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Cartas de Minas
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Sindipetro-SP: Sucateamento e redução de funcionários transformam refinaria da Petrobras em bomba-relógio; veja vídeo

01 de novembro de 2017 às 19h03

Da Redação, com informações do Sindipetro-SP

Na tarde desta quarta-feira (01/11), a Refinaria de Paulínia (Replan), da Petrobras,  sofreu uma grave parada geral de emergência.

Foram três horas de sufoco.

Inicialmente, com base nas informações recebidas, o Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP), disse que a origem do problema tinha  sido falha no fornecimento de energia da CPFL paulista.

Porém, após criteriosas apurações, os dirigentes sindicais constataram que a parada foi causada por avarias no sistema de ar comprimido da refinaria.

“Foi a terceira parada emergencial em 30 dias!”, avisa  o Sindipetro-SP.

O alarme demorou mais de 20 minutos para tocar.

Houve muita correria, para tentar controlar a situação,  pois havia risco de explosão.

O acidente liberou fumaça altamente perigosa, que, se não fosse controlada com rapidez, poderia ter causado explosão gigantesca.

“O constante sucateamento e a redução do efetivo operacional transformaram a Replan em uma bomba relógio, que pode   ocasionar uma tragédia a qualquer momento”, observa o Sindipetro-SP.

No início da noite, Sindipetro-SP publicou a nota abaixo em seu site, dando mais detalhes (os negritos são nossos):

A Replan sofreu na tarde desta quarta-feira (01/11) uma parada operacional de emergência, a terceira registrada em 30 dias.

Uma gigantesca nuvem formada pela mistura de gasolina, GLP e óleo diesel vaporizados, com alto grau de explosividade, foi lançada pelas chaminés da refinaria.

O sucateamento e a redução do efetivo operacional transformaram a Replan em uma bomba relógio, na iminência de uma tragédia. 

Os dirigentes do Unificado foram impedidos de entrar na refinaria, mesmo após o fim da emergência, em mais uma conduta antissindical e suspeita da atual gerência.

O Sindicato foi barrado na entrada da refinaria. Por que não deixaram a gente entrar para apurar o que estava ocorrendo?”, questiona o diretor sindical Arthur Bob Ragusa. 

Do lado de fora, e em contato direto com os trabalhadores dentro da refinaria, a direção do Unificado levantou que a falta de ar comprimido ocasionou o descontrole da unidade de craqueamento.

(…)

A falta de ar comprimido gerou uma perda de referencial no craqueamento e causou um processo chamado reversão, que faz com que a carga do reator desça, ao invés de subir.

As válvulas controladoras, que são hidráulicas, não fecharam e todo o volume de gás e óleo pulverizados saiu na chaminé da caldeira e foi lançado na atmosfera em forma de uma nuvem escura e gigante.

“Essa nuvem é muito perigosa e caso encontre uma fonte de ignição pode haver uma grande explosão”, afirmou o coordenador da Regional Campinas do Unificado, Gustavo Marsaioli.

A nuvem escura se dissipava no ar há quase 30 minutos, quando a empresa tocou o alarme de evacuação das unidades. Os trabalhadores, muitos deles assustados, se deslocaram para o ponto de encontro.

A situação foi controlada duas horas e meia mais tarde. O pessoal do administrativo foi liberado para voltar aos seus postos, mas a área operacional continuou esvaziada.

A situação grave e caótica escancara, mais uma vez, a incompetência da gerência da Replan e a ineficiência do estudo de Organização e Métodos (O&M) da Petrobrás, que implementou a redução do efetivo na Refinaria de Paulínia e em várias outras unidades do país.

“A falta de efetivo amplia demais a dificuldade de controlar uma emergência e de ter sucesso nesse controle. O incidente de hoje é fruto da irresponsabilidade gerencial da Petrobrás”, declarou Bob Ragusa.

A Replan é a maior refinaria da Petrobras em capacidade de processamento de petróleo: 66 mil m³/dia, o equivalente a 415 mil barris.

Sua produção corresponde a 20% de todo o refino de petróleo no Brasil, processando aproximadamente 80% de petróleo nacional, grande parte da Bacia de Campos.

Ela se liga aos terminais de São Sebastião,  Guararema e  Barueri.

Também está interligada aos terminais das Distribuidoras do Pool Paulínia, da Petrobras Distribuidora e da Base da Liquigás para GLP.

Seus principais produtos são diesel, gasolina, GLP, óleos combustíveis, querosene de aviação, asfaltos, nafta petroquímica, fluidos hidrogenados.

Atende os seguinte mercados: interior de São Paulo (55%); Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Acre (20%); sul de Minas Gerais e Triângulo Mineiro (10%); Goiás, Brasília e Tocantins (15%).

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4 Comentários escrever comentário »

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Cunha

02/11/2017 - 15h14

Não estaria na hora de tudo parar? Os cornos dos coxinhas deveriam assumir que foram feitos mesmo de corno, permitindo dar chance à inteligência e defender a democracia e o futuro de nossos filhos, netos e por aí vai. O GOLPE entregou o futuro do país, sendo covardia ficar olhando e esperar fato de ficção jurídica ocorrer e um iluminado canete, acabando com esse entreguismo! Os portuguese defendiam mais aquela colônia do que os donos dessa nação em desmonte. Eles, com suporte de índios e, posteriormente , também de mamelucos, expulsaram franceses, holandeses e etc de nossas terras. Agora, com uma nação continental, com condições de ser algo inédito na história, uma potência pacifista, o povo é alienado, midióta e um quinhão ainda dá ouvidos a quem tem uma botina dentro da caixa craniana. Vão ficar esperando acontecer!? Os midiótas vão esperar ação de marketing televisivo, travestindo terceiras intenções, novamente, com salvação!?

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Roberto

02/11/2017 - 04h47

O pré-sal foi vendido em 2013, por R$ 0,20.

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Anonimo

02/11/2017 - 02h38

Importante salientar que além da culpa deste governo bandido, que são as “Gerências” covardes e tão pilantras quanto, que permitem coniventemente que tudo isto aconteça!
Pseudo administradores, incopetentes em sua grande maioria, preocupados unicamente na manutenção de seus próprios interesses!
Já está mais do que na hora de que os Sindicatos nomeiam estes fdp! Os do governo bandido, todos sabemos quem são, estes pilantras não!!

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    Anonima

    03/11/2017 - 13h15

    De anônimo para anônimo…
    Por esse mesmo governo corrupto golpista, ladrão é que a Petrobrás está assim, beirando ao caos. Eles cortam a entrada de funcionários qualificados para colocarem empreiteiras com mão de obra mais barata e da nisso. E só pra terminar isso tudo o que aconteceu e tem acontecido na Replan e em outras refinarias é corte de pessoal para que um dia ele possa vender a Petrobrás a preço de bananas, e colocar o povo a favor de venda do nosso patrimônio. Mas o povo não lê e acha que esse vampiresco está certo em doar tudo o que nosso por falta de sua própria incompetência.

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