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Aumento da tarifa de ônibus em SP: “Só com pressão popular, Kassab vai dialogar conosco”

publicado em 27 de janeiro de 2011 às 9:30

de Conceição Lemes*

O Movimento Passe Livre realiza nesta quinta-feira, 27, às 17h, em frente ao Teatro Municipal, nova manifestação pública  contra o aumento da tarifa de ônibus na cidade de São Paulo, que passou de R$ 2,70 para R$ 3

O primeiro ato,  no dia 13 de janeiro, reuniu cerca de mil manifestantes e acabou violentamente reprimido pela Polícia Militar (PM), que utilizou bombas de efeito moral, gás pimenta e balas de borracha. Trinta e uma pessoas foram detidas e, pelo menos, dez ficaram feridas.

O que mais me impressionou foi a perseguição aos manifestantes  no centro da cidade, iniciada  após a dispersão, ou seja, o ato público já havia acabado ”, denunciou ao Viomundo Nina Cappello. “Em alta velocidade, carros de polícia passaram a percorrer o trajeto da manifestação – Praça da República – Câmara Municipal-Teatro Municipal –, em busca de pessoas que viram no ato.”

Nina tem 21 anos, é estudante de Direito, pertence ao  Movimento  Passe Livre e foi a responsável pela negociação com a PM durante a manifestação do dia 13. Desempenhou o mesmo papel no segundo ato contra o aumento das tarifas, em 20 de janeiro.

“Devido à repercussão negativa na mídia , a PM teve postura diferente na segunda manifestação”, revela Nina Cappello em nova entrevista ao Viomundo.  “Mesmo alguns policiais querendo nos reprimir, o comandante nos deixou claro, desde o começo, que a preocupação era evitar qualquer tipo de conflito e que seguraria o máximo possível a tropa.”

“Na quinta-feira passada, fizemos uma performance de uns 15 minutos no cruzamento das avenidas Brigadeiro Luiz Antonio com Paulista, que paralisou o trânsito”, acrescenta. “A tensão aumentou. Receei  por repressão. Felizmente, não ocorreu.”

Viomundo – Que outras diferenças você notou entre a primeira e a segunda manifestação?

Nina Cappello — O número de participantes quadruplicou.  A segunda chegou a ter 4 mil. Gente da população em geral se juntou a nós, mostrando  indignação com a violência como fomos tratados, o descontentamento com o aumento absurdo da tarifa de ônibus e a péssima qualidade de transporte público. É necessário um novo modelo de transporte público em São Paulo.

Viomundo – Pelas fotografias, a  maioria dos manifestantes é estudante.  É isso mesmo? Vocês acreditam que conseguirão reverter o aumento tarifário

Nina Cappello – Bem, foi assim em outras cidades. Os estudantes se mobilizaram e conseguiram barrar o aumento. Para a maioria dos trabalhadores, é muito difícil participar.  No final da tarde, estão saindo do trabalho e ainda terão muito chão para  chegar em casa, pois dependem do transporte coletivo precário.  Mas a gente nota, pelos aplausos enquanto passamos,  que eles nos apóiam.

Entretanto, temos plena consciência de que não iremos mudar o jogo apenas com estudantes. Nesse sentido, é fundamental que as nossas ações envolvam número cada vez maior de pessoas e de setores da população.

Viomundo – Os estudantes pagam metade da passagem, muitos trabalhadores recebem vale-transporte.  Como mobilizar esses diferentes segmentos da sociedade?

Nina Cappello -- Os estudantes pagam metade, mas o aumento da tarifa traz implicações para a população como um todo. Reconhecemos dificuldade também para mobilizar, por exemplo, os sindicatos, pois muitos trabalhadores recebem vale-transporte, cujo valor sobe quando a passagem aumenta. Por isso, já começamos a conversar com alguns sindicatos …

Viomundo – O aumento da tarifa é a única reivindicação do Movimento Passe livre?

Nina Cappello – É a causa mais imediata. Mas sabemos que não basta barrar o aumento se não questionarmos e transformamos a lógica do transporte público como um todo. Como  ele é gerido por concessões a empresas privadas, basta os empresários pressionarem a Prefeitura, para o poder público ceder, aumentando o preço das passagens, sem melhorar em nada as condições para os usuários.

O transporte deve ser visto como um direito, e não como fonte de lucro. Por isso, deve ser público de verdade, assim como a saúde e a educação. É um direito básico . Do jeito que está hoje em dia, a tarifa impede que parte da população se locomova pela cidade, e isso se agrava a cada novo aumento.

Por isso, o aumento da tarifa é o aumento da exclusão.  A locomoção não se dá apenas  na ida e volta do trabalho. Vai além. Por que não temos ônibus de madrugada? Por que é muito mais difícil pegar ônibus no final de semana?

O transporte deve funcionar de acordo com os interesses da ampla maioria da população, para isso o poder público deve assumir para si o planejamento e a gestão dos transportes coletivos. E os usuários devem participar diretamente disto.

Viomundo — Vocês marcaram para hoje  um novo ato,  na frente do Teatro Municipal. Um ato atrás do outro não seria desgastante para o movimento?

Nina Cappello – Apesar do sucesso do ato na Avenida Paulista, é importante voltarmos com força total para o centro da cidade, para dialogar com quem mais sofre com o aumento das tarifas, que são os trabalhadores das classes mais desfavorecidas.

Com a crescente aceitação da nossa pauta  pela população, provavelmente esse desgaste não será rápido. Evidentemente que se ficarmos apenas nos atos de rua, uma vez por semana, e nada de concreto for sendo conquistado, haverá um desgaste…

Por isso, cada vez mais, pretendemos  pressionar o poder público para revogar o aumento da tarifa e repensar a lógica do transporte como um todo.

Viomundo – A mídia tem noticiado o  movimento. Como você  avalia a cobertura

Nina Cappello —  No ato da Paulista, em 20 de janeiro, tivemos cobertura expressiva em grande parte devido à repressão da manifestação anterior.  Aparentemente, a maioria da imprensa só queria saber como seria o comportamento da PM naquele ato e  quantas pessoas agregaríamos na manifestação. Não estava muito interessada nas explicações para o aumento da tarifa e o absurdo do nosso modelo de transporte…

Viomundo – E os parlamentares como têm reagido às manifestações de vocês?

Nina Cappello – Alguns já nos contataram e pretendem, pela via institucional, cobrar explicações do poder público para esse aumento da tarifa. Mas essa cobrança só acontecerá, de fato, no início de fevereiro, quando o Legislativo volta das férias.

Viomundo – Já tentaram marcar uma reunião com o prefeito Gilberto Kassab para discutir o aumento da tarifa?

Nina Cappello – O Kassab rejeita discutir o aumento que ele deu para as passagens de ônibus. Até agora não se dispôs a conversar conosco.  Em anos anteriores, articulamos audiências públicas  para exigir explicações sobre o aumento da tarifa. O secretário de Transportes nem sequer apareceu. Por isso volto a dizer: só com  pressão popular, o  Kassab vai dialogar com a gente, e esperamos que ele se disponha a isso.

Meu twitter: @conceicao_lemes

 

45 Comentários para “Aumento da tarifa de ônibus em SP: “Só com pressão popular, Kassab vai dialogar conosco””

  1. [...] 2) O MOVIMENTO PASSE LIVRE não começou ontem, vou citar apenas alguns exemplos: a) janeiro de 2011 http://mariafro.com/2011/01/14/em-sao-paulo-e-assim-passagem-a-3-reais-e-se-reclamar-leva-bala/ b) janeiro de 2011: http://www.viomundo.com.br/entrevistas/aumento-da-tarifa-de-onibus-em-sp-so-com-pressao-popular-o-ka… [...]

  2. seg, 31/01/2011 - 0:19
    Vitorio

    O Kassab indo para o PMDB, PSDB, PT ou seja lá qualquer partido, o movimento não acabará porra nenhuma.

    O Movimento luta por um transporte público de verdade e gratuito e lutará por isso em qualquer administração.

  3. dom, 30/01/2011 - 20:00
    heavygraffiti

    Digite o texto aqui![youtube Q7que58VCpk http://www.youtube.com/watch?v=Q7que58VCpk youtube]

  4. dom, 30/01/2011 - 19:59
    heavygraffiti

    Lá fui eu, com a minha querida bike

    Sai daqui da zona norte de São Paulo até o centro, são uns 14 klm, mas sabe como é né, o busão esta caro e eu não sou rico.
    Fiz um vídeo sobre o protesto: http://www.youtube.com/watch?v=Q7que58VCpk
    e uma "matériazinha" http://wp.me/p1i8bI-v

  5. dom, 30/01/2011 - 14:46
    Tomudjin

    Pela lógica do capitalismo, futuramente não haverá transporte coletivo.

  6. sáb, 29/01/2011 - 23:25
    Base aliada

    O PMDB é da base aliada do PT, e Kassab participou de evento em Porto Alegre junto a lideranças do PT.
    O prefeito Gilberto Kassab agora é um dos donos do PMDB, concluo que ele é o + novo integrante da base aliada do PT,

  7. Marta Suplicy arriscou a vida para assegurar transporte público digno aos paulistanos, e perdeu para o filhote do Serróquio. Satisfeitos?
    Vou pegar um gancho nesta matéria e pedir ao Azenha que comente sobre a entrada de Kassab no PMDB que, segundo a imprensa, tem a simpatia da Presidenta.
    Qual a finalidade, tucanar o que resta do partido do Temer?

  8. E esse sujeitinho vai para o PMDB, partido da Base Aliada. Temos que ter muito cuidado com certos "aliados".

  9. sex, 28/01/2011 - 23:22
    Marat

    Minha pobre SP já foi governada ou "prefeitada" por Adhemar, Laudo Natel, Abreu Sodré, José Maria Marin, Jânio, Pitta, Maluf, Quércia, Serra e outros aventureiros sórdidos… Cada um deles plantou suas sórdidas e deletérias sementinhas. Hoje estamos colhendo tudo isso: Corrupção, incompetência, enchentes, descaso, letargia, decadência… mas, nas próximas eleições, eis que mais um dessa corja certamente ganhará e as coisas continuarão piorando!!!

  10. sex, 28/01/2011 - 23:17
    Marat

    O Kassab é um prodígio: Ele consegue aliar a corrupção do Maluf com a incompetência do Pitta mais a estupidez do Serra e ainda assim tem todo o apoio do PIG… Parabéns, Kassab, você tem todos os atributos que seus eleitores adoram!!!

  11. sex, 28/01/2011 - 17:47
    Luci

    Onde estão os marketeiros da campanha do Kassab, que afirmarm e mostrarm um político moderno, democrata, que iria governar com justiça e respeito aos interesses de todos os cidadão da cidade de São Paulo?
    Qual é a mágica que acontece com os políticos: antes das eleições utilizam o diálogo e fazem caminhadas nas ruas como "marketing de campanha" e face de grandes democratas, depois que se elegem fecham-se em seus gabinetes e só dialogam com a oligarquia e, a maioria da população fica a mercê de ações governamentais que lhes afeta o dia a dia, sem ser consultados e se protestarem contra as atais ações (como os R$ 3,00 da tarifa de onibus) recebem como resposta repressão, esta não é forma de tratamento digno ao povo. O não diálogo aumenta a tensão entre as partes. O prefeito democrata que é deve dialogar. Sabemos que as questões com o PMDB anadam tensas, mas o povo tem o direito legítimo de se manifestar e de exigir um diálogo com o governante que elegeu.

  12. sex, 28/01/2011 - 15:25
    Paulo

    Partidos de direita é como os militares todos truculentos.. nao sabem dialogar.. só querem impor suas ideias e nada mais.. e AI de quem falar ou fizer algo contra.. é cacetada na certa.

    BELA DEMOCRACIA QUE VIVEMOS..

  13. sex, 28/01/2011 - 13:02
    Sr. Indignado

    “Mesmo alguns policiais querendo nos reprimir, o comandante nos deixou claro, desde o começo, que a preocupação era evitar qualquer tipo de conflito e que seguraria o máximo possível a tropa.”

    Isso é que é comando.
    Exemplo para as Academias Militares.
    Nem César com tropas mercenárias, pagas a base de saque, tinha tantos problemas.

  14. sex, 28/01/2011 - 12:57
    Luci

    O Prefeito Gilberto Kassab deveria também abominar atos de violência em São Paulo, e dialogar com aqueles que elegeram-o para lhes representar como chefe do executivo municipal, e hoje sofrem ações de repressão policial na impossibilidade manifestar livremente seus descontentamento com ações injustas nos transportes públicos da cidade, principlamente a tarifa de valor abusivo.

    • Luci:
      Abominar como, se a administração Kassab manda até caminhões de água contra os pacíficos moradores de rua, não os deixando dormir nem a céu aberto?
      Dialogar com desalmados e truculentos é uma operação que envolve muitos hematomas.

      • sáb, 29/01/2011 - 18:39
        Luci

        Geysa bem lembrado. Chego a conclusão que o administrador desta cidade é desumano demais, e que não merececemos o que os partidos políticos nos impõe, não é possível escolher entre o ruim e o pior. Além de desumano demia s perseguir moradores sem teto, fechar albergues. Nós que pagamos impostos não toleramos estas ações de confinar moradores de periferias, os jovens estão abandonados nesta cidade. A cidade é de todos nós e queremos uma cidade humana e governantes que respeitem a soberania do povo. Ir rezar com seu grupo pela manhã com cara de santo e a tarde mandar pau nos jovens que protestam pacificamente é método que mostar dupla face, como edredon.

  15. sex, 28/01/2011 - 12:50
    Paulo

    Infelizmente na minha cidade tem teve um aumento, nos mesmos moldes de São Paulo, quando a cidade de São Paulo aumenta a tarifa a PMSJC ( Prefeitura Municipal de São José dos Campos – sp ) a 90 km de São Paulo, que é regida pelo PSDB, também segue com o mesmo modelo de aumento.

    Mas eu só vejo uma forma de pressionar o aumento abusivo.. é mexendo no bolso dos donos de empresas de ônibus.. Como?!?!?! simples mas muito pouco prático, mas muito eficaz..

    Se a maioria das pessoas se UNIR, pois a união tem muita força.. As pessoas tem que se unir, planejar e arrumar uma maneira de EVITAR DE USAR O TRANSPORTE PUBLICO até que as empresas de ônibus comecem a amargar o prejuízo nas suas viagens corriqueiras que são obrigadas a fazer por norma da concessão.. e assim eles abaixarem a tarifa.. mas não simplesmente voltar a trás, mas sim exigir uma tarifa ainda menor.

    Agora eu me pergunto será que as empresas de ônibus abririam a sua planilha de custos???

    Por que os politicos que estão lá para servir a população não aparecem para dar explicações nesses aumentos?

  16. sex, 28/01/2011 - 12:11
    Alan

    Os estudantes e a população que utilizam o transporte público tem todo o direito de cobrar dos governantes uma melhor qualidade nos serviços de transporte. Os usuários do transporte público o utilizam por necessidade e não porque gostam de pegar ônibus cheio e ficar mais de 2 horas nesses transportes até chegar ao trabalho,e sendo que nós somos pagadores de impostos,temos todo o direito de cobrar serviços públicos de qualidade. Sem pressão popular dificilmente as coisas mudam,e este movimento e fundamental por estar cobrando melhorias e dando um bom exemplo de cidadania para todos.

  17. sex, 28/01/2011 - 11:35
    Luci

    O prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, manda a polícia reprimir com violência a manifestação pacífica de parte da população contra o aumento abusivo da tarifa de ônibus, e ontem (27.01) participou da homenagem ao 'Dia Internacional em Memmória as Vítimas do Holocausto" em Porto Alegre no Rio Grande do Sul. A presidente Dilma Roussef esteve presente à solenidade e afirmou que seu governo será incansável na "luta pelos direitos humanos"`Presentes ao evento: Traso Genro governador do Rio Grande do Sul, Jacques Wagener da Bahia,. Os prefeitos de São Paulo Gilberto kassab e de Porto Alegre, José Fortunati. Kassab reprime com violência os citadinos que prodtestam contra uma ação política injusta e em sua comunidade solidariza-se pelo fim de injustiças. A legitimidade dos Direitos Humanos é sua universalidade.

  18. sex, 28/01/2011 - 11:16
    Thyrson

    Azenha, não podemos comparar um país de "primeiro mundo" com o "terceiro" mundo brasileiro. Mas poderia tentar explicar a este "inexperiente" viajante o porque de, por exemplo, uma viagem semanal em uma cidade como Londres custar $15,00, podendo com este valor tomar tantos quantos ônibus, metrôs e/ou trens precisar e/ou quiser por dia, sendo estes com uma qualidade muuuuuuuuuuuito superior a da cidade de São Paulo, e nesta cidade (São Paulo) mesmo sendo a qualidade do transporte infinitamente inferior sermos obrigados a pagar $3,00 por CADA passagem, sendo que existem pessoas que necessitam pegar várias conduções por DIA gastando muuuuito mais de $15,00 POR DIA (e não por semana, como mostrado acima) e não haver uma melhoria no transporte. Muito pelo contrário, o transporte público piora a cada semana.

  19. Só com pressão popular Kassab vai dialogar.

    Só com pressão popular o PT de São Paulo acordará de seu sono de beleza.

    Só com pressão popular conquistaremos uma Lei Geral das Comunicações.

  20. sex, 28/01/2011 - 8:43
    Gerson Carneiro

    O importante é fazer esse trabalho permanente de politização da população. Envolver a população. Conscientizar. É isso que irá destruir a estratégia do grupo que comanda São Paulo desde 1982 para manter a população politicamente apática.

    Temos que reverter a situação, fazer com que a população não caia no feitiço encantador do mundo de fantasias mostrado nas propagandas políticas do Governo de São Paulo.

    • sex, 28/01/2011 - 11:08
      Rodrigo Leme

      Então não é politizar, broder, é PTizar… :-P

      Politizar é ter a ciência de cobrar seus direitos, independente do governo, e não derrubar um governo com o qual você não concorda. Senão o Reinaldo Azevedo é maior politizador do Brasil.

      Esse discurso de "as pessoas são ludibriadas a votar no PSDB" é sempre tratado como trollagem qdo se fala o mesmo do PT.

      • sex, 28/01/2011 - 15:40
        Gerson Carneiro

        Que culpa tenho se politizar coincide, nesse momento, com "PTizar?!!!"?

        Só tenho a certeza de que alguma coisa deve ser feita. Só isso. Para que as pessoas não continuem nesse marasmo político. Pior: votam a favor e quando vão reclamar; apanham.

        [youtube sRPYV6vLKdM http://www.youtube.com/watch?v=sRPYV6vLKdM youtube]

      • sex, 28/01/2011 - 16:10
        Rodrigo Leme

        Não sei se coincide com PTizar. Uma coisa é eu falar pra minha namorada "a gente tem problemas, vamos resolver" outra é ir com a atitude de terminar sem dar chance de nada.

        Ninguém garante que esses problemas irão embora com o PT. Na prefeitura da Marta, repasse e passagem aumentaram ao mesmo tempo pela primeira vez em SP.

        Os problemas não somem só pq muda a gerência, por isso – aí concordo com você – acho que as pessoas devem sair do marasmo político. Mas sair do marasmo é saber cobrar seus direitos, não fazer apitaço pro seu partido entrar e depois se calar.

        Como já disse: se o Kassab for pro PMDB esse movimento some. Errado.

      • sex, 28/01/2011 - 19:19
        Gerson Carneiro

        Rodrigo,

        Sem arrodeios: tô de saco cheio desse negócio de ver o povo se ferrar, sofrer, apanhar na mão desse grupo que domina SP desde 1982 e ser ludibriado por eles, e vê esse blá blá blá do teu discurso (não só você, mas das manifestações que alinham a esse pensamento) insistente em querer defender essa laia.

        Pare com isso velho. Pense nesse povo. Vai lá levar umas porradinhas, um gasinho de pimenta na cara, pra sentir o que é a realidade.

        Chega de tanta teoria. Esse governo paulista é indefensável. Ponto.

      • sex, 28/01/2011 - 23:29
        Rodrigo Leme

        Não é defender laia nenhuma broder…é simplesmente não achar que um lado é o demônio e o outro o santinho. Existem coisas boas na administração de SP, que merecem destaque, e existem meia boquices, como houve com todo santo governo dessa cidade / estado desde que me conheço como gente.

        Se a gente trata esse assunto como "não tá funcionando: troca", vamos trocar toda hora. Ninguém que conheço defende alternância de poder mais que eu, está na hora de acontecer isso em SP, mas isso não tem absolutamente nada a ver com politizar as pessoas.

        Politizar é ensinar as pessoas a saber exigir seus direitos, independente se quem está no poder chegou lá com seu voto ou não.

      • sáb, 29/01/2011 - 12:40
        Gerson Carneiro

        O povo passa quatro anos apanhando do governo paulista; repressão em cima de repressão; gás, bomba, bala de borracha, cacetetada, prisões; Kassab expulsa aposentado de posto de saúde aos gritos de "vagabundo"; Serra abandona o povo, por três meses, submerso em lama e dejetos, no ano seguinte mais alagamentos…

        Daí, em cada período de eleição o governo paulista aplica um anestésico no povo chamado "propaganda política", e tudo se repete em favor do governo paulista; e você me diz que " isso não tem absolutamente nada a ver com politizar as pessoas" !!!

        Ok meu rei, você venceu. Batata frita!

      • sáb, 29/01/2011 - 16:06
        Rodrigo Leme

        OK gerson, é tua visão e não vou mudar. Só que acho subestimar demais as pessoas reduzindo a escolha de voto delas a uma suceitilibdade, quase uma imbecilidade que as faz cair em propaganda política. É desrespeitoso.

        Quanto à sua visão de SP, é completamente distorcida, mais por quem te informa que por você estar aqui. Podia ser melhor? Ô. Mas é terível, um caos? Não, não é.

      • dom, 30/01/2011 - 16:16
        Luci

        Caro Gerson voce já leu o texto do professor Fábio Konder Comparato "Para que o Povo Brasileiro Se Ponha de Pé", Carta Capital, 17/09/2010. http://www.cartacapital.com.br/politica/para-que-

      • dom, 30/01/2011 - 22:54
        Gerson Carneiro

        Acabei de ler. Farei novamente com mais acuidade. Preciso entender e refletir.
        De início explica a questão do ovo ou a galinha, calça parte das minhas convicções, e assusta.

        A Assembléia Constituinte que elaborou a Constituição de 1988, por exemplo, foi convocada às pressas, sem a participação popular quando deveria ter sido, com o fulcro apenas de garantir privilégios daqueles que estavam lá apoiando os militares e não sabiam como ficaria a garantia dos seus privilégios com a nova ordem vigente.

      • sáb, 29/01/2011 - 11:22
        lucas

        a marta enfrentou um periodo de caos e bandidagem no transporte publico de são paulo, no qual tínhamos máfia das vans, cartel das empresas de ônibus, total desorganização e falta de planejamento. Ela peitou a máfia e o cartel, reorganizou o transporte da cidade inteira, criou a maioria dos corredores de ônibus e o bilhete único. Se não fosse pela administração dela, meu caro, o transporte publico na cidade estaria na beira do abismo que esta hoje, muito, mais muito antes. Visto que, tanto o Kassab quanto o Cerra, nada fizeram de significativo nesta área, ao contrário, somente retiraram linhas e aumentaram a passagem ano após ano.

      • sáb, 29/01/2011 - 16:12
        Rodrigo Leme

        Uma das maneiras dela enfrentar a máfia foi aumentar o repasse a ela 3x durante seu governo. É como se Elliot Ness se contentasse em receber os impostos atrasados do Al Capone ao invés de colocá-lo na cadeia. :-P

    • sex, 28/01/2011 - 11:52
      Suzana Castro

      Você é boiadeiro do Mato Grosso?? quando fui em Corumbá vi muita usando esse chapelão de boiadeiro…

      Tá calor aí mano???

  21. sex, 28/01/2011 - 7:56
    bissolijr

    vejo auspicioso esse início de movimento.
    só com sociedade mobilizada poderemos mudar alguma coisa nesse país.
    empresas de ônibus no país todo (municipal, estadual, nacional) e os políticos de todos parlamentos (e executivos, claro): o "casamento" mais perverso de nossa sociedade.
    é o encontro do lucro com a falta de caráter dos representantes (ou não deveriam proteger institucionalmente a sociedade?).
    só movimentos cada vez maiores para mudar o quadro.

  22. sex, 28/01/2011 - 0:24
    Fabio SP

    Movimento apartidário? Ué, em Guarulhos e São Bernardo a tarifa foi para 2,90. Nenhum movimento por lá. Será porque os prefeitos são do PT?

    Já começou a campanha de 2012.

    • sex, 28/01/2011 - 8:35
      Rodrigo Leme

      Pô, roubou minha frase…eu tbm ia dizer "começou a campanha eleitoral".

      Eu demorei pra escrever pq eu tava rindo alto do "apartidário".

      Se o Kassab for pro PMDB o movimento dissolve.

    • sex, 28/01/2011 - 9:24
      Ivan

      Sem dúvida que estes baderneiros do passe livre são petistas enrustidos.
      Se acham que a tarifa está muito cara, por que não andam de helicópteros ou de táxi?
      Assim como aquele pessoal que todo ano reclama das enchentes em São Paulo.
      Quem mandou morar em áreas que alagam? Que morem no Morumbi ou nos Jardins!

      • sex, 28/01/2011 - 10:48
        jordam

        Com certeza Ivan voc~e não depende do transporte público em São Paulo, deve ficar preso ao engarrafamento da cidade, e chamar movimento de baderneiro, demosntra não somente preconceito, mas também um ranso que deve carregar de sua formação. Morumbi e Jardins dependem do serviço público tanto quanto as periferias, e estamos falando de milhões de pessoas que dependem de um serviço caro e ineficiente, até o metrô que era exemplo para o mundo se tornou em um engodo. Agora tratar com desdenho as pessoas trabalhadores de bem desta cidade merece que você possa ceder algumas casas e alguns helicópteros para estas pessos.

      • sex, 28/01/2011 - 15:01
        Alan

        Ivan, vc com certeza não tem necessidade de utilizar o transporte coletivo de São Paulo,até porque se o utilizasse , não teria escrito tanta ASNEIRA. Protestar contra os péssimos serviços e as tarifas abusivas do transporte coletivo é direito nosso,até porque pagamos impostos e transportes coletivos de qualidade para a população e obrigação de qualquer governante eleito,seja ele representante do DEM,do PSDB,PT ou qualquer outro partido. Sobre as enchentes,as pessoas que moram em áreas que alagam,moram nessas regiões porque não tem condições de comprar um terreno em outro lugar e não porque gostam de viver nesses locais,e não esqueça que o (des)governo demotucano cortou verbas para obras de combate a enchente,o que contribuiu para piorar a situação. Seu comentário preconceituoso, evidencia o pensamento daqueles que seguem o seguinte lema:"PIMENTA NOS OLHOS DOS OUTROS É REFRESCO".

    • sex, 28/01/2011 - 10:44
      Jordam

      Fabio….
      A diferença é gritante entre SP, Guarulhos e SBC, veja o sistema de transporte das duas cidades e compare com SP, além do mais é um absurdo pagar por um sistema que foi motivo de descaso por Kassab e Serra, o transporte público para eles é ver todo mundo dependurado nas portas, há bairros na cidade que nem tem transporte, isso sim é um absurdo.

    • sex, 28/01/2011 - 10:55
      Klaus

      Fábio SP, assim que o Kassab confirmar a ida pro PMDB da base aliada esta campanha acaba. Aliás não só esta campanha, mas até mesmo as enchentes em São Paulo serão menores. Kassab é a esperança da base aliada para tirar o PSDB do governo do estado.

  23. qui, 27/01/2011 - 23:53
    Regina

    A mão pesada do reitor que Serra colocou na USP
    Enviado por luisnassif, qui, 27/01/2011 – 08:23

    O desgoverno Serra ou a privataria do PSDB, o retorno!

    A USP contra o Estado de Direito

    F. K. COMPARATO, F. DE OLIVEIRA, J. SOUTO MAIOR, L. MARTINS e P. ARANTES
    Azenha e Conceição, postei um link há alguns dias hoje achei este no Nassif. Vcs não acham que merece um post?!
    abçs
    Agora, em 2011, com a USP esvaziada pelas férias, o reitor determinou o "desligamento" de 271 servidores, sem consulta a superiores dos "desligados"

    Um estatuto que permanece intocado mesmo após o fim do regime militar e um reitor que tem buscado a qualquer custo levar a efeito um projeto privatizante estão conduzindo a USP ao caos.

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