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João Sicsú: A mídia trata de inventar o pós-Lula

13 de julho de 2010 às 14h29

por João Sicsú*, na revista Inteligência, via Carta Maior

Os últimos 20 anos marcaram a disputa de dois projetos para o Brasil. Há líderes, aliados e bases sociais que personificam essa disputa. De um lado estão o presidente Lula, o PT, o PC do B, alguns outros partidos políticos, intelectuais e os movimentos sociais. Do outro, estão o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), o PSDB, o DEM, o PPS, o PV, organismos multilaterais (o Banco Mundial e o FMI), divulgadores midiáticos de opiniões conservadoras e quase toda a mídia dirigida por megacorporações.

O projeto de desenvolvimento liderado pelo presidente Lula se tornou muito mais claro no seu segundo mandato – quando realizações e ações de governo se tornaram mais nítidas. O primeiro mandato estava contaminado por “heranças” do período FHC. Eram “heranças” objetivas, tal como a aguda vulnerabilidade externa, e “heranças” subjetivas, ou seja, ideias conservadoras permaneceram em alguns postos-chave do governo. O presidente Lula fez mudanças importantes no seu segundo mandato: trocou o comando de alguns ministérios e de instituições públicas. E, também, implementou programas e políticas claramente opostos à concepção do seu antecessor. Um exemplo foi o lançamento, no início de 2007, do Programa de Aceleração do Crescimento (o PAC), muito criticado pelos oposicionistas, mas que foi a marca da virada para um projeto de governo com contornos mais desenvolvimentistas.

Os projetos em disputa

O projeto desenvolvimentista estabelece como pilar central o crescimento. Mas, diferentemente de uma visão “crescimentista” que busca o crescimento econômico sem critérios, objetivos ou limites, o projeto liderado pelo presidente Lula busca, acima de tudo, o crescimento social do indivíduo, portanto, é um projeto desenvolvimentista – além de ser ambientalmente sustentável e independente no plano internacional [1]. Já o projeto implementado pelo PSDB pode ser caracterizado como um projeto estagnacionista, que aprofundou vulnerabilidades sociais e econômicas.

O projeto desenvolvimentista tem balizadores econômicos e objetivos sociais. Os balizadores são: (1) manutenção da inflação em níveis moderados; (2) administração fiscal que busca o equilíbrio das contas públicas associado a programas de realização de obras de infraestrutura e a políticas anticíclicas; (3) redução da vulnerabilidade externa e algum nível de administração cambial; (4) ampliaçãodo crédito; e (5) aumento do investimento público e privado.

E os objetivos econômico-sociais do projeto desenvolvimentista são: (1) geração de milhões de empregos com carteira assinada; (2) melhoria da distribuição da renda; e (3) recuperação real do salário mínimo.

O projeto implementado pelo PSDB e seus aliados no período 1995-2002 tinha as seguintes bases econômicas:

(1) estabilidade econômica, que era sinônimo, exclusivamente, de estabilidade monetária, ou seja, o controle da inflação era o único objetivo macroeconômico; (2) abertura financeira ao exterior e culto às variações da taxa de câmbio como a maior qualidade de um regime cambial; (3) busca do equilíbrio fiscal como valor moral ou como panaceia, o que justificava corte de gastos em áreas absolutamente essenciais; e (4) privatização de empresas públicas sem qualquer olhar estratégico de desenvolvimento.

E os objetivos econômico-sociais eram: (1) desmantelamento do sistema público de seguridade social; (2) criação de programas assistenciais fragmentados e superfocalizados; e (3) desmoralização e desmobilização do serviço público.

Os resultados da aplicação do modelo desenvolvimentista são muito bons quando comparados com aqueles alcançados pelo projeto aplicado pelo PSDB e seus aliados. Contudo, ainda estão distantes das necessidades e potencialidades da economia e da sociedade brasileiras. Logo, tal modelo precisa ser aperfeiçoado – e muito.

Só há, portanto, dois projetos em disputa e um único cenário de embate político real. Não há o cenário chamado por alguns de pós-Lula. Sumariando, o pós-Lula seria o seguinte: o presidente Lula governou, acertou e errou… Mas o mais importante seria que o governo acabou e o presidente Lula não é candidato. Agora, estaríamos caminhando para uma nova fase em que não há sentido estabelecer comparações e posições em relação ao governo do presidente Lula. Em outras palavras, não caberia avaliar o governo Lula comparando-o com os seus antecessores e, também, nenhum candidato deveria ocupar a situação de oposição ou situação. O termo oposição deveria ser usado pelo PSDB com um único sentido: “oposição a tudo o que está errado” – e não oposição ao governo e ao projeto do presidente Lula.

O pseudocenário pós-Lula

O esforço da grande mídia para criar esse cenário se torna evidente quando apresentam os principais candidatos à Presidência. A candidata Dilma é apresentada como: “a ex-ministra Dilma Rousseff, candidata à Presidência…” Ou “a candidata do PT Dilma Rousseff…”. Jamais apresentam a candidata Dilma como a candidata do governo ou do presidente Lula. E Serra e Marina não são apresentados como candidatos da oposição, mas sim como candidatos dos seus respectivos partidos políticos. Curioso é que esses mesmos veículos de comunicação quando tratam, por exemplo, das eleições na Colômbia se referem a candidatos do governo e da oposição.

No cenário pós-Lula, projetos aplicados e testados se tornam abstrações e o suposto preparo dos candidatos para ocupar o cargo de presidente se transforma em critério objetivo. Unicamente em casos muito extremos é que podemos, a priori, afirmar algo sobre o preparo de um candidato para ocupar determinado cargo executivo.

Em geral, somente é possível saber se alguém é bem ou mal preparado após a sua gestão. Afinal, o PSDB e seus aliados sempre afirmaram que o sociólogo poliglota era mais preparado do que o metalúrgico monoglota. Rumos da economia são resultados de decisões políticas balizadas por projetos de desenvolvimento que ocorrem em situações conjunturais concretas. Situações específicas e projetos de desenvolvimento abrem ao presidente um conjunto de possibilidades. Saber escolher a melhor opção é a qualidade daquele que está bem preparado, mas isso somente pode ser avaliado posteriormente. O cenário pós-Lula e a disputa em torno de critérios de preparo representam tentativas de despolitizar o período eleitoral que é o momento que deveria preceder o voto na mudança ou na continuidade.

O voto dado com consciência política é sempre um voto pela mudança ou pela continuidade. Portanto, a tentativa de construir um cenário pós-Lula tem o objetivo de despolitizar o voto, isto é, retirar do voto a sua possibilidade de fazer história. Tentam “vender” a ideia de que a história é feita pela própria história, em um processo espontâneo, e que caberia ao eleitor escolher o melhor “administrador” da “vida que segue”. No cenário pós-Lula, o eleitor se torna uma vítima do processo, apenas com a capacidade de decidir o “administrador”, sua capacidade verdadeira de ser autor da história é suprimida. A construção de um cenário pós-Lula é a única alternativa do PSDB e de seus aliados, já que comparações de realizações têm números bastante confortáveis a favor do projeto do presidente Lula quando comparados com as (não) realizações do presidente Fernando Henrique Cardoso.

O crescimento e os objetivos macroeconômicos

A taxa de crescimento do PIB a partir de 2006 se tornou mais elevada. O crescimento a partir daquele ano trouxe uma característica de qualidade e durabilidade temporal: a taxa de crescimento do investimento se tornou, pelo menos, o dobro da taxa de crescimento de toda a economia.

Para evitar que o crescimento tenha o formato de um “voo de galinha” economias devem buscar, de um lado, reduzir suas vulnerabilidades e, de outro, elevar a sua taxa de investimento: mais investimento, hoje, representa mais investimento e mais crescimento, amanhã. A taxa de crescimento esperada do investimento (público + privado) em 2010 é de mais de 18%. O investimento público, considerados os gastos feitos pela União e pelas estatais federais, alcançará mais de 3% do PIB este ano. O presidente FHC teria de governar o Brasil por aproximadamente 14 anos para fazer o crescimento que o presidente Lula fez em oito anos, ou seja, somente teríamos em 2016 o PIB que vamos alcançar ao final de 2010 se o país tivesse sido governado pelo PSDB desde 1995.

O crédito se ampliou drasticamente na economia brasileira nos últimos anos. Em 2003, representava menos que 23% do PIB. Em 2009, alcançou mais de 46% do PIB. O crédito se amplia quando potenciais credores e devedores se sentem seguros para realizar o empréstimo. Os devedores, que são aposentados, pensionistas, trabalhadores e empresas, vão aos bancos pedir um empréstimo quando avaliam que poderão honrar seus compromissos futuros. Aos olhos das empresas, a sensação de segurança sobre o futuro aumenta quando esperam crescimento das suas vendas e, portanto, elevação de suas receitas. Empresas mais otimistas fazem mais empréstimos. E, tanto para empresários quanto para trabalhadores, é o ambiente de crescimento econômico que propicia a formação de cenários otimistas em relação ao futuro.

O ânimo para que trabalhadores, aposentados e pensionistas fossem aos bancos nesses últimos anos pedir empréstimos sofreu duas influências. De um lado, houve a inovação institucional do crédito consignado que deu garantias aos bancos e reduziu a taxa de juros dos empréstimos (que, aliás, é ainda muito alta) e, de outro, a criação de milhões e milhões de empregos com carteira assinada. Com a carteira assinada, o trabalhador, além de se sentir mais seguro, cumpre o requisito formal para ir ao banco pedir um empréstimo. A carteira assinada oferece segurança econômica e sentimento de cidadania.

Cabe, ainda, ser mencionado que os bancos públicos foram instrumentos preciosos para que o crescimento dos anos recentes fosse acompanhado por um aumento vigoroso do crédito. O crescimento, o aumento do investimento e a ampliação do crédito foram alcançados em um ambiente macroeconômico organizado, isto é, inflação controlada, dívida líquida do setor público monitorada de forma responsável e redução da vulnerabilidade externa.

A inflação do período 1995-2003 resultava exatamente da fraqueza externa da economia brasileira. Crises desvalorizavam abruptamente a taxa de câmbio que transmitia uma pressão altista para os preços. Ademais, nesse período os preços administrados subiam a uma velocidade que era o dobro da velocidade dos preços livres. Diferentemente, a inflação dos dias de hoje é causada por pressões pontuais. Há, contudo, um aumento de preços que tem pressionado de forma mais permanente a inflação: é o aumento dos preços de bebidas e alimentos. Políticas específicas e criativas para dissolver essa pressão devem ser implementadas.

Entretanto, cabe ser ressaltado que esse tipo específico de inflação se incorporou à economia brasileira devido ao tipo de crescimento que o modelo adotou. Um crescimento com forte distribuição da renda provoca necessariamente aumento acentuado das compras de bebidas e alimentos. A dívida líquida do setor público, como proporção do PIB, cresceu de uma média, por ano, no primeiro mandato do presidente FHC de 32,3% para 50,7% no seu segundo governo. A média esperada dessa relação no segundo mandato do presidente Lula é de 42,7%. A dívida externa foi anulada e a dívida interna dolarizada, zerada. As reservas internacionais que auxiliam na redução da vulnerabilidade externa, hoje, estão em patamar superior a US$ 250 bilhões. No seu segundo mandato, o presidente FHC matinha acumulado em média um montante inferior a US$ 36 bilhões.

Os objetivos socioeconômicos

O crescimento alcançado nos últimos anos tem uma evidente característica de maior qualidade social. Nos oito anos correspondentes aos governos de FHC foram criados somente 1.260.000 empregos com carteira assinada. O governo Lula terá criado de 2003 ao final de 2010 mais que 10.500.000 empregos. Portanto, FHC teria de governar o Brasil por 64 anos para atingir a marca do presidente Lula, ou seja, o PSDB teria de governar o Brasil de 1995 a 2058 para que pudesse criar a mesma quantidade de empregos com carteira criados com a implementação do projeto de desenvolvimento do presidente Lula.

O salário mínimo (SM) é um elemento-chave do objetivo de fazer a economia crescer e distribuir renda. Ele estabelece o piso da remuneraçãodo mercado formal de trabalho, influencia as remunerações do mercado informal e decide o benefício mínimo pago pela Previdência Social. Portanto, a política de recuperação do salário mínimo, além da política de ampliação do crédito, tem sido decisiva para democratizar o acesso ao mercado de bens de consumo. O presidente FHC teria de governar o Brasil por mais 12 anos para alcançar o patamar de recuperação atingido pelo presidente Lula para o SM, ou seja, somente em 2015 o trabalhador receberia o salário mínimo que recebe hoje se o Brasil tivesse sido governado pelo PSDB desde 1995. Em paralelo à criação de empregos com carteira assinada e à política de recuperação do salário mínimo, a ampliação da cobertura e do valor dos benefícios pagos pelo Sistema de Seguridade Social deve ser considerada decisiva dentro do projeto desenvolvimentista.

Em média por mês, durante os dois mandatos do presidente FHC, foram pagos 18 milhões de benefícios. De 2003 a 2009 foram pagos, em média, mais que 24 milhões de benefícios por mês. O valor dos benéficos no segundo mandato do presidente Lula é, em média, 36% maior em termos reais do que era no primeiro mandato do presidente FHC. O Sistema de Seguridade Social brasileiro é um importante elemento que promove crescimento com desenvolvimento porque, por um lado, reduz vulnerabilidades e desigualdades sociais e, por outro, injeta recursos na economia que se transformam diretamente em consumo. Aquele que recebe um benefício previdenciário ou social gasta quase tudo o que recebe imediatamente, gerando consumo, empregos, produção e investimentos.

Em 1995, o montante monetário dos benefícios emitidos ao longo do ano foi de aproximadamente R$ 80 bilhões; em 2009, esse montante alcançou mais que R$ 319 bilhões (ambos os valores corrigidos de acordo com o INPC para os dias de hoje). Nos cálculos referidos anteriormente não estão incluídos os pagamentos feitos pelo programa Bolsa Família, que tem orçamento muito inferior ao Sistema de Seguridade Social. Esse programa precisa ser ampliado para se tornar um elemento mais poderoso do projeto de desenvolvimento. Em 2009, alcançou 12,4 milhões de famílias que foram beneficiadas com R$ 12,4 bilhões, o que equivale a dizer que cada família recebeu aproximadamente R$ 83,00 por mês. A ampliação do Bolsa Família não pode ser oposta à política de fortalecimento do Sistema de Seguridade Social, que engloba a assistência social (aos idosos e aos deficientes pobres) e o sistema de previdência (que emite aposentadorias, pensões etc.). Os miseráveis, os pobres, a classe média e toda a sociedade brasileira precisam de ambos.

Somente para aqueles que pensam que é possível haver desenvolvimento sem crescimento (ou que desenvolvimento é sinônimo apenas de redução de desigualdades de renda) é que um real a mais para o Sistema de Seguridade Social poderia representar um real a menos para o programa Bolsa Família. São os mesmos que opõem os idosos às crianças, o ensino fundamental ao ensino universitário, o setor público ao privado, a regulação econômica às liberdades democráticas e o Estado ao mercado. Na escassez de crescimento que predominou durante os governos do presidente FHC, apresentavam sempre a solução deveras conhecida: “focalizar nos mais necessitados” por meio dos serviços do terceiro setor (ONGs), já que o Estado é considerado ineficiente, e mediante as doações de empresas que demonstram “responsabilidade social”.

Os ideólogos da área social da era FHC estavam errados. A experiência recente de desenvolvimento tem mostrado que o aumento do salário mínimo, o fortalecimento do Sistema de Seguridade Social e a ampliação do Bolsa Família conformam um tripé essencial de redução da miséria, da pobreza e das vulnerabilidades sociais, por um lado, e de impulso ao crescimento econômico baseado no mercado doméstico com redução de desigualdades, por outro.

Resultado que deve ser enfatizado

A proporção que os salários ocupam no PIB – ou a distribuição funcional da renda entre trabalhadores e detentores das rendas do capital – é um elemento importante para a avaliação da qualidade social da dinâmica econômica. Esse elemento avalia a capacidade de compra de serviços e bens por parte de cada segmento social produtivo; avalia, portanto, o grau de democratização do acesso ao mercado de bens e serviços. Desde 1995 até 2004, houve um contínuo processo de redução da massa salarial em relação ao PIB. Em 1995, era de 35,2%, em 2004, alcançou o seu pior nível histórico, 30,8%. A partir de então, houve um nítido processo de recuperação. Ao final de 2009, retornou para o patamar de 1995.

Perspectivas: desenvolvimento e planejamento

Há dois projetos em disputa: o estagnacionista, que acentuou vulnerabilidades sociais e econômicas, aplicado no período 1995-2002, e o desenvolvimentista redistributivista, em curso. Portanto, o que está em disputa, particularmente neste ano de 2010, são projetos, já testados, que pregam continuidade ou mudança. Somente no cenário artificial, que a grande mídia tenta criar, chamado de pós-Lula, é que o que estaria aberto para a escolha seria apenas o nome do “administrador do condomínio Brasil”. Seria como se o “ônibus Brasil” tivesse trajeto conhecido, mas seria preciso saber apenas quem seria o melhor, mais eficiente, “motorista”. Se for para usar essa figura, o que verdadeiramente está em jogo em 2010 é o trajeto, ou seja, o projeto, que obviamente está concretizado em candidatos, aliados e bases sociais.

Os resultados da aplicação do projeto estagnacionista durante os anos 1995-2002 e do projeto desenvolvimentista aplicado no período 2007- 2010 são bastante nítidos. Os números são amplamente favoráveis à gestão do presidente Lula em relação à gestão do presidente FHC. Contudo, um alerta é necessário: os resultados alcançados estão ainda muito aquém das necessidades e das potencialidades da economia e da sociedade brasileiras. O primeiro passo de rompimento com a herança deixada por FHC foi o atendimento de necessidades sociais e econômicas. Medidas e programas quase que emergenciais foram implantados. Posteriormente, essas ações foram se transformando em políticas públicas que foram, por sua vez, mostrando consistência entre si e, dia a dia, foram se conformando em um projeto de desenvolvimento. Ao longo do governo do presidente Lula, a palavra desenvolvimento tomou conta dos ministérios, do PT e de demais partidos políticos aliados, tomou conta dos movimentos sociais e retornou ao debate acadêmico.

O próximo passo é consolidar cada política pública como parte indissociável do projeto de desenvolvimento. Mas, para tanto, é necessário pensar, refletir, organizar e planejar. Assim como a ideia de desenvolvimento retornou, agora é hora de retornar com a ideia do planejamento. Uma rota de desenvolvimento somente se tornará segura se estiver acompanhada de planejamento. Políticas públicas devem ter objetivos e metas quantitativas. Devem conter sistemas de avaliação rigorosos para medir realizações e necessidades. É preciso que cada gestor público cultive a cultura da busca de metas – em todas as áreas e esferas: na cultura, na saúde, na educação, na economia etc. Planejar não significa somente olhar para os próximos cinqüenta anos, significa também planejar cada dia, cada mês, cada ano… De forma detalhada, de forma obsessiva. Sem planejamento, uma trajetória desenvolvimentista promissora pode se transformar em “salto de trampolim”.

(*) O articulista é diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do IPEA e professor-doutor do Instituto de Economia da UFRJ ([email protected])

[1] Esses aspectos, embora fundamentais, não serão tratados neste artigo.

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47 Comentários escrever comentário »

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José da Mota

09/07/2012 - 08h11

Parte 1: Repito comentário feito ao artigo intrigante e provocante da Carta Capital sob o título; Pós-Lulismo só há uma maneira de comentar e é o que vou tentar, distrinchando-o, mais a frente. Acompanhando o politicamente abrangente e eclético partidariamnente, algo inusitado, de Lula a Garotinho, Aécio Neves etc… raciocínio do Andante Mosso, ou será, do Maurício Dias, ou, Maurício Dias Andante Mosso? Maurício Dias ô Mosso asssim nos deixa num vai e vem com este artigo, que nos faz pensar quase com um nó no raciocínio. Primeiro na dinâmica da política brasileira. De uma maneira mais abrangente e sencacionalmente inteligente com um título fenomenalmente realista “Pós-Lulismo” de Andante Mosso? e ou, Maurício Dias? Mais um enígma. Além de mostrar o quão eclética são nossas alianças e candidaturas. Valia completá-la citanto as alianças entre Lula e Maluf e Tarso Genro apoiando Manuela Dávila. Só para dar um toque especial na miscelânia eleitoral brasileira. De qualidade nunca vista dantes, as alianças, mas quanto aos políticos a maioria, porque alguns nem todos concordam. De qualquer forma vamos lá, destrinchar o artigo, enumerando-o em primeiro, segundo, terceiro…, o era Pós-Lulismo. Que poderia ser até; Brilhante era pós-Lula, do Andante Mosso aí, o Maurício Dias. Primeiro: Eduardo Campos apesar do padrinho político Miguél Arráes é fenômeno eleitoral até o momento. Lá para suas bandas, talvez com a candidatura a vice-presidência se torne pelas de cá também. Quanto à compromisso vai depender naturalmente das alianças em seu estado. Não creio que a não aliança com o PT e só com Dilma, seja por definição pessoal. Mas com isso Dilma Roussef tartarugantemente pôe um pé aqui e outro acolá com a paciência de Jó. Sob os pítacos “assesoria” de Lula, Tarso Genro, Celso Amorim e José Dirceu entre outros. Quando certo, o passo de tartaruga, acertado está e fica, quando errado, arrumada a casa e sai, mas em vôo rápido de falcão-peregrino, o animal ais veloz do mundo capaz de atingir 320 km/h em um vôo (interessante). E assim, ela, a Águia, digo, Dilma Roussef, vem nos conquistando confiança. Por merecimento. Pós-Lulismo. Segundo: Aécio Neves formar alianças com oposições ao PSDB nacional é comum, de sua natureza esquerdista, de berço. Se junto ao PT, PSB, PC do B, PSOL ou outros partidos de esquerda não é novidade, e Marcio Lacerda (PSB) pode ser considerado uma surpresa como político, também fenômeno como tal. Mas voltando ao Aécio Neves, isso acompanha o raciocínio e forma de fazer política naturalmente com quem se entende, ou se entendem. Em também natureza esquerdista, que o são, na formação de Alianças, o Lula e o Aécio Neves. Demorando historicamente para ambos e o Brasil caminharem de mãos juntas. Este é um pós-Lulismo mais para ensinar o próprio PT de MG aproveitando Aécio Neves como exemplo, de como se faz política.
Parte 2: Terceiro: Garotinho e Cesar Maia de inimizade histórica tempos atrás, unem os filhos para disputarem a prefeitura do RJ. Rodrigo Maia e Clarissa Garotinho. Pós-Lulismo mais explícito de todos. Quarto: Prefeito Incolor, pulo. Quinto: Golpe de mestre, um gênio estudando passo a passo dos três poderes e principalmente do STJ em suas naturais mudanças de ministros por tempo de serviço para a aposentadoria. Nomeados pelo presidente metódicamente para que por anos os seus nomeados presidam a casa. Pós-Lulismo. Sexto: Impasses com sindicatos de quaisquer categorias, até federais, antes mesmo da primeira rodada de negociação Lula já mata a xarada. Ganhou todas até hoje e nem sempre à favor da classe trabalhadora. E continua idolatrado pela maioria dos sindicatos e sindicalistas. Pós-Lula. Sétimo: Cruz e espada, mais uma caixa de benefício privada como Funprev. Um tanto mais blindada, fechada, estilo dos seus beneficiários é militarmente tocada, a toque de caixa (forma de tambor). Não há o que se mexer a não ser os orgãos fiscalizadores federais competentes. Se estiver legal, fica, senão, responderão como qualquer outro na justiça. E Lula não precisa entrar diretamente nesta briga porque não é sua função, como também se desgastar políticamente, atôa. Pós-Lulismo. Concluindo: Pós-Lulismo, ou, Lula, é: Uma criação. Primeiramente de Deus, seus pais, dele próprio, de um projeto político ambicioso de esquerda, o PT, liderado por homens como Apolonio de Carvalho, Mário Pedrosa, Antônio Cândido, Sérgio Holanda de Buarque, Plínio Arruda, Zé DIrceu, Jair Meneguelli, Rui Falcão, José Genoíno, Tarso Genro, RIcardo Berzoini, Marco Aurélio Garcia, José Eduardo Dutra entre outros famosos membros, e ex-membros, porque muitos migraram para outros partidos de esquerda como o PSOL. José da Mota. P.S. Fica esperto Ciro Gomes porque da próxima se houver, terá muito o que levar para Harvard.

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Sobre mídia, política e eleições « Marcelo Salles

25/07/2010 - 17h02

[…] 2) O artigo do professor João Sicsú pode ser lido aqui. […]

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Escrevinhador

23/07/2010 - 09h40

[…] > O artigo do professor João Sicsú pode ser lido aqui […]

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:: Fazendo Media: a média que a mídia faz :: » Sobre mídia, política e eleições

22/07/2010 - 13h00

[…] 2) O artigo do professor João Sicsú pode ser lido aqui: […]

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Urbano

22/07/2010 - 01h10

O que a oposição tacanha que se referir, trata-se dos pós após Lula, pois são oito anos que ela engole poeira. Pior, mais oito anos virão pela frente, com a Dilma Rousseff pilotando o bólido Brasil, engenhado pelo torneiro-mecânico Lulalá.

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O FARSANTE E A IMPRENSA GOLPISTA « LIBERDADE AQUI!

21/07/2010 - 22h30

[…] Sicsú trata disso brilhantemente em um artigo que o Viomundo publicou. O professor Venício Lima fez considerações importantes sobre o artigo, que também […]

Responder

beattrice

21/07/2010 - 02h27

"Os ideólogos da área social da era FHC estavam errados. A experiência recente de desenvolvimento tem mostrado que o aumento do salário mínimo, o fortalecimento do Sistema de Seguridade Social e a ampliação do Bolsa Família conformam um tripé essencial de redução da miséria, da pobreza e das vulnerabilidades sociais, por um lado, e de impulso ao crescimento econômico baseado no mercado doméstico com redução de desigualdades, por outro."
O des-governo fhc literalmente destruiu a área social, aliás se há coisa que tucano persegue e destrói é educação, saúde e seguridade social, sãos eus alvos preferencias, vide o des-governo Serra e o preposto AL_CKMIN em SP.

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Serra, o acarajé, Pernambuco e a falsidade ideológica | Viomundo - O que você não vê na mídia

20/07/2010 - 23h18

[…] Sicsú trata disso brilhantemente em um artigo que o Viomundo publicou. O professor Venício Lima fez considerações importantes sobre o artigo, que também publicamos, […]

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Vereador Marlos » 2010 não é 1989

17/07/2010 - 12h56

[…] Para ler o artigo do João Sicsú, clique aqui […]

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A velha mídia finge que o país não mudou « Substantivo Plural

16/07/2010 - 22h21

[…] artigo publicado (aqui) na Carta Maior por João Sicsú, diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do IPEA e […]

Responder

PARA OS MIDIÁTICOS.

16/07/2010 - 21h40

[…] http://www.viomundo.com.br/politica/joao-sicsu-a-midia-trata-de-inventar-o-pos-lula.html //  Imprimir |  Enviar Dê seu voto: (Seja o primeiro a votar!)  Loading … Publicado em Informação, Publicações, Utilidade Publica […]

Responder

Venício Lima: A velha mídia finge que o país não mudou | Viomundo - O que você não vê na mídia

16/07/2010 - 17h46

[…] Para ler o artigo do João Sicsú, clique aqui […]

Responder

Guilherme Scalzilli

15/07/2010 - 12h16

Pá de cal
A inclusão de Augusto Nunes no quadro de entrevistadores fixos do programa Roda Viva é um escândalo internacional. Sob o silêncio medroso da categoria, o governo tucano opera uma destruição sistemática do departamento de jornalismo da TV Cultura. Logo ela será transformada numa espécie de Veja televisiva, reacionária e chapa-branca. Ou será apenas vendida, realizando um antigo sonho de José Serra.

Responder

    Jairo_Beraldo

    15/07/2010 - 17h51

    Pra mim tanto faz..deixei de assistir a Cultura já há muito tempo!

Heber Folco

15/07/2010 - 10h46

Segundo João Sicsú, a direita quer discutir o "motorista" e deveríamos discutir o trajeto. Sugiro ao PT um filme divulgado via TV, com um motorista experiente de Mercedes trafegando por uma avenida do Morumbi, e uma mulher dirigindo um microônibus chegando antes porque o pai ensinou os atalhos.
Boa sorte

Responder

Observadoro

15/07/2010 - 10h13

Globo On Line ameaça censurar a blogsfera:

Perfis "anônimos" atacam presidenciáveis na internet
http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/mat/201

A matéria encerra com o seguinte alerta:

"O GLOBO entrou em contato com os tribunais Superior Eleitoral (TSE) e Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) para saber se existe alguma ação para coibir a ação dos perfis anônimos, mas nenhum dos órgãos quis se pronunciar."

Eu digo: muitos preferem usar pseudônimo não para desferir ataques, mas apenas para manter sua privacidade. Todo mundo sabe que, se os supostos ataques forem indevidos (injuriosos, caluniosos…), há como se rastrear o IP e processar a pessoa por trás do anonimato (como o próprio Nassif já fez).

Responder

Mário Cândido - João Sicsú: A mídia trata de inventar o pós-Lula

15/07/2010 - 10h06

[…] Fonte: http://www.viomundo.com.br/politica/joao-sicsu-a-midia-trata-de-inventar-o-pos-lula.html Compartilhe: […]

Responder

Carlos

14/07/2010 - 15h08

( Parte 1 / 2 )

Fora da pauta, mas…

EM JULHO/2000… (ANO 2000: BRASIL 500 ANOS)

● Dia 10: início de um “negócio da China”: venda de lote de ações (ordinárias, capital votante) da Petrobrás.

● Dia 13 n´O Estado de S. Paulo: Relatório do Chase faz preço de Petrobrás recuar (*)

● Dia 14 na Gazeta Mercantil – A5 – Eliane Velloso/Rio: Previsto lucro de 10 bilhões para a Petrobrás

O governo vai ter uma receita recorde este ano com o lucro da Petrobrás, da ordem de R$ 1,5 bilhão somente com a distribuição de dividendos, …
A receita, projetada por analistas do mercado com base na previsão de um lucro excepcional de R$ 10 bilhões para a Petrobrás este ano…
A direção da estatal não quis dar ontem nenhuma declaração a respeito. O presidente em exercício da Petrobrás, José Coutinho Barbosa, orientou todos os principais executivos a não falar sobre o assunto. Fontes da empresa confirmaram apenas que o aumento recupera o caixa da companhia, que vinha sendo reduzido por causa da alta do preço internacional do petróleo.

[…] “a previsão é que a empresa repita este ano a alta distribuição de dividendos de 1999, quando pagou 49,8% do lucro de R$ 1,77 bilhão. Se essa política for novamente adotada e se o lucro chegar a R$ 10 bilhões […] poderá haver distribuição de dividendos de até R$ 5 bilhões. O governo tem hoje 49% do capital total da empresa, correspondente a 84% de ações ordinárias, e mesmo com a venda do bloco excedente do controle que está ofertando no mercado, manterá cerca de 30% do capital. […] “O lucro surgiu por causa das mudanças contábeis promovidas pela empresa no cálculo do seu balanço financeiro e na nova fórmula de correção do seu faturamento, que o governo passou a equiparar ao preço internacional do petróleo”. […] “Esses resultados […] serão distribuídos em forma de dividendos aos novos acionistas da Petrobrás que comprarem as ações da empresa na oferta global que está sendo feita pelo governo.”

Responder

    Carlos

    14/07/2010 - 15h09

    ( Parte 2 / 2 )

    “ESSES RESULTADOS […] SERÃO DISTRIBUÍDOS EM FORMA DE DIVIDENDOS AOS NOVOS ACIONISTAS DA PETROBRÁS QUE COMPRAREM AS AÇÕES DA EMPRESA NA OFERTA GLOBAL QUE ESTÁ SENDO FEITA PELO GOVERNO.”

    ● Dia 16: na Refinaria Presidente Vargas, Refinaria do Paraná, REPAR, vazamento de 4 milhões de litros de óleo cru. (**)

    ● Dia 17 n´O Estado de S. Paulo (sobre fato no dia 16): Presidente chega a Moçambique e não fala em crise

    (*) Por escolha do BNDES, o banco Chase tinha/teve “participação especial” no negócio e o relatório que distribuiu no dia 11 – seguinte ao início do “negócio da China” – deflagrou a especulação para derrubar o preço das ações…

    (**) Pauta das tevês e rádios a partir do dia 17 (segunda) e dos jornais a partir do dia 18, o vazamento acelerou a especulação iniciada pelo Chase e mesmo assim – ou exatamente por isso – a "equipe FHC" manteve o "negócio da China", encerrado em ´NY, NY´ em 09-10 de agosto daquele ano…..

Sagarana

14/07/2010 - 11h12

O fato é que Lula deu um cavalo-de-pau no programa do PT e os resultados aí estão, frutos da forte queda no risco Brasil e consequentemente no custo do serviço da dívida pública. Os bravateiros sabotadores pararam de prejudicar a Nação e agora ficam posando de eficientes administradores públicos. João Sícsu deveria ser mais honesto, pelo menos consigo próprio.

Responder

    Leider_Lincoln

    15/07/2010 - 17h57

    A forte queda no risco Brasil e consequentemente no custo do serviço da dívida pública é que são conseqüência das políticas do Lula… Além disso, quem não muda as ideias é o Serra e o PSDB, para quem os fiascos da década de 1990 e do neoliberalismo não ensinaram absolutamente nada.

    Sagarana

    17/07/2010 - 07h53

    Acorda sô, quando tivemos política econômica (fiscal, monetária e cambial) mais neoliberal que a do governo Lula?

IV Avatar

14/07/2010 - 09h52

A Globo é concessionária de serviço público mas tem se comportado de forma criminosa nestas eleições.

Precisamos denunciar a Globo pela forma como tem se comportado nestas eleições, a emissora não está noticiando o dia-a-dia dos candidatos, a não ser para divulgar alguma notícia negativa contra Dilma, ou seja, alguma multa aplicada a ela, por sinal devido a perseguição da Justiça contra a candidata, a mesma Justiça que deixa Serra bem a vontade, já Dilma é atacada no JN, jornais, blogs, etc.

No blog do Luis Nassif as pessoas tem denunciado isso, a Justiça Eleitoral nada faz para fazer com que a Globo cumpra a Lei, a CF.

PS; parece que para a Globo a estratégia é evitar que Dilma seja divulgada,,,como Serra já é conhecido não faz tanta diferença falar de Serra no JN…então a Globo encontrou como saída boicotar o noticiário sobre as eleições,,
Eta nóis

Responder

Eduardo Alex

14/07/2010 - 09h06

Azenha, o professor começa mal: é história para boi dormir isso de colocar Lula de um lado e FMI de outro. Isso funcionava nos tempos de bravata do presidente, não hoje. Atualmente Lula e cia andam tão íntimos do FMI que oferecem até dinheiro para empréstimo – o chamado credor em potencial do Fundo. Segue um link para "atualização" de pontos de vista: http://blogs.diariodonordeste.com.br/egidio/no-go

Responder

Fabio_Passos

14/07/2010 - 00h07

O IPEA de Pochmann e Sicsú é um dos grandes avanços do governo Lula.

O grande desafio é transportar esta visão econômica superior e socialmente mais avançada para o centro das decisões de política econômica: Fazenda/BC.

A idiotia neoliberal dos tempos de fhc não pode voltar… não podemos aceitar o atraso e o retrocesso.

Responder

Marat

13/07/2010 - 23h18

Ou o PIG de todo território nacional se muda para SP, ou terá de conviver com o pós-PSDB, partido que caminha a passos largos, à falência!

Responder

Lucas Cardoso

13/07/2010 - 23h14

Rá! Muito engraçado. O texto diz "é um projeto desenvolvimentista – além de ser ambientalmente sustentável e independente no plano internacional (1)." e quando eu fui ver lá embaixo esse um entre parênteses: "(1). Esses aspectos, embora fundamentais, nãoserão tratados neste artigo."

Ou seja "O PAC se preocupa com a ecologia. Não precisa mostrar evidências. Todo mundo sabe disso."

O PAC é muitas coisas (a maior parte boas), mas não é ecologicamente correto. A Belo Monte é sustentável desde quando?

Responder

    Marcelo J.

    14/07/2010 - 03h14

    Belo Monte é um elefante branco do tempo da ditadura.

    Bonifa

    14/07/2010 - 14h06

    O que é um elefante branco, Marcelo? Esqueci completamente o significado dessa figura de expressão.

    Marat

    14/07/2010 - 14h28

    FHC e Maluf eram mestres em elefantes brancos…

    Marcelo J.

    14/07/2010 - 15h26

    Bonifa, elefante branco trata-se de um paquiderme desprovido de sua cor natural, podendo ser denominado albino. Neste caso especifico, conta a estória que no antigo Sião quando o Rei ou Monarca de certa região de lá não ía com a cara do sujeito, lhe presenteava com um raro elefante branco e depois passava a visitar a desafortunada pessoa em horas incertas para verificar se o elefante estava sendo bem tratado. O tal agora dono do animalzinho de estimação raro era forçado a cuidá-lo provendo-o de tudo que é bom, incluindo saciar um apetite enorme de um animal de 10 toneladas. Exemplo majestoso tu podes encontrar na Amazonia, representado pela tal Transamazônica.

Bonifa

13/07/2010 - 22h32

Desconheço que o Banco Mundial e o FMI tenham se alinhado politicamente aos tucanos.

Responder

Donizeti - SP

13/07/2010 - 22h18

Excelente artigo !

Traça de forma fundamentada as diferenças de concepções ideológicas e de ações politicas implementadas e demonstra os resultados obtidos pelos governos dos neoliberais tucanos de FHC (1995-2002) e do projeto desenvolvimentista/nacional do Presidente Lula/PT (2003-2010).

Quem ler uma matéria como esta, tão clara em sua exposição e fundamentos, não poder ter a mínima dúvida de qual projeto é melhor para nosso povo e País: é o projeto atual do governo Lula e somente quem pode continuá-lo, pois acredita nele e participa de sua gestão é a candidata Dilma.

O povo brasileiro não tem o direito de errar nestas eleições presidenciais, nosso futuro como nação desenvolvida, independente e com justiça social está em jogo.

Responder

Hans Bintje

13/07/2010 - 18h46

Aviso: tem gringo acompanhando com enorme interesse textos como esse do João Sicsú.

Junte também os seguintes itens:

1) Desenvolvimento rural sustentável:

"O nosso objetivo é contribuir com propostas concretas sobre temas que são fundamentais para o desenvolvimento rural sustentável e solidário no meio rural.

A pauta do documento cobre:

– aceleração do processo de implantação do Programa Nacional de Reforma Agrária;
– fortalecimento da agricultura familiar;
– a valorização do salário mínimo;
– melhoria das condições de trabalho no campo;
– aprofundamento das políticas públicas nas áreas de educação, saúde e previdência rural, bem como o atendimento das demandas específicas dos jovens e das mulheres trabalhadoras rurais."

2) Um outro mundo é possível:

"O presidente falou sobre o assunto no programa de rádio Café com o Presidente, na pergunta:

Apresentador: Presidente, o senhor tem dito que, mesmo deixando a presidência, quer continuar ajudando a África, passando a experiência brasileira na área social. O senhor já tem algo mais definido, mais concreto neste sentido?

Presidente: Não, o que eu tenho dito, na verdade, Luciano, é que quando eu deixar a presidência, eu tenho que aproveitar o acúmulo dos acertos que nós tivemos em política social no Brasil, e que são muitos, para que a gente possa trocar experiência com os países, por exemplo, da América Central, com os países da América do Sul, com os países do Caribe e com a África. Obviamente, que nós queremos é que as pessoas conheçam o que nós estamos fazendo para adaptar, em função da realidade deles, os programas do jeito que eles entenderem que deva colocar em prática, ou seja, eu não tô a fim de levar a cartilha pronta pra ninguém, eu tô a fim de dizer: 'Olha, no Brasil nós fizemos assim e assado, deu certo'. Então, eu penso que o acúmulo de experiência que nós vamos ter, ao deixarmos a Presidência da República do Brasil, não pode ficar apenas pra nós brasileiros sabermos. É preciso que a gente faça com que o mundo saiba que é possível, sabe, a gente construir um outro mundo."

Responder

Marcus Vinicius

13/07/2010 - 18h03

A Blogosfera Incomoda !!!

O Serra deu uma entrevista em Belo Horizonte dizendo que não teve participação na demissão dos jornalistas Heródoto Barbeiro e Gabriel Priolli. Ele acusou os blogs, aos quais se referiu como "sujos", "de Luis Nassif pra baixo" e os tuiteiros de tentarem pautar a imprensa com essa história. Disse que nunca teve gerência sobre a TV Cultura e acusou o governo federal de utilizar os meios de comunicação estatais (TV Brasil e Radiobrás entre elas) "de maneira política muito clara".

A entrevista está no blog da Bertha Maakaroun, do Estado de Minas/Diários Associados.
http://www.dzai.com.br/blogdabertha/blog/blogdabe

Em entrevista aos repórteres Thiago Herdy, Elaine Pereira e Fernanda Penna, dos Diários Associados, ontem à noite, na sede da Tevê Alterosa, em Belo Horizonte, o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra negou ter havido inteferência política na TV Cultura, emissora estatal paulista. A polêmica começou no fim da semana passada, quando o jornalista Gabriel Priolli foi afastado de suas funções, supostamente em função da produção de reportagem sobre o custo dos pedágios nas estradas de São Paulo.

Ao ser questionado por Thiago Herdy, o tucano garantiu não ter tido qualquer participação no episódio. A reboque, acusou o governo federal de fazer uso político das emissoras estatais. No início desta semana, a TV Cultura ofereceu um novo cargo ao jornalista e também negou ter havido qualquer motivação política na troca de funções de Priolli.

O senhor pediu a demissão do diretor de jornalismo da TV Cultura?

Serra: Eu nem soube, eu nem sabia quem era o diretor (de jornalismo da TV Cultura). Aí você tem os twitters e os blogs sujos que vão espalhando (isso) na esperança de fazer pauta para a imprensa. Se teve algo que nunca tutelei, foi a TV Cultura. Ao contrário, é o governo federal que tem as suas emissoras usadas de maneira política muito clara.

O senhor se refere à TV Brasil?

Serra: São as emissoras em geral, inclusive a TV Brasil.

Radiobrás?

Serra: É, totalmente.

De que forma isso acontece?

Serra: De várias maneiras, o jornalismo é bastante criativo para poder fazer isso, esse jornalismo oficialista. A TV Cultura tem autonomia completa, pode pegar o noticiário para ver. É só ir olhar para ver se alguma vez houve alguma espécie de favorecimento.

O que foi argumentado é que o tema pedágio é um tema que incomodaria o senhor, isso é verdade?

Serra: (Irritado, fechou a cara) Não, não é.

Ao fim da entrevista, o candidato do PSDB retomou o tema espontaneamente:

Serra: Esse negócio da TV Cultura é tudo lorota. Eu passei o meu mandato com a TV Cultura no meu pé no jornalismo, nunca fiz nada.

Mas e o Heródoto Barbeiro…

Serra: O Heródoto ia ser trocado pela Marília Gabriela, isso já ia acontecer. O Heródoto entrou porque a Lillian Witte Fibe não deu certo. Mas você acha que eu era consultado em relação a isso? Imagina. A gente fica sabendo pelo jornal, aliás, eu sempre fiz questão. Até porque se você manda admitir um cara, até o momento seguinte, você é responsável, então não adianta se meter. Eu não me meto.

Os blogs estão falando sobre isso…

Serra: Aí é de Luiz Nassif para baixo.

O Estadão deu…

Serra: Mas aí acaba pautando a imprensa.

Responder

    Jairo_Beraldo

    13/07/2010 - 23h02

    Mas é verdade…o Zé é a candura em pessoa…democrático, gentil, não agride mulheres jornalistas….maldosos da blogosfera querem modificar o carater reto dele….para passar o trator até por cima da mãe se estiver no caminho!

    Bonifa

    14/07/2010 - 14h19

    O Zé Serra mente, mente e mente, apenas isso. É notória sua obsessão pelo "gerenciamento" da imprensa, que ele julga toda sua. E pelo visto nas entrelinhas da estrevista, ele repassa pessoalmente o noticiário da Cultura. Como mente, o Serra…

    beattrice

    21/07/2010 - 02h25

    Deve ser por isso que eu não entendo o que ele diz, procuro informações "do Luiz Nassif pra baixo"!

Joelma

13/07/2010 - 17h37

oi? desenvolvimento ambientalmente sustentável no governo Lula? Alguém pode me apontar aonde???
roubando as palavras de outrem "com a esquerda que está aí, quem precisa de direita???"

Responder

    Bonifa

    14/07/2010 - 14h21

    Aonde não? Aponte, Joelma. E traga fortes argumentos.

    Gerson Pompeu

    15/07/2010 - 11h23

    Joelma, teu nome é incêndio.

dukrai

13/07/2010 - 17h19

simples e claro. texto argumentativo, encadeado e conclusivo para uma proposta de planejamento. não aborda a mais grave dificuldade do governo Lula, uma política cambial como âncora inflacionária, "tese" que se torna tão desacreditada que resvala para a ilegitimidade da alta taxa Selic e para objetivos suspeitos de remuneração do capital como forma de estabilidade política.

Responder

Adeuvaldo Neves

13/07/2010 - 15h59

É uma pena que este diagnóstico claro, cristalino, dos fundamentos dos dois horizontes a serem escolhidos pelo povo brasileiro, não possa ser lido por cada um cidadão deste imenso país. Aristótoles ensinava, que a sociedade busca a felicidade, e a felicidade vem via justiça social, e justiça social deve ser o desejo de quem governa para uma naçao inteira. Oxalá que este projeto ( de governar visando a justiça social da nação brasileira) continue vencedora e avançando continuamente. Parabéns pela matéria.

Responder

    Adeuvaldo Neves

    13/07/2010 - 16h00

    Ok.

Carlos

13/07/2010 - 18h29

Que fôlego o do Sicsú…

"Perspectivas: desenvolvimento e planejamento
Há dois projetos em disputa: o estagnacionista, que acentuou vulnerabilidades sociais e econômicas, aplicado no período 1995-2002"

O desdém de FHC pelo Planejamento foi tanto, que ele conseguiu a façanha de ter nomeado seis ministros para o cargo em 8 anos de mandato (média: um ministro a cada 16 meses!):

José Serra: de 1/1/1995 a 31/4/1996 (*)
Antônio Kandir: de 4/6/1996 a 30/3/1998
Paulo Paiva: de 30/3/1998 a 30/3/1999 (**)
Pedro Pullen Parente: de 6/5/1999 a 18/7/1999
Martus Tavares: de 19/7/1999 a 3/4/2002
Guilherme Dias: de 3/4/2002 a 1/1/2003

Serra, Kandir, Paiva, Pedro Parente, Tavares: que ações adotaram em relação às ameaças de racionamento de energia? OPu isso não entrou na pauta das preocupações?
E o que disseram em 2001-2002, quando a casa caiu?

(*) Entre Serra e Kandir: 34 dias sem um responsável pelo planejamento…
(**) Entre Paiva e Pedro Parente: 36 dias sem…
http://www.mp.gov.br/secretaria.asp?cat=229&s

Responder

    beattrice

    18/07/2010 - 11h59

    Excelente lembrança, seis ministros que não valiam por meio, o time do atraso.

LuizCarlosDias

13/07/2010 - 15h14

Olhe so Dilma, é o IPEA voltando a ser de fato um novo instituto de planejamento econômico e social

Responder

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