VIOMUNDO

Conjur e a ditadura judicial: Lava Jato grampeou de uma só vez 25 advogados e 300 clientes que não tinham relação com investigação

18 de março de 2016 às 09h48

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MEDIDA DISSIMULADA

Todos os 25 advogados de escritório que defende Lula foram grampeados

17 de março de 2016, 18h27

Por Marcos de Vasconcellos e Sérgio Rodas, no Consultor Jurídico

O juiz federal Sergio Moro não quebrou o sigilo telefônico apenas de Roberto Teixeira, advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas também do telefone central da sede do escritório dele, o Teixeira, Martins e Advogados, que fica em São Paulo. Com isso, conversas de todos os 25 advogados da banca com pelo menos 300 clientes foram grampeadas.

A interceptação do número foi conseguida com uma dissimulação do Ministério Público Federal. No pedido de quebra de sigilo de telefones ligados a Lula, os procuradores da República incluíram o número do Teixeira, Martins e Advogados como se fosse da Lils Palestras, Eventos e Publicações, empresa de palestras do ex-presidente.

E Moro autorizou essa escuta por entender que ela poderia “melhor esclarecer a relação do ex-Presidente com as empreiteiras [Odebrecht e OAS] e os motivos da aparente ocultação de patrimônio e dos benefícios custeados pelas empreiteiras em relação aos dois imóveis [o triplex no Guarujá (SP) e o sítio em Atibaia (SP)]”.

Procurados pela ConJur, os membros da força-tarefa da operação “lava jato” afirmaram que o telefone do Teixeira, Martins foi incluído no pedido por constar no site “FoneEmpresas” como sendo da Lils. Além disso, os membros do MPF ressaltam que Moro autorizou a interceptação. Uma busca pelo número de telefone no Google, no entanto, já traz em seus primeiros resultados o escritório de advocacia.

Os procuradores também argumentam que não juntaram transcrições das escutas do telefone central do escritório nos autos do processo — constando no relatório os registros das ligações envolvendo o número.

Celular rastreado

Sete dias depois de autorizar o grampo no escritório, o juiz da operação “lava jato” acrescentou ao grupo dos aparelhos monitorados o celular de Roberto Teixeira, conhecido por defender o líder do PT desde os anos 1980. “Não identifiquei com clareza relação cliente/advogado a ser preservada entre o ex-presidente e referida pessoa [Roberto Teixeira]”, diz Moro, em seu despacho.

Na decisão, ele ainda apontou que “há indícios do envolvimento direto” de Teixeira na aquisição do sítio em Atibaia (SP), que é alvo de investigações, “com aparente utilização de pessoas interpostas”, e se justificou: “Se o próprio advogado se envolve em práticas ilícitas, o que é objeto da investigação, não há imunidade à investigação ou à interceptação”.

A inviolabilidade da comunicação entre advogado e cliente está prevista no artigo 7º do Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/1994). Segundo a norma, é um direito do advogado “a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho, bem como de seus instrumentos de trabalho, de sua correspondência escrita, eletrônica, telefônica e telemática, desde que relativas ao exercício da advocacia”.

Porém, essas autorizações de interceptação de Sergio Moro mostram, segundo Roberto Teixeira e seu sócio, Cristiano Zanin Martins, que ele não respeita a defesa e o trabalho dos advogados. Para eles, o juiz “se utiliza do Direito Penal do Inimigo, privando a parte do ‘fair trail’, ou seja, do julgamento justo”.

E mais: o monitoramento do celular de Teixeira, conforme os representantes de Lula, “significa que a intenção do juiz e dos membros do Ministério Público foi a de monitorar os atos e a estratégia de defesa do ex-presidente, configurando um grave atentado às garantias constitucionais da inviolabilidade das comunicações telefônicas e da ampla defesa”.

Um exemplo disso é a interceptação da ligação que o petista fez para Teixeira no momento em que policiais federais foram à sua casa no dia 4 de março para conduzi-lo coercitivamente para depor. Assim, Moro e os membros do MPF e da PF já sabiam de antemão qual seria a estratégia de defesa que Lula usaria no interrogatório conduzido pelo delegado Luciano Flores de Lima.

Na visão de Zanin Martins e Teixeira, a justificativa do juiz federal para grampear o telefone do advogado — o fato de ele ter assessorado Jonas Suassuna e Fernando Bittar na aquisição do sítio de Atibaia — é a maior prova de que ele foi interceptado “por exercer atos privativos da advocacia — o assessoramento jurídico de clientes na aquisição de propriedade imobiliária — e não pela suspeita da prática de qualquer crime”.

Os dois profissionais lembram que essa não foi a primeira vez que Sergio Moro praticou um “ato de arbitrariedade” contra advogados. Para exemplificaram, eles destacaram que, no julgamento do Habeas Corpus 95.518, pelo Supremo Tribunal Federal, existem registros de que o juiz monitorou ilegalmente representantes dos acusados, “e por isso foi seriamente advertido pelos Ministros daquela Corte em 28.05.2013”.

Os sócios do escritório ainda alegaram que o fato de Sergio Moro atuar em um só caso, e com “pretensa jurisdição universal”, viola o devido processo legal e todas as garantias a ele inerentes.

Pedido à OAB

Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins pediram que as seccionais de São Paulo e do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil tomem “todas as providências cabíveis em relação a esse grave atentado ao Estado Democrático de Direito”.

Nas petições a essas instituições, eles argumentaram que “não se pode cogitar de erro” no fato de o MPF ter pedido – e Moro autorizado – a quebra do sigilo do telefone central da banca como se ele fosse da empresa Lils. Isso porque durante os quase 30 dias da interceptação, foram ouvidas diversas gravações que já começavam com a identificação do escritório de advocacia.

Cristiano Zanin Martins ainda ressaltou que espera que esses pedidos sejam encaminhados ao Conselho Nacional de Justiça, que pode tomar providências disciplinares contra Moro. O presidente da OAB-SP, Marcos da Costa, deferiu o pedido e determinou que sejam tomadas as “medidas necessárias para proteção e defesa das prerrogativas dos advogados”. O processo já foi autuado. Para o presidente da Comissão de Prerrogativas da entidade, Cid Vieira, é preciso tomar medidas enérgicas para que o Estado Democrático de Direito continue inabalável.

Entidades criticam

A OAB-RJ não perdeu tempo e já manifestou seu repúdio à decisão de Sergio Moro que autorizou as escutas do escritório. “Tal expediente, além de violar frontal e inequivocamente prerrogativa do advogado acerca da inviolabilidade telefônica quando inerente ao exercício da advocacia (artigo 7º, inciso II, da Lei 8.906/94), atenta gravemente contra as bases do Estado Democrático de Direito”.

Em nota, a Comissão de Prerrogativas da entidade disse que a ordem do juiz federal “representa vertente da lamentável tentativa de criminalização do exercício da advocacia”, e que trata o advogado como se fosse seu cliente.

O Movimento de Defesa da Advocacia, por sua vez, declarou que, em um Estado Democrático, não se pode admitir “qualquer relativização dos Direitos consagrados no artigo 7º da Lei 8.906/94, inclusive a inviolabilidade de correspondência telefônica, independentemente do fim a que se presta”.

Ataques de especialistas
Advogados como Wadih Damous, que também é deputado federal (PT-RJ), Alberto Zacharias Toron, Pedro Serrano e Fernando Fernandes também criticaram os grampos das conversas entre Lula e Teixeira, apontando que isso fere a inviolabilidade da comunicação entre advogado e cliente prevista no artigo 7º do Estatuto da Advocacia.

Segundo eles, a medida viola a Constituição e a Lei de Interceptações Telefônicas (Lei 9.296/1996), e ameaça o Estado Democrático de Direito.

Leia a nota do Teixeira, Martins e Advogados:

“Nota à sociedade

Tomamos conhecimento na data de ontem (16/03/2016) de que o Juiz Federal Sérgio Moro, acolhendo pedido de Procuradores da República da Força Tarefa Lava Jato, autorizou nos autos do Processo nº 98.2016.4.04.7000/PR, a realização de interceptação do telefone celular do advogado Roberto Teixeira.

O advogado Roberto Teixeira funciona naquele processo e em outros procedimentos a ele relacionados como advogado do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fato público e notório e comprovado por meio de procuração juntada aos autos e pelo acompanhamento pessoal de atos processuais. Isso significa que a intenção do juiz e dos membros do Ministério Púbico foi a de monitorar os atos e a estratégia de defesa do ex-Presidente, configurando um grave atentado às garantias constitucionais da inviolabilidade das comunicações telefônicas e da ampla defesa e, ainda, clara afronta à inviolabilidade telefônica garantia pelo artigo 7º, inciso II, do Estatuto do Advogado (Lei nº 8.906/1994).

Cite-se, como exemplo disso, a conversa telefônica mantida entre o advogado Roberto Teixeira e o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva no momento em que este último foi surpreendido, no dia 04/03/2016, pela arbitrária condução coercitiva determinada pelo próprio Juiz Federal Sérgio Moro. Toda a conversa mantida entre advogado e cliente e a estratégia de defesa transmitida naquela oportunidade estava sendo monitorada e acompanhada por Moro e pela Polícia Federal, responsável pela condução do depoimento.

A justificativa do juiz Moro lançada no processo para grampear o advogado foi a seguinte: “O advogado Roberto Teixeira, pessoa notoriamente próxima a Luis (sic) Inácio Lula da Silva, representou Jonas Suassuna e Fernando Bittar na aquisição do sítio de Atibaia, inclusive minutando as escrituras e recolhendo as assinaturas no escritório de advocacia dele”. Essa afirmação é a maior prova de que Roberto Teixeira foi interceptado por exercer atos privativos da advocacia — o assessoramento jurídico de clientes na aquisição de propriedade imobiliária — e não pela suspeita da prática de qualquer crime.

Moro foi além. Afora esse grampo ostensivo no celular de Roberto Teixeira, também foi determinada a interceptação do telefone central do escritório Teixeira, Martins e Advogados, gravando conversas dos advogados Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins e de outros membros que igualmente participam da defesa do ex-Presidente Lula e de seus familiares — inclusive no processo sob a presidência do Juiz Moro. O grampo do telefone central do escritório foi feito de forma dissimulada, pois o juiz incluiu o número correspondente no rol de telefones que supostamente seriam da empresa LILS Palestras, Eventos e Publicações Ltda., que tem como acionista o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A estratégia do juiz Sérgio Moro e dos membros da Força Tarefa Lava Jato resultou no monitoramento telefônico ilegal de 25 advogados que integram o escritório Teixeira, Martins & Advogados, fato sucedido com a também ilegal divulgação das conversas gravadas nos autos do processo, juntamente com a divulgação de outras interceptações ilegais.

Não é a primeira vez que o Juiz Moro protagoniza um ato de arbitrariedade contra advogados constituídos para assistir partes de processos por ele presididos. Por exemplo, no julgamento do HC 95.518/PR, pelo Supremo Tribunal Federal, há registros de que o juiz Moro monitorou ilegalmente advogados e por isso foi seriamente advertido pelos Ministros daquela Corte em 28.05.2013.

O Juiz Sérgio Moro se utiliza do Direito penal do inimigo, privando a parte do “fair trail”, ou seja, do julgamento justo. Não existe a imprescindível equidistância das partes e tampouco o respeito à defesa e ao trabalho dos advogados.

Atenta contra o devido processo legal e a todas as garantias a ele inerentes o fato de Moro haver se tornado juiz de um só caso, conforme resoluções emitidas pelo Tribunal Regional Federal da 4ª. Região e atuar com pretensa jurisdição universal, atropelando até mesmo o sagrado direito de defesa.

Além das medidas correcionais e judiciais cabíveis, o assunto será levado à Ordem dos Advogados do Brasil para que, na condição de representante da sociedade civil, possa também intervir e se posicionar em relação a esse grave atentado ao Estado Democrático de Direito.

Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins”

Leia a resposta do MPF:

“(1) Conforme consta na petição, o telefone foi obtido por fonte aberta na internet, como vinculado à LILS PALESTRAS (link: http://www.foneempresas.com/telefone/empresa/telefone-de-l-i-l-s-palestras-eventos-e-publicacoes-ltda/13427330000100), cuja quebra foi deferida pelo juízo.

(2) Nos relatórios juntados aos autos, não constam transcrições de diálogos do referido número como alvo.

(3) No entanto, constam no relatório ligações em que telefones de alvos mantiveram conversas com terceiros que utilizaram o referido número.

(4) Quanto ao referido escritório, cumpre rememorar ainda o quanto posto pelo Juízo na decisão proferida nos autos da interceptação, o que revela que Roberto Teixeira é investigado: ‘Rigorosamente, ele não consta no processo da busca e apreensão 5006617-29.2016.4.04.7000 entre os defensores cadastrados no processo do ex-Presidente. Além disso, como fundamentado na decisão de 24/02/2016 na busca e apreensão (evento 4), há indícios do envolvimento direto de Roberto Teixeira na aquisição do Sítio em Atibaia do ex-Presidente, com aparente utilização de pessoas interpostas. Então ele é investigado e não propriamente advogado. Se o próprio advogado se envolve em práticas ilícitas, o que é objeto da investigação, não há imunidade à investigação ou à interceptação.’

(5) Além de tudo isso, no evento 42 dos autos 5006205-98.2016.4.04.7000, Roberto Teixeira se tornou alvo da medida tendo sido diretamente interceptado e investigado em razão da existência de evidências de seu provável envolvimento em crime, o que torna a reclamação inócua.”

Leia a nota da OAB-RJ:

“NOTA OFICIAL

A Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Estado do Rio de Janeiro (OAB/RJ), a partir de posicionamento conjunto do Presidente Luciano Bandeira e do Vice-presidente Diogo Tebet, vem pela presente manifestar total repúdio à decisão emanada pelo Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba, determinando a interceptação telefônica dos advogados Cristiano Martins e Roberto Teixeira, a pedido da Polícia Federal.

Tal expediente, além de violar frontal e inequivocamente prerrogativa do advogado acerca da inviolabilidade telefônica quando inerente ao exercício da advocacia (art. 7º, inciso II, da Lei 8.906/94), atenta gravemente contra as bases do Estado Democrático de Direito.

Segundo disposição constitucional, a advocacia é função essencial à administração da Justiça (art. 133, da CF), sendo o advogado inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão.

A decisão em comento representa vertente da lamentável tentativa de criminalização do exercício da advocacia, operando indevida e reprovável confusão entre a figura do cliente e de seu patrono, merecendo, portanto, veemente repúdio.

A Comissão de Prerrogativas da OAB/RJ prestará assistência aos advogados que mantém inscrição nos quadros da Seccional do Rio de Janeiro”.

Leia a nota do Movimento de Defesa da Advocacia:

“Manifestação do Movimento de Defesa da Advocacia

Diante dos gravíssimos fatos noticiados na data de ontem, o Movimento de Defesa da Advocacia (MDA) manifesta sua enorme inquietude com a estabilidade das mais essenciais instituições políticas e jurídicas do país. Ninguém pode colocar-se à margem da Lei, inclusive integrantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

A inobservância do princípio da moralidade pública deve receber o veemente repúdio da sociedade. Os fatos devem ser devidamente investigados, e os culpados, punidos na forma da Lei.

O MDA, ademais, também repudia qualquer forma ou tentativa de violação das prerrogativas profissionais do advogado. Não se pode admitir, no âmbito do Estado Democrático, qualquer relativização dos Direitos consagrados no art. 7º da Lei 8.906/94, inclusive a inviolabilidade de correspondência telefônica, independentemente do fim a que se presta.

Rodrigo R. Monteiro de Castro

Diretor Presidente – Movimento de Defesa da Advocacia”

*Texto atualizado às 19h56 do dia 17 de março de 2016.

Leia também:

Professor critica Moro em emissora de rádio e juiz pró-Moro requisita gravação

Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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Urbano

19/03/2016 - 12h42

A lógica disso tudo é a de que deve haver, sem a menor sombra de dúvidas, um comitê de bandidos mercenários com muito poder e pouca idoneidade, comandados e guarnecidos por bandidos internacionais potentíssimos.

Responder

FrancoAtirador

18/03/2016 - 23h32

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Exonerado Assessor do Senado que grampeou Ministro Mercadante.
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Está publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (18)
a Exoneração de José Eduardo Marzagão, assessor de imprensa
do senador Delcídio do Amaral (sem partido- MS).
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Marzagão gravou duas conversas que teve
com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante,
na qual conversam sobre Delcídio.
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Os investigadores da Operação Lava Jato interpretaram a conversa
como uma tentativa de Mercadante para evitar que o senador fizesse delação premiada.
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A ordem para exoneração veio do presidente do Senado, Renan Calheiros,
sob a alegação de quebra de confiança.
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Vale lembrar que José Eduardo Marzagão é filho de Augusto Marzagão,
protegido de José Aparecido de Oliveira que, como Chefe de Gabinete
de Jânio Quadros, o levou para o gabinete do Presidente da República.
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Passou imune pelo Golpe de Estado de 1964 e foi trabalhar em Milão
como representante do Instituto Brasileiro do Café.
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Apesar de José Eduardo Marzagão ocupar cargo de confiança no gabinete de Delcídio,
segundo a assessoria de imprensa do Senado Federal, o presidente da Casa
pode exonerar qualquer servidor comissionado, tendo em vista que as contratações
não são um ato do gabinete e sim do Senado Federal.
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A mesma edição do Diário Oficial traz também a exoneração
do chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira Rodrigues.
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Rodrigues foi preso no final de novembro do ano passado, no
âmbito da Operação Lava Jato, juntamente com o senador Delcídio.
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(http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2016-03/renan-exonera-assessor-de-delcidio-que-gravou-conversa-com-mercadante)
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Responder

FrancoAtirador

18/03/2016 - 21h36

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Gilmar Mendes, que curiosamente foi nomeado Relator, ‘por sorteio’,
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em 7 das 10 Ações ajuizadas no STF para Suspensão da Posse de Lula,
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acaba de conceder Liminar deferindo um dos Pedidos do PPSDemB
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e mantendo as Investigações no Paraná com o Juiz de 1º Grau, Moro.
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Ex-Presidente ainda pode recorrer da decisão ao Plenário do Supremo.
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Responder

FrancoAtirador

18/03/2016 - 20h46

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Por Maioria dos Conselheiros Federais da OAB,
acaba de ser aprovada a Formulação de Pedido
de Impíxi que será oportunamente Protocolado
em Evento Midiático na Câmara dos Deputados.
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Responder

FrancoAtirador

18/03/2016 - 18h32

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“O juiz Sérgio Moro Abandonou os Devidos Meios Legais e Violou a Privacidade de Pessoas”
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“O que se viu no Paraná ontem, com pessoas cantando o hino nacional
e aplaudindo o Ministério Público, me causa grande preocupação”
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Podemos estar Dando de Comer ao Monstro que Pode Engolir a Cidadania”
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“Não Quero a Ditadura dos Homens Togados, porque Tenho Medo Delas Também”
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“Felipe Santa Cruz”
Presidente Seccional OAB-RJ
(https://www.facebook.com/FelipeOABRJ)
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(http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/na-o-quero-a-ditadura-dos-togados-diz-presidente-da-oab-rj-sobre-moro/340955)
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Responder

Jeferson

18/03/2016 - 15h52

Rodrigo Janot este é o chefe da quadrilha

Responder

Antonio

18/03/2016 - 15h00

Globo incendeia e sabota o país porque sua concessão vence em 2018

No blog do Eduardo Guimarães

Posted by Eduguin

Quem seria Sergio Moro sem a Globo? Como ele conseguiria subverter as leis, violar o Estado Democrático de Direito, proteger políticos de direita e linchar políticos de esquerda sem o apoio da Globo?

Moro/Lava Jato é a Globo e a Globo é Moro/Lava Jato. Não por conta do poder desse juizinho de primeira instância em busca de holofotes, mas pelo poder que a Globo lhe transferiu.

52 anos após ter desempenhado papel decisivo para solapar a democracia brasileira, mergulhando o país em 21 anos de ditadura militar, a família Marinho volta assumir o protagonismo do atentado à democracia.

Em uma edição de 1 hora, 1 minuto e 57 segundos, a emissora não tratou de outro assunto que não o golpe contra o governo legítimo de Dilma Rousseff, eleito por 54 milhões de brasileiros.

Antes de prosseguir, vale contextualizar a situação em que este texto está sendo divulgado. Hordas fascistas se espalham pelas ruas agredindo cidadãos que possam demonstrar opinião política diferente, em um processo que reedita, de forma apavorante, a ascensão do fascismo na Alemanha dos anos 1920/1930.

De onde vem isso? Na edição histórica (da forma mais negativa possível) do Jornal Nacional da última quinta-feira (17/03), o leitor começa a entender.
Por mais de uma hora, a emissora repisou fatos que todos já estão carecas de saber. E divulgou áudios que indispõem Lula com autoridades que irão julgá-lo.

Enfim, promoveu um linchamento e ofereceu à turba “motivos” para se manter mobilizada, ainda que tenha se limitado a divulgar conversas que não contêm qualquer ilegalidade.

Ao fim dessa maratona midiática, o atual robô teleguiado dos Marinho, William Bonner, teve a audácia de dizer que aquela emissora, que acabara de promover um dos ataques políticos mais furibundos que já se viu, não toma partido simplesmente por ser imprensa.

Quem viu e ouviu Bonner dizer essas coisas é capaz de se esquecer quanto a Globo já fez contra a democracia brasileira. E como foi através da política que a família Marinho erigiu esse império que esmaga quem quer que a ele se oponha.

O pior de tudo é que a própria Globo já admitiu – vá lá, ao seu modo cínico, debochado – que nunca se limitou, apenas, a informar. A Globo e seus penduricalhos (Folha de São Paulo, O Globo, Estadão e Veja) interferem há muito na política brasileira.

Dentre todo o mal que essa família já causou ao Brasil, está uma ditadura de duas décadas que, para desespero de qualquer pessoa sensata, começa a ser reeditada.

Confira abaixo, portanto, a confissão do mesmo Bonner no sentido de que não é verdade que “a imprensa apenas cumpre o dever de informar”, como ele diz no vídeo acima. A confissão mostra que o que Bonner chama de “imprensa” pode jogar uma nação no inferno.

Para concluir, vale explicar que a Globo não faz o que faz à toa, só para mostrar que pode ou porque acha Lula e Dilma feios e bobos. A Globo quer tirar o PT do poder e inviabilizar sua vitória em 2018 porque nesse ano sua concessão vencerá.

Muitos fascistas não sabem, mas a família Marinho não é dona da faixa do espectro radioelétrico por onde trafegam as ondas de rádio que colocam a programação dessa emissora na sua tevê. Essa faixa é uma concessão do Estado brasileiro.

A família Marinho teme que se Dilma chegar forte a 2018 e com Lula tendo chance de se eleger, o governo federal pode mandar para o Congresso uma medida propondo a não-renovação da concessão.

Ah, mas o Congresso jamais irá enfrentar a Globo, dirá você. Conversa. A Globo se mantém no “poder” na base da opressão, da intimidação. E seu poder ainda reside na transmissão pela TV aberta. Muitos políticos podem querer ajustar as contas com a Globo, se tiverem oportunidade.

Por fim, um recadinho ao senhor William Bonner: crie vergonha na cara, meu senhor. A história irá registrar com dureza o papel patético que o senhor desempenha ao mentir dessa forma vil a troco de algumas dezenas ou centenas de milhares de reais.

Responder

Fabio

18/03/2016 - 14h12

Ditadura judicial.
Estamos ferrados.

Responder

Mira

18/03/2016 - 13h33

Golpe é assim. Se vale das piores prerrogativas!!!

Responder

Urbano

18/03/2016 - 13h19

A república bandida da oposição ao Brasil é quem manda e desmanda, faz e desmancha. Pelo silêncio total da legalidade, só pode ter sido a ausência do chefe bulhões. Enquanto isso na oposição ao Brasil qualquer juizeco se transforma no mais decente e exímio jurista e que detém a consciência dos deuses para decidir sobre o destino da Nação. Só que esse destino é nada mais nada menos do que o lixo mais pútrido, onde os novos ricos e a zelite de boston festejam a tragicomédia escroque que está se fazendo contra o nosso Brasil, uma vez que bem mais importante do que este vem ser o umbigos deles.

Responder

Pedro

18/03/2016 - 13h02

A Dilma disse hoje que tomará todas as medidas cabíveis contra o grampo. Por que a AGU ainda não tomou essas medidas? Será que não existe nenhum tipo de recurso voltado para a suspensão IMEDIATA do magistrado por conta de indícios de prática de irregularidades processuais (na verdade, o grampo é mais que isso, é um crime)? O tempo não corre a favor do governo!

Responder

silvio

18/03/2016 - 13h02

Opa!!!!!!!!!!!!!! Voltar para o Moro? Vem cá? Esse cara acha que isso tudo que esse juiz fez ainda o habilita a investigar quem quer que seja? Deu né?!!!!!!!!!!!! Todos o advogados que defendem acusados nessa tal lava-jato devem pedir a transferência do processo para outro juiz!!!!!!! Se ela faz isso com presidentes da República o que não fará com pessoas comuns. E outra!!! Essa de deixar o cara preso até falar, não da mais para ser visto como algo normal, porque do contrário, será preciso reconhecer que o ex-presidente tinha razão: Estão todos acovardados!!!!!!

Responder

FrancoAtirador

18/03/2016 - 12h57

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Presidente da OAB Nacional emite Notinha Tímida: “Quando é no meu, Dói”
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(http://www.oab.org.br/noticia/29399/oab-condena-interceptacoes-telefonicas-entre-advogados-e-clientes)
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Conselho Federal da OAB e Colégio de Presidentes das Seccionais têm Reunião hoje (18).
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(http://www.oab.org.br/noticia/29397/oab-reunira-conselho-e-colegio-de-presidentes-nesta-sexta-feira-18)
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Responder

    FrancoAtirador

    18/03/2016 - 15h38

    .
    .
    Transmissão, em Tempo Real,
    a partir das 16 horas de hoje:
    (http://www.oab.org.br/tv/eventos)
    .
    .

    FrancoAtirador

    18/03/2016 - 17h24

    .
    .
    Em 1964, o Presidente do Conselho Federal da OAB
    Apoiou o Golpe de Estado Contra o Presidente Jango.
    .
    Em 20 de Março Daquele Ano, Um Dia Após a “Marcha
    da Família com Deus pela Liberdade” em São Paulo,
    Povina Cavalcanti convocou uma Reunião Extraordinária
    em que os Conselheiros Federais votaram pelo Golpe.
    .
    A Confissão Histórica está lá no próprio sítio da OAB Nacional:
    .
    “…setores conservadores, sob a liderança da ala ortodoxa da Igreja
    organizaram a Marcha da Família com Deus pela Liberdade,
    que reuniu mais de 500 mil pessoas nas ruas de São Paulo,
    a 19 do mês de março. No dia seguinte, os membros do Conselho Federal da OAB
    foram convocados, extraordinariamente, para debaterem”…
    .
    “Para o Conselho Federal da OAB,
    a Ação das Forças Armadas
    foi vista como uma Medida Emergencial”…
    .
    “Dessa forma, a Ordem Recebeu com Satisfação a Notícia do Golpe,
    ratificando as Declarações do Presidente Povina Cavalcanti,
    que louvaram a derrocada das forças subversivas [SIC].
    .
    Povina parabenizou a atuação do Conselho,
    considerando-a lúcida e patriótica ao alertar,
    durante a reunião realizada a 20 de março”…
    .
    “Em maio de 1964, Povina Cavalcanti
    ainda participou da comissão designada
    pelo presidente [SIC] Castelo Branco”…
    .
    “Passados os Primeiros Meses do Golpe,
    o Conselho Federal começou a vislumbrar
    a Verdadeira Face do Novo Regime,
    registrando o Crescimento do Autoritarismo
    e das Arbitrariedades Cometidas pelos Militares,
    que não manifestavam o desejo de abandonar o poder
    e convocar novas eleições, como era esperado.
    .
    O primeiro passo dado pela OAB para contrapor-se ao Regime
    ocorreu na Sessão de Junho de 1964, quando a Ordem decidiu
    que os Advogados com os Direitos Políticos Suspensos pelo Governo
    não estavam Impedidos de Exercer a Profissão.
    .
    O segundo passo foi concretizado
    na sessão extraordinária de 15 de Outubro,
    quando os Conselheiros protestaram contra os atentados
    e perseguições praticadas em prejuízo de advogados”…
    .
    (http://www.oab.org.br/historiaoab/estado_excecao.htm)
    .
    .

Sérgio Rodrigues

18/03/2016 - 12h24

Lei, rua e cadeia para esses criminosos encastelados nas Instituições do Estado brasileiro!…

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Helena

18/03/2016 - 12h13

Esse juiz moro é uma pessoa inescrupulosa, que atua sem nenhum “freio”, não se importando com o que destrói para atingir seus objetivos. É uma pessoa temerária. Já imaginaram ter uma pessoa dessa estirpe governando o Brasil? Ele atuará como um verdadeiro ditador e isso não podemos deixar que aconteça. Por isso vamos todos a Av. Paulista hoje, contra o golpe!

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Julio Silveira

18/03/2016 - 12h01

Denunciar só é pouco. Quem é, dentro da área jurídica, que sabendo disso, agora claramente, com se mostra, que ainda vai aceitar se submeter as prerrogativas que ele possui sabendo ser um tremendo transgressor?
O Moro envergonha a Magistratura, e deveria servir de exemplo até nas faculdades de direito como a mais perfeita mostra de despreparo para um cargo no judiciário. Escorregaram na sua avaliação psicológica, ou tem um padrinho muiiito forte.

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Alex

18/03/2016 - 11h50

Esse elemento, que se diz juiz, é um fora-da-lei, golpista e corrupto. Seu sigilo fiscal e telefônico deveriam ser quebrados, pois assim como aquele juiz do Eike Batista, ele bem pode estar se apoderando de parte das propinas nesses “acordos” de delação premiada. Assim como ele pode suspeitar das pessoas, as pessoas podem suspeitar dele.

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C.Paoliello

18/03/2016 - 11h39

Deveríamos copiar uma única lei que vige nos EUA: tornada pública qualquer prova, o processo é automaticamente anulado, assim também deveria ser quando qualquer das autoridades públicas envolvidas na ação judicial manifestar-se publicamente sobre ela.

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carlos

18/03/2016 - 11h15

Qual é a função da OAB, é isso que os advogados grampeados perguntam e a sociedade também não deveria saber?digo isso porque me disseram que ela não seria uma espécie de autarquia e como tal por ter sido criada por uma lei própria, e eu pergunto ele não teria sido criada por um decreto, de Getúlio Vargas? em 1930, aplicar as provas da ordem não seria pouco para ela e quando ela passa a cobrar uma mensalidade do advogado ela não estaria então exercendo o papel de um sindicato? Pois bem como no brasil hoje o corporativismo do judiciário, prevalece a ponto de se ouvir de um juiz dizendo que quer o golpe porque só dessa maneira o dólar poderia baixar pra ele ir todo mês pra Miami, eu só gostaria de dizer uma coisa que ela não é nem uma coisa nem outra porque houve um certo momento em que o próprio legislativo, questionou a aplicação de uma prova uma vez que o diploma legal, já seria suficiente para atuação do advogado.

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Osvaldo Antonio

18/03/2016 - 11h07

O ÁUDIO QUE A GLOBO ESCONDEU- DIVULGUEM AO MÁXIMO

https://www.facebook.com/comicaspoliticas/videos/1202784706407041/

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Seu Zé

18/03/2016 - 10h58

Se divulgarem os telefones que esse Sr Moro grampeou, bate os da famosa (esquecida) Kroll. Perguntem ao José Serra o ao Daniel Dantas.

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roberto

18/03/2016 - 10h37

O lema dessa droga de judiciário deveria ser: “Ilegaliza já”!

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    Ruy Teixeira

    18/03/2016 - 11h46

    O lema dessa droga de corrupção deveria ser “legalizar já”!

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