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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Mídia só enxerga misses e jovens ricos na Venezuela

17 de março de 2014 às 20h41

A mídia só pensa nas celebridades

MISSES, CARLOS BAUTE E COMO A MÍDIA PARTICIPA DA LUTA DE CLASSES NA VENEZUELA

Nos anos do Governo Bolivariano , a Venezuela reduziu a pobreza pela metade, a pobreza extrema em mais de 70 por cento, e triplicou os gastos sociais em saúde e educação.

Do La Iguana TV

Tradução de Jair de Souza

Por meio de sua cuidadosa seleção de conteúdos, entrevistas, imagens e manchetes, os grandes meios de comunicação dão a entender que os “estudantes” da Venezuela estão protestando em massa contra o governo de Nicolas Maduro (1). Mas, estão mentindo. Os protestos violentos têm ocorrido exclusivamente nas áreas residenciais de classe média e alta de 18 municípios dos 335 existentes no país, todos esses 18 municípios governados pela oposição de direita (2). Enquanto isso, a juventude dos bairros, que é a maioria no país, não existe para a mídia (3).

Jornais e canais de televisão de todo o mundo nos apresentam mulheres brancas de bairros opulentos (4) e misses de concursos de beleza (5) como representantes das “mulheres” da Venezuela, que estão em pé de guerra contra o governo. Ao passo que, as mulheres mestiças dos setores populares – a maioria do país –  não têm voz ou imagem na mídia (6).

Cantores ricos (7) e artistas de direita (8) que apoiam a derrubada pela força do Governo de Nicolás Maduro são apresentados como “artistas solidários com a Venezuela.” Enquanto isso, aqueles que denunciam a interferência dos EUA ou o caráter golpista da oposição, são silenciados ou condenados (9) (10) (11).

É que a Venezuela está vivendo um intenso cenário de luta de classes, no qual as empresas de comunicação claramente tomam partido por certos setores sociais: aqueles que apostam por uma volta à fórmula de democracia liberal de livre mercado, em conformidade com os interesses empresariais de tais meios. Seu trabalho de guerra ideológica é mais agressivo e intenso na Venezuela do que em outros países, onde falta um ingrediente essencial, agregado em grande medida pela figura de Hugo Chávez: a consciência de classe de amplos setores populares empobrecidos, os quais durante décadas não participavam em política e, até mesmo, não existiam como cidadania registrada (12).

Hoje, a mídia internacional é o principal protagonista da tentativa de ruptura da democracia venezuelana. Ela é o alto-falante de propaganda de uma oposição que trata de derrubar um presidente de esquerda, eleito por mandato popular há 10 meses e cujo partido voltou a ganhar – desta vez com vantagem ainda maior – as recentes eleições municipais (13).

Encorajada pelo recente exemplo da Ucrânia, a oposição venezuelana aposta na intervenção de atores internacionais no país (14). Para legitimar esta intervenção, difunde ao mundo, através dos grandes meios, a mensagem de uma suposta “brutal repressão de manifestantes pacíficos” (15). Estes meios informam sobre as mortes ocorridas no lado opositor (16), ao passo que silenciam, ou minimizam, o assassinato de chavistas (17) ou de agentes da polícia (18). Quase não mencionam as contínuas sabotagens e incêndios de bens públicos (19); ou os ataques xenófobos contra centros médicos atendidos pela cooperação médica cubana (20). Ao mesmo tempo que ressaltam as acusações de supostas torturas (21) – sobre as quais não foi apresentada nenhuma evidência (22) -, fingem ignorar que 11 policiais foram detidos por cometer excessos em suas intervenções (23), um dado desconhecido em outras latitudes do mundo (24).

O Secretário Geral da OEA, José Miguel Insulza (25), o papa Francisco (26), o Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon (27), e a Alta Comissariada para os Direitos Humanos, Navi Pillay (28), todos eles conclamaram pelo diálogo entre governo e oposição. Porém, estas petições – dirigidas a ambas partes – são convertidas pelos meios de comunicação em acusações contra uma só delas: à do Governo de Nicolás Maduro: “Ban Ki Moon pede ao governo venezuelano que escute as demandas dos manifestantes”, podíamos ler no jornal espanhol El Mundo (29).

Curiosamente, o governo venezuelano é a única parte que respondeu a esta petição de diálogo. Organizou uma Conferência pela Paz – onde até o empresariado opositor está participando – à qual, no entanto, os principais líderes da oposição se negaram a comparecer (30). Coisa que, certamente, poderá lhes deixar um importante passivo político: segundo uma enquete da International Consulting Services, 7 de cada 10 pessoas apoiam esta Conferência pela Paz e repudiam a atitude da oposição (31).

Por último, vamos recordar alguns dados importantes para entender o cenário de luta de classes venezuelano. Nos anos de governo bolivariano, a Venezuela reduziu a pobreza pela metade, a pobreza extrema em mais de 70 por cento e triplicou os gastos sociais em saúde pública, educação e assistência social (32). Tudo isso, recordemos, graças ao investimento de grande parte da renda petroleira em projetos sociais, a qual, anteriormente, era dominada pela minoria que hoje protesta nas ruas.

Entretanto, a redução da pobreza na Venezuela – a maior da região no ano passado, conforme a CEPAL das Nações Unidas (33) – importa muito pouco para os “garotos de bem” das urbanizações de classe média. Para artistas como Carlos Baute (34) e Madonna (35) isto importa ainda menos.

(1) http://noticias.lainformacion.com/m…

(2) http://www.avn.info.ve/contenido/ja…

(3) http://www.cubainformacion.tv/index…

(4) http://mexico.cnn.com/mundo/2014/02…

(5) http://www.abc.es/internacional/201…

(6) http://www.telam.com.ar/notas/20140…

(7) http://www.elmundo.es/internacional…

(8) http://www.bbc.co.uk/mundo/noticias…

(9) http://www.telesurtv.net/articulos/…

(10) http://peru21.pe/deportes/diego-mar…

(11) http://www.cubainformacion.tv/index…

(12) http://www.telesurtv.net/articulos/…

(13) http://noticias.lainformacion.com/m…

(14) http://actualidad.rt.com/actualidad…

(15) http://www.infobae.com/2014/03/02/1…

(16) http://www.lasexta.com/noticias/mun…

(17) http://www.aporrea.org/regionales/n…

(18) http://www.aporrea.org/oposicion/n2…

(19) http://www.aporrea.org/oposicion/n2…

(20) http://www.aporrea.org/actualidad/n…

(21) http://www.elmundo.es/internacional…

(22) http://www.avn.info.ve/contenido/ga…

(23) http://www.lacapital.com.ar/ed_impr…

(24) http://www.librered.net/?p=32178

(25) http://elcomercio.pe/opinion/column…

(26) http://internacional.elpais.com/int…

(27) http://www.prensa-latina.cu/index.p…

(28) http://www.aporrea.org/ddhh/n246197.html

(29) http://www.elmundo.es/internacional…

(30) http://www.telesurtv.net/articulos/…

(31) http://www.aporrea.org/oposicion/n2…

(32) http://lapupilainsomne.wordpress.co…

(33) http://www.aporrea.org/actualidad/n…

(34) http://www.elmundo.es/loc/2014/02/1…

(35) http://www.latercera.com/noticia/mu…

Leia também:

A caçada no Facebook que precede a campanha eleitoral

 

25 Comentários escrever comentário »

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Homero Mattos Jr. (@Omnros)

20/03/2014 - 17h53

“La rebelión de las elites
Irene Lozano
…sienten que les han arrebatado sus viejos privilégios, lo cual es rigurosamente cierto. …Quierem detener en alguna zanja el reparto de poder para restaurar aquel mundo jerárquico y ordenado en que se sentían seguros de su hegemonia y solo disputaban côn sus iguales.
… Como ha explicado Manuel Castells…los médios ‘no son el cuarto poder. Son mucho más importantes: son el espacio donde se crea el poder’.
Las relaciones de poder que se creen estarán, pues, moldeadas por los pequeños predicadores que adoctrinan en lugar de informar, difaman o caricaturizan al adversario y optan por una narrativa apocalíptica para satisfacer a esa audiência que prefiere confirmar sus prejuicios a contrastar suas opiniones.
Desde el momento en que le otorgan visibilidad, sus delírios estimulan los de otros y se abren hueco en la agenda de los partidos.”
El PAÍS, domingo 17 de octubre de 2010 em ‘LA CUARTA PÁGINA’-OPINIÓN p.25
http://passalidadesatuais.blogspot.com.br/2010/12/as-vias-fechadas-da-america-latina.html

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    Mário SF Alves

    20/03/2014 - 20h00

    Inclui o link na lista de favoritos. Olhei rápido e gostei muito, e de imediato, do querido e já tão esquecido Victor Hugo:

    “Os erros… dos filhos, dos empregados, dos fracos, dos indigentes, dos ignorantes… são os erros dos pais, dos patrões, dos fortes, dos ricos, dos sábios… A sociedade é culpada por negar-lhes educação… Ela reproduz a escuridão que fabrica. O culpado não é o pecador, mas aquele que o faz viver na escuridão.”

    Victor Hugo em Os Miseráveis
    ____________________________________
    Ah, bons tempos, quando a arte fluía por todos os poros e não apenas por um único orifício.

FrancoAtirador

20/03/2014 - 10h34

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Bonifa

20/03/2014 - 09h14

É apenas mais uma ousada ofensiva do fascismo global, base de apoio do neo-imperialismo ocidental, só isso. Maduro está resistindo muito bem. A última fase da ofensiva, o surrado refrão de que “o governo está atirando em seu próprio povo”, ficou ridícula, por carecer obviamente de qualquer fundamento.

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Regina Braga

19/03/2014 - 14h46

E o programa do Jô tbém…

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Mário SF Alves

19/03/2014 - 12h36

Novidade!
_______________________
É sempre assim. Atiçam, atiçam e atiçam. Na hora do vamos ver, fogem pro colinho da mamãezona, sócia publicamente jamais assumida, situada um cadinho mais ao Norte.
_______________________________
A continuarem assim, logo, logo, vão levar a Venezuela a uma revolução, aí, sim, uma revolução social, uma revolução de verdade. E, lógico, não é exatamente isso o que pretendem. São inocentes. Só estão a promover mais um outro golpezinho de Estado para terem o governo, o poder total e, de quebra, entregarem o Cone Sul da América Latina de volta por SPYstates. Só isso que querem. Ora, qual o problema?

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Jayme V. Soares

19/03/2014 - 07h54

A mídia golpista, entreguista, na Venezuela, só defende os interesses dos Estados Unidos, que estão de olho nas reservas de petróleo daquele País, as maiores do mundo: aos Estados Unidos interessa derrubar o governo socialista bolivariano da Venezuela, para colocar, no poder, o governo que entregue as reservas de petróleo venezuelanas a empresa capitalistas norte-americanas.Uma minoria da elite entreguista venezuelana, que não tem nenhum compromisso social com aquele povo, e sim com seus interesses individualistas, promovem movimentos desordeiros, covardes e criminosos, gerando a morte de pessoas inocentes, e indefesas.

Responder

    Julio Silveira

    20/03/2014 - 08h41

    Pior meu caro Jayme que tem muito inocente útil que vai lá tomar porrada da policia. As vezes até virando o mártir perfeito para serem usados pelos Estados Unidos em sua falsa retórica democrática, acreditando que seu mal é o comunismo comedor de criancinha, ideologia politica extinta a muito tempo, como vemos pelos nossos comunistas daqui. Acreditam no conto do comunismo e caem no bico da Águia.

Luís Carlos

18/03/2014 - 20h31

Tem manifestante brasileiro que indica El País como “cobertura equilibrada”.
Sobre a Venezuela é como na Criméia. Os EUA apóiam nazistas golpistas e não reconhecem o resultado da escolha popular com cerca de 97% dos votantes dizendo querer fazer parte da Rússia. Ontem, Deméteio Magnoli, no Jornal da Dez da GloboNews teve a pachorra e desfaçatez de dizer que o ocidente não reconhece o reultado do referendo porque ele é apenas um “verniz de democracia” para encobrir a votação sob pressão de forças militares russas e a impossibilidade de “autoridades” ucranianas participarem do processo. Nunca vi tamanho maucaratismo e tão vergonhosa manipulação antes. Acertaram discurso com Império e saíram fazendo defesa descarada e desavergonhada dos interesses dos EUA. Mídia canina.

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    Mário SF Alves

    20/03/2014 - 09h48

    É… meu caro, a ideologia dominante é a ideologia da classe dominante. E esse aí sabe muito bem disso. É mais um condicionado pelo vínculo empregatício com o PiG e, por isso mesmo não dá um pio fora do riscado. Tá implícito no contrato.
    ____________________________
    E o PiG, desde antes de 64, está a serviço de quem?
    ___________________________________
    Sob certos aspectos, até dá pra entender aquela movimentação do Getúlio em direção ao eixo.

Nelson

18/03/2014 - 16h51

É a geopolítica, é a geoestratégia, estúpido!

Entre 48 e 72 horas. Este é o tempo que o petróleo venezuelano leva para chegar ao Texas. Já o petróleo do Oriente Médio não chega antes de 45 dias.

Então, amigo. É extremamente estratégico, crucial eu diria, para o governo dos EUA, retomar o controle completo da maior reserva de petróleo do planeta.

Responder

    Mário SF Alves

    20/03/2014 - 12h25

    Isso pelo menos enquanto não aparecer novos Teslas por aí que se disponham a jogar por terra essa texana e sedimentar matriz energética. Capitalismo fóssil-dependente é phoda.
    ___________________________
    Peraí, esqueci, a matriz energética agora é outra. No capitalismo financeiro o conta mesmo é a espada de Dâmocles¹ sobre a cabeça, não de bajuladores, mas, sim, sobre todos nós. O conta é a aterrorização, o medo regino-duarteano. Espadinha sem escrúpulos esse, pois ameaça até os representantes da ideologia de direita que nos dão a honra de, a não ser mediante falácias, a defenderem aqui.
    _____________________________________
    ¹Dâmocles é protagonista de uma anedota moral que figurou originalmente na história perdida da Sicília por Timaeus de Tauromenium (c. 356 – 260 a.C.). Cícero pode tê-la lido em Diodoro Sículo. Ele fez uso dela em suas Tusculan Disputationes V.61 – 62.

    “… espada pendurada sobre o pescoço de Dâmocles, presa apenas por um fio de rabo de cavalo…”

    Mário SF Alves

    20/03/2014 - 13h35


    _____________________________

    A seguir, na imagem [que ainda costuma valer mais do mil palavras]:

    1-Quem ou o quê representa a águia?
    2-Quem ou o quê representa o Prometheus acorrentado? [PT, Chávez, Maduro, Genoino, Lula, Dilma ou o Dirceu?]

    Mário SF Alves

    20/03/2014 - 14h15

    O Prometeu Acorrentado, o Prometeu que interessa:

    “Talvez o mais famoso tratamento do mito possa ser encontrado na tragédia grega Prometeu Acorrentado (Prometheus desmotes), tradicionalmente atribuída ao dramaturgo grego Ésquilo, do século V a.C.. No centro do drama estão as consequências do roubo do fogo cometido por Prometeu e sua subsequente punição, por Zeus; a dependência do autor no material de Hesíodo como fonte fica claro, embora a peça também contenha diversas alterações em relação à tradição recebida. Antes de roubar o fogo, Prometeu desempenha um papel decisivo na Titanomaquia, assegurando a vitória para Zeus e outros deuses olímpicos. A tortura cometida por Zeus em Prometeu, assim, é vista como uma traição particularmente brutal. O escopo e o caráter das transgressões de Prometeu contra Zeus também são ampliados nesta versão; além de dar o fogo à humanidade, Prometeu alega ter ensinado aos homens as artes da civilização, como a escrita, a matemática, a agricultura, a medicina e a ciência. O maior feito do titã pela humanidade, no entanto, parece ter sido salvá-la da destruição completa.”
    Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Prometeu

Carlos N Mendes

18/03/2014 - 15h55

Ótimo artigo, e com links justificando as afirmações, parabéns. Agora, se os babaquelhos da Federacamaras estão se espelhando na Ucrânia, olha o roteiro a seguir: cerco ao presidente sitiado no palácio do Governo; barricadas com milhares de simpatizantes do golpe de estado no entorno do palácio; atiradores ocultos fingindo ser agentes de governo, que matam vários civis e depois acusam Maduro pelo massacre; fuga do presidente Maduro; golpistas tomam o palácio; a região de Maracaibo se declara independente da Venezuela, levando de lambuja todas as reservas de petróleo do país. É, vai ficar emocionante antes de ficar chato…

Responder

abolicionista

18/03/2014 - 14h01

Não existe revolução pela metade. A elite venezuelana sabe que a luta de classes é uma luta de vida ou morte e será capaz de tudo para manter sua posição de comando. O mesmo acontecerá no Brasil. Por isso é preciso politizar a classe trabalhadora. É preciso ser, mais do que nunca, radical. E isso, no sentido marxista do termo, significa ir à raiz do problema. Ou a Venezuela continua o processo de transformação social, socializando os canais de televisão e outros meios-de-comunicação, socializando os bens-de-produção, os bancos, e colocando atrás das grades os golpistas, ou seu povo será mais uma vez amordaçado e colocado no pelourinho do grande capital. A elite está certa, essa é uma guerra de vida ou morte. Ela sempre esteve consciente disso. Sua ideologia é perfeita. O problema está do outro lado, que espera por um conciliação impossível, como o velho Marx já previra…

Responder

Julio Silveira

18/03/2014 - 12h40

Nunca me esqueço de uma famosa frase atribuída ao Joãozinho Trinta, “pobre gosta de luxo, quem gosta de pobreza é intelectual”. De certa forma ele tinha razão, é acho que é isso mesmo. Só que a complexidade que se esconde por trás dessa preferencia poucos tem interesse em entender e tentar diagnosticar.
Acho, que as pessoas mais humildes sofrem toda especie de discriminação e humilhação cotidianamente. Começa já pela manhã quando vão para a labuta e encontram seus coletivos lotados. Grande parte sequer são reconhecidos em seu valor profissional, mesmo por iguais. Isso acredito faz com que a necessidade de reconhecimento vá falando mais alto. Daí a intenção de chamar a atenção é um passo para ambicionar fazer parte do contexto. As mídias corporativas exploram bem essa necessidade criada pela fatalidade das condições frágeis da maioria dos cidadãos. Esses que sentem suas expectativas de vida frustadas pelas contingências artificiais, mas que se tornam perenes. No fim o sonho, o afastamento da própria realidade, o deslumbramento com coisas mais ou menos fictícias se torna o escapismo para uma serie de tribulações. Fazer o que? a maioria dos cidadãos não enxerga, não conhece e nem entende a verdadeira feiura que se esconde por trás de toda essa “beleza” fonte de seus males.

Responder

    simas

    19/03/2014 - 00h56

    Júlio,
    Ninguém aprecia a miséria, a pobreza. As pessoas das classes menos favorecidas têm uma grde admiração por aqueles outros, remediados ou q pertencem às classes mais favorecidas. É normal; pq se sonha e se espera chegar lá, tbm. Pra formação desse espírito a propaganda, maciça, colabora e conspira, dia e noite, sem intervalos, qq. Qdo não campeia esse sentimento francamente colaborador e submisso; pode-se encontrar as personas revoltadas, até ao nível mais grave, da delinquência… Eu não dou trégua à mídia, maldita; pq me ponho a observar uma segunda intenção, em todos os movimentos da imprensa, corporativa. Não consigo acompanhar, por exemplo, uma novela, sem me doer, com a irrealidade das séries… Os participantes são lindos, saudáveis, ricos, inteligentes e… transparecem não trabalhar, ou, ao contrário, ganhar mta grana, fácil, na esperteza. De história em história, a imprensa vai criando um mundo q lhes serve, cabe, no imagínário do espectador. Ao lado disso, outra farsa sistematicamente posta em prática, é aquela q faz de quem possui um nível social, intelectual e econômico melhor, um ser superior, inquestionável… A própria organização institucional trabalha nesse sentido e cria a estrutura social. Cara, pra se fugir desse esquema em funcionamento por todo o mundo, só com uma ruptura, quase q impossível ou inalcançável; pq global… Se vc se rebelar, aqui, todo o resto do sistema responde, ou corresponde desfavoravelmente, até em conjunto. Mto difícil, pular fora dessa estrutura crucificante. Se vc ousar ultrapassar a linha permitida, o seu entorno lhe capa; se não o conseguir, o universo desaba por sobre sua pessoa, atrevidona…
    Eu não estou tentando vender uma postura, covarde; apenas, compreender esses meandros pra arquitetar resposta factível; jamais, rupturas. Por isso, assistimos, no caso do Brasil, a quietude política de um partido q sempre reconheceu a existência de classes sociais e pregou a luta, libertadora. Esse partido compreendeu q seria necessário abdicar de seus princípios, pra ganhar o poder e tomar acento – mesmo sabendo q sem a força… Na verdade esse partido entende, acertadamente, q nem o trabalhador, a outra face da moeda, tem horror à rupturas; fica satisfeito com o essencial, o trabalho. E se, junto, tem o trabalho, com uma renda, melhorada um pouco… É a glória. Ao trabalhador lhe era negado, até, a dignidade de trabalhar; não era, assim?… Agora, ele tem o trabalho, uma renda melhorada; o governo esta cuidando, até, da oportunidade de esse trabalhador, aprimorar seu rendimento, profissional… E o capital vai aceitar, isso; q lhe convém. E mtos outros probleminhas vão sendo atacados, aqui e ali, de forma a solapar a grandiosidade da manifestação opositora; de forma q forma q o conservadorismo, velho conhecido de outras batalhas, perdeu o rumo e seu fio de convencimento; obrigando-o, o poder conservador, buscar auxílio no exterior… Ai, meu caro, a coisa começa a pegar, perigosamente. Vide a Venezuela, o leste europeu, o norte da África, por exemplo…
    Todo o cuidado é pouco, Júlio.
    Abraço, fraterno

    Julio Silveira

    19/03/2014 - 19h30

    Caro Simas, me sinto realmente satisfeito por ter provocado, com meu pensamento questionador, todo esse eflúvio de reflexões trazidas a nós por você. Certamente pensamentos como o seu devem ser postos, para produzir ressonância critica nas caixas encefálicas de nossa cidadania. Foi esse meu intento, produzir discussão e ver até aonde vai a sensibilidade da cidadania para algo que lhe atinge involuntariamente, mas de forma muito bem arquitetada para produzir esse fim. Abraço fraterno retribuído.

    Mário SF Alves

    20/03/2014 - 13h57

    “Joãozinho Trinta, “pobre gosta de luxo, quem gosta de pobreza é intelectual””
    ______________________
    E não é que depois dessa ele virou ídolo dos cripto-brasileiros, dos pseudointelectuais e da direita mais empedernida?

    Só no Brasil, mesmo.

luiz mattos

18/03/2014 - 12h02

É o olhar da elitezinha.

Responder

henrique de oliveira

18/03/2014 - 11h38

Enquanto for filhinho de papai e misses morrendo acho é pouco , afinal essa láia matou muita gente de fome.

Responder

Alemao

18/03/2014 - 05h12

Kkkkkkk, o vídeo é da CubaTV!

Que que tem que os filhinhos de papai estejam morrendo à bala nas ruas não é mesmo? Que que tem que o método para melhorar a vida dos pobres tenha levado o país à miséria? Foi bom enquanto durou…

Responder

    Nelson

    18/03/2014 - 16h47

    Os “filhinhos de papai” estão sendo mortos pelos próprios “papais”, indiretamente. Afinal, foram eles mesmos que contrataram os paramilitares colombianos para praticarem os assassinatos.

    Se as vítimas fossem só os chavistas, ficaria claro demais de onde partiram as balas. Então, para poderem acusar abertamente o governo, é preciso sacrificar alguns aliados, alguns “filhinhos de papai”.

    Você sabe muito bem disso, Alemão. Em 2002, fizeram a mesma coisa. Não te faças de tanso.

    Luís Carlos

    18/03/2014 - 20h26

    Ele não esta se fazendo.

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