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Frente Brasil Popular: Não dá mais para sustentar a bolsa banqueiro de meio trilhão de reais

19 de janeiro de 2016 às 11h33

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A quem serve o Banco Central?

São Paulo 18 de janeiro de 2016

Nos próximos dias, os diretores do Banco Central do Brasil se reunirão para decidir sobre a taxa de juros SELIC. Diante da fragilidade da economia brasileira, essa reunião é particularmente importante e deixará claro a quem o BC serve: à população brasileira ou ao mercado financeiro.

Como a própria instituição reconhece em suas publicações, nos últimos meses houve contração da demanda agregada e aumento no desemprego no Brasil.

Uma nova rodada de aumento de taxa de juros significa que o Banco Central almeja abertamente uma contração maior da demanda, mais desemprego e mais redução do salário real médio.

O patamar elevado das taxas de juros em 2014 contribuiu para a desaceleração da economia, mas o novo ciclo de elevação de juros iniciado em outubro desse ano jogou o Brasil, em 2015, em uma recessão que ainda não deu mostras de reversão.

Ao mesmo tempo, a taxa de inflação aumentou por causa de eventos únicos como a desvalorização cambial e o reajuste abrupto de preços administrados, cujo impacto não vai se repetir, muito menos sobre o núcleo da inflação brasileira.

Não há qualquer pressão de demanda excessiva que exija contenção com elevações da taxa de juros.

Pelo contrário, experimentamos a maior recessão desde a Grande Depressão de 1929, podendo tornar-se a mais profunda da história republicana.

O aumento acelerado do desemprego inviabiliza qualquer recuperação do salário real médio, que cai há vários meses.

Sob qual pretexto o BC pretende reduzir ainda mais o nível de emprego e salários, assim como os lucros de empresas especializadas na produção de bens e serviços?

Os beneficiários exclusivos do aumento de juros são os bancos e investidores financeiros, curiosamente o único grupo cujas expectativas de inflação o Banco Central se preocupa em consultar.

Como não há qualquer excesso de demanda que o aumento dos juros possa conter, a determinação dos juros SELIC deixa de servir para controlar a inflação e se transforma em um instrumento para preservar juros reais elevados para os portadores de títulos financeiros.

Isso nada contribui para reduzir a inflação, mas é um poderoso mecanismo de transferência de renda da parcela mais pobre e mais produtiva para a parcela mais rica e menos produtiva da população.

A economia brasileira e as finanças públicas não suportam mais financiar a bolsa-rentista que o Banco Central insiste em oferecer.

Em 2015, os juros nominais devidos pelo setor público devem alcançar cerca de R$ 500 bilhões (meio trilhão de reais!), tendo registrado pouco mais de R$ 300 bilhões em 2014.

Como exemplo desta situação vemos um corte brutal nas áreas sociais no orçamento da União.

O que pretende o Banco Central: produzir a maior recessão da história brasileira e uma trajetória explosiva da dívida pública, gerando mais desvalorização cambial e mais pressão inflacionária? A quem isso pode interessar?

É inadiável repensar o mandato do Banco Central e a porta giratória entre sua diretoria e o mercado financeiro.

Diante disso, o Fórum 21 e a Frente Brasil Popular vem a público denunciar a gravidade da situação econômica brasileira e a irresponsabilidade da política monetária do Banco Central do Brasil, reivindicando a redução urgente da taxa de juros SELIC.

Frente Brasil Popular

Fórum 21

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14 Comentários escrever comentário »

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Roberto Locatelli

20/01/2016 - 13h38

Uma crítica: o site da Frente Brasil Popular (www.frentebrasilpopular.com.br) não é atualizado desde outubro passado. É preciso fortalecer a presença na internet!

Responder

Marcio Ramos

19/01/2016 - 21h29

Dilmaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa … !!!!!???????

http://www.cartacapital.com.br/economia/201ca-divida-publica-e-um-mega-esquema-de-corrupcao-institucionalizado201d-9552.html

Em entrevista a CartaCapital, direto da Grécia, Fattorelli falou sobre como o “esquema”, controlado por bancos e grandes empresas, também se repete no pagamento dos juros da dívida brasileira, atualmente em 334,6 bilhões de reais, e provoca a necessidade do tal ajuste.

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Euler

19/01/2016 - 20h54

Que tal darmos nomes aos bois? A Frente Brasil Popular fala do Banco Central como se este órgão já tivesse adquirido uma independência ou autonomia legal frente ao governo. Não é verdade. A própria campanha de reeleição da presidenta Dilma foi marcada pela crítica à uma suposta autonomia do BC defendida por Aécio e Marina. Por que então culpar ao BC e poupar ao governo federal pela política neoliberal em curso? Quem está ganhando com esta política de juros altos, além dos banqueiros e credores ricos? Uma parcela da classe média, de políticos, burocratas de estado, entre outros, também investem seus recursos em títulos que são remunerados pela política monetária. Enquanto a poupança, muito usada por assalariados de baixa renda, não rende nada, fica abaixo da inflação, os títulos do tesouro estão garantindo rendas muito acima da inflação. Por isso acho que esta política é conveniente aos bancos, mas favorece também algumas parcelas de políticos, inclusive do governo, que fazem um discurso, mas na prática defendem seus próprios interesses. Do contrário, o que levaria lideranças como Lula e Dilma a praticarem essas políticas que consomem a metade do orçamento da União para favorecer pouquíssimas famílias?

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Mauricio Gomes

19/01/2016 - 20h06

A Dilma não ter autorizado a auditoria cidadã da dívida é a pá de cal no outrora partido de esquerda chamado PT, que hoje mais parece de centro-direita na melhor das hipóteses….

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Roberto Locatelli

19/01/2016 - 18h32

A Frente Brasil Popular é uma lufada de ar puro nesse ar viciado por lavajatos, zelotes, e por um governo que mais e mais se rende aos rentistas.

Com todo respeito aos militantes aguerridos e líderes combativos que ainda estão no PT, mas era necessário que uma outra força nacional surgisse para dar unidade à luta popular.

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Fabio

19/01/2016 - 14h49

Governo fraco e entreguista aos banqueiros.
Presidenta traíra e inimiga da patria Brasil.

Responder

FrancoAtirador

19/01/2016 - 13h33

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Plutocracia: Governo de Ricos, pelos Ricos e Para os Ricos.
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Responder

    Roberto Locatelli

    19/01/2016 - 18h34

    Sim, por mais que ainda existam lideranças autênticas no PT, o partido como um todo está se tornando cada vez mais pusilânime.

FrancoAtirador

19/01/2016 - 12h09

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Este PaíZ Baronil tem um Juiz Independente, uma Polícia Federal Independente,
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um Ministério Público Federal Independente e um Banco Central Independente…
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… do Interesse Nacional…
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Responder

    bonobo de oliveira, severino

    19/01/2016 - 14h23

    Todos independentes dos interesses do povo brasileiro e totalmente comprometidos com os mandamentos dos banqueiros agiotas. Se assim não fosse, não estaria até agora esperando para serem cumpridos os mandamentos constitucionais que determinam a realização da AUDITORIA DA DÍVIDA PÚBLICA para estancar um mecanismo perverso de apropriação indébita dos recursos do erário por meio dessa instituição forjada referente a uma jogatina financeira que não é DÍVIDA e, muito menos, é PÚBLICA, como bem nos explica a professora Maria Lucia Fattorelli nas suas aulas oferecidas na sua associação Auditoria Cidadã. A patranha da dívida pública é um artifício de jogo financeiro por meio de intervenções no mercado criado pelos bancos que ela chama de “Sistema da Dívida”. Esse jogo corrompe autoridades de todo o mundo fazendo crescer a dívida dos países, por meio de flutuação artificial e ilegal de juros, tornando-as impagáveis, e os devedores eternos escravos dos credores.
    Isso sim é corrupção e acontece debaixo do nariz das IMPLACÁVEIS autoridades que dizem que combatem a “corrupção”! Pior! A jogada do “Sistema da Dívida” é uma trapaça aplicada com sucesso no mundo inteiro, cuja vítima mais recente é a Grécia. E nós estamos seguindo os mesmos passos que jogaram o povo grego na caverna do lobo capitalista do sistema financeiro internacional rentista abutre.
    “A maior corrupção que existe no país é a corrupção “legalizada” no Sistema da Dívida, que consome quase a metade do orçamento federal, grande parte dos orçamentos estaduais e até municipais. Tudo isso sem transparência.”
    Vale a pena visitar o Site da Auditoria Cidadã:

    http://www.auditoriacidada.org.br/seminario-nacional-a-corrupcao-e-o-sistema-da-divida/

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