro das quadrilhas organizadas levando em conta que a financeirização da economia favorece em muito o crime organizado (aliás, isso tb é crime), além de discutir o consumo e o que fazer (legalização ou não) ou então, começar a dar batidas policiais em festas de "bacanas" regada a muito whisky, cerveja, cocaína e drogas sintéticas, etc.

Responder

ana

29/11/2010 - 10h18

Diante desta entrevista, podemos dizer que o Brasil é uma farsa!
A realidade é complexa: o enfrentamento ocorrido é a construção de uma nova geopolítica do crime coordenada pelo Estado, em acordo com a milícias e o Terceiro Comando- facção recém criada…As UPPs são maquiagem da Zona Sul para a garantia das Olimpíadas e da Copa, para o mercado do capital turístico e para o mercado de ONGs, com financiamento do Estado.
Ou seja, todo um arranjo maquiavelicamente construido pelo Governador do Rio de Janeiro, as Forças Armadas e Polícia Civil visando somente a "Nova Ordem do Crime Organizado" no Rio de Janeiro.
E mais, a recém eleita Dilma participa deste arranjo, apoaindo a expansão da UPPs pelo Brasil.
Em suma, diante desta entrevista, o que se viu no Rio de Janeiro foi uma grande farsa!
Espero que o parecer deste sociólogo seja um dado muito pequeno para posterior análise.

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    Luisa

    29/11/2010 - 12h39

    E porque o Beltrame não age contra as milícias?

    Luisa

    29/11/2010 - 12h41

    Tenho umas amigas que moram no morro já instauradas as UPPs e elas dizem que o melhorou foi não ver as pessoas mais armadas, mas que a venda continua e não há a presença do estado. O que ficou bom, segundo elas, é não ver mais os soldados do tráfico armados. O resto tudo continua como estava.

    João Grillo

    29/11/2010 - 13h06

    Um perguntona que nunca quis calar: é verdade que o príncipe dos sociólogos F.H. Cardozo é chegado a um tapinha no baseado entre um Moet Chandom e outro? Por isso que ele deitava tanta falação sem nexo, por exemplo, no episódio do ônibus no Jardim Botânico. Chega de sociologia, chega de cientistas políticos e de comentaristas de tudo em quanto! Onde essa gente se esconde quando o bicho tá pegando?
    VIVAS AS OPERAÇÕES DOS ÓRGÃOS DE SEGURANÇA NA VILA CRUZEIRO E NO ALEMÃO!!!!

Guilhrme Scalzilli

29/11/2010 - 10h04

Propaganda de guerra

Quem são os vilões nos combates cariocas? A imprensa corporativa simplifica-os no coletivo “traficantes”, suscitando mistificações embaraçosas. Vemos apreensões de sacos de maconha, pacotes de cocaína e até vidros de lança-perfume, o antiqüíssimo “loló”, como se pudessem, agora sim, desfalcar o imenso poder dos caubóis malvados.
Quantos quilos de maconha são necessários para pagar um fuzil de última geração? Quantos alqueires de plantações de fumo dariam troco suficiente para financiar os arsenais e exércitos que enfrentam as forças públicas nas favelas? Quantos milhões de papelotes de pó deveriam ser vendidos, em boa cotação, para erguer fortalezas luxuosas? Alguém já fez essa conta?
Se os “traficantes” dominam o crime organizado, onde estão os assaltantes de banco, os seqüestradores, os ladrões de carga, os contrabandistas, . … http://www.guilherme.scalzilli.nom.br/

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Mário SF Alves

29/11/2010 - 10h01

Fátima,
Há quem diga que o que "rola" no mundo hoje seja uma "chuva de pepinos"; portanto, cabe, tão somente, escolher o menos dolorido. Tá, isso é fazer tábula rasa do problema, mas é preciso seguir em frente e que tal começarmos pelo seguinte, conforme o entendimento do professor José Cláudio: "Não estou dizendo que o Estado foi corrompido. Estou dizendo que o próprio estado em si é o crime. O mercado e o Estado são os grandes problemas da sociedade brasileira. O mercado de drogas, articulado com o mercado de segurança pública, com o mercado de tráfico de drogas, de roubo, com o próprio sistema financeiro brasileiro, é quem tem interesse em perpetuar tudo isso." É isso mesmo?!! Sim. Suponha agora que ninguém aqui esteja tendo nenhum tipo de alucinação. Assim, seria de grande valia se uma alma generosa, alguém com uma causa maior do que o safar-se da tal "chuva" nos ajudasse a entender 1) a que estado, afinal, refere-se o professor?
2) qual o conceito de estado poderia ser adequado à análise apresentada pelo mesmo? Após isso, e uma vez satisfeitas as dúvidas, tenho certeza de que já seria um bom começo em direção à possibilidade de fugir a esse trágico, a-crítico e ante-político tatear às escuras. Sorte!

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joker

29/11/2010 - 09h44

Para os sabichões de plantão.. o que a reportagem fala é muito sério e é algo que eu como morador da Zona Oeste observo na prática. Então vocês que ficam com a bunda sentada na frente do computador achando que essas coisas estão sendo resolvidas na bala do jeito que a Globo espetaculariza, estão muitissimos enganados.
A bandidagem já se reorganizou todinha em outros recantos. Exemplo: no início do ano, a polícia desarticulou o tráfico em um morro de Bangu, onde gradadivamente depois de um tempo simplesmente o tráfico foi voltando devido à não permanência da polícia e do Estado como agente de promoção social, porém tudo se mantinha calmo pois não havia armamento pesado nem gente suficiente para criar uma zona de tráfico forte. E assim permaneceu até o último final de semana, quando alguns traficantes fugidos do alemão desembarcaram armados até os dentes de dentro de um caminhão. Eles já estão se reagrupando geograficamente, e agora quem vai sofrer são os moradores dessa região. No final das contas tudo vai continuar a mesma porcaria, só que em outro lugar.

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Luci

29/11/2010 - 09h36

O direito e o avesso é apresentado ao povo brasileiro: Na mídia o direito, e pelo que lemos nesta matéria o avesso e sua reorganização. Sai o "desorganizado" e entra o organizado. Lembrei-me de uma canção dos Racionais Mcs. "Qual Mentira Vou Acreditar".Mais uma vez a Rede Bobo prestando um desserviço.Pobre somos nós que acreditamos que está havendo uma opreação "contra". E os bilhões envolvidos?

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Sergio F. Castro

29/11/2010 - 09h35

Este Post é um autentico FEBEAPA, que chorrilho de asneiras! O entrevistado provavelmente é um daqueles que defende o "dialogo" com a marginalidade. Me faz recordar alguns anos atrás quando de uma das primeiras "Passeatas pela Paz" no Rio, um colega de trabalho comentou com grande sabedoria "muito bonito, agora só falta combinar com os marginais…"

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    Aline

    29/11/2010 - 12h16

    Pois é, total FEBEAPA. Depois que li o trecho "Essa região da Leopoldina se constituiu no eixo da estrada de ferro Leopoldina, que começa na Central do Brasil, (…)" desisti do resto. Dizer que o eixo da Leopoldina começa na Central do Brasil é desconhecer totalmente que existem dois eixos, o da Leopoldina e o da Central do Brasil, em suma é desconhecer o Rio de Janeiro.

    Coralina

    29/11/2010 - 14h36

    Aline, eu parei antes. Não há tempo pra isso.

observadoro

29/11/2010 - 09h25

Valha-me!!!

Mande esse "sociólogo" falar isso para os moradores das comunidades ocupadas pelo tráfico, ou aos motoristas que tiveram seus carros queimados, ou os trabalhadores que ficaram sem ônibus no retorno para casa, aos parentes das vítimas de balas perdidas, etc, etc, etc…

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    Armando do Prado

    29/11/2010 - 15h05

    Ele mora lá, meu caro e sabe do que está falando. Procure ler outras coisas além da Globo e Estadão.

Beto Lima

29/11/2010 - 09h16

Permitam -me : Este senhor leva-me crer que tudo o que está sendo feito, de nada adiantará. Ele está mais para relações públicas da ADA. CV, TC etc… do que um sociólogo.
Sempre que uma organização criminosa sofre ataques como o CV está sofrendo, e lógico que num primeiro momento fortalece as outras organizações menos expressivas. Mas daí a sugerir que esta havendo facilidades para uma arrumação das outras siglas.
Não creio que a anáises deste senhor venha contribuir com algo. Na minha opinião,o ponto de vista dele, é melhor cruzar os braços, e "deixe como está, para ver como é que fica." .

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Daniel Campos

29/11/2010 - 08h54

O professor morre de medo de que a comunidade civil inocente vá morrer no conflito, mas não diz um pio quando esta mesma comunidade civil inocente passa anos sob controle de animais que podem te matar só por não ter gostado da sua cara… patético.

Que a comunidade da favela está sob risco sim, mas dessa vez o confronto é para tentar livrá-la do tráfico. Só que o "estudioso" não consegue se tocar que a comunidade VIVE sob risco constante de morte ao se deixar os traficantes fazerem o que bem entenderem com eles.

Nosso país nunca lutou para valer por coisa alguma, e com isso acabamos tendo este pensamento "ovelhinha" estúpido de que "paz e amor" resolve tudo…

Claudio Alves, saia da sua sala de aula e acorde para a realidade.

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    Gerson Carneiro

    29/11/2010 - 09h38

    Imagina! Traficante é educado. Pede licença e só adentra a residência alheia munido de mandado judicial.
    Eu acho terrível esse bullyng que estão praticando com os traficantes. Só porque eles estavam se divertindo até a semana passada.

Ramalho

29/11/2010 - 08h15

Como diz Cabrito Tevez, "la pregunta?", ou, qual é a questão? A questão é fazer cessar os ataques indiscriminados à população carioca, e não a "destruição da estrutura do crime", e parar com os ataques não é pouca coisa,. Parar com os ataques era o que os cariocas reclamavam.

Outra basófia é a história de que a sucessão de ataques é luta entre facções criminosas. Não é. A sociedade foi atacada e o Estado encurralado, só tendo a reação como saída. Nestes episódios, não se viu briga entre facções, mas ataques crescentes à população em geral.

Tenho muitas objeções à Globo, mas insinuar que ela esteja a promover milícias, Terceiro Comando e a ADA em desfavor do Comando Vermelho com "espetacularização midiática" é espetacularização da insensatez.

Luta entre o mal e o mal, e, não, entre o bem e o mal, irrelevância, mas que seja. E daí, dever-se-ia deixar, por questões de nomenclatura, que os ataques à população carioca prosseguissem?

É muita baboseira. Não dá para ler o restante da entrevista.

Responder

    Gerson Carneiro

    29/11/2010 - 09h24

    "É muita baboseira"
    hahahaha….

    Está aberto o mercado de especulação. Todo mundo sabe de tudo, mas ninguém soluciona. Inclusive eu.
    Minha solução seria a de descer o sarrafo naquele bando de traficantes que perderam a valentia e fugiram feito baratas tontas. Os militares deveriam ter pregado o chumbo neles antes do refúgio no Complexo do Alemão. Agora estão lá entocados, vão esperar a poeira baixar, e dentro de um mês vão começar a colocar as caras pra fora e iniciar tudo novamente. É aguardar pra ver.

    Até o pessoal do AfroReggae foi lá achando que iria resolver a parada. Coitado, do jeito que subiu, desceu. De mãos abanando.

Wilson

29/11/2010 - 08h12

Será que esse cara se formou no mesmo colégio que o FHC estudou?
Como palpiteiro dá de 10×0 no ex-presidente. Só ele conhece os problemas do Rio.
Já que ele conhece tudo por que o governador não o contrata?..Tá aí a solução..
Teoria..Teoria…Teoria…

Responder

    Gerson Carneiro

    29/11/2010 - 09h27

    É que se for contratado pelo governador, ele resolve, e se resolver, ele pára de palpitar.

José Cláudio Alves: A reorganização da estrutura do crime … | Brasil Media

29/11/2010 - 07h15

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Claudio de Moraes

29/11/2010 - 07h13

Então quer dizer que o Beltrame está comandando essa operação em benefício das milícias e terceiro comando? E, ainda por cima, juntando para isso a policia federal e as forças armadas? Seriam tão bobinhos assim? Ou devemos ficar com a outra opção que seria a conivência/cumplicidade.
Dá um tempo sociólogo!

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    Gerson Carneiro

    29/11/2010 - 10h31

    Ou seja: pior seria se pior fosse.

    Coralina

    29/11/2010 - 14h41

    sociólogo entre aspas dobradas: ""soc…""

José Maria Pimenta

29/11/2010 - 06h46

Esse é um depoimento típico de quem pregou a "PAZ" com os bandidos do Rio de Janeiro nos últimos 20 anos. O resultado está aí para todo mundo ver. Dizer que a UPP é meramente midiática é de uma estupidez a toda prova. Só denota o despeito desse pessoal após o fracasso notório de suas teses fajutas, destruidas pela realidade dos fatos e pela vontade de "TODO" povo do Rio de Janeiro de reverter essa situação….

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enio

29/11/2010 - 06h25

Então fu..É uma visão bem de classe média conservadora. Nada do que é feito pelos brasileiros dará certo. Cadê a pergunta sobre qual a saída ou tudo é muito complexo que não há, então deixa como está? Azenha, como repórter de um grande emissora, você tem que subir nas regiões das UPPs e verificar se realmente aquilo tudo é uma farsa, se não há realmente investimento público? O que a população acha disso tudo? Não pode virar briga de audiência de televisão. E aquelas bandeiras defraldadas nas obras de um teleférico (?) e ninguém procurou saber para que serve esse empreendimento?

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Henrique Finco

29/11/2010 - 04h21

Esta entrevista é de uma lucidez que chega a doer…

Há também um artigo do Luiz Eduardo Soares muito interessante, que é encontrável no sítio http://luizeduardosoares.blogspot.com:80/2010/11/

Só lembrando: o Soares foi Secretário de Segurança do RJ e assessor de segurança o RS. Sua área de pesquisa, na antropologia, é a da violência urbana.

Sáude a todos.

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RODRIGO SÉRVULO

29/11/2010 - 02h52

NÓS, OS DERROTADOS
http://midiacaricata.blogspot.com/2010/11/nos-os-

SAUDAÇÕES DEMOCRÁTICAS

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Mauro Abdon Gabriel

29/11/2010 - 02h48

Grande novidade dizer que ainda temos milícia e outros grupos criminosos no Rio. Daí a dizer que as UPPs são uma farsa e sugerir que estas estão sendo instaladas em nome de uma reorganização do crime no Rio de Janeiro, como se isso fosse planejado pelo governo do estado, faça-me o favor. Análises como a desse cidadão são quase tão irresponsáveis e deletérias quanto a daqueles que defendem o prende e arrebenta.

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daniel

29/11/2010 - 02h34

Muita opnião e muito pouca substância, não vejo prova sobre a ligação entre o governo e o terceiro comando.

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FatimaBahia

29/11/2010 - 02h27

Do jeito que está então,só dando um tiro na própria cabeça!Não há solução?não há esperança?só há corrupção?
Desculpe,mas talvez nós precisemos acreditar que o que está sendo feito já é um começo de mudança pra melhor!até pra poder seguir lutando pelo que acreditamos,se não nada mais vale a pena,nem mesmo ter eleito Lula por 2 mandatos e a Dilma,agora!!Se eu passar a crer que esses sociólogos estão absolutamente certos,que nada adianta,que tudo isso é só mídia,vou cuidar de minha vida,desfrutar do que estiver ao meu alcance e deixar rolar…

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    Gerson Carneiro

    29/11/2010 - 09h31

    E lugar pra desfrute na Bahia não falta. Vai alí pra Mangue Seco ou Itacaré e manda um cartão postal.

    FatimaBahia

    29/11/2010 - 13h32

    a praia aqui em frente já é um bom começo!gosto do seu bom humor,acho que estamos mais precisados ultimamente.

    bj

    Gerson Carneiro

    29/11/2010 - 20h39

    FatiminhadaBahia,

    traduz esse diacho aí pra mim que eu não entendi: "acho que estamos mais precisados ultimamente".

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