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Cebes e Abrasco apontam à Dilma os caminhos para a saúde

23 de junho de 2013 às 19h36

Cebes e Abrasco: Presidenta, importar médicos não resolverá nossos problemas de saúde

A saúde que queremos: pública, gratuita e de qualidade

Nota do Cebes e Abrasco à presidenta Dilma Rousseff

A Saúde que queremos: pública, gratuita e de qualidade

Nós, do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) e da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), como entidades do Movimento da Reforma Sanitária pela democratização e direito universal à saúde, celebramos a presença da saúde entre as pautas dos movimentos sociais nas ruas das nossas cidades.

Queremos ainda nos manifestar quanto ao discurso da Sra. Presidenta da República, que mostra sensibilidade para ouvir as vozes das ruas, mas que apresenta como única proposta para a melhoria de saúde do povo brasileiro a importação de médicos estrangeiros.

Esta estratégia, que deve ter caráter de solução emergencial e provisória para a escassez desses profissionais em algumas áreas do país, não resolverá os nossos persistentes, graves e complexos problemas da saúde.

Senhora Presidenta, senhores governantes, senhores dirigentes de partidos, senhores parlamentares: quando o povo clama por mais saúde, precisamos pensar e agir por acesso universal e gratuito, serviços de qualidade e atendimento integral e resolutivo.

A política governamental deve ainda ter como um de seus objetivos centrais eliminar as intoleráveis desigualdades e iniquidades em saúde, incompatíveis com o desenvolvimento do país.

É imprescindível a retomada da saúde no contexto da Seguridade Social, como direito social articulado aos demais setores de bem estar social. Saúde deve estar no centro do projeto de desenvolvimento econômico e social, não apenas por que é um importante setor da economia, mas por ser essencial para a qualidade de vida da população.

O caminho pra atingir o objetivo da melhoria da assistência é a consolidação do projeto constitucional do Sistema Único de Saúde, que deve ser implementado sob o primado do interesse publico e não dos interesses de grupos vinculados ao mercado.

É necessário mais recursos para a saúde para realizar mais investimento na infraestrutura dos serviços, equipamentos, carreiras profissionais, insumos e em todas as garantias para o bom funcionamento dos serviços públicos.

É preciso regular e frear a perversa mercantilização da saúde já percebida e rejeitada pela população. Isso é o que o povo necessita e o que deve ser ouvido das ruas nesse importante momento para a democracia nacional.

Estes são os compromissos que o Estado Brasileiro, a sociedade e os Governos devem assumir para a melhoria efetiva da Saúde:

Por 10% das Receitas Brutas da União para a Saúde;

Por destinação de parcela dos royalties do petróleo para a Saúde;

Pelo reestabelecimento do Orçamento da Seguridade Social e da Saúde;

Por investimentos na ampliação e melhorias imediatas na rede pública do SUS;

Por planos de cargos e salários para trabalhadores do SUS;

Pelo Serviço Civil para profissionais de nível superior de saúde;

Pelo acesso universal a medicamentos em todo território nacional;

Contra a mercantilização e a privatização da saúde;

Contra subsídios públicos aos Planos Privados de Saúde e pelo ressarcimento ao SUS;

Contra o capital estrangeiro nos serviços de assistência à saúde.

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Messias Franca de Macedo

26/06/2013 - 10h06

Quando Serra e PSDB eram a favor da vinda de medicos cubanos
junho 26th, 2013 by mariafro
Quando José Serra e o PSDB também queriam dar o “golpe comunista” e importar “guerrilheiros cubanos” disfarçados de médicos.

FOLHA

São Paulo Sábado 15 de Janeiro de 2000

Governo regula trabalho de médicos estrangeiros no país

Por: Daniel Nahass, free-lance para a Folha

Pela primeira vez o governo federal vai regulamentar a atuação de médicos estrangeiros no Brasil. O Ministério da Saúde elaborou um decreto que está na Casa Civil da Presidência da República e deve ser assinado nos próximos dias.
O decreto autoriza a atuação de médicos estrangeiros onde não haja médicos brasileiros.
Levantamento do CEM (Conselho Federal de Medicina) constatou que 59,4% dos médicos brasileiros trabalham nas capitais e apenas 39,5% atuam no interior.
O Ministério da Saúde informou que não existem médicos em 850 dos 5.507 municípios brasileiros (veja texto abaixo e quadro ao lado).
Poderão trabalhar no Brasil médicos de países que mantêm relação comercial com o Brasil. Segundo a Folha apurou, o objetivo do decreto é regulamentar a atividade dos médicos cubanos que estão atuando irregularmente na região Norte, principalmente no Estado do Tocantins.
O acerto com o governo cubano teria sido feito pessoalmente pelo ministro José Serra (Saúde) quando ele esteve em Cuba em 1999.
Dados do CFM demonstram que os médicos brasileiros se concentram nas capitais do país, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Nas regiões Norte e Nordeste há carência de médicos, principalmente no interior.
O decreto estabelece algumas regras para contratação de estrangeiros. A prefeitura tem de provar que tentou durante um mês conseguir um profissional brasileiro para a vaga.
Será criada uma comissão do governo federal e da sociedade civil para avaliar se o currículo do médico estrangeiro é compatível com os padrões brasileiros. A comissão visitará universidades estrangeiras para avaliá-las.
O médico estrangeiro só poderá trabalhar até três anos no Brasil.
Esse profissional também ficará proibido de se candidatar a cargos eletivos e não poderá fazer parte dos conselhos de medicina.
O presidente do CFM, Edson de Oliveira Andrade, afirmou que a entidade é contra a regulamentação do trabalho de médicos estrangeiros no Brasil.
Segundo ele, o que falta no país é uma política que incentive os médicos brasileiros a irem trabalhar no interior. “Nunca houve uma política de interiorização no Brasil”, disse.

em http://mariafro.com/2013/06/26/quando-serra-e-psdb-eram-a-favor-da-vinda-de-medicos-cubanos/

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25/06/2013 - 16h24

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25/06/2013 - 13h06

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Messias Franca de Macedo

25/06/2013 - 11h24

A presidente Dilma Rousseff por Ernesto ‘Che’ Guevara:

“Para auscultar o coração de um povo não é preciso usar estetoscópio: bastar, apenas, ter coração!”

BRASIL NAÇÃO – em homenagem a presidente Dilma Vana Rousseff e ao [eterno] presidente Luiz Inácio Lula da Silva, extensiva ao honesto, sapiente e impávido povo trabalhador brasileiro

Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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    Gildásio

    25/06/2013 - 11h39

    Cai nessa, amigo! Vai esperando. Che Guevara era médico e como médico sabia das alternativas para atender alguém em qualquer situação de emergência.
    Mas vá esperando, numa dessas vc vai para o beleléu!E aí “Era uma vez o Messias Franca de Macedo

Jorge

24/06/2013 - 22h14

+ do mesmo, maquiado, mesmo assim o governo deu uma recuada…
Ministro explica pacto proposto por Dilma na área de saúde
http://mais.uol.com.br/view/1575mnadmj5c/ministro-explica-pacto-proposto-por-dilma-na-area-de-saude-04028C1A3072D8A94326?types=A&

Governo Federal vai levar mais médicos para áreas remotas
Municípios devem incentivar a ida de médicos priorizando brasileiros
http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=3&cid=163606

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Berenice

24/06/2013 - 18h58

O Dr. Luís Carlos parece odiar seus colegas de profissão, pois o que deles fala é como se todos fossem malandros. Há médicos malandros,pois na medicina, como em todas as profissões há gente que presta e as que não prestam. O que não quer dizer que possamos julgar todos de uma profissão pela nossa régua pessoal de maldade ou de bondade.
Há um ditado antigo que diz “O bom julgador por si julga os outros”. Talvez tenha uma pontinha de verdade.
Por outro lado, agora entrando na incredulidade dele se há médicos que escolherão a dedicação exclusiva, eu acho que sim. Não dá pra duvidar que não. Salário digno e condições de trabalho humanizada todo mundo quer. Temos de tentar. Tal experiência nunca foi feita no Brasil, por que não fazê-la? Ou seja, O Dr. Luís Carlos fala de algo que ele não sabe, pois nunca viu. Acho deprimente.

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    Luís Carlos

    24/06/2013 - 22h33

    Berenice

    Não sou doutor, tenho apenas especializações latu e strictu sensu. Não sou médico. Como disse em outros posts, sou psicólogo. Não odeio ninguém, pelo contrário. Disse em outros posts nesse blog, sobre esse tema, que tive e tenho a satisfação de ter trabalhado com médicos que me fazem sentir orgulho de tê-los(as) como colegas de saúde pública, sejam mais velhos ou mais jovens que eu. Médicos que enfrentam situações junto com demais trabalhadores de saúde que poucas pessoas teriam capacidade de enfrentar, e compromisso com população que poucas pessoas, em seus trabalhos conseguem demonstrar. Acredite, já rodei o país em diversas situações e em todas as regiões. Vi médicos (já que falamos de médicos e da medicina na saúde pública nesse post) lidando com situações as mais adversas, fossem eles/elas brasileiros formados no Brasil ou no exterior (como estes que tem sido rechaçados por algumas pessoas aqui). Por outro lado, experienciei fatos, nada raros, por todo o país (literalmente) em que médicos (não só médicos, mas como esse é o ponto em questão na discussão) que não fazem jus à saúde pública e suas populações, e não eram poucos casos ou minoria.
    Não se trata de ódio, pelo contrário, justamente se trata de compromisso com a saúde pública e com a população brasileira.
    Conheci sim médicos, ao contrário do que dizes, com vínculo único, exclusivo, não por poder normativo, mas por pura opção e compromisso, e todos, nesses casos, eram médicos de saúde da família. Todos(as). Médicos de saúde da família, que não raramente são achincalhados por colegas médicos como “médicos de pobre” ou “médicos incompetentes” pois nunca serão ricos. Ninguém me contou, vi e ouvi isso, não uma única vez. Os sanitaristas, entre os quais me incluo, junto com tantos outros trabalhadores de saúde, de diversas profissões sabem bem ao que me refiro.
    Vi justamente médica brasileira, formada em Cuba, no interior do AC, atendendo população ribeirinha, dois dias de voadeira, rio acima, fazer serviço que médicos brasileiros, como ela, mas formados no Brasil se recusavam a fazer, mesmo sendo concursados, e ganhando mais que ela. Vi, centenas, posso afirmar, milhares de vezes cobrarem, extorquirem dinheiro de pacientes para serem atendidos pelo SUS, de forma ultrajante, mesmo quando os equipamentos foram comprados com recursos públicos para garantir acesso aos cidadãos, e esses médicos ganharem dinheiro às custas da miséria e sofrimento alheio, de forma absolutamente ilegal e abjeta. E que não se pense que são casos isolados. Milhares de casos de relatos de cidadãos, em diferentes pontos do país, que tiveram seus dados usados por médicos indevidamente para faturar contra o SUS, ou ainda, mulheres sendo vítimas de maus tratos médicos no momento do parto, dente inúmeros diferentes casos que poderia relatar, em diversas partes do país, não só nos interiores do Brasil, mas em grandes cidades também, e muito.
    Diferente do que afirmas, falo do que conheço e experienciei como trabalhador exculisivamente da saúde pública, há mais de duas décadas. Repito: exclusivamente dedicados ã saúde pública, sem fazer dela “bico”. Ódio!?? Sim, vi muito, no comportamento de médicos que desrespeitam cidadãos, desprezam as pessoas, não olham para elas, e as tratam de forma agressiva e criminosa, descumprimento de carga horária, atendendo em seus consultórios privados em horário que deveriam estar no serviço público, negociando com indústria farmacêutica benefícios ao prescrever medicamentos, cobrando de pessoas para serem atendidas pelo SUS (inclusive e principalemente para partos), quebrando equipamentos públicos para não trabalhar, desprezando colegas de trabalho médicos e não médicos, forçando cesarianas em casos que a gestante prefere o parto normal, etc, etc, etc… E não diga que são exceções. Pelo contrário, exceções são os médicos que citei no começo desse texto dos quais me orgulho de ter trabalhado e de trabalhar com eles/elas.
    Recebo para trabalhar e exercer minha profissão, sem precisar cobrar das pessoas para isso, pois o SUS me paga. Tenho orgulho de trabalhar no SUS, em dedicação exclusiva, sem outro vínculo. Não tenho,plano privado de saúde, pois acredito no SUS e sei que o que fazemos diariamente, atendendo milhares de pessoas, jamais será feito por plano de saúde privado. Sei que se não mudarmos o modelo de atenção à saúde no país, eternizaremos indicadores de saúde ruins e obstaculizaremos acesso aos serviços de saúde universais.
    Lamento pelos que tentam, de todas formas evitar a vinda de médicos formados fora do Brasil para contribuir para a melhoria dos serviços de saúde, desmerecendo médicos qualificados com mentiras, achincalhando o trabalho dessas pessoas, sendo estrangeiros ou brasileiros formados fora do país, ou fazendo provas do Revalida muito mais difíceis do que provas feitas para residências aqui no Brasil ( repito o que disse em outro post: coordenei GT do Conselho Nacional de Saúde sobre esse tema e sei o que era o Revalida e o que ainda é hoje, apesar das ações dos Ministérios da Educação e da Saúde para transpor os obstáculos impostos ao exame). Não contribuem com a saúde pública e menos ainda com a população brasileira, mistificando o tema e escondendo fatos como a falta crônica de médicos no Brasil.
    Defendo e defenderei sempre medidas que ampliem acesso aos serviços de saúde e signifiquem mudança no modelo de atenção à saúde e jamais defendi e jamais defenderei pautas de cunho corporativo em detrimento da população a quem sirvo.
    A luta de classes se explicita na saúde püblica, com os que não gostam dela, são,adversários dela, mas querem tirar o màximo d perverto dela pois onde hà orçamento público há interesses privados. Nessa luta não há meio termo. Existem os que querem se aproveitar dela e dos usuários do SUS e os que querem lutar por ela com os cidadãos desse país. As entidades médicas poderiam fazer o que ainda não fizeram, assumir compromisso com a saúde pública e a população brasileira e demonstrar que eu, e todos que concordamos com a vinda de médicos de fora do país estejamos errados sobre elas.

    Luiz Augusto Marcondes

    30/06/2013 - 13h12

    Sou médico e concordo com tudo. As entidades médicas jamais irão se posicionar a favor de propostas progressistas e a favor da maioria da população porque são dominadas por dirigentes que cultivam a mesma ideologia das classes dominantes, e quando dizem defender o SUS, que desprezam, o fazem apenas por razões táticas, mas é pura hipocrisia. Aliás, não apenas os dirigentes, mas também a maior parte dos médicos cultivam, consciente ou inconscientemente, a mesma ideologia e têm a mesma postura. Nesse sentido, as entidades os representam perfeitamente.

O aviso de incêndio soou: A esquerda diante do "gigante verde-amarelo" - Viomundo - O que você não vê na mídia

24/06/2013 - 12h30

[…] Cebes e Abrasco apontam à Dilma os caminhos para a saúde no Brasil […]

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Zilda

24/06/2013 - 11h18

Para quem solicitou uma matéria esclarecedora sobre a falta de médicos no Brasil.

domingo, 23 de junho de 2013

Por que médicos estrangeiros? Brasileiros só preencheram 3.800 vagas de 13 mil abertas.

Dos 13 mil médicos solicitados por prefeituras para atuar em áreas carentes, pelo Programa de Valorização da Atenção Básica (Provab), 4.392 se inscreveram, e 3.800 assinaram contrato.

O número equivale a 29% das vagas abertas. Dos 2.856 municípios inscritos no programa, 1.291 receberam médicos do programa e para outros 1.581 municípios nenhum médico quis ir.

O Provab é uma tentativa de levar médicos para as áreas carentes do país.

Para não deixar a população destas áreas sem médicos, é que o Brasil precisa contratar médicos estrangeiros temporários, já que as vagas oferecidas para os brasileiros não foram preenchidas.

Equipamentos

Paralelamente à atração de médicos,há o investimento na infraestrutura. R$ 1,6 bilhão de créditos estão disponibilizados às prefeituras para reforma, ampliação e construção de UBS (Unidades Básicas de Saúde).

O déficit por região

Na Região Norte, 66% dos municípios que pediram médicos pelo Provab não atraíram sequer um.

No Centro-Oeste, 64% dos municípios não atraíram sequer um médico pelo Provab.

No Sul, 74% dos municípios não conseguiram atrair sequer um médico.

No Nordeste, 41% dos municípios não atraíram nenhum médico.

No Sudeste, 54% dos municípios não conseguiram atrair sequer um médico.

Em todo o Brasil, 55%dos municípios que solicitaram médicos não conseguiram sequer um. Dos 2.867 municípios que pediram profissionais pelo Provab, 1.581 municípios não atraíram nenhum.

(Informações do Ministério da Saúde)

Responder

    Carlos Eduardo

    24/06/2013 - 14h14

    Pois, então, que o Ministro da Saúde, em cadeia nacional e em horário nobre, informar a população e aos médicos que criticam a vinda de médicos estrangeiros.
    E que não vá por região em sua explanação e sim por estado.

Giane Prereia

24/06/2013 - 10h41

As Misericórdias passam o pires direto e reto. Em qualquer governo. E ganham. Mas não mostram melhorias no serviço. Por que será? O governo federal socorre as Misericórdias o tempo todo e elas nunca saem do vermelho e então partem para a chantagem. Sempre!

Santas Casas terão apoio financeiro em troca de ampliação de atendimento

Com a medida, em um prazo máximo de 15 anos, os débitos das instituições que aderirem ao programa serão quitados

O Ministério da Saúde anunciou um conjunto de medidas para recuperação econômica dos hospitais filantrópicos e das Santas Casas do país. O governo federal encaminhou, na última sexta-feira (21), em caráter de urgência, um projeto de lei que cria um programa de apoio financeiro a essas unidades. Com a medida, em um prazo máximo de 15 anos, os débitos das instituições que aderirem ao programa serão quitados. Em contrapartida, os hospitais devem ampliar o atendimento de exames, cirurgias e atendimentos a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, o valor repassado pelo Ministério da Saúde de incentivo à contratualização vai dobrar, com um adicional de R$ 2 bilhões em 2014.

“A proposta é que essas instituições troquem dívidas por ampliação do atendimento SUS”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “Outra grande vantagem ao aderir essa nova estratégia é que, além de poder zerar suas dívidas, as entidades filantrópicas receberão certidões que permitem contratar empréstimo junto a instituições financeiras”, acrescentou.

Por meio do Prosus, como será chamado o programa de fortalecimento das Santas Casas, as entidades terão o apoio do Fundo Nacional de Saúde (FNS) para manter em dia o pagamento de débitos correntes, evitando, assim, o aumento da sua dívida e quitando gradativamente o valor total. Para isso, todo mês, o FNS vai reter dos recursos destinado ao custeio o valor equivalente à dívida corrente das unidades que aderirem ao programa, garantindo o seu pagamento.

Essa dinâmica funcionará por 15 anos (180 meses) e, após esse prazo, as unidades que mantiverem os pagamentos em dia e aumentarem em 5% os servidos oferecidos ao SUS, terão seus débitos zerados. Com a medida, as entidades voltam a ter acesso ao crédito bancário, passam a poder realizar contrato público, entre outras vantagens.

Incentivo – Além do apoio para recuperação financeira, o Ministério da Saúde destinará mais R$ 2 bilhões por ano para aumentar o número de hospitais filantrópicos contratualizados e ampliar o incentivo repassado a essas unidades para atendimento de pacientes do SUS. A previsão para este ano é firmar parceria com mais de 200 hospitais, gerando impacto financeiro de R$ 305,7 milhões por ano. O restante do valor, equivalente a R$ 739 milhões por ano, serão destinados à expansão dos serviços nas unidades e melhoria da qualidade da assistência prestada. Atualmente, 1,7 mil hospitais filantrópicos prestam serviços ao SUS.

O Projeto de Lei que cria o Prosus será encaminhado, em regime de urgência, ao Congresso Nacional. Para aderir ao programa, a entidade privada de saúde filantrópica ou sem fins lucrativos deverá encaminhar requerimento à Receita Federal próxima da sua sede até 6 de dezembro deste ano. O prazo de 15 anos para pagamento da dívida passa a contar a partir da adesão ao programa. O abatimento da dívida, começando pelas mais antigas, será feita primeiramente dos débitos inscritos na Dívida Ativa da União, seguido pelos débitos no âmbito da Receita Federal.

Ações – Esse conjunto de medidas soma-se a uma série de outras iniciativas adotadas pelo Ministério da Saúde em apoio a sustentabilidade das entidades filantrópicas e Santas Casas. Em 2012, houve incremento de R$ 572,3 milhões no total investido nas unidades que atendem pelo SUS. Os recursos adicionais foram repassados aos hospitais que aderiram à Rede Cegonha, que prevê a assistência integral à gestante e ao bebê e à Rede de Urgência e Emergência, voltada à melhoria da atenção nos prontos-socorros. Soma-se a esse valor, o aumento do incentivo à contratualização, os repasses para reformas e compra de equipamentos e o reajuste no valor das cirurgias oncológicas.

Em um ano, os incentivos pagos aos principais hospitais filantrópicos para o atendimento de usuários do SUS saltaram 185%, chegando a R$ 968,6 milhões em 2012, contra R$ 340 milhões em 2011. Nos últimos cinco anos, foram feitos quatro reajustes, sendo dois só em 2012. São recursos que garantem a contratualização dos serviços e estão vinculados ao cumprimento de metas. Também houve aumento de 50% no valor destinado a obras e compra de equipamentos, que passou de R$ 400 milhões, em 2011, para R$ 600 milhões, em 2012.

O reajuste no valor das cirurgias oncológicas fez com que os repasses nessa área passassem de R$ 56 milhões para R$ 116 milhões. O ministério também passou a destinar 20% a mais aos 60 hospitais filantrópicos que atendem 100% SUS – o equivalente a R$ 83,4 milhões em 2012. Para o custeio total dos serviços, foram repassados R$ 9,7 bilhões para o atendimento e mais R$ 1,8 bilhão de incentivo, totalizando R$ 11,7 bilhões.

Informações na página do Ministério da Saúde na internet.
http://migre.me/f9SRq

Responder

Ceiça Araújo

24/06/2013 - 09h36

Azenha, sugiro uma matéria expositiva sobre o número de médicos que o país possui e a necessidade para atender à demanda, contendo informações sobre quantos se concentram nas grandes cidades e onde o número diminui (ou nem existe!); também, média salarial desses profissionais. A discussão precisa ser aprofundada com dados para que se possa formar uma opinião mais abalizada e embasada, sem se prender APENAS às questões políticas. É importante não esquecer da necessidade emergencial da população que sofre por falta de atendimento médico e hospitalar, tanto na área metropolitana quanto na interiorana. Há falta de médicos no Brasil, ou apenas de condições para o médico trabalhar? Para onde estão indo os novos médicos recém formados? Caso as condições necessárias se efetivem, a disponibilidade desses profissionais atenderá à demanda? Isso precisa ser esclarecido para se entender o problema. A grande imprensa tem mostrado as condições de nossos hospitais públicos e profissionais dessas redes que não comparecem ao trabalho no dia que deveriam comparecer. E nesse meio está a população não abastada. Necessário se faz, portanto, uma espécie de “raio X” da saúde brasileira e seus profissionais. O povo quer e precisa saber.

Responder

Eudes Pinho

24/06/2013 - 09h23

Tá tudo errado e o ministro Padilha contribuindo para errar mais. O cara é um igrejeiro fundamentalista e a mando do Vaticano. Na boa, de cara limpa. Quando o Vaticano manda no Ministério da Saúde de uma país chegamos às trevas. É isso o que está acontecendo. O Ministério da Saúde é o Ministério das Trevas.
Tudo o que o Padilha inventa dá polêmica. E por que dá? A presidenta deveria se perguntar. Sempre votei no PT, mas no Padilha jamais votarei. Aliás, o bom dele ser candidato a governado é que vai sair do Ministério da Saúde.
Quanto a trazer médicos estrangeiros, nada a contestar desde que eles sejam avaliados segundo as leis brasileiras. Como não avalaiá-los? Isto é uma desconsideração para com o povo.

Responder

Romanelli

24/06/2013 - 08h08

tá tudo muito bom, concordo ..mas, convenhamos, um pouco teórico

Aqui em SP os recursos pra SAÚDE se perdem em instancias e CACIQUES que estão na esfera federal, estadual e municipal ..e isso pega tanto em clínica, hospital, como distribuição de medicamento tb

Penso que há que se definir quem efetivamente MANDA e que deva ser responsabilizado ..francamente, penso que tem muito cacique pra pouco índio ..e isso pesa

E o que dizer dos quase 40% da população que não sofrem nenhum tipo de acolhimento ?

Me refiro aos HOMENS jovens, adultos e idosos que NÃO contam com nenhum tipo de assistência preventiva como conta a mulher por exemplo ..sendo aqui UM dos fatores de vivermos menos e MUITO pior do que elas.

Quem sabe aqui de algum programa que vise a “saúde do homem” ? ..e não vale só o dedo no fiofó, que além de limitado SEQUER encontramos médicos e horários suficientes que se disponham a fazê-lo.

Penso que esta na hora de implantarmos um sistema MAIS MODERNO, um que acompanhado de CADASTRO UNICO (pra evitar desvios e corrupção) poderia ser mais efetivo ..um que ofertasse EXAMES PREVENTIVOS a faixas de idade definidas, quebradas por sexo e etnia por exemplo (se for o caso)

Vocês já imaginaram os benefícios que um hemograma programado poderia representar de economia pro Estado e em melhoria de qualidade de vida ?

..de como doenças descobertas de forma preventiva, tipo um diabetes, pressão alta, insuficiência de órgãos e doenças transmissíveis poderia acarretar de sobrevida e de ECONOMIA de custos mais à frente ?

..aliás, cá entre nós, se bem feito tais exames deveriam ser OBRIGATÓRIOS

então ..pq não ?

Responder

Murdok

24/06/2013 - 07h02

Esse é o momento: imposto sobre as grandes fortunas.

Responder

    Romanelli

    24/06/2013 - 09h21

    claro ..que NÃO !!!!!

    Este imposto seria ABSURDAMENTE ineficiente e demagógico ..afinal, a maioria dos nossos BILIONÁRIOS já moram na Europa, ou estão devidamente registrados em off shores no Caribe ..e fortuna NÃO significa liquidez (vide o EIKE).

    O melhor seria SIM a re-implantação da CPMF ..o unico barato, que pegaria traficante e sonegador ..que inverteria nossa lógica nefasta, incidindo mais em poupador, do que consumidor (de renda menor) ..um imposto LIMPO, desburocratizado, pequeno, ínfimo, mas AMPLO ..e já testado

    agora, pra ficar legal e gerar menos encrenca, deveria ser compensado em igual monta com a DIMINUIÇÃO de impostos que pegam no consumo, os tais regressivos.

    Luís Carlos

    24/06/2013 - 17h32

    Concordo com você. Apenas uma observação, CPMF não era imposto e sim contribuição, e por isso mesmo, podendo ser investido apenas na Seguridade Social, e não em outras áreas como impostos podem.

Saçuober

24/06/2013 - 06h18

Está difícil, os profissionais de medicina são essenciais a saúde, eles estão muito bem representados no executivo, através de prefeitos e governadores, estão muito bem representados nas casas legislativas, fazem parte dos núcleos de onde demandam as decisões e ações do país.
Não entendo porque estes representantes não tornaram a saúde pública melhor e porque toda esta celeuma devido a importação de seis mil médicos, pedir que seja dado as mesmas condições de excelencia de alguns hospitais a saúde pública nos confins dos judas deste país é falácia.
O pobre quer e aceita qualquer espécie de atendimento, mesmo precária, eles estão saindo da miséria, qualquer medida paliativa momentânea será bemvinda.
Não adianta expormos aos corporativistas nossos pontos de vista, existem médicos que preocupam-se com os que não tem nada, a estes nós devemos respeito, sejam eles de que nacionalidade forem.
Tambem aceitamos e precisamos dos médicos mercantilistas, vivemos numa democracia, os senhores só não podem querer impor a nação o ponto de vista de uma parte da categoria.

Responder

Luís Carlos

23/06/2013 - 22h56

Chama atenção no texto assinado pelas duas entidades o total silêncio sobre a necessidade de rever os parâmetros da formação em saúde, especialmente a formação médica, apesar de não exclusivamente. Digo isso, pois a maioria dos integrantes das entidades, para não dizer todos, são professores, e muitos em cursos de medicina. O vazio do texto sobre isso salta aos olhos, pois abordar o tema seria a complementação necessária a afirmação de que trazer médicos de fora não resolve o problema da saúde pública no Brasil. Sem o complemento, a afirmação se esvazia de sentido. Porque tal afirmação? Porque a formação médica nacional está no centro da incapacidade dos serviços de saúde, espacialmente os serviços médicos, em lidar adequadamente e de forma resolutiva com as demandas sociais em saúde. A formação dialoga com demandas de mercado e não com a epidemiologia do país, que só reflete a distorção teórica e epistemológica da formação médica. A formação médica vigente no país é dissociada da vida real, da organização social, do processo produtivo, da cultura, da geografia humana, política e econômica, das relações materiais, ou seja, não considera determinaçáo social em saúde. Os agravos em saúde se dão por acaso, agente desconhecido, ação divina, sorte ou azar, ou simplesmente não interessa, basta ação corretiva sobre o sintoma. Se fundamenta em epistemologia idealista e funcionalista. A formação é procedimental e não processual. Um dos maiores engodos universais, o Brasil, entre as maiores economias do mundo com medicina e indicadores de saúde como mortalidade infantil e mortalidade materna de dois dígitos!! Os limites da formação, prática médica e modelo de atenção à saúde são visíveis, dada a hegemonia do modelo hospitalocêntrico, de alta tecnologia e medico centrada, servindo a concentração de renda e obstrução do acesso a tecnologias desenvolvidas pelas ciências médicas.
A vinda de médicos de fora do país para cá se justifica não apenas pela pergunta limitada: temos médicos suficientes ou não? Apesar da resposta ser claramente negativa ( não, não temos médicos suficientes) manter o debate apenas nessa pergunta é absolutamente insuficiente e falacioso. O debate é muito maior. Trata-se de mudar o modelo de atenção à saúde hegemônico, absolutamente insuficiente e incapaz de fazer avançar indicadores de saúde elementares e de garantir acesso da população aos serviços de saúde. Mais do que isso. Fazer da saúde área realmente decisiva para a sustentabilidade do desenvolvimento nacional e capaz e impulsionar e sustentar mudanças estruturais na organização social e econômica do Brasil. Países que ousaram fazer essa mudança alcançaram transformações sociais vultosas. Mesmo em países onde a social democracia vigorou ( Suécia, Noruega, Finlândia, Dinamarca, por exemplo) ou em países em que o trabalhismo foi se sustentou como na Inglaterra, os sistemas universais de saúde jogam papel fundamental para o desenvolvimento nacional. Em Cuba, após a revolução, a saúde desempenha forte papel na sustentação da organização social e sustentação econômica do país. Por isso a Ilha investe tanto em saúde pública universal e ações de prevenção e promoção à saúde, garantindo os melhores indicadores de saúde do continente, a frente do próprio Canadá. As tecnologias biomédicas desenvolvidas e descentralizadas quanto ao acesso tem enorme papel na sustentabilidade econômica do país e na melhoria da qualidade de vida da poulação, mesmo diante do embargo econômico que vigora há décadas.
As entidades médicas brasileiras sabem disso, e por isso tentam levar o debate para outro campo, negando a informação dos reais motivos pelos quais combate a vinda de médicos do exterior e negando mudar o modelo de formação médica. Trata-se de embate ideológico. A medicina não é apenas uma questão de técnica, como qualquer outra ciéncia não é. É mais que isso. É ciência estruturante para transformações sociais e capaz de prática libertadora da opressão do capital se o modelo de atenção à saúde for mudado, especialmente na prática médica.
O texto das entidades não aborda o tema, sequer tangencia. Menciona pontos importantes, porém deixa de lado o reconhecimento do imperativo ético do avanço da atenção básica em saúde, ampliando acesso e mudando radicalmente o modelo de atenção à saúde, com maior participação social.

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    Tati

    23/06/2013 - 23h43

    E desde quando Medicina é ciência? Deixe de brincadeira Luís Carlos. A medicina é uma profissão que usa saberes de várias ciências para circunscrever o seu “modus operandi”. E só! Deixe de bobagem, logo você que se acha o médico sabichão. De um tanto que dita regra para tudo.
    Pelo que tenho lido ninguém a rigor é contra a vinda de médicos do exterior para o Brasil, mas como vc só quer os cubanos, nem dos cubanos. Mas têm, todos, de passar no revalida. Por que não aplicar o revalida? Como saber se eles são bons mesmo? Para atender pobre não precisa? Lascou! Acho que Dilma deveria investir em passar pelo menos duas horas no cara a cara com o ministro Padilha e o presidente do CFM, num cara a cara e tira-teima. Ouvir os dois juntos, para tomar decisão. Um diz que faltam médicos, o Padilha; o outro, o Roberto d’Ávila dia que não falta. Um dos dois está mentindo, não é? Você sabe quem é o mentiroso?
    Vai pra casa com o Padilha!

    Luís Carlos

    24/06/2013 - 08h18

    Puxa Tati, quanto ódio e quantos adjetivos você usa na tentativa de desqualificar o argumento alheio. Sempre que falta argumento iniciam os ataques com adjetivos. O presidente do CFM é o mesmo que se referiu ao trabalho de médicos em unidades de saúde como “consultinhas de pontinhos”? Ainda bem que há muito respeito de parte do CFM por médicos que trabalham na saúde pública, pena não demonstrar isso. Parece haver muita intolerància ao debate, principalmente quando sai das amarras postas pelas entidades médicas. A relação entre certos médicos e a indústria farmacéutica também será ocultada pelas entidades médicas da população brasileira? A apropriação privada da prática médica da estrutura pública também será mantida oculta? Sobre o papel de dominação que as entidades médicas e a prática hegemônica exercem, nenhuma palavra?? Só rechaços com insultos?? Que pouco não? A população brasileira merece mais. Se esforce um pouco mais para argumentar.
    Sobre o Revalida? O que queres dizer? Que deve ser a única forma de revalidar titulação porque está nas mãos de entidades médicas a avaliação, através de seus representantes que montam as provas com graus diferentes de dificuldade das provas de residência, por exemplo? Que antes do governo federal através do Ministério da Educação chamar a todas universidades federais e cobrar delas que fizessem o Revalida elas se negavam a fazer por pressão das entidades médicas, até 2007? Que apenas a federal do MT fazia cobrando valores escorchantes que inviabilizavam a participação de inúmeros interessados? Queres negar a existência de outras formas de revalidação, como existem em outros países? Porquê? Só não vale afirmar algo diferente da prática das entidades médicas, como a “segurança da população”. Se quiseres discorrer sobre isso, teremos longo curso de exemplos para desmistificar a preocupação de entidades médicas com a segurança dos cidadãos, pois CFM, sobre os quais o CFM ainda não se posicionou, a começar pelo que diz respeito à relação entre médicos e indústria farmacêutica, planos de saúde, múltiplos vínculos de trabalho médico, etc…
    Sobre o “tira-teima” que sugeres, temo que o presidente do CFM não aguentará muito tempo em frente a Presidenta Dilma, quando ela perguntar para ele porque os indíces de cesarianas no país não caem? Será pela preocupação do CFM com a segurança das parturientes?$$$$$$$$$$

    Pedro

    24/06/2013 - 00h11

    Pelo que li você acha que o Brasil deve dar emprego pros médicos cubanos de qualquer jeito. Os cubanos precisam vir. Pois que venham e só trabalhem depois de passar no revalida. Que venham para o subemprego oferecido: espanhóis, portugueses, todos que estão vivendo o desemprego. Mas têm de fazer o revalida.
    É uma proposta ridícula para todos essa do Padilha, agora encampada pela Dilma.
    Como pode um ministro da saúde só criar problemas? É o caso.
    Por que não fazer a coisa certa? Dar salários decentes e fazer concurso público, em âmbito nacional, e o Ministério da saúde contruir e bancar uma carreira de Estado para os médicos do SUS? Por que você não defende a coisa certa? Por que assim não sobrarão postos de trabalho vazios para os cubanos, né?
    Já viu promotor e juiz fazer concurso e não assumir o cargo? Nunca meu senhor! Pode ser lá onde Judas perdeu as botas. Tem de ser assim para médicos do SUS.

    Por favor, me diga o que achou do artigo abaixo:

    Desabafo de uma médica: “O dia em que a Presidenta Dilma em 10 minutos cuspiu no rosto de 370.000 médicos brasileiros.”
    Por Juliana Mynssen

    “O dia em que a Presidenta Dilma em 10 minutos cuspiu no rosto de 370.000 médicos brasileiros.”

    Há alguns meses eu fiz um plantão que chorei. Não contei à ninguém (é nada fácil compartilhar isso numa mídia social). Eu, cirurgiã-geral, “do trauma”, médica “chatinha”, preceptora “bruxa”, que carrego no carro o manual da equipe militar cirúrgica americana que atendia no Afeganistão, chorei.

    Na frente da sala da sutura tinha um paciente idoso internado. Numa cadeira. Com o soro pendurado na parede num prego similiar aos que prendemos plantas (diga-se: samambaias). Ao seu lado, seu filho. Bem vestido. Com fala pausada, calmo e educado. Como eu. Como você. Como nós. Perguntava pela possibilidade de internação do seu pai numa maca, que estava há mais de um dia na cadeira. Ia desmaiar. Esperou, esperou, e toda vez que abria a portinha da sutura ele estava lá. Esperando. Como eu. Como você. Como nós. Teve um momento que ele desmoronou. Se ajoelhou no chão, começou a chorar, olhou para mim e disse “não é para mim, é para o meu pai, uma maca”. Como eu faria. Como você. Como nós.

    Pensei “meudeusdocéu, com todos que passam aqui, justo eu… Nãoooo… Porque se chorar eu choro, se falar do seu pai eu choro, se me der um desafio vou brigar com 5 até tirá-lo daqui”.

    E saí, chorei, voltei, briguei e o coloquei numa maca retirada da ala feminina.

    Já levei meu pai para fazer exame no meu HU. O endoscopista quando soube que era meu pai, disse “por que não me falou, levava no privado, Juliana!” Não precisamos, acredito nas pessoas que trabalham comigo. Que me ensinaram e ainda ensinam. Confio. Meu irmão precisou e o levei lá. Todos os nossos médicos são de hospitais públicos que conhecemos, e, se não os usamos mais, é porque as instituições públicas carecem. Carecem e padecem de leitos, aparelhos, materiais e medicamentos.

    Uma vez fiz um risco cirúrgico e colhi sangue no meu hospital universitário. No consultório de um professor ele me pergunta: “e você confia?”.

    “Se confio para os meus pacientes tenho que confiar para mim.”

    Eu pratico a medicina. Ela pisa em mim alguns dias, me machuca, tira o sono, dá rugas, lágrimas, mas eu ainda acredito na medicina. Me faz melhor. Aprendo, cresço, me torna humana. Se tenho dívidas, pago-as assim. Faço porque acredito.

    Nesses últimos dias de protestos nas ruas e nas mídias brigamos por um país melhor. Menos corrupto. Transparente. Menos populista. Com mais qualidade. Com mais macas. Com hospitais melhores, mais equipamentos e que não faltem medicamentos. Um SUS melhor.

    Briguei pelo filho do paciente ajoelhado. Por todos os meus pacientes. Por mim. Por você. Por nós. O SUS é nosso.

    Não tenho palavras para descrever o que penso da “Presidenta” Dilma. (Uma figura que se proclama “a presidenta” já não merece minha atenção).

    Mas hoje, por mim, por você, pelo meu paciente na cadeira, eu a ouvi.

    A ouvi dizendo que escutou “o povo democrático brasileiro”. Que escutou que queremos educação, saúde e segurança de qualidades. “Qualidade”… Ela disse.

    E disse que importará médicos para melhorar a saúde do Brasil…

    Para melhorar a qualidade…?

    Sra “presidenta”, eu sou uma médica de qualidade. Meus pais são médicos de qualidade. Meus professores são médicos de qualidade. Meus amigos de faculdade. Meus colegas de plantão. O médico brasileiro é de qualidade.

    Os seus hospitais é que não são. O seu SUS é que não tem qualidade. O seu governo é que não tem qualidade.

    O dia em que a Sra “presidenta” abrir uma ficha numa UPA, for internada num Hospital Estadual, pegar um remédio na fila do SUS e falar que isso é de qualidade, aí conversaremos.

    Não cuspa na minha cara, não pise no meu diploma. Não me culpe da sua incompetência.

    Somos quase 400mil, não nos ofenda. Estou amanhã de plantão, abra uma ficha, eu te atendo. Não demora, não. Não faltam médicos, mas não garanto que tenha onde sentar. Afinal, a cadeira é prioridade dos internados.

    Hoje, eu chorei de novo.

    Fonte: Juliana Mynssen via Facebook
    https://www.facebook.com/juliana.mynssen/posts/10201008492830741

    Eudes Pinho

    24/06/2013 - 09h32

    Muito forte, sério e sincero o texto da doutora.
    É uma vergonha.

    Luís Carlos

    24/06/2013 - 17h35

    Pedro

    Os exemplos que citas de juízes e promotores devem ter vínculo único, dedicação exclusiva. Os médicos se proporiam a isso ou continuarão com seus múltiplos vínculos?

    Pedro

    24/06/2013 - 18h39

    Pelo que sei juízes e promotores podem dar aulas. Mais nada. Com alguns limites.
    “A Lei Orgânica da Magistratura Nacional estabelece no art. 26, II “a” e § 1º que juiz só pode ser professor uma vez e se houver correlação de matérias e compatibilidade de horários. O Conselho Nacional da Magistratura (Resolução 34/2007 ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (Resolução 3/2005) regulamentaram a matéria estabelecendo os limites.”
    http://www.conjur.com.br/2010-set-12/segunda-leitura-juizes-promotores-miram-faculdades-prioridade

    Acredito que a dedicação exclusiva deve ser exigida numa Carreira de Médico de Estado, pois os múltiplos vínculos se dão para “encher a cesta” com pequenos salários. Ou não?
    Ou seja, salário suficiente para a pessoa não ficar correndo de galho em galho. Acredito que é o sonho da maioria dos médicos: trabalhar só num lugar.
    Também não vejo impedimento a que o médico de Estado não possa ter consultório particular em horário diferente do seu trabalho no Estado, ou que possa ser professor em horário diferente do seu trabalho no Estado, o que significa que não pode ser professor de dedicação exclusiva em universidades federais. Tudo devidamente regulamentado.
    É o que penso no momento.
    A respeito há uma notícia que ajuda a pensar:
    Juiz federal decide que promotor de Justiça não pode ser professor da UFS, cargo que exige dedicação exclusiva.
    http://migre.me/fagAe

    Luís Carlos

    24/06/2013 - 21h35

    Concordo com você Pedro, desde que fosse permitido no máximo lecionar.

Maria Helena

23/06/2013 - 22h29

O ministro Padilha, ao meu ver é o mais tapalhão da Esplanada, como está no comentário do Sr. Alexandre Bastos. Passa uma ideia de dinâmico, incasável e boa praça, mas é um controlador e autoritário. E se acha! Mas é trapalhão mesmo. Por conta de sua carolice fundamentalista já colocou a presidenta em situações bem difíceis. Será que Dilma está deixando esse moço só para agradar a Lula? Ou ela está convencida que ele é o tal?
Eu acho que ele pouco entende de SUS, na prática. Se entendesse saberia que alocar médicos nos municípios e estados não é obrigação do governo federal, mas dos prefeitos e governadores. Por que ele está atravessando?

Constituição Federal (Artigos 196 a 200) – Seção II DA SAÚDE
http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/docs/constituicaofederal.pdf

LEI Nº 8.080, DE 19 DE SETEMBRO DE 1990.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8080.htm

Responder

J Souza

23/06/2013 - 22h07

É só o governo diminuir a isenção do imposto de renda de 100% para 50% dos gastos com planos de saúde. Simples assim!
Talvez nem precise mexer com as outras deduções médico-hospitalares.
E tem a justificativa: o povo foi às ruas pedir melhoria na saúde PÚBLICA!
Se teve coragem de enfrentar os banqueiros, que enfrente as operadoras de planos de saúde, bancadas indiretamente pela isenção de impostos.

P.S.: Será que a Dilma é mal assessorada nas áreas de Saúde e Comunicação!?

Responder

Messias Franca de Macedo

23/06/2013 - 21h57

… A verdade é que há muita hipocrisia e conservadorismo nesses discursos dos médicos e entidades médicas. Todos nós sabemos que:

# historicamente, em nosso país, muitos médicos usaram a saúde pública como trampolim político – além de colaborar para o caos no setor da saúde pública;
# historicamente, em nosso país, muitos médicos construíram verdadeiros impérios no setor da assistência médica: hospitais, planos de saúde, conglomerados de clínicas privadas, muitas delas suntuosas e, exclusivamente, “dedicadas” ao atendimento “dos meus senhores e das minhas senhoras”, representantes das nossas “elites”, caóticas, insensíveis, reacionárias, alopradas, mercenárias, decrépitas…;
# há discriminação, sim: a maioria dos médicos e médicas no Brasil – vinculados ao setor público – prestam atendimento de “última categoria” aos menos favorecidos, e uma, digamos, “diferenciada” assistência aos mais abastados, minoria privilegiada da população;
# a maioria dos profissionais médicos tem absoluta ojeriza ao trabalho no interior do país! São pessoas reconhecidamente citadinas/burguesas e, verdadeiramente, não estão dispostas a trabalhar nos rincões do país. Cumpre esclarecer que não estamos condenando essa atitude. Cada um tem o livre arbítrio, que deve ser respeitado. No entanto, essa realidade ratifica o axioma da necessidade de o Estado brasileiro adotar medidas que possam superar essas adversidades…

… Agora, leitor(a), observe a carga de preconceito e de alienação em relação à formação e competência dos médicos cubanos: “médicos com formação duvidosa”! Ora, ora “seu “dotô”(!), ora, ora, “dotôra”(!): e o que dizer da qualidade da formação de muitos(as) dos médicos(as) recém formados em certas Faculdades PRIVADAS (sic) do Brasil – e mesmo de muitos(as) egressos(as) de certas universidades públicas?!… Ademais, a formação de excelência dos médicos e das médicas cubanas é reconhecida por múltiplos organismos internacionais…

BRASIL (QUASE-)NAÇÃO [depende de nós enquanto ações e reações!]
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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    marcos

    24/06/2013 - 13h07

    Bravíssimo Messias! Tenho este “exemplo” de profissionais na família. Alguns destes “dotores” nem sequer tocam nos pacientes humildes o que dirá fazer um bom exame geral. Claro que no “contraturno” do seu expediente público, a sua clínica funciona por outros métodos.

Maria Thereza

23/06/2013 - 21h10

A questão da “importação” de médicos não atinge o cerne da questão da atenção à saúde. Além da maioria dos profissionais não quererem ir para as regiões mais remotas por mil razões, o pessoal da CEBES e da ABRASCO deveria prestar atenção em outras questões: a implantação do SUS – maior programa de inclusão social do mundo e, portanto, com forte atuação do Estado- se deu no momento do auge do neoliberalismo que pregava fortemente o Estado mínimo, de preferência inexistente. Ao mesmo tempo, desde o governo Collor, foi vendida com insistência a imagem do funcionário público ineficaz, negligente, omisso e marajá. Para completar, o governo FHC criou a lei de responsabilidade fiscal, sob o imenso manto de combate à corrupção mas que, na prática, engessa a ação da União, estados e municípios. Um gestor que aplique os recursos no mercado financiro (seguindo a lei) e não faça nada pode ir dormir tranquilo. Ao passo que aquele/a que quiser fazer alguma coisa pode ir parar na cadeia, pois são muitos os impedimentos, barreiras, fiscalizações, senões, sujeitos a ilações, interpretações e que tais. O SUS também encontra uma dificuldade nos próprios profissionais médicos, formados numa perspectiva de que os demais profissionais são considerados como subalternos. O SUS, com sua pemissa maior fundada na atenção básica de saúde, com uma característica de horizontalidade e interdisciplinaridade, não “pegou bem” junto aos profissionais com formação mais otodoxa, digamos assim. Creio que as novas gerações de profissionais da área de saúde, já estejam mudando essa maneira de se ver dentro do sistema. As 2 entidades, apesar de seus nomes, parecem esquecer os imensos avanços havidos em termos de saúde coletiva, ou seja aquela que não ddepende exclusivamente da ação do profissional médico: redução da mortalidade infantil, extinção da poliomielite, sarampo, catapora, varíola; reduçaõ do número de fumantes e das doenças associadas ao fumo; redução da morbimortalidade por doenças decorrentes de hipertensão; maior controle sobre alimentos e medicamentos, entre outras. A guerra está sendo perdida nas consultas, procedimentos diagnósticos e terapêuticos, com ajuda luxuosa da mídia, porque a atenção básica não conseguiu se estabelecer junto à população como uma opção de qualidade e resolutiva. São inúmeras as barreiras para o 1º acesso, desde pegar senhas em determinados dias ou horários até a obrigação de assistir palestras ou seja lá o nome que tenham. E, sinceramente, numa hora dessas, reivindicar questões de saúde oriundas de manifestantes que, em sua maioria, só devem entrar numa unidade pública de saúde para tomar vacina na hora de embarcar em vôo internacional… não me parece condizente com as entidades que assinam o documento. Ingenuidade tem limite.

Responder

marco

23/06/2013 - 21h06

Devo dizer aos proponentes,que a maioria das empresas privadas no campo da saúde,é constituida de profissionais da área.Devo dizer que não vi manifestação alguma,quando privatizaram a saúde no Brasil.Onde estavam os pais dos jovens que hoje protestam?Devo dizer ter quase certeza,embora quisesse estar enganado,que se falassem em importar médicos europeus ou estadunidense,os médicos brasileiros,cujo um dos sonhos e estudar nestes lugares,não fariam tanto barulho.Contudo,destinar verbas do Pré-Sal para a saúde,acho ótimo.Até para fomentar nas universidades públicas,maior protagonismo na área.

Responder

Jorge Antonio

23/06/2013 - 21h05

E imposto sobre as grandes fortunas!!!!

Responder

Alexandre Bastos

23/06/2013 - 20h58

Desculpem-me Azenha e Conceição, mas não resisto. Vou postar o artigo que li no blog CEBES que desmascara o bom-mocismo do Padilha. Aquele sorrisinho de esquilo dele não me engana. Mas engana a presidenta Dilma, caso contrário ela já teria dado as contas dele, que bem merece. #Vaipracasapadilha

MÉDICOS ESTRANGEIROS SERÃO BANDEIRA ELEITORAL DE PADILHA

Publicado em: 17/06/2013 01:36:38
Valor Econômico – 13/06/2013

Depois de algumas frustradas tentativas de imprimir uma marca a sua gestão no Ministério da Saúde e, assim, se cacifar para a candidatura petista ao governo de São Paulo, o ministro Alexandre Padilha parece finalmente ter encontrado um programa a ser apresentado na sua provável campanha em 2014: a importação de médicos estrangeiros para atuar no Brasil. A ideia é discutida há anos e pela primeira vez assumida por um ministro da área, justamente no momento em que o PT paulista decide antecipar o prazo de escolha do seu nome para o Palácio dos Bandeirantes. Polêmica, com forte apelo popular e de alcance concreto no curto prazo, a proposta faz o barulho midiático que Padilha precisa para mostrar uma bandeira de gestão e tornar-se conhecido no eleitorado paulista. Muito diferente, portanto, das outras tentativas de Padilha até agora.

O ministro sempre falou de gestão, discurso que culminou em novembro de 2012 com a publicação no “Diário Oficial” da Política Nacional de Atenção Hospitalar. O objetivo era racionalizar o Sistema Único de Saúde (SUS), com inovações como contratos de gestão, metas de desempenho e suspensão total ou parcial de repasses da União para quem não as cumprir. O problema é que os eventuais efeitos positivos disso, se houver, são de longo prazo e transpassam 2014.

Em março deste ano Padilha decidiu reformular a estrutura e as funções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no intuito de estimular a produção de medicamentos e, consequentemente, baratear o preço dos remédios para a população. Algo menos complexo do que os contratos de gestão, mas ainda com impacto temporal insuficiente. No mínimo, de médio prazo.

Neste meio tempo, porém, Padilha percebeu um indicador comum nas reclamações dos usuários do SUS nas pesquisas feitas pelo ministério que chegavam à sua mesa: a falta de médicos. Aliou isso ao negativo do setor, sempre apontando a insuficiência de médicos nos postos de saúde ou a falta deles nos locais de trabalho, apesar de contratados. Resolveu, então, tirar a ideia do papel.

As reações de estudantes de medicina e de entidades ligadas a profissionais de saúde – parcela minoritária do eleitorado – foram imediatas. Nos jornais a polêmica foi levantada e Padilha ganhou amplo espaço a semana passada no programa de entrevistas de Jô Soares, da Rede Globo.

Anteontem, almoçou com senadores do PT e ontem participou de uma audiência conjunta de comissões da Câmara para defender a ideia. Foi alvo de parlamentares da base e da oposição, contrários à proposta. Ouviu a todos com a tranquilidade costumeira sem deixar transparecer que a decisão já estava tomada. Para sustentá-la, um rol de argumentos, alguns com forte componente eleitoral.

“No Brasil, historicamente, a ampliação de vagas de especialistas não foi pautada pelas necessidades da população”; “Não vou ficar esperando período de formação de médicos [brasileiros]”; “Vamos enfrentar esse tema que outros países já enfrentaram”; “Precisamos de decisões concretas de curto prazo” e, claro: “É um debate muito sério para ser partidarizado e eleitoralizado.”

Mas o que mais chama a atenção na sua defesa é a maneira como a proposta se encaixa no seu perfil e até sugere a deixa para uma apresentação sensível ao eleitorado paulista, que pouco conhece o ministro. Médico sanitarista formado pela USP, Padilha, após sua especialização teve de optar entre uma carreira mais rentável em São Paulo ou outra atendendo índios na Amazônia. Optou pela segunda. A trajetória, discorrida ontem aos deputados, cabe bem em um primeiro programa no horário eleitoral gratuito: “Troquei vaga de professor assistente na USP para ir ao interior do Pará. Acredito que outros também queiram exercer o que dignifica a profissão, que é cuidar das pessoas que precisam. Trabalhei em áreas indígenas sem nunca saber nenhuma língua deles. Isso não me impediu de salvar vidas. Entrei em áreas isoladas com tribos dizimadas em que nenhum médico já havia atuado.”

Embora não lhe assegure a vaga petista muito menos uma campanha tranquila, a proposta, se avançar, pelo menos mostra que já é possível extrair algo palpável dos dois anos e meio que Padilha está à frente da Pasta. Mas a dificuldade maior será explicar à população o saldo total na saúde dos dez anos de PT no Palácio do Planalto. Saúde continua sendo das áreas mais mal avaliadas e não faltarão médicos e estudantes de medicina para mostrar na campanha que importar médicos pode não resolver tamanha insatisfação. Nesse sentido, o petista pode perder apoio de parcela importante da base da saúde do país e, assim, o tiro sair pela culatra. Não faltam imagens com hospitais públicos abarrotados e pacientes mal atendidos para mostrar. Médicos contrariados podem facilitar esse serviço.

http://www.cebes.org.br/internaEditoria.asp?idConteudo=4581&idSubCategoria=24

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clara

23/06/2013 - 20h34

Os médicos brasileiros em geral são os que não querem ir trabalhar em regiões inóspitas do país. No Amapá houve abertura de concurso para 97 médicos, recebendo um salário de 26.000 reais e apenas 2 vagas foram preenchidas!!! Os médicos cubanos são excelentes (vivi em Cuba por 3 anos e recebi um bom atendimento), eles topam trabalhar em lugares mais precários e conseguem realizar tratamentos básicos e de prevenção com muita eficiência e com poucos equipamentos. Nas manifestações de agora vi médicos com cartazes agressivos do tipo “não aos médicos cubanos”. Que horror! Que venham os companheiros cubanos! temos muito o que aprender com eles ainda que outras medidas na área de saúde sejam obviamente necessárias.

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    Mari

    23/06/2013 - 20h47

    Nem o CFM (Conselho Federal de Medicina) é contra a vinda de médicos estrangeiros para o nosso país. Apenas, em defesa da população, que tais médicos sejam submetidos ao REVALIDA, normas do próprio governo federal, ÚNICO controle de qualidade existente. É assim no mundo civilizado.
    Não queremos uma medicina pra pobre e outra pra rico. Sacou?

    As entidades lembram que Dilma foi vítima de grave problema de saúde, há alguns anos quando foi tratada por centros de excelência do País, com médicos capacitados em escolas brasileiras. “O povo quer acesso ao mesmo e não quer ser tratado como cidadão de segunda categoria, tratado por médicos com formação duvidosa e em instalações precárias”, reagem.

    A nota de repúdio diz que os “médicos importados” não irão compensar a falta de leitos, de medicamentos e de ambulâncias, além das más condições dos hospitais, e cobram ações e recursos para a área da saúde. “Os protestos não pedem médicos estrangeiros, mas um SUS público, integral, gratuito, de qualidade e acessível a todos. É preciso reconhecer que é a falta de investimentos e a gestão incompetente desse sistema que afastam os médicos brasileiros do interior e da rede pública, agravando o caos na assistência”, avaliam.

    http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2013-06-23/entidades-criticam-importacao-de-medicos.html
    ….

    Clara, se possível, leia os artigos que recomendo:

    Desabafo de uma médica – Juliana Mynssen: Sra “presidenta”, sou 1 médica de qualidade/Seus hospitais é que não são http://migre.me/f8Z8N

    Quem escondeu a verdade? Compare e tire suas conclusões: Padilha: http://migre.me/f8iIY – Roberto Luiz d´Avila http://migre.me/f8iGd

    lidia virni

    25/06/2013 - 10h28

    Sobre a qualidade do rabalho dos médicos cubanos, só duvida quem nunca se interessou pelo assunto ou é anticubano até a raiz dos cabelos. Que peçam o testemunho ou leiam sobre o trabalho voluntário (uma vez que paços pelo governo cubano) em dexenas de países da África, Ásia a América Latina e aqui mesmo em alguns municípios, onde os prefeitos, desesperados com a falta de profissionais decidiram pedir so governo cubano alguns médicos para atender os abandonados na área da Saúde pública). A partir do 3º ano, os alunos das Faculdade de Medicina em Cuba, aí incluídos os estrangeiros, continuam os estudos em províncias afastadas do país para justamente ter contato com situações extremas, em montanhas, em pequenos povoados, etc.)Não vejo aqui exigirem revalida para as demais nacionalidades, cujo trabalho médico desconhecemos. O de Cuba é elogiado no mundo todo, até nos EUA, o maior inimigo da Ilha. E o GF foi o primeiro a falar sobre a prova de revalidação. Claro que, em sendo a maioria dos membros dos Conselhos Federal e Regionais conservadores, embora neguem, a prova para um clínico geral, ISSO VISANDO EXCLUSIVAMENTE OS CUBANOS, certamente exigirá conhecimentos de especialidades complexas, como neurocirurgia e cardiologia, como já aconteceu. Aí é de,monstração de má vontade mesmo. E todos sabem, já que não são analfabetos, que o GF já afirmou N vezes que é uma medida emergencial, enquanto não se resolve o impasse com os médicos brasileiros, grande parte mais interessados em seus lucros e de seus cupinchas do que na saúde do povo, pois se acham, como os juízez, verdadeiros deuses. Triste é ver profissionais que se dizem de esquerda estarem contra (aliás conheço membros de dois partidos desses que são contra a vinda de médicos, mas não batalham para que os governos façam concursos e melhorem os salários, construam mais hospitais, etc..Deve ser para que possam continuar proclamando suas consignas e se fazendo de messias da Saúde dos pobres. E eles próprios não se ofereceram nem se oferecem para ir aos lugares do país que os necessitam tanto.)

Alexandre Bastos

23/06/2013 - 20h33

PADILHA MÉDICO ESTRANGEIRO NÃO VOTA, CARA!

Perfeito! Essa omelete que o Padilha fez pra Dilma é ruiiiiiiiiiiiiiiim demais. Aliás, nunca vi um ministro dar tanto fora na área de saúde quanto o Padilha. Tudo o que ele inventa é fria. Será que a Dilma ainda não se deu conta?
Cadê a Rede Cegonha? A tal da Medida Provisória 557, que criava a Rede Cegonha, Dilma mandou esquecer. Não sem muita luta de quem entende do assunto: as feministas brasileiras. É ler aqui no VIOMUNDO: Caducou a MP 557: Vitória dos movimentos sociais
http://www.viomundo.com.br/politica/caducou-a-mp-557-vitoria-dos-movimentos-sociais.html
Agora vem com essa dos médicos estrangeiros. Tá doidinho por algo que ele não con seguiu construir um mote de campanha para governador de São Paulo.
Há um excelente artigo no blog do CEBES sobre o assunto:
Médicos estrangeiros serão bandeira eleitoral de Padilha
http://www.cebes.org.br/internaEditoria.asp?idConteudo=4581&idSubCategoria=24

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José Pinto

23/06/2013 - 20h17

Texto copiado do Blog Amigos do Presidente Lula

Diretor do Hospital de Câncer de Barretos defende vinda de médicos estrangeiros

No dia 2 de junho o jornal Folha de S. Paulo publicou notícia sobre a polêmica em torno da vinda de médicos estrangeiros.

Henrique Prata, diretor de uma dos melhores hospitais do Brasil, o Hospital de Câncer de Barretos (é filantrópico e atende pelo SUS), apoia o governo federal facilitar a vinda de médicos estrangeiros para o Brasil.

Em seu próprio hospital ele disse ter déficit de 70 médicos, principalmente especialistas, no caso dele. Disse que faltam médicos no interior.

O Hospital faz atendimento móvel de saúde no Norte e Nordeste do país, com caravanas percorrendo as regiões, e Prata afirma: “Lá, é uma tristeza”, sobre a falta de médicos.

“Esse problema você não supera do dia para a noite. A medida do governo é correta. Foi preciso muita coragem para mexer nesse vespeiro. Tem que ter firmeza”, avalia Prata, para quem os opositores à ideia de trazer estrangeiros estão sendo corporativistas.

Leia também:- Por que médicos estrangeiros? Brasileiros só preencheram 3.800 vagas de 13 mil abertas.

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Messias Franca de Macedo

23/06/2013 - 20h16

… Importar médicos não resolverá completamente os nossos seculares problemas no campo da saúde pública! Qualquer fedelho(a) “militante desses atuais protestos” sabe muito bem disso! Ou seja, sabe o óbvio!…

… No entanto, convocar médicos estrangeiros ao trabalho [importam-se mercadorias, e não seres humanos!] ajudará a, se não resolver, pelo menos mitigar os nossos seculares problemas no campo da saúde pública!…

… O espírito corporativista, portanto tacanho, dos médicos brasileiros não poderá prevalecer, impedindo que o governo brasileiro deixe de ouvir [mais] essa lídima, imperiosa e justa reclamação. Mesmo porque é enorme a demanda em relação à assistência médica em nosso país! Os(as) médicos(as) brasileiros(as) não precisam se preocupar: não haverá desemprego nem tampouco redução do mercado de trabalho: não concebam esses colegas como sendo concorrentes (sic). Contrariamente, acolha-os enquanto colegas imbuídos do propósito de ajudar/colaborar. As entidades médicas têm que ser solidárias e responsáveis. Os médicos e as médicas do Brasil devem dar as mãos e juntar forças com os colegas que chegam! Chegarão para ajudar o povo brasileiro, o país – e os próprios profissionais da medicina! Os médicos e as médicas brasileiros compreendendo essas premissas de outra forma, assinarão o atestado de trabalhadores mercenários, avessos à solidariedade ecumênica, ausência do sentimento de civismo, equivocado protecionismo e absoluta insensibilidade à dor dos milhões de irmãos e irmãs brasileiros(as), sobretudo aqueles(as) que habitam os rincões do nosso país…

BRASIL (QUASE-)NAÇÃO [depende de nós enquanto ações e reações!]
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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    Alice

    24/06/2013 - 09h37

    A presidenta anunciar importação de médicos como medida para melhorar a qualidade do atendimento foi a maior ratada. Pois o anúncio da medida já estava dando problema. E a fala da presidenta atiçou tudo. Uma pena.

Sávio Sobreira

23/06/2013 - 20h16

Excelente artigo, tem que investir mais na saúde, tanto quanto na educação e aumentar, também, os recursos na área de segurança. O Congresso tem que ser mais responsável e aprovar uma reforma política abrangente a começar pelo financiamento público e exclusivo de campanha, reformar o código penal e as leis de execuções penais, agravando as penalidades de 30 para 50 anos sem progressão de pena, criando a prisão perpétua para: TRAFICANTES, LATROCIDAS, ESTUPRADORES, SEQUESTRADORES E POSTOLEIROS, tem que reduzir, imediatamente a menor idade penal do menor bandido e fazer com que o ECA cuide dos menores desamparados e não infratores, colocando-os em creches e colégios de tempo integral.

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José Pinto

23/06/2013 - 20h13

Esse pedaço de texto foi tomado de Amigos do presidente lula!

Por que médicos estrangeiros? Brasileiros só preencheram 3.800 vagas de 13 mil abertas.

Dos 13 mil médicos solicitados por prefeituras para atuar em áreas carentes, pelo Programa de Valorização da Atenção Básica (Provab), 4.392 se inscreveram, e 3.800 assinaram contrato.

O número equivale a 29% das vagas abertas. Dos 2.856 municípios inscritos no programa, 1.291 receberam médicos do programa e para outros 1.581 municípios nenhum médico quis ir.

O Provab é uma tentativa de levar médicos para as áreas carentes do país.

Para não deixar a população destas áreas sem médicos, é que o Brasil precisa contratar médicos estrangeiros temporários, já que as vagas oferecidas para os brasileiros não foram preenchidas.

Equipamentos

Paralelamente à atração de médicos,há o investimento na infraestrutura. R$ 1,6 bilhão de créditos estão disponibilizados às prefeituras para reforma, ampliação e construção de UBS (Unidades Básicas de Saúde).

O déficit por região

Na Região Norte, 66% dos municípios que pediram médicos pelo Provab não atraíram sequer um.

No Centro-Oeste, 64% dos municípios não atraíram sequer um médico pelo Provab.

No Sul, 74% dos municípios não conseguiram atrair sequer um médico.

No Nordeste, 41% dos municípios não atraíram nenhum médico.

No Sudeste, 54% dos municípios não conseguiram atrair sequer um médico.

Em todo o Brasil, 55%dos municípios que solicitaram médicos não conseguiram sequer um. Dos 2.867 municípios que pediram profissionais pelo Provab, 1.581 municípios não atraíram nenhum.

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José Pinto

23/06/2013 - 20h11

Por que médicos estrangeiros? Brasileiros só preencheram 3.800 vagas de 13 mil abertas.

Dos 13 mil médicos solicitados por prefeituras para atuar em áreas carentes, pelo Programa de Valorização da Atenção Básica (Provab), 4.392 se inscreveram, e 3.800 assinaram contrato.

O número equivale a 29% das vagas abertas. Dos 2.856 municípios inscritos no programa, 1.291 receberam médicos do programa e para outros 1.581 municípios nenhum médico quis ir.

O Provab é uma tentativa de levar médicos para as áreas carentes do país.

Para não deixar a população destas áreas sem médicos, é que o Brasil precisa contratar médicos estrangeiros temporários, já que as vagas oferecidas para os brasileiros não foram preenchidas.

Equipamentos

Paralelamente à atração de médicos,há o investimento na infraestrutura. R$ 1,6 bilhão de créditos estão disponibilizados às prefeituras para reforma, ampliação e construção de UBS (Unidades Básicas de Saúde).

O déficit por região

Na Região Norte, 66% dos municípios que pediram médicos pelo Provab não atraíram sequer um.

No Centro-Oeste, 64% dos municípios não atraíram sequer um médico pelo Provab.

No Sul, 74% dos municípios não conseguiram atrair sequer um médico.

No Nordeste, 41% dos municípios não atraíram nenhum médico.

No Sudeste, 54% dos municípios não conseguiram atrair sequer um médico.

Em todo o Brasil, 55%dos municípios que solicitaram médicos não conseguiram sequer um. Dos 2.867 municípios que pediram profissionais pelo Provab, 1.581 municípios não atraíram nenhum.

Responder

José Pinto

23/06/2013 - 20h02

Lógico que não resolve, mas pelo menos alivia um pouco o sofrimento de tantos… Já que não o fazem os brasileiros, que o façam os estrangeiros…
outro é a longo e mediano prazo…

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eros josé alonso

23/06/2013 - 20h02

Só importar médicos não resolve, mas que faltam médicos por todos o Brasil faltam mesmo. e os que existem ficam concentrados nas grandes cidades. Psiquiatra então, as pequena cidades oferecem salários de 8 mil reias ou mais e não existem interessados há anos.Os médicos serão bem vindos sim.Ninguém reclamou quando invadiram o Brasil em outras áreas profissionais.O Brasil tem áreas maiores que muitos países da Europa sem médicos praticamente.Querem melhorar a Saúde sou capaz de fazer uma lista de equipamentos a serem instalados em hospitais também a serem construídos.Na minha região, em menos de 20 anos, o PSDB construiu mais de 1o gigantescos presídios e nenhum hospital ou universidades públicos.E a região não tem e nunca teve hospital público. Não os médicos se levantarem contra essa situação.Por tanto, a política pública atual é de boicote ao SUS por parte de muitos médicos, que querem jogar o paciente para o atendimento privado.Afinal são sócios.E Alckmin é médico, imaginem se fosse um PM aposentado como o assassino Fleury.

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