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Leonardo Maggi: Os lucros exorbitantes e a sua conta de luz

08 de abril de 2014 às 09h59

Jaguara, da Cemig: 822 reais por mil kw!

O que está acontecendo no setor elétrico nacional?

Por Leonardo Maggi*

Diariamente tem sido tema e manchete dos principais jornais a chamada “crise energética”. O próprio PSDB está chamando um “tarifaço” contra os futuros aumentos das tarifas de energia elétrica anunciados pelo governo.

O discurso bem alinhado do “quarto poder” ainda propaga que a culpa é da falta de chuva (em Rondônia a culpa é da chuva) e apontam para o iminente risco de racionamento.

As notícias tentam retomar no imaginário coletivo o mesmo sentimento de caos oriundo do racionamento de 2001.

No último dia 13 de março, o governo anunciou uma “ajuda” que soma R$ 21 bilhões às empresas de energia elétrica para o ano de 2014.

Para cobrir este valor, R$ 13 bi sairão dos cofres do tesouro e R$ 8 bi serão captados pelas próprias empresas no mercado financeiro.

A partir de 2015, tudo isso passará a ser cobrado nas contas de luz, através de futuros aumentos.

Outro tema muito freqüente nos meios de comunicação é referente aos preços de energia elétrica cobrados no chamado Mercado de Curto Prazo (contratos de energia a ser entregue em menos de seis meses), onde as geradoras (hidrelétricas) estão cobrando R$ 822,83 por cada mil kilowatts hora de energia.

As empresas alegam que o preço é alto por culpa da falta de chuva (um problema natural) – ou seja, o setor elétrico está à mercê da lógica de oferta e procura de São Pedro — e pela necessidade de acionamento das térmicas.

A partir das tarifas que as geradoras vêm cobrando no chamado “Mercado de Curto Prazo”, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) realizou um estudo que confirma a previsão de aumento nas contas de luz para o próximo ano, variando entre 18% e 31%.

Mas o que de fato está ocorrendo? A culpa realmente é da chuva, ou da falta dela?

No final do ano de 2012, a presidenta Dilma iniciou um processo de renovação, por mais 30 anos, das concessões de diversas hidrelétricas, a maioria de controle estatal, que teriam seus contratos vencidos entre 2012 e 2015.

Em contrapartida, exigiu uma redução da tarifa — em vez de vender sua energia à R$100,00/1.000 kWh, como vinham fazendo em média até então, passariam a vender pelo valor de R$33,00.

Isso representou uma redução de 20%, em média, das tarifas de energia elétrica.

Mas os governos de Minas Gerais, Paraná e São Paulo — todos sob o comando do PSDB — não aceitaram renovar as concessões de suas hidrelétricas e se colocaram contrários à redução das tarifas de energia elétrica.

Isso porque a medida reduziria a taxa de lucro aos acionistas.

As empresas estaduais de energia, mesmo sendo denominadas como estatais, tem grande parte de seu capital privatizado. No caso da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), são 78% de controle privado, da Copel (Companhia Paranaense de Energia) 69% e da CESP (Companhia Energética de São Paulo) 64%.

São 36 usinas — 12 Hidrelétricas e 24 Pequenas Centrais Hidrelétricas — construídas há mais de 30 anos, já amortizadas (com o valor de investimento já recuperado), que poderiam estar oferecendo a energia mais barata do Brasil.

Ao todo, elas somam um potencial próximo a 10.000 MW (cerca de 10% do potencial hidrelétrico brasileiro), todas administrados por governos estaduais do PSDB.

À medida que seus contratos de concessão vão se encerrando, estas serão devolvidas ao governo federal e em seguida leiloadas para serem repassadas a um novo concessionário.

Como seus contratos de venda de energia também estão vencendo, elas estão livres para comercializar sua energia livremente.

Com isso, estão cobrando (vendendo) cerca de R$ 822,83/1.000 kWh, onde deveriam vender a R$ 33,00 (como as usinas controladas pela Eletrobrás).

Vejam um exemplo: a hidrelétrica Luiz Carlos Barreto, de Furnas, localizada no rio Grande, divisa entre MG e SP, aceitou a proposta de renovação do governo Federal e passou a vender energia a R$ 33,00/1.000 kWh, o que garante ainda uma taxa média de lucro.

Entretanto, 30 quilômetros abaixo do mesmo rio, uma hidrelétrica (Jaguara) da CEMIG, que não aceitou reduzir o preço, está cobrando R$ 822,83 pela mesma quantidade de energia, um valor 25 vezes maior, o que gera lucros extraordinários.

Não é problema de seca e também não é o problema das usinas térmicas, é pura especulação com a hidroeletricidade.

Tudo isso será repassado em futuros aumentos nas contas de luz da população brasileira.

Como estão conseguindo vender a R$ 822, estas empresas estão lucrando alto, somente em 2014 vão receber cerca de R$ 21 bilhões referente a esta parcela de energia.

Além disso, estão funcionando a toda, e isso gera um esvaziamento dos lagos.

Portanto, além de lucrar alto, estão criando as condições para forçar um grande aumento nas contas de luz e até possibilidade de racionamento, o que geraria grande desgaste político ao governo em ano eleitoral.

Enquanto isso, o governo está aceitando a chantagem.

Há poucos dias, autorizou este repasse bilionário aos empresários do setor elétrico para, além de não perder a confiança do capital privado, transferir os aumentos das tarifas de energia elétrica da população brasileira para depois do período eleitoral.

Enquanto não enxergarmos a energia como algo estratégico, que necessita de controle estatal, com participação popular, ficaremos reféns e continuaremos pagando a conta.

*Engenheiro agrônomo, mestre em Geografia pela FCT Unesp e integrante da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens

Leia também:

Requião: Copel visa lucro de acionistas privados

 

28 Comentários escrever comentário »

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assuerum

11/04/2014 - 14h16

Os governos do PT nos ultimos 11 anos mostrou-se frouxo, condescendente e até sujeito aos capitalistas famigerados(sem o menor respeito com os brasileiros) que dominam o setor energético(eletricidade e petróleo), financeiro, agropecuário, das comunicações, etc. O BNDES é uma mãe para esses empresários insaciáveis que quanto mais ganham mais querem ganhar!
Alguem ainda duvida que o PT transformou-se num partido neoliberal com políticas de inclusão social que lhe garantem sobrevivência no poder?
Os leilões da Petrobras, a privatização paulatina e disfarçada do Banco do Brasil, as concessões “mel na chupeta” dos portos e aeroportos, entre muitas outras façanhas antipatriotas me levam a crer muito pouco em um Brasil intrépido mediante as políticas intromissoras,persecutórias e ameaçadoras dos senhores do império do norte(Obs. não sou comunista!!)
Vou ser franco: o PT transformou-se numa agremiação política cheia de covardes, infelizmente.

Responder

Mário SF Alves

11/04/2014 - 14h05

Pela lógica e retórica esfarrapada dos neoliberais [Portugal, Espanha e Grécia que o digam] o negócio é privatizar tudo. E solenemente e pomposamente diziam entre si e/ou para o povo: temos de privatizar todas as estatais, temos de privatizar tudo, tem de entregar tudo, temos de enxugar o Estado. O Estado é muito pesado, um elefante numa sala de cristais. Privatizemos tudo, “se necessário sabotemos tudo”, mostremos que a gestão publica é ineficiente em tudo. E não nos preocupemos com o dia de amanhã, pois, como sabemos, o mercado tudo resolve. O mercado acima de tudo! E para coibir abusos de tarifas, criaremos Agências Reguladoras. São elas que irão defender o consumidor contra eventuais malfeitos das megacorporações que vierem a substituir o Estado.

Agência reguladora… estamos vendo. E como controlam!

Ah, e nos casos de crises que possam vir a inviabilizar ou prejudicar o deus mercado, tranquilizem-se. O Estado, os tributos, existem para isso mesmo.

Responder

    Mário SF Alves

    11/04/2014 - 15h30

    E vale [epa! Vale???] ressaltar: se preciso for a gente põe até os tanques do Exército nas ruas pra reprimir eventual protesto de petroleiros que se oponham à privatizaria da PetrobraX.

Quintana

10/04/2014 - 15h22

lançar mão de uma petição online no site avaaz.org solicitando que o Ministro Gilmar Mendes declare o seu voto na ADI 4650 a tempo de que este julgamento seja válido para as eleições de 2014.

se alguém começar estou pronto para assinar.

Responder

    Mário SF Alves

    11/04/2014 - 14h10

    AVAAZ? Não é aquela que peticionou à ONU pela exclusão de espaço aéreo na Líbia? E não foi essa mesma exclusão aérea que manteve as aeronaves líbias no solo, enquanto a OTAN pelo ar explodia tudo?
    __________________________
    Mas, afinal, o que tinham de tão grave contra a Líbia?

Quintana

09/04/2014 - 17h06

Penso que o preço de 33,00 pode estar abaixo de custo.

Responder

Lafaiete de Souza Spínola

09/04/2014 - 15h40

Essa FEDERAÇÃO só está servindo para alimentar os espertos.

É uma vergonha que especulem com o preço da energia.

Eis aqui um tema muito importante para um plebiscito:

PAÍS UNITÁRIO

Devemos discutir temas desse tipo. Discutir não é impor, é esclarecer, é apresentar sugestões, é enriquecer conhecimentos com o objetivo de construir uma sociedade mais justa.

Problemas na padronização do currículo escolar; problemas com o petróleo; divisão de estados para criar unidades só para satisfazer a vaidade de certos senhores, multiplicando gastos com as novas estruturas desses estados etc.

Dificuldades com a implantação do código florestal.

Dificuldades para combater o crime organizado. Muitos, muitos, problemas! Todos puxando a corda na direção dos seus interesses, quase sempre escusos, sem pensar no país. Às vezes pensei se não seria melhor uma só constituição; hoje, tenho convicção da necessidade de um país unitário, sem essa problemática federação, com uma só constituição.

Educação: muitas famílias da classe média baixa fazem o maior sacrifício para matricular seus filhos numa escola particular (que também deixa muito a desejar), pois a pública, em sua maioria, está abandonada há décadas. Passando por uma livraria, fiquei assustado em ver que os livros para a sexta e sétima séries estavam sendo vendidos, em média, a R$ 100,00. O problema principal é a variedade de edições, causando baixa tiragem. Se aumentassem a padronização, baixaria, radicalmente, o custo.

O certo é o país investir, já, pelo menos, 15% do PIB na EDUCAÇÃO pública.

A descentralização está provando que não funciona: O desvio do dinheiro público é maior nas prefeituras e governos estaduais; fica mais difícil o controle e a fiscalização do emprego das verbas alocadas. Deputados estaduais e vereadores não assumem a fiscalização, pois estão sempre atrelados ao executivo, planejando a reeleição.

A solução seria lei única num país unitário, com mandato único em todos os níveis. Não se esqueçam: O congresso nacional nada mais é que um espelho do atual sistema!

Corrupção, crime organizado, lavagem de dinheiro: O atual sistema federativo dificulta o combate. Há um verdadeiro jogo de empurra, tanto do poder central, quanto dos estados. Esse é um assunto da maior gravidade que exige uma coordenação centralizada. Como combater o tráfico e a lavagem de dinheiro com negociações do poder central com cada governador, como essa que ocorreu, já faz algum tempo, em São Paulo, num descabido e insano jogo de empurra que só realizaram devido ao estado de verdadeira calamidade pública?

O judiciário, também, está dividido em justiças federal e estadual, aumentando os custos e dificultando sobremaneira o trabalho do Conselho Nacional de justiça.

Tudo isso emperra o desenvolvimento igualitário do nosso país. Sou por um país unitário, com lei única, por um desenvolvimento mais uniforme entre as regiões, sem essa guerra fiscal que atende não ao povo e sim aos caciques regionais. Isso permitiria, é claro, uma maior repressão aos psicopatas que desenvolvem essas atividades perniciosas ao desenvolvimento econômico e social do nosso país.

Dentro de um país unitário só caberia o mandato único para todos os níveis, inclusive para as direções de partidos, de sindicatos etc.

Deputados estaduais e vereadores assumiriam de fato as suas funções de fiscalização. Teriam só ajuda de custo. Não deixariam de ser o pedreiro, o médico, o comerciário, o engenheiro, o professor, o advogado etc. Deixaria de existir, assim, a profissão “POLÍTICO”. Todo cidadão passaria a ser, de fato e de direito, um político. O número de deputados estaduais e de vereadores poderia, desse modo, até triplicar, permitindo o revezamento. Devem ser previstas em lei todas as condições para as denúncias públicas, através de todos os meios de comunicação, dos erros encontrados na aplicação dos recursos públicos.

País unitário para acabar com as desigualdades regionais, eliminando os absurdos incentivos fiscais oferecidos às multinacionais que passam décadas sem pagar impostos e ainda recebem empréstimos subsidiados, além de toda infraestrutura. Lembro-me de uma empresa que recebeu esses incentivos, faz muitos anos, saiu de São Paulo e instalou-se em Jaboatão – PE. Depois de passar anos, sem pagar impostos; em 30/45 dias estava de volta a Sorocaba-SP; o tempo necessário para a manutenção periódica.

Está em pauta, uma intensa discussão sobre o possível uso de uma aplicação uniforme da alíquota do ICMS, tendo como um dos objetivos a diminuição do custo Brasil. Nota-se uma reclamação generalizada. Como em qualquer outro tema, está muito difícil encontrar um consenso. E, caso cheguem a algum entendimento, nada garante que o acordo não será rompido mais tarde, pois os estados e prefeituras podem criar suas leis de acordo com os interesses dos caciques de plantão.

Mais recentemente surgiu o impasse referente à diminuição do custo da energia elétrica. Quatro unidades dessa turbulenta federação rejeitam participar do acordo que permite a energia baixar o custo para as residências e para as empresas, propiciando a queda dos preços dos produtos e incentivando, assim, o mercado interno e externo.

País unitário para acabar com essa guerra fiscal hedionda, cujos custos caem sobre o povo mal informado. Dão benesses às multinacionais, alegando incremento de meia dúzia de empregos e castigam os micros e pequenos empresários, criando impostos antecipados e substituição tributária; tornando sem efeito o Simples Nacional, quando se sabe que as pequenas empresas garantem 40% do emprego no país. Estes só não garantem o financiamento privado para as eleições daqueles que conquistam o poder só pelo poder. País unitário para acabar com as abomináveis diferenças salariais regionais, atingindo, entre outras categorias, aos professores das nossas crianças.

Neste momento, estamos numa verdadeira guerra de interesses particulares, onde cada cacique luta por uma maior fatia das riquezas do PRE-SAL. Chega-se ao absurdo de querer tornar o mar em território estadual.

País unitário para permitir uma reforma tributária mais simples, prevalecendo a justiça social. Hoje, temos um sistema tributário antiquado, injusto, cheio de remendos que até os advogados da área têm dificuldades de lidar com as constantes mudanças e contradições. Como podem os pequenos empresários conviver nesse mundo absurdo? Procure investigar e entender o porquê de tanta informalidade que é maior do que se possa imaginar! Esses pequenos empresários estão mais para vítimas do que para infratores. Terminam sendo reféns desse sistema perverso que nada faz para combater os grandes delinquentes, onde a lavagem de dinheiro tem ampla liberdade.

Leia os livros do Juiz Fausto de Sanctis, atual desembargador e suas entrevistas. O nosso estado federativo não fornece as ferramentas necessárias para a investigação e a conseqüente dura punição para esses gigantes infratores. Muita gente aceita essa atividade de psicopatas, como sendo uma espécie de acumulação necessária para o desenvolvimento capitalista, sem considerar os estragos perpetrados no meio da nossa juventude. Você aceita esse tipo de sociedade? Os psicopatas, sim!

Leia, também, o livro Gomorra do Roberto Saviano e entenda que no Brasil coisas semelhantes estão acontecendo. Diga-me que parcela do povo brasileiro sabia das relações estreitas com o Cachoeira, mantidas por esse senador que foi cassado recentemente. O próprio Cachoeira, se quisesse, poderia ser um deputado. Dinheiro não seria problema. Seguramente, a atividade de financiador torna-se mais proveitosa. Quantos iguais a ele, ou mais poderosos, estão neste vasto território infiltrados em nossas instituições? Quanto mais estados tivermos nessa carcomida federação, tanto mais campo aberto para a atividade dessa gente.

País unitário, concomitante a partidos conforme esboçado em UM PARTIDO MUITO DIFERENTE, representa um pesadelo para aqueles que pretendem a continuidade do modelo político existente no país, tendo como um pequeno exemplo, aqueles vereadores de Rio Largo, em Alagoas, que em sincronia com o prefeito, venderam um terreno avaliado em 30 milhões por 0,7 de milhão. Vide nossa publicação sobre o assunto, em VEREADORES PRESOS! NÃO FISCALIZAVAM! BURLAVAM! Para executar essa mutreta, usaram a prerrogativa das prefeituras criarem suas leis, quase sempre, usadas em benefício próprio. Lei única para o nosso país!

Até as organizações mafiosas, na Itália, descubriram que a descentralização do crime passou a dificultar o trabalho da polícia e da justiça. A droga, hoje em dia, está muito difícil de ser encontrada com a pulverização dos estoques. Leiam o livro Gomorra de Roberto Saviano, sobre o tema.

País unitário não sob a égide de um ditador, um salvador da pátria. Quem leu UM PARTIDO MUITO DIFERENTE; sem interesses particulares ou sob a influência daqueles que disseminam a ideia de que a descentralização, nos moldes atuais, é necessária; notou que propomos a participação do povo, real, em todos os níveis sem o controle de caciques, tudo democraticamente. O sistema atual de caciques municipais e estaduais é a fonte, o criatório, dos caciques federais. Não existiriam caciques caso não houvesse uma reduzida, porém atuante, base de apoio. Tudo em torno de interesses pessoais com uma roupagem de finalidades sociais.

País unitário para que deputados estaduais e vereadores cumpram a sua missão de fiscalizar o poder executivo, denunciando, por todos os meios, os malfeitos. Por isso, proponho triplicar o número de deputados e vereadores com poderes amplos para a fiscalização.

País unitário com financiamento público exclusivo para as eleições. Lei rigorosa para coibir qualquer uso de dinheiro privado pelos partidos. Nada de lista única preparada pelas cúpulas. Os candidatos serão escolhidos, exclusivamente, pelas bases partidárias para todos os níveis.

Responder

    Mário SF Alves

    11/04/2014 - 15h36

    “País unitário não sob a égide de um ditador, um salvador da pátria. Quem leu UM PARTIDO MUITO DIFERENTE; sem interesses particulares ou sob a influência daqueles que disseminam a ideia de que a descentralização, nos moldes atuais, é necessária; notou que propomos a participação do povo, real, em todos os níveis sem o controle de caciques, tudo democraticamente. O sistema atual de caciques municipais e estaduais é a fonte, o criatório, dos caciques federais. Não existiriam caciques caso não houvesse uma reduzida, porém atuante, base de apoio. Tudo em torno de interesses pessoais com uma roupagem de finalidades sociais.”
    __________________________
    Tudo muito lindo. Tudo muito bacana… mas só que antes você vai ter de fazer como Mané Garrincha, combinar com os “SPYstates”, não?

Sérgio

09/04/2014 - 13h37

Excelente texto, porem é importante deixar claro que Nem o governo Lula e Nem o governo Dilma, mudaram é nada a herança maldita deixada por FHC no Setor Elétrico Brasileiro, explico melhor, no período das privatizações a Energia Elétrica passou a ser uma mera Mercadoria, a exemplo de uma caixa de fósforos ou coisa qualquer, no linguajar econômico uma commodity. Com isto grandes grupos empresariais continuam ganhando muito com essa forma de gerenciar o setor elétrico brasileiro, pois antes das privatizações a remuneração das empresas era realizada Serviço pelo Custo, ou seja, paga-se a empresas de energia o valor do custo de manutenção e operação de geração/transmissão/distribuição mais um percentual de remuneração do capital investido de forma que a empresa possa continuar investindo na expansão do sistema. Infelizmente nada disso foi feito e hoje apesar de sermos um país onde a matriz energética para geração de energia elétrica é fornecida por mais 80% de recursos renováveis (usinas hidrelétricas), nós aqui no Brasil pagamos uma das mais altas tarifas de energia elétricas do mundo comparadas aos países Europeus que possuem uma matriz não renovável (usinas térmicas). Se o PT acha que a energia Elétrica é uma mera mercadoria e que o Deus Mercado é Big Boss que administra tudo, e tudo vai corre bem, é uma pena, pois país nenhum no mundo se desenvolveu deixando de lado o controle da geração de energia, que no meu ponto de vista é uma atividade estratégica de desenvolvimento para qual quer país.

Responder

Quintana

09/04/2014 - 13h36

Após a seriedade deste artigo, quem precisar rir é só ler

“Fux e o roubo de galinhas” em Nassif.

Estou enxugando as lágrimas de tanto rir dos posts dos leitores. Quero pagar meus 50,00 pela diversão.

Responder

    Mário SF Alves

    11/04/2014 - 15h21

    Esse veio de lá.

    “Considerando que o domínio do fato sobre os atos da quadrilha suprime a necessidade da existência da própria quadrilha, tanto faz se o ovo veio antes ou depois da galinha.” PauloBR

Urbano

09/04/2014 - 13h31

Isso é o assalto remoto querendo ser chamado de capitalismo nobre.

Responder

Aristides Bartolomeu Novaes

09/04/2014 - 13h02

A Presidenta precisa usar de suas prerrogativas, e explicar ao povo brasileiro o que vem acontecendo realmente nesse país. Fatos como esse em que governos de oposição, que só almejam lucros para seus acionistas, mentem descaradamente, e atribui a culpa ao governo.
O PT está acordando, mas é preciso fazer muito mais, pois estamos numa guerra em que só um lado tem vez na imprensa escrita e televisada.
Talvez não seja a hora, porém uma passividade do tamanho que estamos presenciando é demais, e perigoso. Acordem!

Responder

Bem

09/04/2014 - 12h45

O apagão elétrico ocorreu na era FHC, porque os imbecis precarizaram as empresas para justificar a entrega a preço de banana numa privatização criminosa e com todo apoio dessa mídia vestal.

Responder

Joselito

09/04/2014 - 11h46

Lembrando que o FHC renovou de forma antecipada a concessão da usina da Cemig referida na reportagem.
Juridicamente a Dilma não pode voltar atrás, eis que a discricionariedade da renovação ou não da concessão é da União, mas a decisão já foi tomada em outro governo.
Se há um culpado, este é o ex presidente e os ministros responsáveis no fim dos anos 90.

Responder

Carlos N Mendes

08/04/2014 - 22h01

É o capital predatório, através do seu braço político PSDB, cravando os dentes na jugular do cidadão e causando um lesa-pátria criminoso no fruto do trabalho de quem tem menor capacidade de se defender. Malditos sejam.

Responder

Sagarana

08/04/2014 - 20h55

“Além disso, estão funcionando a toda, e isso gera um esvaziamento dos lagos.”
Ora, ora senhor engenheiro agrônomo, todas as usinas – inclusive as térmicas – estão funcionando “a toda” porque a demanda está “a toda”. Entre outros motivos porque o governo federal baixou os preços das tarifas de uma mercadoria de alta elasticidade de demanda. Para azar de Dilma São Pedro virou as costas para Edson Lobão.
Talvez o senhor tenha faltado às aulas de micro economia da faculdade de agronomia.

Responder

renato

08/04/2014 - 18h40

Já estão se armando para aumentar a conta de luz, indo contra a Dilma.
Dizem que faltará dinheiro para reenvestimento..
E vai ser voz do palanque de Aécio.
Tentando dizer que a providencia foi errada.. Já tem aderência de Técnicos..

Responder

juarez campos

08/04/2014 - 14h18

Moro em Pedregulho, onde está a Usina referida acima,e conheço bem Jaguara que está abaixo da do estreito aqui no rio grande. Se Jaguara funcionar a toda carga e Estreito não, o lago de Jaguara fica vazio, pois é um espelho d’água. Isto vai forçar Furnas a mandar água prá Jaguara e prejudicar a produção de energia.
No governo FHC presenciei um fato estranho. Tenho um rancho na beira do Rio Grande em Cássia/MG e na época, não me lembro o ano, chovia torrencialmente em toda Minas Gerais, inclusive com inundação na cidade de Santa rita do Sapucaí, que ficou debaixo d’água, contudo a Barragem de Mascarenhas de Morais (Peixoto) estava escoando tanta água que o lago estava na menor quantidade em mais de 10 anos que lá convivi. Acho que esvaziavam a barragem para forçar a falta de luz e privatizar as empresas.

Responder

    anac

    09/04/2014 - 08h40

    Faz sentido.
    Até porque era estratégia dos tucanos desmoralizar a empresa para provocar a privatização por baixo preço. Imagina a propina que ganhavam?

    A Petrobrás, cujo objetivo era transformar em Petrobrax(ainda é), para ser esquartejada, teve afundada pelos tucanos uma mega plataforma a P-36 e provocado dois grande acidentes ambientais com derramamento de milhões de óleo no RJ e Paraná.

Paulo

08/04/2014 - 13h16

Governos do PSDB cobrando $ 822,00 por unidade de energia em
comparação com $ 33,00 cobrados pelas companhias administradas pelo governo federal (sistema eletrobras)? E ainda querem que esses usurários do PSDB tomem conta de nossa economia? Já não basta o exemplo da roubalheira que virou a telefonia brasileira, a tarifa mais cara do mundo, em que você paga mais para umas poucas ligações mensais do que para
ter energia elétrica disponível (sem apagão, viu bando de trouxas?) 24 horas por dia?

Responder

    Mario SF Alves

    12/04/2014 - 10h41

    Alma lavada com seu comentario. So faltou informar que essa montanha de dinheiro expropriado dos brasileiros vai pra outro pais. Nao circula em nossa economia e nao gera riquezas, portanto.

Alemao

08/04/2014 - 11h55

Essa foi boa, pelo raciocínio o preço é totalmente independente da oferta e da procura. Parabéns, é por esse e outros motivos que o Brasil deu um salto na mediocridade. Viva o PT!

Responder

    zildo

    08/04/2014 - 19h13

    Se informe melhor meu caro.

    anac

    09/04/2014 - 08h29

    Alemão é um coxinha rola bosta ignorante. Falar em oferta e procura em monopólio só pode ser piada. O alemão vai procurar oferta de energia barata na Alemanha.
    Incompetência coxinha alemão é isto: quebrar o Brasil três vezes e confessar a quebra, que o diga fhc a Bill Clinton dando bronca em fhc e o chamando de incompetente: http://www.youtube.com/watch?v=MeAOen8vyiQ

    Incompetência?Veja o caso do PIB, US$ 500 Bi – FHC e US$ 2 Tri – Lula. Não estamos comparando apenas números, a questão é que o PIB no fim do governo Itamar era US$ 590 Bi, 8 anos depois caiu para US$ 500 Bi. E 8 anos na era Lula subiu para US$ 2 Tri. FHC conseguiu encolher o pibinho do Itamar, enquanto Lula QUADRIPLICOU o pibinho do FHC. Por isso é tão difícil para a Dilma manter a mesma taxa de crescimento. Veja os dados no site do FMI – http://migre.me/fFZCv – Url encurtada do site do FMI. Vai lá checar depois volte aqui para dizer que isso é mentira.

    anac

    09/04/2014 - 08h34

    Incompetência, muito mais do que mediocridade, é isto:
    Apagão elétrico deu prejuízo de R$ 45,2 bi aos brasileiros
    O apagão elétrico ocorreu no governo FHC, em 2001, e continuou afetando diretamente a atividade econômica até 2002.

    Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) divulgada nesta quarta-feira (15/07) mostrou que o apagão elétrico ocorrido em 2001 e 2002 gerou um prejuízo real em repasses tarifários e deduções no Tesouro de R$ 45,2 bilhões, quando descontada a inflação no período.
    http://www.horadopovo.com.br/2009/julho/2784-22-07-09/P2/pag2b.htm

    Quintana

    09/04/2014 - 17h01

    Alguém que tem ex. uma fábrica de chocolate e gasta x unidades de energia por mês. Repentinamente ele desce sua porta de aço, e diz, calma gente, vou procurar energia mais barata no mercado. Só rindo dos posts e dos postes que governam. Para o consumidor não existe oferta. A única oferta é a do fornecedora atual, ou tudo sairá mais caro.

Weslei

08/04/2014 - 11h25

O capitalismo selvagem contínua mandando.

Responder

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