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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Janio de Freitas e o salvacionismo do procurador da Lava Jato

06 de agosto de 2015 às 13h34

Captura de Tela 2015-08-06 às 13.32.48

“Em razão da minha cosmovisão cristã, eu acredito que nós temos uma janela de oportunidade, que Deus está abrindo para mudanças. Se a igreja luta por isso, Deus está respondendo”, afirmou o procurador. Ao final do evento, pastores ficaram de pé e fizeram uma oração ao lado de Dallagnol. Do Portal Verdade Gospel

Fatos discriminados

Nove procuradores do Ministério Público dizem que falei inverdades sobre a palestra de Dallagnol

por Janio de Freitas, na Folha

NOVE procuradores da República em Curitiba assinaram na Folha de ontem documento segundo o qual fiz “afirmações inverdadeiras”, “ao tratar da palestra do procurador da República da Lava Jato Deltan Dallagnol, feita no Rio, sobre a campanha do Ministério Público Federal chamada ‘Dez medidas contra a corrupção'”.

A única dúvida que o documento me suscita está em não saber se houve intenção sugestiva ou lapso de pontuação naquele “República da Lava Jato”. A meu ver, as circunstâncias propõem igual consideração para duas hipóteses.

Quanto aos fatos e pormenores factuais constantes do meu artigo “Além do previsto” (2.ago), foram publicados também na Folha, em página nobre e lugar de destaque, cinco dias antes –e não foram contestados, por ninguém.

Bem, reconheço outra dúvida: de que ordem é a discriminação que leva os poderosos procuradores a negar os dados, se por mim usados, e não fazer o mesmo se utilizados por outro autor? Mas o que importa, afinal de contas, é serem dados corretos e aqui reafirmados.

Afirmam os procuradores da Lava Jato que “a imprensa não foi convocada para o evento”. A imprensa foi convidada, sim, pela assessoria do Ministério Público Federal, ao qual pertencem os autores da afirmação contrária. Jornalistas em bom número estiveram na palestra de Dallagnol. Entre eles, um admirado profissional da Folha.

“A palestra”, afirmam com Dallagnol os sete signatários que lá não estiveram, “não ocorreu em igreja, mas em auditório de Faculdade Teológica”. A palestra ocorreu em dependência onde os frequentadores daquela igreja fazem culto, não em auditório. Até o mobiliário é típico das salas de culto, com seus extensos bancos duros, enfileirados em simetria marcial.

Segundo a pretendida contestação, “não há uma ‘pregação de âmbito nacional’ agendada”. Já no segundo parágrafo seguinte, essa contestação volta-se contra os contestadores: “O tema da palestra foi como contribuir com um país mais justo, com menos impunidade e corrupção, o que é uma campanha do Ministério Público Federal”. Não é imaginável que a campanha se dê apenas na carioca Tijuca. Até porque “os procuradores do Brasil têm feito palestras similares” (às de Dallagnol). O próprio Dallagnol, ao terminar aquela, já estava com outras programadas.

Se “a campanha não tem qualquer vinculação com manifestações pró-impeachment”, não se explicaria que “o slide”, exposto por Dallagnol, “contempla atividades de algumas igrejas para os dias 8, 16 [data das manifestações de rua pró-impeachment], 23, 29 e 30 de agosto, e 2 de setembro”. O que faria um slide com tal agenda na palestra? A campanha que não existe e é do Ministério Público Federal incluiu a apresentação, por um procurador, da agenda de “algumas igrejas batistas em apoio à campanha”. Logo, ali se evidenciou uma conexão.

A propósito, um trecho ilustrativo de Dallagnol, devidamente registrado, na palestra chamada “Dez medidas contra a corrupção”: “Se nós queremos mudar o sistema, nós precisamos continuar orando”.

Como “não há página ‘de pastor’ no Facebook”? Deve haver muitas. O site citado no artigo em questão e no texto anterior, sobre a palestra de Dallagnol, existe e pertence ao pastor Marcos Paulo Ferreira, da igreja frequentada em Curitiba pelo procurador palestrante.

Por fim, uma afirmação dos contestadores tem melhor resposta sem palavra. Diz ela que “o procurador não fez ‘oração'”. Ponho à disposição dos nove uma foto, não pertencente à Folha, em que Deltan Dallagnol, cabeça baixa e mãos sobrepostas na altura do ventre, como outros presentes, é visto na sua oração ao fim da palestra. Para obter a foto, Deltan Dallagnol não precisa, desta vez, dirigir-se à direção do jornal.

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Ivan Valente pede a quebra de sigilos de Eduardo Cunha

 

18 Comentários escrever comentário »

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Cláudio

29/02/2016 - 09h01

Eu, como evangélico, tenho vergonha destes, ditos evangélicos, que, de forma consciente ou não, em nome de Deus tentam entregar tudo o que Deus nos deu para o maior representante dos infernos neste planeta, a saber os USA. Triste …. muito triste mesmo!

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Carlos

11/08/2015 - 11h14

Alguém ainda acredita em PF, MP e Judiciário? com raras exceções, mas raras mesmo, não passam de um bando de corruptos e mafiosos.

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airoldi lacroix bonetti junior

10/08/2015 - 21h57

boa noite, o CNJ deveria investigar esse tipo de conduta, de quem deveria lutar pela igualdade e lisura no processos está fazendo pregação usando uma instituição pública, em defesa de partidos políticos e da igreja que frequenta, sinto vergonha desse tipo de notícia, reage Brasil, corregedoria nos que são parciais e tendenciosos e causam incitação aos insanos e cegos, fanáticos políticos religiosos, que perigo a HUMANIDADE

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Joal

08/08/2015 - 12h29

Um país acovardado, o caso McCarthy
sab, 08/08/2015 – 12:00
Atualizado em 08/08/2015 – 12:02
Por Andre Araujo

UM PAÍS ACOVARDADO, O CASO MC CARTHY – O ano de 1950 marca o deslanche da Guerra Fria com dois acontecimentos cruciais ocorridos em 1949: a detonação da bomba atômica soviética e o triunfo do comunismo na China.

Havia uma percepção nos EUA de que os russos conseguiram a bomba com espiões levando os segredos da construção do artefato, o que era em parte verdadeiro. Muitos espiões foram presos, como Alger Hiss e Klaus Guchs, formando um quadro que, combinado com o triunfo de Mao Tse Tung na China, provocou grande inquietação nos Estados Unidos.

É nesse cenário que onde surge um demagogo – Joseph Mc Carthy -, que se aproveita do choque que esses dois acontecimentos impactantes e fartamente explorados pela mídia impressa e pela TV que esta começando, criam na população americana e lança uma caça as bruxas que opera em ondas crescentes contra vários grupos sociais.

O Senador Joseph Mc Carthy foi eleito pelo Estado interiorano de Wisconsin contra o então Senador Robert La Folette, um veterano que Mc Carthy acusou de ter lucrado com a guerra enquanto ele, Mc Carthy lutava na Marinha.

A campanha virulenta garantiu a Mc Carthy a cadeira no Senado e levou La Folette ao suicídio.

No mesmo período também se desenrola a Guerra da Coreia, uma guerra contra o comunismo, o que atiça o clima.

A primeira campanha de Mc Carthy foi contra 205 funcionários do Departamento de Estado, acusados de comunistas por ele. Sua narrativa era de que o Partido Nacionalista caiu na China por conta da sabotagem desses diplomatas, o que era um absurdo. O Governo Chiang Kai Shek caiu por causas objetivas mas essa queda foi uma surpresa, uma vez que a mídia americana nunca apresentou a realidade de um regime apodrecido que cairia por sua incompetência, miséria da população, alta corrupção, o casal Chaing Kai Shek era adorado nos EUA.

Mc Carthy fez campanha para o candidato presidencial de 1952 de seu Partido Republicano, o General Eisenhower, que não tolerava sua demagogia mas foi aconselhado a jamais criticá-lo pois Mc Carthy tinha apoio popular e da mídia.

O segundo grupo de ataque na campanha anti-comunista de Mc Carthy foi Hollywood, diretores, roteiristas, artistas, dramaturgos, produtores, dentre eles o legendário Chales Chaplin esteve prestes a ser preso e fugiu para a Europa por causa de Mc Carthy.

O Senador era temido e ninguém o enfrentava, seus discursos no Senado eram violentos e longos, uma vez discursou por seis horas ininterruptas, presidia o Subcomitê de Atividades Anti Americanas do Senado, transformado-o em Tribunal Anti-Comunista. Era abastecido de informações por J.Edgar Hoover, diretor do FBI, a policia federal americana.

No ataque à comunidade artística, Mc Carthy desgraçou carreiras, provocou suicídios, e muitos artistas se exilaram para não ser perseguidos. Seus interrogatórios no Senado eram televisionados e ele humilhava os inquiridos.

Sua terceira onda de ataques foi contra o Exército. Centrou baterias contra o General George Marshall, uma figura lendária, respeitadíssima, o arquiteto da vitoria americana na Segunda Guerra, acusado de ser tolerante com o comunismo, assim como todo o Governo Trumam e o antecessor Franklin Roosevelt.

O General George Marshall, Premio Nobel da Paz de 1953, foi mentor do Presidente Eisenhower que não o defendeu dos ataques de Mc Carthy, tal o medo que este provocava no Partido Republicano, submetido aos seus caprichos.

Mas ao atacar o Exercito Mc Carthy não mediu o que estava em jogo e superestimou sua força. O Exército o enfrentou e o derrubou. Em 21 de desembro de 1954 o Senado provocou um voto de censura contra Mc Carthy, que o derrubou por 67 a 22, tirando-lhe o cargo de presidente da subcomissão, que era sua trincheira. A partir dai Mc Carthy derrapou rapidamente para a decadencia e sua real dimensão ficou clara para o País, um reles demagogo que explorava certos temores da sociedade americana mas que era um canalha e um vilão sem nenhum caráter.

Mc Carthy morreu aos 48 anos de hepatite mas a real causa foi seu alcoolismo. Deixou um rastro terrível na Historia americana, um vampiro de carreiras e vulgar explorador de sentimentos e receios de uma sociedade amedrontada.

A lição do Caso Mc Carthy é o perigo que cruzadas falsamente moralistas “em prol do interesse publico” podem encobrir ação de maníacos e demagogos. A registrar o papel indecente da mídia conservadora a favor de Mc Carthy, especialmente do grupo TIME LIFE, que o prestigiou até o último momento de sua cruzada, um apoio acrítico que fez também não ser atacado pelos seus colegas do Congresso ou pela Suprema Corte.

Mc Carthy desgraçou milhares de pessoas a quem acusava de espiões comunistas sem que outras forças do País lhe cortasse os passos.

Mc Carthy foi uma mancha negra na Historia americana, que os Republicanos de hoje fazem questão de esquecer.

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Falcâo

07/08/2015 - 13h45

É o que acontece no Brasil “laico” quando determinadas “antas” se guiam por religiões pra aplicar o que está previsto nas nossas Leis.

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Elias

07/08/2015 - 13h35

O ex-presidente da Câmara, Severino Cavalcanti foi acusado de cobrar propina de Sebastião Buani dono do restaurante que servia aos deputados.

Valor da propina: 10 mil reais por mês.

Sebastião Cavalcanti caiu.

O atual presidente da Câmara, Eduardo Cunha foi acusado (em delação premiada) pelo ex-consultor Julio Carmargo de cobrar propina de seus representados.

Valor da propina: 5 milhões de dólares.

Eduardo Cunha não cai.

Isso mostra que fazemos jus em nos chamarmos Pais do Carnaval.

Então, meus amigos, cantemos.

“Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí!
Não vai dar? Não vai dar, não? Você vai ver a grande confusão…”

Marchinha de Ivan Ferreira e seus irmãos Glauco e Homero.

Responder

    Lukas

    07/08/2015 - 16h24

    Basta provar que ele cai.

Celso

07/08/2015 - 12h41

Por favor, qual a conta do Vi o Mundo, para modesta, mas consciente contribuição financeira?

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Luiz (o outro)

07/08/2015 - 12h36

Se esses caras é que estarão no céu depois do tal juízo final, sinceramente não quero nem passar por perto de lá… tem companhias bem melhores lá embaixo…

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Lukas

07/08/2015 - 09h01

Aos poucos, as coisas vão se esclarecendo e, me parece, José Dirceu pode ser inocente.

Em depoimento à Justiça, o irmão de José Dirceu explicou que o dinheiro recebido pelo irmão das empreiteiras após ser condenado pelo Mensalão (e mesmo quando esteve preso) não foi referente à consultorias.

Na verdade, foram doações feitas pelos empreiteiros para quem José Dirceu prestara consultorias anteriormente, visto que ele estava sem dinheiro até para fechar seu escritório. Um ato de amizade.

Diante destes fatos, que demonstram cabalmente que os milhões de reais recebidos por José Dirceu não foram propinas, mas meras doações de empreiteiros, não restará à Justiça outra alternativa senão libertá-lo.

Assim como Romário, José Dirceu provou sua inocência.

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Marat

06/08/2015 - 20h58

Se depender de sujeitos assim, o brazil (esse seria o país deles!!1) se transforma numa teocracia de estilo fundamentalista evangélico. De quebra deverá haver pelourinho e a escravidão de pobres e negros.

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Felipe Souza

06/08/2015 - 19h56

Acho que algum diretor de cinema americano deveria baixar por aqui e filmar os nossos “bravos heróis que nos livrarão da canalhice vermelha e bolivariana”…
Aqui não é preciso elenco, a vida imita o vídeo… realmente!

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Jemerson

06/08/2015 - 19h08

Surreal !!!

Ministério Público altera a data do concurso para poder aumentar o quórum de coxinhas na micareta fascista de 16/08:

Fonte: http://www.vunesp.com.br/MPSP1501/MPSP1501_306_027743.pdf

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
CONCURSO PÚBLICO Nº 01/2015
Edital nº 33/2015
Ref. ALTERAÇÃO DA DATA DA PROVA 2ª FASE
A Comissão Especial de Seleção Pública do Ministério Públi-
co do Estado de São Paulo, constituída pelo Ato nº 008/2015
– PGJ, de 19 de fevereiro de 2015, publicado no D.O.E. de 20 de
fevereiro de 2015 e autorização do Procurador Geral de Justiça
exarada no Processo DG-MP nº 40/15, publicada no D.O.E de
20/02/2015, do Concurso Público para provimento de cargos de
Analista de Promotoria I (Assistente Jurídico), para os Órgãos e
Unidades Administrativas da Capital e Grande São Paulo e Áreas
Regionais do litoral e Interior, pertencentes ao Quadro do Minis-
tério Público do Estado de São Paulo, COMUNICA, a alteração
da data da prova prevista para 16.08.2015, para 23.08.2015
em função da divulgação na imprensa escrita e falada sobre as
possíveis manifestações em 16.08.2015.
E , para que ninguém possa alegar desconhecimento é
expedido o presente Edital.
São Paulo, aos 04 de agosto de 2015

Responder

MAAR

06/08/2015 - 19h04

URGENTE REPÚDIO À CRESCENTE ANOMIA JUDICIAL

O golpismo midiático e as distorções de procedimentos judiciais visam desestabilizar a sociedade brasileira, e tal escalada de abusos precisa ser enfrentada pela sociedade civil organizada, através das instituições democráticas representativas.
São gravíssimas e assustadoras as evidências de irregularidades praticadas pelos condutores da Lava Jato, tais como vazamentos de informações protegidas por sigilo, seletividade casuística em função da filiação política dos acusados, prisões arbitrárias, realizadas ao arrepio da lei, com objetivos políticos evidentes e ilegítimos.
Se a decretação de prisão preventiva é cabível apenas quando há justificado receio de que os acusados venham a destruir provas, coagir testemunhas, ou representem riscos para a ordem pública, seria indispensável que a decisão determinante do aprisionamento apontasse indícios concretos de que tais hipóteses estariam presentes no caso.
Na medida em que, em diversas decisões privativas de liberdade, não foram apontados indícios concretos do cabimento de prisão dos acusados antes da realização de julgamento das denúncias, resulta patente a ilegalidade do aprisionamento prévio.
Neste sentido, cabe argüir, rigorosamente, a violação de preceitos constitucionais relativos ao devido processo legal e ao cogente princípio constitucional da isonomia.
Violar dessa maneira o princípio da isonomia significa romper a vigência do Estado Democrático de Direito, ou seja, caracteriza a existência de um regime de exceção.
Ademais, urge frisar que a conjuntura atualmente evidenciada é de extrema gravidade, pois a multiplicidade das violações de normas legais e de dispositivos constitucionais por parte de componentes do poder judiciário caracteriza anomia social desagregadora, capaz de resultar em completo colapso da democracia.
Todos os segmentos da sociedade civil organizada têm a obrigação de manifestar, com urgência e por todos os meios democráticos, seu rigoroso repúdio à anomia instaurada no poder judiciário. Antes que seja tarde demais.
Os primeiros passos da indispensável jornada de resistência em prol da democracia brasileira já começam a surgir, mas precisam ser ampliados urgentemente, e com a participação precisa, prudente e destemida das instituições democráticas representativas.

Responder

FrancoAtirador

06/08/2015 - 17h23

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“Além do Previsto”
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Com Deltan Dallagnol, a Lava Jato se assumiu como ação política, o que a Procuradoria não admite
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Por Jânio de Freitas, FSP, via C Af
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Tremei, cidadãs e cidadãos. Já não bastam as vozes do impeachment, a fúria dos bolsonaros, a pauta-bomba de Eduardo Cunha que não é para a Câmara mas sobre o país.
Nem bastam as manifestações programadas pelo SOS Militares e pelo PSDB de Aécio, nem mesmo a Lava Jato.
Tremei cidadãs e cidadãos, que além do mais, e sobre todas as coisas, faz agosto.
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Se em melhor tempo alguém, nestas páginas, concluiu que a solução para Dilma é a que Getúlio se deu, não por acaso em certo agosto, não é exagero que o novo agosto chegue anunciado por uma “bomba caseira” lançada no Instituto Lula.
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Bombas são assim domesticamente inofensivas, “caseiras”,
até que matam uma dona Lida, uma criança na calçada,
ou moradores de rua, que para eles o azar não tem fim.
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Bombas não costumam ser solitárias.
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É bem possível que a bomba de agora seja vista, depois, como um ponto inicial.
Nem sugiro de quê.
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No agosto tão previsto surge, porém, algo que ninguém ousara prever.
Por falta do precedente apesar de todos os agostos.
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Ou por um saldo de crença no bom senso onde se teme que falte.
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O imprevisível foi trazido pelo jovem procurador Deltan Dallagnol, um dos cruzados e porta-voz da Lava Jato.
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Seria no máximo extravagante o enlace entre exposição dos feitos da Lava Jato e a oração que Dallagnol fez, para seus irmãos de fé, em uma igreja batista no Rio – com convite a jornalistas para a conveniente propagação da mensagem.
A da fé aliada à Lava Jato ou só a outra, não se sabe.
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A outra que, ficou claro, foi uma das finalidades da assembleia, senão “a” finalidade da exposição entremeada de citações bíblicas:
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Dallagnol pediu que seus irmãos de fé acompanhem a página de determinado pastor na internet, que difunde o espírito cruzado da Lava Jato.
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E foi mais longe: concitou à mobilização dos crentes para uma agenda de manifestações “contra a corrupção”.
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Entre elas, uma pregação que se pretende de âmbito nacional.
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Quando? No 16 de agosto que os pregadores do impeachment de Dilma escolheram para voltar à rua.
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Deltan Dallagnol fez a palestra na condição de participante de inquéritos da Procuradoria da República e de integrante da chamada Operação Lava Jato.
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Sua exposição e os gráficos exibidos foram os mesmos feitos dias antes na TV, sem as conotações religiosas e sem a convocação.
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Como porta-voz da Lava Jato em ambas, na segunda exposição pôde fazer o que na anterior não cabia: a convocação que expressa uma definição política e o propósito do grupo de trabalho que ele integra.
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Tanto que nenhuma voz desse grupo tomou a providência de retificá-lo na definição e na incitação que fez, e que muitos meios de comunicação noticiaram.
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Por meio de Deltan Dallagnol, a Lava Jato se assumiu como ação política –o que os princípios e os fins da Procuradoria da República não admitem.
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(http://www.conversaafiada.com.br/politica/2015/08/02/janio-procurador-desnuda-papel-politico-da-lava-jato)
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Responder

Nelson Nobre

06/08/2015 - 16h53

Intrigante este artigo. Será que as teorias conspiratórias a respeito da lava jato estão encravadas apenas nos campos políticos e econômicos? Se puxarmos o fio do novelo não estaremos diante mais uma teoria? Afinal o PT foi o partido que mais quebrou paradigmas da sociedade brasileira e a história tem nos ensinados que mexer com dogmas é coisa séria.

Responder

Bacellar

06/08/2015 - 15h36

Segura nas mãos de Deus e vai (pra @!#$%^%&^%)!

Responder

Carlos Henrique Pereira

06/08/2015 - 14h52

Um palhaço metido a Salvador de “P Nenhuma”.

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