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Jeferson Miola: Na República de Moro e Dallagnol, Aécio e Temer eram tratados como anjinhos e escondidos seletivamente

19 de maio de 2017 às 14h32

Na República do Moro e Dallagnol, Aécio e Temer eram tratados como anjinhos

Jeferson Miola, no Facebook

A revelação em detalhes cinematográficos dos crimes do Aécio Neves e Michel Temer deixa os integrantes de Curitiba da força-tarefa da Lava Jato numa situação desconfortável.

Ao longo dos últimos meses, Aécio e Temer foram citados em dezenas de depoimentos de réus, delatores e investigados da Lava Jato. Os dois também apareceram em conversas gravadas pelos operadores dos esquemas de propinas na Petrobrás, Furnas, CEF e em outras estatais.

Apesar disso, o braço curitibano da Lava Jato nunca encontrou motivos para investigá-los.

As gravações do tucano-peemedebista Sérgio Machado, publicadas em maio de 2016, são memoráveis. Nelas, Jucá explicou que o objetivo da camarilha integrada por ele próprio com Temer, Cunha, Padilha, Geddel e Moreira Franco – todos com apelidos nas planilhas de propinas da Odebrecht – era derrubar a Presidente Dilma para estancar a Lava Jato.

O juiz Moro, para justificar a fotografia em que ele e Aécio gargalham como hienas em evento da revista IstoÉ de dezembro de 2016 que reuniu Temer e a nata política e empresarial do golpe [7 meses após as gravações de Sérgio Machado virem a público], disse: “Foi um evento público, e o senador não está sob investigação da Justiça Federal de Curitiba. Foi uma foto infeliz, mas não há nenhum caso envolvendo ele”.

Em entrevista em março passado, o procurador Dallagnol tentou explicar da seguinte maneira os motivos para não investigar os políticos do PSDB: “Não tem como achar na Petrobrás corrupção de um diretor ou presidente [tucano] até porque não existia diretores do PSDB”.

Detalhe: o autor do power point infame contra Lula conhecia, há muito tempo, as denúncias de que US$ 23 milhões roubados por José Serra foram depositados na Suíça, e que Aécio teria recebido R$ 50 milhões de propinas da Odebrecht.

Moro praticou o que poderia ser considerado “camaradagem processual” ao impugnar 21 das 41 perguntas que Eduardo Cunha encaminhou para Temer responder como testemunha. Através das perguntas, que denotavam conhecimento íntimo, por Cunha e Temer, do funcionamento da organização criminosa, Cunha mandava recados e subliminarmente fazia chantagens – como, por exemplo, continuar participando da distribuição do butim abocanhado pela camarilha, mesmo preso [aquilo que, sabe-se agora, Temer confirmou a Joesley Batista: “Temos que manter isso, viu?”].

Moro agiu como advogado de defesa do Temer, não como juiz de direito. No despacho de novembro de 2016, apesar da profusão de delações da Odebrechet e das inúmeras menções ao papel do Temer nos esquemas de corrupção, Moro escreveu que “não há qualquer notícia do envolvimento do Exmo. Sr. Presidente da República nos crimes que constituem objeto desta ação penal”.

Em entrevista em fevereiro passado, Moro considerou o roteiro das perguntas elaboradas um “episódio reprovável” de “tentativa de intimidação da Presidência da República”.

Depois do escândalo que levará Temer à renúncia ou ao afastamento, um Moro cara de pau sustenta que “não havia, na época da decisão, qualquer notícia do envolvimento [sic] de Temer nos crimes que constituem o objeto daquela ação penal” [18/5/2017].

Como se observa, na República de exceção do juiz e dos procuradores de Curitiba, os corruptos e criminosos Michel Temer e Aécio Neves eram tratados como anjinhos, como santidades inocentes beneficiárias de uma elástica interpretação do princípio da presunção da inocência.

A revelação dos crimes mais recentes que Aécio e Temer continuaram cometendo, de assalto ao Estado, só teve o alcance merecido porque a delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista não passou por Curitiba. Por isso, não puderam ser seletivamente escondidos.

Os fatos autorizam pensar que o braço curitibano da Lava Jato Moro protegia Aécio e Temer, que tem o efeito de proteger o golpe e a oligarquia golpista. No mínimo, é testemunho da parcialidade e da seletividade da Lava Jato.

 

10 Comentários escrever comentário »

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Leo

19/05/2017 - 17h35

O texto não faz sentido algum. Se já foi dito neste blog que a Lava Jato se pauta pela imprensa, o que Lula afirmou categoricamente em seu depoimento, significa que Moro e cia. desobedeceram as ordens da grande mídia, já que ela pede a renúncia de Temer.
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Vocês, de esquerda, estão desesperados, mas não concatenam suas ideias. O povo não é trouxa!
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Viva à Lava Jato, aquela em que vocês tanto jogam pedra, mas que está fazendo transpirar toda a corrupção dos grandes poderosos. Parabéns a Moro, Dallagnol, PF, RFB e todos órgão e entidades que tem contribuído sobremaneira para passar o país a limpo!

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    Eu

    19/05/2017 - 19h17

    Só o que não faz sentido algum por aqui é este comentário desprovido de lógica ou de senso de ridículo. Serve apenas para mostrar o quão partidarizada é a direita brasileira, adepta do partido do dinheiro; em nome dele, pode-se fazer tudo. Aos que pensam de outra forma, o peso da “lei”. Lamento, sabujo da grana, a boca rica vai acabar de novo. Só que agora a esquerda não terá mais motivo algum para manter políticas de conciliação. A noite de São Bartolomeu vai ser longa, e não vão sobrar muitos para lamentar o desprezo devotado aos brasileiros em nome do privilégio pessoal ou de casta (nunca de classe, pois não há classe alguma nesta categoria de oligarcas vagabundos que só conseguem ser, no máximo, “reis do camarote”). Temiam jararaca, terão cascavel…

    Pedro

    19/05/2017 - 19h59

    Meu amigo, depois do que foi apresentado com audio e imagens, em delação “fora” de Curitiba, somente a mão do Temer não quer a sua renuncia. A PlimPlim tentou apenas se redimir pois sabe que é grande a rejeição e perde da audiencia com todo este embrolio politico. Para de ver a PlimPlim ela emburrece.

    Gustavo

    19/05/2017 - 22h30

    A imprensa pede a renúncia de Temer agora, que a casa caiu.
    Antes, tanto imprensa quanto Sérgio Moro estavam juntos no acobertamento dos crimes do presidente ilegítimo.
    Se não foi isso, então por qual motivo ele vetou as perguntas do Cunha?
    Vc saberia dizer?
    Um juiz tão inquisidor, interessado em desvendar todos os segredos da república, não se interessou em saber o que Cunha tinha a dizer sobre o seu comparsa, que por acaso é o presidente em exercício?
    Vc não acha nem um pouco estranho?

Joaquim

19/05/2017 - 16h09

Esse Moro não passa de um juizeco safado aposto que também esta envolvido com esses pilantras do Aécio e Temer ou seja e tão bandido quanto os dois canalhas e tudo farinha do mesmo saco realmente da nojo 😝 e repulsa

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Messias Franca de Macedo

19/05/2017 - 15h33

Eduardo Cunha não delatou porque projetava sair mais rico da cadeia do que entrou

Por egrégio e intrépido jornalista Renato Rovai

19 de maio de 2017

A conversa “inconclusiva” (cinco minutos pra gargalhar…) entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Barbosa revela por que o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, não entrou na delação premiada até o momento. E ao mesmo tempo indica que acabará tomando essa decisão nos próximos dias.
A prisão, ao que tudo indica, passou a ser um negócio lucrativo para Cunha. Ao manter seus alvos sobre chantagem, ele conseguia arrecadar recursos para quando fosse solto, já que havia perdido boa parte daquilo que amealhou com suas atividades criminosas na Operação Lava Jato.
(…)
Outros políticos e empresários deviam estar fazendo o mesmo durante todo este período. E por isso o ex-presidente da Câmara ficava soltando torpedinhos maliciosos, mas não ia para a delação.
O projeto de Cunha era sair da cadeia mais rico do que entrou.
Como a partir dessa delação da JBS essa mamata deve acabar, Cunha já trocou de advogado. Sua delação passa a ser questão de tempo.
Como dizia o poeta, malandro é malandro e mané é mané….

FONTE [LÍMPIDA!]: http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2017/05/19/eduardo-cunha-nao-delatou-porque-projetava-sair-mais-rico-da-cadeia-que-entrou/

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RONALD

19/05/2017 - 15h33

Muita gente endeusava esse juiz de 1ª instância como se fosse a salvação da humanidade. Faziam vista grossa aos seus crimes como grampear Presidente da República, divulgar os conteúdos para a Globogolpe, prisão coerciva sem motivos para humilhar alvos seletivos enre outras aberrações jurídicas e anticonstitucionais.
Agora, se vê melhor os estragos e os envolvidos nesta palhaçada tramada em Curitiba/Brasília.

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Messias Franca de Macedo

19/05/2017 - 15h21

“A PAPUDA PREMIADA DA MAFIOSA ‘FAMIGLIA FRIBOY (SIC)'” EM TROCA DA DELAÇÃO DE FACTOIDES SURREAIS CONTRA OS EX-PRESIDENTES LULA E DILMA ROUSSEFF!

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O luxuoso refúgio de Joesley Batista em Nova York
Pivô da mais recente crise política do país, dono do grupo JBS tem apartamento de luxo no coração da cidade. Imóvel no edifício, que também abriga um hotel 5 estrelas, custa em torno de R$ 30 milhões. Veja as fotos do Baccarat Residences

(…)

FONTE, pasme: http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/o-luxuoso-refugio-de-joesley-batista-em-nova-york/

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