VIOMUNDO

Vicentinho: “Um jovem negro sendo usado pela direita branca; mostra a cabeça do pessoal a favor do impeachment”

23 de março de 2016 às 09h35

Fernando Holiday

por Conceição Lemes

21 de março de 1960,  Joanesburgo, África do Sul: 20 mil pessoas protestavam contra a Lei do Passe, que obrigava os negros a usarem um cartão onde constavam os locais em que tinham permissão para circular.

Apesar da manifestação pacífica, a polícia do apartheid abriu fogo contra a multidão desarmada. Resultado: o Massacre de Sharpeville, com 69 mortos e 186 feridos.

Em homenagem às vítimas dessa carnificina, a Organização das Nações Unidas (ONU)  instituiu o 21 de março o Dia Internacional de Luta contra a Discriminação Racial.

A Câmara dos Deputados celebrou a data nessa terça-feira, 22,  realizando o debate Discriminação Racial no Brasil.

A liderança do DEM na Câmara convidou para representar o partido no evento o coordenador nacional do fascista Movimento Brasil Livre (MBL), o jovem Fernando Holiday.

Alguns trechos da fala dele:

Eu tive de ouvir aqui muitos absurdos, entre os quais — o mais absurdo —, o tal do Hino à Negritude.

Um hino que, senhores, eu não consigo ver de outra forma, se não como um hino de segregação, se não como um hino que tenta, mais uma vez, como é de praxe da esquerda, separar o povo. Separar o povo entre brancos e negros, gays e héteros, religiosos e ateus.
(…)

Eu penso totalmente diferente de todos que falaram até aqui neste momento. 

Eu penso, senhor Deputado Vicentinho que o hino aqui proposto por V.Exa. merece a lata do lixo.

(…)

Eu também ouvi aqui muitos dizerem que a nossa sociedade é cheia de machistas e brancos racistas. Vi aqui defenderem as cotas raciais.

 (…)

Eu não defendo as cotas raciais. Muito pelo contrário.

Acho, assim como grandes autores, como Thomas Sowell , Robert Williams que as cotas reforçam o racismo. É isso que a gente vê pelo mundo.

Eu acredito que os negros, podem sim, alcançar a vitória, eu acredito que os pobres podem, sim, alcançar a vitória, mas não por meio de migalhas do Estado.

Como diria, agora aqui parafraseando Thomas Sowell sobre este Plenário e sobre os discursos que vi, aqui não há defensores dos negros e dos pobres. O que há aqui são verdadeiros (nas palavras de Thomas Sowell) charlatões descarados.

Confira abaixo a íntegra do discurso. É estarrecedor o momento em que o coordenador do MBL rasga a página em que está impressa o Hino à Negritude. Agride diretamente o  deputado Vicentinho (PT-SP), autor do projeto de lei que propôs a instituição do hino, aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Conversei com Vicentinho sobre o episódio. Sempre alegre, disposto a conversar, ele estava triste, perplexo.

“É como se rasgasse a bandeira do Brasil, porque o hino já é lei”,  afirma.

“Foi um gesto altamente agressivo, desrespeitoso, um  dos mais horríveis que já vi aqui na Câmara ”, prossegue.  “Não  é uma violência contra mim pessoalmente. É uma violência contra o povo negro, contra o povo escravo, contra Mandela…Uma coisa realmente inaceitável. “

“Lamentavelmente,  um jovem negro sendo usado pela direita branca  desse país”, arremata Vicentinho.  “Mostra bem a cabeça desse pessoal a  favor do impeachment da Dilma.”

EM NOTA, PARTIDOS  REPUDIAM  DISCURSO E SOLIDARIZAM COM VICENTINHO

MOÇÃO DE REPÚDIO

As representações partidárias abaixo subscritas vêm repudiar publicamente a atitude agressiva e desrespeitosa do coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL) no dia de hoje, 22 de março de 2016, no Plenário da Câmara dos Deputados.

Na ocasião em que uma Comissão Geral foi convocada para debater a “Discriminação Racial no Brasil” e comemorar o “Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial”, o integrante da referida agremiação, convidado pela Liderança dos Democratas na Câmara, discursou na tribuna por cinco minutos, logo após a execução do Hino à Negritude (Lei Nº 12.981, de 2014).

Lamentavelmente, esses cinco minutos foram utilizados para proferir ofensas aos integrantes da Mesa, parlamentares e demais participantes da Comissão Geral. O convidado da Liderança do DEM rasgou a letra impressa do Hino à Negritude (Lei Nº 12.981, de 2014) afirmando que a Lei era um “absurdo” que merecia “a lata do lixo”, dirigiu-se a um integrante da Mesa afirmando que ele era uma “vergonha” que merecia seu rechaço. Além disso, agrediu verbalmente a todos os demais participantes da Comissão classificando-os de “charlatões descarados”.

Outros integrantes do mesmo movimento que o acompanhavam bradaram palavras de apoio e se retiraram logo após seu discurso. Na sequência desse lamentável episódio, todos os oradores reprovaram a atitude do convidado e prestaram solidariedade ao Deputado Vicentinho, que foi diretamente ofendido, uma vez que o Deputado é autor da proposição que deu origem à Lei Nº 12.981, de 2014.

Em que pese eventuais discordâncias que o convidado possa ter com as opiniões até então expressas acerca da política de cotas raciais, seu tom inoportuno, seu comportamento violento e odioso não podem ser naturalizados, pois não condizem com o debate democrático.

Portanto, reafirmamos nosso repúdio ao ocorrido neste Plenário e pedimos à Liderança dos Democratas, responsável pelas ofensas do seu convidado, uma retratação pública.

PC do B

PDT

PMDB

PPS

PSDB

PSB

PSOL

PT

REDE

Leia também:

Herdeira da Globo na Lava Jato

 

48 Comentários escrever comentário »

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Jorge Luiz

27/03/2016 - 23h58

Eu pensava igualzinho a esse rapaz. Até que vi que a média das notas dos cotistas é maior do que a média dos não cotistas. Tive que dar o braço a torcer. Também sou contra o ENEM e contra o GOLPE!

Responder

lulipe

26/03/2016 - 12h49

Os petralhas não toleram quem pensa diferente deles, querem a ditadura da alienação!!!

Responder

Alexandre Meloni

26/03/2016 - 11h38

Tinha que ter sido preso por rasgar a Lei aprovada no Congresso o ofensa aos deputados.

Responder

Lenita

26/03/2016 - 09h33

Esses fascistas mirins nao devem ser ignorados. Eh muito triste ver um jovem brasileiro dizer tantas asneiras e de maneira assim violenta. Toda manifestacao de empoderamento da populacao negra brasileira deve ser apoiada. Tenho muita pena desse individuo que tera que conviver com as consequencias desse ato contra a auto-estima dos brasileiros negros. Pobre criatura ignorante e alienada.

Responder

Vixe

25/03/2016 - 22h56

Pois é…
Houveram judeus que colaboraram com nazistas até serem levados aos campos de concentração…
Será isso uma espécie de “síndrome de Estocolmo”???

Responder

OLAVO

24/03/2016 - 18h56

E não vou nem entrar no mérito de Hino, Partido, Vicentinho, etc.
Nem entro no mérito também de eventuais qualidades ou capacidade intelectual do rapaz.

Responder

OLAVO

24/03/2016 - 18h44

Essa rapaz é um pobre coitado. Geralmente na juventude as pessoas tendem à esquerda no posicionamento político. Todo jovem, mesmo aqueles filhos da classe média e alguns ricos. É natural. É da juventude ser libertária. Óbvio que tem exceções. Quanto ao rapaz (já contraditório na origem) ai só deixem que ele cresça e comece a lidar com as coisas da vida adulta (arrumar trabalho, ter responsabilidades, ter amigos verdadeiros, arrumar moradia, sofrer desprezos, ser preterido constantemente) que verá como é implacável o sistema supremacista branco brasileiro. Só ai ele vai perceber que foi enganado. Pode ser que ainda assim insista em permanecer capacho, mais ai já será adulto. Lá então ele é que será jogado na lata do lixo. Por esses mesmo que o aplaudiram das galerias.

Responder

Zarkhov

24/03/2016 - 12h56

O rapaz discursou como porta voz do DEM, ou seja, atuou como um filhote da ditadura pós-moderno. Só faltou gritar “anauê”, a saudação tropical do fascismo/integralismo de Plínio Salgado que, à propósito, aceitava afrodescendentes em suas fileiras, para horror de seus confrades europeus. Sugiro, como tese de mestrado (afinal, ele está demonstrando seus dotes acadêmicos), que o cidadão em tela faça um estágio numa cidadezinha qualquer do interior de Santa Catarina (estado natal de um dos fundadores do partido, Herr Bornhausen), ou mesmo num rincão da Serra Gaúcha. E alcance a vitória.

Responder

Luis Carlos Amorim

24/03/2016 - 11h04

Hino a negritude!?!?!?!
.
Pode ser mais ridículo?

Responder

Romanelli

24/03/2016 - 08h20

Não concordo com muitas das posições políticas do jovem ..mas neste capítulo APLAUDO-o de pé e efusivamente
.
Se houve um ponto do discurso dele que discordei foi ele MINIMIZAR a necessidade do POBRE (independente da cor) de receber amparo pra romper com o ciclo da miséria ..no mais é isso . .sou pelas cotas SOCIAIS
.
..cor é pra descrever OBJETOS e não pra ser vir de referencial a seres humanos

Responder

    Gustavo

    26/03/2016 - 10h16

    Isso no seu mundinho encantado! A sociedade separa sim os individuos por cores e infelizmente o homem/mulher negro/negra são as maiores vítimas de prenconceito. Vc acha que nós devemos aceitar isso e esperar a concientização da sociedade?

Rodrigo Leme

24/03/2016 - 08h00

Pela reportagem e comentários, se vê que o petismo gosta é do mitológico “negro gentil”, o que aceita a servidão calado e sorrindo. Esse que aceita ser massa de manobra do partido. Se vira uma voz discordante, vai para o pelourinho virtual, haja visto a quantidade de vezes que se vê aqui termos como “capitão do mato” e outros racistas ao se referir a um negro.

Mas o Viomundo não está aqui para combater racismo em primeiro lugar. É o “what would PT do?”, depois o resto.

Responder

    Luis Carlos Amorim

    24/03/2016 - 11h05

    “LIKE”

    Márcio Gaspar

    24/03/2016 - 12h32

    “Pela reportagem e comentários, se vê que o petismo gosta é do mitológico “negro gentil”, o que aceita a servidão calado e sorrindo”. Acho que você está desvirtuando o assunto, pois sua posição política e ideológica não quer acreditar na realidade. Quem quer o “negro gentil”, o que aceita a servidão calado e sorrindo” é a direita conservadora e retrógrada. Tanto o é, que quando o negro vai à luta e exige seus direitos e marca posição de combate contra esta sociedade que o discrimina no dia a dia, reflexo de uma herança escravocrata sem contrapartidas e que dura séculos, a direita se incomoda com esse “negro NÃO gentil”, e que deveria aceitar a servidão calada e toda a herança maldita que o colocou na base da pirâmide social brasileira. Procure nas estatísticas dos institutos, mas você nem precisa fazer isso, olhe para os lados, olhe quem está desempregado, olhe quem é o porteiro, olhe quem é o segurança, olhe quem é o empregado doméstico, olhe quem é o faxineiro. Então, veja a quem o negro ainda continua servindo como servo, sim, servo, passou de escravo para servo, quem sabe ainda possa ser livre, pois o baixo salário que ganham prestando serviços a quem no passado era seu dono, impede algum ascensão social na vida.

    Tony Sagga

    24/03/2016 - 16h01

    Isso não tem nada a ver com partido. É a conversa acaba aqui, assim como eu não falo de questões que não faço parte não fale de algo que não te pertence. Apesar de alguns alienados como este não precisamos que ninguém (muito menos quem não conhece ou não é um de nós) fale por nós.

FrancoAtirador

23/03/2016 - 22h58

.
.
Confesso que até acreditaria na Meritocracia Individual,
.
desde fosse Abolida a Herança e Proibido o Nepotismo.
.
.

Responder

Octavio

23/03/2016 - 22h18

O próximo personagem que o DEM trará para a Câmara será um homoxessual homofóbico.

Responder

a.ali

23/03/2016 - 22h11

Versão moderna do velho capitão do mato!

Responder

anac

23/03/2016 - 21h55

O rapaz me lembra o personagem Stephen do filme Django Livre.. É um lamentável jagunço dos brancos. Fosse na época da escravidão estaria caçando os fujões e torturando um tronco.

Responder

Gustavo

23/03/2016 - 19h22

Só o fato dessa criança ter ido discursar, convidada pelo partido, que é o maior representante da elite branca racista neste pais, não precisa dizer mais nada.

Agora, eu adoro o Vincentinho, votei nele nas ultimas eleicoes, sou megro, mas esse hino foi grande erro dele! Não ajuda em nada e, como disse o rapaz acima, só serve para a elite ridicularizar ainda mais nossa cor.

Responder

    cesar

    25/03/2016 - 23h57

    foda se o que pensa a elite branca racista brasileira ,eles odeiam preto de qualquer modo ,eu jamais vou ficar me esforçando para agradar essa gente ,eu quero mais é perturba los ate que eles elouquecam ,elite merece os piores castigos

Liberal

23/03/2016 - 16h58

Os auto-denominados defensores dos negros só veem a possibilidade de um outro negro dizer algo oposto quando este está sob a ordem de um branco. Ou seja, eles mesmos são racistas.

A lata do lixo da história não os perdoará

Responder

    Gustavo

    23/03/2016 - 19h44

    Eu realmente acho que ele acredita em todas aqueles idiotices que disse. Justamente por isso, eu o desprezo e tenho pena dele.

Decio

23/03/2016 - 16h54

Ele é do DEM então vai dizer o que o DEM manda. Esperam o que ? Tem favelados de direita que só falta beijar os pés do Alckimin.

Responder

Márcio Gaspar

23/03/2016 - 14h21

“Eu acredito que os negros, podem sim, alcançar a vitória, eu acredito que os pobres podem, sim, alcançar a vitória, mas não por meio de migalhas do Estado.” Como? Criatura. Esperar mais 500 anos? Esse menino parece mais um new capitão do mato discursando contra os negros que não conseguiram ter ou alcançar a “meritocracia” que ele alcançou. Ele não conhece ou finge não conhecer a realidade dos pobres e negros do Brasil, da periferia. A realidade está a olho nu. É só olhar onde moram, onde trabalham, que cargos ocupam, o salário que ganham, quem é o desempregado etc. Vá lá no IBGE e veja as estatísticas, mas eles vão dizer que o IBGE está aparelhado por comunistas. Na verdade o que eles querem é maquiar a realidade, querem os condomínios fechados com seguranças negros mantendo os indesejáveis longe, querem serviços de empregadas negras que mantenham suas casas limpas. Olhe a sua volta, garoto.

Responder

mineiro

23/03/2016 - 13h12

da onde que saiu esse capitao do mato asqueroso, esse merece ser linchado na rua , como que um b……………………………… sem vergonha vagabundo , ordinario , facista, nazista, como esse fala em nome de uma raça que sofreu com a escravidao , sofre com o racismo e desigualdade. um b………………………………….desses sera que nunca leu a historia do brasil? esse b………………………… verme , ordinario nao sabe que quem sao os alvos da policia facista do estado na maioria sao os negraos ? de que buraco saiu esse lixo , esse video tem que ser compartilhado em tudo o que é canto do mundo e principalmente o brasil e mostrar a raça negra que luta diariamente que sao os capitaes do mato , os traidores ordinarios . ate a voz desse esgoto fedido é dificil de escutar. vamos cair de pau nesse capitao mato serviçal da casa grande , a hora dele vai chegar.

Responder

Urbano

23/03/2016 - 13h10

É bom deixar claro que há democratas e há democrápulas.

Responder

Willians

23/03/2016 - 12h48

Um dos autores que ele cita é defensor ferrenho do livre mercado.

Não sei por qual motivo me veio à cabeça a frase “me engana que eu gosto”.

Acho que foi a coca-cola com big-mac que eu ingeri e que me causaram alucinações…

Responder

Julio Silveira

23/03/2016 - 12h28

Quem viu aquele filme americano Django Livre, de Quentin Tarantino, sabe que se tratou de uma ficção. Mas certamente entendeu o recado de que ali transita uma mensagem cheia de verdade. Aconteceu verdadeiramente no Brasil, no papel dos capitães do mato, como estamos cansados de saber. Um servo é escolhido pelo sinhozinho para receber mais afeição, geralmente pela sua capacidade de assumir uma subserviência inata, acima da média, capaz de faze-los atender e até superar a capacidade patronal de inferiorizar sua própria gente, ou classe. No filme este papel coube ao ótimo ator negro Samuel L. Jackson, mas a ficção como sabemos se baseia na realidade, e essa realidade ainda é atual, muita gente se propõe a fazer o papel do personagem ‘Stephen’ do Samuel, na maior cara dura. Importante para se entender é saber o quanto ganham com isso. As vezes somente entrar na casa grande pela porta da frente sem ser enxotado com um pé na bunda já pode ser a motivação.

Responder

    anac

    23/03/2016 - 22h06

    Pensei imediatamente no personagem Stephen magistralmente interpretado por Samuel L Jackson no filme Django Livre. Um capitão do mato, pela idade o moço está mais para um jagunço. Digno de pena, mais do que de raiva. Sem seus patrões brancos para dar proteção na primeira virada de esquina será abordado pela puliça fascista que não vai facilitar para ele.

    Julio Silveira

    24/03/2016 - 11h32

    Pois é anac, a questão para ser entendida é que esse rapaz é muito jovem. e pelo que parece já encontrou um Brasil bem melhor e isso costuma acontecer quando se perdem referências e diminuem-se as bandeiras. Apesar de ainda ter muita coisa para acontecer para beneficiar o negro brasileiro, que ainda está a léguas do necessário reconhecimento a sua importância em nossa história. Mas ele só vai entender isso quando for parado numa blitz policial em alguma periferia, isso se for um dia na periferia, o que não parece ou como o que aconteceu com aquele imbecil do revoltados anônimos quando foi taxado de comunista pelos seus parceiros imbecis reacionários que de tanto ódio não conseguem identificar outro idiota como eles nem olhando nos olhos. Ou ainda quando for a uma peça de teatro é um ator qualquer expor sua identidade e afirmar não aceitar se pautado por um negro.

Christian Fernandes

23/03/2016 - 12h27

“CharlatÕes”…

Dava para encerrar por aqui, né? Até porque é nesta hora que o títere dos escravagistas ENFIM fecha a matraca.

(Veja bem, os golpistas do DEM não são racistas, tem até marionete negra…)

Mas não. O Holiday (nada mais que um ato falho “descarado”, já que se trata de um nem-nem) o melhor que os parasitas conseguiram arranjar, bom, o Fernandinho resolveu caracterizar seus “charlatÕes” como descarados.

Provavelmente porque não saiba traduzir “blatant”, mas eu é que não vou perder meu tempo buscando as origens desse ~arcabouço teórico~ feito exclusivamente de ofensas sem pé nem cabeça.

Fernandinho Feriado, todos os charlatÃes SÃO descarados, i. e., sem-vergonha. Exatamente como essa facção que te arrumou um palanque para que você, também, seja descarado.

Embora o motivo desse tipo de manobra golpista seja descarado (arregimentar outros imbecis para dar corpo ao golpe) passar um ano e meio vivendo na flauta nunca vai convencer muita gente, menos ainda por muito tempo.

Talvez, TALVEZ se você entrasse numa universidade (pública, não qualquer uni-esquina privada que, sabe-se, são uma porcaria como tudo que vem da “iniciativa” privada) aí quem sabe você tivesse alguma moral para abrir a boca no Parlamento. Ou em qualquer lugar.

(Arrumar um emprego eu sei que tá fora de cogitação; lembre – se, porém, que essa farra sustentada pelo contribuinte estadunidense desavisado não vai durar para sempre.)

Responder

G Lopes

23/03/2016 - 12h02

O cara estava totalmente desequilibrado. Discurso fascista, poucas palavras, mas palavras de ordem. Isso é perigoso, deveriam ter cortado o microfone.

Responder

Lukas

23/03/2016 - 11h54

Negros, mulheres e homossexuais só são aceitos pela esquerda caso suas lutas atendam as demandas da própria esquerda. Eles tem que estar engajados na pauta da esquerda.

Responder

    Gerson Carneiro

    23/03/2016 - 17h24

    Tadinho.
    Descobriu só agora que os discursos que não têm conexão com a Esquerda não é Esquerda.
    Vai tentando que um dia você será bom. Fé, garoto!

    Mark Twain

    23/03/2016 - 18h43

    Tá aprendendo ein camaradinha? Na esquerda são aceitos. Isso mesmo.

    Quanto à direita: Não devem existir, devem ser espancados ou então usados como fantoches e para fazer piada.

    Em resumo: À direita, não são aceitos.

    Octavio

    23/03/2016 - 22h16

    Acho que o Lukas está muito certo. Afinal se o cara quiser ser escravo não vai ter o apoio da esquerda. Agora, se ele quiser viver na senzala, ele terá todo o apoio da direita. Faz sentido Lukas. Sinceramente, eu acho que convenceram o garoto que ele é branco. Sendo assim será aceito pela direita. Ou está possuído pelo espírito de Micheal Jackson,

LUIZ

23/03/2016 - 11h41

Juntamente com a derrota do golpe, é preciso agir urgentemente para barrar a infestação do fascismo entre nós. Esses “movimentos” formados à partir da ignorância e da intolerância, estão sendo financiados por alguns organismos ou mesmo partidos políticos, interessados em desestabilizar a ordem democrática no Brasil. O nazismo de Hitler e o Fascismo de Mussolini e Franco, começaram assim. Vamos agir rápido, ou em breve, teremos vários deles eleitos. Ai, um congresso que não teria como piorar, vai se tornar imprestável aos interesses na nação Brasil.

Responder

FrancoAtirador

23/03/2016 - 11h24

.
.
Foi isso que o Olavo de Carvalho e o Reinaldo Azevedo conseguiram produzir no País.
.
.

Responder

nelton

23/03/2016 - 11h15

Sou a favor das causas como cotas, leis e outras medidas que sirvam como arma para o enfrentamento do racismo que ainda se apresenta muito danoso à construção do conceito de nação brasileira. Isso jamais será possível sem desnudar esse mal.
Entretanto, medidas como a de Vicentinho chegam a desmoralizar e ridicularizar os propósito sérios e legítimos do combate à discriminação racial.
Quanto ao comportamento do representante do MBL não há nada de novo ou estranho em seus modus. Nota-se claramente que esses jovens carecem de conhecimento histórico tanto de suas causas quanto das causas contrárias. A virulência no ataque pessoal e as palavras de ordem são forma simples de disfarçar a ignorância daquilo que proferem. Todas as vezes que me deparo com gente como Holyday, lembro do ex VEJA Constantino no debate com Ciro Gomes sobre economia. Despreparados!

Responder

Maria do Carmo Pereira de Oliveira

23/03/2016 - 10h54

Existem coisas que são simbólicas, como: cores, objetos, imagens, poesias e músicas. Servem como uma declaração e são muito fortes no imaginário social. Estão aí as bandeiras do movimento gay, o vermelho da esquerda, o Hino Nacional, que não nos deixam mentir. Quando toca o Hino Nacional, todos se arrepiam e sentem um profundo orgulho do país! Com o Hino à negritude é a mesma coisa, não se trata de um instrumento para dividir, antes, é um instrumento declaratório, de auto-afirmação da maioria do povo brasileiro que esteve e, em determinada medida, ainda está, sob o jugo da intolerância e do racismo. Negar isso é negar a história do Brasil. Solidarizo-me com o Deputado Vicentinho (que acho uma pessoa de ótimo coração) e fico muito triste por ver um jovem negro sendo usado pelo que há de mais abjeto neste país: corruptos/corruptores que há 516 anos usam e abusam de tudo e de [email protected], de forma mesquinha, arrogante e totalitária. Viva o povo brasileiro!

Responder

Jonas Bernardino

23/03/2016 - 10h28

Negros que sofrem da Síndrome de Capitão-do-Mato, sonham em comer à mesa da Casa Grande. Em sua ignorância, não sabem eles que lhes restará serão as migalhas que caem da mesa de seus senhores.

Responder

Geraldo Lino

23/03/2016 - 10h14

O rapaz foi bastante infeliz no seu gesto, poderia ter se limitado às críticas à iniciativa do deputado Vicentinho, a meu ver, corretas. “Hino à negritude?” Seguramente, há uma infinidade de problemas mais racionais, oportunos e urgentes que deveriam merecer a atenção de um parlamentar.

Responder

    Octavio

    23/03/2016 - 12h45

    No meu ponto de vista, fazer um hino da negritude também não acrescenta nada. Mas não sabemos a comunidade afro-brasileira demandou isto. Agora, o impressionante é o sujeito estar junto desta turma de racistas, homofóbicos e outro adjetivos. Eu conheço muitos desta turma. E são realmente racistas. Isto não é conversa de internauta. É a realidade. Os revoltados do sudeste detestam nordestinos, por exemplo. É bem capaz que exista alguns destes revoltados no nordeste que detestem nordestinos também, apesar de ter nascido no nordeste e seus pais forem nordestinos.
    Vamos analisar o figura: O sobrenome é Holiday. Acho que os pais dele queriam que ele tivesse nascido em Neverland. Acho que encontrei um nome artístico para ele. Michael Jackson. Agora é só buscar a fórmula de clareamento.
    O Brasil é interessante. A representante do PSDB num dos movimentos de negros é branca e loira.
    http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/05/presidente-nucleo-negro-psdb-e-loira.html

    Acho que os políticos do PSDB se sentem melhor tratando com brancos, por isto precisam de um intermediário. Eles só tratam diretamente com negros quando tem que levar as crianças para passeata ou carregar cartazes.

    Agora, um negro que representa “a elite branca revoltada”. Só falta ele se filiar a Ku KUX KLAN.

    Vai ser assim na marcha deles:

    Somos todos iguais. Todas da mesma cor. Azul por exemplo. Só que uns são azuis claros e outros azuis escuros. Agora, os azuis claros vão tomar champanhe e os azuis escuros vão segurar bandeiras e empurrar carrinhos de bebe. Mas são todos iguais. E se disser que não, vai entrar na porrada, ô neguinho!!!

Deixe uma resposta