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Cartas de Minas

Gilberto Maringoni: Os 80 anos de Plinio de Arruda Sampaio

23 de julho de 2010 às 00h09

Política| 21/10/2010

Os 80 anos de Plínio

Plínio de Arruda Sampaio completará 80 anos no próximo dia 26 de julho. Seus amigos e companheiros do PSOL preparam uma festa suprapartidária para o sábado, 24, em São Paulo. Os 80 anos deste intelectual da ação serão comemorados em meio a uma de suas mais duras batalhas. Plínio é candidato à presidência da República pelo PSOL. Pode-se concordar ou discordar das posições de Plínio. Mas não se pode ignorar a admirável trajetória desse comunista que acredita em Deus, como ele mesmo se define. O artigo é de Gilberto Maringoni.

Gilberto Maringoni, na Carta Maior

Plínio nasceu no exato dia em que assassinaram o presidente da Paraíba – assim eram chamados os governadores -, no processo que deflagrou o início da Revolução de 1930. Ao longo do tempo, sua vida política o aproximou dos ideais de outro 26 de julho. Esta é também a data em que um grupo de barbudos tentou tomar de assalto o quartel Moncada, em Santiago de Cuba, em 1953. O comandante da ação era um grandalhão falante, cujo nome ecoaria mundialmente pelas seis décadas seguintes, Fidel Castro Rúz.

Plínio tem uma aparência de senador romano de filmes da Metro. Testa alta, nariz proeminente e olhar seguro. A voz calma e límpida e os gestos firmes não são próprios de alguém de sua idade. Mesmo quando faz um discurso incisivo contra o agronegócio ou em defesa de uma ação mais radicalizada por parte dos setores populares, parece o mais moderado dos homens. No fundo, poderia ser definido como um radical tranqüilo. “Se não fizesse política, o câncer teria me levado”, ironizou ao se recuperar de um tumor no estômago, há quase dez anos.

Militante

“Ele é antes de tudo um militante”, sintetiza sua esposa, Marieta Ribeiro de Azevedo Sampaio, com quem está casado desde 1954, época em que se formou em Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco. “Quando eu o conheci, dois anos antes, ele já era um militante e é isso até hoje”.

Ligado à Igreja, Plínio deu seus primeiros passos na política através da Juventude Universitária Católica, organização surgida a partir da Ação Católica Brasileira. Em 1959, foi nomeado subchefe da Casa Civil de Carvalho Pinto, governador do Estado. Ali coordenou o Plano de Ação, um amplo programa de planejamento e de intervenção integrada de todas as esferas do Estado no desenvolvimento. Ainda nos anos 1950, entrou para o Partido Democrata Cristão (PDC), que tinha em André Franco Montoro (1916-1999) um de seus principais líderes.

Refaçamos as contas: são 80 anos de vida e quase 60 de atividade política incessante. Plínio vem de uma família de produtores de café e fez uma trajetória raríssima. De posições inicialmente moderadas, ao longo dos anos ele percorreu um caminho que o leva cada vez mais à esquerda. “Eu vim da direita”, costuma brincar. É um exagero. Mas contam-se nos dedos os ativistas com origem familiar abastada que transitaram rumo à esquerda socialista. No Brasil, possivelmente o caso mais notável seja o de Caio Prado Jr., com quem Plínio conviveu. O ex-Secretário Geral do Partido Comunista Italiano (PCI), Enrico Berlinguer (1922-1984) é outro. Se formos aos mais notáveis, vale lembrar que Friedrich Engels (1820-1895) era filho de um industrial inglês e Fidel Castro tinha um pai latifundiário.

Eleito deputado federal em 1962, Plínio logo se tornaria relator do plano de reforma agrária do governo João Goulart (1962-1964). A antipatia dos setores mais conservadores da sociedade foi imediata.

Golpe e exílio

Não deu outra: quando foi deflagrado o golpe de 1964, Plínio estava na primeira lista de cassações, juntamente com Luiz Carlos Prestes, João Goulart, Leonel Brizola, Miguel Arraes, Darcy Ribeiro, Celso Furtado e dezenas de outros.

No exílio, ele trabalhou na FAO (órgão da ONU que trata das questões relativas à agricultura e à alimentação), em Santiago do Chile e, a partir de 1970, nos Estados Unidos. Assessorou programas de reforma agrária em quase duas dezenas de países da América Latina e da África.

O ex-deputado voltou ao Brasil antes da Anistia. Chegou em 1976 e tornou-se professor da Fundação Getulio Vargas, após ter concluído um mestrado em Economia Agrícola na Universidade Cornell.

Tomou parte nas intensas lutas sociais que marcaram o final da ditadura. Ingressou primeiro no Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e logo saiu para fundar o Partido dos Trabalhadores, em 1980, após as formidáveis greves do ABC paulista, lideradas por Luís Inácio Lula da Silva.

PT e Constituinte

Eleito deputado constituinte, em 1986, Plínio bateu-se por um projeto de reforma agrária que erradicasse o latifúndio. Com a paulatina destruição do texto constitucional, realizada por mais de 60 emendas, nos anos 1990, ele mostra um certo desencantamento com os rumos da Carta de 1988. Em palestra realizada há dois anos no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em Brasília, o ex-parlamentar foi ácido: “O breve resumo histórico das idas e vindas do processo de elaboração da Constituição Cidadã impõe a conclusão de que o texto promulgado em de 1988 foi fruto de uma ilusão. Baseava-se no falso pressuposto de que a nova ordem econômica e política neoliberal, então hegemônica em todo o mundo capitalista desenvolvido, ainda não havia fechado as portas para o prosseguimento de projetos de construção nacional nos países de sua periferia”.

Dirigente petista, membro da coordenação da campanha Lula à presidência em 1989, Plínio foi o principal formulador da política agrária do partido por muitos anos. Foi líder da agremiação na Câmara e candidato a governador pelo PT, em 1990. Tornou-se presidente da Associação Brasileira pela Reforma Agrária (ABRA) e um dos mais importantes colaboradores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Membro da corrente majoritária do PT, a Articulação, aos poucos ele se tornou um aliado da esquerda partidária.

Paulatinamente desencantado com os rumos do PT, após a eleição de Lula, em 2002, Plínio foi candidato à presidência da legenda em 2005. Sua maior contrariedade estava com a política econômica capitaneada por Antonio Palocci e Henrque Meirelles, o que entendia ser uma continuidade da orientação adotada durante o governo Fernando Henrique Cardoso.

PSOL e candidatura

Em setembro daquele ano, juntamente com cerca de dois mil militantes de todo o país, ele deixa a legenda que ajudou a fundar e filia-se ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

A avaliação de Valter Pomar, membro do Diretório Nacional do PT, é dura sobre o episódio: “Foi um erro político imperdoável. Em 2005, a esquerda ganhou o primeiro turno na disputa pela presidência nacional do PT. Perdemos no segundo turno, entre outros motivos, porque ele e seu grupo saíram do partido”.

Ivan Valente, deputado federal pelo PSOL-SP e ex-dirigente petista tem outra opinião: “A construção do PT representou um marco histórico de consciência e organização da classe trabalhadora brasileira. Mas é necessário reconhecer que o pragmatismo da chegada a todo custo ao poder desvirtuou seu programa, seus princípios e seus compromissos mais profundos com a transformação social”.

Em 2006, Plínio sai novamente candidato ao governo de São Paulo. “Tivemos quase 450 mil votos com um orçamento de cerca de R$ 20 mil reais. Os publicitários calculam, em campanha, que um voto custa, em média, de R$ 10 a R$ 15. Multiplicados pelo número de sufrágios, temos esses dispêndios milionários em campanhas. Pois gastamos cerca de R$ 0,04 por voto. Um fenômeno!”, diz ele.

Os 80 anos deste intelectual da ação serão comemorados em meio a uma de suas mais duras batalhas. Plínio é candidato à presidência da República pelo PSOL. Tem viajado incansavelmente. Sabe que o principal perigo para o Brasil e para o continente é a candidatura de José Serra, que reúne a maior parte da direita brasileira, de golpistas a neoliberais. Mas busca se diferenciar também da campanha de Dilma Rousseff, criticando especialmente a política monetária do Banco Central e a não efetivação da reforma agrária, no ritmo que julga necessário.

A festa dos 80 anos de Plínio será realizada no próximo sábado (24 de julho), num jantar-festa no restaurante Spasso Buffet & Music, a partir das 21h. O endereço é Avenida Rio Branco, 82, República (centro de São Paulo). Os convites custam R$ 20.

Sempre que perguntado quais os melhores anos de sua longa trajetória, Plínio repete um bordão:

“São aqueles que ainda vou viver”.

Para Ivan Valente, “Plínio é uma figura histórica da luta democrática, da resistência à ditadura e da construção de uma alternativa de esquerda para o nosso país. Sua trajetória é um exemplo para os que lutam por igualdade e justiça social”.

Pode-se concordar ou discordar das posições de Plínio. Mas não se pode ignorar a admirável trajetória desse comunista que acredita em Deus, como ele mesmo se define.

 

50 Comentários escrever comentário »

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Fernando

24/07/2010 - 10h43

Quem sustentou Chávez no poder não foi a composição com partidos de centro-direita, foi o povo.

É melhor se aliar com o povo que com o PMDB, por isso voto Plínio.

Responder

Reginaldo Moraes

24/07/2010 - 10h36

Não dá para colocar PLinio no mesmo saco da Heloisa Helena, aquela desequilibrada que chamava o bolsa-familia de 'mensalinho' e o voto em Lula como aliança do povo com o crime organizado. Heloisa era o Indio do Psol. Plinio tem outra trajetória, ainda que, como disse, tenha errado profundamente no episodio que relatei. Conheci PLinio no inicio dos anos 70, quando ele fazia parte da comisao justica e paz de SP. Ele nem deve lembrar disso. Nos (da esquerda organizada) o consideravamos um catolico relativamente conservador, moderadissimo, mas muito honesto e simpatico à causa dos trabalhadores. Ele teve papel importante no apoio que a igreja progressista deu, desde aquela ocasiao, para os movimentos sindicais e populares de SP e do Brasil em geral. Sempre foi um democrata cristao de esquerda, de grandes qualidades. Acho que ele errou fundamente no episodio que relatei. Os seus parceiros, Ivan, Gianazi, etc, erraram muito mais e de modo caricato. Acho que está errado no modo como analisa a conjuntura e a correlação de forças que temos (e esse erro de analise implica um erro de posicao). Tudo isso, repito, nao impede reconhecer sua notável trajetoria de reformador católico progressista e corajoso. Isso não é pouco.

Responder

    Gildo Araújo

    01/08/2010 - 17h24

    Antigamente Roberto Jefferson era um aliado, agora virou barraqueiro, antigamente Heloísa Helena era uma aliada, agora virou ex-progressista, antigamente Renan, Sarney e Fernando Collor eram canalhas e agora são aliados.

    Não é isso que chamamos de hipocrisia?

Fabio_Passos

24/07/2010 - 03h53

Que tal uma democracia para além dos limites ditados pela "elite" crápula?

“Plínio Arruda Sampaio propõe priorizar a educação e a reforma agrária. A seu ver, a educação deve ser socializada e as propriedades acima de mil hectares, produtivas ou não, devem ser desocupadas para futura reocupação. Plínio sabe que essas medidas somente serão viáveis se houver uma mudança radical no esquema de poder político, com a instauração de um regime autenticamente republicano e democrático. A partir do momento em que o povo detiver o poder supremo, a educação deixará de ser um negócio e a terra agrícola será propriedade do povo, somente se admitindo a sua ocupação pelos particulares como direito de uso”.

Fábio Konder Comparato
http://www.plinio50.com.br/apoiadores.html

Responder

Ana Paula

24/07/2010 - 01h49

O Plinio para um lado, a Marina prá outro, Dilma pra outro, etc, os capitalistas nunca se dividem, os trabalhadores sim, disse M.Santayana

Responder

Fabio_Passos

23/07/2010 - 21h54

Plinio não é apenas o melhor candidato a presidente.
Ele tem o melhor candidato a vice: Hamilton Assis.

Disparado o melhor! Alguém tem dúvida?

saca só…

“É nessas horas que nós vemos o que é a democracia brasileira na prática. O verdadeiro caráter de classe e etnia deste Estado. Índios, negros, sem terra, sem teto são reprimidos e presos quando lutam por seus direitos. Bilionários envolvidos em falcatruas e corrupção acabam ficando livres”.
Hamilton Assis

"Hamilton Assis visita prisioneira indígena" http://www.plinio50.com.br/noticias/166-hamilton-

O vice da Dilma é o Temer… um instrumento dos oligarcas.
O vice da Marina é um empresário… neoliberal.
O vice do serra… é um desqualificado que envergonha todo o Brasil.

Tem alternativa!

Vote pela solidariedade e pela ética!

Responder

Fabio_Passos

23/07/2010 - 21h42

Voto Plinio para transgredir a (des)ordem estabelecida!

Tem alternativa concreta para esta porcaria de sistema capitalista.

Vamos distribuir a riqueza que esta burguesada crápula roubou!

[youtube lm0wrVg5dHE http://www.youtube.com/watch?v=lm0wrVg5dHE youtube]

Responder

    Ed.

    24/07/2010 - 00h33

    Fabio, veja meu outro comentário (se interessar, lógico).
    Plinio tem bons pensamentos, mas ou não duraria 12 meses. Ou não faria o que pensa, para durar mais.
    Ignorar forças politicas existentes não é politico…

    Fabio_Passos

    24/07/2010 - 01h16

    Acho que você não está entendendo.
    As propostas do Plinio tem uma premissa: Participação popular ativa na tomada de decisão.
    A população como protagonista. Não como mera espectadora do jogo político.

    Democracia direta e povo na rua defendendo as mudanças institucionais.

    É o confronto.

    A ruptura.

    Você tem o direito de não considerar a população capaz de enfrentar os interesses e a violência da (des)ordem capitalista.

    Mas eu acredito que se há alguém capaz de derrubar o Apartheid Social… é a própria população oprimida.

    Ed.

    24/07/2010 - 02h27

    Não sei se vc viveu as grandes movimentações populares de 1964… (Plinio tinha 34 anos..)
    E … lá se foram anos de significativo progresso material e humano no país…
    E olha que naquele tempo, as pessoas se dispunham a "rupturas" e "confrontos", muito mais do que hoje!

    Fabio_Passos

    24/07/2010 - 03h38

    É verdade. É assim mesmo que funciona.

    Assumir compromisso de derrubar o Apartheid Social significa enfrentar concretamente os interesses fundamentais dos "donos do Brasil". Os crápulas que construíram uma sociedade que só é superada em desigualdade por Guatemala, Suazilândia, República Centro-Africana, Serra Leoa, Botsuana, Lesoto e Namíbia.

    As oligarquias (financeira-industrial-agrícola-etc…) não vão aceitar passivamente que a senzala resolva levar esta conversa de democracia a sério… e o Plinio seguramente não vai defender que será fácil.

    O medo do carrasco é compreensível… mas não podemos deixar que o medo supere a esperança.
    Senão o conformismo domina.

José

23/07/2010 - 20h45

Devemos enaltecer as qualidades morais do Sr. Plínio. Acho, entretanto, que a turma dele ,que fugiu para o PSOL, se de fato, estivesse preocupada com os interesses do Brasil, deveria ter ficado para pressionar pela correção de erros cometidos(que de verdade foram cometidos). O que me impressiona, entretanto, é que o PSOL não veja qualidades no atual goverrno, tendo mesmo usado a senadora HH como escada do PSDB para críticas ao governo Lula. Que pena daqueles que não percebem que devagarinho, diblando a direita raivosa, nosso País, na atual linha, será um País mais justo e fraterno (e muito importante SEM GUERRAS fraticidas que era o esperado pela Direita com a eleição de LULA).

Responder

    Fabio_Passos

    24/07/2010 - 01h25

    Não é verdade que o PSOL não vê qualidades no atual governo.

    De qualquer forma, sinto te informar, há uma guerra fraticida no Brasil… que é ainda um dos países mais desiguais do planeta.

    É na brutalidade que a "elite" branca e rica perpetua a desigualdade no Brasil. É porrada, tortura e assassinato… todo dia o dia todo.

    [youtube mt3LOxbTXrc http://www.youtube.com/watch?v=mt3LOxbTXrc youtube]

    Gildo Araújo

    01/08/2010 - 17h29

    O que me impressiona é que o PT não veja qualidades na política econômica de FHC e continua usando a taxa de juros para controlar a inflação.

Robson Santos

23/07/2010 - 20h06

Faço minhas as palavras de Ivan Valente: “A construção do PT representou um marco histórico de consciência e organização da classe trabalhadora brasileira. Mas é necessário reconhecer que o pragmatismo da chegada a todo custo ao poder desvirtuou seu programa, seus princípios e seus compromissos mais profundos com a transformação social”. É isso aí! Pela história, pela dignidade, pela coerência, sua, pessoal, e de todos nós, brasileiros de verdade, voto em Plínio no 1º turno. No segundo, pelo andar da carruagem desta campanha – onde parece se consolidar no Brasil a falsa dicotomia PT X PSDB, à semelhança dos burros e elefantes estadunidenses -, votarei na anti-Serra, Dona Dilma Rousseff, que pelo menos é uma mulher… PS. Sei não…, com esse nome…deve ser é comunista!!!

Responder

Fernando

23/07/2010 - 20h00

Jingle da campanha de Collor em Alagoas:

É Lula apoiando Collor
É Collor apoiando Dilma
Pelos mais carentes
É Lula apoiando Dilma
É Dilma apoiando Collor
Para o bem da nossa gente

Responder

Paulorg

23/07/2010 - 15h56

Mesmo não sendo petista não acredito que Lula e parte expressiva do PT tivesse, ou tenham como projeto apenas chegar ao poder. Os últimos 08 anos, mostram que havia um projeto de governo ainda que não tenha sido o dos sonhos da esquerda.

Meus respeitos e agradecimentos a Plinio de Arruda Sampaio por sua longa luta por uma sociedade mais justa!

Responder

Ricardo

23/07/2010 - 18h36

Tem gente que vota da mesma forma com que se aposta no Joquey. Esse medo da luta é coisa de quem tem posses para pagar todas as coisas que o capitalismo oferece, desde hotel em Campos do Jordão à planos de saúde de R$ 2mil, ou então já tá lá dentro mesmo. Como diz a matéria, conta-se nos dedos àquele que se atira de cabeça na problemática social… o discurso, vai bem, obrigado. Com Jobim, Hélio Costa etc. apitando lá dentro vêm dizer que o Plínio, por seus princípios, teve atitude errada… (que horror, que tragédia, a esquerda perdeu, ohhh!). Voto em Plínio, esteja ele com 0,001% ou aproxime o perigo de Serra. Eleição não é corrida de cavalos.

Responder

    Fabio_Passos

    23/07/2010 - 21h59

    Dois!

    E eu acredito inclusive que dá prá chegar.

    Sempre há espaço para o inusitado… e a oposição direitista é uma "m" tão grande que a esquerda tem possibilidade de crescer junto a população.

    Felipe Guerra

    24/07/2010 - 17h11

    Plínio Presidente!

Jordam

23/07/2010 - 17h25

É inconstestável a trajetória de Plinio, muito feliz foi o jornalista Gilberto Maringoni ao falar deste militânte respeitado por todos, mas do outro lado a avaliação feita por Pomar está correta, no mesmo sentido em que o colega Reginaldo Moraes relata um dos episódios acontecidos nesta transição do grupo que fundou o PSOL, o problema está em fazer as coisas com ódio, na raiva, e postergar os debates que na época não haviam esgotados.
Cometer erros é inerente a qualquer um de nós meros mortais, este talvez tenha sido o de Plínio, porém ele não é menos por ter deixado o PT, ele fez uma opção, e agora assume o ônus e o bônus desta escolha, mas apagar a história escrita por este militânte ninguém apaga.

Responder

beattrice

23/07/2010 - 16h03

A análise do Pomar é correta:
"“Foi um erro político imperdoável. Em 2005, a esquerda ganhou o primeiro turno na disputa pela presidência nacional do PT. Perdemos no segundo turno, entre outros motivos, porque ele e seu grupo saíram do partido”.
O grupo do PSOL preferia talvez viver na "eterna oposição" e deixar o país entregue à sanha privateira das aves bicudas como ainda ocorre em SP?

Responder

    Cátaro

    24/07/2010 - 01h18

    Quando converso com companheiros que acusam o PT de "pragmático" eu coloco a questão: Como estaríamos hoje depois de 16 anos de PSDB?

    Como brasileiro e cidadão eu respondo? Não quero nem imaginar. Mil vezes o PT pragmático!

    Respeito e defendo profundamente o direito de opinião, mas ainda acho que a minha opinião é a melhor.

    A extrema esquerda para mim é como aqueles carros conceito expostos em feiras de automóveis – são fantásticos, mas jamais serão produzidos porque não são realistas. Servem de referência para possíveis alterações nos carros a serem fabricados.

    Gildo Araújo

    01/08/2010 - 17h19

    Quando Mário Covas se aliou ao PFL, os petistas não acharam nada pragmático, José Dirceu que o diga.

leosfera

23/07/2010 - 12h50

Enquanto PT e PSDB viraram torcidas do mesmo jogo neoliberal (um mais retranqueiro, outro mais ofensivo), os esquerdistas de verdade veem-se condenados à irrelevância política. A mim não importa. Parabéns Plínio, meu voto é teu! 50!

Responder

    assalariado.

    23/07/2010 - 19h47

    leosfera,o pior é que,eles(a social democracia), não tem argumentos politicos para nos apresentar,por isso,passam negativando os comentários,quando se sentem contrariados.A irrelevancia politica é relativa,depende muito do trabalho de base que a esquerda for capaz de desenvolver.Este trabalho de consciencia politica,voce não tenha duvidas,tera que ser feito por um partido de esquerda(de fato).Inclusive nesta eleição,teremos que ter clareza para não fazermos o jogo da direita,em diferenciar os tres projetos(os neoliberais,a social democracia e os socialistas)–. Mãos a obra.Abraços.

    Fabio_Passos

    24/07/2010 - 00h48

    Falou e disse!

Evandro

23/07/2010 - 11h47

Pena que o Plínio Arruda Sampaio termina sua carreira política fazendo escada pro Serra.

A postura dele como candidato de aluguel de Serra nas eleições para governador em 2006 foi vergonhosa. E tenho certeza que o único objetivo dele mais uma vez é ajudar Serra novamente.

Responder

    assalariado.

    23/07/2010 - 12h44

    Evandro,voce precisa se informar melhor.Na atual relação de forças,entre exploradores e explorados,quem é escada de quem,da uma olhada no programa do Serra,da Dilma.
    O do Psol,esta aqui; http://www.youtube.com/watch?v=GMdEgTEfxns

    Obs;Realmente,houve falhas em 2006,inclusive acho que o Psol deveria expulsar a HH,esta foi pra direita,em apoio a Marina.

    Ruth

    24/07/2010 - 01h29

    Fernando · 5 horas atrás
    Jingle da campanha de Collor em Alagoas:
    Diante da sua falta de respeito com a história de um político com as qualidades de Plínio Sampaio, recorto deste site a contribuição do Fernando: Jingle da campanha de Collor em Alagoas:
    Que adjetivo vossa majestade daria para esta parceria:

    É Lula apoiando Collor
    É Collor apoiando Dilma
    Pelos mais carentes
    É Lula apoiando Dilma
    É Dilma apoiando Collor
    Para o bem da nossa gente

    Ana Paula

    24/07/2010 - 01h50

    Todos ajudando o Brasil, qual o problema

Flavio Lima

23/07/2010 - 11h13

Votei no Plinio em 86, fiz campamha pra ele.
Lamento que ele tenha deixado o PT, ainda mais agora que estamos mudando o pais pra melhor.
Essa candidatura dele não faz muito sentido politico.
Mas mantenho o repeito e a admiração, embora discordando profundamente do rumo que ele tomou.

Responder

    Gildo Araújo

    01/08/2010 - 17h16

    Diziam o mesmo da candidatura de Lula da Silva em 1989.

Roberto

23/07/2010 - 11h03

Deixarei de votar nele pela 1a. vez, pois não quero correr riscos e o pragmatismo (como disse o Ivan Valente) é necessário neste momento. Sinto apenas que os excelentes quadros do PSOL não reconheçam os enormes avanços nos últimos 8 anos. É o mesmo erro da esquerda durante a ditadura militar. Cada grupo se considera "dono da verdade", infelizmente. De qualquer forma, parabéns ao sr. Plínio de Arruda Sampaio.

Responder

Gustavo Lucena

23/07/2010 - 10h34

Plínio de Arruda Sampaio é um exemplo de retidão e decência. Foi um erro histórico e irremediável o PT ter se desfeito da ala radical e de militantes históricos como Hélio Bicudo, Marina Silva e Chico Alencar. Eles seriam peças fundamentais para ajudar o governo.

Pelo menos ele sabe que o inimigo se chama Serra-imprensa-PSDB-DEMO

Responder

Reginaldo Moraes

23/07/2010 - 10h05

O sr. Ivan VAlente pode falar o que quiser – besteira nao paga imposto. Mas ele e Plinio tinham empenhado sua palavra no apoio ao candidato de oposicao que passasse ao segundo turno na disputa com Berzoini, pela direção do PT. Trairam sua palavra. Se a avaliação que faziam era essa que o sr. VAlente, desonestamente, expressa, então nem deviam ter participado do primeiro turno. Só descobriram isso depois que foi R.Pont e nao P.Sampaio que passou pro segundo turno? Ora, vamos deixar de conversa mole. Ele pode tricotar quanto quiser, mas nao vai conseguir dar nó no proprio dedo.

Responder

    beattrice

    23/07/2010 - 16h06

    Excelente resumo do episódio.

    Gildo Araújo

    01/08/2010 - 17h14

    O Presidente Lula da Silva vivia falando em projetos alternativos para controlar a inflação e hoje pagamos a maior carga tributária do mundo.

Marcelo de Matos

23/07/2010 - 10h00

Seria interessante se a TV Vi o Mundo apresentasse a entrevista que o Plínio deu ao Rodrigo Viana no Record Entrevista. Foi muito boa.

Responder

dvorak

23/07/2010 - 09h28

O mérito do Plínio foi não ter "vendido" sua alma ao diabo em troca de um projeto de poder. Por isso saiu do PT, como tantos outros.Tem minha admiração!

Responder

ronaldo

23/07/2010 - 09h25

Admiro muito o Plinio, pela sua luta e coerencia, mas acho que o Lula e o Pt melhoraram o pouco da vida dos brasileiros porque foram para o centro, se fossem mais a esquerda conseguiriam alguma coisa? Duvido. Basta ver como o gov Lula foi atacado pela nossa direita reacionária em conluio com a velha mídia.

Responder

jose-arimathea

23/07/2010 - 09h21

o Plinio foi bom ate deixar o pt depois ficou mais radical e radicalismo no meu entender nao coaduana com politica.O lula qundo deixou de ser radical produziu muito mais . Lula aprendeu a dialogar e hoje eh mestre. Para mim Lula eh como deisse o Aecio neves mais adiante o Lula terah de ser estudado como um fenomeno. De getulio Vargas para ca nenhum presidente fez mais do que o Lula votar contra o Lula eh para mim eh uma grande ingratidao e falta de patriotismo pois a vida toda nao pagaremos o q ele fez de bom para o nosso pais. abraços

Responder

    assalariado.

    23/07/2010 - 11h50

    jose-arimathea,não foi o Plinio que ficou mais "radical",foi o petismo,que de ideologia socialista,passou a adotar a ideologia desenvolvimentista da social democracia do século 21,ou seja,largou os interesses da classe que defendia(os assalariados),e passou a defender os lucros dos exploradores do povo(os patrões),portanto,dentro do espectro ideologico(direita x esquerda),passou a defender a tese,vamos explorar os colaboradores,mas,nem tanto,haja hipocrisia…

    beattrice

    23/07/2010 - 16h05

    Em que pese o valor pessoal e até histórico do Plinio, o radicalismo do PSOL se tivesse contaminado o PT somente teria contribuido para a destruição do país pelo FHC & seus tucaninhos amestrados.

    assalariado.

    23/07/2010 - 16h05

    beattrice,esta linguagem que voce usa contra o Psol,é a mesma que o PIG(Partido da Imprensa Golpista),e seus aliados da burguesia capitalista usava contra o PT,quando ele defendia(de fato),a classe trabalhadora.

    beattrice

    24/07/2010 - 04h08

    Não é a mesma linguagem, e nem a mesma análise.

    assalariado.

    24/07/2010 - 10h41

    beattrice,explica melhor esta não linguagem,e nem análise!!!…Sem rodeios,por favor!!!

Armando P. Silva Jr.

23/07/2010 - 08h52

Tenho muito respeito pelo sr. Plinio, mesmo discordando de suas posições.
É um exemplo de pessoa, aos 80 anos, continua na batalha.
O que lamento, é a situação do PSOL. Qual vai ser o futuro do partido?

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Pafúncio Brasileiro

23/07/2010 - 07h35

Azenha,
Se tivéssemos no Brasil mais alguns Pafúncios da qualidade do Plínio a nação seria muito melhor.

Responder

Ed.

23/07/2010 - 00h38

Tenho respeito e apreço por Plinio. De verdade!
Mas uma das suas maiores limitações é que precisa de bem mais gente em sua cruzada do que Dulcineia, Sancho e Rocinante…
Mas vale ouvír muitos de seus pensamentos.

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