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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Bucci diz que mídia não age como partido de oposição; Priolli rechaça

05 de janeiro de 2014 às 14h37

 

Exemplo da  partidarização: Veja e um dos seus parceiros, o campeão de ética Demóstenes Torres

Priolli rebate artigo pró-mídia de Eugênio Bucci

por Miguel Rosário, em O Cafezinho, sugerido por Julio Cesar Macedo Amorim

Estou há dias, agora quase semanas, querendo responder ao artigo de Eugenio Bucci, no qual fala que a imprensa brasileira é maravilhosa e que somente alguns bobocas esquerdistas a criticam por ser partidária. É um artigo relativamente fácil de responder, porque esquece, convenientente, todo o histórico golpista de nossa mídia, apoiando o golpe de Estado em 64, sustentando o regime militar, ajudando os torturadores (inclusive emprestado veículos, como no caso da Folha), tentando esconder o movimento das Diretas Já, fraudando debates, e, por fim, refestando-se numa hegemonia comercial e política construída a golpes de baioneta.

Só que um blogueiro tem essa mania, meio delirante, de abordar todos os assuntos, e fiquei sem tempo de rebater às falácias de Bucci. Felizmente, Priolli o fez, com muita classe, de maneira que reproduzo seu artigo abaixo.

A imprensa de lado

por Gabriel Priolli, em seu blog 

Eugenio Bucci contesta hoje  [26/12, texto abaixo] no Estadão a ideia de que a imprensa atua como “partido de oposição”. Argumenta que essa ideia não causava preocupações enquanto parecia restrita a defensores irracionais dos projetos petistas, mas começa a tomar proporções preocupantes, agora que o próprio governo e lideranças do PT ecoam a mesma crítica.

“Numa sociedade democrática, relativamente estável e minimamente livre, os jornais vão bem quando são capazes de fiscalizar, vigiar e criticar o poder. O protocolo é esse. A normalidade é essa”, diz Eugenio, expressando o credo básico do jornalismo liberal. “Logo, o bom jornalismo pende mais para a oposição do que para a situação; a imprensa que se recusa a ser vista como situacionista nunca deveria ser atacada”, julga ele.

“Nossa imprensa, convenhamos, é preponderantemente de direita e, muitas vezes, apresenta falhas de caráter, algumas inomináveis, mas nunca se perfilou com a organicidade de um partido político”, observa Eugenio. Para ele, a imprensa não se articula nos moldes de um partido porque não segue comando centralizado, não se submete à disciplina que os partidos impõem aos filiados e não renunciou à função informativa “para abraçar o proselitismo partidário”.

Bucci acredita que a crítica ao partidarismo da imprensa está assentada “em bases fictícias, completamente fictícias”. Mas ela cumpriria uma função política. “Na falta de uma oposição de verdade que pudesse servir de vilã cruel, na falta de um satanás mais ameaçador para odiar (a ‘herança maldita’ de FHC não funciona mais como antagonista imaginária), querem fazer valer essa ficção ufanista de que o País vai às mil maravilhas, só o que atrapalha a felicidade geral é esse maldito partidarismo da imprensa”.

Confesso que sinto um considerável desconforto quando vejo Eugenio se referir ao petismo com essa alteridade impossível para quem, como ele, foi militante do PT a vida toda e funcionário em elevado cargo de confiança no Governo Lula. Mas o que interessa são os argumentos do colega e amigo, e se discordo deles, cabe rebatê-los.

Primeiramente, observo que a imprensa não é criticada por converter-se formalmente em partido político, algo que, mesmo querendo, lhe seria impossível. A imprensa é criticada por agir partidariamente, por ter como único foco de crítica o PT e sua aliança governista federal, e por pautar o discurso e as ações dos partidos de oposição contra o governo petista. Desde Lula e agora sob Dilma.

Estão de tal forma sincronizados o noticiário da imprensa e as iniciativas do conglomerado PSDB-DEM-PPS, ambos alimentando-se mutuamente, que é dispensável qualquer organicidade partidária da mídia. Na verdade, mídia e oposição são faces inextrincáveis da mesma moeda, não existem mais separadamente. Fazem as mesmas críticas e defendem o mesmo receituário para os problemas do país, a ponto de certos parlamentares converterem-se em meros ventríloquos de conceitos exarados em editoriais e colunas de opinião. Ou vice-versa.

Mas é no plano estadual e municipal que se observa melhor como o empenho fiscalizador da imprensa aplica-se tão somente a gestões do PT. Erundina, Marta, Benedita, Olívio, Tarso, Jacques Wagner, qualquer governante petista sempre enfrenta o máximo rigor no julgamento de suas ações. Agora mesmo, Haddad está sob intenso fogo de barragem.

Já para os governos tucanos ou assemelhados, o que a imprensa oferece é pouca cobrança e muita condescendência. Haja vista tão somente o caso do Cartel do Metrô, falcatrua que envolve valores dez vezes maiores que o Mensalão, mas que está longe de ser tratada como “o maior escândalo de corrupção do país”. Aliás, está longe de ser minimamente noticiada.

É nítido e insofismável que a imprensa opera com dois pesos e duas medidas. Que demoniza governos populares, mas não governos conservadores. Que carrega nas tintas e dramatiza qualquer irregularidade que envolva petistas, mas diminui, relativiza ou esconde os “malfeitos” de opositores dos petistas. Que não perde a menor oportunidade de jogar no colo do PT problemas que não foram criados por ele, como ocorre nesse instante, na cobertura da Máfia dos Fiscais paulistanos.

Portanto, são reais, completamente reais, as bases da cobrança ao “partidarismo” da imprensa. Não se trata da doença infantil do esquerdismo manifestando-se contra uma valorosa ferramenta da democracia, senão da ressurgência e agravamento da doença crônica do sectarismo na mídia, comprometendo a própria saúde da democracia.

O Brasil não vai às mil maravilhas, certamente, embora haja muito do que ufanar-se, nas conquistas de anos recentes. Mas o país não consertará seus problemas nem avançará com o auxílio dessa imprensa parcial, manipuladora e retrógrada, que sabe ser muito combativa quando lhe interessa e frequentemente omissa quando interessa a toda a sociedade.

*

PS O Cafezinho: A resposta de Priolli vale também para outro artigo na mesma linha, publicado no OI: “A doença infantil do esquerdismo antimídia”.

****

Dos que tanto amam odiar a imprensa

26 de dezembro de 2013 | 2h 04

EUGÊNIO BUCCI – O Estado de S.Paulo

Primeiro, eles acusavam a imprensa de ser um “partido de oposição” e pouca gente se incomodou. A acusação era tão absurda que não poderia colar. Numa sociedade democrática, relativamente estável e minimamente livre, os jornais vão bem quando são capazes de fiscalizar, vigiar e criticar o poder. O protocolo é esse. A normalidade é essa. Logo, o bom jornalismo pende mais para a oposição do que para a situação; a imprensa que se recusa a ser vista como situacionista nunca deveria ser atacada. Enfrentar e tentar desmontar a retórica do poder, irritando as autoridades, é um mérito jornalístico. Sendo assim, quando eles, que se julgavam aguerridos defensores do governo Lula, brandiam a tese de que a imprensa era um “partido de oposição”, parecia simplesmente que os jornalistas estavam cumprindo o seu dever – e que os apoiadores do poder estavam simplesmente passando recibo. Não havia com o que se preocupar.

Depois, as autoridades subiram o tom. Falavam com agressividade, com rancor. A expressão “partido de oposição” virou um xingamento. Outra vez, quase ninguém de fora da base de apoio ao governo levou a sério. Afinal, os jornais, as revistas e as emissoras de rádio e televisão não se articulavam nos moldes de um partido: não seguiam um comando centralizado, não se submetiam a uma disciplina tipicamente partidária, não tinham renunciado à função de informar para abraçar o proselitismo panfletário. Portanto, acreditava-se, o xingamento podia ser renitente, mas continuava sendo absurdo.

Se os meios de comunicação tivessem passado a operar como partido unificado, com o intento de sabotar a administração pública, o que nós teríamos no Brasil seria um abalo semelhante ao que se viu na Venezuela em 2002. Ali, houve um conluio escandalosamente golpista dos meios de comunicação que, por meio de informações falsificadas, tentou derrubar o presidente Hugo Chávez, eleito democraticamente havia pouco tempo. Por fortuna, a quartelada mediática malogrou ridiculamente. Por escassez de virtú, Chávez passaria todo(s) o(s) seu(s) governo(s) se vingando das emissoras que atentaram contra ele.

No Brasil, não tivemos nada parecido. Nossa imprensa, convenhamos, é preponderantemente de direita e, muitas vezes, apresenta falhas de caráter, algumas inomináveis, mas nunca se perfilou com a organicidade de um partido político. Por todos os motivos, a acusação continuava sem pé nem cabeça.

Mas o fato é que começou a colar e o cenário começou a ficar esquisito. Agora, as inspirações até então submersas daquela campanha anti-imprensa afloram com mais nitidez. Era um recurso para dar tônus à disposição dos cabos eleitorais (de muitos níveis), para inflar o ânimo dos militantes de baixo e para inflar o ego dos militantes de cima. Agora, chegamos ao ponto de dizerem que os repórteres deram de ombros para a cocaína encontrada no helicóptero da família do senador Zezé Perrella (PDT-MG) porque ele, embora esteja filiado a um partido da base governista, teria lá suas inclinações consideradas pouco fiéis. Difícil saber. As mesmas vozes acusam os mesmos repórteres de terem exagerado na cobertura do julgamento do mensalão. Na falta de uma oposição de verdade que pudesse servir de vilã cruel, na falta de um satanás mais ameaçador para odiar (a “herança maldita” de FHC não funciona mais como antagonista imaginária), querem fazer valer essa ficção ufanista de que o País vai às mil maravilhas, só o que atrapalha a felicidade geral é esse maldito partidarismo da imprensa. A tese pode ser doidona, mas está funcionando. Alguns quase festejam: “Viva! Achamos um inimigo para combater! Vamos derrotar os editores de política deste país!”.

Deu-se, então, um fenômeno estranhíssimo: as forças instaladas no governo, como que enfadadas do ofício de governar, começaram a fazer oposição à imprensa. Dilma Rousseff jamais embarcou na cantilena, o que deve ser reconhecido e elogiado, mas está cercada de profetas que veem em cada redator, em cada fotojornalista, uma ameaça ao equilíbrio institucional.

A oratória petista depende de ter um antagonista imaginário. Sem isso, parece que não para mais de pé. Sim, temos aí um traço de discurso autoritário. Em todo regime autoritário ou totalitário, a figura mais essencial é a do inimigo. Para os nazistas, esse inimigo estruturante foram os judeus. Para o chavismo, foi o imperialismo, encarnado por Bush, que teria cheiro de enxofre. E mesmo Bush só conseguiu salvar seu mandato do fiasco porque lhe caiu no colo o inimigo chamado terrorismo. É claro que não se pode dizer que o PT atualmente se reduza a um discurso tropegamente autoritário, mas as feições autoritárias e fanatizantes desse discurso vão ganhando densidade a cada dia. Não obstante, está assentado em bases fictícias, completamente fictícias.

Vale frisar este ponto: sem um inimigo para chamar de seu, esse tipo de ossatura ideológica se liquefaz. O que seria dos punhos cerrados dando soquinhos no ar sem o auxílio luxuoso do inimigo imaginário? O que seria dos sonhos de martírio em nome da causa? O que seria das fantasias heroicas e do projeto ambicioso de virar estátua de bronze em praça pública?

Foi aí que a imprensa entrou no credo. Na falta de outra instituição disposta a não se dobrar ao poder, disposta a desconstruir os cenários grandiloquentes armados pelas autoridades, eles encontraram na imprensa a sua razão de viver e de guerrear. Só assim, só com seu inimigo imaginário bem definido, esse discurso encontra seu ponto de equilíbrio: ficar no poder e ao mesmo tempo acreditar – e fazer acreditar – que está na oposição, que combate um mal maior. Seus adeptos, que imaginam odiar a imprensa sem se dar conta de que a temem, agarram-se à luta com sofreguidão. Estão em ponto de bala para o ano eleitoral de 2014.

Mesmo assim, feliz ano-novo.

JORNALISTA, PROFESSOR DA USP E DA ESPM

 Leia também:

Venício Lima: “Livre”, mídia brasileira reproduz padrão chinês

 

16 Comentários escrever comentário »

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FrancoAtirador

08/01/2014 - 01h35

.
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“Nossa imprensa, convenhamos, é preponderantemente de direita
e, muitas vezes, apresenta falhas de caráter, algumas inomináveis.”

É a mais pura verdade.

Se bem que não é propriamente ‘a imprensa’ que é mau-caráter,

mas, sim, alguns empresários donos de Redes de Comunicação

e os jornalistas lacaios, servis aos propósitos “inomináveis”.
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Responder

assalariado.

05/01/2014 - 18h15

É, pelo jeito a imprensa burguesa é seus lacaios sentiram o golpe de que devagarinho os muros das manipulações das ‘informações’, estão indo morro abaixo.

Será que eu acerto encaixar esta imagem:

Abraços.

Responder

Marat

05/01/2014 - 17h13

Esse Eugênio Bucci, há muito, vem se mostrando um grande sofista, perfeito porta-voz da direita brasileira. Já se sabe de antemão tudo o que ele escreverá: Sempre defende a direita, e sempre ataca a esquerda ou pseudo-esquerda. Isso é o Bucci!

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lukas

05/01/2014 - 17h07

Sempre que a esquerda entra a liberdade de imprensa sai.

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    O Chato

    06/01/2014 - 15h12

    Então devo entender que durante o governo de Jango não havia liberdade de imprensa, o que voltou a ocorrer depois do golpe militar, em 64. Começo a achar que há mais de um conceito de liberdade de imprensa.

    Luís Carlos

    07/01/2014 - 23h37

    Você já leu Marx? Claro que não, mas poderia ler a “Liberdade de Imprensa”.

    abolicionista

    08/01/2014 - 02h18

    Liberdade de imprensa a gente tinha durante o AI-5, né? No Chile de Pinochet não tinha censura? E na Argentina de Videla? A propósito, já ouviu falar em macartismo (em inglês “McCarthyism”)? Pois é, aconteceu nos EUA e fez com que mandassem prender o Aristófanes (pena que já estivesse morto há alguns milênios, esse escapou…). Francamente, custa ler um livro de história antes de falar merda? Não canso de me impressionar com a quantidade infinita de retardados que a internet é capaz de revelar…

Serralheiro velho

05/01/2014 - 16h45

Eugênio, um jornalista não tem licença para ser um pulha , falsear a notícia ,ou sua forma de apresentação a não ser para atender o dono da mídia.

Responder

ricardo

05/01/2014 - 16h36

Definitivamente, a imprensa brasileira não é uma maravilha. E também não é verdade que somente alguns bobocas esquerdistas acreditam que ela seja partidária. Há bobocas direitistas que sustentam a mesma crença. Talvez os bobocas dos dois lados tenham razão!

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jõao

05/01/2014 - 16h09

Qual seria o comportamento da imprensa brasileira ao saber que um amigo de Lula, Dilma e, principalmente, de José Dirceu ou José Genoino, teve seu fusca 66 apreendido pela Polícia Federal com 0,000000000000000000000000000000000000000000 gramas de cocaína? No caso do senador amigo de Aécio Neves, com 500 Kg de cocaína no helicóptero da família, a imprensa nunca relacionou os dois, já esqueceu e perdoou.

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Maria

05/01/2014 - 16h07

Lendo o artigo do Eugênio Bucci, fico pensando que falta ao Bucci uma certa capacidade intelectual, pois não posso crer que o mesmo tenha alguma falha de caráter. Questiono a capacidade intelectual dele, não por ser contrário ao que eu penso, mas por não enxergar o óbvio. Como não enxergar essa mídia como partidarizada? Impossível para qualquer ser com dois neurônios funcionando. Ou então. Ele não é ex petista ou ex esquerdista? São os piores.

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Bacellar

05/01/2014 - 15h51

Deve ter tido algum arranca rabo direto com alguem do governo pois é um texto nitidamente magoado e pontuado por absurdos.

O bom jornalismo não “pende para a oposição”. Situa-se firmemente sobre a crítica honesta aos fatos e conjunturas, considerando histórico, atualidade e cenários futuros.

Dizer que a cobertura da ap470 não foi histriônica é ridículo.

G.Cisneros assumiria as comunicações do governo golpista de 1 dia de P.Carmona. Quem abriu confronto direto? vingança como diz Bucci ou sobrevivência?

Bucci insistentemente parece levar a metáfora “PIG” ao pé da letra trazendo a cabo esse estapafúrdio argumento de que a imprensa não tem a estrutura orgânica de um partido. Isso é óbvio e ninguém crê ou propaga tal tese. A metáfora (humorística. Oi?) é sobre a metodologia da massmedia em divulgar o noticiário nacional em tom de campanha política (rasteira) alinhada aos interesses demotucanos.

Nenhuma palavra sobre o tratamento de um certo José em relação a qualquer veículo ou profissional de imprensa que ousasse fugir do tom de campanha em seu favor? Quem pediu cabeças? Quem aparelhou a Instituição na qual Bucci é atual conselheiro e promoveu verdadeiros expurgos de opiniões contrárias? Quem mandou algemar um fotojornalista do próprio Estadão a um poste? O PHA?

E a desestabilizacão armada em 2013? O ufanismo do “vamos as ruas contra tudo que está aí”, os editoriais conclamando um golpe? Eugenio Bucci não viu? Porque o povo espontaneamente correu com a Globo das manifestações enxotando seus repórteres? Se não fossem pelos manifestantes “vândalos” tal irresponsabilidade destes que, segundo Bucci, só estão fazendo seu trabalho corriqueiro e (coitadinhos) sendo perseguidos pelos bolivarianos do PT, poderia ter levado nossas instituições ao colapso. Exemplos internacionais não faltam, coincidência que sempre em países com oposições políticas mais entusiastas ao capital do que governos?

Eu vi ao vivo o “inimigo imaginário”. Vi no Pinheirinho, na Cracolandia, na Paulista, etc.

Já ouvi as histórias e li os relatos de pessoas que sofreram o inimaginável nas mãos do “inimigo imaginário”.

O que levou o autor a compor um texto tão coalhado de cinismo e pautado por seletividade eu não sei. Sei que não quero estátua de bronze nem nome em placa, quero apenas uma sociedade menos irracional e iníqua.

E sim, estou em ponto de bala! ;)

Responder

    Eduardo Ramos

    05/01/2014 - 16h02

    Concordo, tudo me cheira a dor de corno…

    assalariado.

    05/01/2014 - 17h41

    Eduardo, isso não é dor de corno. Isto é luta de classes. Só falta avisar o povo.

    Abraços.

Fabio Passos

05/01/2014 - 15h24

Na verdade as críticas ao comportamento da mídia-lixo-corporativa (PiG aqui no Brasil) não são do PT e do governo.
São de cidadãos independentes e indignados com a falta de pluralidade e alinhamento automático das oligarquias midiáticas com os interesses mais atrasados e reacionários da sociedade.

O PT e o governo, inclusive, são duramente criticados pela passividade com que assistem a esta mídia atacando toda e qualquer ação em favor dos pobres… e apoiando e aplaudindo toda e qualquer ação em favor dos privilégios dos ricos.

De minha parte, acho pouco provável que o professor da USP tenha bons argumentos para questionar o que Noam Chomsky vem demonstrando há quase meio século. rsrs

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Luís Carlos

05/01/2014 - 15h13

“Não segue comando centralizado”. E o que seriam as pautas idênticas destacadas pelos grandes veículos, com pautas únicas, o mesmo valendo para as pautas que omitem, ou ainda, posturas que manifestam em editoriais, praticamente iguais, não havendo, em raríssimas exceções com posições diferentes/divergentes? É indisfarçável e indefensável essa posição partidária de oposição assumida pelas grandes mídias e seus dependentes (veículos menores) que reproduzem as pautas dos “patrões”. Não há diferenças de posições, não há pluralidade. Nas situações em que um veículo ousa quebrar a blindagem é atacado pelos demais como sendo “chapa branca”, governista ou por ter patrocínio do governo, como se os demais não tivessem. Aliás, os mais anti-governo recebem os maiores valores em patrocínio de recursos públicos federais para serem desonestos e desinformarem e omitirem fatos.
Como de costume, quem vive de fazer críticas não consegue conviver com as críticas que recebe.

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