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Cartas de Minas
Cartas de Minas

PT denuncia Temer, ministro e assessor por crime: Agiram em benefício da Shell contra os interesses do Brasil

21 de novembro de 2017 às 20h18

As bancadas do PT na Câmara e no Senado vão ingressar, na Procuradoria-Geral da República, com pedido de investigação do presidente Michel Temer, do ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, e do secretário-executivo do ministério, Paulo Pedrosa, por terem agido em defesa dos interesses da Shell e de outras petroleiras inglesas com interesse no pré-sal por pressão direta do governo do Reino Unido.

“Trata-se de um crime de lesa-pátria: o atual governo agiu contra os interesses nacionais para favorecer petroleiras estrangeiras”, disse o líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (PT-SP).

A ação das duas bancadas baseia-se em denúncia feita no último domingo (19 ) pelo jornal inglês The Guardian, que publicou telegrama da chancelaria do Reino Unido que comprova como o governo do país encomendou ao governo ilegítimo Temer medidas para atender aos interesses das petroleiras britânicas  Shell, BP e Premier Oil na área do pré-sal.

Tudo foi acertado em março deste ano, durante visita ao Brasil do ministro do Comércio e Invesitmento do Reino Unido, Greg Hands.Zarattini observou que, de forma escancarada e rápida, Temer alterou as regras de tributação, a regulação ambiental e ainda sepultou as regras de conteúdo nacional para a indústria do setor de gás e petróleo.

“O lobby foi tão certeiro que Temer editou uma Medida Provisória (MP 795) em que o governo abre mão de mais de R$ 700 bilhões em impostos, em vinte anos, para petroleiras estrangeiras, além de destruir a indústria nacional do setor de petróleo e gás por mudar a legislação de conteúdo local”.

Suspeita

Outro fato que causa estranheza em relação à Shell foi o último leilão para a área do pré-sal, dominado pela Petrobras e Shell.

Zarattini observou que chama a atenção o fato de a Petrobras, nos três campos que venceu com um consórcio liderado por ela, ofereceu  à União volumes de óleo de 80%, 76,96% e 75,86%, com ágios de 673,69%, 454,07% e 254,82%, respectivamente.

“Mas nas áreas arrematadas pela Shell os percentuais de óleo ofertados à União foram de 11,53% e 22, 87%, com ágio zero em ambas”, denunciou Zarattini.

“Esses percentuais são absolutamente ridículos. No mundo, a participação dos Estados no volume produzido oscila entre 60% e 80%. Assim, a Shell levou as duas áreas praticamente de graça.”

Para Zarattini, o último leilão deve ser detalhadamente investigado pela PGR, já que está evidente “que houve manipulação por parte da Agência Nacional do Petróleo” para favorecer a Shell.

“É preciso barrar a entrega do pré-sal”, afirmou o líder petista. Ele entende que a Câmara tem a obrigação moral de rejeitar a MP 795.

Zarattini é de opinião que as ações subalternas do governo Temer aos interesses ingleses integram uma estratégia de tornar o Brasil um país secundário no mundo, um mero produtor de matérias- primas, com a destruição de seu parque industrial.

“No caso do pré-sal, ao favorecer estrangeiros com políticas antinacionais, o governo Temer quer que o Brasil seja apenas exportador de petróleo bruto”, observou o líder do PT.Informações da imprensa mostram que a MP 795 foi aprovada graças ao lobby do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), liderado pela Shell.

O próprio presidente da Shell Brasil, André Araújo, resumiu bem, recentemente, como os estrangeiros veem o pré-sal. “O pré-sal é onde todo mundo quer estar”.

As Bancadas do PT na Câmara e no Senado vão protocolar também ações na Comissão de Ética da Presidência da República contra Temer, Fernando Coelho Filho e Paulo Pedrosa.

Leia também:

A bomba no colo do STF: o que vale para o Aécio vale para o Picciani?

 

7 Comentários escrever comentário »

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Leo F.

22/11/2017 - 15h21

Infelizmente, pela via institucional, não há outro órgão que não a PGR para se recorrer.

Uma Procuradoria que, se mostra tão ultra-liberal quanto o governo de plantão.

Certamente esse pedido vai ser engavetado. O que interessa, para a auto-promoção de seus agentes, é o que chama os holofotes da mídia. Entreguismo e lobbismo internacional, definitivamente, não são de interesse deles.

Apenas o moralismo anti-corrupção, na forma de propinas e lavagem de dinheiro, envolvendo empresas nacionais.

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francisco pereira neto

22/11/2017 - 00h41

Parece piada.
Será que esses parlamentares do PT ainda não entenderam o golpe?
Entrar com uma ação na PGR comandada por um pau mandado por Temer?
Eles ainda acreditam que o MPF estão de brincadeira?
Que a senhora Dodge vai usar as suas prerrogativas para denunciar o seu patrão?
Está na hora dos parlamentares e todos aqueles com posição de destaque no cenário nacional invocarem a desobediência civil, porque por via legal – hoje é uma quimera – nada poderá ser feito.
Assim eles planejaram e assim está sendo feito e o povão bovinamente está aceitando.

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Jcalopes

21/11/2017 - 22h41

Boa noite amigos,
“Trata-se de um crime de lesa-pátria: o atual governo agiu contra os interesses nacionais para favorecer petroleiras estrangeiras”
Só vejo uma saída para esses entreguistas: Parendon
Um abraço,
Júlio César

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Julio Silveira

21/11/2017 - 22h02

Me admiro o PT e os petistas, esperarem que essa procuradoria tome providencias contra o entreguismo traira, rsrsrs. Logo essa mesma procuradoria, que pouco tempo atrás procurava criminalizar o Lula por agir no exterior em prol das empresas nacionais. Acusaram-no de agir “criminosamente”, por que se baseou no moldes dos governos dos paises lideres, como vemos agora fazendo os Ingleses, ( que para eles deve ser como a carruagem deve caminhar). Imagina ver um governante do Brasil sem faculdade fazer uma coisa absurda como essa, para um país com moral do tamanho da do Brasil.

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    Dartanhan de Orleans

    22/11/2017 - 18h34

    Pelo menos eles estão tentando alguma coisa e vocês ou nós fazemos o que mesmo?

    Julio Silveira

    23/11/2017 - 09h22

    Eu posso falar por mim, eu fiz e faço a minha parte, rejeitando o golpe e os golpistas desde o primeiro momento. Não sou nem nunca fui coxinha, nem perdoarei os trairas golpistas jamais. Mas, a minha critica é também contra o PT e os petistas, por darem tanto credito ao sistema golpista institucionalizado deste país. Inclusive com vozes graudas, desavergonhadas, que falam em perdão a esses trairas. O PT como o partido mais forte entre os partifos de esquerda deveriam ser os primeiros a quererem conduzir este país para um processo de higiene nas instituições e na politica, e não aceitar como favas contadas a podridão que a anos assolam as estruturas politicas publicas e privadas deste país. Da qual procuram viver em simbiose e com elas atender seus interesses politicos.

Fialho

21/11/2017 - 21h22

FORA DE PAUTA

Futebol: sobre as propinas pagas pela Rede Globo

Fifa: quando J. Hawilla falar a Globo fecha!

Pinotti põe a batata do Ronaldo Fenômeno para assar!

publicado 21/11/2017

O Fenômeno e J. Hawilla (D) morrem de rir do Galvão (Reprodução/Folha de Dourados)
https://www.conversaafiada.com.br/mundo/fifa-quando-j-hawilla-falar-a-globo-fecha

Do Pagina 12, da Argentina:

El multimedios Globo, el más poderoso de América latina, fue denunciado por el delator argentino Alejandro Burzaco ante la Justicia norteamericana, como uno de los pivotes del Fifagate. Las revelaciones del ex CEO de Torneos y Competencias causaron movimientos sísmicos en Argentina y México, a raíz de la citación de Televisa, seguidos de réplicas de menor intensidad en Brasil, donde lo peor estaría por venir con el probable testimonio del empresario José Hawilla. El arrepentido Hawilla fue uno de los socios escogidos por Globo para la intermediación del pago de sobornos y adulteración de contratos. “J. Hawilla”, así se lo conoce en el mundo futbolero, fue el dueño de la empresa de marketing deportivo Traffic y de varios de canales de televisión subsidiarios de Globo en el interior del estado de San Pablo, con un mercado consumidor de unos 30 millones de televidentes.

Se espera que sea citado a declarar al tribunal de Brooklyn como testigo en el proceso contra el ex presidente de la Confederación Brasileña de Fútbol, Jose Maria Marín, que por lo pronto negó todos los cargos que se le imputan mientras permanece en prisión preventiva en su departamento de Manhattan.

En rigor, Hawilla fue un arrepentido pionero cuyas informaciones permitieron que el Departamento de Justicia norteamericano monte el Fifagate.

En diciembre de 2014, acaso advertido de la conveniencia de hablar antes que sus cómplices como ocurre en la causa brasileña Jato, Hawilla firmó un acuerdo con los fiscales ante quienes admitió ser culpable de sobornos y lavado de dinero además de pactar el pago de una multa de 151 millones de dólares, 25 millones de los cuales los entregó al contado.

Allí comenzó a agrietarse la “omertá” entre los barones del fútbol y la familia Marinho, controladora del imperio de entretenimientos y noticias Globo, que desde hace décadas ostenta los derechos de transmisión de los campeonatos locales y las copas del mundo. Como la de 2002 cuando transmitió en exclusiva la conquista del pentacampeonato en Corea, con la actuación rutilante de Ronaldo, gracias a un contrato firmado en las Islas Vírgenes que le permitió evadir unos 200 millones de dólares de impuestos.

Paréntesis: hay quienes dicen que Hawilla también puede poner en aprietos a Ronaldo, junto a quien compró el equipo de fútbol Fort Lauderdable Strikers, de Florida.

Según varias investigaciones periodísticas en 2002, Globo ofreció a la CBF menos dinero que otras emisoras para cubrir aquel mundial, pero ganó la pulseada gracias a los sobornos entregados a la cúpula de esa entidad, que por entonces era comandada por Ricardo Teixeira.

Caen de a uno
En mayo de 2015, seis meses después de que Hawilla se presentó ante la Justicia norteamericana, Globo perdía a otro aliado: agentes del FBI apresaban en Suiza al jefe de la Confederación Brasileña José María Marín, mientras participaba en reunión de la FIFA junto a Marco Polo del Nero, que se dio a la fuga y refugió en Brasil, de donde nunca más salió por tener orden de captura internacional.

Marín y Del Nero fueron parte de un mismo grupo de poder en la CBF, y hasta dividían las coimas, según la versión de Alejandro Burzaco. Pero desde que fue detenido en Suiza y trasladado a Nueva York, Marín juró vengarse del “traidor” Del Nero, que debido a su orden de captura la semana pasada no acompañó a la selección de Neymar a los recientes partidos contra Japón, en Francia, e Inglaterra, en Londres.

Y seguramente estará ausente del Mundial de Rusia, al que tampoco asistirá el otrora hombre fuerte de la CBF, Ricardo Teixeira, que dirigió esa organización entre 1989 y 2012.

Si Hawilla, cuya empresa tenía oficinas en San Pablo, Islas Vírgenes (base de lavado de dinero) y Miami, cuenta todo lo que sabe uno de los primeros damnificados puede ser Teixeira. Por lo pronto, Teixeira goza del “dolce far niente” en su mansión del litoral de Rio de Janeiro, donde se estableció tras vender otra, más fastuosa, en Miami, cuando percibió que el FBI le seguía los pasos.

“Si el escándalo finalmente compromete a Teixeira allí sí que Globo va a temblar, Teixeira es el verdadero hombre bomba de Globo”, aseguró el diputado Paulo Pimenta, en entrevista con este diario. El legislador viajó el mes pasado a España para indagar a un ex preso de la cárcel Soto del Real, en la periferia de Madrid, donde continúa detenido el ex titular del Barcelona, Sandro Borrel.

“La situación de Teixeira es muy comprometida, tiene orden de prisión en España, si él sale del país puede terminar como su antiguo socio Sandro Borrel. Por ahora se queda en Brasil y no abre la boca mientras se le garantice la libertad, y mientras Globo mueva sus ifluencias para que ningún juez lo investigue”, cuenta Pimenta.

Si el Fifagate se tramitara en los juzgados brasileños ni Globo ni Teixeira se verían afectados, porque “hay una explícita complicidad de la mayoría de los jueces con los medios, y es una complicidad que se hizo más fuerte con Lava Jato donde sólo se investiga a quien Globo quiere que se investigue”, plantea Paulo Pimenta.

Ocurre que el escándalo del fútbol se salió de la esfera de influencia de Globo, hasta adquirir una dinámica propia en la Justicia norteamericana, para la cual el Fifagate podría ser un correlato jurídico de una disputa diplomática mayor entre Estados Unidos y Rusia, cuya elección como sede del Mundial de 2018 fue votada por Teixeira.

Según un informe elaborado por la FIFA el presidente de la CBF entre 1989 y 2012 habría recibido coimas, para escoger a Rusia y Qatar como sedes de las próximas copas.

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