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Luís Francisco: Há fortes indícios de que Meirelles inflou o déficit fiscal em, pelo menos, R$ 50 bi, para justificar corte de direitos sociais e privatizar

22 de maio de 2016 às 11h30

Meirelles e manifestação-001

por Luís Francisco, especial para o Viomundo

Nessa sexta-feira, 20 de maio de 2016, Henrique Meirelles, o ministro da Fazenda do governo usurpador, anunciou a nova meta fiscal de 2016: R$ 164 bilhões.

Este valor diz respeito ao governo federal. A essa conta se somam outros R$ 6 bilhões dos Estados e Municípios, totalizando R$ 170 bilhões.

Só que, no final da manhã da mesma sexta-feira 20, a própria equipe do Ministério da Fazenda previa R$ 114 bilhões, como mostra o Estadão.

estadão-001

O fato é que há fortes indícios de que governo usurpador inflou em, pelo menos, R$ 50 bilhões o déficit fiscal.

Em parte, a diferença pode ser explicada pela retirada da previsão de recursos que dependem de lei específica, como a CPMF e a lei dos dividendos, citadas por Meirelles na entrevista à imprensa.

Ou seja, Meirelles fez uma mudança na metodologia do item 9, do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias — 2º Bimestre de 2016:

“Importante ressaltar que a presente Avaliação, diferentemente das anteriores, implementa uma mudança metodológica no que concerne à inclusão de medidas legislativas e/ou dependentes de fatores de mercado alheios ao controle do Governo Federal. Nesse sentido, em consonância com as recentes recomendações dos órgãos de controle quanto ao gerenciamento dos riscos associados ao processo de gestão fiscal, optou-se pelo conservadorismo, retirando-se das projeções deste Relatórios as referidas medidas.”

Além disso, outras iniciativas que podem reduzir o déficit fiscal, como aumento do contingenciamento, não foram anunciadas, como reconheceu o próprio ministro da Fazenda provisório.

Daí a pergunta óbvia: por que a conta excessiva e tudo indica inflada de Meirelles e equipe?

Essa estratégia tem, pelo menos, três objetivos:

1. Impactar a opinião pública para enfiar goela abaixo da população o “pacote de maldades”, com redução de direitos conquistados. Por exemplo, a reforma da previdência.

2. Conseguir do Congresso maior autorização para aumentar despesas.

Nesse sentido, nota divulgada hoje (na íntegra, ao integra) pelo economista Nelson Barbosa, ministro da Fazenda do governo Dilma, alerta:

” elevação substancial da previsão do déficit primário previsto para 2016, sem a apresentação de medidas para reduzi-lo, acabou por transformar a meta fiscal em um “piso fiscal”. Na prática, como dito pelo Ministro do Planejamento na entrevista coletiva, a meta de déficit de R$ 170,5 bilhões constitui um valor máximo para o déficit primário, ou seja, um valor capaz de acomodar os cenários mais pessimistas de frustração de receita e aumento de despesas”.

3) Apresentar, no final de 2016,  um déficit fiscal menor que o anunciado de R$ 164 bilhões, para fazer de conta de que Meirelles foi eficiente.

Tanto que, Nelson Barbosa, em sua nota divulgada hoje, salienta:

Em contraste com os R$ 170,5 bilhões de piso para o déficit primário da União anunciados pelo governo interino, a média das expectativas de mercado,  levantadas pelo Ministério da Fazenda, aponta para um déficit de R$ 104 bilhões nesse ano. Esse valor é compatível com a proposta de redução da meta apresentada ainda em março, acrescida do impacto da renegociação das dívidas estaduais.

O aumento do valor da meta fiscal é resultado da queda de receita decorrente de uma série de fatores, que abordarei um pouco mais adiante.

Em apresentação em março deste ano, Nelson Barbosa já mostrava que grande parte do déficit fiscal decorria da não realização de receitas.

Isso também é perceptível no relatório apresentado por Meirelles ao comparar os dados do 1º bimestre com os 2º bimestre de 2016. Nota-se que, nesse período, houve redução de arrecadação de R$ 43 bilhões. Isso é um indício importante do estrago feito pela instabilidade gerada pelo processo de impeachment.

Há ainda um crescimento de despesas em R$ 30 bilhões, puxadas por pagamentos de precatórios (equivalem a R$ 13 bilhões), de benefícios da previdência (R$ 6.8 bilhões) e de pessoal (R$ 3,5 bilhões).

Em português claro: o déficit fiscal apresentado é causado basicamente pela queda de arrecadação e mudança de metodologia feita por Meirelles.

Porém, como frisou Meirelles, o governo usurpador não desistiu dos recursos que podem ser auferidos CPMF e da lei dos Dividendos, que, se aprovados, impactarão positivamente, reduzindo o déficit.

Quanto à queda da receita, ela é fruto de uma série de fatores: erros na condução da política econômica do governo Dilma; aceleração da crise internacional devido à crise chinesa; aumento das ações terroristas na Europa; continuidade dos problemas que levaram à crise mundial de 2008 e que não foram vencidos quase oito anos depois.

Em relação à queda da receita, pesaram também estes outros “custos”:

* Temer/Cunha, visto que a “festa” do impeachment trouxe consequências econômicas graves, resultando em receitas não realizadas. Aqui, incluiu-se, pelo menos, um ano de instabilidade política causada pela eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara dos Deputados.

* Aécio/PSDB, que apostaram na instabilidade e na crise política para destruir a economia e galgar o poder através de um golpe, pois nunca aceitaram a derrota eleitoral. E, como todos sabemos, a raiz da crise é o impasse político.

* Globo e Veja, que, desde 2014, realizam uma guerra de expectativas para derrubar a economia brasileira e derrotar o PT nas urnas. Isso continuou em 2015 e 2016, visando impedir Dilma de governar.

* Moro/Lava Jato

Por trás disso tudo estão os banqueiros e as pessoas que vivem de rendas – os chamados rentistas.

Desonestamente, eles estão tentando convencer a população de que você deve perder direitos sociais e trabalhistas, tão duramente conquistados em especial nesses últimos treze anos, para que se possa resolver a crise.

Assim, segundo os senhores do capital, devemos, como cordeirinhos, aceitar a terceirização em todas as áreas do trabalho, a reforma da previdência (forçando as pessoas a trabalharem mais), redução do reajuste do salário mínimo, teto do INSS abaixo do valor do salário mínimo, redução monstruosa das verbas para Saúde e Educação.

Isso é dito na caradura pelo Estadão:

“A ofensiva de comunicação também tem o objetivo de deixar claro os motivos da mudança na meta e por que sacrifícios precisam ser feitos para ajustar as contas pública”.

Por fim, gostaria deixar uma sugestão: Que tal o usurpador Temer fazer como governo Barack Obama, que durante os sete anos de crise econômica, manteve os juros zerados?

Com isso, depois de seis anos, os Estados Unidos conseguiram recuperar o nível de emprego de 2008.

No Brasil, somente com esta iniciativa, o governo usurpador economizaria R$ 140 bilhões, que é o tamanho do déficit fiscal.

De antemão, já sei o que vão dizer:  isso é impossível no Brasil, o “deus” mercado não aceitará.

Aliás, a redução dos juros, tão pedida pelo Skaf, presidente Fiesp, e outros empresários, foi um dos motivos para a derrubada de Dilma. Quando o mercado fez cara feia, eles recuaram e permitiram a subida dos juros para acalmar os rentistas.

Outra coisa é certa: os trabalhadores que lutaram tanto para conquistar os seus direitos não vão querer pagar o preço da crise.

Com a crescente radicalização do clima político, a situação econômica deve-se agravar, até porque a raiz da crise é política. As mobilizações tendem a crescer. Assim, logo, logo, ouviremos nas ruas “rentistas não passarão”.

O quadro pode piorar ainda mais com a crescente perseguição a Lula, que pode acabar preso.

Se ele for excluído do jogo político, será um desastre, pois ele é o único ator social no Brasil que poderia fazer uma conciliação política e social.

Assim, o fosso entre os brasileiros aumentará e nos conduzirá a novos conflitos, visto que a moderação ficou fora de moda.

Desse modo, tudo indica que o governo Temer infla hipocritamente  o “rombo” para aplicar o seu “saco de maldades” e não assumir a sua parte de responsabilidade, pois, como diz o ditado popular, “ filho feio não tem pai”.

Porém, a crise que os defensores do golpe construíram vai começar a destruí-los. É fácil colocar o país numa crise, mas é muito difícil tirá-lo, ainda mais que o fosso entre as ruas e o governo usurpador só tenderá a crescer.

****************

NOTA DE NELSON BARBOSA SOBRE A REVISÃO DA META FISCAL

via Assessoria de Imprensa da Liderança do PT na Câmara dos Deputados

A equipe econômica, ao definir a nova meta de resultado primário para 2016, manteve, na sua essência, a estratégia de política fiscal anunciada no início do ano e encaminhada ao Congresso Nacional por meio do PLN01/16.

De forma idêntica ao anunciado em março, o governo em exercício novamente solicitou ao Congresso espaço para acomodar frustrações de receita, pagar investimentos e manter ações emergenciais. As estimativas e parâmetros que fundamentaram a decisão foram novamente atualizadas pelas equipes técnicas do Tesouro Nacional, Receita Federal e Secretaria de Orçamento.

O valor dos recursos a serem descontingenciados na proposta do governo provisório é o mesmo apresentado em março: R$ 21,2 bilhões. Também é igual o valor destinado ao PAC (R$ 9 bilhões), à Defesa (R$ 3,5 bilhões), à Saúde (R$ 3,0 bilhões) e às transferências da Lei Kandir (R$ 1,95 bilhão).

A apropriação da proposta do PLN01/16 pelo governo interino evidencia a necessidade de flexibilização da meta de resultado primário no curto prazo para  que se mantenham os investimentos públicos, as despesas essenciais do governo e a acomodação das frustrações de receitas que têm se mostrado crescentes em função da queda do nível de atividade econômica.

Em relação a proposta anunciada em março, as principais modificações da  proposta anunciada na sexta, 20 de maio, estão concentradas em três pontos:

1)     A revisão dos parâmetros macroeconômicos, que afetou as projeções de receitas e despesas, faz parte dos trabalhos normais de revisão da programação fiscal realizado periodicamente pelas equipes técnicas dos ministérios da Fazenda e do Planejamento. Cabe ressaltar que foi mantida a estratégia adotada, desde o final de 2014, de basear as projeções do governo em parâmetros de mercado. Nesse ponto não houve, portanto, nem mais nem menos realismo por parte do governo provisório.

2)     A decisão de retirar das estimativas de receita e despesa valores relacionados a projetos em tramitação no Congresso Nacional, como a  PEC da CPMF e o PL 4495/16, que aperfeiçoa o pagamento de precatórios por parte da União, ou medidas administrativas que poderiam ser implementadas imediatamente pelo governo, como a melhoria de gestão  na Previdência e na concessão de benefícios assistenciais de prestação continuada.

3)     A decisão de incluir um teto para os passivos contingentes decorrentes da renegociação das dívidas dos estados. Na proposta  apresentada em março, a iniciativa já constava como uma das possibilidades de redução da meta fiscal, mas não tinha sido fixado um valor máximo para o impacto fiscal dessa renegociação devido à incerteza política e econômica de tal processo.

Com base nos fatos acima, a nova proposta de redução da meta fiscal dá continuidade à estratégia de flexibilização da política fiscal anunciada pelo governo no início desse ano, por ocasião da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, em janeiro, iniciada com a abertura do orçamento, em fevereiro, e formalizada através do envio do PLN01/16, ao Congresso Nacional, em março.

Porém, a elevação substancial da previsão do déficit primário previsto para 2016, sem a apresentação de medidas para reduzi-lo, acabou por transformar a meta fiscal em um “piso fiscal”. Na prática, como dito pelo Ministro do Planejamento na entrevista coletiva, a meta de déficit de R$ 170,5 bilhões constitui um valor máximo para o déficit primário, ou seja, um valor capaz de acomodar os cenários mais pessimistas de frustração de receita e aumento de despesas.

Para facilitar a comparação entre as duas propostas de redução da meta, a tabela 1 apresenta um resumo dos principais números apresentados em março e maio.

Com base na tabela 1 a nova meta de déficit de R$ 170,5 bilhões corresponde a uma redução da R$ 196,5 bilhões em relação à meta vigente, que é de um superávit de R$ 24,0 bilhões.

A redução de R$ 196,5 bilhões da meta fiscal anunciada na sexta-feira, 20, pelo governo provisório contempla os R$ 120,7 bilhões já incluídos na proposta de redução da meta apresentada em março.

Sobre a redução adicional de R$ 73,8 bilhões, cabe ressaltar que a proposta apresentada em março também incluía a possibilidade de redução da meta por passivos contingentes decorrente da renegociação das dívidas estaduais, mas sem especificar um valor. Na proposta anunciada ontem isso foi incorporado, mas com a definição de um teto de R$ 19,9 bilhões.

A “novidade” da proposta atual consiste, portanto, em reduzir a meta fiscal desse ano  em  mais  R$  53,9  bilhões,  sendo  R$  25,9  bilhões  decorrentes  da redução adicional de projeção de receita líquida e R$ 28 bilhões do aumento da projeção de despesas obrigatórias, em grande parte, decorrente da não incorporação de medidas em tramitação no congresso nacional.

Em contraste com os R$ 170,5 bilhões de piso para o déficit primário da União anunciados pelo governo interino, a média das expectativas de mercado,  levantadas pelo Ministério da Fazenda, aponta para um déficit de R$ 104 bilhões nesse ano. Esse valor é compatível com a proposta de redução da meta apresentada ainda em março, acrescida do impacto da renegociação das dívidas estaduais.

Independentemente das diferenças de projeções e avaliações sobre o cenário fiscal de 2016, é significativa a opção do governo por seguir a estratégia fiscal anunciada no início desse ano, qual seja: combinar a flexibilização da política fiscal no curto prazo com reformas fiscais de longo prazo que diminuam o crescimento do gasto obrigatório da União.

As propostas de março foram apresentadas e encaminhadas ao Congresso Nacional por meio do PLN01/16 e PLP257/16, de forma transparente e realista,  com base nos parâmetros macroeconômicos estimados à época – cabe ressaltar que realizados com a mesma qualidade e rigor técnico inerente às equipes que permanecem no comando das principais secretarias do Ministério da Fazenda e do Planejamento.

Apesar de urgente, o debate sobre a mudança da meta fiscal foi bloqueado ao longo dos primeiros meses de 2016 pela crise política, que não permitiu, sequer, a instalação da Comissão Mista de Orçamento pelo Congresso.

Neste momento tudo indica que parlamentares que antes se posicionavam contra qualquer revisão da meta fiscal e de projetos importantes para a gestão fiscal irão abrir mão dos debates e audiências públicas para aprovar a mudança da meta em tempo recorde.

A aprovação da mudança da meta fiscal é necessária e urgente para evitar o contingenciamento total das despesas discricionárias da União, que nada ajudaria a economia brasileira nesse momento de redução da atividade econômica e acabaria por prejudicar a prestação de serviços públicos essenciais à população.

O que é curioso no momento atual é a mudança súbita de interpretação política sobre a mesma estratégia fiscal apresentada no início desse ano. Diante dessa mudança, não causa surpresa que a atual equipe econômica tenha que relançar a mesma proposta fiscal apresentada em março como uma “novidade”, como uma nova era de “realismo fiscal”.

Na verdade, o realismo fiscal e a mudança de foco do ajuste fiscal para a reforma fiscal já estão em prática desde o início desse ano.

A diferença, agora, é que a equipe econômica decidiu rebaixar excessivamente as expectativas sobre o resultado fiscal para que, de hoje em diante, a adoção de qualquer medida que melhore as finanças públicas, mesmo aquelas já propostas pelo governo no final de 2015 e início de 2016, sejam retratadas como “novidades” ou “avanços” por parte do governo interino.

Independentemente da retórica política que se adote, uma análise imparcial dos números apresentados ontem indica que a meta fiscal se transformou num piso fiscal, uma espécie de “cheque especial” de até R$ 170,5 bilhões que permite uma redução substancial de receitas e um aumento também substancial de despesas, e que dificilmente deixará de ser cumprido.

(1) Prisma Fiscal de Abril/16, disponível em: http://www.spe.fazenda.gov.br/prisma-fiscal.

Leia também:

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JB

23/05/2016 - 12h01

Essa bola já estava cantada. Quem confia no tecnicismo e pensa que Meirelles pode fazer mágica com seu gênio sem o pacto social coordenado por Lula em sua primeira gestão vai ter uma grande surpresa. Politica não anda sem economia e vice versa.

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Fiuza

23/05/2016 - 09h20

Bomba, bomba, bomba!

Os ladrões querem roubar em paz

http://www.conversaafiada.com.br/politica/puft-juca-derrubou-o-governo-temer

Puft! Jucá derrubou o “Governo” Temer!
Deram o Golpe para fechar a Lava Jato! E roubar em paz!

publicado 23/05/2016

aqui jaz temer

Rubens Valente, na Fel-lha, produziu a reportagem que vai derrubar o Governo Temer.

A conversa sórdida entre Romero Jucá e Sergio Machado (mais sórdida do que a gravação do Delcidio) expõe com letras mais claras aquilo que o Padim Pade Cerra negociou com o Temer, segundo o Estadão: não ter caça às bruxas.

Ou seja, dar o Golpe para fechar a Lava Jato só com os petistas lá dentro!

E, do lado de fora, roubar em paz !

Em diálogos gravados, Jucá fala em pacto para deter avanço da Lava Jato
Em conversas ocorridas em março passado, o ministro do Planejamento, senador licenciado Romero Jucá (PMDB-RR), sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma “mudança” no governo federal resultaria em um pacto para “estancar a sangria” representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos.

Gravados de forma oculta, os diálogos entre Machado e Jucá ocorreram semanas antes da votação na Câmara que desencadeou o impeachment da presidente Dilma Rousseff. As conversas somam 1h15min e estão em poder da PGR (Procuradoria-Geral da República).

O advogado do ministro do Planejamento, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que seu cliente “jamais pensaria em fazer qualquer interferência” na Lava Jato e que as conversas não contêm ilegalidades.

Machado passou a procurar líderes do PMDB porque temia que as apurações contra ele fossem enviadas de Brasília, onde tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal), para a vara do juiz Sergio Moro, em Curitiba (PR).

Em um dos trechos, Machado disse a Jucá: “O Janot está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho. […] Ele acha que eu sou o caixa de vocês”.

Na visão de Machado, o envio do seu caso para Curitiba seria uma estratégia para que ele fizesse uma delação e incriminasse líderes do PMDB.

Machado fez uma ameaça velada e pediu que fosse montada uma “estrutura” para protegê-lo: “Aí fodeu. Aí fodeu para todo mundo. Como montar uma estrutura para evitar que eu ‘desça’? Se eu ‘descer’…”.

Mais adiante, ele voltou a dizer: “Então eu estou preocupado com o quê? Comigo e com vocês. A gente tem que encontrar uma saída”.

Machado disse que novas delações na Lava Jato não deixariam “pedra sobre pedra”. Jucá concordou que o caso de Machado “não pode ficar na mão desse [Moro]”.

O atual ministro afirmou que seria necessária uma resposta política para evitar que o caso caísse nas mãos de Moro. “Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra. Tem que mudar o governo para estancar essa sangria”, diz Jucá, um dos articuladores do impeachment de Dilma. Machado respondeu que era necessária “uma coisa política e rápida”.

“Eu acho que a gente precisa articular uma ação política”, concordou Jucá, que orientou Machado a se reunir com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e com o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP).
Machado quis saber se não poderia ser feita reunião conjunta. “Não pode”, disse Jucá, acrescentando que a ideia poderia ser mal interpretada.

O atual ministro concordou que o envio do processo para o juiz Moro não seria uma boa opção. “Não é um desastre porque não tem nada a ver. Mas é um desgaste, porque você, pô, vai ficar exposto de uma forma sem necessidade.”

E chamou Moro de “uma ‘Torre de Londres'”, em referência ao castelo da Inglaterra em que ocorreram torturas e execuções entre os séculos 15 e 16. Segundo ele, os suspeitos eram enviados para lá “para o cara confessar”.

Jucá acrescentou que um eventual governo Michel Temer deveria construir um pacto nacional “com o Supremo, com tudo”. Machado disse: “aí parava tudo”. “É. Delimitava onde está, pronto”, respondeu Jucá, a respeito das investigações.

O senador relatou ainda que havia mantido conversas com “ministros do Supremo”, os quais não nominou. Na versão de Jucá ao aliado, eles teriam relacionado a saída de Dilma ao fim das pressões da imprensa e de outros setores pela continuidade das investigações da Lava Jato.

Jucá afirmou que tem “poucos caras ali [no STF]” ao quais não tem acesso e um deles seria o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no tribunal, a quem classificou de “um cara fechado”.

Machado presidiu a Transpetro, subsidiária da Petrobras, por mais de dez anos (2003-2014), e foi indicado “pelo PMDB nacional”, como admitiu em depoimento à Polícia Federal. No STF, é alvo de inquérito ao lado de Renan Calheiros.

Dois delatores relacionaram Machado a um esquema de pagamentos que teria Renan “remotamente, como destinatário” dos valores, segundo a PF. Um dos colaboradores, Paulo Roberto Costa disse que recebeu R$ 500 mil das mãos de Machado.

Jucá é alvo de um inquérito no STF derivado da Lava Jato por suposto recebimento de propina. O dono da UTC, Ricardo Pessoa, afirmou em delação que o peemedebista o procurou para ajudar na campanha de seu filho, candidato a vice-governador de Roraima, e que por isso doou R$ 1,5 milhão.

O valor foi considerado contrapartida à obtenção da obra de Angra 3. Jucá diz que os repasses foram legais.


LEIA TRECHOS DOS DIÁLOGOS

Data das conversas não foi especificada

SÉRGIO MACHADO – Mas viu, Romero, então eu acho a situação gravíssima.

ROMERO JUCÁ – Eu ontem fui muito claro. […] Eu só acho o seguinte: com Dilma não dá, com a situação que está. Não adianta esse projeto de mandar o Lula para cá ser ministro, para tocar um gabinete, isso termina por jogar no chão a expectativa da economia. Porque se o Lula entrar, ele vai falar para a CUT, para o MST, é só quem ouve ele mais, quem dá algum crédito, o resto ninguém dá mais credito a ele para porra nenhuma. Concorda comigo? O Lula vai reunir ali com os setores empresariais?

MACHADO – Agora, ele acordou a militância do PT.

JUCÁ – Sim.

MACHADO – Aquele pessoal que resistiu acordou e vai dar merda.

JUCÁ – Eu acho que…

MACHADO – Tem que ter um impeachment.

JUCÁ – Tem que ter impeachment. Não tem saída.

MACHADO – E quem segurar, segura.

JUCÁ – Foi boa a conversa mas vamos ter outras pela frente.

MACHADO – Acontece o seguinte, objetivamente falando, com o negócio que o Supremo fez [autorizou prisões logo após decisões de segunda instância], vai todo mundo delatar.

JUCÁ – Exatamente, e vai sobrar muito. O Marcelo e a Odebrecht vão fazer.

MACHADO – Odebrecht vai fazer.

JUCÁ – Seletiva, mas vai fazer.

MACHADO – Queiroz [Galvão] não sei se vai fazer ou não. A Camargo [Corrêa] vai fazer ou não. Eu estou muito preocupado porque eu acho que… O Janot [procurador-geral da República] está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho.

[…]

JUCÁ – Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode ajudar. […] Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra… Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria.

[…]

MACHADO – Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].

JUCÁ – Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. ‘Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha’. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.

MACHADO – É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.

JUCÁ – Com o Supremo, com tudo.

MACHADO – Com tudo, aí parava tudo.

JUCÁ – É. Delimitava onde está, pronto.

[…]

MACHADO – O Renan [Calheiros] é totalmente ‘voador’. Ele ainda não compreendeu que a saída dele é o Michel e o Eduardo. Na hora que cassar o Eduardo, que ele tem ódio, o próximo alvo, principal, é ele. Então quanto mais vida, sobrevida, tiver o Eduardo, melhor pra ele. Ele não compreendeu isso não.

JUCÁ – Tem que ser um boi de piranha, pegar um cara, e a gente passar e resolver, chegar do outro lado da margem.

*

MACHADO – A situação é grave. Porque, Romero, eles querem pegar todos os políticos. É que aquele documento que foi dado…

JUCÁ – Acabar com a classe política para ressurgir, construir uma nova casta, pura, que não tem a ver com…

MACHADO – Isso, e pegar todo mundo. E o PSDB, não sei se caiu a ficha já.

JUCÁ – Caiu. Todos eles. Aloysio [Nunes, senador], [o hoje ministro José] Serra, Aécio [Neves, senador].

MACHADO – Caiu a ficha. Tasso [Jereissati] também caiu?

JUCÁ – Também. Todo mundo na bandeja para ser comido.

[…]

MACHADO – O primeiro a ser comido vai ser o Aécio.

JUCÁ – Todos, porra. E vão pegando e vão…

MACHADO – [Sussurrando] O que que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele ser presidente da Câmara? [Mudando de assunto] Amigo, eu preciso da sua inteligência.

JUCÁ – Não, veja, eu estou a disposição, você sabe disso. Veja a hora que você quer falar.

MACHADO – Porque se a gente não tiver saída… Porque não tem muito tempo.

JUCÁ – Não, o tempo é emergencial.

MACHADO – É emergencial, então preciso ter uma conversa emergencial com vocês.

JUCÁ – Vá atrás. Eu acho que a gente não pode juntar todo mundo para conversar, viu? […] Eu acho que você deve procurar o [ex-senador do PMDB José] Sarney, deve falar com o Renan, depois que você falar com os dois, colhe as coisas todas, e aí vamos falar nós dois do que você achou e o que eles ponderaram pra gente conversar.

MACHADO – Acha que não pode ter reunião a três?

JUCÁ – Não pode. Isso de ficar juntando para combinar coisa que não tem nada a ver. Os caras já enxergam outra coisa que não é… Depois a gente conversa os três sem você.

MACHADO – Eu acho o seguinte: se não houver uma solução a curto prazo, o nosso risco é grande.

*

MACHADO – É aquilo que você diz, o Aécio não ganha porra nenhuma…

JUCÁ – Não, esquece. Nenhum político desse tradicional ganha eleição, não.

MACHADO – O Aécio, rapaz… O Aécio não tem condição, a gente sabe disso. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB…

JUCÁ – É, a gente viveu tudo.

*

JUCÁ – [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem ‘ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca’. Entendeu? Então… Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar.

MACHADO – Eu acho o seguinte, a saída [para Dilma] é ou licença ou renúncia. A licença é mais suave. O Michel forma um governo de união nacional, faz um grande acordo, protege o Lula, protege todo mundo. Esse país volta à calma, ninguém aguenta mais. Essa cagada desses procuradores de São Paulo ajudou muito. [referência possível ao pedido de prisão de Lula pelo Ministério Público de SP e à condução coercitiva ele para depor no caso da Lava jato]

JUCÁ – Os caras fizeram para poder inviabilizar ele de ir para um ministério. Agora vira obstrução da Justiça, não está deixando o cara, entendeu? Foi um ato violento…

MACHADO -…E burro […] Tem que ter uma paz, um…

JUCÁ – Eu acho que tem que ter um pacto.

[…]

MACHADO – Um caminho é buscar alguém que tem ligação com o Teori [Zavascki, relator da Lava Jato], mas parece que não tem ninguém.

JUCÁ – Não tem. É um cara fechado, foi ela [Dilma] que botou, um cara… Burocrata da… Ex-ministro do STJ [Superior Tribunal de Justiça].

Responder

Fiuza

23/05/2016 - 09h18

Bomba, bomba, bomba!

Os ladrões querem roubar em paz

No Conversa Afiada

http://www.conversaafiada.com.br/politica/puft-juca-derrubou-o-governo-temer

Puft! Jucá derrubou o “Governo” Temer!
Deram o Golpe para fechar a Lava Jato! E roubar em paz!
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publicado 23/05/2016
aqui jaz temer

Rubens Valente, na Fel-lha, produziu a reportagem que vai derrubar o Governo Temer.

A conversa sórdida entre Romero Jucá e Sergio Machado (mais sórdida do que a gravação do Delcidio) expõe com letras mais claras aquilo que o Padim Pade Cerra negociou com o Temer, segundo o Estadão: não ter caça às bruxas.

Ou seja, dar o Golpe para fechar a Lava Jato só com os petistas lá dentro!

E, do lado de fora, roubar em paz !

Em diálogos gravados, Jucá fala em pacto para deter avanço da Lava Jato
Em conversas ocorridas em março passado, o ministro do Planejamento, senador licenciado Romero Jucá (PMDB-RR), sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma “mudança” no governo federal resultaria em um pacto para “estancar a sangria” representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos.

Gravados de forma oculta, os diálogos entre Machado e Jucá ocorreram semanas antes da votação na Câmara que desencadeou o impeachment da presidente Dilma Rousseff. As conversas somam 1h15min e estão em poder da PGR (Procuradoria-Geral da República).

O advogado do ministro do Planejamento, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que seu cliente “jamais pensaria em fazer qualquer interferência” na Lava Jato e que as conversas não contêm ilegalidades.

Machado passou a procurar líderes do PMDB porque temia que as apurações contra ele fossem enviadas de Brasília, onde tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal), para a vara do juiz Sergio Moro, em Curitiba (PR).

Em um dos trechos, Machado disse a Jucá: “O Janot está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho. […] Ele acha que eu sou o caixa de vocês”.

Na visão de Machado, o envio do seu caso para Curitiba seria uma estratégia para que ele fizesse uma delação e incriminasse líderes do PMDB.

Machado fez uma ameaça velada e pediu que fosse montada uma “estrutura” para protegê-lo: “Aí fodeu. Aí fodeu para todo mundo. Como montar uma estrutura para evitar que eu ‘desça’? Se eu ‘descer’…”.

Mais adiante, ele voltou a dizer: “Então eu estou preocupado com o quê? Comigo e com vocês. A gente tem que encontrar uma saída”.

Machado disse que novas delações na Lava Jato não deixariam “pedra sobre pedra”. Jucá concordou que o caso de Machado “não pode ficar na mão desse [Moro]”.

O atual ministro afirmou que seria necessária uma resposta política para evitar que o caso caísse nas mãos de Moro. “Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra. Tem que mudar o governo para estancar essa sangria”, diz Jucá, um dos articuladores do impeachment de Dilma. Machado respondeu que era necessária “uma coisa política e rápida”.

“Eu acho que a gente precisa articular uma ação política”, concordou Jucá, que orientou Machado a se reunir com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e com o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP).
Machado quis saber se não poderia ser feita reunião conjunta. “Não pode”, disse Jucá, acrescentando que a ideia poderia ser mal interpretada.

O atual ministro concordou que o envio do processo para o juiz Moro não seria uma boa opção. “Não é um desastre porque não tem nada a ver. Mas é um desgaste, porque você, pô, vai ficar exposto de uma forma sem necessidade.”

E chamou Moro de “uma ‘Torre de Londres'”, em referência ao castelo da Inglaterra em que ocorreram torturas e execuções entre os séculos 15 e 16. Segundo ele, os suspeitos eram enviados para lá “para o cara confessar”.

Jucá acrescentou que um eventual governo Michel Temer deveria construir um pacto nacional “com o Supremo, com tudo”. Machado disse: “aí parava tudo”. “É. Delimitava onde está, pronto”, respondeu Jucá, a respeito das investigações.

O senador relatou ainda que havia mantido conversas com “ministros do Supremo”, os quais não nominou. Na versão de Jucá ao aliado, eles teriam relacionado a saída de Dilma ao fim das pressões da imprensa e de outros setores pela continuidade das investigações da Lava Jato.

Jucá afirmou que tem “poucos caras ali [no STF]” ao quais não tem acesso e um deles seria o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no tribunal, a quem classificou de “um cara fechado”.

Machado presidiu a Transpetro, subsidiária da Petrobras, por mais de dez anos (2003-2014), e foi indicado “pelo PMDB nacional”, como admitiu em depoimento à Polícia Federal. No STF, é alvo de inquérito ao lado de Renan Calheiros.

Dois delatores relacionaram Machado a um esquema de pagamentos que teria Renan “remotamente, como destinatário” dos valores, segundo a PF. Um dos colaboradores, Paulo Roberto Costa disse que recebeu R$ 500 mil das mãos de Machado.

Jucá é alvo de um inquérito no STF derivado da Lava Jato por suposto recebimento de propina. O dono da UTC, Ricardo Pessoa, afirmou em delação que o peemedebista o procurou para ajudar na campanha de seu filho, candidato a vice-governador de Roraima, e que por isso doou R$ 1,5 milhão.

O valor foi considerado contrapartida à obtenção da obra de Angra 3. Jucá diz que os repasses foram legais.


LEIA TRECHOS DOS DIÁLOGOS

Data das conversas não foi especificada

SÉRGIO MACHADO – Mas viu, Romero, então eu acho a situação gravíssima.

ROMERO JUCÁ – Eu ontem fui muito claro. […] Eu só acho o seguinte: com Dilma não dá, com a situação que está. Não adianta esse projeto de mandar o Lula para cá ser ministro, para tocar um gabinete, isso termina por jogar no chão a expectativa da economia. Porque se o Lula entrar, ele vai falar para a CUT, para o MST, é só quem ouve ele mais, quem dá algum crédito, o resto ninguém dá mais credito a ele para porra nenhuma. Concorda comigo? O Lula vai reunir ali com os setores empresariais?

MACHADO – Agora, ele acordou a militância do PT.

JUCÁ – Sim.

MACHADO – Aquele pessoal que resistiu acordou e vai dar merda.

JUCÁ – Eu acho que…

MACHADO – Tem que ter um impeachment.

JUCÁ – Tem que ter impeachment. Não tem saída.

MACHADO – E quem segurar, segura.

JUCÁ – Foi boa a conversa mas vamos ter outras pela frente.

MACHADO – Acontece o seguinte, objetivamente falando, com o negócio que o Supremo fez [autorizou prisões logo após decisões de segunda instância], vai todo mundo delatar.

JUCÁ – Exatamente, e vai sobrar muito. O Marcelo e a Odebrecht vão fazer.

MACHADO – Odebrecht vai fazer.

JUCÁ – Seletiva, mas vai fazer.

MACHADO – Queiroz [Galvão] não sei se vai fazer ou não. A Camargo [Corrêa] vai fazer ou não. Eu estou muito preocupado porque eu acho que… O Janot [procurador-geral da República] está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho.

[…]

JUCÁ – Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode ajudar. […] Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra… Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria.

[…]

MACHADO – Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].

JUCÁ – Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. ‘Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha’. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.

MACHADO – É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.

JUCÁ – Com o Supremo, com tudo.

MACHADO – Com tudo, aí parava tudo.

JUCÁ – É. Delimitava onde está, pronto.

[…]

MACHADO – O Renan [Calheiros] é totalmente ‘voador’. Ele ainda não compreendeu que a saída dele é o Michel e o Eduardo. Na hora que cassar o Eduardo, que ele tem ódio, o próximo alvo, principal, é ele. Então quanto mais vida, sobrevida, tiver o Eduardo, melhor pra ele. Ele não compreendeu isso não.

JUCÁ – Tem que ser um boi de piranha, pegar um cara, e a gente passar e resolver, chegar do outro lado da margem.

*

MACHADO – A situação é grave. Porque, Romero, eles querem pegar todos os políticos. É que aquele documento que foi dado…

JUCÁ – Acabar com a classe política para ressurgir, construir uma nova casta, pura, que não tem a ver com…

MACHADO – Isso, e pegar todo mundo. E o PSDB, não sei se caiu a ficha já.

JUCÁ – Caiu. Todos eles. Aloysio [Nunes, senador], [o hoje ministro José] Serra, Aécio [Neves, senador].

MACHADO – Caiu a ficha. Tasso [Jereissati] também caiu?

JUCÁ – Também. Todo mundo na bandeja para ser comido.

[…]

MACHADO – O primeiro a ser comido vai ser o Aécio.

JUCÁ – Todos, porra. E vão pegando e vão…

MACHADO – [Sussurrando] O que que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele ser presidente da Câmara? [Mudando de assunto] Amigo, eu preciso da sua inteligência.

JUCÁ – Não, veja, eu estou a disposição, você sabe disso. Veja a hora que você quer falar.

MACHADO – Porque se a gente não tiver saída… Porque não tem muito tempo.

JUCÁ – Não, o tempo é emergencial.

MACHADO – É emergencial, então preciso ter uma conversa emergencial com vocês.

JUCÁ – Vá atrás. Eu acho que a gente não pode juntar todo mundo para conversar, viu? […] Eu acho que você deve procurar o [ex-senador do PMDB José] Sarney, deve falar com o Renan, depois que você falar com os dois, colhe as coisas todas, e aí vamos falar nós dois do que você achou e o que eles ponderaram pra gente conversar.

MACHADO – Acha que não pode ter reunião a três?

JUCÁ – Não pode. Isso de ficar juntando para combinar coisa que não tem nada a ver. Os caras já enxergam outra coisa que não é… Depois a gente conversa os três sem você.

MACHADO – Eu acho o seguinte: se não houver uma solução a curto prazo, o nosso risco é grande.

*

MACHADO – É aquilo que você diz, o Aécio não ganha porra nenhuma…

JUCÁ – Não, esquece. Nenhum político desse tradicional ganha eleição, não.

MACHADO – O Aécio, rapaz… O Aécio não tem condição, a gente sabe disso. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB…

JUCÁ – É, a gente viveu tudo.

*

JUCÁ – [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem ‘ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca’. Entendeu? Então… Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar.

MACHADO – Eu acho o seguinte, a saída [para Dilma] é ou licença ou renúncia. A licença é mais suave. O Michel forma um governo de união nacional, faz um grande acordo, protege o Lula, protege todo mundo. Esse país volta à calma, ninguém aguenta mais. Essa cagada desses procuradores de São Paulo ajudou muito. [referência possível ao pedido de prisão de Lula pelo Ministério Público de SP e à condução coercitiva ele para depor no caso da Lava jato]

JUCÁ – Os caras fizeram para poder inviabilizar ele de ir para um ministério. Agora vira obstrução da Justiça, não está deixando o cara, entendeu? Foi um ato violento…

MACHADO -…E burro […] Tem que ter uma paz, um…

JUCÁ – Eu acho que tem que ter um pacto.

[…]

MACHADO – Um caminho é buscar alguém que tem ligação com o Teori [Zavascki, relator da Lava Jato], mas parece que não tem ninguém.

JUCÁ – Não tem. É um cara fechado, foi ela [Dilma] que botou, um cara… Burocrata da… Ex-ministro do STJ [Superior Tribunal de Justiça].

Responder

JADERSON Oliveira

23/05/2016 - 07h41

O grupo TV GLOBO encomendou uma pesquisa sobre o valor estimado das empresas estatais, Petrobras, Correios, B.do Brasil e Caixa Federal, o valor das empresas juntas acreditem, 173 bilhões, será quê é coincidência de valores?Ai é SÓ entregar o ouro pro bandido. BRAZILZILZIL.

Responder

Thai

23/05/2016 - 07h12

Chamem o Gilmar para depressa nos salvar

O pacto não está funcionando

Alguns bandidos estão aflitos e acham que vão se foder. Parece que o supremo não pode cumprir o acordo. O Gilmar não está trabalhando o suficiente para aliviar a barra.

Pacto com o Supremo para “estancar sangria” da Lava Jato. Jucá revela o acordo do golpe

Por Fernando Brito · 23/05/2016

http://www.tijolaco.com.br/blog/pacto-com-o-supremo-para-estancar-sangria-da-lava-jato-juca-revela-o-acordo-do-golpe/

As gravações do diálogo entre o homem forte de Michel Temer, o ministro do Planejamento Romero Jucá, e o ex-ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, são muito mais graves que a feita com o ex-senador Delcídio do Amaral e deveria, se o Supremo Tribunal Federal tivesse ainda um pingo de pudor, levar não só à prisão de Jucá, mas à anulação de todos os atos praticados sob o comando do PMDB para afasta Dilma Rousseff (no original está escrito Mousseff).

“Tem que resolver essa porra. Tem que mudar o governo para estancar essa sangria”, diz Jucá, um dos articuladores do impeachment de Dilma. Machado respondeu que era necessária “uma coisa política e rápida”.

No texto, revelado pela Folha, “essa porra” são as investigações sobre Machado, um dos operador do PMDB dentro do complexo Petrobras, afastado por Dilma,

Mas não para aí:

“Jucá acrescentou que um eventual governo Michel Temer deveria construir um pacto nacional “com o Supremo, com tudo”. Machado disse: “aí parava tudo”. “É. Delimitava onde está, pronto”, respondeu Jucá, a respeito das investigações.

O senador relatou ainda que havia mantido conversas com “ministros do Supremo”, os quais não nominou. Na versão de Jucá ao aliado, eles teriam relacionado a saída de Dilma ao fim das pressões da imprensa e de outros setores pela continuidade das investigações da Lava Jato.”

JUCÁ – [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem ‘ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca’. Entendeu? Então… Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar.

Como é, senhores ministros do Supremo? Quer dizer que o esquema golpista já havia “mantido conversas” com os senhores? Não foi exatamente isso que fez os senhores correrem a prender Delcídio do Amaral, numa gravação igualzinha?

Pior, aliás, porque ali se tratava de livrar uma pessoa e, agora, trata-se de uma conversa para dar um golpe de Estado.

Vão fazer cara de paisagem ou aplicar rigor igual para Jucá?

Pior, porque agora, se as gravações foram obtidas de maneira legal, desde março a PGR tem conhecimento pleno da conspiração.

Que, deixa claro o que diz Jucá, envolveu também os tucanos:

MACHADO – A situação é grave. Porque, Romero, eles querem pegar todos os políticos. É que aquele documento que foi dado…

JUCÁ – Acabar com a classe política para ressurgir, construir uma nova casta, pura, que não tem a ver com…

MACHADO – Isso, e pegar todo mundo. E o PSDB, não sei se caiu a ficha já.

JUCÁ – Caiu. Todos eles. Aloysio [Nunes, senador], [o hoje ministro José] Serra, Aécio [Neves, senador].

MACHADO – Caiu a ficha. Tasso [Jereissati] também caiu?

JUCÁ – Também. Todo mundo na bandeja para ser comido.

Machado, que era do PSDB antes de aderir ao PMDB e entrar na cota do partido dentro do Governo Lula, devasta também Aécio Neves, relata a Folha:

Sérgio Machado, que foi do PSDB antes de se filiar ao PMDB, afirma que “o primeiro a ser comido vai ser o Aécio [Neves (PSDB-MG)”, e acrescenta: “O Aécio não tem condição, a gente sabe disso, porra. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB…”.

“É, a gente viveu tudo”, completa Jucá, sem avançar nos detalhes.

Machado tenta refrescar a memória de Jucá: “O que que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele [Aécio] ser presidente da Câmara?” Não houve resposta de Jucá. Aécio presidiu a Câmara dos Deputados entre 2001 e 2002.

Tem mais, muito mais e daqui a pouco eu volto para comentar.

Inclusive se esta manhã vai terminar com alguém preso, como foi com Delcídio.

Responder

Dário

23/05/2016 - 06h47

Gilmar Mendes é o chicote da Globo no que sobrou do STF

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/gilmar-cavou-o-proprio-impeachment

Gilmar cavou o próprio impeachment!
Cada vez que ele fala o Supremo fica menor!

publicado 22/05/2016

Do Ministro (sic) Gilmar (PSDB-MT):

“Não conhecia impeachment de vice-presidente”, diz Gilmar Mendes
André Richter – Repórter da Agência Brasil

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse hoje (5) que nunca ouviu falar da possibilidade de impeachment de um vice-presidente da República. Em conversa com jornalistas antes da sessão da Segunda Turma do STF, Mendes disse também que a Câmara dos Deputados poderá recorrer à Corte para questionar a decisão do ministro Marco Aurélio, que determinou a abertura de processo de impedimento do vice-presidente, Michel Temer.

“Eu também não conhecia impeachment de vice-presidente. É tudo novo para mim. Mas o ministro Marco Aurélio está sempre nos ensinando”, ironizou.

(…)

Diz o Artigo 52 da Constituição de 1988, devidamente estuprada pelos Golpistas:

Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal:

I – processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade (ênfase minha – PHA), bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles;

II – processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal, os membros do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procurador-Geral da República e o Advogado-Geral da União nos crimes de responsabilidade;

Um dos motivos para impeachar um Ministro do Supremo é se ele “debochar”, “desdenhar”, “menosprezar” capacidade de colega exercer a função de Ministro do Supremo.

O episódio aqui descrito revela:

– Gilmar conhece os artigos da Constituição que escolhe – uns prestam, outros não!;

– ele debochou, desdenhou, menosprezou a capacidade de o Ministro Marco Aurélio desempenhar a função de Ministro.

Gilmar plantou a semente de seu próprio impedimento.

Cada vez que ele abre a boca reduz o tamanho dos colegas de Supremo.

Isso terá consequência!

Paulo Henrique Amorim

Responder

Serjão

23/05/2016 - 01h10

É um assalto ao povo brasileiro. Não é política, é roubo, achaque, extorsão.
Ou Globo, ou o Brasil!

Responder

Messias Franca de Macedo

22/05/2016 - 22h24

AS DECLARAÇÕES QUE PODEM SUSTAR O “GOLPEACHMENT”!

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Irritados com Meirelles, PP cobra nomeação de Occhi para Caixa, diz coluna

Domingo, 22 de Maio de 2016 – 13:00

Políticos do PP estão irritados com a demora do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em nomear o nome do ex-ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, como presidente da Caixa Econômica Federal. De acordo com a coluna Expresso, da revista Época, a indicação de Meirelles e de um vice-presidente da instituição fazer partes do acordo feito entre a legenda e o presidente interino Michel Temer (PMDB) para a aprovação do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT). Parlamentares do PP teriam dito que o “combinado não sai caro”, mas Meirelles resistiria a indicar Occhi para a vaga.

FONTE: http://www.bahianoticias.com.br/noticia/190862-irritados-com-meirelles-pp-cobra-nomeacao-de-occhi-para-caixa-diz-coluna.html

Responder

Nelson

22/05/2016 - 21h58

“SE FOSSE SÓ PAEA PRIVATIZAR NÃO SERIA UM CRIME TÃO HORRENDO.”

Discordo frontalmente dessa tua afirmação, meu caro John Jahnes. A privatização pretendida pela corja de ladrões que assaltou o poder vai eliminar de uma vez por todas o que a inda resta de soberania do povo brasileiro sobre o seu patrimônio.

Além disso, vai ampliar ainda mais o ralo por onde sai do país um montante monstruoso de recursos. A privatização vai aumentar a remessa de lucros e dividendos para o exterior, descapitalizando-se ainda mais o nosso Brasil, desprovendo-nos de recursos essenciais para o nosso desenvolvimento e para que possamos garantir a cada brasileiro e brasileira a vida digna a que tem direito.

A privatização também vai aumentar ainda mais o poder do grande capital privado de ditar o rumo da economia e do país, uma vez que deixa o Estado cada vez mais debilitado e com menor capacidade de imprimir uma política em prol de todo o povo.

E um Estado enfraquecido só é bom para os Estados Unidos, que não querem ver um Brasil com capacidade de “sair o chão” de “decolar”. O Brasil, com um Estado forte, que adotasse uma política soberana, poderia, em 20 ou 25 anos, talvez, estar emparelhando, cabeça a cabeça, com os EUA e disputando o mercado mundial.

Aí está a razão porque os EUA preconizam a destruição do Estado dos outros países. Estrategicamente, não querem deixar que outros países consigam rivalizar com eles. Se a crise do capitalismo já está braba assim, imagine como ficaria com a ascensão de outros parques produtivos na disputa pelo mercado.

Responder

Sérgio

22/05/2016 - 20h53

Olá pessoal, não estaria na hora de lançar a Campanha “VEM PRA RUA TEMER”

Parece que já está faltando Cuecas limpas no armário do vice-Decorativo.

“VEM PRA RUA TEMER”

Abçs

Responder

C.Pimenta

22/05/2016 - 20h46

LISTA DOS GOLPISTAS QUE QUEREM CONCORRER A PREFEITURAS EM OUTUBRO.
VAMOS DIVULGÁ-LA EXAUSTIVAMENTE EM TODOS OS CANTOS DO PAÍS:

http://www.debateprogressista.com.br/2016/05/atencao-lista-dos-golpistas-que-devem.html

Responder

Sérgio

22/05/2016 - 18h57

A resposta está na ocupação das ruas e da Rede GOLPE/ABRIL e demais veículos do PIG: Partido da imprensa GOLPISTA.

É o único jeito de reverter este processo GOLPISTA: eles são todos Covardes e Canalhas. Se o Povo acordar eles jogam a toalha e correm. Já devem estar transferindo mais dinheiro escuso para o exterior, para o caso de terem que abandonar o barco!!!

Responder

FrancoAtirador

22/05/2016 - 18h19

.
.
A Capacidade de Inteligência do Momento Histórico,
não só pela Larga Experiência na Pesquisa Acadêmica,
mas fundamentalmente pela Lucidez do Entendimento
na Leitura e Interpretação dos Elementos Sócio-Culturais
Simbólicos que permeiam as Classes Econômicas no País

e que se constituem Valores de Manipulação Ideológica
– que são Apropriados e Integrados ao Sistema Vigente –
Operada pelo Cartel das Empresas de Tele-Comunicação,
notadamente aqui lideradas pela Rede Globo Conluiada
com Grupos da Imprensa Paulista (Abril, Folha, Estadão),
Vinculadas ao Grande Capital Financeiro Internacional,

é o que faz a Professora Marilena Chauí ser a Intelectual
BraSileira Mais Odiada pelos Mensageiros do deus Merx

– os Capi das FamíGlias Marinho, Civita, Frias e Mesquita
e @s [email protected] [email protected] do Clã como Kamel, Merval,
Reinaldo, Comentaristas, [email protected] e Olavétes em Geral –

Vassalos e Servos desse “Ente Existente Em Si e Por Si”,
dessa “Entidade Metafísica”, Conhecida como “O Mercado”,

que tem o Poder Superior de Governar o Destino de [email protected],
que detém a Onipotência, a Condição Suprema e Absoluta
para Determinar qual Pessoa deve Viver e qual deve Morrer.
.
A seguir, a Transcrição da Manifestação da Professora Marilena Chauí
em Ato Público Contra o Golpe de Estado ora em Curso no Brasil:
.
(https://youtu.be/GbTB51BS89A?t=96)
.
“Eu queria, por um segundo, retomar uma coisa que o Paulo [Arantes] disse,
porque é a preocupação que eu tenho desde 2013, desde agosto de 2013
– e eu tenho manifestado em público, em privado e por escrito esta preocupação –
que foi o instante no qual se deu a Virada,
com relação ao que se passara no Movimento Vitorioso do Passe Livre,
quando os meninos [do MPL] foram, com seus símbolos e bandeiras,
comemorar na Avenida Paulista, eles foram ensanguentados,
batidos, estraçalhados por um Bando de ‘meninos’ enrolados
na bandeira do Brasil e que diziam: ‘o meu partido é o meu país’.

Nós já vimos, os mais velhos, nós já vimos essa cena…
Nós já vimos essa Cena acontecer na Europa,
e nós já vimos essa Cena acontecer no Brasil, em 1964.

Então, o processo de impeachment é apenas a Cereja no Bolo
de um Processo Muito Mais Longo e complicado que vem ocorrendo.

Eu queria lembrar que certos projetos de lei que tramitam na Câmara e no Senado deveriam ter sido objeto também de manifestações gigantescas.

A mudança na maioridade penal, a ‘Lei Anti-Terrorismo’, que não vai pegar apenas nós, que estamos reunidos aqui.
Os primeiros – pela fala do Ronaldo Caiado – serão os meninos do MST.

Está sendo Preparada no Brasil uma Gigantesca Vitória – na Luta de Classes – do Capital.

O impeachment está apenas coroando este longo processo.

Não é por acaso que, quinze dias atrás,
Fernando Henrique Cardoso deu uma entrevista
na qual dizia: ‘o mercado é favorável ao impeachment’.

Acho fantástico um sociólogo daquele porte dizer ‘O Mercado’,
como se fosse um Ente existente em si, por si, uma entidade metafísica…

A Classe Dominante [Grandes Proprietários do Capital] quer
e a Classe Média Proto-Fascista , que existe neste país, apoia.

No Brasil, o Autoritarismo não é uma questão Política,
mas uma Característica Estrutural de uma Sociedade Oligárquica,
Vertical, Hierarquizada, que Opera Exclusivamente
com os Princípios da Desigualdade e de Mando e Obediência.
[Vide Sociedade Patriarcal no Brasil-Colônia e no Império:
(http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=412)
(http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/apostila-de-historia)]

É esta Sociedade que está sendo Puxada
para colocar a Cereja em cima do Bolo.

Por isso, o ato unitário e apartidário é essencial como defesa da democracia.
Significa, no Brasil, a defesa dos explorados, dos humilhados, dos oprimidos, daqueles que são, há mais de quinhentos anos, o sustentáculo da riqueza deste país e a fonte de todo o sofrimento existente aqui.
É contra eles que a classe dominante está se mobilizando neste país, tendo sempre como seu acompanhante favorito esta classe média autoritária e proto-fascista.

Amigos, amigas, temos uma tarefa histórica.

Não é apenas esta luta aqui e agora para impedir o golpe.

É uma luta na qual nós vamos explicar que,
se o Golpe vier, não só os experimentos
de justiça social vão desaparecer.

Se o Golpe vier, nós teremos,
por conta de toda a discussão
em torno do Terrorismo Internacional,
uma Ditadura que nos fará imaginar
que a de 1964 foi pão doce com bolacha!

Este ato não é apenas para nós garantirmos
a nós mesmos que não estamos passivos.

Este ato é e tem de ser, para nós, o primeiro passo
de uma Luta Histórica que começa Contra o Golpe
e prossegue como Luta pela Democracia e por Justiça Social.

A Luta Continua!”
.
(http://outraspalavras.net/brasil/marilena-chaui-o-impeachment-e-o-odio-de-classe)
.
Leia também:

(http://brasileiros.com.br/2016/03/filosofa-marilena-chaui-fala-em-destruicao-judiciario-no-pais)
.
.

Responder

Julio Silveira

22/05/2016 - 17h59

Assim como o Meirelles serviu de igual forma o governo Lula, ele continua sendo o mesmo Meirelles a serviço do golpista Temer. Portanto, não duvido que tenha agido de forma diferente antes, até por que o Temer e seu partido sempre foi importante na direção que os governos do PT tomara, não esqueçam, foram preferenciais.
Golpista é o Temer que nunca ganharia a presidência por seu mérito, e não tem qualquer legitimidade, a não ser a que lhe tem sido delegado pelos artifices, juntos com ele, do golpe.

Responder

Irnac Valadares

22/05/2016 - 15h32

Simplesmente inacreditável, um dos maiores membros do escalão do golpista Michel Elias Temer Lulian. Povo brasileiro de meu país olha ai, foi a gatíssima se afastar, que os ratões estão fazendo a festa da lambança!

Responder

Irnac Valadares

22/05/2016 - 15h28

Simplesmente inacreditável, um dos maiores membros do escachão do golpista Michel Elias Temer Lulian. Povo brasileiro de meu país olha ai, foi a gatíssima se afastar, que os ratões estão fazendo a festa da lambança!

Responder

FrancoAtirador

22/05/2016 - 14h11

.
.
Jogada de Márquetim do Simbolista Michel Jaburu

Colou a Manchete Rombo de 170 Bi na Testa do PT

colocando-a nos Trend Topics das Redes Virtuais.
.
.

Responder

    FrancoAtirador

    22/05/2016 - 14h21

    .
    .
    Vem aí o Plano Surreal do Jaburu

    O Governo Provisório do Capa-Preta
    é na Realidade a Alavanca do PSDB
    para a Eleição Presidencial de 2018.
    .
    .

    FrancoAtirador

    22/05/2016 - 14h53

    .
    .
    (https://youtu.be/GbTB51BS89A?t=96)
    .
    .

    FrancoAtirador

    22/05/2016 - 20h30

    .
    .
    Eis Aqui o Prato Principal do Golpe.
    O Resto é Aperitivo ou Sobremesa.

    Objetivamente, o Pacotão Básico
    do Plano Econômico UltraLiberal,
    Preparado Antes do Golpe de Estado,
    a ser Implementado pelo Legislativo:

    1) Fim da Estabilidade no Serviço Público.

    2) Fim da Competência Exclusiva da Justiça do Trabalho
    de julgar Litígios Trabalhistas [email protected] [email protected] Celetistas.

    3) Fim da Gratuidade do SUS e do Ensino Público.

    4) Fim do Regime de Partilha do Petróleo do Pré-Sal.

    5) Privatização das Autarquias, Fundações e Empresas Públicas,
    seja por Venda em Leilão, seja por Abertura ao Capital Privado.
    Inserem-se aí, por exemplo, os CORREIOS, a CEF e a EMBRAPA.

    6) Elevação do Tempo de Contribuição e da Idade Mínima
    Exigidos para a Aposentadoria dos Trabalhadores em Geral,
    tanto Celetistas quanto Estatutários (Servidores Públicos).
    .
    .

    JADERSON Oliveira

    23/05/2016 - 07h50

    FRANCO ATIRADOR, Vc viu a pesquisa encomendada pelo grupo TV GLOBO sobre o valor das emp resas estatais? B.do Brasil, Caixa Federal, Petrobras e Correios? Uma pechincha de exatos 173 bilhões, SÓ a Petrobras com o pré sal Vale 3 trilhões. TV GLOBO tá abusando…

    FrancoAtirador

    25/05/2016 - 21h05

    .
    .
    Prezado Jaderson Oliveira. É a Repetição da Farsa:

    Fizeram isso com a EMBRATEL e a VALE DO RIO DOCE

    no Governo do PSDB de Fernando Henrique Cardoso,
    .
    http://ne10.uol.com.br/coluna/difusao/noticia/2012/11/20/o-que-o-brasil-perdeu-com-a-venda-da-embratel-382026.php

    http://filosofiaetecnologia.blogspot.com.br/2012/08/petrobras-enorme-descoberta-de-petroleo.html
    .
    .

Rodrigo de C Leme

22/05/2016 - 13h52

Então podemos assumir que o Henrique Meireles é um mentiroso a serviço de governos, para favorece-los e favorecer “rentistas”?

Para que outros governos ele trabalhou mesmo?

Responder

José Fernandes

22/05/2016 - 13h36

Esperar o que de um governo fascista e ilegitimo,deficit ilegitimo, fake. simples assim. engole quem asiste a globo e o PIG.

Responder

Serjão

22/05/2016 - 13h21

Esse governo golpista, entreguista, canalha, interino e maléfico tem pouquíssimos dias e parece uma eternidade. Está passando da hora de ser defenestrado, evacuado.
Ou Globo, ou Brasil. Ou um, ou outro.

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