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São Paulo: Concessionárias de pedágios lucram mais que bancos

publicado em 3 de setembro de 2010 às 0:14

Brasil
2 de Setembro de 2010 – 8h39

Com pedágios de Serra, concessionárias lucram mais do que bancos

Considerada uma das tarifas de pedágio mais caras do mundo, tendo um número de praças superior a todo o restante do país, com 227 pontos de cobrança (50,6% do total), o modelo de concessão da malha viária do estado de São Paulo permite que as empresas responsáveis pelas concessões das rodovias obtenham lucros superiores ao do próprio sistema financeiro brasileiro.

Por Luiz Felipe Albuquerque, no Brasil de Fato, reproduzido no Vermelho (sugestão do Zé Povinho)

Segundo um levantamento realizado pela Austin Rating em 2009 para o Monitor Mercantil, a rentabilidade média das 15 empresas analisadas foi superior ao do setor financeiro, com 30% de rentabilidade do patrimônio líquido das concessionárias ante os 20,3% conquistados pelos bancos.

Além disso, o lucro de algumas companhias ultrapassa a margem os 80%. Um exemplo é sistema Anhanguera-Bandeirantes, regido pela concessionária AutoBan e pertencente ao grupo CCR, com índice de rentabilidade avaliada em 80,5%. A Centrovias Sistemas Rodoviários, por sua vez, responsável, entre outras, pela Washington Luís, demonstra um retorno de 47,2%. Apesar disso, a empresa que apresentou maior lucratividade no país encontra-se no Rio Grande do Sul, a Concessionária do Planalto (Coviplan), com um índice de 82,9%.

“As concessões estaduais vieram todas na mesma época. Num mesmo pacote e na mesma oportunidade, vieram as concessões do Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. Portanto, é o mesmo modelo. É um modelo até mesmo antipatriótico, com as rodovias construídas com o dinheiro público, fruto de impostos, e que foram entregues à iniciativa privada, com licitações mal explicadas e de certa forma até meio sigilosas”, explica Acir Mezzadri, do Fórum Social Popular contra o Pedágio.

Modelos de concessão

Em meio à disputa política evidenciada nos últimos meses entre os candidatos à Presidência da República, um embate muito forte encontra-se justamente no âmbito dos modelos de concessão de rodovias no país. De um lado, as regras implantadas por governos estaduais, sobretudo do PSDB. De outro, modelo adotado pelo governo federal, do PT.

As diferenças entre ambos podem ser verificadas principalmente nas tarifas que são cobradas. Numa viagem de São Paulo a Belo Horizonte, realizada pela rodovia federal Fernão Dias, são gastos R$ 8,80 entre oito pedágios de R$1,10 cada, num trecho de 594 km. Já de Sorocaba até Campinas, pela estadual SP 75, rodando somente 20 km, são cobrados R$ 9,15.

Segundo José Santos, coordenador do Movimento Estadual contra os Pedágios Abusivos do Estado de São Paulo, caso não tivesse a cobrança da outorga no modelo de concessão estadual, o valor deste mesmo pedágio da SP 75 teria que ser de 40 centavos.

“Avaliamos que a cobrança da outorga é indevida, porque o pedágio foge da área tributária. É relação de consumo, é tarifa, e não taxa. Ou seja, a natureza jurídica dos pedágios é a mesma da tarifa de água, de telefone, na qual o usuário deve pagar – mesmo sendo um serviço público prestado por terceiros – por aquilo que ele consome. Feito todo o planejamento financeiro, a empresa retira o gasto com investimento e seu lucro, e o resto é serviço público prestado”, avalia.

Neste caso, por exemplo, se houvesse o cumprimento da tarifa quilométrica – taxa que fixa o valor por quilômetro rodado – e mesmo continuando com o sistema de outorga, a cobrança na SP 75 teria que ser de R$ 2,90. “Dentro de uma relação de consumo teríamos que pagar pelo trecho percorrido e não pelo disponível. Esse mesmo problema encontramos em todo o estado”, relata Matos.

Para ir de São Paulo à Curitiba pela BR116 – Régis Bittencourt –, há um gasto de R$ 9,00 entre os seis pedágios que há no caminho, durante os 404 km de viagem. No entanto, de São Paulo à Araraquara, aonde serão percorridos 276 km, o custo é de R$ 29,80 ao longo das cinco praças.

“São entraves para o desenvolvimento do interior do Estado, oneram os produtos que circulam por São Paulo. Ou seja, não é só quem utiliza a rodovia que paga pelos pedágios. Nenhuma empresa retira o pedágio do custo do produto, muito pelo contrário. Os fretes hoje em dia para muitos produtos que estão dentro do estado de São Paulo acabam saindo mais caro do que o valor do produto”, afirma o jornalista Keffin Gracher, criador do site Pedagiômetro, instrumento virtual que calcula em tempo real o total arrecadado pelas concessionárias de São Paulo em 2010, cujo valor encontra-se na ordem dos R$ 3,4 bilhões até o momento.

Justificativa

Desde o começo do processo de concessão do sistema rodoviário de São Paulo, há 12 anos, o número de praças de pedágios no estado cresceu cerca de 400%, concluindo o ano de 2010 com todas as praças de cobrança sob concessão da iniciativa privada, com contratos de 20 a 30 anos.

Todavia, a grande justificativa utilizada pelo governo do estado é a qualidade das rodovias sob concessão. Segundo a Confederação Nacional do Transporte, das 16 rodovias do país avaliadas como ótimas, 15 estão em São Paulo.

“Discutir que as rodovias do estado são melhores por conta do pedágio é uma falácia. Na década de 20, as rodovias de São Paulo já eram as melhores do Brasil nos parâmetros e nas condições da época. E, hoje, elas continuam sendo as melhores porque sempre foram as melhores”, observa Gracher.

Paralelamente ao discurso da qualidades, o debate também se centra em dois outros pontos: um outro modelo de concessão no estado um pouco diferente do que vinha ocorrendo, efetuado na rodovia Ayrton Senna e uma suposta falta de qualidade nas rodovias que foram concedidas pelo modelo federal.

Porém, como aponta Gracher, no caso da Ayrton Senna, a rodovia “já estava pronta, os investimentos já estavam feitos, as cabines de pedágio já existiam. Já tinha todo um aparato estruturado. No entanto, fizeram a concessão. É uma concessão que foi menos prejudicial à população do que as outras, mas, mesmo assim, é um modelo que, apesar de dizerem que reduziu o valor da tarifa, não reduziu. Apenas ampliaram o número das praças de pedágios e, com isso, continuam mantendo o lucro alto das empresas. Quem faz todo o percurso paga o mesmo preço que já pagava [quando ainda estava sob responsabilidade do estado]”, compara.

No caso das rodovias federais postas sob concessão, Gracher explica que, tanto a Régis Bittencourt quanto a Fernão Dias, são rodovias que historicamente apresentam problemas estruturais, diferentemente no caso do estado de São Paulo, onde a maioria das estradas já estava pronta e em ótimo estado quando foi concedida.

“Colocou-se para leilão duas rodovias que tinham problemas estruturais históricos. A Régis foi considerada a rodovia da morte a vida inteira, não só agora. Há trechos nos quais a ampliação provocaria um impacto ambiental grande, uma série de problemas. Colocou-se um pepino enorme que estava na mão do governo na mão da iniciativa privada, implementando um pedágio muito opina.

Os dois modelos

As concessões estaduais, no caso de São Paulo, foram iniciadas no governo de Mário Covas (PSDB), em 1998, em meio às diversas privatizações que vinham ocorrendo no país durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso. Já modelo federal foi efetivado em 2007 pelo governo Lula. As concessões de rodovias fundamentam-se em três pontos chaves que, realizados distintamente, proporcionam diferenças entre eles: o tipo de leilão, a taxa interna de retorno e o índice de reajuste.

O sistema de concessão de São Paulo parte da chamada concessão onerosa, no qual o Estado cobra das empresas o direito de explorar determinado sistema rodoviário, fazendo com que esse valor da outorga seja embutido nas tarifas. Ao contrário, os leilões para as estradas federais permitem que as rodovias sejam exploradas pela empresa que oferece a menor tarifa de pedágio para os usuários.

Já a taxa interna de retorno – ou o lucro das empresas – está na ordem dos 20% nos modelos estaduais e em 8,5% no federal. Por fim, a concessão estadual permite a busca de equilíbrio econômico financeiro apenas em caso de prejuízo das concessionárias. Na eventualidade das empresas obterem rentabilidades extraordinárias, os usuários não são compensados. No modelo federal, ocorre a compensação aos usuários em caso de lucros não previstos.

 

54 Comentários para “São Paulo: Concessionárias de pedágios lucram mais que bancos”

  1. sáb, 03/11/2012 - 16:19
    joao

    “A Inconstitucionalidade dos Pedágios”, desenvolvido pela aluna do 9º semestre de Direito da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) Márcia dos Santos Silva choca, impressiona e orienta os interessados.

    A jovem de 22 anos apresentou o “Direito fundamental de ir e vir” nas estradas do Brasil. Ela, que mora em Pelotas, conta que, para vir a Rio Grande apresentar seu trabalho no congresso, não pagou pedágio e, na volta, faria o mesmo. Causando surpresa nos participantes, ela fundamentou seus atos durante a apresentação.
    Márcia explica que na Constituição Federal de 1988, Título II, dos “Direitos e Garantias Fundamentais”, o artigo 5 diz o seguinte:

    “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade ” E no inciso XV do artigo: “é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens”.

    A jovem acrescenta que “o direito de ir e vir é cláusula pétrea na Constituição Federal, o que significa dizer que não é possível violar esse direito. E ainda que todo o brasileiro tem livre acesso em todo o território nacional O que também quer dizer que o pedágio vai contra a constituição”.

    Segundo Márcia, as estradas não são vendáveis. E o que acontece é que concessionárias de pedágios realiza contratos com o governo Estadual de investir no melhoramento dessas rodovias e cobram o pedágio para ressarcir os gastos. No entanto, no valor da gasolina é incluído o imposto de Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide), e parte dele é destinado às estradas.

    “No momento que abasteço meu carro, estou pagando o pedágio. Não é necessário eu pagar novamente Só quero exercer meu direito, a estrada é um bem público e não é justo eu pagar por um bem que já é meu também”, enfatiza.

    A estudante explicou maneiras e mostrou um vídeo que ensinava a passar nos pedágio sem precisar pagar. “Ou você pode passar atrás de algum carro que tenha parado. Ou ainda passa direto. A cancela, que barra os carros é de plástico, não quebra, e quando o carro passa por ali ela abre.

    Não tem perigo algum e não arranha o carro”, conta ela, que diz fazer isso sempre que viaja. Após a apresentação, questionamentos não faltaram. Quem assistia ficava curioso em saber se o ato não estaria infringindo alguma lei, se poderia gerar multa, ou ainda se quem fizesse isso não estaria destruindo o patrimônio alheio. As respostas foram claras. Segundo Márcia, juridicamente não há lei que permita a utilização de pedágios em estradas brasileiras.

    Quanto a ser um patrimônio alheio, o fato, explica ela, é que o pedágio e a cancela estão no meio do caminho onde os carros precisam passar e, até então, ela nunca viu cancelas ou pedágios ficarem danificados. Márcia também conta que uma vez foi parada pela Polícia Rodoviária, e um guarda disse que iria acompanhá-la para pagar o pedágio. “Eu perguntei ao policial se ele prestava algum serviço para a concessionária ou ao Estado.

    Afinal, um policial rodoviário trabalha para o Estado ou para o governo Federal e deve cuidar da segurança nas estradas. Já a empresa de pedágios, é privada, ou seja, não tem nada a ver uma coisa com a outra”, acrescenta.
    Ela defende ainda que os preços são iguais para pessoas de baixa renda, que possuem carros menores, e para quem tem um poder aquisitivo maior e automóveis melhores, alegando que muita gente não possui condições para gastar tanto com pedágios. Ela garante também que o Estado está negando um direito da sociedade. “Não há o que defender ou explicar. A constituição é clara quando diz que todos nós temos o direito de ir e vir em todas as estradas do território nacional”, conclui. A estudante apresenta o trabalho de conclusão de curso e formou-se em agosto de 2008.

    Ela não sabia que área do Direito pretende seguir, mas garante que vai continuar trabalhando e defendendo a causa dos pedágios.

    E AGORA?

  2. qui, 10/03/2011 - 11:26
    José Antonio

    O roubo da poupança que Color promoveu no Brasil só perde para o pedágio do estado de São Paulo

  3. sex, 24/09/2010 - 0:03
    renato

    Pergunto para o pessoal do Site.
    São Paulo – Curitiba – São Paulo: Preferem ficar parado 8 horas(4 na ida e 4 na volta) na serra do Cafezal (Régis bittencourt) e fazer essa viagem de carro em 24 horas(12 para ir e 12 para voltar) e pagar 18,00 (Estrada perigosa, alto risco e o domínio da máfia dos guinchos em alguns trechos)?
    São Paulo – Ribeirão Preto – São Paulo: Estrada duplicada, asfalto tapete, com pedágio mais caro e o tempo de viagem em 4 horas.?

    • seg, 01/07/2013 - 16:07
      CARLOS FREITAS

      A Diferença é que esta estrada esta sendo reformada, ampliada pela concessionária. Vc. que está preferindo as aut-estradas de SP, lembre-se que esssas estrads são construidas com o dinhiro do estado. Elas já existiam e sempre foram excelentes. Hoje les apenas controlam o alto valor cobrado! Vc. sabia que se o numero de faixas tiver que ser ampliado devido ao excesso de trafego é o dinheiro do estado que será feito? Tem muita coisa que as pessoas não entendem mesmo porque ou preferem continuar sendo enganadas ou nada sabem mesmo. Vc. sabe qto a CCR distribui do seu dinheiro do pedágio aos acionistas(que ficam em casa comprando e vendendo açoes) todo ano ? Dinheiro seu! É o valor que nós questionamos. Para e pensa!

  4. dom, 05/09/2010 - 2:43
    turmadazica

    A verdade que este post foi inútil; ninguém sabe cazzo de estradas, nem de modelos de concessão ou cazzo que o valha… Que pena,..

  5. sex, 03/09/2010 - 22:20
    Ed.

    Extra! Extra!
    A coligação "Brasil à Venda" entrou com um recurso no TSE contra a candidata, por uso da máquina no escandaloso vazamento do crescimento do PIB brasileiro, em flagrante prejuízo à campanha do candidato Zé, pedindo a cassação de sua candidatura e a devida intervenção militar no processo!

    O PIG, com sua habitual neutralidade e isenção, só divulgará sobre o vazamento, mas não destacará os dados!

  6. sex, 03/09/2010 - 21:45
    Ed.

    Um dos maiores truques da coligação "Brasil à Venda" é privatizar negócios de necessidade pública, pois oferecem receita garantida: Eletricidade, comunicação, estradas…
    Se não for necessidade, cria-se a obrigatoriedade, como no caso da inspeção veicular de SP, monopólio de uma empresa… e se não inspecionar, não pode circular…Ponto. Sem opções…
    Ex: como ir de carro à Santos sem pagar pedágio?
    É o fascismo de "mercado"…

  7. sex, 03/09/2010 - 19:34
    Alexandre Luna

    A face da privatização e da falta de qualidade provocadas por elas.

  8. sex, 03/09/2010 - 18:15
    Carolina

    Eu sou totalmente contra esse roubo dos pedágios paulistas, as não dá para comparara rodovias como a Fernão Dias com outras como a Anhanguera Bandeirantes. Uma peca pela falta de infra-estrutura e estradas acabadas, a outras, por ter um preço que chega no absurdo.

  9. sex, 03/09/2010 - 17:18
    Helcid

    … sei não, o candidato que pregar os pedágios no pescoço do Alckmin leva esta eleição em São Paulo, os paulistas estão cansados de tanto pagar pedágios, só não sabem o nome do pai da criança, pois o PIG não informa, sabe…

  10. sex, 03/09/2010 - 17:01
    Carolina Menezes

    (continuação) O caso é: isso ocorre há três anos e nós alunos e pais, ficamos sabendo apenas esse ano da irregularidade e além disso, fora a primeira turma que não deveria ter sido aberta nem mesmo o vestibular, ocorreu que: a instituição abriu vestibulares para três novas turmas do mesmo curso. Conclusão o curso está em andamento sem permissão legal, e os alunos perderão três anos de dinheiro, tempo e estudo. A autorização que o diretor da instituição (sr. Luis Otávio Palhari), prometeu, é retroativa (fato que não procedde legalmente) ou seja, os alunos que estão no terceiro ano e também os demais perderam tudo até agora.
    Pedimos que investiguem, e nos apoiem, pois descobrimos apenas agora, tarde demais.
    Haverá uma reunião no dia 03/09/2010 às 19:00 para dar satisfação aos pais e alunos.
    Grata.

  11. sex, 03/09/2010 - 17:01
    Carolina Menezes

    FORA DE PAUTA.

    Eu, Carolina Menezes, sou uma aluna do curso de Nutrição da Faculdade de Pindamonhangaba – FAPI, que se situa na cidade em questão, interior de SP.
    Estou no terceiro ano (sexto semestre) do curso e descobri juntamente com as demais alunas que o curso está em andamento sem permissão do MEC, ou seja, o MEC vetou a autorização do curso (no caso a primeira turma do curso da faculdade).

  12. sex, 03/09/2010 - 16:39
    Tomudjin

    Somos vergonhosamente assaltados, e ainda nos dão o recibo.

  13. sex, 03/09/2010 - 16:00
    clb

    Ninguém mencionou o gasto que as concessionárias especialmente a CCR fazem na grande mídia. É um despropósito. Então paga-se também no pedágio esse cala-boca aos barões do PIG para não levantarem a lebre e a ajudar a calar a boca do cidadão. Gostaria de saber qual o montante neste ano que a globo, folha, estado, etc receberam pelos "anuncios?"(por que se não têm concorrencia).

  14. sex, 03/09/2010 - 14:09
    Marcelo Rodrigues

    Se a síndrome de Estocolmo é relacionada ao crime de seqüestro, pergunto se já foi documentada a síndrome em que a vítima tem simpatia, e até acaba votando, por quem perpetra o crime de extorsão?

  15. sex, 03/09/2010 - 13:46
    Augusto

    Azenha, você viu que o jênio está louco de raiva com os blogs sujos???? Ele não fala de outra coisa. Acho que ele acessa você, o PHA e o Nassif durante 24 h por dia.

  16. sex, 03/09/2010 - 13:41
    Augusto

    O problema é que, até onde eu tenho conhecimento, os bancos privados são os donos da maioria dos pedágios paulistas. O que significa dizer que ninguém lucra mais que os bancos.

  17. sex, 03/09/2010 - 13:11
    Ruy

    Eu soube que Serra pretendia colocar um pedágio na Paulista e na 9 de Julho

  18. sex, 03/09/2010 - 13:10
    Urbano

    E imagine-se que alguém já disse que "melhor do que ser assaltante de banco é ser dono de um".

  19. sex, 03/09/2010 - 13:06
    Baixada Carioca

    E eles dizem em alto e bom som que as privatizações são exemplos que deram certo. Falam isso a respeito da Vale e dizem isso dos pedágios em São Paulo. A pergunta a ser feita é: deu certo para quem cara pálida?

    • sex, 03/09/2010 - 21:25
      Ed.

      Para sócios do Opportunity, sócios de sócios do Opportunity e pais de sócios de sócios do Opportunity , certamente deram certo…

  20. sex, 03/09/2010 - 12:34
    Joney

    A luta contra os pedágios foi desmoralizada pelo governador do Paraná, Roberto Requião, que usava a crítica aos pedágios para favorecer o empreiteiro Cecílio do Rego Almeida nas disputas com seus sócios no grupo italiano Impregilo, que exploram diversos trechos naquele estado. Requião usou de demagogia para se eleger e traiu os eleitores do Paraná que acreditaram nele. Nem fiscalização do Departamento de Estradas e Rodagem os pedágios do Paraná sofreram. O máximo que ele fez foi mandar o Estado entrar na justiça contra os aumentos, sabendo que iria perder, pois a previsão estava em contratos. Apesar de ser advogado, Requião nunca cogitou colocar em questão o equilibrio financeiro dos contratos, que pesa gravemente contra os usuários e a favor das concessionárias.

  21. sex, 03/09/2010 - 12:05
    Ronaldo Caetano

    Taí um dossiê que Serra deve detestar… O dossiê sobre a economia brasileira no governo Lula. É show…

    PIB cresce 8,9% no primeiro semestre
    Resultado da economia brasileira é o melhor para o período desde 1996. Entre abril e junho, alta foi de 1,2% em relação ao trimestre anterior. No acumulado de 12 meses, crescimento é de 5,1%

  22. sex, 03/09/2010 - 12:05
    Fábio Lúcio

    A CCR comprou o trecho Oeste do Rodoanel do governo de São Paulo por R$ 2 bilhões. Num seminário que aconteceu no mês passazdo em Cotia, sobre condomínios horizontais, um diretor da CCR disse que já têm, pronta, uma solução planejada para solucionar também o trecho inicial da rodovia Raposo Tavares. Vão ligar com a Marginal, ampliar as vias de acesso etc. Preço: R$ 1,6 bilhão. Como vai se pagar? Instalando pedágio no trecho inicial da Raposo, como acontece na Castelo. Moradores de Cotia, Carapicuíba, Granja Viana, preparem-se. Para esse governo estadual vender também a Raposo é um-dois.

  23. sex, 03/09/2010 - 11:40
    Laerte Moreira

    Seria importante fiscalizar quais os donos dessas empresas que exploram o pedagio de São Paulo. Deve ter muita gente ligada ao PSDB DEM e a catrupia toda ligada ao PIG.

    Laerte Moreira – Tucano Bahia-Brasil

  24. sex, 03/09/2010 - 11:35
    Roberto Jr.

    O principal problema, na minha opinião, é que estradas como a Bandeirantes, Castello Branco, Ayrton Senna, Imigrantes (que, apesar da concessão, foi duplicada com dinheiro público) já eram consideradas as melhores do Brasil há mais de 25 anos atrás, ou seja, muito antes de seram privatizadas!

    Hoje em dia nós temos as mesmas estradas, com a mesma qualidade e os mesmos serviços, mas pagamos 5 vezes mais caro por isso… E a grana de pedágio, ao invés de ir para o Estado, vai para a CCR que, por sua vez, reverte a grana para o PSDB por meio de doações de campanha…

    Realmente, o Zé Mané tem que defender as concessionárias com unhas e dentes, senão a mamata acaba!

  25. sex, 03/09/2010 - 11:33
    Ronaldo Caetano

    O Prof. Delfim Neto já esclarecia, lá atrás, que falar em lucros quando a questão eram as concessionários de pedágios era duplamente perigoso; primeiro porque estas empresas tem um benefício que nenhuma outra tem, ou seja, não tem concorrentes. E segundo porque a demanda é cativa; não precisam gastar em vendas e marketing para atrair, ou reter, clientes.

    Só isso seria mais do que suficiente para que as taxas de retorno fossem bem magrinhas… mas não é o que estamos vendo; superiores à de bancos que, pelo menos, concorrem pelos mesmos clientes.

    É muito nebulosa a relação dos tucanos com essas concessionárias que mostram-se, via preços que cobram, exageradamente lucrativas…

  26. sex, 03/09/2010 - 11:02
    Fred Oliva

    Imaginem a aflição dos donos destas concessões ao verem Dilma praticamente eleita e Mercadante crescendo…

    Vão se desesperar, não?

    • sex, 03/09/2010 - 12:14
      Klaus

      Você já imaginou o desespero dos donos de bancos quando Lula foi eleito? Pois é, eles deram um jeito, e nunca antes na história deste pais os bancos lucraram tanto. Não perca seu sono se preocupando com eles.

      • sex, 03/09/2010 - 12:32
        ZePovinho

        Dilma pouco poderá fazer sobre isso,Klaus.Da mesma forma que Lula pouco pode fazer para deter o rentismo que FHC instalou no brasil na década de 90.Os tais contratos impedem muita coisa para o poder público que tem de lidar,também, com um judiciário atulhado de ministros e desembargadores empregados de empresas privadas.
        Aliás,você poderia nos explicar porque o secretário da Presidência de FHC,Eduardo Jorge,liagva tanto para o juiz Lalau???

      • sex, 03/09/2010 - 16:58
        Carlos

        Se não puder explicar, ele chamará o dvorak, o ubaldo, quiçá o henderson….

      • sex, 03/09/2010 - 13:20
        Fred Oliva

        Como dito acima meu caro, bancos tem concorrentes e brigam pelos mesmos clientes. Mas acho que o que te falta não é inteligência para entender isso e sim caráter para saber diferenciar o que é bom ou ruim para São Paulo e para o Brasil. Você tem toda a pinta de quem sabe bem separar o joio do trigo mas prefere ficar com o… joio. Faça bom proveito…

      • sex, 03/09/2010 - 21:32
        Ed.

        Nem EUA, UK, Alemanha, França e japão, dentre outros, conseguiram derrotar a banca… (quem sabe um dia…)
        Mas pelo menos não precisam de 44 BI de Proer, nem de juros de mais do dobro dos do governo Lula…
        (que se não fosse a crise, já estaria na casa de 8, onde chegou)
        Já é um progresso!

  27. sex, 03/09/2010 - 10:58
    Pedro

    Vamos fazer uma suposição, talvez absurda. Se uma dessas empreas pertencesse a um petista, será que receberia um presentão desses? Pergunta incômoda, mas não absurda: quem são os seus donos?

    • sex, 03/09/2010 - 14:14
      Marcelo Rodrigues

      São os donos das grandes empreiteiras e uma constelação de pessoas que se aproveitaram, ou se aproveitam, de cargos públicos. Na minha cidade dizem que o Zuzinha, cujo pai sabia que o filho não era chegado ao batente, é dono do pedágio local.

  28. sex, 03/09/2010 - 10:58
    Fábio

    Seria interessante e oportuno um levantamento para saber quem são as pessoas físicas que detem o controle das concessionárias das rodovias.

    • sex, 03/09/2010 - 12:16
      Klaus

      Fábio, estas empresas são S.A. , ou seja, sociedade anonima, com ações em bolsa. Muda a cada segundo.

      • sex, 03/09/2010 - 16:24
        Dedo duro

        A CCR é da Camargo Correa…

      • sex, 03/09/2010 - 18:06
        Robson Porto

        Klaus, desde que existem, tiveram 3 donos… O Covas (que, acredito, era bem intencionado…), o Alckmin e o Serra. Claro, o atual governador tampão, não conta…

      • sex, 03/09/2010 - 21:39
        Ed.

        Klaus, S.A .não significa capital aberto. Seu "ou seja" é impróprio.
        As S.A.s pode ser de capital fechado, sem bolsa…
        E mesmo nas de capital aberto, há os controladores (mais perenes) e os investidores (mais voláteis).
        Os acionistas podem ser pessoas jurídicas, o que às vezes cria uma rede de controle do controle do controle que complica e muitas vezes esconde que são as pessoas ou famílias que afinal controlam.
        Isto não significa que sei quem controla as concessionárias.
        Mas talvez explique porque as vezes pensamos errado por termos premissas erradas.

  29. sex, 03/09/2010 - 10:51
    Marcelo de Matos

    Parabéns, Azenha. Você acaba de nos mostrar mais um setor que lucra mais que os bancos. Não estou aqui para defender o sistema financeiro, longe disso. Acontece que a mídia criou o clichê “No Brasil só os bancos dão lucro” com o objetivo de desqualificar nossa economia, por razões políticas ou eleitorais. Na verdade, há outros setores que dão mais lucro que os bancos. Vou tentar enumerar alguns: cigarro, cosméticos, cerveja, defensivos agrícolas, mineração, petróleo, telefonia celular, etc. Quanto aos defensivos agrícolas, são fornecidos apenas por multinacionais, como Bayer, Syngenta, Du Pont, Dow Chemical e o governo não tem nem planos para nacionalizar o setor. O petróleo é o “dernier cri” da economia: o milionário tupiniquim Eike Batista está se desfazendo de suas empresas de mineração para concentrar-se, unicamente, na extração de petróleo. E a telefonia celular? Ah, essa é a Serra Pelada dos dias atuais. As famílias Andrade Gutierrez e Jereissati, agora associadas aos lusitanos, que o digam.

  30. sex, 03/09/2010 - 10:04
    eroni spinato

    Cadê as opções para os motoristas, os donos dos pedágios deveriam eles mesmo construir as rodovias, entregar de mão beijada é um crime de lesa pátria e lesa cidadão. Tinhamos que pegar uma turma boa de briga tipo MST e destruir todas estas praças de pedágios que não passam de um estelionáto nacional. O serra e o Psdb deveriam estar na cadeia.

  31. sex, 03/09/2010 - 9:35
    luís nascimento

    O direito de ir vir não deve ser cerceado nem condicionado ao poder econômico do cidadão. Os pedágios são criminosos, verdadeiros assaltos. É inconcebível, seja em que governo for, no valor que for, a adoção de tal prática. Creio que os governos têm como evitar essa roubalheira e disponibilizar ao cidadão estradas seguras e sem pedágios. Basta que o cidadão queira dar um fim a essa sacanagem. Como? Todos se negando a pagar. Será que haverá guindastes e policiais para impedir e/ou fazer a fila voltar?

  32. sex, 03/09/2010 - 9:18
    Haroldo Cantanhede

    não é à toa que Zé Pedágio manda demitir quem tocar neste assunto com ele. São bilhões de razões para tanta ira.

  33. sex, 03/09/2010 - 9:08
    ZePovinho

    Os pedágios retiram eficiência da economia assim com os altos impostos.Depois o PSDB fica dizendo que entrende mais de eficiência econômica do que o PT.É cômico,para não dizer tragicômico.
    Nessa semana Serra já falou que existem estradas federais com "problemas".Será que ele quer replicar essa esquema de mega-tributação,disfarçada de pedágios,por todo o Brasil??Já pensaram essas empresas (de empresários amigos do PSDB,possivelmente contribuintes de campanha por fora) como donas de concessões por todo o Brasil???É negociata pra mais de metro!!!!!!!!
    Só com a duplicação da BR-101(de Salvado a Natal,podendo ir até Fortaleza) esses parasitas lucrariam horrores.

  34. Acho que o pedágio só deveria existir como alternativa aos motoristas. Cabe ao governo garantir o direito de ir e vir do cidadão, e de forma adequada. O que é feito hoje é criminoso: as pessoas são obrigadas a passar pelo pedágio, inclusive com barreiras – legais e físicas. É um curral. Se o empresário quer ganhar dinheiro com rodovias, ele deveria me convencer a usar seus serviços oferecendo atrativos, como em qualquer negócio. Se fosse assim, essa discussão de preço perderia o sentido. Pode cobrar o quanto quiser, desde que seja uma alternativa (um desejo de consumo).

  35. a Litoral Norte, na Linha Verde (na Bahia; aquela que começou a cobrar pedagio antes de iniciar qualquer obra, e ate hoje so duplicou até Guarajuba – 10 anos depois e nem em Praia do Forte chega, e o Prefeito de Mata de Sao Joao Joao Gualbert, carlista, ja ajuizou ação contra ela, porque ele é carlista mas não é imbecil) é a mesma coisa…

  36. sex, 03/09/2010 - 7:38
    vicente

    bando de picaretas!!!
    o povo deveria era ir para a rua e explodir todas as praças de pedágio.
    nem que morresem 1 milhao de brasileiros mas o pau ia cantar.

    • sex, 03/09/2010 - 8:26
      Jairo_Beraldo

      Não se iguale ao Serra. melhor uma pressão nas urnas. Depois uma pressão na Assembleia Legislativa. Se não funcionar, parta para a ignorancia…mas em último caso.

  37. sex, 03/09/2010 - 3:47
    turmadazica

    Os dois modelos são uma porcaria… Mas faço essa crítica de modo 100% vazio… Não sei de uma idéia boa… Na Alemanha paguei menos pedágios que na França, mas na última tenho banheiros a cada 15 km, mas na Alemanha o serviço de socorro é o mais eficiente… Dizem que as da Itália são iradas também, mas igualmente não sei sobre o sistema de cobrança… E não posso deixar de pensar que eu não vi um modelo que alguém indicou, de qquer país ou novo… Por favor me corrijam se eu to viajando ou deixei de ler algo sobre isso…

  38. sex, 03/09/2010 - 2:23
    Polengo

    Se o pedágio maior devesse mostrar as melhores rodovias do país, deveria haver em SP TODAS as melhores rodovias do país, e não só a bandeirantes e mais umas duas pra aparecer na foto, e depois virar propaganda eleitoral do serra.

    Aliás, pelo preço, deveriam incluir serviço de teletransporte.

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