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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Gilberto Maringoni: São Paulo entre 5 e 9 de julho

08 de julho de 2012 às 18h07

As comemorações de 9 de julho em São Paulo exaltam uma rebelião oligárquica de oito décadas atrás. Curiosamente, outra revolta, deflagrada em 5 de julho de 1924, que contou com forte componente popular, passa em brancas nuvens nos calendários oficiais.

por Gilberto Maringoni, em Carta Maior

Os dias 5 e 9 de julho condensam caminhos pelos quais a história paulista poderia seguir. São dois tabus no estado. Um é esquecido, o outro é exaltado.

A primeira data marca uma violenta reação ao poder do atraso, tendo por base setores médios e populares. E a segunda representa a exaltação do atraso, capitaneada pela elite regional.

Dia 5 de julho, há 88 anos, uma intrincada teia de tensões históricas desaguou no episódio que ficaria conhecido como Revolução de 1924. Suas raízes estão no agravamento de problemas sociais, no autoritarismo dos governos da República Velha e em descontentamentos nos meios militares, que já haviam gerado o movimento tenentista, dois anos antes.

Naquele duro inverno, em meio a uma crise econômica, eclodiu uma nova sublevação. Tropas do Exército e da Força Pública tomaram quartéis, estações de trem e edifícios públicos e expulsaram da cidade o governador Carlos de Campos. No comando, em sua maioria, camadas da média oficialidade. Quatro dias depois, era instalado um governo provisório, que se manteria até 27 de julho. O país vivia sob o estado de sítio do governo Arthur Bernardes (1922-1926).

Entre as reivindicações dos revoltosos estavam: “1º Voto secreto; 2º Justiça gratuita e reforma radical no sistema de nomeação e recrutamento dos magistrados (…) e 3º Reforma não nos programas, mas nos métodos de instrução pública”. No plano político, destaca-se ainda “A proibição de reeleição do Presidente da República (…) e dos governadores dos estados”.

Várias guarnições de cidades próximas aderiram ao movimento. Apesar da falta de um programa claro, setores do operariado organizado apoiaram os revolucionários e exortaram a população a auxiliá-los no que fosse possível.

Bombas, tiros e mortes

As ruas da capital foram palco de intensos combates, com direito a fuzilaria, granadas e tiros de morteiros. Cerca de trezentas trincheiras e barricadas foram abertas em diversos bairros.

A partir do dia 11, o governador deposto, instalado nas colinas da Penha, seguindo determinações do presidente da República, decidiu lançar uma carga de canhões em direção ao centro. O objetivo era aterrorizar a população e forçá-la a se insurgir contra os rebelados.

De forma intermitente, os bairros operários da Mooca, Ipiranga, Belenzinho, Brás e Centro sofreram bombardeio por vários dias. Casas modestas e fábricas foram reduzidas a escombros e cadáveres multiplicavam-se pelas ruas.

Sem conseguir dobrar a resistência, o governo federal decidiu bombardear a cidade com aviões de combate.

O fim da rebelião

Três semanas depois de iniciada, a rebelião foi acuada. Dos 700 mil habitantes da cidade, cerca de 200 mil fugiram para o interior, acotovelando-se nos trens que saiam da estação da Luz. O saldo dos 23 dias de revolta foi 503 mortos e 4.846 feridos. O número de desabrigados passou de vinte mil. No final da noite do dia 28, cerca de 3,5 mil insurgentes retiraram-se da cidade com pesado armamento em três composições ferroviárias. O destino imediato era Bauru, no centro do estado.

Deixaram um manifesto, agradecendo o apoio da população: “No desejo de poupar São Paulo de uma destruição desoladora, grosseira e infame, vamos mudar a nossa frente de trabalho e a sede governamental. (…) Deus vos pague o conforto e o ânimo que nos transmitistes”.

As tensões não cessariam. No ano seguinte, parte dos revolucionários engrossaria a Coluna Prestes (1925-1927). Mais tarde, outros tantos protagonizariam – e venceriam – a Revolução de 30.

Promovida pelas camadas médias do meio militar, o levante ganhou apoio de parcelas pobres da população. Talvez por isso seja chamada de “a revolução esquecida”.

A revolução que não foi

A segunda data, 9 de julho, é marcada pelo estopim de uma revolução que não faz jus ao nome. É exaltada e cultuada como uma manifestação de defesa intransigente da democracia, ela faz parte da criação de certa mitologia gloriosa para São Paulo.

O evento, em realidade, representa a sublevação da oligarquia cafeeira contra a Revolução de 30, que a retirou do governo e se constituiu no marco definidor do Brasil moderno.

Aquele processo não pode ser visto apenas como uma tomada de poder por um punhado de descontentes. Suas causas envolvem as contrariedades nos meios militares e tensões do próprio desenvolvimento do país. A crise de 1929 acabara de chegar, colocando em xeque o liberalismo reinante.

A Revolução consolidou a expansão das relações capitalistas, que trouxe em seu bojo a integração ao mercado – via Estado – de largos contingentes da população. O mecanismo utilizado foi a formalização do trabalho.

As novas relações sociais e a intervenção do Estado na economia – decisiva para a superação da crise e para o avanço da industrialização – implicaram uma reconfiguração e uma modernização institucional do país. A conseqüência imediata foi a perda da hegemonia da economia cafeeira, centrada principalmente em São Paulo e parte de Minas Gerais. Percebendo as mudanças no horizonte, as classes dominantes locais foram à luta em 1932.

A locomotiva e os vagões

Explodiu então a rebelião armada das forças insepultas da República Velha e da elite paulista, querendo recuperar seu domínio sobre o país.

Tendo na linha de frente a Associação Comercial e a Federação das Indústrias (FIESP), o levante tinha entre seus líderes sobrenomes importantes do Estado, como Simonsen, Mesquita, Silva Prado, Pacheco e Chaves, Alves de Lima e outros. O movimento contou com expressivo apoio popular, uma vez que os meios de comunicação (rádio, jornais e revistas) reverberaram as demandas das classes altas.

A campanha que precedeu a sublevação exacerbou uma espécie de nacionalismo paulista, incentivado por grupos separatistas. Entre esses, notabilizava-se o escritor Monteiro Lobato. A síntese da aversão local ao restante do país expressava-se na difundida frase, que classificava o estado como “a locomotiva que puxa 21 vagões vazios”, em referência às demais unidades da federação.

Contradição em termos

O objetivo do movimento, derrotado militarmente em 4 de outubro, era derrubar o governo provisório de Getulio Vargas e aprovar uma nova Constituição. Daí a criação do nome “revolução constitucionalista”, uma contradição em termos. Revolução é uma ação decidida a destruir uma ordem estabelecida. A expressão “constitucionalista” expressava uma tentativa recuperação do status quo, regido pela Carta de 1891. Se é “constitucionalista”, não poderia ser “revolução”.

Os sempre proclamados “ideais de 1932” são vagas referências à constitucionalidade e à democracia. Mas não existia, por parte da elite, nenhuma formulação que fosse muito além da recuperação da hegemonia paulista (leia-se, dos cafeicultores).

Exatos oitenta anos depois, o 9 de julho segue comemorado como a data magna do estado, uma espécie de 7 de setembro local. E os acontecimentos de 5 de julho de 1924 continuam como páginas obscuras de um passado distante.

A elite paulista voltaria ao poder em 1994, pelas mãos de Fernando Henrique Cardoso e do PSDB. Seu mote foi dado no discurso de despedida do senado, em 1994: “Um pedaço do nosso passado político ainda atravanca o presente e retarda o avanço da sociedade. Refiro-me ao legado da Era Vargas, ao seu modelo de desenvolvimento autárquico e ao seu Estado intervencionista”.

Os objetivos desse setor continuaram os mesmos, décadas depois: realizar a contra-Revolução de 30.

As tensões entre as datas – 5 e 9 de julho – expressam duas vias colocadas até hoje nos embates políticos paulistas: a saída conservadora e a saída antielitista.

Gilberto Maringoni, jornalista e cartunista, é doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de “A Venezuela que se inventa – poder, petróleo e intriga nos tempos de Chávez” (Editora Fundação Perseu Abramo).

Leia também:

Luiz Claudio Cunha: As garras do Brasil na Operação Condor

Santayana: As hienas e o assalto ao povo

Lula a Chávez: “Sua vitória será nossa vitória”

 

72 Comentários escrever comentário »

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Mauro Santayana: A frustrada desforra paulista « Viomundo – O que você não vê na mídia

11/07/2012 - 17h28

[…] Gilberto Maringoni: São Paulo entre o 5 e 9 de julho […]

Responder

Diogo Costa

10/07/2012 - 11h42

A defesa constante, permanente e ignorante da “Revolução de 1932” expõe ao ridículo àqueles que teimam em brigar com os fatos para exaltar seu bairrismo tosco e regional. Uma das mentiras mais rotundas que se contam até hoje é dizer que a “Revolução” era a favor da Constituição e contra o despotismo de Getúlio Vargas. Essa mentira rotunda e canhestra tem de ser devidamente desmascarada, para o bem da historiografia brasileira, para o bem da verdade e daqueles que não se deixam enganar.

A “Revolução Constitucionalista” irrompeu em 09 de julho de 1932 reivindicando eleições livres, democracia e uma nova Constituição. O que os defensores da farsa rocambolesca protagonizada pela oligarquia paulista e seus jornalões da época omitem é que Getúlio Vargas promulgou a nova lei eleitoral em fevereiro de 1932 e já havia marcado em 03 de maio de 1932 a data das eleições que originariam a Assembléia Nacional Constituinte. Essas eleições ocorreriam em 03 de maio de 1933. Portanto, mais de 02 meses antes da irrupção da intentona da oligarquia paulista, o Brasil inteiro já conhecia a data das eleições e se preparava para eleger seus representantes na Constituinte que seria formada em maio de 33, o que era uma das maiores reivindicações do baronato da terra da garoa.

Logo, vê-se que a desculpa esfarrapada da oligarquia paulista não resiste ao mais simples exame dos fatos históricos. Com ou sem a “Revolução Constitucionalista” de 32, haveriam eleições, haveria democracia, haveria Assembléia Nacional Constituinte e haveria a normalização do Estado Democrático de Direito no país. A oligarquia mente até hoje quando diz ou atribui à sua fracassada Intentona o sucesso das eleições e a construção de uma nova Constituição. Na verdade, a oligarquia paulista, que fora desalojada do poder por Getúlio Vargas, simplesmente não admitia o fim do liberal regime da República do Café com Leite e queria recuperar de qualquer jeito o quinhão de poder que perdera com a Revolução de 1930 chefiada por Vargas.

É preciso recuperar esses fatos históricos, não é possível que em pleno século XXI tenhamos que conviver com a mentira diversionista que contam a respeito da “Revolução Constitucionalista”. Essa fracassada revolta não foi a origem da Constituição de 1934, muito antes pelo contrário! Foi apenas o último suspiro de uma oligarquia desalojada do poder e saudosa da moribunda República do Café com Leite e dos não menos moribundos currais eleitorais fraudulentos que foram destruídos por Getúlio Vargas a partir da reforma do Código Eleitoral.

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abolicionista

09/07/2012 - 21h29

Os comentários ilustram a grande diferença intelectual que existe entre os que defendem uma São Paulo democrática, moderna e plural e os passadistas encarquilhados que cultivam o orgulho bandeirante e descontam suas frustrações pessoais no ódio aos imigrantes, em agressões verbais contra os outros comentadores, etc.
É típico da pequena burguesia forjar identidades completamente fictícias como a do “orgulho bandeirante”. São Paulo, felizmente, é muito maior do que isso.
Triste ver os pequenos burgueses culparem o “bolsa família” pelo achatamento salarial da classe média baixa, em vez de culparem os especuladores do mercado financeiro e os grandes bancos, cujos lucros rentistas tornam risíveis os gastos do governo com programas de assistência social. Incapazes de perceber quem os explora ou simplesmente descrentes na possibilidade de enfrentá-los, voltam-se contra quem é mais frágil do que eles: os imigrantes, a população de rua, os moradores da periferia, na gente pobre como um todo e até empregadas domésticas. Mas isso ocorre no mundo inteiro, não apenas em São Paulo, há vasta literatura sobre o tema…

Apenas gostaria de lembrar que São Paulo já foi o palco das Greves Operárias, da Semana de Arte Moderna, dos movimentos operários no ABC, e de inúmeros movimentos sociais e culturais. Há outra São Paulo, muito mais viva e moderna do que a dos pequenos burgueses.

Inspiração

São Paulo! Comoção de minha vida…

Os meus amores são flores feitas de original…

Arlequinal!… Traje de losangos… Cinza e ouro…

Luz e bruma… Forno e inverno morno…

Elegâncias sutis sem escândalos, sem ciúmes…

Perfumes de Paris… Arys!

Bofetadas líricas no Trianon… Algodoal!…

São Paulo! Comoção de minha vida…

Galicismo a berrar nos desertos da América!

(Mário de Andrade)

Viva São Paulo, “quand même”!

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Fabio Passos

09/07/2012 - 19h26

Não conhecia este episódio da Revolução de 1924.
O PIG e a pior “elite” do mundo seguramente querem que ninguém saiba.

Esta sim é uma Revolução que deve orgulhar o povo de São Paulo.

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Julio Silveira

09/07/2012 - 19h23

O provincianismo desses paulistas que não aceitam criticas, mesmo sabendo serem procedentes, é risível. Tomam a critica como se estivesse sendo feita por estrangeiros, creio. Ou talvez, tivessem sendo feitas por estrangeiros não reagissem tão negativamente, face o sentimento incutido de que a cultura de fora é superior. Critica, portanto, devida. No fim é provincianismo misturado com arrogância.

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    Elaine

    12/07/2012 - 15h27

    Júlio, sou paulista. Portanto, posso falar à vontade. Paulista é arrogante, mesmo, se acha. abs

Suzana

09/07/2012 - 19h13

Tão cada vez mais cheios de ódio e lascados.

Aqui vocês não ganham nem a pau juvenal.

Aqui é terra de trabalho e estudo, bolsa migalha e outros pega trouchas por aqui não cola.

Vão tomar mais uma surra, só pra variar.

Responder

    Fabio Passos

    09/07/2012 - 19h24

    Quem trabalha e estuda é a população paulista.
    A “elite” e a parte da classe média adestrada pelo PIG é vagabunda e burra.

    josé serra, o ladrão, é a cara(fuça?) da pior “elite” do mundo.
    Vai tomar uma surra de Haddad… igual tomou da Dilma.

    leprechaun

    11/07/2012 - 19h33

    a elite paulista é caipira que dá vergonha, a classe média então…

    Elaine

    12/07/2012 - 15h26

    Será mesmo, Suzana? Não conte com o ovo na galinha.

ROBERTO CORREIA

09/07/2012 - 19h11

Meu caro Taques,

Com todo o respeito, me permita esclarecer o significado do termo “paulitista”, presente no comentário de Almeida Bispo, o qual você apressadamente e afobadamente confunde com o gentílico, paulista. Vejamos:

PAULISTA + ELITISTA = PAULITISTA

Certamente é uma expressão que não está nas páginas 65, 66, 67, 68 e 69 da magistral obra que você nos indica.

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Gerson Carneiro

09/07/2012 - 18h18

Çerra, Paulo afro-descendente vai à CPI do Cachoeira, mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta.

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abolicionista

09/07/2012 - 17h15

Alguns comentaristas estão adotando a lógica do “Ame-o ou deixe-o”, como se a única São Paulo que existisse fosse a São Paulo do “orgulho bandeirante”. Isso é dito por gente que ignora completamente a história da cidade, marcada sempre por grandes conflitos. Essa linha de argumentação não deu certo quando tentaram usá-la na ditadura e não vai dar certo agora. Desistam, caros bandeirantes.

Como diria Mário de Andrade: viva as juvenilidades auriverdes!

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RicardãoCarioca

09/07/2012 - 16h02

O texto e o feriado de hoje em SP fala daquele movimento oligárquico contra a desconcentracão da economia da época, que contou com o apoio de parte do setor militar por alguns motivos comuns e de outros não, e já tem alguns aqui baixando o nível para o bairrismo.

Eu vejo de fora uma SP que vem querendo, de um lado se isolar do e de outro se sobrepor ao governo federal, desde o início da década de 90. Sim, estou falando dos tucanos, que aliás, fez ou deixou reduzir a participacão do PIB paulista, que há 20 anos era de 45% e hoje está em 31% e caindo.

Isso seria até uma notícia boa se o motivo dessa reducão viesse exclusivamente do fato de os outros estados estarem vivendo um processo de desenvolvimento e de enriquecimento mais acelerado do que SP (êpa! Que locomotiva é essa?!) e não também pelo fato desse grande estado estar vivenciando um franco processo de sucateamento, mudando o rumo da sua característica mais marcante, a industrial, pela tucana marca financista.

Financismo que, no presente pode até deter o poder financeiro e ditar as regras locai e até nacionais mas que, logo depois, do dia para a noite, pode quebrar e/ou se mudar para outro lugar, detonando a economia local.

Agora, realmente, vamos combinar, celebrar uma data que marca uma derrota da oligarquia… Só mesmo tucano para promulgar esse feriado.

Responder

assalariado.

09/07/2012 - 14h43

Sr. Maringoni escreveu: “As tensões entre as datas – 5 e 9 de julho – expressam duas vias colocadas até hoje nos embates políticos paulistas: a saída conservadora e a saída antielitista.”

Este último parágrafo do texto, na pratica teórica, para quem observa o texto, dentro de um contexto histórico, mostra que a verdadeira razão desta ‘revolução’ é que vivemos uma luta de libertação surda e muda, entre exploradores X explorados, e amarra que: os conservadores nada mais são que as elites do capital, ontem cafeeira. Hoje, industrial/ agronegócio e financeiro. Ou seja, é a mesma ideologia na linha do tempo. Porém, é o modo de produção capitalista em outro estágio de exploração e desenvolvimento histórico na luta de classes no Brasil.

Conclusão: pelo fato de que os comentaristas não partem do pressuposto de que há uma luta de classes em andamento no Brasil, acaba- se virando uma discussão bairrista sem fundo politico ideológico, meramente emocional, onde o meu Estado de origem é melhor do que o seu nesta ESTÓRIA. Sim, sem ‘h’. Nunca se esqueçam, o burgues que explora no sudeste, são os mesmos que exploram nos 4 cantos do Brasil e do planeta. Não percebem que o buraco é mais embaixo?

Saudações Socialistas.

Responder

Elias

09/07/2012 - 13h42

Olha, José Roberto…também nasci na cidade de São Paulo, filho de pai sírio e mãe italiana. Quanto a seu comentário, só tenho uma expressão: argh!

Responder

Fabio Passos

09/07/2012 - 13h37

A “elite” branca e rica de SP não tem vergonha.
Comemoram até a derrota em um movimento atrasado… de oligarcas decrépitos lutando contra o avanço do Brasil.

Chupa, pior “elite” do mundo!

Responder

Elias

09/07/2012 - 13h14

Por essas e outras é que devemos rever (corrigir) certos feriados e nomes de ruas praças e avenidas.

Responder

Gerson Carneiro

09/07/2012 - 11h24

A elite deve almoçar o prato da casa nesse 09 de julho: vaca atolada.

Responder

    José Roberto

    09/07/2012 - 12h49

    Gerson, sou paulista mas não odeio você

    A propósito, São Paulo é tão ruim que o Lula veio para cá e nunca mais quis voltar para o Nordeste.
    Alíás, se não me engano, quando ele deixou de ser Presidente voltou a morar em São Bernardo.
    Sem falar que se tratou do câncer em um hospital de São Paulo

    Realmente, São Paulo deve ser uma droga mesmo kkkkkkkkkk

    Bom feriado paulistano

    Elias

    09/07/2012 - 13h41

    Também nasci na cidade de São Paulo, filho de pai sírio e mãe italiana. Quanto a seu comentário, só tenho uma expressão: argh!

    Avel de Alencar

    09/07/2012 - 15h09

    Um livreo bom para se ler sobre o tema é: A noite das grandes fogueiras.

    Elaine

    12/07/2012 - 15h22

    Gerson,

    Nasci e cresci na cidade de São Paulo. Morro de vergonha com tamanho provincianismo e conservadorismo.É uma pena. POderia ser muito melhor pra todos nós. abs

assalariado.

09/07/2012 - 11h08

A história dos povos assalariados mundial, como em qualquer nação de regime capitalista, é a mesma. Não há diferença alguma, seja em qualquer época histórica da luta de classes é, tempo inteiro, ocultada e manipulada pela mídia burguesa, seu braço ideológico. Confesso, não conhecia esta parte da história narrada pelo Sr. Maringoni datada de 05/07/1924. O capital internacional, junto com o capital ‘nacional’, comandam o país e o povo, a partir de SP, devido que, no Brasil o sistema capitalista moderno, se deu por aqui, e que teve origem nos latifundiários da época. Estas elites, contam ‘nossa’ história aos sabores de suas óticas, como ‘autênticos’ brasileiros, a serviço da democracia, que eles entendem como sinônimo de capitalismo.

Por isso, digo, SP foi escolhido pela burguesia imperialista, desde o século 20, para ser sua locomotiva no Brasil, para obtenção de lucros. Embora hoje, ache que a burguesia do campo, é e será, também, dos últimos bastiões de resistência do capital em nossas terras. São Paulo, é onde as elites são mais organizadas politica e economicamente, como é também, o nascedouro da grande burguesia nacional das mentes colonizadas. Será também, o tumulo enquanto proposta ideológica dos donos do capital para ‘desenvolver- se’ sempre, aos moldes e razões de lucros coloniais do império do capital. Nestas duas datas que o Sr. Maringoni cita, foi muito feliz em diferencia- las. Ele escreve: “Daí a criação do nome ‘revolução constitucionalista’, uma contradição em termos. Revolução é uma ação decidida a destruir uma ordem estabelecida.” Sim, “é a revolução que não foi.” Uma data reflete os anseios libertários de um povo e de uma nação, assaltados e expropriado pelo capital. A outra mostra, os anseios da classe capitalista e seu Estado legal, em nos manter eternamente na condição de explorados pelo capital ‘nacional’ e internacional.

Saudações Socialistas.

Responder

oziel f. de albuquerque

09/07/2012 - 10h58

Os americanos comemoram a vitoria na segunda guerra mudial. as elites paulistanas comemoram em 9 de julho o dia da derrota.

Responder

Sérgio Ruiz

09/07/2012 - 09h47

Pobre São Paulo, que Deus nos ajude.

Responder

Willian

09/07/2012 - 08h50

O autor (e os comentaristas do blog) tentam fazer parecer que houve uma guerra entre a elite paulista contra o povo do resto do país. Mas, meu caros, foi uma guerra entre elites, luta pelo poder entre as elites. O povo, como sempre, foi bucha de canhão de ambos os lados. Getúlio Vargas, não sei se sabem, não era torneiro mecânico.

Responder

    José Ruiz

    09/07/2012 - 11h10

    Não é essa a conotação do texto, não há uma intenção de mostrar uma guerra entre a elite e o povo, e sim um golpe da elite contra um poder constituído, que em última instância representa o povo..

    Moacir Moreira

    09/07/2012 - 11h12

    Lula é um fanfarrão oportunista que não chega ao dedão do pé do grande Getúlio Vargas.

    A tentativa de golpe de 1932 visava restaurar o poder das oligarquias cafeeiras escravocratas paulistas mesmo que para isso fosse necessário separar São Paulo do resto do país.

    Procure se informar melhor, amigo.

    Elaine

    12/07/2012 - 15h25

    Vc é a cara de São Paulo, Willian. Meus pêsames.

Rogério

09/07/2012 - 08h29

Tentaram uma rasteira nos coroneis mineiros e foram sodomizados…Meu avô adorava contar, entre gargalhadas, como colcocava a paulistada pra correr..
Que bom que essa data cai justo no meu aniversário!

Responder

    Jose Mario HRP

    09/07/2012 - 09h43

    Não foi bem assim…….e “estória” de mineiro é soda !
    Morreu muita gente dos dois lados……

Jose Mario HRP

09/07/2012 - 06h59

Leio aqui nesse post um comentário ressalta o fato de que o PSDB marcou a data da posse e o horário da mesma para que coincidissem sempre com as duas posses de Lula e depois da Dilma!
Como que querendo mostrar que São Paulo é um país…….
É sim Sampa é um país com 40 mi de pessoas, em grande parte descendentes de imi e mi grantes!
Sou filho de bahiano e paulista, nascido aqui, lá em santos onde a Rev32 foi pouco aceita pelos pobres resultando até em empastelamento do jornal A Tribuna(existe até hoje) pelos estivadores que apoiavam em grande maioria a Getúlio!
Lembro de meu avôcontando que chorou quando soube da morte de Getúlio, amado pelos pobres, sempre agradecidos a ele pela CLT e pelo instituto das previdencias sociais, e da criação do direito a aposentadoria!
A Rev/32 foi um movimento criado de cima pra baixo mas que hoje é só uma cretinice do PSDB, lembrando que foi Mario Covas(de nefasta lembrança) que elevou a data a feriado!
Um feriado inútil!
E aos paulistas que se acham superiores:
Hoje voce vai comer pão frances feito por nordestino, pizza idem, no serviço o cafézinho, na parede do seu imóvel a marca do migrante, no asfalto a marca do mineiro e do nortista, mais de 40% de nosa população descende de migrantes e 95% de imigrantes/migrantes!
Abra o olho e perceba que voce é brasileiro acima de tudo!

Responder

Paciente

09/07/2012 - 04h20

São Paulo é um Paraguay sem bagos.

Responder

Hiro

09/07/2012 - 00h58

Maringoni, satisfação ler a sua análise. Eu desde adolescente adoro os seus desenhos em livros didáticos que usei. Considero genial a análise sobre 5 de Outubro. Realmente esquecido.
Aliás, muito da história do SP ninguém conhece. Só a superfície. Walter Benjamin que o diga. Foucault, idem.
Já sobre 9 de Julho, não concordo muito. Claro, houve componentes oligárquicos. Inegável.
Mas o que dizer dos universitários e dos trabalhadores progressistas da época? E as massas? Eram todos tolos? Ora, desde a primeira Grande Greve o operariado paulista sempre foi muito consciente e brutalmente reprimidos.
Vargas agiu de forma dupla: ora despoticamente como simples ditador, ora agiu como grande grande e inigualável estadista na história do Brasl.
Exemplos, entre muitos outros, como tirano: a dura repressão, tortura e a morte de comunistas e anarquistas, líderes e grevistas. A dura repressão à cultura afro. A investigação e prisão de imigrantes que nada tinham a ver com os conflitos da II Guerra Mundial, inclusive a proibição da língua desses povos!!! Alguém em sã consciência, aceitaria alguém proibir a língua portuguesa? Entre outros exemplos nefastos.
Um equívoco completo de sua análise reside na tese de que FHC e a tukanaiada-demo representa a volta daquela oligarquia. Bobagem. FHC e esse grupo financeiro entregou todo o patrimônio do estado de SP de forma vergonhosa. SP não existe mais. Foram, na realidade, a antítese da Revolução de 32. Revolucionário de 32 amavam SP.
Tukanos extinguiram SP, muitas vezes com muita ironia, sorrisos de escárnio e desprezo em entrevistas. Nada conhecem de sua cultura. Com tukanos o SP despencou no PIB brasileiro. Pouco representa economicamente, basta ver qq indicador nesse período.
O sr. já viu algum tukano em SP? Ninguém. Somente no poder. São grupos financeiros. Entreguistas. Estão mais nos EUA do que no Brasil. Só aparecem em eleições.
Concordo que “revolução” e “constitucionalismo” são incongruentes nesse caso.
Maringoni, a tese do separatismo tb não é consistente. Trata-se da opinião de apenas parte dos participantes e não do todo. Em muitos documentos tb há, por outro lado, o Brasil representado. A bandeira do Estado de SP é um exemplo. No canto direito superior, há o mapa do Brasil.
Seja, como for, é uma grande satisfação ler a sua matéria. O PiG bloqueou totalmente qualquer discussão e reflexão conscientizadora, sobretudo no SP. Temem uma verdadeira revolução social.
Precisamos mesmo discutir e descobrir juntos SP e com Esperança de um presente e futuro melhores e solidários.
Gde abs

Responder

Jotace

09/07/2012 - 00h10

Caros amigos do blog,

Diverte-me e aperreia ao mesmo tempo esta arenga sem sentido das locomotivas que puxam os vagões, ou daquelas que andam para trás como um caranguejo ariado. Isso tudo é leriado, arisia! Somos todos brasileiros, filhos dessa terra tão bonita…Eu ia até contar, mas nem conto mais, aquela estória do avô do meu amigo que, na falta de um pé de pau, passou a arriata da jumenta num banco da Praça da Sé. Veio montado no ispinhaço da bichinha de lá das brenhas da Paraíba pertinho de caxaprego. E gostava de dizer que os paulistas ficavam cabreiros quando viam seu bacamarte boca de sino ou o tamanho da peixeira que ele usava, pois disparavam na carreira. Era como no ditado que diz: quando o tigre ronca, não há burro com reumatismo…E agora, priu, eu vou chegando. Um abraço nordestino para todos…Jotace

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Genghis Khan

08/07/2012 - 23h47

Ah ah ah..só o taques e o professor Hariovaldo comemoram a data com tanto ‘orgulho’. Pior, pela cara de uns aqui, percebe-se que até podem ser paulistanos, mas com raízes no nordeste. E mais, uma simples olhada já deixa claro que nunca foram e nunca serão da elite suja, asquerosa e separatista de são paulo. Mas o pior que se acham e defendem-na. É como o negro que virava feitor e chicoteava os outros negros, para delírio dos patrões. Lamentável.

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Genghis Khan

08/07/2012 - 23h39

Eh eh eh…levaram uma tunda e ainda comemoram. É como os gringos. Levaram uma surra no vietnam e hollywood passou a lançar vinte filmes todos os anos, onde eles vencem a guerra. Aqui, a elite separatista de sumpaulo insiste em comemorar a tunda sofrida. Risível.

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LUIZ EDUARDO/AMPARO

08/07/2012 - 23h27

Sugiro a todos a leitura do livro “São Paulo 1932 – Memória, Mito e Identidade de Marco Cabral dos Santos e André Mota.
Tem só 170 páginas, custa R$ 18,50.
Neste livro se compreende a verdadeira história de São Paulo.
Não percam tempo – leiam!

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Geraldus

08/07/2012 - 23h26

Sao Paulo,unico estado da federaçao a comemorar o 9 de julho,
comemoraçao do que ,do golpe fracassado da elite paulista contra
o governo trabalhista .

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Guilherme

08/07/2012 - 21h35

Curioso. Muita gente adora meter o pau em SP, mas sempre vem para cá. Seja para estudar, trabalhar, curtir a noite…Quanta hipocrisia. Ainda tem nego que acha que se o PT chegar ao poder SP vai mudar da água pro vinho…

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    francisco pereira neto

    08/07/2012 - 22h09

    Pera aí! Meter-o-pau uma vírgula!!!
    Nós estamos falando da eterna elite de São Paulo.
    Não tem nada a ver, as pessoas vir para cá para trabalhar, estudar, se divertir.
    Se vc conversar sobre esse tema com qualquer trabalhador de São Paulo que veio de outro estado, ele não vai entender nada do que vc está falando. Então não é essa gente que fala “mal” de SP.
    Quem fala a verdade de SP é quem estudou um pouco e conhece a história. Coisa que vc deveria fazer.
    Voce é novinho. Dá tempo ainda.

    Verdade

    09/07/2012 - 07h45

    Meter o pau sim.

    é só ler os comentários abaixo.

    Vai num destes outros Blogs tipo Cidadania para ver como falam de São Paulo e dos Paulistanos.

    Por não ser governado pelo PT todos em São Paulo não passam de idiotas etc.

    Mas bom mesmo é falar mal dos paulistanos, chama-los idiotas, porque, vai que acordam para o fato dos Bolsa Família etc. estarem sendo pagos pela imensidão de impostos arrecadados no estado.

    Se o Bolsa Família fosse pago com os recursos produzidos pelos estados beneficiados, simplesmente não haveria este instrumento de “mega-voto-no-PT-pago-com-dinheiro-dos-Paulistas”

    Jose Mario HRP

    09/07/2012 - 05h48

    Cumpadi, sou santista , moro em Mogi das Cruzes e sempre soube que a “Revo/32” era uma coisa da elite paulista , antes na coligação “Café com Leite” que foi destronada e por isso passou a ser “democrata” e exigir uma constituição, eram um grupo de ricos que governavam o país e o deixavam no modo “engessado” e subserviente aos americans/europeus!
    E o povo pobre e sem nenhum direito!
    Enganaram o povo pobre e levaram São Paulo a fragorosa derrota!
    Empobrecendo o estado e trazendo a ocupação militar a meu estado!
    Não seja ingenuo!
    Mitos e lendas não resistem a uma analise criteriosa!

    Daniel Campos

    09/07/2012 - 08h17

    Viver e trabalhar em São Paulo, você bebeu? Eu já visitei mais de uma vez a cidade, o suficiente para concluir que eu não moraria nesse antro nem que me pagassem 10 mil reais líquidos por mês.

    abolicionista

    09/07/2012 - 16h13

    Guilherme, gostamos de São Paulos diferentes. Eu gosto da São Paulo cantada por Adoniran, da São Paulo que abriga contradições, que viu muita dor e muito amor, como na música de Tom Zé. Da São Paulo onde surgiram movimentos sociais que mudaram a face do país, como o movimento dos operários do ABC. Da São Paulo que o Mário de Andrade amava a ponto de, debaixo de vaias da burguesia cafeeira, trazer para cá o que havia de mais moderno no mundo. Gosto de uma São Paulo democrática e contraditória, em contínuo movimento.

    Você parece gostar da São Paulo da Operação Bandeirante, que matava e torturava nos porões da ditadura, da São Paulo do CCC, da São Paulo das elites adiposas, da Rota, da repressão. Os bandeirantes, aliás, caçavam “negros fujões”, você parece orgulhar-se disso, não? Eu não consigo. Não gosto da sua São Paulo, da São Paulo da especulação imobliária, que proíbe sopa para mendigo, que desapropria aqueles que construíram a cidade. Essa São Paulo eu não posso amar, definitivamente.

    Assim como não poderia amar o Brasil do “Ame-o ou deixe-o”. Só que o Brasil não era só aquele. Assim como São Paulo não é só a sua.

    MARCELO

    10/07/2012 - 11h51

    Tem muita gente que faz pilantropia dando sopa pra mendigo pra
    aparecer na mídia.Que tal dar um emprego digno,abolicionista de m…

    abolicionista

    10/07/2012 - 13h35

    Que tal elevar o nível dos comentários, Marcelo?rs Não acho que a filantropia resolva nada, mas proibi-la é ainda pior. Principalmente quando quem diz isso está em situação confortável, tendo todo o dia o que comer, não é? ofender-me só serve para mostrar o quanto sua argumentação é patológica. Acho ótimo quando o pessoal de direita faz isso, a máscara cai. Sobre dar um emprego digno, não tenha dúvidas de que sou totalmente a favor, embora não tenha visto o tucanato tomar nenhuma medida nessa direção. Estimo melhoras, amigo.

    MARCELO

    11/07/2012 - 14h18

    Isso que você escreveu é bobagem.O Sarney,Collor,Renan,todos eles
    são de direita e apóiam o governo Lula/Dilma.E agora o Maluf vai apoiar
    o Haddad.E pensar que o PT apoiou o tucano Covas em 98 contra o
    Maluf.Ah,o Maluf é de direita,viu?

    abolicionista

    12/07/2012 - 22h04

    Desculpe, mas continuo sem entender a relação entre o que eu disse e a sua resposta. Percebo apenas que você parece ter vergonha em assumir que é de direita. Se o PT sempre realizou alianças terríveis, pior para ele, nada disso me impede de criticar políticas higienistas, como as do atual prefeito de Sçao Paulo. Em vez de xingamentos, você poderia optar pela via dos argumentos, ela me parece bem mais interessante. Grato.

Jussara

08/07/2012 - 20h03

A versão que fica para a história será sempre a dos vencedores…

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    Fabio SP

    08/07/2012 - 21h28

    Vencedores do quê? Eles perderam… ficou só a honra dos paulistas…

    abolicionista

    10/07/2012 - 14h54

    Perderam mesmo, e decidiram descontar nos mais pobres. Uma pena, pois são justamente os mais pobres que dão vida à cidade.

Gerson Carneiro

08/07/2012 - 19h32

Até hoje São Paulo vive um auto-engano.

Eu já disse isso aqui em outras oportunidades.

Nas mãos do PSDB, São Paulo teima em achar que existe São Paulo e existe o Brasil, separadamente. Até nas coisas mais simples como nas duas cerimônias de posse do Lula em que os governadores de São Paulo fizeram coincidir o horário das respectivas cerimônis de posse para evitar comparecer em Brasília.

Mas, São Paulo escolheu comemorar a derrota, isso é problema de São Paulo.

Responder

    Verdade

    09/07/2012 - 07h50

    Cara, na boa.

    Seu ódio por São Paulo e os Paulistanos é conhecido na Web.

    Vc deve mesmo ser masoquista para morar em um estado que vc tanto odeia.

    Tem tantos outros estados que compõe a Federação.

    Posso sugerir a Bahia, Maranhão, Pernambuco ou outro Estado com economia pungente que certamente o acolherá de braços abertos.

    Gerson Carneiro

    09/07/2012 - 11h16

    Bom dia, Verdade sem cara.

    Sabe, eu me acho o cara mais legal da Web pois eu deixo qualquer um à vontade para sentir raiva de mim.

    E eu desconfio que parte desse meu sucesso na Web advém da ira que provoco quando escrevo alguma coisa.

    Bom, feliz dia da derrota para você e família. Vão almoçar uma vaca atolada hoje? É o prato paulista perfeito para acompanhar essa data, não?!

    Um abraço.

    Mentira até Cansar

    09/07/2012 - 19h26

    É, Verdade, como é de se esperar de um paulistista adestrado, seu comentário já vem com evidente preconceito, já que nosso caro Gerson vive na Bahia e não onde seu preconceito supõe…
    Aliás, ele e qualquer um de nós BRASILEIROS pode fazer críticas morando em qualquer lugar, inclusive em Sampa, que pertence à nação brasileira e não a paulistófilos da torcida organizada.

fernando

08/07/2012 - 19h01

Viva o 5 de julho de 1924!!!!

Responder

Taques

08/07/2012 - 18h41

Non ducor, duco.

Viva o espírito bandeirante típico do povo paulista.

Sou paulista com muito orgulho e nove de julho é nossa data sublime.

Viva São Paulo.

Responder

    abolicionista

    08/07/2012 - 19h32

    Veritatis simplex oratio.

    Isso, viva os bandeirantes estupradores de índios, degoladores, usurpadores, invasores de terra, assasinos, viva a morte e o assassínio indiscriminado dos negros.

    Se isso é o espírito do povo paulista, quero mais é ser gauche na vida…

    Viva a liberdade.

    Guilherme

    08/07/2012 - 21h37

    hahaha aposto que vc adoraria viver em SP, se já não vive, rs

    abolicionista

    09/07/2012 - 22h28

    Não existe só essa São Paulo, existe outra: viva, dinâmica, inteligente e moderna. E as duas estão em conflito: a sua e a minha. Estamos em lados opostos. Embora, no fundo, acho que você age assim por rancor e frustração, falta de coragem. Liberte-se, meu caro. Abra os olhos.

    Gerson Carneiro

    08/07/2012 - 19h40

    09 de julho é dia da elite de São Paulo celebrar a derrota.

    Viiiiiivaaaaaaa!!!

    Jorge Moraes

    08/07/2012 - 19h42

    A manifestação do sr. Taques situa-se em época distinta da atual.
    Rever mitos, devo reconhecer, é muito difícil.
    Os mitos de interesse das classes dominantes são lembrados e reverberados constantemente, como verdades indiscutíveis.
    É consenso entre os historiadores o caráter reacionário da (equivocadamente) chamada “Revolução de 32”.
    A utilização das massas pela burguesia, com graves consequências para aquelas, teve, na contrarrevolução de 30, exemplo lapidar.
    Rever conceitos doi, mas é necessário.

    Antonio

    08/07/2012 - 19h57

    Sou paulista e paulistano e por isso peço: Mude o lema.
    Há muito São Paulo está a reboque do país.
    Enquanto quiserem ganhar uma tentativa de golpe chamada de revolução, estará a reboque.
    Uma “revolução” que colocou nas trincheiras jovens idealistas que cairam no canto da sereia dos “barões” enquanto os filhos destes, redigiam poemas e as moças bordavam.
    Qualquer semelhança com os Voluntários da Pátria da Guerra do Paraguai não é mera coincidência!
    Ah! São Paulo não está a reboque, faz vinte anos que tornou-se novamente locomotiva, – A Locomotiva do Atraso!
    Comtinuará sendo enquanto a maioria da sociedade e povo paulista continuarem em busca de um “pai da pátria” que lhes diga o que fazer e por onde seguir.

    ROBERTO CORREIA

    08/07/2012 - 20h01

    Taques,

    Há meu “bom” neobandeirante! Se o tempo voltasse para você pode se juntar àqueles “belos” exemplares da raça humana, talvez fosse possível trucidar, escravizar, esfolar e barbarizar os que estivessem contra os ideais da “loucamotiva”.
    Na verdade, as “bonas famiglias” sempre quiseram ter sob os seus pés a classe trabalhadora, no entanto, hoje, a maioria do povo brasileiro, com boa parte do povo paulista, exercem a soberania para delinear seu próprio destino. A “locomotiva” precisou de muito sangue, suor e lágrimas de nordestinos, imigrantes, caboclos, negros e mestiçoa para movimentar suas injustas engrenagens. Viva Getúlio! Viva o verdadeiro estado de sentimento de justiça de São Paulo! E viva a soberania do POVO BRASILEIRO.

    Taques

    08/07/2012 - 20h14

    Sugiro aos sábios acima a leitura das páginas 65, 66, 67, 68, 69 e 70 do livro “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil”.

    Aceito qualquer contra argumentacão baseado em fatos e não em fantasias ideológicas.

    Non ducor, duco.

    Sorry.

    Jorge Moraes

    08/07/2012 - 22h34

    O referido “guia” não é para ser levado a sério. Desconfio que já está mais do que na hora de se repensar o lema, autoritário e chauvinista, “Non ducor, duco”. Agora é a minha vez de sugerir. Que tal “Non ducor, caduco”?

    Luis Fernando

    09/07/2012 - 15h37

    Quem leva a sério esse “livro” não pode ser levado a sério !

    Almeida Bispo

    08/07/2012 - 21h42

    Outro Taques, bem anterior a você, apesar de paulistista (autor de Nobiliarchia paulistana) era bem mais razoável! São Paulo é o Texas do Brasi só que com peso econômico de Nova Iorque… tem razão deste país ter os problemas que tem: a cabeça vive ébria.

    Taques

    09/07/2012 - 15h29

    Gostei do “apesar de paulista”.

    Revelador.

    Se alguém ousasse escrever “apesar de nordestino” ou “apesar de negro” certamente (e com justica, diga-se) seria esculhambado.

    O “apesar de paulista” é racismo puro.

    O site está tão alienado que nem dá bola.

    Lamentável, Azenha.

    Mentira até Cansar

    09/07/2012 - 16h29

    Mais um dos espécimes com paulistopatia adquirida (pelo vírus “manipulandus elitis oligarquigus”). Nem percebe que é manipulado…
    A propósito:
    1) Usar um livro destes como referência histórica é de doer…
    2) Non ducor duco, pra vc que usa muito o que sabe pouco, é o lema da cidade e não do estado.
    3) Tal lema não precisa de maiores discussões para demonstrar o espírito “irmão beasileiro” dos paulistopatas que o levam a sério.
    4) Para aqueles que mencionam o “Pelo Brasil se faça tudo” (esse sim, do lema do estado), lembro que originalmente era “Por São Paulo se faça…”, mudado na última hora para não pegar mal frente aos que (como tantas vezes) jogaram o tal do basofioso “non ducor” no latrina…

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