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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Leandro Fortes: O grupo de Cachoeira e o escândalo dos aloprados

21 de julho de 2012 às 13h58

por Luiz Carlos Azenha

O resultado final foram duas capas históricas, que podemos atribuir à afinidade ideológica dos editores dos principais jornais de São Paulo.

Foram publicadas no sábado, véspera do primeiro turno das eleições presidenciais de 2006.

O acidente a que se referem as capas, da Gol, não saiu no Jornal Nacional da noite anterior.

O JN, obviamente, abriu com uma longa reportagem sobre a aparição do dinheiro que aloprados do PT supostamente usariam para comprar um dossiê contra o candidato tucano ao governo de São Paulo, José Serra.

Na opinião de Amaury Ribeiro Jr., o autor do Privataria Tucana, foi uma clássica operação de bastidores de campanha, em que os serviços de inteligência fazem trapaça uns contra os outros. A vantagem do PSDB, nestes casos, é que sempre conta com amplo apoio na mídia para vender o peixe de acordo com os objetivos do partido.

Imagem de dinheiro vivo, em campanha eleitoral, faz sucesso: foi graças a uma apreensão na sede da empresa Lunus, que estrelou o Jornal Nacional e a Veja, que a pré-candidata Roseana Sarney, então no PFL, desistiu de concorrer à presidência, abrindo caminho para José Serra disputar a eleição presidencial de 2002.

[Clique aqui para ler o discurso em que o ex-presidente Sarney denunciou o golpe]

Para quem perdeu o escândalo dos aloprados: o dinheiro foi apreendido em um hotel de São Paulo e seria entregue em troca de um dossiê de fotos e imagens de Serra ao lado de envolvidos no escândalo da compra de ambulâncias superfaturadas pelo Ministério da Saúde, ambulâncias que foram distribuídas a prefeituras no período em que o tucano foi ministro da Saúde.

A prisão dos “aloprados”, que foram assim definidos pelo então presidente Lula, aconteceu dias antes do primeiro turno. Mas o vazamento das fotos do dinheiro, por parte do delegado da PF Edmilson Bruno, por coincidência se deu na reta final.

Durante a campanha de 2010 vários profissionais da TV Globo de São Paulo anteviam o que viria a acontecer.

Um deles ligava para o ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, alertando sobre possível golpe eleitoral.

Uma reportagem que tratava do escândalo das ambulâncias, que nasceu de um protesto de jornalistas da emissora, foi engavetada.

O escândalo dos aloprados foi responsável, em parte, pelo segundo turno das eleições presidenciais de 2006, em que Lula bateu Geraldo Alckmin. Outro motivo teria sido a ausência do presidente Lula do debate final, na TV Globo.

Foi também o que levou este site a se tornar conhecido: publicamos com exclusividade um relato sobre a existência de uma gravação entre um grupo de repórteres e o delegado da Polícia Federal Edmilson Bruno, em que eles combinavam como aconteceria o vazamento das fotos.

Um dos repórteres envolvidos nos procurou com a gravação. Eu estava diante da casa do candidato José Serra, de plantão, ao lado de outros repórteres. Ouvi duas vezes e, por acreditar que era fato jornalístico relevante, publiquei no site, então hospedado na Globo.com.

Mais tarde, apuramos que o delegado Bruno não foi punido por vazar as fotos: foi suspenso por nove dias por mentir a superior.

Agora, na CartaCapital, Leandro Fortes traz novas informações sobre o escândalo (via Facebook):

Cachoeiroduto

20.07.2012 11:53

Aloprados e aloprados

Durante as investigações da Operação Monte Carlo, a Polícia Federal apreendeu um material que pode ser a pista para a compreensão de uma dos mais estranhos episódios da história política recente. Trata-se de gravações de uma conversa entre o ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, e o jornalista Mino Pedrosa, ex-repórter da Isto É e hoje autor do site QuidNovi, sobre o chamado “escândalo dos aloprados”, como ficou conhecida a suposta tentativa de compra de um dossiê contra o então candidato a governador de São Paulo José Serra (PSDB) em 2006.

Curiosamente, o material foi apreendido na casa de Adriano Aprígio de Souza, ex-cunhado do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Souza foi preso em julho pela PF, na esteira das investigações sobre o grupo. Ao analisar o material, a PF encontrou o grampo de uma conversa ocorrida em 2006 entre Dadá e Mino Pedrosa no qual o jornalista dizia ter informações sobre como o dossiê foi negociado. Dadá é apontado pela PF como araponga do grupo de Cachoeira.

O escândalo, que tumultuou as eleições daquele ano, eclodiu após um assessor da campanha de Aloizio Mercadante, candidato do PT ao governo paulista, ser pego ao entrar num hotel em São Paulo para supostamente comprar informações contra o adversário tucano. O material conteria documentos que ligariam o ex-ministro da Saúde à chamada máfia dos sanguessugas, como ficou conhecido o grupo investigado por desviar recursos da saúde.

Na conversa, possivelmente gravada por Dadá, Mino Pedrosa e o araponga conversam sobre as origens do escândalo dos aloprados. O jornalista revela que o dossiê havia sido confeccionado por Luiz Antonio Trevisan Vedoin, pivô dos sanguessugas, e oferecido aos petistas. No entanto, quando a negociação avançou, o mesmo Vedoin entrou em contato com um emissário da campanha José Serra – que teria acionado a Polícia Federal. O plano de Vedoin era criar um fato político contra o PT durante a eleição.

Em seguida, Mino Pedrosa diz ter em mãos informações que poderiam ser a “bala de prata” para “matar o Barbudo”, numa clara referência ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, postulante à reeleição. O jornalista afirma ter informações de que a proximidade de Lula com seu ex-assessor pessoal Freud Godoy, suspeito de participação na compra do dossiê, poderia mudar os rumos da eleição de 2006.

Para comprovar as suspeitas, Pedrosa pede a Dadá que obtenha clandestinamente os documentos junto ao Coaf e à Receita Federal sobre movimentações financeiras de Lula para confirmar as suspeitas.

O episódio mostra como o grupo de Cachoeira agia para alimentar informações para tumultuar o ambiente político – e que nem mesmo o presidente estava imune a ação dos arapongas.

PS do Viomundo: Quando conto este episódio a estudantes de Jornalismo, em palestras, inclusive com a projeção da capa dos jornais, eles custam a acreditar que tenha acontecido de verdade. Meu trecho favorito da gravação do delegado é aquele em que ele diz que juntou o dinheiro para fazer volume. Delegado e cenógrafo, com direito a estrelar a propaganda eleitoral de Geraldo Alckmin entre o primeiro e o segundo turnos (a imagem abaixo é da propaganda do tucano na TV)!

 

 

41 Comentários escrever comentário »

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Luiz (o outro)

24/07/2012 - 12h14

Independente do que tenha ocorrido no caso dos aloprados, o que não dá pra entender é como tem gente imbecil nesse País… o crime maior, que deveria ter sido melhor investigado, é o caso do superfaturamento das ambulâncias… infelizmente o PIG consegue desviar o foco de certos assuntos…

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Relembrando os sanguessugas no escândalo dos aloprados

24/07/2012 - 08h33

[…] Clique aqui e leia no Viomundo – O que você não vê na mídia Conversa de sanguessugas […]

Responder

FrancoAtirador

23/07/2012 - 18h02

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STF: imprensa prepara espetáculo da carta jogada

Por Gilson Caroni Filho*, na Carta Maior

O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, e o jornalista Merval Pereira tocam instrumentos diferentes, mas nada impede que atuem na mesma fanfarra quando o assunto é a proximidade do julgamento do chamado “mensalão”.
Anos a fio, cada qual no seu campo específico, foram companheiros da banda de música do consórcio demotucano.
Não surpreende, assim, a total semelhança entre o artigo do colunista, publicado no jornal O Globo, em 12 de junho, e a declaração de Guerra sobre uma suposta ofensiva do PT e do ex-presidente Lula contra o Supremo Tribunal Federal (STF), que representaria uma ameaça ao regime democrático.

“Vivemos um momento grave. Uma crise institucional. A democracia no Brasil está ameaçada. O Lula e o PT ameaçam o STF e o Procurador-Geral da República. Isso nunca aconteceu na história do país” (Sérgio Guerra, no encontro de pré-candidatos da legenda).

“Alegando que o “monopólio da mídia” quer condená-lo a qualquer custo, Dirceu exige um “julgamento técnico”, mas, no discurso, diz que “este julgamento é uma batalha política” que “deve ser travada nas ruas também”, marcando não apenas a contradição entre suas palavras e atos, mas, sobretudo, uma ameaça de pressão ilegítima de forças do aparelho partidário sobre o Supremo Tribunal Federal nunca vista antes”(Merval Pereira, em sua coluna de 12/06, no diário da família Marinho).

O jornalista, um imortal sob encomenda, toca violino e o deputado arrisca no bumbo. O jornalista tenta lidar com o vernáculo simulando fluência e elegância, esgrimindo sua cantilena com graciosa malignidade. Já o estilo do deputado está mais para manifesto udenista às vésperas de golpe. Mas o colunista e o parlamentar estacionam na mesma calçada da crítica veemente aos que insistem em denunciar o enredo midiático do “escândalo” e seus melancólicos intérpretes.

Fica a impressão de que ambos se apressam a dizer o que os outros querem ouvir com sofreguidão de primeiro da classe na hora da prova da chamada oral. Mas esta lição aprende-se depressa, como veremos abaixo. O jornalismo, como já definiu Bernardo Kucinski (2000:173), “é intervenção, é conhecimento em ação: implica escolhas, opções, direções a seguir, com diferentes consequências”. E bem conhecemos as escolhas da nossa imprensa partidarizada e seus métodos.

Bem mais que os 300 volumes da Ação Penal 470, estão novamente em questão a imprensa e seu poder de agenda. As regras do xadrez determinam que o rei não pode ficar em xeque e, para escapar à ameaça do mate, a mídia corporativa terá de se movimentar com intensidade no tabuleiro político.

Voltam à ribalta os arrazoados de seus Torquemadas, repletos de incongruências, adjetivações fáceis e contorcionismos de estilo. Ressurge uma sucessão de relatos que nunca comportaram o princípio do contraditório. Em suma, o que os ministros da mais alta Corte do país têm que superar é, acima de tudo, produto de um jornalismo de ilações e invenções, obra de manipulação contextual e de acusação sem apuração.

Uma farsa que, como já tive oportunidade de escrever aqui mesmo, espera averbação judicial que legitime sua narrativa. Ou melhor, uma força que pretende legislar, submetendo o Judiciário aos mesmos constrangimentos impostos ao Executivo e ao Legislativo.

Querer não é necessariamente poder. E é justamente na distância entre esses dois verbos que repousam, agora, as preocupações do baronato midiático. Dela darão conta, além de Merval Pereira e outros articulistas, cientistas políticos e juristas de viés ideológico conhecido. O que teremos em telas e páginas? A intensificação de processos conhecidos. Métodos de desinformação que decorrem de uma escolha ético-política.

Teremos a multiplicação dos títulos inexatos ou tendenciosos para uma notícia fielmente escrita; uso tendencioso de aspas e adjetivos; editorialização do noticiário; distorção de fatos, mantendo uma parte da verdade, de modo que a inexatidão proposta pelo resto da notícia pareça verossímil; simulação de objetividade e desequilíbrio de informações.

A grande imprensa não só exerce a desinformação como também a utiliza como um código, uma gramática normativa dessa prestidigitação diária. Os nossos bravos “cães de guarda” sabem que devem se ater a esse conjunto de normas que sofre permanentes reajustes e atualizações. Disso depende o prestígio no campo jornalístico e a própria manutenção do emprego. Sabem que o verdadeiro diploma que o patronato quer é um atestado diário de fidelidade à ideologia das corporações.

Merval Pereira, o nosso “imortal” de coletânea, teria, como seus pares, condições para ser cidadão da modernidade. No entanto, como fiéis súditos de Macunaíma preferem alimentar o discurso primitivo de um Sérgio Guerra qualquer. No fundo, todos se merecem. Conluiados no propósito de desestabilizar o governo, nos próximos dias estarão empenhados em sair do ridículo e reinventar a roda. Um exercício inútil.

*Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5696

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    Fabio Passos

    23/07/2012 - 19h49

    Para a direita neoudenista é proibido criticar gilmar dantas e o prevaricador gurgel.
    O Brasil inteiro sabe que são dois trampas safados… mas o psdb defende os figuras e ainda quer censurar as críticas.

    E estas tolices são amplamente divulgadas e endossadas pelos vagabundos do PIG… idiotizando a classe média mal-instruída que lê veja e assiste jn.

Willian

23/07/2012 - 08h58

De onde veio o dinheiro dos aloprados e por que eles estavam com esta grana toda no hotel?

Responder

    Felipe

    23/07/2012 - 18h01

    Isso não é importante, oras. Só o que faltava, querer discutir o verdadeiro crime.

    A culpa é da imprensa nazifacistaoligárquica (menos da rede record… hahaha)

Fabio Passos

22/07/2012 - 18h38

Revelações muito interessantes sobre uma tentativa de golpe da direita.
E como sempre os vagabundos do PIG participaram ativamente.

Nossa democracia sempre estará em risco enquanto o Brasil tolerar estas oligarquias corruptas – marinho / civita / frias / mesquita – manipulando e mentindo para toda a nação.

Responder

    Adilson

    24/07/2012 - 00h17

    Muito boa Fábio!

ricardo silveira

22/07/2012 - 15h06

Parece que o “histórico” discurso do Sarney, talvez porque já se sabe muito sobre o caráter do Serra, não acrescentar muito sobre o eterno tucano candidato. Mas, com certeza, o discurso revela muito da conivência patife do FHC com os esquemas tucanos.

Responder

    Fabio Passos

    22/07/2012 - 18h40

    E da sociedade psdb&PIG na produção de fraudes e tentativas de golpes…

    Mário SF Alves

    23/07/2012 - 18h57

    Genial a charge. Só que a montaria do privata – na realidade um porco infernal – tá com uma carinha dócil demais. Salva-se pelo fato de ser a cara de quem já não aguenta mais. Um PiG cansado, desgastado, será por quê?

    Mário SF Alves

    23/07/2012 - 19h10

    Se o PiG fosse brasileiro daria pra entender, afinal, dizem, brasileiro não desiste nunca. Mas, fosse você, Fabio Passos, que estivesse no lugar do PiG, o que faria:

    1) Dava um coice, pulava de banda e largava o privata na rua da amargura?
    2) Reconhecendo-se endemoniado, recorreria a Jesus Cristo e, após a bronca divina, saltaria com ele no primeiro abismo?

    Fabio Passos

    23/07/2012 - 22h28

    O PIG está todo faceiro… carregando o ladrão josé serra.
    Ladrão e fascista. Um símbolo do que a pior “elite” do mundo representa.

    Agora… fosse eu?
    Qualé?
    Tá me confundindo com os coitados dos militantes do PIG que aparecem por aqui? rsrs

José da Mota

22/07/2012 - 14h12

1 STF na mira dos golpistas, ou mata, ou dá espetáculo de graça, ou morre!
Ayres Britto e demais ministros do Supremo tribunal federal terão que pisar em ovos com alguns da grande imprensa durante o processo do Mensalão do PT, porque eles representam o golpe branco em si, lobos travestidos de cordeiros, estão por trás desta grande arapuca minuciosamente aguardada desde o início. E para tentarem concretizá-la não têm nenhum pudor, alisam com a esquerda para bater com a direita (sempre com a direita) José Antonio Dias Toffoli já teve uma breve demonstração do que estou falando, e que serviu para todos. Sem a mínima compaixão ou ética caso ela não passasse de uma ilusão, utópica, usada na maioria das vezes para o mal.
Caso o STF no mínimo não dê o espetáculo que tanto esperam, no mínimo meia-dúzia de ministros terão suas vidas arrasadas publicamente. Julgamento não é espetáculo, e neste caso tem que por obrigatoriedade do risco que a nação, julgadores e réus correm, ser a portas fechadas.
O Brasil não é obrigado a fomentar os negócios de comunicação dos golpistas, usando o golpe branco que querem dar para ainda faturar milhões de dólares nas costas de um julgamento do STF.
Deixei comentário no que inspirou-me a este artigo, um outro artigo da Carta capital. “Cachoeiroduto – Aloprados e Aloprados” – Artigo este, o da Carta Capital, que é o retrato do que alguns meios de comunicação de massa gigantes fazem e ou tentam fazer há muito tempo no Brasil.
Ou contratam políticos como soldados mercenários ou vice-versa ou os aliciam à força, sob ameaças de denúncias de inclusive divulgarem particularidades de suas vítimas que os submeteriam no mínimo a constrangimentos caso não se submetam às suas vontades. Antes os investigam dos fios do cabelo aos pés, por anos seguidos, até encontrarem algum de seus erros (e que ser humano não os tem) para depois chantageá-los.
Os Mensalões e Principalmente O Mensalão do PT é a demonstração mais literal deste tipo de bandidismo camuflado que vem ocorrendo no Brasil, para um golpe branco.
Já na arapuca, suas vítimas, ordenam, ou vota em nossos projetos ou tumultuamos todo o processo do Mensalão, destruímos a carreira e reputação deste ou aquele ministro, político, advogado de defesa e ou réu.
2 Chantageando-os, repito, de ministros à políticos, réus, advogados de defesa e etc… No caso de alguns da grande mídia por motivo claro, o golpe branco para que grupos estrangeiros possam usurpar cada vez mais das nossas riquezas. Outros por índices altos de audiência, para faturamento.
Dentre tantas as vítimas desta tentativa de golpe branco, cito dois homens. Que durante todos os anos deste processo até os dias de hoje foram, de forma diferente, atacados, desonrados, humilhados, ofendidos, acusados, pré-julgados e condenados diante a sociedade brasileira e seus amigos e familiares, da forma mais covarde que se há de acontecer. Sem direito de defesa. Um deles até preso, encarcerado, por inúmeras vezes se ainda não o estiver.
Mas à bem da verdade desde o início deste golpe, ambos, de tão perseguidos, acuados e usados como boi de piranha para esta crueldade, que; viveram quando não literalmente atrás das grades, em cárcere privado por todos estes anos. Ao revelar seus nomes a justiça tocará seus corações, leitores, e os senhores examinarão instântaneamente e concluirão que digo a verdade quanto a toda esta armação. Que envolveu muito dinheiro e traição.
São eles, as maiores vítimas, Zé Dirceu e Marcos Valério.
Em vários artigos sobre esta tentativa de golpe branco no Brasil enumerei-os como parte de uma saga, particular, e este é o Saga 7.
José da Mota.
P.S. Relação dos artigos sobre a tentativa de golpe branco no Brasil deste Blog:
2 – http://josedamota.blogspot.com.br/2012/07/erundina-so-lula-com-haddad-e-maluf.html
3 – http://josedamota.blogspot.com.br/2012/07/mensalao-saga-iii-ricardo-lewandowski-e.html
4a b à escolha: http://josedamota.blogspot.com.br/2012/07/mensalao-do-golpe-branco-no-brasil.html
4b – http://josedamota.blogspot.com.br/2012/07/o-beijo-patriota-ayres-britto-e-dilma.html
5 – http://josedamota.blogspot.com.br/2012/07/mensalao-do-golpe-branco-v-do-pt.html
6 – http://josedamota.blogspot.com.br/2012/07/mensaloes-e-chance-de-alguns-grandes.html

Responder

Marcelo de Matos

22/07/2012 - 10h29

O portal Terra repercute novas denúncias da revista Época: “Novas conversas telefônicas interceptadas pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo mostrariam o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o ex-senador Demóstenes Torres fazendo negócios em nome do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Os diálogos, que correm sob segredo de Justiça e foram divulgados pela revista Época neste final de semana, mostram a relação do governador com o grupo e indicam que ele teria direcionado a contratação de empresas sem licitação. Em uma conversa, um assessor do governo afirma que Perillo “deixou passar” à Delta um contrato que poderia render R$ 1,2 bilhão. Em outra, o governador teria ordenado, através de Demóstenes, que o Detran contratasse uma empresa amiga”.
http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/cpi-cachoeira/noticias/0,,OI6009873-EI20308,00-Cachoeira+e+Demostenes+agiam+em+nome+de+Perillo+diz+revista.html

Responder

FrancoAtirador

22/07/2012 - 09h28

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TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Nota de esclarecimento

A propósito de matérias veiculadas na imprensa a respeito de decisão do TCU que envolve a apropriação de bônus de volume pela empresa DNA Propaganda Ltda., o TCU esclarece:

A tomada de contas especial, que trata do tema, foi instaurada em 2005 em razão da verificação de que a agência de publicidade DNA Propaganda Ltda. apropriava-se de descontos obtidos junto a fornecedores e veículos de comunicação. O TCU entendeu, à época, que poderia haver violação ao contrato, que determinava o repasse desses descontos ao Banco do Brasil S/A.

Contudo, com a edição da Lei n.º 12.232/2010 (art. 19), os valores correspondentes a esses descontos – conhecidos como bônus de volume – passaram a ser legalmente receita das agências de publicidade.

A divergência entre os pareceres técnicos e as deliberações do TCU residiu unicamente na questão jurídica da incidência dessa lei aos contratos já encerrados.

Essa questão foi detidamente analisada no Acórdão nº 638/2012 – Plenário. Decidiu-se pelo respeito à Lei nº 12.232/2010, que, em seu art. 20, determinou que essa norma fosse aplicada aos contratos em fase de execução e aos efeitos pendentes dos contratos já encerrados na data de publicação dessa lei.

Do exposto, o Acórdão nº 1.716/2012 meramente reproduziu entendimento anterior do TCU que aplicou disposição explícita de lei aprovada pelo Congresso Nacional.

A utilização posterior dos valores percebidos pela agência de publicidade foge do escopo da atuação do TCU. Eventual irregularidade deve ser apurada pelos órgãos competentes.

(20/07/2012 19:31)

http://portal2.tcu.gov.br/portal/page/portal/TCU/imprensa/noticias/detalhes_noticias?noticia=4389810

Responder

    FrancoAtirador

    22/07/2012 - 11h11

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    TCU derruba principal acusação do “mensalão” e abala oposição midiática

    Ao validar os contratos de publicidade das empresas de Marcos Valério com o Banco do Brasil, o Tribunal de Contas da União reforça a ideia de que o esquema não utilizou recursos públicos.

    Do Pragmatismo Político, via Luis Nassif OnLine

    A menos de quinze dias para o início do “julgamento do século”, uma decisão tomada pelo Tribunal de Contas da União pode ser determinante para o futuro dos réus da Ação Penal 470. O TCU considerou regulares os contratos de publicidade de R$ 153 milhões do Banco do Brasil com as agências de publicidade DNA e SMPB, que pertenciam ao empresário Marcos Valério de Souza. Isso reforça o que foi dito, dias atrás, pelo criminalista Marcelo Leonardo, que fará a defesa oral de Valério no Supremo Tribunal Federal. “Não houve recursos públicos, apenas empréstimos privados”. O PT admite que tomou empréstimos bancários, junto ao Rural e ao BMG, para honrar dívidas de campanha próprias e de alguns partidos da base aliada.

    A decisão do TCU foi tomada a partir de relatório preparado pela ministra Ana Arraes, cujo voto foi acompanhado pelos demais ministros. O primeiro a ser beneficiado é o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, que foi denunciado por ter validado os principais contratos de publicidade de Valério na administração pública federal.

    DE ACORDO COM O TCU, OS CONTRATOS SEGUIRAM O PADRÃO DE NORMALIDADE DO BANCO DO BRASIL E NÃO DIFEREM DOS QUE FORAM FECHADOS COM OUTRAS AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE.

    CURIOSAMENTE, AS AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE DE VALÉRIO ENTRARAM PARA O GOVERNO FEDERAL NO GOVERNO DO EX-PRESIDENTE FERNANDO HENRIQUE CARDOSO (PSDB).

    FORAM APADRINHADAS PELO EX-MINISTRO PIMENTA DA VEIGA (PSDB), DAS COMUNICAÇÕES, QUE É AMIGO PESSOAL DE VALÉRIO.

    Continuaram no governo Lula, até o “escândalo do mensalão”, ocorrido em 2005.

    Embora já ajude a livrar a cara da Pizzolato, a decisão do TCU pode ter também repercussões maiores sobre outros réus. A começar, pelo próprio Valério. O empresário sustenta que, entre o fim da campanha presidencial de 2002 e o início do governo Lula, foi apresentado ao ex-tesoureiro Delúbio Soares, do PT, pelo ex-deputado Virgílio Guimarães. Ajudou a resolver o problema das dívidas de campanha com o partido por meio dos empréstimos bancários. E, no caso do Rural, ele argumenta que tentou fazer lobby para que o banco assumisse a massa falida do Banco Mercantil de Pernambuco – o que não ocorreu. Por isso, Valério chegou a dizer que foi um lobista fracassado.

    Essa decisão do TCU também corrobora a tese de caixa dois eleitoral – e não de compra regular de parlamentares. Isso porque os empréstimos foram tomados logo no início do governo Lula. Os contratos de publicidade eram renovados periodicamente.

    Reação na oposição
    Na oposição, a decisão do TCU foi recebida com desespero. Segundo o blogueiro da revista Veja Reinaldo Azevedo, o petismo trabalha para “transformar o Brasil num curral”. Eis um trecho de artigo publicado por ele nesta manhã:

    “Caberá ao STF dizer se existe pecado do lado de baixo do Equador! Se decidir que não há, não vai adiantar Deus ter piedade dos brasileiros.”

    O que o TCU demonstrou, no entanto, é que as agências de Valério prestaram contratos regulares de publicidade ao Banco do Brasil.
    E o lobby a favor do Rural se dava em outras esferas.

    Willian

    22/07/2012 - 12h37

    Vou tentar explicar: o fato ocorreu em 2005. Em 2010, uma lei de autoria do atual Ministro da Justiça (do PT) e sancionada por Lula (do PT) deixou de considerar este fato crime. Agora, o TCU, baseado nesta lei posterior ao fato, feita por encomenda pelo PT, livrou a cara de parte da cambada. SE fosse o PSDB vocês ficariam indignados?

    FrancoAtirador

    23/07/2012 - 08h29

    .
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    A TESE DE QUE OS RECURSOS DO MENSALÃO VINHAM DAS BONIFICAÇÕES DE VOLUME PAGAS ÀS AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE DE MARCOS VALÉRIO ERA TOTALMENTE ESTAPAFÚRDIA;
    SE FOSSE VERDADEIRA, A GLOBO, QUE PAGA O MAIOR BV AOS PUBLICITÁRIOS, SERIA A ORIGEM DO ESCÂNDALO

    BRASIL247

    O blogueiro Reinaldo Azevedo está histérico [vide comentários do “Willian” BONECO DO VENTRÍLOQUO].
    Diz que a ministra Ana Arraes, do Tribunal de Contas da União, agiu de forma vergonhosa para livrar a cara de mensaleiros. Tudo porque tomou uma decisão, acompanhada por vários ministros do TCU, que, na verdade, repara uma injustiça. Ela reconhece a legalidade dos contratos de publicidade firmados pelo Banco do Brasil com as agências DNA e SMPB, do empresário Marcos Valério de Souza.

    Antes dessa decisão, prevalecia outro parecer do TCU, que condenava a apropriação, pelas agências, da “bonificação de volume”, o chamado BV.

    O BV é um termo técnico, usado por publicitários, que na verdade torna o mercado brasileiro um dos mais distorcidos do mundo.

    FAZ COM QUE HAJA UMA CONCENTRAÇÃO EXCESSIVA DOS RECURSOS PUBLICITÁRIOS NAS MAIORES EMPRESAS, COMO GLOBO E ABRIL, MAS ESPECIALMENTE A GLOBO, QUE DEVOLVEM A MAIOR PARTE DOS RECURSOS DAS CAMPANHAS PUBLICITÁRIAS ÀS AGÊNCIAS.

    Em geral, o BV é de 20% do valor anunciado.

    Como os espaços na Rede Globo são os mais caros, essa devolução dos recursos às agências as incentiva a concentrar a veiculação na emissora, a despeito dos critérios técnicos.

    Esta prática nunca foi exclusiva das agências de Marcos Valério, nem do setor público.

    NA VERDADE, É PAGA PELA GLOBO E OUTRAS EMPRESAS DE MÍDIA A TODAS AS AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE. E NUNCA HOUVE UMA AGÊNCIA QUE DEVOLVESSE ESSES RECURSOS AOS CLIENTES.
    Esta é uma receita dos publicitários, o que reforça a distorção do mercado brasileiro.

    A DNA e o governo federal

    Marcos Valério prestou serviços de publicidade ao governo federal entre 2000 e 2006. Foi levado a Brasília pelas mãos do amigo Pimenta da Veiga, ex-ministro das Comunicações do governo Fernando Henrique Cardoso. Venceu algumas licitações e prestou serviços a empresas como Banco do Brasil e Correios, além de alguns ministérios.

    AS CAMPANHAS FORAM VEICULADAS, OS VEÍCULOS DE IMPRENSA RECEBERAM OS RECURSOS E ALGUNS DELES – ESPECIALMENTE A GLOBO – DEVOLVERAM O BV À AGÊNCIA.

    PORTANTO, SE ESTE FOSSE O MENSALÃO, SERIA O DA GLOBO EM RELAÇÃO ÀS AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE…

    Willian

    24/07/2012 - 09h19

    “SE FOSSE VERDADEIRA, A GLOBO, QUE PAGA O MAIOR BV AOS PUBLICITÁRIOS, SERIA A ORIGEM DO ESCÂNDALO.”

    Franco Atirador, as pessoas estão lendo o que você escreve, fica feio você dizer bobagens deste tamanho. Mesmos seus colegas comentaristas da blogosfera têm um pouco de discernimento.

    FrancoAtirador

    25/07/2012 - 09h04

    .
    .
    Codinome sugestivo:
    Bonner Simpson
    ou Waack Bush ?
    .
    .

Zezinho

22/07/2012 - 09h14

Moral da história: a culpa é do PSDB e do Pig.

Segundo plano: o PT comprou o dossiê porque foi enganado pelo PSDB e pelo Pig. O PT é um partido limpinho sem nenhuma culpa no cartório.

Ainda não sei o que vou pedir para o Papai Noel esse ano.

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Marco

21/07/2012 - 22h54

Alguém pode me tirar esta dúvida, o dinheiro da foto foi plantado pelo grupo de Cachoeira? Sim ou Não

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    Willian

    22/07/2012 - 12h40

    O dinheiro estava com os aloprados, que eram do PT. Mas isto deve ser também culpa do Cachoeira, dos tucanos ou do PIG. Infelizmente o texto não diz qual dos três é culpado pelo dinheiro que estava com os aloprados.

José X.

21/07/2012 - 21h22

Esse caso do “delegado Bruno” é importante porque mostra como o fascismo (1) está incrustrado em todas as instâncias brasileiras de poder.

Um sujeito que faz o que ele fez deveria ter sofrido punição rigorosíssima, no entanto recebeu apenas uma punição pro forma.

Além disso sempre estranhei que ele tenha “sumido” (2) completamente após prestar seu serviço, e que ninguém nunca tenha se preocupado com a (possível) evolução de seu patrimônio. Me lembro na época de ter lido uma inacreditável defesa do Bruno por Francisco Garito, se não me engano um delegado da PF conhecido, que chegou até a dar entrevista à Caros Amigos.

(1) O poder judiciário já demonstrou sobejamente muitas e muitas vezes seu pendor autoritário ao extremo, como os inacreditáveis casos recentes envolvendo Paulo Henrique Amorim e Rodrigo Vianna. Não duvido nada que o judiciário embarcaria alegremente numa aventura hondurenha para o Brasil.

(2) Falando em sumir, cadê o Policarpo ??? Será que não ninguém com coragem pra ir atrás do sujeito, ao menos pra saber em que mocó ele está enfiado ??? E a CPMI, nada de chamar o Cachoeira ???

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Paciente

21/07/2012 - 19h57

Mas o que é que tinha nesse dossiê tão absurdo, heim?

Cerra devia mostrar para a gente ver como os petistas são maledicentes…

Não mostra.

Não mostra porque deve ser “lixo”!

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Márcia

21/07/2012 - 19h40

Há muito tempo já não assinava a Folha, quando, na véspera das eleições de 2006,recebi este exemplar de cortesia. Um nojo!

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Jair de Souza

21/07/2012 - 17h39

É incrível como a atuação das máfia midiáticas faz parecer que aqueles que querem obter documentos que comprovem a existência de um crime abominável (como foi o desvio de verbas do sistema de saúde em proveito de bandidos sangassugas que superfaturavam ambulâncias) passem a ser vistos como os verdadeiros criminosos. Deveríamos exigir que todos os dossiers que a tucanalhada vem usando para posar de vítimas sejam amplamente divulgados para que o público conheça os verdadeiros crimes e os verdadeiros criminosos. Por outro lado, qualquer um que ajude a tornar público os crimes que a tucanalhada pratica na clandestinidade merece ser louvado e alabado. É lógico que as máfias midiáticas não vão cooperar para que este objetivo seja alcançado. Vai ser preciso passar por cima delas também nesta questão.

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    Jair de Souza

    21/07/2012 - 17h41

    Favor corrigir para “sanguessugas”.

    Mário SF Alves

    22/07/2012 - 10h57

    É a aplicação “política” da apuradíssima técnica de desconstrução da realidade.

    “Ah! Neoliberalismo, como é cretino esse seu deus mercado.” MSFA

Almir

21/07/2012 - 16h16

Vamos ao que interessa:

A imensa maioria do povo brasileiro não está (nem jamais esteve) nem aí pra essas armações.

Prova disso é que LULA foi reeleito com mais de 60% dos votos sobre Geraldo Alckmin, e Dilma deu uma surra de 12 milhhões de diferença em cima do Serra (principal “beneficiário” dos esquemas armados).

O resto é literatura pra ficar na História e ser vista nos cursos de jornalismo. Ponto.

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oziel f. de albuquerque

21/07/2012 - 16h02

O psdb com a quadrilha do Cachoeira são todos farilha do mesmo saco.

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lulipe

21/07/2012 - 15h27

A CIA já está investigando o cachoeira como provável financiador da morte de Kennedy e já estão achando que ele teve participação no piripaque do Ronaldo na copa da França.Esse cahoeira será a solução para as lambanças, para não dizer outra coisa, cometidas pelo PT.Acredite se quiser….E pior que têm muitos que acreditam, por isso o mito do papai-noel sobrevive.

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    José Antonio Meira da Rocha

    21/07/2012 - 16h33

    Quando os argumentos não resistem mais aos fatos, começam as ironias patéticas…

    lulipe

    21/07/2012 - 18h33

    Fatos “criados” por petistas ou assemelhados para justificar ou encobrir os “malfeitos” não é Zé???

    Mário SF Alves

    22/07/2012 - 11h05

    É a tal falência múltipla do complexo crâneo-encefálico. Dá nisso.

    jbmartins

    21/07/2012 - 16h51

    Um participante da “infantaria 45” com tudo esta picaretagem do PSDBostas ainda tem simpatizante.

    Ulisses

    21/07/2012 - 22h52

    Por que são muito bem pagos, com o dinheiro da Privataria Tucana, claro! Com dinheiro público, estes pitbull midiático da direita estão aí para rosnar. Ainda bem que só tem o poder de fazer barulho. Cachorro vira-lata só late

Willian

21/07/2012 - 14h04

Pô, mas os aloprados deram uma ajudinha ao Cachoeira e aos tucanos, não? Não tem inocente nesta história.

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