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Venício Lima: “Livre”, mídia brasileira reproduz padrão chinês
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Venício Lima: “Livre”, mídia brasileira reproduz padrão chinês


01/01/2014 - 15h28

28/12/2013 – Copyleft

China vs. Brasil: alguma diferença?

por Venício Lima, na Carta Maior

A filial brasileira da Thomson Reuters – “a maior agência internacional de notícias e multimídia do mundo”, com sede em New York, Estados Unidos – divulgou recentemente uma matéria sob o título “China orienta imprensa contra “pontos de vista errados”.

O texto foi reproduzido no Estadão e, posteriormente, em dezenas de jornais, portais e blogs Brasil afora [basta colocar o título da matéria no Google para verificar].

Trata-se de diretriz do Partido Comunista Chinês, sob orientação do novo presidente Xi Jinping, que determinou “à imprensa estatal que pare de noticiar ‘pontos de vista errados’, e que em vez disso cubra histórias positivas, que promovam ‘valores socialistas’.”

De acordo com as novas diretrizes, comenta a Reuters, busca-se reforçar “os valores socialistas centrais” e os meios de comunicação devem “manter resolutamente a correta orientação da opinião pública”.

A matéria informa ainda que, segundo as recomendações, “os órgãos noticiosos e editoriais e quem trabalha no setor devem fortalecer a autorregulamentação e aumentar com seriedade seu senso de responsabilidade e a capacidade de promover os valores socialistas centrais”.



Parágrafos omitidos



Curiosamente a Reuters Brasil, o Estadão e todos os demais, sem qualquer explicação para o leitor brasileiro, reproduziram apenas seis (6) dos onze (11) parágrafos da matéria original, divulgada pela própria Reuters.

Nos parágrafos omitidos as diretrizes do Partido Comunista Chinês, divulgadas pela agencia oficial Xinhua, explicitam que “os valores socialistas centrais” incluem “ideais sublimes como democracia, igualdade e estado de direito, mas também as posições orientadoras marxistas na China de hoje”.



China vs. Brasil



Sem entrar na questão sobre a natureza do regime chinês – socialismo ou país de economia mista, dirigido por um partido único? – o mais interessante, todavia, é comparar as orientações para a imprensa “estatal” na China com o comportamento padrão da imprensa privada em países capitalistas, como o Brasil.

Evidentemente não existe aqui um Partido Capitalista Brasileiro distribuindo orientações para que a imprensa “pare de noticiar ‘pontos de vista errados’, e que em vez disso cubra histórias positivas, que promovam ‘valores capitalistas’.

Ou lembrando que os meios de comunicação devem “manter resolutamente a correta orientação da opinião pública”.

Menos ainda, estabelecendo diretrizes para que “os órgãos noticiosos e editoriais e quem trabalha no setor (fortaleça) a autorregulamentação e (aumente) com seriedade seu senso de responsabilidade e a capacidade de promover os valores capitalistas centrais”.

Ou, explicando que “os valores capitalistas centrais” incluem “ideais sublimes como democracia, igualdade e estado de direito, mas também as posições orientadoras capitalistas no Brasil de hoje”.

Na verdade, a grande imprensa brasileira já faz tudo isso, dia após dia, sem que seja necessária qualquer orientação centralizada em um partido institucionalizado formalmente.

Somos mais práticos.

Aqui, simplesmente funciona assim.

Bernardo Kucinski e eu já argumentamos que apesar das eventuais divergências existentes na disputa de mercados, no Brasil, a grande mídia trabalha dentro de uma mesma lógica, como se existisse um único editor, um supra editor [cf. Diálogos da Perplexidade; Editora Perseu Abramo, 2009; pp. 97 segs].

No Prefácio para o meu Regulação das Comunicações (Paulus, 2011), Kucinski escreveu: “a mídia brasileira forma hoje um compacto político-ideológico em defesa dos fundamentos do modelo econômico chamado neoliberal: privatizações, terceirizações, flexibilização das leis trabalhistas e desregulação do movimento de capitais. Também combate em uníssono as principais políticas públicas dos governos Lula-Dilma, como o Bolsa Família, o Plano Nacional de Direitos Humanos, as cotas nas universidades e a política externa” [cf. p. 12].

Judith e Antonio



É verdade: as entidades empresariais que congregam os principais meios de comunicação no Brasil – a ANJ, a ABERT e a ANER – também orientam seus associados em defesa dos princípios “da livre iniciativa” que conduzem as operações desse tipo de empresa comercial no capitalismo.

Todavia, embora dirigentes dessas entidades já tenham reconhecido publicamente que a grande imprensa funciona como um partido político, não é necessário que se constitua e se registre no TSE um partido político formal que emita orientações para a imprensa brasileira.

Como se sabe, a ex-militante petista Judith Brito, à época presidente da ANJ, hoje diretora-superintendente do Grupo Folha e coloboradora do Instituto Millenium, declarou em março de 2010:

“A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses  meios de comunicação estão fazendo, de fato, a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo” [cf. “Ações contra tentativa de cercear a imprensa”, O Globo, 19/3/2010, pág. 10].

Neste ponto Judith Brito e Antonio Gramsci (1891-1937) não poderiam concordar mais.

Na sua famosa passagem sobre os partidos políticos nos Cadernos de Cárcere [1929-1935], o filósofo sardenho afirma:

“Será necessária a ação política (no sentido estrito) para que se possa falar de “partido político”? (…) o Estado-Maior intelectual do partido orgânico não pertence a nenhuma das frações, mas opera como se fosse uma força dirigente superior aos  partidos e às vezes reconhecida como tal pelo público. Essa função pode ser estudada com maior precisão se se parte do ponto de vista de que um jornal (ou um grupo de jornais), uma revista (ou um grupo de revistas) são também eles “partidos”, “frações de partido” ou “funções de um determinado partido”. Veja-se a função do Times na Inglaterra, a que teve o Corriere della Sera na Itália e também a função da chamada “imprensa de informação”, supostamente “apolítica”, e até a função da imprensa esportiva e da imprensa técnica” [cf. Maquiavel, a Política e o Estado Moderno; Civilização Brasileira, 1976, pp. 22-23).

No Brasil, tudo isso é tão comum, faz de tal maneira parte do cotidiano da grande imprensa, que nenhum partido político precisou orientar agência de notícias, jornal, portais e blogs para omitir que entre as novas diretrizes recomendados pelo Partido Comunista Chinês estão incluídos “ideais sublimes como democracia, igualdade e estado de direito, mas também as posições orientadores marxista”.

Todos simplesmente fizeram. Tão rotineiramente que nem merece uma nova matéria da agência Reuters.



(*) Venício A. de Lima é jornalista e sociólogo, professor titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado), pesquisador do Centro de Estudos Republicanos Brasileiros (Cerbras) da UFMG e organizador/autor com Juarez Guimarães de Liberdade de Expressão: as várias faces de um desafio, Paulus, 2013, entre outros livros.

Leia também:

Controle do PSDB sobre a mídia atrasa julgamento do mensalão tucano





38 comentários

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Eduardo

07 de janeiro de 2014 às 11h47

Desde os primordios estudados foi sempre assim. É apenas uma questão de poder e dominio. Não importa a fé, um Deus, a vida do semelhante e nenhuma outra vida , não importa a verdade,os direitos, as obrigações, a justiça, o bem estar da humanidade, nada importa antes do poder econômico. Tudo é função dele.Na China, no Brasil,nos USA,Israel,África,Dinamarca e em todos os impérios havidos,a mídia sempre foi na essência,no objeto,no âmago, instrumento para alcançe do poder econômico. Não importa nada! Assim também, nunca deveremos nos importar com quais armas combatê-la.Valem quaisquer armas! Inclusive os blogs que picham de sujos!

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wendel

02 de janeiro de 2014 às 17h55

Resposta a Claudia Dornelles:
Será Claudia? Na minha opinião, ela pode ter sido o “quarto poder” até o advento da internet, mas agora, se a notícia é manipuladora, em poucos minutos os blogs chamados por eles de “sujos”, a desmentirão!
Então minha cara, minha leitura de agora sobre a mídia/imprensa, é de que ela foi ultrapassada pela internet, que é a meu ve, repito, o Quarto Poder! Ainda bem…….

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Delano

02 de janeiro de 2014 às 16h51

A midia nacional critica a China por fazer isso com a midia,mas aqui no Brasil acontece o mesmo com a diferença que para isso, nao é o governo que impõe mas sim a propria midia e os seus interesses politicos, economicos e ideológicos. Mas voces no Brasil para os monopolios e oligopolios da midia majoritaria, bandida, sonegadora, corrupta e golpista e assim: China, governo totalitario,ditadura, cerceamento da liberdade de imprensa,comunismo… É isso mas no Brasil dos baroes desta mídia o caso é o mesmo.

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    Delano

    02 de janeiro de 2014 às 16h54

    Hipocrisia e cinismo é a propria midia no Brasil.

Apolônio

02 de janeiro de 2014 às 16h20

A mídia hoje, é cartelizada, o que um setor fala, os outros repetem. Isso é muito simples de explicar, eles defendem seus interesses com unhas e dentes. Esses interesses, não são os mesmos da maioria do povo brasileiro. Eles combatem Lula e Dilma, porque esse governo não é o governo deles. A grande mídia, atenta contra o estado democrático de direito no nosso país. Devemos fazer pressão para que venha o projeto de lei de inciativa popular para regular e democratizar a mídia nacional. Não vamos esperar isso de nossos legisladores. Esse projeto tem que sair, parece esse assunto está indo muito devagar entre nós.

Responder

    Mauro Assis

    03 de janeiro de 2014 às 09h12

    Apolônio,

    Imprensa boa é a que imprensa. O resto é armazém de secos e molhados.

Julio Silveira

02 de janeiro de 2014 às 13h30

Neste novo ano, vou iniciar minhas participações, sobre esse tema, rogando aos conterrâneos brasileiros, principalmente os esquerdistas, que virem esse disco. Por que já está evidente, neste assunto, não existirem interesses, em nenhuma das vertentes ideológicas com poder para mudar, por mudanças. A repetição desse tema para esquerdistas emocionais como eu (por que existem aqueles que foram doutrinados, e como qualquer outros alienados, seguem o que seu mestre mandar) e muito penosa por que ficam cada vez mais decepcionados com o tratamento que os elementos eleitos, que dizem comungar dos mesmos sentimentos, dão a esse tema. Acredito que levanta-lo afasta esquerdistas autênticos, separa-os de elementos que se dizem esquerdistas, desse governo. O que certamente trarão criticas daqueles que são doutrinados, mas que na verdade defendem interesses que não são da maioria da cidadania, uma cizânia indesejável, mas previsível, já que a critica terá que vir por que sangue de barata os esquerdistas emocionais não tem. Apesar de muitos dizerem ser esquerdistas, sabemos até hoje muitos esquerdistas vão até o nível das conveniências, depois passa para a ordem dos pragmatas onde se somam esquerdistas e direitistas, que na verdade são um só. Chega de hipocrisia politica é afinal conseguindo isso também estaremos contribuindo para uma reforma politica vinda de esquerdistas pelas bases. FELIZ NOVO ANO A TODOS.

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Mauro Assis

02 de janeiro de 2014 às 10h37

Quem sabe os jornalões simplesmente repercutiram a notícia da Reuters Brasil, que não continha os tais parágrafos?

Não vejo porque suprimir referências à democracia mudariam alguma coisa no texto. Qualquer referência à democracia vinda da China já não faria sentido por si, ou seja, enfatizaria o enfoque da notícia com mais ironia.

A não ser, claro, para quem tenha na China um exemplo de democracia…

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    Maria Izabel L Silva

    02 de janeiro de 2014 às 11h53

    Se não faz diferença, então por que a omissão? Por que suprimir o que parece não fazer sentido. Acho que para o bloco político- ideológico do qual fazem parte a Reuters e seus agregados tem razões para omitir. Não é tão sem sentido assim, quando a China fala de determinados valores tais como igualdade e democracia. De certa forma incomoda o ocidente. Principalmente vindo de uma potencia como a China. Se viesse de Cuba, nem seria citado. Viraria piada. Mas a China é diferente. Antes de explicar como estes valores se apresentam para os chineses, é melhor omiti-los. Assim ninguém fica sabendo que eles existem naquele país, mesmo que sejam diferentes dos nossos … (quem disse que democracia, igualdade e liberdade são iguais em todos os lugares??)

    Mauro Assis

    03 de janeiro de 2014 às 09h09

    Maria Izabel,

    A China é uma ditadura de partido único.
    Tá certo que esse modelo encanta muitos que por aqui passam, mas chamar de democracia o que rola por lá é brincadeira…

    Na minha hipótese a omissão se deu porque eles repercutiram a Reuters Brasil, que por sua vez omitiu o trololó democrático por ser uma piada pronta.

    Luís Carlos

    02 de janeiro de 2014 às 14h55

    O objetivo é manter o pensamento único, seja sobre o que é democracia e que só pode ser alcançada no capitalismo (como se fosse possível termos democracia em regime capitalista neoliberal?) imposto pelo modelo neoliberal dos EUA, seja sobre opiniões e valores a respeito da China, que não pode ser divulgada em hipóteses alguma, a não ser ara confirmar o que já é dito sobre ela há décadas. Omitir e manipular informações é o objetivo das agências de notícias e grandes veículos de comunicação corporativos privados.

    Mauro Assis

    03 de janeiro de 2014 às 09h10

    Luís,

    Por favor, veja a minha resposta ao comentarista anterior.

    Luís Carlos

    03 de janeiro de 2014 às 10h59

    Os EUA são ditadura de apenas dois partidos que se alternam no poder sem mudanças no país e no mundo.
    Aliás, não seria apenas um, de fato, visto que ambos se sustentam da mesma forma e representam interesses do grande capital? Democracia sem diferenças políticas e pensamento único?

    Mauro Assis

    03 de janeiro de 2014 às 13h08

    Luís Carlos,

    Primeiro: eu não fiz nenhuma referência aos EUA, só disse o óbvio, que uma democracia de um partido é uma impossibilidade conceitual, já que o grande valor da democracia é a alternância de poder. Mas já que vc resolveu comparar “democracias”, boralá:

    Nos EUA é livre a criação de partidos políticos. Se só 2 se destacam é pq a sociedade está contente com eles, mas existem outros. E por que eles estão satisfeitos? Porque a grande maioria da população americana vive bem e compreende que o capitalismo é o que dá a eles a oportunidade do progresso, ao mesmo tempo em que preserva os direitos individuais. Ou seja: o pensamento é “único” porque funciona, bicho! Sabe a história do time que tá ganhando? Perfeito não é, mas é o melhor que temos.

    Lá inclusive pode haver candidato independente, nem precisa de partido para ser candidato, o que seria impossível no nosso Salvelindo.

    É até piada comparar o regime americano com o chinês…

    Luís Carlos

    03 de janeiro de 2014 às 20h19

    Mauro
    Sei que você não citou os EUA, porém o fiz, porque diferentemente de você, vejo muitos motivos para comparação entre os dois países.
    A “democracia” dos estadunidense se resume a “alternância” de dois partidos, não sendo admitido, em nenhuma hipótese pelo “stabilishiment” nada diferente. Mudar isso, seria demais para o Capital, pois já aprendeu a ganhar, seja com democratas ou com republicanos. O Capital jamais perde nos EUA, nada, um milímetro sequer. Os donos do poder sempre vencem com o modelo de “democracia” estadunidense. Como diria um certo autor, “a melhor democracia que o dinheiro pode comprar”.
    Sobre as pessoas estarem “satisfeitas”, eu diria de outra forma, que estão anestesiadas e amedrontadas. A “democracia” estadunidense sabe como impor medo aos seus “cidadão”. Bush Jr usou muito bem isso (que já era feito antes, ele apenas foi mais fundo no método) com suas novas normas, leis que dão superpoderes ao Estado Leviatã neoliberal (super Estado para proteger “investimentos” que interessam ao Capital e surrupie direitos econômicos, sociais e políticos dos “cidadãos”) levando medo e insegurança a todos, sob o discurso segurança nacional, como estão fazendo com todos demais países, espionando e extorquindo.
    A democracia estadunidense viu, em plena contemporaneidade assassinatos de grandes personalidades que sequer foram esclarecidos. Presidente Kennedy (PRESIDENTE do país) assassinado e até hoje apenas um sujeito foi culpado, como se o assassinato do PRESIDENTE dos EUA fosse tramado e executado com sucesso por apenas um sujeito? Não foi o primeiro nem o único presidente dos EUA assassinados (se não estou equivocado foram ao menos 4 presidentes assassinados, entre eles A. Lincon).
    Assassinato de líderes civis como M. Luther King e Malcolm X, sem maiores apurações e com muitas nuvens pairando sobre esses assassinatos. A “democracia estadunidense é tão ampla e irrestrita que admite prisões sem processo legal, sem acusação, e mantém prisões para torturas de pessoas que sequer foram formalmente acusadas e processadas em vários países, de forma nada transparente e completamente obscura.
    Essa mesma democracia tem grande mídia que repete como monólogo versões oficiais sem questionar, e ainda persegue aqueles que “ousam” discordar, como, por exemplo, o caso das acusações de armas químicas no Iraque, usado para “justificar” invasão, pilhagem e saques àquele país. Até hoje nenhuma arma química foi encontrada e relatórios de fiscais da ONU como Hans Blix desmentem completamente o voluntarismo da “democrática” mídia corporativa dos EUA, porém ela fez o papel dela, justificou os saques e pilhagens em favor de algumas empresas ianques da área bélica ou de segurança, como a Blackwater, por exemplo, muito descrito em livro editado em português. Fortunas feitas com guerras que levaram bilhões dólares de lucro para os “mecenas da democracia” estadunidense, e morte e miséria para iraquianos.
    A democracia dos EUA é tão grande que Snowden e Assange, que apenas lidam com informações, ou seja, o direito à informação, são perseguidos e tratados como terroristas. A democracia ianque não aceita transparência.
    Como será que integrantes da mídia blogueira dos EUA como Democracy Now e Couterpunch avaliam a democracia estadunidense nos meios de comunicação? Achariam eles que essa maravilha que você afirma ser?
    Mesmo um ateu como eu, não posso desconsiderar e desrespeitar o direito a credo religioso e a tolerância religiosa. Nos EUA, ser praticante do Islã virou motivo de perseguições e, até prisão.
    Para lembrar, é a “democracia” estadunidense que você enaltece que silenciou diante do Apartheid na África do Sul, mesmo porque era a mesma situação nos EUA com a segregação racial e a KKK. A mesma “democracia” que não tem sistema de saúde universal e deixa seus cidadãos morrerem sem assistência a saúde se não puderem pagar. E o Canadá é ali ao lado…

    Luís Carlos

    03 de janeiro de 2014 às 21h04

    Mauro
    Como pode um Império (EUA) ser democrático? Não é da característica de um Império a democracia, mas sim a força, a imposição, o autoritarismo, belicismo, violência e intolerância. Dominar é seu único objetivo por diferentes meios, para diferentes metas.

Messias Franca de Macedo

02 de janeiro de 2014 às 07h10

A ‘veja’, ENFIM, NOS BRINDA!

Para começar o ano relembrando ‘os maiores crimes de corrupção da história da humanidade’! Ah! Todos estes – e outros -, eternamente IMPUNES!

AS CAPAS DA REVISTA ‘VEJA’ DA EDITORA ABRIL!

# REELEIÇÃO [de FHC] – a compra de votos no Congresso;

# E AGORA, FERNANDO [Henrique Cardoso]? – Qual é a saída para uma inflação de 5.500% ao ano;

# FISGADO PELA BOCA – o escândalo das fitas deixa Mendonça de Barros com um pé fora do governo;

# A RADIOGRAFIA DO ESCÂNDALO – Chico Lopes tem 1,6 milhões de dólares no exterior e não declarou à Receita Federal do Brasil; extratos bancários mostram que o TUCANO tinha um ‘laranja’ na Macrométrica; crescem as suspeitas de que a Macrométrica vendia informações do Banco Central do Brasil;

# CORRUPÇÃO – O BRASIL DIZ BASTA! Como a propina e a extorsão tomaram conta do país e o que se pode fazer contra essa praga;

# A SOMBRA EM FHC – as ligações e os negócios do *ex-assessor que estão fazendo um estrago na imagem do presidente.
*Eduardo Jorge Caldas Pereira;

# OS BASTIDORES DA CRISE – até que ponto o governo FHC foi atingido pelo caso Eduardo Jorge e quais são as chances de recuperação;

# A MÁFIA GRAMPEADA – em 369 telefonemas gravados, a Polícia Federal do Brasil descobriu um esquema de CORRUPÇÃO que arrancou 360 milhões da SUDAM e estava planejado para chegar a 1,5 bilhão de reais;

# ELES ENCOLHERAM O CONGRESSO – como o Senado se transformou na ‘Casa da Mentira’ com Jader, Arruda e ACM;

# A HISTÓRIA SECRETA DE UM GOLPE BILIONÁRIO – como o TUCANO Chico Lopes vendia informação do Banco Central; como Salvatore Cacciola grampeou o Esquema e, com as fitas nas mãos, forçou o Banco Central a socorrê-lo; como o escândalo foi abafado;

# PROPINA NA PRIVATIZAÇÃO, 15 MILHÕES NA VALE DO RIO DOCE – Ricardo Sérgio de Oliveira, o homem dos fundos de pensão, ex-caixa de campanha do DEMoTUCANATO, e a história dos 15 milhões pedidos ao consórcio que comprou a estatal Vale do Rio Doce. Dois ministros confirmam a história.

FONTE: capas da ‘veja’!

(http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/corrupcao/as-capas-de-veja-na-era-fhc-ou-como-o-pt-e-bom-aluno-de-goebbels/)

####

Ufa! E é só um ‘tantim’ da colossal LADROEIRA DEMoTUCANA!

‘o Domínio do Fato’: todos os LADRÕES ENVOLVIDOS NESSES MEGAESCÂNDALOS DE CORRUPÇÃO ESTÃO IMPUNES! Literalmente impunes – “e ainda por cima”, apontando os dedos sujos para ‘assassinar reputações’!…

PÊSAMES!

Messias Franca de Macedo

Responder

Mário SF Alves

01 de janeiro de 2014 às 23h49

“Como se sabe, a ex-militante petista Judith Brito, à época presidente da ANJ, hoje diretora-superintendente do Grupo Folha e colaboradora do Instituto Millenium, declarou em março de 2010:

“A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo, de fato, a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo” [cf. “Ações contra tentativa de cercear a imprensa”, O Globo, 19/3/2010, pág. 10].”
_________________________________________
O quê? Ex-militante ou ex-espiã que atuou no PT?
____________________________________________________________

Seja for, eis aí, no conjunto da obra do professor Venício, uma crítica oportuna e imprescindível. É a analogia que faltava.

__________________________________________________________________________

“ideais sublimes como democracia, igualdade e estado de direito, mas também as posições orientadoras do idealizador supremo do capitalismo neoliberal”.

Bom, já que dado o paradoxo nele contido, isso jamais constará das diretrizes do Partido Neoliberal do PiG, convém saber se o enunciado seguite seria CONSTITUCIONALMENTE possível:

“E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo, de fato, a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada.” Judith Brito, diretora-superintendente do Grupo Folha.

“Todavia, embora dirigentes dessas entidades já tenham reconhecido publicamente que a grande imprensa funciona como um partido político, não é necessário que se constitua e se registre no TSE um partido político formal que emita orientações para a imprensa brasileira.”
______________________________________________
Conclusão:

Mídia fora da lei.

Responder

    Viviane

    03 de janeiro de 2014 às 15h10

    “E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo, de fato, a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada.” Como a imprensa é boazinha! Já que os partidos não têm competência para fazer oposição, ela assume o lugar deles! O dito popular se encaixa como luva: “De boas intenções o inferno está cheio”…

Luís Carlos

01 de janeiro de 2014 às 23h48

A grande mídia especialemente, não exclui do pequenos veículos que fazem seu papel de repetição de notíciasdas grandes agências e dos grandes veículos, desempenham, desde muito, papel de facilitação e legitimação de conceitos, valores e ideários capitalista. Sempre foram aparelho ideológico para difundir ideologia dominante, garantindo interesses de seus proprietários e de quem os paga. O braço midiãtica do capital jamais jovará contra seus próprios interesses. De lá sai apenas veneno que é inoculado permanentemente nas pessoas. Atacaram e atacam todos que não seguem sua cartilha, de Malcon X a Fidel Castro, de Snowden a Brizola, ocultando, deturpando e combatendo homens e mulheres, movimento e grupos que ousam não se submeter ao vaticínio midiático do capital.

Responder

    Luís Carlos

    01 de janeiro de 2014 às 23h53

    Como exemplo recente ave lembrar o tratamento discriminatório dispensado a Lula e todos adjetivos propagados pela grande mídia na tentativa de que a população não se vinculasse e não se identificasse com Lula. Apesar de tudo, não deu certo, pelo contrário, o fenômeno Lula contribuiu decisivamente para libertação de grande parte da população do jugo tirânico da grande mídia sobre fatores identitários populares, permitindo à população perceber com maior nitidez toda sorte de manipulações da grande mídia.

    Mário SF Alves

    02 de janeiro de 2014 às 15h11

    Sim. E isso é, a meu ver, fenomenal.

Euler

01 de janeiro de 2014 às 23h12

…”Kucinski escreveu: “a mídia brasileira forma hoje um compacto político-ideológico em defesa dos fundamentos do modelo econômico chamado neoliberal: privatizações, terceirizações…”.

Muita sofisticação para o meu gosto. Vai no popular mesmo: a mídia brasileira forma hoje um grupo MAFIOSO, que joga pesado para derrubar governos comprometidos com os de baixo; que se presta a todo tipo de trabalho sujo – de acobertamento de crimes a golpes de estado com farda ou toga -, e que defende interesses próprios e dos seus aliados (ou dos padrinhos internacionais, ou dos financiadores internos e externos, como quiserem), sempre em oposição aos interesses da maioria da população brasileira.

Responder

Cláudio

01 de janeiro de 2014 às 22h55

Feliz ano novo !!! !

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” *** * Joseph Pulitzer.


“Se você não for cuidadoso(a), os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo.” *** * Malcolm X.



Ley de Medios Já ! ! ! . . .



Responder

    Mário SF Alves

    02 de janeiro de 2014 às 15h12

    Cláudio,
    Não nos deixe esquecer disso.
    Obrigado,
    Mário.

    Luís Carlos

    02 de janeiro de 2014 às 18h12

    A frase do Malcolm X é muita clara e nos permite perceber o que a grande mídia faz, por exemplo, com o MST, transformando explorados em bandidos, ou com Snowden, entre tantos outros.

silvio carlos nobre

01 de janeiro de 2014 às 20h49

E esse ano e que se tem que ficar atento mesmo com a eleicao! A operacao golpe disfacada de constitucionalidade, como ouve no Paraguai e se tenta na Argentina e Venezuela, ja ta em campo. Afinal o ” Rei Joaquim- O Grande” ja consequiu um emprego pro filho na Globo.

Responder

Fabio Passos

01 de janeiro de 2014 às 19h19

Há uma diferença fundamental.

Enquanto o objetivo da mídia chinesa é garantir os interesses nacionais chineses… o da nossa mídia-lixo-corporativa é defender interesses estrangeiros contra os interesses do Brasil.

A mídia chinesa defende a soberania chinesa e trabalha para construir um império.
Nossa mídia-lixo-corporativa trabalha para nos manter uma colônia atrasada… explorada pelas nações super desenvolvidas.

Responder

    Mário SF Alves

    01 de janeiro de 2014 às 23h24

    É… infelizmente é esse o exato estágio da coisa por aqui, em terras tupiniquins, na Terra Brasilis, na Ilha de Vera Cruz ou Terra de Vera Cruz (Terra da Verdadeira Cruz ou Terra da Santa Cruz), nos Estados Unidos do Brazil, e por aí vai.

    Caramba! Crise de identidade até no nome.

    Uma das características da chegada de espanhóis e portugueses ao continente hoje chamado de América foi a incerteza em relação à natureza da coisa. Eram as Índias, era um mundo novo, uma ilha, um continente? Colombo achava que eram as Índias Ocidentais, Cabral pensou que era uma ilha, Vespúcio desconfiou que era um continente novamente descoberto. A incerteza em relação ao todo reproduziu-se em relação às partes, sobretudo àquelas habitadas por povos nômades com baixo grau de organização social.

    Foi o caso da parte visitada por Cabral em 1500. Ao longo dos séculos XVI e XVII, ela foi batizada com vários nomes. A disputa sobre como grafar Brasil estendeu-se até o século XX. E até hoje se discute a origem do nome. Difícil imaginar outro país com tão grande dificuldade de decidir até mesmo seu próprio nome. A nova terra foi denominada Pindorama (Terra das Palmeiras, antes de 1500), Ilha (Terra) de Vera Cruz (1500), Terra de Santa Cruz (1501), Terra Papagalli (1502), Mundus novus (1503), América (1507), Terra do Brasil (1507), Índia Ocidental (1578), Brazil (século XIX), Brasil (século XX).

    Fonte: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/o-brasil-e-seus-nomes

    Marat

    01 de janeiro de 2014 às 23h30

    Falou e disse, Fábio. Não podemos nos esquecer que o nosso triste PIG se vendeu. Lembra-se da matéria da Carta Capital (de 2005 ou 2006), em que um ex-agente da CIA, Carlos Costa, denunciou que nossos jornali$tas se vendem ao dinheiro estadunidense?

    Fabio Passos

    02 de janeiro de 2014 às 19h11

    Sim. Seguem o mau exemplo do patrão até para se vender…

Jose Saguy Tenorio

01 de janeiro de 2014 às 19h07

Uma piada contada por amigo que é a seguinte: Em visita ao Brasil o Ratzinger, o papa alemão, quis conhecer o rio Amazonas, e acompanhado pelo então presidente Lula, em uma Balsa repleta de acompanhantes e a imprensa que cobria o evento, quando aconteceu um incidente, uma criança cai de um barco que estava próximo, uns vinte metros, da Balsa das autoridades e criou-se o maior desespero para salvar a criança que se afogava, aí o presidente Lula, decidiu salvar a criança e saiu andando rápido sobre as águas sem afundar, foi lá, pegou a criança, trouxe-a com segurança para a Balsa, o papa e todos que assistiram todo o desenrolar do episódio, aplaudiram o gesto do Lula. No dia seguinte a Folha sai com a seguinte manchete: O Lula não sabe nadar.

Em outras palavras, fiquem atentos com a grande imprensa: Folha de S.Paulo, Estadão, Globo Veja e mais alguma como Bandeirantes, e Jovem Pan que acham que é imprensa. Felicidade Geral em 2014.

Responder

    Edemar Motta

    01 de janeiro de 2014 às 20h38

    O PiG age exatamente assim.

    Mineiro sem liberdade

    02 de janeiro de 2014 às 02h09

    Boa, José. Excelente explicação das atitudes do PIG no Brasil. Simples e direta como nosso Lula e outro Mestre que falava em parábolas.

Marat

01 de janeiro de 2014 às 15h40

Os Estados Unidos são uma enorme ditadura. O problema é que graças às suas mesadas, o pessoal do PIG ajuda a idiotizar grande parte de nossa população!

Responder

    Livre para obedecer...

    01 de janeiro de 2014 às 16h41

    Todo país tem sua mídia Fox-Simpson…

    Marat

    01 de janeiro de 2014 às 17h47

    Caro Livre, um mundo liderado por psicopatas só poderia estar onde está, à beira do abismo…

    Mário SF Alves

    02 de janeiro de 2014 às 15h02

    Sim. Concordo. Mas, esse argumento é feito sob medida para aqueles que vivem naquela terra do quem um olho é rei saírem pela tangente.
    ____________________________________

    A questão que está posta é:

    Ditadura para alguém. Tá. Só não pode ser ditadura para a maioria da população.
    __________________________________________________
    Lembra a Tigresa do Caetano, naquela estrofe que diz que “o bem só é bem para quem ele faz bem”?

    Então. É isso. Entendeu?


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