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Cartas de Minas

Pepe Escobar: Brasil, Rússia e China sob ataque simultâneo

02 de abril de 2016 às 14h04

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10 de março de 2016 – 12h35

Pepe Escobar: A luta é de vida ou morte; porque Lula é Brics

“Brics” é a sigla mais amaldiçoada no eixo Avenida Beltway [onde ficam várias instituições do governo dos EUA em Washington]-Wall Street, e por razão de peso: a consolidação do Brics é o único projeto orgânico, de alcance global, com potencial para afrouxar a garra que o Excepcionalistão mantém apertada no pescoço da chamada “comunidade internacional”.

Pepe Escobar*, no Russia Today, via Vermelho

Assim sendo, não é surpresa que as três potências chaves do Brics estejam sendo atacadas simultaneamente, em várias frentes, já faz algum tempo. Contra a Rússia, a questão é a Ucrânia e a Síria, a guerra do preço do petróleo, o ataque furioso contra o rublo e a demonização ininterrupta da tal “agressão russa”. Contra a China, a coisa é uma dita “agressão chinesa” no Mar do Sul da China e o (fracassado) ataque às Bolsas de Xangai/Shenzhen.

O Brasil é o elo mais fraco dessas três potências emergências crucialmente importantes. Já no final de 2014 era visível que os suspeitos de sempre fariam qualquer coisa para desestabilizar a sétima maior economia do mundo, visando a uma boa velha ‘mudança de regime’. Para tanto criaram um coquetel político-conceitual tóxico (“ingovernabilidade”), a ser usado para jogar de cara na lama toda a economia brasileira.

Há incontáveis razões para o golpe, dentre elas: a consolidação do Banco de Desenvolvimento do Brics; o impulso concertado entre os países Brics para negociarem nas respectivas moedas, deixando de lado o dólar norte-americano e visando a construir outra moeda global de reserva que tome o lugar do dólar; a construção de um cabo submarino gigante de telecomunicações por fibra ótica que conecta Brasil e Europa, além do cabo Brics, que une a América do Sul ao Leste da Ásia – ambos fora de qualquer controle pelos EUA.

E acima de tudo, como sempre, o desejo pervertido obcecado do Excepcionalistão: privatizar a imensa riqueza natural do Brasil. Mais uma vez, é o petróleo.

Peguem esse Lula, ou…

WikiLeaks já expôs há muito tempo, em 2009, o quanto o Big Oil estava ativo no Brasil, tentando modificar, servindo-se de todos os meios de extorsão, uma lei proposta pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conhecido também como Lula, que estabelece que a estatal Petrobrás (lucrativa) será a única operadora de todas as bacias de petróleo no mar, da mais importante descoberta de petróleo desse jovem século 21: as reservas de petróleo do pré-sal.

Lula não só deixou à distância o Big Oil – especialmente ExxonMobil e Chevron –, mas também abriu a exploração do petróleo no Brasil à Sinopec chinesa – parte da parceria estratégica Brasil-China (Brics dentro de Brics).

O inferno não conhece fúria maior que a do Excepcionalistão descartado. Como a Máfia, o Excepcionalistão nunca esquece; mais dia menos dia Lula teria de pagar, como Putin tem de pagar por ter-se livrado dos oligarcas cleptocratas amigos dos EUA.

A bola começou a rolar quando Edward Snowden revelou que a Agência de Segurança Nacional dos EUA (ing. NSA) andava espionando a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, e vários altos funcionários da Petrobrás. Continuou com o fato de que a Polícia Federal do Brasil coopera, recebe treinamento e/ou são controladas de perto por ambos, o FBI e a CIA (sobretudo na esfera do antiterrorismo). E prosseguiu via os dois anos de investigações da Operação Lava Jato, que revelou vasta rede de corrupção que envolve atores dentro da Petrobrás, as maiores empresas construtoras brasileiras e políticos do partido governante Partido dos Trabalhadores.

A rede de corrupção parece ser real – mas com “provas” quase sempre exclusivamente orais, sem nenhum tipo de comprovação documental, e obtidas de trapaceiros conhecidos e/ou neomentirosos seriais que acusam qualquer um de qualquer coisa em troca de redução na própria pena.

Mas para os Procuradores encarregados da Operação Lava Jato, o verdadeiro negócio sempre foi, desde o início, como envolver Lula em fosse o que fosse.

Entra o neo-Elliott Ness tropical

Chega-se assim à encenação espetacularizada, à moda Hollywood, na 6ª-feira passada em São Paulo, que disparou ondas de choque por todo o planeta. Lula “detido”, interrogado, humilhado em público (comentei esses eventos em”Terremoto no Brasil”).

O Plano A na blitz à moda Hollywood contra Lula era ambicioso movimento para subir as apostas; não só se pavimentaria o caminho para o impeachment da presidenta Dilma Rousseff (que seria declarada “culpada por associação”), como, também, já se neutralizaria Lula, impedindo-o de candidatar-se à presidência em 2018. E não havia Plano B.

Como não seria difícil prever que aconteceria – e acontece muito nas ‘montagens’ do FBI – toda a ‘operação’ saiu pela culatra.

Lula, em discurso-aula, master class em matéria de discurso político, reproduzido ao vivo por todo o país pela internet, não só se consagrou como mártir de uma conspiração ignóbil, mas, mais que isso, energizou suas tropas de massa. Até respeitáveis vozes conservadoras condenaram o show à moda Hollywood, de um ministro da Suprema Corte a um ex-ministro da Justiça, que serviu a governo anterior aos do Partido dos Trabalhadores, além do conhecido professor e economista Bresser Pereira (um dos fundadores do PSDB, que nasceu como partido da social-democracia do Brasil, mas virou a casaca e é hoje defensor das políticas neoliberais do Excepcionalistão e lidera a oposição de direita).

Bresser disse claramente que a Suprema Corte deveria intervir na Operação Lava Jato para impedir novos abusos. Os advogados de Lula, por sua vez, requereram à Suprema Corte que detalhasse a jurisprudência que embasaria as acusações assacadas contra Lula. Mais que isso, um advogado que teve papel de destaque na blitz hollywoodiana disse que Lula respondeu a tudo que lhe foi perguntado durante o interrogatório de quase quatro horas, sem piscar – eram as mesmas perguntas que já lhe haviam sido feitas antes.

O professor e advogado Celso Bandeira de Mello, por sua vez, foi diretamente ao ponto: as classes médias altas no Brasil – nas quais se reúnem quantidades estupefacientes de arrogância, ignorância e preconceito, e cujo maior sonho de toda uma vida é alcançar um apartamento em Miami – estão apavoradas, mortas de medo de que Lula volte a concorrer à presidência – e vença – em 2018.

E isso nos leva afinal ao juiz mandante e carrasco executor de toda a cena: Sergio Moro, protagonista de “Operação Lava Jato”.

Ninguém em sã consciência dirá que Moro teve carreira acadêmica da qual alguém se orgulharia. Não é de modo nenhum teoricista peso pesado. Formou-se advogado em 1995 numa universidade medíocre de um dos estados do sul do Brasil e fez algumas viagens aos EUA, uma das quais paga pelo Departamento de Estado, para aprender sobre lavagem de dinheiro.

Como já comentei, a chef-d’oeuvre da produção intelectual de Moro é artigo antigo, de 2004, publicado numa revista obscura, nos idos de 2004 (“Considerações sobre Mãos Limpas”, revista CEJ, n. 26, julho-Set. 2004), no qual claramente prega a “subversão autoritária da ordem judicial para alcançar alvos específicos” e o uso dos veículos de mídia para envenenar a atmosfera política.

Quer dizer, o juiz Moro literalmente transpôs a famosa operação da Justiça italiana de 1990 Mani Pulite (“Mãos Limpas”) da Itália para o seu próprio gabinete – e pôs-se a instrumentalizar os veículos da grande mídia brasileira e o próprio judiciário, para alcançar uma espécie de “deslegitimação total” do sistema político. Mas não quer deslegitimar todo o sistema político: só quer deslegitimar o Partido dos Trabalhadores, como se as elites que povoam todo o espectro da direita no Brasil fossem querubins.

Assim sendo, não surpreende que Moro tenha contado com a companhia solidária, enquanto se desenrolava a Operação Lava Jato, do oligopólio midiático da família Marinho – o império midiático O Globo –, verdadeiro ninho de reacionários, nenhum deles particularmente inteligente, que mantiveram íntimas relações com a ditadura militar que, no Brasil, durou mais de 20 anos.

Não por acaso, o grupo Globo foi informado sobre a “prisão” hollywoodiana que Moro aplicaria ao presidente Lula antes de a operação começar, e pode providenciar cobertura que efetivamente tudo encobriu, ao estilo CNN.

Moro é visto por muitos no Brasil como um sub Elliot Ness nativo. Advogados que têm acompanhado o trabalho dele dizem que o homem cultiva a imagem de que o Partido dos Trabalhadores seria uma gangue que viveria a sanguessugar o aparelho do Estado, com vistas a entregar tudo, em cacos, aos ‘sindicatos’.

Segundo um desses advogados, que falou com a mídia independente no Brasil, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Moro é cercado por um punhado de Procuradores fanáticos, com pouco ou nenhum saber jurídico, que fazem pose de Antonio di Pietro (mas sem a solidez do Procurador milanês que trabalhou na Operação Mãos Limpas).

Ainda pior, Moro não dá sinais de preocupar-se com a evidência de que depois que o sistema político italiano implodiu, ali só prosperaram os Berlusconi. No Brasil, certamente se veria a ascensão ao poder de algum palhaço/idiota de bairro, elevado ao trono pela Rede Globo – cujas práticas oligopolistas já são bastante berlusconianas.

Pinochets digitais

Pode-se dizer que a blitz à moda Hollywood contra Lula guarda semelhanças diretas com a primeira tentativa de golpe de Estado no Chile, em 1973, que testou as águas em termos de resposta popular, antes do golpe real. No remix brasileiro, jornalistas globais fazem as vezes de Pinochets digitais. Mas as ruas em São Paulo já mostram graffiti que dizem “Não vai ter golpe” e “Golpe militar – nunca mais.”

Sim, porque tudo, nesse episódio tem a ver com um golpe branco – sob a forma de impeachment da presidenta Rousseff e com Lula atrás das grades. Mas velhos vícios (militares) são duros de matar: vários jornalistas próximos da Rede Globo e ativos agora na Internet já ‘conclamaram’ os militares a tomar as ruas e “neutralizar” as milícias populares. E isso é só o começo. A direita brasileira está organizando manifestações para o próximo domingo, exigindo – e o que mais exigiriam? – o impeachment da presidenta.

A Operação Lava Jato teve o mérito de investigar a corrupção, a colusão e o tráfico de influência no Brasil, país no qual tradicionalmente a corrupção corre solta. Mas todos, todos os políticos e todos os partidos políticos teriam de ser investigados – inclusive e sobretudo – porque em todos os casos esses são corruptos conhecidos há muito tempo! – os representantes das elites comprador brasileiras. A Operação Lava Jato não opera igualmente contra todos. Porque o projeto político aliado aos Procuradores do juiz Moro absolutamente não está interessado em fazer “justiça”; a única coisa que interessa a eles é perpetuar uma crise política viciosa, como meio para fazer fracassar a 7ª maior economia do mundo, para, com isso, alcançarem seu Santo Graal: ou aquela velha suja ‘mudança de regime’, ou algum golpe branco.

Mas 2016 não é 1973. Hoje já se sabe quem, no mundo, é doido por golpes para mudar regimes.

*Jornalista brasileiro, vive em São Paulo, Hong Kong e Paris, mas publica exclusivamente em inglês. Mantém coluna no Asia Times Online; é também analista de política de blogs e sites como: Sputnik, Tom Dispatch, Information Clearing House, Rede Voltaire e outros; é correspondente/articulista das redes Russia Today e Al-Jazeera.

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

Leia também:

Dilma: Chamaram golpe de Revolução; agora é golpe com colorido democrático

 

20 Comentários escrever comentário »

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Urbano

04/04/2016 - 13h27

Inicialmente piratearam, até porque sempre levaram amplas vantagens financeiras e econômicas sobre os butins, e logo depois patentearam como é praxe esse mãos ao alto…

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Nelson

03/04/2016 - 19h44

“Façam a economia [do Chile] gemer” foi a ordem dada por Henry Kissinger, Secretário de Estado dos EUA no governo de Richard Nixon, a seus subordinados e agentes secretos.

E a CIA pagou, regiamente, os caminhoneiros chilenos para que eles ficassem parados durante vários meses. Desabastecer o país para jogar o povo contra o governo; esse era o objetivo da greve paga pela CIA.

Qual era o problema de Salvador Allende? Corrupção, comunismo, socialismo? Nada disso. O problema de Allende, na visão do Sistema de Poder que domina os EUA, era a sua linha nacionalista, autônoma e independente que o levou,numa decisão soberana, a nacionalizar o cobre, a maior riqueza do país.

Autonomia e soberania, esse foi o crime cometido por Allende, como fora o crime de Mossadegh no Iran, dez anos antes, o crime de Jacobo Arbenz, na Guatemala, em 1954, e de tantos outros.

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    Athos

    05/04/2016 - 14h11

    É por isso que as esquerdas erram.
    A ideologia não é o alvo.
    O alvo É é sempre será a soberania.

    Ainda mão caiu a ficha e continuam achando que é luta de classes.

    A esquerda tem que fazer As pazes com os militares, pelo seu país, para ter um país.
    Não precisam se gostar, mas tem que caminhar juntos simplesmente porque não há outra alternativa. É isso ou não ser um país.

FrancoAtirador

03/04/2016 - 15h11

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Organização das Nações Unidas (ONU)
Assembléia Geral
11 de Dezembro de 1964
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(https://youtu.be/-ekfej_kmHQ?t=192)
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Responder

Urbano

03/04/2016 - 14h02

Os bandidos da oposição à Mãe Terra e seus filhos, que não sejam eles óbvio, estão fazendo o maior terrorismo, coisa esta genuinamente deles, mas por serem bondosos sempre doam aos inimigos que eles mesmos criam, de forma a tornar a vida humana um verdadeiro inferno. A partir daí, eles entram em ação para salvar a humanidade e, como não poderia ser diferente, eles ganham o jogo em que eles são a favor (deles) e contra a humanidade. A partir daí, do que eles já se apossaram e estão espalhados pelo mundo afora, eles juntarão; do que ainda não tomaram literalmente (exemplo a PETROBRAS) eles tomarão e juntarão tudinho para si. Então veremos literalmente que não haverá mais concentração de renda, mas a concentração de gente, muita gente, nos guetos pútridos e fascistas a esperar sua vez de embarcar na linha de montagem da morte. Os sobreviventes serão todos ricos, mas nunca como eles

Responder

FrancoAtirador

03/04/2016 - 06h16

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RFI
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Jornal Francês ‘Le Figaro’ Questiona Métodos do Juiz Sérgio Moro na Lava Jato
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“Juiz Instrumentaliza a Imprensa Brasileira”
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As investigações da Lava Jato acontecem “em meio a uma grande confusão,
na qual parte da imprensa brasileira é instrumentalizada por Moro”.
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“O juiz do Paraná vaza informações para chamar a atenção da mídia
e manter o escândalo no noticiário”,
escreve a Jornalista Lamia Oualalou, Correspondente do Le Figaro.
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“Foi o que fez o portal UOL, publicando as planilhas
com pagamentos da Odebrecht a políticos de 24 partidos,
tanto da oposição como da base governista”.
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“Além do caso da Petrobras, esses documentos mostram o superfaturamento
de obras dos Jogos Olímpicos do Rio e da Copa do Mundo”, relata a jornalista.
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Ela ressalta que não se sabe se os pagamentos são legais e declarados
ou foram feitos por caixa dois.
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A reportagem estima que esse episódio relança o debate sobre os métodos de investigação.
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Os documentos da Odebrecht divulgados pela Polícia Federal (PF)
demostram que a PF também tomou gosto pelos vazamentos.
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Mas o juiz Sérgio Moro colocou os documentos rapidamente sob sigilo.
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“É estranho que o primeiro documento que expõe políticos da oposição
tenha merecido uma reação tão rápida de Moro,
o mesmo juiz que tomou a liberdade de divulgar as escutas telefônicas
entre a presidente Dilma e o ex-presidente Lula na semana passada”,
destaca a jornalista.
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Na sequência, ela explica que o vazamento do diálogo de Dilma e Lula
levou à suspensão da nomeação do ex-presidente na Casa Civil,
e ainda foi parar no Supremo Tribunal Federal,
onde os juízes estão divididos sobre os métodos do juiz Sérgio Moro.
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O texto conclui que a presidente Dilma continua ameaçada de destituição,
mas os benefícios da Lava Jato, que expôs o maior escândalo de corrupção
já descoberto na história do Brasil, também estão ameaçados
pela atuação truculenta do juiz Sérgio Moro.
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(http://br.rfi.fr/brasil/20160325-le-figaro-questiona-metodos-do-juiz-sergio-moro-na-lava-jato)
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Responder

FrancoAtirador

03/04/2016 - 03h55

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“COMO É POSSÍVEL CONHECER A VERDADE DOS FATOS
SE A MÍDIA É MONOPOLIZADA”, PERGUNTA REQUIÃO
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(http://linkis.com/com.br/FW3CV)
(https://twitter.com/requiaopmdb/status/716484657001443328)
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Responder

FrancoAtirador

03/04/2016 - 02h39

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GOLPE A JATO:
SÓ TEM VILÃO
NESSA HISTÓRIA
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(http://imgur.com/5cIRBFF)
acasadevidro.files.wordpress.com/2016/04/cartoooon.jpg
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(https://acasadevidro.files.wordpress.com)
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Responder

FrancoAtirador

03/04/2016 - 01h27

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PETROBRAS CONTINUA GERANDO RIQUEZA AO BRASIL
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‘Apesar da Crise’ Provocada pela OLJ (OC-PPP) do Paraná
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Plano de Negócios da Petrobras prevê Investimentos
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de 98 BILHÕES DE DÓLARES NOS PRÓXIMOS 4 ANOS.
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Ou seja: Serão investidos cerca de R$ 400 BILHÕES,
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sendo 80% em Exploração e Produção de Petróleo.
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http://www.petrobras.com.br/data/files/69/47/51/FE/5B632510758F861561D2B8A8/png-2015-2019–investimentos-grafico.png
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Responder

FrancoAtirador

02/04/2016 - 23h51

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¡Patria o Muerte!
¡Venceremos!
.
¡Hasta la Victoria!
¡Siempre!
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(https://twitter.com/j_livres/status/716406673561239552)
.
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Responder

Nelson

02/04/2016 - 22h06


Outro que colocou a questão da geopolítica foi Luís Nassif. Eu nunca imaginei que o Nassif chegaria a uma conclusão dessas, afinal, ele, ao que eu saiba, nunca foi de esquerda. No longo artigo “Lava Jato: tudo começou em junho de 2013” ele coloca com bastante clareza essa questão. O artigo pode ser lido em http://jornalggn.com.br/noticia/lava-jato-tudo-comecou-em-junho-de-2013.

Responder

fernando oliveira

02/04/2016 - 20h11

13 na numerologia, é o número da mudança. Aonde ele floresce, nada mais será como antes.
Portanto, direita burra, preguiçosa, arrogante, preparem rodo, vassoura e sabão pois o futuro de vcs é
fazer faxina nas latrinas em miami.

Responder

wladimir teixeira

02/04/2016 - 18h29

Quero lembrar a participação decisiva dos sionistas israelenses nessa trama , fornecendo dinheiro, mas sobretudo armas , munições e suprimentos, em quantidade suficiente para formação de milícias paramilitares , prontas desde já para entrar em ação.

Responder

FrancoAtirador

02/04/2016 - 15h51

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A FIESP DO SKAF E A FORÇA SINDICAL DO PAULINHO BOCA-SUJA VÃO MORRER ABRAÇADOS
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(http://jornalggn.com.br/noticia/skaf-e-paulinho-da-forca-no-golpe-da-liquidacao-da-clt-por-j-carlos-de-assis)
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Responder

Bacellar

02/04/2016 - 14h34

Se Pepe Escobar está dizendo…Quem sou eu para discordar…. Lembrando que o “I” do BRICS já tem um presidente conservador.

Responder

lulipe

02/04/2016 - 14h11

Como é cômodo culpar os EUA pela incompetência do governo do PT. Essa desculpa só cola, ainda, nos blogs progressistas, seja lá o que isso signifique.

Responder

    Nelson

    02/04/2016 - 21h04

    Como é cômodo engolir o que a Veja, Istoé, Época, Exame, Globo, Band, Folha, Estadão, RBS, etc – o PIG em geral -, dizem. A gente não precisa nem pensar e, assim, poupa os neurônios. Não é assim, sr Lulipe?

    Enquanto isso, o Sistema de Poder que domina os Estados Unidos e boa parte do planeta e tem anseios de dominá-lo por inteiro, quando vê alguém como o Lulipe esfrega as mãos de tanta feceirice. ” Engrupimos mais um troxão” devem exclamar aqueles que estão por detrás do sistema que citei.

    olivires

    02/04/2016 - 21h09

    É preciso fazer uma leitura geopolítica das disputas internas, ainda mais quando há interesses energéticos, como o pré-sal, ou interesses contrariados de empresas americanas.

    Quem fala isso são americanos como John Perkins, Greg Palast, Chomsky, o australiano John Pilger, o inglês Christopher Hitchens, o sul-coreano Ha-Joon Chang. E muito antes já falava Mark Twain, no início do século XX, no livro Patriotas e Traidores.

    Rockefeller e os irmãos Koch têm interesses no mundo todo, a cadeia energética é transversal a toda economia.

    No livro O Julgamento de Kissinger, de Hitchens, tem uma declaração já desclassificada da época do Nixon, informando que “não havia motivos para os EUA assistirem um povo entregar seu governo para comunistas sem fazer nada”, sobre o governo social democrata do Allende, no Chile.

    O próprio golpe militar no Brasil teve comprovada participação americana, bem como nos diversos golpes latino-americanos. Está no livro do economista argentino Walter Graziano: Hitler ganhou a guerra.

    Taxar de Teoria da Conspiração qualquer tentativa de entender a crise pelos movimentos de atores externos é só uma maneira de abstrair que o país não é uma bolha, e que sofre influência das economias centrais.

    Se os EUA têm a capacidade econômica e tecnológica para cooptar e financiar certas ideologias que lhes interessam, irão fazer.

    Seja comprando parlamentares (Serra Chevron) ou movimentos supostamente espontâneos, como o MBL, que é financiado pelos Estudantes pela Liberdade, versão dos Students for Liberty, que são financiados pelos Koch Brothers.

    Koch Brothers: https://www.youtube.com/watch?v=2N8y2SVerW8

    War on Democracy: https://www.youtube.com/watch?v=1tm_GxpaBQg

    Minutos 44:20 e 1:05:29 esclarecem bastante sobre os interesses dos EUA e seu modo de ação.

    Nelson

    02/04/2016 - 22h05

    “A mais recente revolução cozinhada pelos agentes “soft power” da Central Intelligence Agency que actuam nos legislativos federal e estaduais brasileiros, nos media corporativos, nos tribunais e nos gabinetes de promotores – todos eles incitados pela ajuda financeira de organizações não governamentais de George Soros – é a “Revolução do pato amarelo”.”

    As palavras acima você encontra no artigo “A última criação de Langley:
    A revolução do pato amarelo no Brasil” escrito pelo jornalista e escritor estadunidense, Wayne Madsen que chegou a trabalhar para agências de segurança dos EUA, cuja íntegra pode ser lida em http://resistir.info/brasil/madsen_24mar16.html.

    Portanto, sr Lulipe, não é somente o somente o Pepe Escobar que está a alertar para a questão geopolítica existente por detrás da Lava jato.

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