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Fernando Brito pede à Globo que investigue dono da mansão de Paraty

26 de fevereiro de 2016 às 23h06

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O texto da Bloomberg citado por Fernando Brito está aqui.

A resposta do Tijolaço à Globo

POR FERNANDO BRITO · 26/02/2016

Enviei o seguinte e-mail à Globo, da mesma forma que recebi sua notificação.

Senhor João Roberto Marinho.

Recebi com atraso, por ter sido feita por e-mail “fale conosco” e se desviado para a caixa de “spam”, a comunicação de Vossa Senhoria. Com o noticiário sobre a notificação a outros blogs, pedi para verificar e a mesma, encontrada, foi imediatamente publicada, a guisa de direito de resposta que este blog não se recusou, não se recusa e não se recusará a conceder, de plano, a qualquer pessoa.

Assim, creio ter sido atendido o “pedido de retificação” feito por V. Sa. e, a seguir, como solicitado, em cada matéria, será colocado um link para a publicação integral da missiva enviada.
Bem assim, fica desde já o blog à disposição para qualquer esclarecimento que deseje o senhor oferecer à opinião pública, embora com microscópico alcance perto do império de comunicação que V.Sa. dirige.

Quanto à relação entre a mansão citada e a Família Marinho, certamente não há de desconhecer V. Sa. que foi noticiada pela prestigiosa Bloomberg, em 7 de março de 2012, sob o título “Brazil’s Rich Show No Shame Building Homes in Nature Preserves“ e nos seguintes termos:

Heirs to Roberto Marinho, who created Organizacoes Globo, South America’s biggest media group, built a 1,300-square-meter (14,000-square-foot) home, helipad and swimming pool in part of the Atlantic coastal forest that by law is supposed to be untouched because of its ecology.

E, a seguir, na mesma reportagem:

Modernist Home

That’s the case with the Marinho media family. The Marinhos broke environmental laws by building a 1,300-square-meter mansion just off Santa Rita beach, near Paraty, says Graziela Moraes Barros, an inspector at ICMBio.

Without permits, the family in 2008 built a modernist home between two wide, independent concrete blocks sheathed in glass, Barros says. The Marinho home has won several architectural honors, including the 2010 Wallpaper Design Award.

The Marinhos added a swimming pool on the public beach and cleared protected jungle to make room for a helipad, says Barros, who participated in a raid of the property as part of the federal prosecutors office’s lawsuit against construction on the land.

“This one house provides examples of some of the most serious environmental crimes we see in the region,” Barros says. “A lot of people say the Marinhos rule Brazil. The beach house shows the family certainly thinks they are above the law.”

Ao que se tenha notícia, o referido texto, em publicação internacional de renome e alcance não mereceu a preocupação que, como é de seu direito, foi manifestada sobre este blog, de representar ” ofensa ao notificante e aos demais integrantes da família Marinho”.

Assim como nas inúmeras republicações que tal texto recebeu, total ou parcialmente, no UOL/Folha (Revista acusa família Marinho e Camargo Correa de construir mansões em áreas de preservação, em 18 de março do mesmo ano) ou a CartaCapital, de 15 de março, (RJ: Milionários destroem mata nativa com mansões).

As demais conexões partiram, claro, da razoável compreensão, ante a inação descrita (mormente de uma imensa empresa de comunicação, que monitora continuamente sua imagem pública)  de que a ligação entre a proprietária formal da casa – a Agropecuária Veine e de sua controladora Vaincre LCC – seria, de fato, uma ligação com quem lhe foi apontado como proprietário real e, mesmo dispondo de todos os meios para fazê-lo, não esclareceu que, como afirma em seu texto, que “a casa em questão e as empresas citadas na matéria não pertencem, direta ou indiretamente, ao notificante ou a qualquer um dos demais integrantes da família Marinho”.

Aliás, se me permite tratá-lo como colega jornalista  – e foi em O Globo que dei meus primeiros passos na profissão, em 1978 – tomo a liberdade – quem sabe a ousadia – de sugerir que as emissoras de TV, rádio, sites e jornais de suas Organizações, então, produzam, com os meios abundantes e o profissionalismo que reconheço em seus colaboradores, uma apuração sobre quem, afinal, é o proprietário ou usufrutuário daquela joia arquitetônica que, desafortunadamente, invadiu área de preservação ambiental e privatizou uma praia antes pública, em  que pese ser remota.

Sei que o tema ambiental é caro às suas Organizações e cito como exemplo a reportagem Construções irregulares avançam em 25 ilhas de Paraty, em O Globo, quando a referida construção já havia sido repetidamente multada e tinha ordem até de demolição mas que, certamente num lapso, não foi uma das irregularidades abordadas.

É uma imperdível oportunidade de sanear aquela omissão, naturalmente involuntária.

Creio que se estará, assim,  prestando um serviço público de alta relevância ao revelar quem, afinal, se oculta sob uma agropecuária para empreender uma edificação de altíssimo luxo. Este blog se comprazerá de aplaudir a ação cidadã das Organizações Globo em mostrar ao povo brasileiro quem, de fato, se aproveita daquele templo no paraíso.

Sempre à disposição para qualquer pedido de esclarecimento, fica um e-mail onde se poderá fazer de imediato qualquer contato que, com prazer e interesse público, será aqui imediatamente atendido.

Permita-me, à guisa de conclusão, citar um ditado gaúcho – convivi muito com um deles e absorvi seus traços de honra e dignidade: “a luta não nos quita a fidalguia”.

Atenciosamente,

Fernando Brito, editor do Tijolaço.

Captura de Tela 2016-02-26 às 23.46.15

Leia também:

Paulo Nogueira: Como a Globo achaca governos

 

12 Comentários escrever comentário »

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FrancoAtirador

27/02/2016 - 21h32

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https://www.google.com.br/maps/place/Paraty+House+(Mans%C3%A3o+dos+Marinho)/@-23.1906533,-44.6425992,1248m/data=!3m1!1e3!4m18!1m15!4m14!1m6!1m2!1s0x0:0x8a3f933f4257d4a4!2sParaty+House+(Mans%C3%A3o+dos+Marinho)!2m2!1d-44.6457077!2d-23.1918437!1m6!1m2!1s0x9d0dbf9849a827:0xa75db9620f2100a6!2sParaty+-+RJ!2m2!1d-44.6453164!2d-23.1908241!3m1!1s0x9d0dbfc3644101:0x8a3f933f4257d4a4
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Responder

FrancoAtirador

27/02/2016 - 18h38

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Basta a Polícia Federal apreender as Agendas
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dos Filhos Sem-Nome do Roberto Marinho.
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Está Escrito Lá: “PRAIA VERMELHA PARATY”
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Baía de Paraty
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As Ilhas, as Praias e o Saco do Mamanguá
.
Publicado em 10/09/2012 por Pati Venturini
.
[…]
“Um pouco mais adiante fica a Praia Vermelha,
onde aportam muitos barcos e escunas
por conta da melhor infraestrutura de quiosques.
.
Próximo dali há uma mansão que,
além de ícone de arquitetura contemporânea,
pertence aos herdeiros de Roberto Marinho.
.
O esquema de segurança é reforçado (leia-se armado)
e dá o recado de que é uma praia privada: get out.
.
Triste lembrete de que diversos milionários
construíram de forma ilegal nas ilhas dali,
desmatando áreas preservadas de Mata Atlântica,
e hoje travam verdadeiras batalhas na justiça
para não serem obrigados a demolir suas mansões”…
.
(http://garfosequartos.com/2012/09/10/baia-de-paraty-as-ilhas-as-praias-e-o-saco-do-mamangua)
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Responder

anac

27/02/2016 - 14h25

Se não tem dono, como o jatinho que caiu com Eduardo Campos, temos mais é que invadir essa praia e essa mansão antes que seja demolida para o bem da vegetação.

Responder

Sérgio

27/02/2016 - 04h05

Capo Marini mostra sua cara.

Responder

Marco André

27/02/2016 - 03h26

A intimação do órgão ambiental não foi entregue para os Marinho? Destinatário errado?

Responder

Edivaldo

26/02/2016 - 23h46

Tem quer ser investigado mesmo, estes bandidos marinhos tem culpa no cartorio, só o psdb encobre
as safadeza desta emissora.

Responder

Antonio Ângelo

26/02/2016 - 23h41

Essa Globo não aprende nunca que quem tem “rabo” de palha, não pode por fogo no dos outros. Cadê o DARF?

Responder

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