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Estadão: Montadoras remeteram U$ 14,6 bi ao Exterior em três anos e meio

publicado em 2 de julho de 2012 às 17:02

Indústria automobilística teve isenção de R$ 1 milhão por emprego criado

02 de julho de 2012

Medidas de incentivo ao setor nos últimos três anos contribuíram ainda para remessa de lucro ao exterior de US$ 14,6 bi pelas montadoras

IURI DANTAS / BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo

Desde o início da crise financeira internacional, o governo brasileiro abriu mão de R$ 26 bilhões em impostos para a indústria automotiva. Ao mesmo tempo, o setor criou 27.753 novas vagas de trabalho, o que equivale dizer que cada nova carteira de trabalho assinada pelas montadoras custou cerca de R$ 1 milhão em renúncia fiscal aos cofres públicos.

As medidas de estímulo à venda de veículos nos últimos três anos e meio também contribuíram para a remessa de US$ 14,6 bilhões ao exterior, na forma de lucros e dividendos, para as matrizes que contavam prejuízos com a queda na receita nos Estados Unidos e na Europa. O lucro enviado para fora do País fica próximo do valor que as empresas deixaram de pagar em impostos.

A maior parte dos benefícios foi anunciada de surpresa pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, sem planejamento com outros setores do governo. Sob a tutela da presidente Dilma Rousseff, o ministro assumiu a negociação direta com as montadoras, gerando críticas, nos bastidores, de outros gabinetes. Há quem critique a falta de contrapartidas ambientais, de geração de empregos e de investimentos pelas empresas.

Economistas concordam que o consumidor brasileiro paga preço salgado para ajudar um setor da economia e criticam a forma atabalhoada com que o governo lida com as montadoras. Mas divergem sobre a necessidade de ajuda ao setor: uns dizem ser vital e outros apostam em uma abordagem mais liberal que permitisse, por exemplo, que os empresários tivessem prejuízo na crise para que aumentassem a qualidade do produto.

Lobby. A ajuda a conta-gotas, em vez de políticas de longo prazo para tornar a indústria nacional mais competitiva, reflete o lobby de alguns setores viciados em receber auxílio estatal, diz Gabriel Leal de Barros, especialista em crédito público do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas.

“A indústria automotiva do Brasil tem 60 anos e a da Coreia do Sul, 35, e eles são tão mais competitivos que o consumidor consegue perceber isso simplesmente entrando no carro”, afirma Barros, que defende reformas econômicas e investimentos em infraestrutura para reduzir custos da indústria.

Os dados mostram que o País “abre mão de muita coisa para atender aos interesses desse setor, a um custo enorme”, diz Julio Miragaia, coordenador de Políticas Econômicas do Conselho Federal de Economia. “Provavelmente, a maior parte da desoneração tenha sido enviada na forma de lucros para o exterior.”

Se houve queda no preço ao consumidor, a política do governo não estimulou a concorrência, segundo o consultor Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento. “Os dados demonstram que o regime beneficiou mais as empresas tradicionalmente instaladas do que a entrada de novos concorrentes, o que seria a intenção original.”

Para Julio Gomes de Almeida, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, o automóvel representa “o bem típico da indústria capitalista”, por significar aos olhos do consumidor “ascensão social e liberdade”. Além disso, ao cortar impostos das montadoras, o governo acaba beneficiando uma imensa cadeia de empregos.

“Não existe cadeia produtiva mais perfeita, intensa, longa e encadeada que a da indústria automobilística”, diz Almeida, citando empregos na fabricação de aço, borracha, plástico, componentes eletrônicos, autopeças, venda de seguro, financiamento e manutenção como exemplos.

Prejuízo. Indagado sobre a necessidade de estímulo estatal em meio à crise internacional, o professor de economia da Fundação Dom Cabral, Rodrigo Zeidan, afirma que “uma crise traz prejuízo e pronto”. “As políticas de renúncia fiscal devem ser estruturadas para o longo prazo e não apenas para resolver problemas de altos estoques. O que importa para a sociedade são investimentos que geram empregos no futuro.”

A reportagem questionou insistentemente os Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) para comentar o assunto, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

PS do Viomundo: O texto nos foi sugerido por alguém que comentou que “com esses recursos daria para fazer a maior reforma agrária do mundo, assentar três milhões de famílias e criar 9 milhões de novos empregos, com repecurssão na industria nacional, de eletrodomésticos, tratores…”

 

30 Comentários para “Estadão: Montadoras remeteram U$ 14,6 bi ao Exterior em três anos e meio”

  1. [...] Prender José Dirceu e interditar Lula. Está clara a estratégia da direita brasileira, ou pelo menos daquela que se organiza em torno do PSDB e do — na feliz definição da Carta Maior — consórcio midiático. Sim, porque há a direita no poder, em coligação com o PT e beneficiária das políticas do PT, mesmo daquelas que ajudam direta ou indiretamente um grande número de brasileiros. O Prouni, sem dúvida, é também um grande negócio para os empresários da educação. A desoneração do setor automotivo preserva empregos e estimula a economia, mas permite às montadoras grandes remessas de lucros. [...]

  2. ter, 10/07/2012 - 7:16
    José Luiz Rossi Passos

    Enquanto isso o transporte público fica perdido nesse neologismo(ou conversa mole)de “mobilidade urbana”.Vá falar em molbilidade para o usuário do metro ou de ônibus e veja prá onde êle vai te mandar.

  3. ter, 03/07/2012 - 22:38
    Thomas Morus

    Falaram da Embraer, que foi bancada pelo estado, porque não termos uma montadora (sem monopólio) bancada pelo estado. Já tivemos a FNM, que fazia caminhões. A Finlândia tem a Valmet que monta carros para outras montadoras (veja na Wikipedia)…

    • qua, 04/07/2012 - 1:44
      Fabio Passos

      Em algumas décadas a China tornou-se a maior fabricante de automóveis do mundo com liderança de montadoras locais… que agora já competem por novos mercados mundo afora.
      O Brasil pode seguir o exemplo.

  4. ter, 03/07/2012 - 21:40
    jd

    Realmente é de se pensar se é necessária ajuda a quem ganha muito dinheiro com os consumidores brasileiros, principalmente porque por outro lado as montadoras não tem grandes perspectiva em economias quebradas do mundo desenvolvido. Acho que esta seria a melhor hora para o governo brasileiro reavaliar a forma como negocia com esse setor. Outra questão é: porque o Brasil não possui fábrica de automóveis se somos o quarto mercado mundial.

  5. ter, 03/07/2012 - 17:49
    Nelson

    “Tire-se o Estado da economia e o capitalismo não dura um dia sequer”.

    A afirmação acima não é de um sindicalista, socialista ou coisa que o valha. Ela foi feita pelo eminente economista, liberal, John Kenneth Galbraith. A notícia publicada pelo Estadão só vem ratificar a afirmação de Galbraith.

    Na verdade, a concessão de gordos subsídios públicos visando a otimização dos lucros do grande empresariado, notadamente, é a tônica do que chamam capitalismo de livre iniciativa. É assim que se explica grande parte da pujança do empresariado de sucesso.

    • ter, 03/07/2012 - 21:01
      Rafael

      É pura verdade. veja o muito ricos, megaempresas privadas todos têm fartos benefícios. Aquela conversa da eficência não resiste a uma análise crítica.

  6. ter, 03/07/2012 - 9:22
    Alexandre Bitencourt

    ” … o que equivale dizer que cada nova carteira de trabalho assinada pelas montadoras custou cerca de R$ 1 milhão em renúncia fiscal aos cofres públicos. …”

    E depois os mesmos jornais dizem que o funcionário público é caro, que o bolsa família é caro … e por falar nisso, será que volta a pauta aquela lei de imposto sobre grandes fortunas?

  7. ter, 03/07/2012 - 8:41
    RicardãoCarioca

    Pois é. Muita gente aqui que critica a manipulacão do PiG, caiu feito patinho nela, presente desde a manchete até o último parágrafo.

    Montadoras remeterem R$14,6 bi em 3,5 anos, ou 42 meses, dá uma média de US$347,6 mi por mês. Não é a remessa de uma, mas de todas somadas. Não é mais do que outras multinacionais remetem.

    Depois, dizer que foram gerados 27.753 empregos é meia verdade, porque não se calculou aí todos os empregos diretos e indiretos gerados em toda a cadeia produtiva automobilística. Lembre-se de que montadoras são MONTADORAS, que dependem de um vasto parque industrial de pecas e igualmente vastos mercados varejista e de servicos.

  8. ter, 03/07/2012 - 7:23
    LEANDRO

    Esse é o resultado de baixo investimento em tecnologia, infra estrutura e educação…não vai mudar nunca.
    “Brasil perde 9 posições em ranking de inovação
    País é 58º da lista de países mais inovadores, atrás de Portugal, Chile e África do Sul; crédito, ambiente de negócios e educação são entraves “

  9. ter, 03/07/2012 - 3:39
    Zezinho

    É isso que dá uma falta de reforma tributária no país. Por um lado as empresas tem encargos enormes e esse protecionismo aplicado só serve para tapar sol com a peneira e diminuir a competitividade. Por outro, as medidas acabam beneficiando em maior grau as empresas ao invés dos consumidores. Se tivéssemos um IVA da vida essas medidas populistas repercutiriam apenas no bolso dos consumidores.

    O artigo não divulgou quantos por cento do total representam esses 14 bilhões. Sem esse parâmetro fica difícil saber se é realmente um absurdo ou não.

  10. [...] Com a notícia publicada pelo Estadão de que nos últimos três anos e meio as montadoras remeteram para as matrizes U$ 14,6 bilhões em lucros e dividendos, achei que tinha chegado a hora de entrevistar o Joel Leite a respeito, levantando com ele as questões mencionadas pelos comentaristas. [...]

  11. seg, 02/07/2012 - 22:15
    Gilmar bueno

    E aí saudosos dos tempos do PROER…Uns US$ 50 bi pros banqueiros legal,hein.Os aumentos/combustíveis em torno dos 230%,quando à inflação do período/período foi menos de 100%.A Petrobrás não reajusta/refinarias os combustíveis desde maio de 2009 (sem isenção/impostos).Carro hoje virou carne de vaca e pensar na minha juventude que um fusquinha…Ah!Sou Rei.Esqueci quem aqui nesta sala foi do tempo dos postos de gasolina fechavam a partir das 9 horas da noite de sexta-feira e só abriam as 8h da manhã de segunda-feira.Sábados, domingos e feriados, nem pensar. …KKK!!!

  12. seg, 02/07/2012 - 22:13
    Ricardo Homrich

    Um exemplo de liberdade na escolha de automóveis, crise, que levaria a um produto melhor é a invasão do coreanos no Brasil.

    A VW pretendia fabricar no Brasil o Golf VI (temos atualmente o IV) no Paraná.

    Acontece que a Hyundai veio com força. Resultado? Fabricará o Golf VII no México, beneficiada (por enquanto) por um acordo Brasil-México.

    O mais legal disso. O Golf VI está saindo de linha no mundo. Trariam para o Brasil o ferramental de produção descartado disfarçado de investimento em tecnologia. Claro que o VI é melhor que IV.

    Mas o mundo teria o VII e nós autorizaríamos uma imensa remessa de bilhões de dólares pelo VI, sem imposto, por tecnologia ???

  13. seg, 02/07/2012 - 21:50
    Jaime

    Se o Brasil não tivesse a terceira maior montadora mundial de aeronaves, eu diria que falta investimento em pesquisa tecnológica, para podermos não só produzir automóveis verdadeiramente brasileiros, mas avançar e oferecê-los à Coréia, à China, à Europa, como eles fazem aqui. Como não é esse o caso, só resta averiguar pelo lado do simples interesse, lobby, da política pequena.

  14. seg, 02/07/2012 - 21:47
    Grilo

    As empresas estrangeiras só vem para ganhar dinheiro, nada mais. O Brasil nunca investiu em tecnologia própria e agora paga um preço alto por isso. Era mais fácil entregar o ouro ao bandido.

    • ter, 03/07/2012 - 0:58
      Marcio H Silva

      Para o Brasil investir em tecnologia, só o Governo. Porque os empresários são preguiçosos e vira-latas….

  15. seg, 02/07/2012 - 21:18
    Carlos O. Malaquias

    Na mesma direção do debate que o Viomundo tem encaminhado, acho que vale muito a pena ler a reportagem de Vinícius Mansur na Carta Maior sobre o aumento do crédito e redução dos juros para o agronegócio.

    http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20487

    “Recursos para o Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013 crescem 7,5%, em relação a sua versão anterior, e juros caem, seguindo “movimento que estamos vendo em toda a economia”, diz Dilma. Para a senadora e presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Kátia Abreu (PSD-TO), mais importante do que o aumento dos créditos e a diminuição dos juros é o seguro rural.”

    Detalhe importante: os 115 bi liberados esse ano é um montante mais de cinco vezes maior do que os 20,25 bi disponibilizados em 2002/2003.

    A lógica parece cristalina: recursos e mais recursos para os setores com maior participação no PIB (sempre o PIB!!!), o que garante a economia nesses tempos de crise.

    Mas o mérito disso tudo me parece muito duvidoso.

  16. seg, 02/07/2012 - 21:09
    renato

    (A reportagem questionou insistentemente os Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) para comentar o assunto, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição)…
    Desculpe mas a própria reporgem já mostra com quem – consumidores- estão lidando, se nem um reporter consegue contato com este povo, e aí eu coloco toda a “cadeia produtiva” (vc diz onde começa e onde termina).
    Dá vontade de chorar quando eles vendem por preços abusivos, a QUALIDADE. Isto mata a gente literalmente. Pois ainda não achei estatística de acidentes por Marca de Veículos.
    O sonho do brasileiro está se tornando um pesadelo para o consumidor que encontra um problema em seu carro, não aparece em estatísticas pois ele passa para frente.O que esta ficando difícil também.O governo tem que tomar tento.

  17. seg, 02/07/2012 - 20:23
    Julio Silveira

    Essa questão da remessa de lucros vem “no bojo” de algo que no Brasil falar tem sido tabu, ou seja, o alto lucro que as empresas nacionais praticam. E isso tem um papel desabonador, que subverte os princípios das empresas estrangeiras que aqui vem para competir. Como por encanto, sem exceções, todas aderem as premissas de nossos grupos empresariais, via de regra operando de forma completamente diversa de seus países de origens. A premissa encampada é explorar os consumidores nacionais como se não houvesse amanhã. Creio que hajam salvaguardas para operarem aqui. Que os obrigam a terem que atuar dentro dos mesmos princípios. Os empresários nacionais e seus aliciados aprenderam a cantar o mantra dos impostos públicos altos, e com isso conseguem desviar o foco do alto imposto privado que praticam.

  18. seg, 02/07/2012 - 19:42
    O_Brasileiro

    É o efeito televisa sobre o governo petista… dançando conforme a música neoliberal.
    Vai ver tem poucos carros e o trânsito flui bem nas cidades brasileiras…
    Nem vou comentar a bela “distribuição de renda” promovida pelo governo, tirou dos impostos que beneficiam os pobres e doou para as matrizes das multinacionais no exterior.
    Vai ver eles reinvestirão aqui no Brasil… daqui a uns 50 anos… ou 100.
    Vai ver que isso é que é “dinheiro a fundo perdido”.

  19. seg, 02/07/2012 - 19:13
    Francisco

    Dizem que no Brasil tudo é esculhanbado… Dizem que a prova disso é que até prostituta se apaixona. A prova é outra:

    Governo socialista que não planeja!!

    Eu só tou olhando para o PT… Se alguma oposição tiver um minimo de competência, vai começar a chuchar o PT é ele não vai ter resposta a dar. É só apertar DENTRO do marco socialista.

    Quantas cooperativas o BNDES financiou? Quantas foram criadas? Quais concorrem diretamente com multinacionais? Cadê a industria automotiva nativa? Como não tem?? Como é que a Coréia tem e a gente não tem? Que conversa é essa de multinacional dominar o campo brasileiro e botar no bolso essa Tea Party da Cátia Abreu?

    Quando é que o PT vai começar a criar industria nacional em regime de cooperativa e não para Daniels Dantas?

    Dez anos…

  20. seg, 02/07/2012 - 19:02
    lulipe

    Nunca antes na história deste país, bancos, empreiteiras e montadoras tiveram tanto lucro!!Esse é o modo petista de governar.E tem gente que ainda se engana….

  21. seg, 02/07/2012 - 18:27
    Gilson Raslan

    Para uma análise da remessa de lucro das montadoras, o post teria de fazer uma comparação com anos anteriores. Sem isto, fica impossível saber se as medidas do governo foram boas ou ruins para a população.

  22. seg, 02/07/2012 - 18:20
    darcio

    é a síntese do governo petista e do neo-desenvolvimentismo: tentativa de retomar o capital produtivo, não tocar um dedo na especulação, subserviência total ao capital especulativo e nesse bololô vamos ver as migalhas que sobram pro povão….qual a diferença pro PSDB? pro PSDB não há migalha alguma a ser distribuída. E essas migalhas em forma de programas assistenciais é celebrada pela esquerda tradiconal, velha esquerda como um revolução em curso no Brasil, “nunca antes na história”, etc….vejam que miserê e como é dramática nossa situação, essas poucas migalhas que matam a fome e mais nada, ou um subemprego que proporciona a compra de gadgets e bugigangas eletrônicas chinesas falsificadas é vista pela nossa velha esquerda como uma revolução, e não conseguem nem pensar em nada diferente disso, junto ao miserê material vem o miserê de ideiais

  23. seg, 02/07/2012 - 17:48
    claudio

    Acho eu que estas medidas adotadas, como redução de IPI para os compradores de automóveis, não atingem os objetivos esperados.
    O Governo previu uma redução média nos preços dos automóveis, na faixa dos 10%. Segundo pesquisas, estes preços médios recuaram cerca de 2,6%. Seria melhor abater parte do preço pago na compra de um carro zero, na renda bruta do comprador para efeito de recolhimento de IR.Hoje o Governo banca 7% da redução e as concessionárias aproximadamente 3%. Com esta medida o Governo bancaria os 10% e ainda garantiria ao comprador o repasse total destes descontos.

    • seg, 02/07/2012 - 18:30
      Ernesto

      Por esta lógica – 10% de redução de um imposto implica em 2,6 de redução no preço final do carro – podemos deduzir que os impostos no preço dos automoveis no Brasil significam algo como 26% e não os tão propalados 50%.
      Já faz algum tempo que decidi manter o mesmo carro por mais tempo ( 8, 9 anos), com boa manutenção – fora das concessionárias, é claro.Foi a unica maneira que achei para protestar contra o abuso do lucro Brasil. Se os brasileiros deixassem de TROCAR os seus carros neste ano, acho que a montadoras perceberiam que algo está mudando.

      • ter, 03/07/2012 - 12:12
        claudio

        Não Ernesto
        A redução dos preços via redução de impostos tem que ser repassada exclusivamente para o consumidor. Este hoje só consegue redução média nos preços praticados pelas revendas na faixa dos 2,6%. Estas revendas se apropriam do restante desta redução. Não temos como exigir este repasse total da diminuição dos impostos, se o comsumidor paga o que eles cobram.

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