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Cartas de Minas

Deputado sugere que herói do impeachment no TCU pedalou para comprar proteção

01 de fevereiro de 2017 às 01h13

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Pés de barro

“O país tem que aproveitar este momento para dar uma virada. Não no sentido de tirar a presidente, impeachment não cabe a mim avaliar, mas ao Congresso. O que posso garantir é que vou fazer o voto mais equilibrado possível. O TCU fara história”. Augusto Nardes, ex-deputado federal do PP, quando era um poço de virtudes, em 2015. Ele foi o relator no processo que rejeitou as contas de Dilma por causa das “pedaladas”. Nardes foi ao TCU por influência de Francisco Dornelles, o “Velhinho”, hoje presidente de honra do PP, bi-delatado na Lava Jato.

Paulo Pimenta e Jorge Solla cobram rigor na apuração de denúncia contra ministro do TCU envolvido na Lava Jato

Héber Carvalho, PT na Câmara

Os deputados petistas Paulo Pimenta (RS) e Jorge Solla (BA) cobraram nesta terça-feira (31) uma apuração rigorosa sobre a mais recente denúncia envolvendo o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes.

Segundo informação publicada pelo jornal Folha de S. Paulo nesta segunda-feira (30), o ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, disse durante negociação de delação premiada na Lava Jato que o ministro recebeu R$ 1 milhão em propina — entre 2011 e 2012 — para não criar empecilhos em procedimentos contratuais de uma plataforma.

De acordo com a publicação, Duque relatou que se reuniu com Nardes em um jantar na casa do ministro para acertar o pagamento.

O valor negociado foi de R$ 1 milhão e corresponderia a um percentual do contrato.

O dinheiro, segundo o ex-diretor da Petrobras, foi repassado ao ministro por Pedro Barusco, na época gerente de Serviços da estatal e braço direito de Duque.

“É importante que as pessoas lembrem que o Augusto Nardes já apareceu como beneficiário de irregularidades em uma operação da Polícia Federal chamada Aqueronte, foi denunciado pela Operação Zelotes, e agora surge essa denúncia na Lava Jato. Três denúncias graves. Se quiser, já pode pedir música no Fantástico”, ironizou o deputado Paulo Pimenta, ao comparar a situação a de jogadores de futebol que, ao marcar três gols, pedem para tocar sua música favorita no programa de TV.

A operação Aqueronte, mencionada por Paulo Pimenta, foi uma investigação iniciada pela PF em 2006, mas que não chegou a ser desencadeada por suspeitas sobre pessoas com foro privilegiado. Esse caso seguiu para o Supremo Tribunal Federal, onde acabou arquivado pelo ministro Luiz Fux, em 2012.

Já no caso da operação Zelotes, Nardes é acusado de envolvimento no esquema de corrupção do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais). No órgão, conselheiros da entidade perdoavam dívidas fiscais de empresas em troca de propina. Segundo a revista Carta Capital, entre o material investigado pelo Ministério Público sobre o esquema, há indícios de que Augusto Nardes recebeu pagamentos de aproximadamente R$ 1,8 milhões.

Para o deputado Jorge Solla, dessa vez a denúncia contra Nardes precisa ser apurada até o fim. “É importante não deixarmos que denúncias como essas venham a ser engavetadas como tem sido rotina, quando atingem políticos que apoiam o governo golpista, inclusive ele (Augusto Nardes) que foi peça chave no impeachment da presidenta Dilma Rousseff”, ressaltou. O ministro foi o relator do processo no TCU que indicou a rejeição das contas da presidenta eleita Dilma Rousseff.

Sobre a participação do ministro do TCU no processo do impeachment, Paulo Pimenta disse que o envolvimento dele (Nardes) na Lava Jato é a prova de que o ministro não tinha isenção para julgar as contas do governo petista.

“Evidente que ele não tinha isenção. Se nós não sabíamos do envolvimento dele na Lava Jato, ele quando foi relator e condenou as contas da presidenta Dilma já sabia. E assim como muitos parlamentares acreditaram que afastar a Dilma era uma espécie de proteção contra investigações, este pode ter sido o motivo do parecer que ele proferiu, tentando compor com o governo golpista de Temer visando a possiblidade de receber proteção”, destacou.

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O golpe de Temer contra quem se acidentar no trabalho

 

2 Comentários escrever comentário »

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Luiz Carlos P. Oliveira

03/02/2017 - 22h30

STF fede. Será que para por aí ou tem mais togado no meio?

Responder

Luiz

01/02/2017 - 14h20

POR FALAR NISSO, ESSE DORNELES NÃO É PARENTE DO MEGADELATADO E PERDEDOR AÉCIO PERRELACOPTERO NEVES?

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