VIOMUNDO

Hildegard Angel: Sobre a “manipulação de uma mídia voraz”

31 de janeiro de 2013 às 13h18

MINHA FALA NO ATO NA ABI PELA ANULAÇÃO DO JULGAMENTO DO MENSALÃO

Por Hildegard Angel, em seu blog, via Julio Cesar Macedo Amorim

Venho, como cidadã, como jornalista, que há mais de 40 anos milita na imprensa de meu país, e como vítima direta do Estado Brasileiro em seu último período de exceção, quando me roubou três familiares, manifestar publicamente minha indignação e sobretudo minha decepção, meu constrangimento, meu desconforto, minha tristeza, perante o lamentável espetáculo que nosso Supremo Tribunal Federal ofereceu ao país e ao mundo, durante o julgamento da Ação Penal 470, apelidada de Mensalão, que eu pessoalmente chamo de Mentirão.

Mentirão porque é mentirosa desde sua origem, já que ficou provada ser fantasiosa a acusação do delator Roberto Jefferson de que havia um pagamento mensal de 30 dinheiros, isto é, 30 mil reais, aos parlamentares, para votarem os projetos do governo.

Mentira confirmada por cálculos matemáticos, que demonstraram não haver correlação de datas entre os saques do dinheiro no caixa do Banco Rural com as votações em plenário das reformas da Previdência e Tributária, que aliás tiveram votação maciça dos partidos da oposição. Mentirão, sim!

Isso me envergonhou, me entristeceu profundamente, fazendo-me baixar o olhar a cada vez que via, no monitor de minha TV, aquele espetáculo de capas parecendo medievais que se moviam, não com a pretendida altivez, mas gerando, em mim, em vez de segurança, temor, consternação, inspirando poder sem limite e até certa arrogância de alguns.

Eu, que já presenciara em tribunais de exceção, meu irmão, mesmo morto, ser julgado como se vivo estivesse, fiquei apavorada e decepcionada com meu país. Com este momento, que sei democrático, mas que esperava fosse mais.

Esperava que nossa corte mais alta, composta por esses doutos homens e mulheres de capa, detentores do Supremo poder de julgar, fosse imune à sedução e aos fascínios que a fama midiática inspira.

Que ela fosse à prova de holofotes, aplausos,  projeção, mimos e bajulações da super-exposição no noticiário e das capas de revistas de circulação nacional. E que fosse impermeável às pressões externas.

Daí que, interpretação minha, vimos aquele show de deduções, de indícios, de ausências de provas, de contorcionismos jurídicos, jurisprudências pós-modernas, criatividades inéditas nunca dantes aplicadas serem retiradas de sob as capas e utilizadas para as condenações.

Para isso, bastando mudar a preposição. Se ato DE ofício virasse ato DO ofício é porque havia culpa. E o ônus da prova passou a caber a quem era acusado e não a quem acusava. A ponto de juristas e jornalistas de importância inquestionável classificarem o julgamento como de “exceção”.

Não digo eu, porque sou completamente desimportante, sou apenas uma brasileira cheia de cicatrizes não curadas e permanentemente expostas.

Uma brasileira assustada, acuada, mas disposta a vir aqui, não por mim, mas por todos os meus compatriotas, e abrir meu coração.

A grande maioria dos que conheço não pensa como eu. Os que leem minhas colunas sociais não pensam como eu. Os que eu frequento as festas também não pensam, assim como os que frequentam as minhas festas. Mas estes estão bem protegidos.

Importa-me os que não conheço e não me conhecem, o grande Brasil, o que está completamente fragilizado e exposto à manipulação de uma mídia voraz, impiedosa e que só vê seus próprios interesses. Grandes e poderosos. E que para isso não mede limites.

Esta mídia que manipula, oprime, seduz, conduz, coopta, esta não me encanta. E é ela que manda.

Quando assisti ao julgamento da Ação Penal 470, eu, com meu passado de atriz profissional, voltei à dramaturgia e me lembrei de obras-primas, como a peça As feiticeiras de Salém, escrita por Arthur Miller. É uma alegoria ao Macartismo da caça às bruxas, encetada pela direita norte-americana contra o pensamento de esquerda.

A peça se passa no século 17, em Massachusets, e o ponto crucial é a cena do julgamento de uma suposta feiticeira, Tituba, vivida em montagem brasileira, no palco do Teatro Copacabana, magistralmente, por Cléa Simões. Da cena participavam Eva Wilma, Rodolpho Mayer, Oswaldo Loureiro, Milton Gonçalves. Era uma grande pantomima, um julgamento fictício, em que tudo que Tituba dizia era interpretado ao contrário, para condená-la, mesmo sem provas.

Como me lembro da peça Joana D’Arc, de Paul Claudel, no julgamento farsesco da santa católica, que foi para a fogueira em 1431, sem provas e apesar de todo o tempo negar, no processo conduzido pelo bispo de Beauvais, Pierre Cauchon, que saiu do anonimato para o anonimato retornar, deixando na História as digitais do protótipo do homem indigno. E a História costuma se repetir.

No julgamento de meu irmão, Stuart Angel Jones, à revelia, já morto, no Tribunal Militar, houve um momento em que ele foi descrito como de cor parda e medindo um metro e sessenta e poucos. Minha mãe, Zuzu Angel, vestida de luto, com um anjo pendurado no pescoço, aflita, passou um torpedo para o então jovem advogado de defesa, Nilo Batista, assistente do professor Heleno Fragoso, que ali ele representava. O bilhete dizia: “Meu filho era louro, olhos verdes, e tinha mais de um metro e 80 de altura”. Nilo o leu em voz alta, dizendo antes disso: “Vejam, senhores juízes, esta mãe aflita quebra a incomunicabilidade deste júri e me envia estas palavras”.

Eu era muito jovem e mais crédula e romântica do que ainda sou, mas juro que acredito ter visto o juiz militar da Marinha se comover. Não havia provas. Meu irmão foi absolvido. Era uma ditadura sanguinária. Surpreende que, hoje, conquistada a tão ansiada democracia, haja condenações por indícios dos indícios dos indícios ou coisa parecida…

Muito obrigada.


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Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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Carlos N Mendes

12/02/2013 - 14h22

Que Deus ilumine as mentes de nossos governantes… A Casa Grande está unidíssima e lutando no limite da lei para retomar o controle da Fazenda Brasil. O caminho mais seguro para impedir esse golpe é acabando com a senzala – as cabeças, senhores, temos que iluminar as cabeças. ENEM, PROUNI, crédito estudantil, 18 novas universidades, tudo isso é apenas o começo para criarmos uma nova nação. É ensinando o brasileiro a pensar que, além de termos uma nova era de crescimento, vamos transformar quatrocentões, PIGs e facistas em opacos artefatos do passado.

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Gilson Caroni: Imprensa e toga, a tentação do golpe é grande « Viomundo – O que você não vê na mídia

03/02/2013 - 13h30

[…] Hildegard Angel: Sobre a “manipulação de uma mídia voraz” […]

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JoãoP

03/02/2013 - 00h51

Tenho certeza que sua maê, seu irmão e sua cunhada estão orgulhosos de você, Hildegard.Como estão orgulhosos dessa valorosa cidadã Brasileira todos nós que acreditamos na Democracia.

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Messias Franca de Macedo

02/02/2013 - 10h11

… Acredito que a eminente, intrépida e valorosa brasileira Hildegard Angel demonstra a grandeza de ter acompanhado o processo atinente à Ação Penal 470 – sessões [da tarde!] do *”supremoTF” – investida da sabedoria de quem espreita os fatos considerando as suas múltiplas facetas. Decerto, leu, ouviu e assistiu aos diversos protagonismos, desde os relatos da “grande” mídia nativa até as intervenções dos blogs ‘sujos, passando pela encenação vexatória e abominável dos *”supremos do supremoTF”, tirante o catedrático doutor Ricardo Lewandovski… Ao final das leituras, enfeixou a própria – refinada pelo senso crítico, reflexões e tirocínio…
*“supremoTF”/ “supremos dos supremoTF”: aspas monstruosas e letras submicroscópicas

Parabéns, Hildegard Angel! Tu és capaz de – a partir do sofrimento e aprendizado forjados pela própria vida – oferecer-nos um repasto colossal de solidariedade, espírito público, apreço autêntico à democracia e comprometimento, tempo e coletivo!… O Brasil é que agradece!…

Respeitosas saudações democráticas, progressistas, civilizatórias, nacionalistas e antigolpistas,

(O nefasto, execrável, indecoroso e famigerado conluio STF/PIG não irá, óbvio, acatar a verdade dos fatos, ou seja, o apogeu da autodesmoralização do Poder Judiciário e a exposição cabal do caráter golpista/terrorista/antinacionalista da “grande” mídia nativa, venal e inescrupulosa!… Estamos em guerra! Pintemo-nos!…)

Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Messias Franca de Macedo

02/02/2013 - 09h42

[MINO E A IMBECILIZAÇÃO
DO BRASIL
Deste ponto de vista, a Globo tem sido de uma eficácia insuperável.
Em Carta Capital]

########################

UM EXEMPLO DE DIÁLOGO QUE FAZ-NOS CHORAR O FRACASSO! VITÓRIA DA MÍDIA NATIVA?!…

A – … Nestes últimos 10 anos, o Brasil não melhorou em absolutamente nada!…

B- … O teu pai, egresso da mesma classe média baixa da qual eu faço parte, ainda mantém a assinatura da ‘veja’?!…

A- Claro, meu tio, a ‘veja’ é a melhor revista semanal do Brasil!…

B- E tu continuas sorvendo as páginas da ‘veja’ e os editorias do Merval transvestidos de comentários como se fossem a Bíblia dos protestantes, Silas MalaFALSA, entre outros?!…

A- e o senhor acredita, ainda, que o mensalão não existiu?!

B- Do ponto de vista semântico, o mensalão seria um pagamento mensal a outrem…

A – Então?!…

B- Na minha época, os jovens universitários exerciam a reflexão e a crítica; prevalentemente, uma massa de contestadores da (des)ordem institucionalizada…

A – tietes de Lênin, ‘Che’, Fidel…

B- Já assistiu ao filme Lincoln?! Não precisa se preocupar com uma eventual “conjuntivite de etiologia 3D”!…

Questão de esclarecimento: lamentavelmente, este diálogo não é mero exercício de elucubração! … Considere ‘A’ como sendo um filho de um casal, digamos, emergente; B, o próprio matuto, que escreve para liberar as angústias, parodiando o poeta Ferreira Gullar, “outro que migrou para outro espectro”!…

(… Para aqueles que, oficialmente, não estão sob a égide do horário de verão, acompanhar a programação da TV da Casa Grande é uma MERDA!…)

AINDA HÁ TEMPO?!: Parabéns, visionário e egrégio pensador Mino Carta!

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Evandro

02/02/2013 - 07h21

“Quando desqualificamos a política (…), a gente abre campo para experiências que, no passado, levaram ao nazismo e ao fascismo”
Rui Falcão, na ABI.

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Angélica Vieira.

02/02/2013 - 00h13

Belíssimo texto! Emoção e razão, acopladas uma a outra.

PARABÉNS!!!!!!!!!!!!

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Marco Carvalho

01/02/2013 - 21h25

Se em Brasília o que funciona é a política do “é dando que se recebe”, o mensalão não existiu. Seria o mesmo que pagar o produto no caixa e não levá-lo. Então, se o mensalão existiu, por que o governo perdia todas no Congresso? Desde 2005, venho repetindo essa pergunta e ninguém consegue responder.

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Julio Silveira

01/02/2013 - 21h19

É salutar ver que o Dirceu saiu do “Lobby” e retornou a “esquerda” num momento em que precisa de solidariedade.

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Edno Lima

01/02/2013 - 17h41

Pobre Hildegar Angel! É uma mulher cuja dor tem que ser respeitada, mas….. . virou moda qualquer leigo discutir a respeito e colocar em dúvidas as provas de um complicado sistema de lavagem de dinheiro, como se tivesse lido uma mísera lauda do processo. A falácia de que integrantes do Supremo e da PGR sucumbiram aos holofotes da mídia, já cansou e não se sustenta. Dois Procuradores Gerais e dez, dos onze ministros, entenderam que houve desvio de recursos públicos para abastecer o mensalão, aí vem uma colunista social que não sabe a diferença entre inquérito e processo vem falar de contorcionismos jurícios e anulação de julgamento, Pode?? Hildegard deveria juntar-se ao Zé de Abreu e formar um dupla caipira!!

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    Hercilio Maciel

    03/02/2013 - 11h24

    Apenas uma pergunta Edno Lima: Você leu o processo ? Tem alguma amigo da sua confiança que leu ?
    É, porque se não leu, estamos todos trabalhando com as versões das pessoas que leram.
    Como a mídia tem muitos outros interesses do que a questão da condenação da corrupção na estrutura do Estado, dá pra suspeitar da versão por ela difundida. Veja o caso do Mensalão do PSDB, coordenado pela ex-governador de Minas, Eduardo Azeredo. Não lhe parece estranho que tenha sido dada tanta publicidade, feita tanta pressão para que fosse julgado o mesmo esquema no PT enquanto perdura um silêncio sepucral sobre o do PSDB?
    Todo brasileiro que paga seus impostos e quer os recursos do Estado melhorando a vida do povo é contra a corrupção. Mas não podemos admitir que, em nome do combate à corrupção se coloque em risco a democracia, cuja conquista nos tem custado tantos sacrifícios.
    Pelo que entendi no texto de Hildegar, é isso que ela questiona. O Julgamento do STF foi um julgamento de excessão. É preciso refaze-lo, á luz das provas contidas nos autos e não nos indícios, dos indícios dos indícios…

    Jô Freitas

    04/02/2013 - 16h20

    Um belo exclarecimento para quem é leigo no assunto. Valeu. O bom é que tapou a boca de quem questionou o texto de Iidgard Angel…. Eu gostei e aprovei.

Altamiro Borges: Mídia cronometrou julgamento do mensalão « Viomundo – O que você não vê na mídia

01/02/2013 - 16h08

[…] Hildegard Angel: Nem na ditadura foi assim […]

Responder

Mário SF Alves

01/02/2013 - 13h59

Brasil, que sina! Até quando a classe que sempre o dirigiu ainda vai conseguir lhe impor o que há de pior em termos de economia no planeta? Até quando a pior elite do mundo, a complexada, a capacho por tradição, a Casa Grande-Brasil-Eterna-Senzala, a “tudo o que é bom para os EUA é bom para o Brasil”, a “prefiro o cheiro de cavalos ao cheiro de povo”, vai lhe ditar as regras?
___________________________________________________________
Até quando, Brasil, poderá prevalecer em ti o capitalismo subdesenvolvimentista? Até quando um dos países mais ricos do mundo terá de se curvar ao poder de uma elite incompetente e que, por isso mesmo, apenas o pode querer assim, eternamente, subdesenvolvido?

Ou… será:
1) Que a política externa adotada pelo Lula e pela Dilma [a magnífica {desculpe o plágio, prezado Messias}], DEFINITIVAMENTE não poderia ser adotada pelos elitizados [e elitistas] presidentes que os antecederam?
2) Que o “acordão histórico” feito com os EUA, a exemplo daquele anterior [esquartejador de Tiradentes!] feito com a Coroa Portuguesa é assim tão draconiano?
3) Ou… será que, NADA DISSO, e o nome da coisa é preguiça e/ou incompetência, mesmo?
_________________________________________________________________
Ou, ainda, será que prevaleceria a remotíssima hipótese de o problema ser outro? Em sendo assim, qual? Na mais absoluta falta de RESPOSTA, com a palavra o inesquecível Cazuza:

“Brasil, mostra a tua cara.
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim.
Brasil , qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio
Confia em mim.”
(Cazuza)
_________________________________________________________________________
“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma.” (Joseph Pulitzer)
http://brasilmostraatuacara.blogspot.com.br/

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Mardones

01/02/2013 - 09h06

Uma Hildegard vale mais que um milhão de Danusas, Elianes, Mirians e Reginas…

Responder

    Sonia

    01/02/2013 - 16h51

    Marcondes, e isso ai, HILDEGARD vale muito mais que danuzas, catanhedes, nervais, mirans, sardembergs, enfim,essestantos outros manipuladres da mídia impressa e televisiva!Viva a combativa HILDEGARD!Como se diz na minha terra : ” Quem sai aos seus nao degenera.”
    P.S. Desculpem os erros, estou escrevendo de um computador com teclado pouco amável!

anac

01/02/2013 - 09h00

Vemos que a democracia ainda não esta consolidada quando instituições como a PGR e STF servem aos golpistas.
O mais serio e o que serve e estimula a corrupção ao inves de confrontá-la como anunciou o PiG com o julgamento de exceção do seculo promovido pelo STF golpista é o tratamento desigual dado a crimes iguais, como o mensalão tucano e petista. No Brasil a corrupção imperou porque a uma minoria sempre foi garantido a impunidade. Na condição de corruptora estava acima das leis. Enquanto a maioria era negado o direito de defesa. Nada mudou com o julgamento de exceção. Eles da elite escolhem quem vão condenar. Não por acaso os tres ps sempre são os escolhidos e superlotam as imundas prisões. Agora tendo a companhia do quarto p pelo simples fato de ter se atrevido a tentar mudar o status quo.Nada mudou, pelo contrario, o superior tribunal de exceção mostra que no Brasil tudo permanece como antes no quartel de abrantes. Até o povo dizer BASTA! Não se enganem está próximo. Depois o PiG não reclame quando o povo eleger um novo Brizola.

Responder

anac

01/02/2013 - 08h45

Mais 100 angels, da estirpe de Hilde, Zuzu e Stuart e o Brasil estava salvo. Acredito em Deus e nos seus angels.Ainda há esperança.

Responder

Gerson Carneiro

01/02/2013 - 04h18

Em tempo: a imprensa da época da abolição oficiosa da escravidão é a mesma de hoje.

Responder

    João Paulo Ferreira de Assis

    01/02/2013 - 13h40

    Apoiado. Depois que Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro disponibilizou na Internet os periódicos extintos (busque no Google Hemeroteca Digital Brasileira), pude ler o que foi publicado no jornal DIARIO DO BRAZIL, n° 277, de 30 de novembro de 1884, p.2 sob a epígrafe ”effeitos do abolicionismo” texto que noticiava a queda da atividade econômica, o aumento da criminalidade e da indigência no Estado da Louisiana, e culpava a abolição.

    xacal

    01/02/2013 - 13h56

    Permita-me acrescentar.

    Vejamos qual foi o comportamento da imprensa:

    No caso Rosemberg, acusados e mortos na década de 50, nos EEUU, considerado um dos casos mais significativos no quesito justiçamento midiático.

    No caso Bodega, em SP, a imprensa e polícia(mistura quase sempre nefasta) apresentam suas armas: tortura e açodamento.

    No caso Escola-Base, idem.

    No caso do padre acusado de pedofilia(não me recordo o nome).

    No caso Eunice Guerra, ex-ministra da casa civil que substituiu a então candidata Dilma.

    No caso Ibsen Pinheiros.

    No caso da overdose de vacina contra febre amarela.

    E poderíamos ficar horas citando.

    Gerson Carneiro

    01/02/2013 - 15h08

    O padre acusado de pedofilia é o Padre Júlio Lancellotti. Foi julgado e absolvido. E dois envolvidos na acusação ao padre foram condenados por extorsão.

    Messias Franca de Macedo

    02/02/2013 - 12h41

    … No caso Cesare Battisti; na compra de votos para a reeleição de FFHH; na privatização tucana; no lamentável desastre do avião da TAM em Congonhas: “o presidente Lula se não foi o maior culpado, demonstrou, cabalmente, absoluta falta de solidariedade para com as vítimas e os seus familiares!”…

    … A Lei dos Meios JÁ passou da hora!…

    BRASIL (QUASE-)NAÇÃO
    Bahia, Feira de Santana
    Messias Franca de Macedo

    anac

    01/02/2013 - 13h56

    Sempre do contra…
    Do contra o Brasil e o povo brasileiro.
    São tão somente traidores da patria.

Dirceu e Genoíno, condenados pelo Zeitgeist | O Caderno de Patrick

31/01/2013 - 22h49

[…] – Hildegard Angel: Sobre a “manipulação de uma mídia voraz”. Divulgue:ShareEmailPrintFacebookGoogle +1TwitterLinkedIn This entry was posted in Caderno de Patrick and tagged Ação Penal 470, Democracia, direito penal, política, STF, zeitgeist by allanpatrick. Bookmark the permalink. […]

Responder

ricardo silveira

31/01/2013 - 22h02

Manifestação corajosa, indignada, honesta. O que o STF fez nesse julgamento não pode ficar sob o tapete, a sociedade tem que discutir esse tipo de justiça. O que se viu nesse julgamento é inaceitável, ainda mais vindo do STF de um país no qual as instituições funcionam com todas as prerrogativas democráticas.

Responder

Regina Braga

31/01/2013 - 21h23

Continua encantando e desbancando…a mídia corrupta.Como sempre uma dama da comunicação.

Responder

Abel

31/01/2013 - 21h00

Parabéns, Hildegard! Nem tudo está perdido no país dos 30 Berlusconis :)

Responder

Apolônio

31/01/2013 - 18h14

Excelente artigo. Agora, gostaríamos que todos nós, blogueiros progressistas, seus leitores e apoiadores, professores, intelectuais, como a autora deste magnífico artigo, sindicatos, associações, juristas afeito à causa, pessoas que lidam com pequenas mídias e não tem espaço, que juntássemos nossas forças para criar um projeto de lei de iniciativa popular, aos moldes da lei de ficha limpa com propósito de regular e democratizar a mídia. Creio se nós colhéssemo milhões de assinaturas e levássemos ao Presidente do Congresso para que levasse a efeito nesse propósito, estaríamos deixando a grande mídia numa situação difícil. Acredito que teríamos debates a nível de Congresso e que algo saíria em termos de regulação e democratização da mídia. Já está passando da hora de adotarmos essa empreitada. A coisa está bem madura, já tivemos N discussões, artigos, simpósios, encontros etc. Está na hora, vamos trabalhar ! Não nos faltará apoios, inclusive de artistas e intelectuais como da autora deste maravilhoso artigo.

Responder

Eduardo

31/01/2013 - 17h33

Texto forte, pois carregado de dor e razão! Texto de impacto, pois o recado é claro! Que muitos o leiam para que a limpeza que a história sempre faz ocorra o mais cedo possível, antes que dê tempo dos perdedores de eleição conquistarem o poder no berro, como já aconteceu antes. Da última vez, esse poder demorou 21 anos para voltar a quem de direito. E Hildegard Angel e seus familiares diretos foram, assim como muitos, personagens infelizes desse estupro histórico. É assim que vejo, infelizmente, a mídia~, a oposição, o ministério público e o supremo: estupradores da história.
Parabéns Hildegard Angel. O seu recado foi dado. Que ele se multiplique.

Responder

Jotage

31/01/2013 - 17h28

Segundo um livro muito vendido, o mundo não acaba enquanto houver um justo na face da terra.
Hildegard: Você nos salvou.

Responder

Sonia

31/01/2013 - 17h22

Perfeito, Hildegard!

Lamento que você nao tenha mais espaço nos jornaloes do PIG!

Responder

JapValla

31/01/2013 - 16h49

Aproveitando a oportunidade do assunto “mentirão” do PT, gostaria de saber se os “pagos periódicos a miembros de la cúpula del partido PP” seria o “Mesalón” do PP”, Partido Popular Espanhol? Parece que este não tem nada de “mentirão”, só que a nossa mídia não comenta. É a versão espanhola de “pagos periódicos a miembros de la cúpula del partido PP” com metálico proveniente de “donativos de empresários”, mas por debaixo do pano…

Fonte: http://politica.elpais.com/politica/2013/01/30/actualidad/1359583204_085918.html

Responder

Félix Gomes da Silva

31/01/2013 - 15h16

Juro, Srª Hildegard Angel, que é o texto mais lindo sobre o mentirão até agora lido por mim. Fiquei realmente emocionado e também feliz porque é sempre bom compartilhar a irresignação/tristeza com alguém. Parabéns.

Responder

    maria olimpia

    31/01/2013 - 17h00

    Concordo com você, Félix!

Ricardo Lima Vieira

31/01/2013 - 15h05

Não há o que acrescentar. Meu apoio e minha concordância absoluta com cada palavra de Hildegard, e meu respeito.

Responder

Luiz Serra Azul Junior

31/01/2013 - 14h38

Cumprimento a nobre cidadã e ilustre jornalista Hildegard Angel pelo brilhante pronunciamento feito na ABI pela anulação do julgamento do “Mensalão, acima transcrito. A sua fala foi contundente e comovente. Parabéns!

Responder

Fabiano Araujo

31/01/2013 - 14h35

Sra. Hildegard Angel: parabéns pelo excelente texto, um dos melhores que já vi publicado nos últimos tempos. As pessoas, neste país, que são preocupadas com o futuro dele, devem se sentir agradecidas pelas palavras que a senhora expressa. Seu texto deveria ter a maior publicidade possível!

Responder

Fabio Passos

31/01/2013 - 14h34

Parabéns a Hildegard Angel pela coragem de lutar contra esta farsa em que o stf condenou cidadãos brasileiros sem provas.

Disse tudo sobre este julgamento de exceção:

“Surpreende que, hoje, conquistada a tão ansiada democracia, haja condenações por indícios dos indícios dos indícios ou coisa parecida…”

A verdade é que a “elite” branca e rica utilizou o PiG e o stf para condenar adversários políticos que lutam contra o Apartheid Social no Brasil.
É mais uma ação da Casa Grande para desmoralizar as forças progressistas.

A solidariedade para com aqueles injustamente condenados deixa furibundos os donos do poder.

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