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Complexo de vira-latas: Como a elite brasileira enfiou isso na sua cabeça

05 de junho de 2014 às 17h05

Maringoni, um dos entrevistados: relembrando a teoria de Gobineau

sugerido pelo Bruno Silveira, no Facebook

O termo Complexo de Vira-Latas denomina um sentimento característico de determinadas classes da sociedade brasileira. Esse sentimento, marcado por derrotismo, pessimismo e má informação, está muito ligado à negação do que somos como brasileiros. O documentário O Complexo de Vira-Latas explica esse sentimento, discute o tema e faz um breve panorama social e político da realidade brasileira.

Direção
Leandro Caproni

Roteiro
Leandro Caproni
Priscila Chibante

Produção
Diego Silva
Bruno Silveira
Nathália Bomfim
Priscila Chibante
Bruno Aranha

Leitura da Crônica
Wallace Soares

Uma produção Cabrueira Filmes e Sem Cortes Filmes

PS do Viomundo: Se há, hoje, política cultural de Estado para mudar as coisas, desconhecemos. Sabemos que o Ministério da Cultura dá incentivos ao Holiday on Ice.

Veja também:

Igor Fuser: Com Aécio no poder, direita vai ganhar força para dar golpes na América Latina

O livro da blogosfera em defesa da democracia - Golpe 16

Golpe 16 é a versão da blogosfera de uma história de ruptura democrática que ainda está em curso. É um livro feito a quente, mas imprescindível para entender o atual momento político brasileiro

Organizado por Renato Rovai, o livro oferece textos de Adriana Delorenzo, Altamiro Borges, Beatriz Barbosa, Conceição Oliveira, Cynara Menezes, Dennis de Oliveira, Eduardo Guimarães, Fernando Brito, Gilberto Maringoni, Glauco Faria, Ivana Bentes, Lola Aronovich, Luiz Carlos Azenha, Maíra Streit, Marco Aurélio Weissheimer, Miguel do Rosário, Paulo Henrique Amorim, Paulo Nogueira, Paulo Salvador, Renata Mielli, Rodrigo Vianna, Sérgio Amadeu da Silveira e Tarso Cabral Violin. Com prefácio de Luiz Inácio Lula de Silva e entrevista de Dilma Rousseff.

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74 Comentários escrever comentário »

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levemente

08/06/2014 - 22h03

Morar no Brasil, em uma cidade como, digamos, o Rio de Janeiro, dá de dez a zero na qualidade de vida do morador da cidade (chinfrim) de Nova York. Os filmes protagonizados por Charles Bronson, alguns dos quais passados em NY City, não me deixam mentir. “Cidade de Deus” ou “Tropa de Elite”, tupiniquins, são certamente melhores filmes que o americano “Desejo de Matar”. Afinal de contas, portadores de cenário mais alentador. Nova York não tem a paisagem de um Rio de Janeiro da vida. Isso prova que Deus é brasileiro, sim! Saudações. E viva nosso novo complexo – o de super-homem.

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Eudes Hermano Travassos

08/06/2014 - 18h59

Ser classe média não é mole em lugar nenhum do mundo, no Brasil não é diferente e conta com mais um agravante, os restígios de um processo colonizador.
Ser classe média, quanto classe, ou seja, coletivo, é viver acalentando um sonho inalcançável, primeiro porquê ama e adora seu real adversário, segundo, porquê é quem fortalece todos os dias e protege este adversário.
Maquiavel disse ao príncipe que ao populum bastavam duas coisas : que permitisse continuar sonhando um dia poder ser um optmatium, e sentir-se tratado de tal forma honrados, ou seja, não lhe desonrassem; não desejassem suas mulheres; Mônica Lewinsk é um ótimo exemplo. Acho que isto define bem ser classe média, seu irrealisável sonho de subir a pirâmide social e chegar a ser um burguês, desta forma, vive de aparência para o povo, um conflito que se expõe e protege a burguesia, mãe de todo conflito social. Acima da classe média, a estrutura burguesa que nada lhe permite a não ser, gozar ter algo mais que o povo.

Responder

Eudes Hermano Travassos

08/06/2014 - 18h57

Ser classe média não é mole em lugar nenhum do mundo, no Brasil não é diferente e conta com mais um agravante, os restos de um processo colonizador.
Ser classe média, quanto classe, ou seja, coletivo, é viver acalentando um sonho inalcançável, primeiro porquê ama e adora seu real adversário, segundo, porquê é quem fortalece todos os dias e protege este adversário.
Maquiavel disse ao príncipe que ao populum bastavam duas coisas : que permitisse continuar sonhando um dia poder ser um optmatium, e segundo, sentir-se tratado com honra, ou seja, não lhe desonrassem; não desejar suas mulheres; Mônica Lewinsk é um ótimo exemplo. Acho que isto define bem ser classe média, a dor deperseguir seu irrealisável sonho de subir a pirâmide social e chegar a ser um burguês, desta forma, vive de aparência para o povo, um conflito que se expõe e protege a burguesia, mãe de todo conflito social. Acima da classe média, a estrutura burguesa que nada lhe permite a não ser, gozar ter algo mais que o povo.

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Claudius

08/06/2014 - 18h11

Se todos se pusessem a trabalhar no dia seguinte ao anúncio da sede brasileira da copa…
Se todos os estádios ficassem prontos… no prazo.
Se todas as obras de infra-estrutura ficassem prontas… no prazo.

Perdeu-se uma boa oportunidade de jogar para longe esse tal “complexo”.

Todos sabemos que somos bons, e somos mesmo. Somos muito melhores do que
isto que está aí, ou esteve aí nos últimos 60 anos. O que acontece…?!

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Gabro

08/06/2014 - 14h55

O complexo de vira-latas, na sua base, nao é um fenomeno psicologico. Ele se torna um fenomeno psicologico depois. Mas na origem ele está, isto sim, intimamente ligado à mentalidade de natureza colonial de nossa classe dominante e da classe média que se espelha nela, e depois tb nas classes mais baixas que se espelham na classe média (por que por exemplo ha tantos nomes de origem inglesa entre cidadãos de classes mais baixas?). O complexo de vira latas não é inveja dos gringos ou tentativa de se inspirar de coisas boas dos gringos para melhorarmos e desenvolvermos nossa propria sociedade; o complexo de vira latas é um sentimento de inferioridade e submissão voluntária e permanente, é o sentimento de que nosso lugar no mundo é por predestinação inferior, subordinado, periférico, dependente, etc. É um problema de opressão simbólica, claro, no sentido que a sociologia dá a este termo; é tb um problema psicologico de auto estima. Mas na origem ele está ligado antes à ideia que a nossa elite tem da posiçao que o Brasil deve ocupar no cenário mundial: a de simples fornecedor de bens primarios e mão de obra barata, a de simples mercado de consumo dos produtos e bens culturais vindos da industria dos paises dominantes, isto é, a de um papel periférico e subordinado ao desenvolvimento e mantenimento do bem estar de outras nações percebidas como centrais. A de um simples apêndice econômico politico militar e cultural. É um prolongamento da nossa condição de colônia, sobre a qual repousa a origem de nosso estado. Enquanto a nossa elite for uma elite de mentalidade colonial, enquanto ela considerar vantajoso manter uma estrutura neo colonial em vigor na nossa sociedade, havera complexo de vira latas entre nos. Quebre a estrutura colonial, economica e cultural, e o tal complexo desaparece junto. Nesse quesito vale uma comparação entre o Brasil e a Argentina, ou ainda entre o Brasil e pequenas nações europeias (tipo HOlanda, Austria, Portugal, Rep Tcheca, etc.)
abs

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anac

08/06/2014 - 10h08

Projeto de séculos da elite manter o povo preso psicologicamente aos grilhões da senzala. Para isso destroem sua auto estima, tendo o PiG como aliado nesse projeto de dominação. Assim alma, mente e coração do povo são mantidos prisioneiros dos antigos senhores de engenho, que permanecem para sempre tutores do povo e, principalmente, donos das riquezas produzidas. O povo sem direitos, nem a voz. O povo senhor apenas de obrigações. Pura perversão.

Responder

denis montanho de araujo

08/06/2014 - 02h20

Caramba, isso ai e o que chamam de documentário? meia dúzia de sujeitos aparentemente intelectuais e conhecedores de todos as soluções dos problemas dos brasileiros dando suas opiniões sobre uma frase que tenta definir a inferioridade de um povo? Ora, opiniões não passam de opiniões. Não são fatos. Esse discurso de que o povo não tem que se considerar inferior pois somos pentacampeões ,de que devemos ter orgulho da nossa forma de viver, de nossa alegria e hospitalidade, da nossa mistura de raças, bla… bla… bla… Esse tipo de discurso mostra bem como ate quem a primeira vista parece querer conscientizar, na verdade quer mesmo e garantir que as coisas continuem como estão. Sou brasileiro porque nasci no Brasil, vivo aqui, torço para que as coisas comecem a fazer sentido, que os que dominam saiam de sua burrice cega de que so mantendo o povo mal educado, mal remunerado e sem saude continuarão se deleitando com seus lucros absurdamente bilionários. O fato de ser brasileiro não me impede de ver que outras nações servem sim como exemplo de organização em alguns setores, no esporte por exemplo; alguem ai pode negar que o brasil faz muito pouco ou quase nada para apoiar aspirantes a atletas? em algumas raras exeçoes; quando o atleta depende mais de seu talento do que apoio financeiro ele consegue visibilidade. ai a mídia logo convoca o “orgulho brasileiro”. Sim, claro, pois vai gerar audiência e simultaneamente lucro. Eu me sinto sim um vira latas, dominado pelas circunstancias em que vivo, tenho consciência disso e e essa consciência que me faz discordar de “documentários” como esses.

Responder

    anac

    08/06/2014 - 10h15

    Não entendeu NADA.
    Mas Jesus alertou:“Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos dilacerem.” (Mt 7. 6)

    E como se trata de caso perdido e não vai entender NUNCA o documentário, nem desenhando, resta-nos seguir mais uma lição de Jesus, o divino: “Deixai-os; são cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco.” (Mt 15. 14)

    Rodrigo

    08/06/2014 - 22h57

    “Não entendeu NADA.”
    “E como se trata de caso perdido e não vai entender NUNCA o documentário”

    Então por que você não explica, já que és tão sábio?

    Pereira Passos

    26/06/2014 - 16h28

    Parabéns pela lucidez!
    “Complexo de vira-latas” foi uma expressão criada pelo radialista Nelson Rodrigues, dias após a derrota na Copa de 1950.
    Ele, na verdade, criticava a tristeza e, especialmente, o pessismismo que inundaram o país, fruto da perda de uma simples partida de futebol.
    Entendia que em sociedades mais avançadas isso jamais ocorreria, pois a consciência da realidade as fazem distinguir o que é ilusão do que é verdadeiro.
    Em 2014, a sociedade brasileira vive o “complexo de cão-de-raça”: torce pela seleção com amor quase patriótico (ilusão), mas critica claramente os custos da copa, relacionados com os problemas que enfrenta no dia-a-dia (realidade).

Estevam

08/06/2014 - 00h10

Caro Fernando, tudo aquilo que escrevestes no seu comentário é verdadeiro, lembra-se do “APAGÃO ELETRICO”, todo ele foi “PLANEJADO” para acontecer, e deu um prejuízo ao país na época, de mais de R$ 150 bilhões de reais, a finalidade do “APAGAÃO ELETRICO”, era de “DESVALORIZAR AS GERADORAS ESTATAIS DE ENERGIA ELETRICA, E FACILITAR A ENTREGA AOS BANDIDOS”, durante o “DESGOVERNO” do fhc, não se investiu um único centavo de real nas empresas estatais, e o “PIOR”, o fhc “COMETEU O MAIOR CRIME” as “MANUTENÇÕES PREVENTIVAS E CORRETIVAS FORAM SUSPENSAS”, o sistema trabalhava na “SOBRECARGA”, os transformadores só faltavam “EXPLODIR”, e os “CORTES DE CARGA (ENERGIA” era constante, o clima que imperava nas empresas era de “TERROR”, até “SUICIDIO” na empresa ocorreu, muitos “ATERRORIZADOS” com o “DEMISSÕES” que viria se aposentaram precocemente, e entraram em depressão, muitos viveram pouquíssimo tempo depois que se aposentaram, para que essas “DESGRAÇAS” não voltem a acontecer, é que devemos diariamente “ALERTAR” aos nossos familiares, amigos, visinhos, e colegas de trabalhos acerca daquele “TEMPOS DAS TREVAS”, muitas pessoas hoje estão sendo enganadas pela mídia e pelos políticos dos partidos de oposição, que querem “VOLTAR” ao poder não pelo voto, mas, por meios “SORDIDOS” da “MENTIRAS, CALUNIAS E DIFAMAÇÕES”, vamos alertar as pessoas “DESINFORMADAS” do “PERIGO” que elas correm, bem como nosso país.

Responder

    Mário SF Alves

    08/06/2014 - 13h11

    Parabéns, caro Estevam. É disso que se trata.

    Hoje sintetizo aquele tenebroso período ao qual você se refere numa única expressão: ataque neoliberal.

    Seus prepostos no Brasil, organizados em “partidos políticos”, agiram nem tanto como piratas, mas, muito mais precisamente como corsários.

Aroeira

07/06/2014 - 17h02

O termo é este mesmo: enfiar. Está ai o resultado: Alckmin com 46% na última pesquisa datafolha.

Bom, se o Alckmin tem a preferência de 46% dos eleitores paulistas (e eu aqui não estou discutindo os números da pesquisa), por que ele não se candidata a vice na chapa do Aécio?

Uma outra coisa: pela pesquisa, a maioria dos paulistas acha que a falta d’água em São Paulo é coisa insignificante e culpa de São Pedro, e que o trensalão é invenção do PT.

E o mais engraçado ainda: o operário paulista trabalha feito um burro de carga para comprar, à prestação, um televisor de 60 polegada, mas não para assistir a Copa do Mundo, que é coisa da Fifa e da Dilma, mas para assistir aos telejornais da Globo e da Bandeirantes antes de dormir. E dorme tranquilo e pesadamente like a log (como uma tora de madeira).

E sem informação e trabalhando que nem um robô, o cérebro atrofia, congela. Não se trata de burrice, mas de falta de tempo para avaliar o que a mídia corporativa lhes diz. É nesse quadro de falta de um tempo mínimo para cultivar o espírito que a sociedade se torna extremamente conservadora, incapaz de reagir à construção de uma sociedade um pouco mais civilizada e mais justa. E tende a aplaudir de pé as chacinas cometidas pelos justiceiros nos bairros periféricos.

Continuamos na contra mão do processo civilizatório. Até quando?

Responder

Murdok

07/06/2014 - 12h29

Que coisa maravilhosa esse documentário. Deve ser apresentado a todos os cidadãos brasileiros, aqueles que sempre acreditaram, que lutaram pelo nosso País.

Responder

Bonifa

07/06/2014 - 07h36

Foi um trabalho hercúleo das mídias brasileira e internacional. Ao fim do último governo Lula toda a elite estava encantada com o país, e socialites deram entrevistas à televisão falando que pela primeira vez tinham orgulho de falar em Paris que eram brasileiras. O maior trabalho antibrasil vem de fora, do círculo de nações hegemônicas do capitalismo, que não querem de modo algum que o Brasil se torne poderoso. Uma campanha de fora para dentro encontra no próprio Brasil o parceiro ideal, uma oposição que se apoia em propostas neoliberais coincidentes com os interesses de fora. Uma recaída do Brasil ao neoliberalismo garantiria que novo horizonte de riquezas pudessem ser somadas à exploração em benefício daquele círculo de nações, ao tempo em que garantiria que emergissem crises sociais insolúveis e a volta da semibacarrota permanente, o que para lisaria o Brasil e o faria dar marcha a ré, tristemente distante de uma possível aliança com os antigos parceiros BRICS. Foi um trabalho de formiguinha da imprensa, da mídia brasileira, que é a única fonte de informação da classe média, que foi destruindo aos poucos e depois aceleradamente aquele sentimento de autoestima que fazia com que as socialites se sentissem orgulhosas do país. É por isso que criaram também os movimentos anticopa, com o fim básico de evitar que a realização da copa e a atuação da seleção brasileira troxessem a ameaça da recomposição da elevada autoestima dos brasileiros.

Responder

    Julio Silveira

    07/06/2014 - 19h38

    Perfeito, Bonifa, perfeito.

    Mário SF Alves

    08/06/2014 - 13h24

    É… e a julgar do que podemos inferir desse embate é bem provável que o Felipão entregue a rapadura. É tanta ênfase nos pés do Neymar que a coisa toda já cheira a senha. Algo de tipo: Ih! quebrou o Neymar, pronto! acabou a Copa pra seleção [canarinho] do Brasil.
    ___________________________
    Seja como for, a tática adotada pelo midialão fora-da-lei é uma no cravo [pau no Governo que trouxe a Copa, desacreditar a capacidade administrativa do Governo e indiretamente o Brasil] e outra na ferradura [faturar, faturar e faturar; grana, grana e grana; $$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$, custe o que custar].

Tião Macalé

06/06/2014 - 22h34

Perfeito este vídeo:

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=2_WD7dqGbzk

Dá até para fazer uma melô da música: Eu não sou cachorro não…

Eu não sou cachorro, não
Para na TV ser tão humilhado
Eu não sou cachorro, não
Para ser….tão manipulado

Tu assistes e não consegues compreender
O que te mostram na tv…toda hora!
A TV só sabes maltratar-me
E é por isso que a audiência vai embora

A pior coisa do mundo
É achar-se informado, mas estar sendo enganado
Quem despreza o computador
Não consegue, ser feliz e estar no mínimo informado

A TV devia compreender
Que sem ti, eu tenho informação
Faça-me o favor, TV, pelo amor de Deus
Eu não sou cachorro, não

Responder

Marinho

06/06/2014 - 18h55

Esta semana no Repórter Brasil está com a matéria diária sobre complexo de vira-latas.Cada dia um enfoque . Vale a pena assistir pela Tv Brasil canal 166 espelha sky . Hoje eh a última matéria.

Responder

Messias Franca de Macedo

06/06/2014 - 18h43

[AINDA SOBRE ‘VIRA-LATICE’ MILITANTE!]

NO GOVERNO, O PT PASSOU A DESPREZAR OU ESQUECEU DE ESTABELECER O LÍDIMO CONTRADITÓRIO?!…

…Numa emissora de rádio AM, aqui em Feira de Santana, um dos programas “jornalísticos” é ancorado por um sujeito desqualificado e bajulador do prefeito (DEMo) da cidade! Todos os dias das 15h00 às 16h00 “o estropício militante sopra o microfone” para macular a honra do PT e dos simpatizantes do partido! Na tarde de hoje (06/06/2104), concedeu espaço para o pemedebista Colbert Martins, ex aliado dos presidente Lula e Dilma Rousseff! O parlamentar usou o espaço para desancar o governo federal: citou ‘a [decrépita] cifra factóide’ de 01 bilhão de reais relacionada aos supostos prejuízos da Petrobras associados à compra da Refinaria de Pasadena; detonou o projeto do governo Dilma em relação à criação dos ‘Conselhos Populares’: fez coro com o âncora no sentido de que o Brasil está se tornando pior do que uma ‘Venezuela chavista’; reforçou a bravata de que o governo Dilma pretende censurar a imprensa; levantou suspeição em relação à Caixa Econômica Federal e ao Banco do Brasil – operações de marketing com concessões de ingressos de jogos da Copa do Mundo para clientes ‘vips’;…

RESCALDO I: não aparece um filiado e/ou representante do partido para exigir o contraponto!
RESCALDO II: em situações imperiosas, o tal âncora entrevista políticos do PT! E nenhum dos entrevistados é capaz de insurgir-se contra a campanha difamatória perpetrada pelo energúmeno direitista raivoso! Pelo contrário, oferecem até afagos ao escroque;
RESCALDO III: permito-me utilizar o termo ‘escroque’ em referência a esse radialista porquanto nomenclaturas muito mais pífias e degradantes são utilizadas por este senhor em relação ao presidente Lula e à presidente Dilma Rousseff!

EM TEMPO: concordo plenamente com o catedrático e visionário jornalista Miguel do Rosário: “O problema do governo Dilma Rousseff é, sobretudo, de imagem, gerado pelo apagão na comunicação, e que agrava-se.”

EM TEMPO II: e a militância só comendo poeira – e ouvindo os desaforos dos representantes da [eterna] oPÓsição ao Brasil! “O cheiro do PÓ ‘cheiroso’ e dos cavalos ao do povo!”

Messias Franca de Macedo
Feira de Santana, Bahia
República de ‘Nois’ Bananas

– See more at: http://www.ocafezinho.com/2014/06/06/campos-cai-mais-e-empata-com-pastor-everaldo/#comment-35903

Responder

Regina Braga

06/06/2014 - 16h40

O Brasil é um país rico…em tudo.Um povo maravilhoso,inteligente,criativo,trabalhador,capaz…podemos e vamos ser a maior potência do Mundo.Mas a crença que foi implantada culturalmente,sempre que se olha para outros lugares,achamos que o nosso quintal é mais feio.Nós não fazemos corrida armamentista,mas podemos fazer uma corrida para a educação,saúde…e todas as reformas que precisamos…política,tributária,judiciária,segurança..e com a quebra da governabilidade,acredito que o complexo de vira saquinho,vai deixar de existir.Famos fazer do discurso as ações!

Responder

Romanelli

06/06/2014 - 14h31

pô ..jogou tudo o que eu escrevi fora ? Deu trabalho pra fazer Marcelo !!! digo, Azenha

valeu ..só pq eu ousei discordar ?

Só pq eu disse que “ter complexo de vira latas”, ao contrário do que a turma do PRAVDA nos tenta fazer pensar ..é se se inconformado com os CÃES DE RAÇA ..é se ser crítico, ATENTO, é saber aonde queremos chegar ..é termos a certeza de que somos melhor do que isso e que podemos mais, e que merecemos muito mais do que é esta realidade medíocre que astutos insistem em nos dizer que é com isso que temos que nos orgulhar.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    06/06/2014 - 14h51

    Não jogamos nada fora, Romanelli, especialmente opiniões valiosas como as suas. Deve ter caído no spam. Estamos desfalcados da Conceição Lemes, que fez uma cirurgia complicada e está em recuperação.

    Antonio Lopes

    06/06/2014 - 17h39

    Nossa vc está no tempo da guerra fria “Pravda”, meu deus que anacrônico……

    lulipe

    07/06/2014 - 13h29

    Esse tipo de imprensa é o sonho de todo petista, não é Antonio Carlos???

    anac

    08/06/2014 - 10h19

    Do jeito que vai, já, já retrocede até a idade media e cai na inquisição e cruzadas.

Julio Silveira

06/06/2014 - 13h26

Apesar da luta travada por muitos por uma contra cultura nacional, membros de nosso governo, com certeza sem dar-se por, e com certeza por terem estado mais vulneráveis, aos encantos e acenos dos formadores culturais extra-fronteiras, relutam em empreender uma agenda de valorização da nossa cultura e de estímulo a auto estima de nossa cidadania.
Estrangeiros aos montes vem aqui e vem qualidades que nos rebatemos por relutar em aceitar. Para mim um trabalho construído a varias mas principalmente com as internas na execução, para formar uma nacionalidade insegura de suas potencialidades e incapaz de se revelar oposição a ninguém, grandes e fracos.

Responder

    Julio Silveira

    06/06/2014 - 14h05

    Adendo corretivo:
    “com certeza sem dar-se por conta, e com certeza”…(l.2)
    “construído a varias mãos, mas principalmente”…(l.6)

Fernando

06/06/2014 - 13h02

Aos 57 anos, e há mais de 7 não tenho medo de levantar bem cedo, seguir para o trabalho e voltar bem a noitinha, afinal é meu negócio e razão de vida de muitos que como eu acreditam na realização pessoal de um sonho.

A luta é brava mas tem sido recompensadora. As oportunidades são maiores e o mercado é mais competitivo e muito menos cartorial. Tendo competência e afinco se consegue.

Pois bem, e tenho dito isso aos mais novos, retornar ao passado é uma coisa que deve ser temida. As forças do atraso estão ai prontas para retornar.

Aos meus 45 anos já era considerado um velho no Brasil, não haviam oportunidades, não havia crédito, não havia qualquer chance de apresentar um negócio em bases minimamente competitivas, as portas eram muito estreitas – aliás havia o terrorismo institucionalizado, se se perdesse o emprego era o fim do mundo, a chance de obter-se uma recolocação era remotíssima, já que a tendência do mercado de trabalho era trocar um profissional experiente e maduro, que porém tinha um salário considerado alto por 2 bem mais novos (e ávidos por uma oportunidade mesmo que miserável) e com salários significativamente menores e achatados.

O importante era criar o medo e a subserviência. Produtividade era irrelevante, o importante era custo baixo e assim a máxima margem, e dá-lhe aumentos de preços. Base de consumo pequena porém privilegiada, pagava qualquer desaforo. Assim as empresas brasileiras (veja que estou falando de coisa a 10 anos atrás) eram viciadas num ambiente de moleza e de baixa aplicação frente ao mercado – lembrar que a maioria trabalhava para sobreviver, levar pra casa a ração de alimentação, o que importava era a cesta básica.

As coisas mudaram significativamente, os mais jovens agora tem mais chance de especialização e menos ansiedade de entrar no mercado de trabalho, portanto não fazem mais o jogo vil do passado de aceitar qualquer coisa por uma oportunidade, são mais seletivos, com isso o mercado tornou-se muito mais justo e competitivo.

Acho que tudo isso é fruto deste robustecimento do padrão de vida do brasileiro. Porém acho que estamos ameaçados de uma volta ao passado, primeiro pela profunda incompreensão desse processo pelos mais jovens, que infelizmente não sabem o que significava a miserável situação da maioria dos trabalhadores brasileiros que viviam reféns de um ambiente de negócio tacanha e explorador.

Acho que além obviamente dos trabalhadores, as vitimas imediatas deste processo serão as pequenas empresas brasileiras, as maiores empregadoras e responsáveis pela profunda transformação do mercado de trabalho brasileiro. Elas se beneficiam de uma enorme base consumidora. Se ao contrário essa base sofrer um revés como desejam os arautos da volta ao passado, com seu discurso de “medidas impopulares” são elas e os trabalhadores (e ai me incluo nesta lista) o alvo a ser esmagado.

Na minha opinião as tais “medidas impopulares” são sinônimo de resgatar situações de privilégio e de cartórios. Ou seja, a idéia é acabar com esse discurso dessa gente mal cheirosa querendo e exigindo um padrão de vida melhor – tem que botá-los de volta ao lugar que sempre tiveram na sociedade brasileira, de subserviência e cabeça baixa.

Francamente não quero a volta disso, nem pra mim nem pra meus filhos!

Responder

    Mário SF Alves

    06/06/2014 - 14h40

    Não tenho a sua experiência de vida. Eu raciocino com base em outras vivências da realidade. Mas a inferir do seu depoimento, penso que você entendeu a causa de minha preocupação:

    “E, no caso de uma “deus livre e guarde” vitória da oposição conservadora, e a respectiva reedição do neoliberalismo no Brasil, o impacto socioeconômico negativo poderá ser tão pior ou mais grave do que foi sob os dois mandatos do FHC.”

    anac

    08/06/2014 - 10h23

    É quando o ARROCHO NEVES vai te pegar.
    Retorno triunfante do FMI, do pleno desemprego e consequentemente da falecias das empresas privadas pois os trabalhadores que perderão o poder de compra(consumo) desaparecerão.

    Antonio Lopes

    06/06/2014 - 17h43

    Concordo plenamente, juventude vão estudar e trabalhar não ouçam pessimismo desses idiotas da direta ou da extrema esquerda, eles não trabalham….

    Marcelo Sant'Anna

    06/06/2014 - 22h20

    Como concordo contigo meu irmão. No passado só tinhamos trevas, porém houve luz e não quero que se apague.

    Mauro

    06/06/2014 - 23h15

    Belo depoimento, parabéns.

Luiz Mendes Junior

06/06/2014 - 12h52

A inversão do complexo de vira-lata para o complexo do “malandro que não quer ser doutor” é, para mim, outra forma de manifestação do complexo de vira-lata. Vejo isso em parte de nossa elite humanista (mais no discurso que na prática, claro). Essa ideia de “deitado em berço esplêndido”. “Melhor futebol do mundo”, “país das riquezas naturais”. Num dos depoimentos, o entrevistado diz que aqui tem tudo. Aí está o problema. Quem tem tudo ou acha que tem não precisa buscar nada e fica no mesmo lugar. O Carnaval deve ser celebrado como manifesto da cultura nacional, mas a Oktoberfest de Blumenal não deixa de ser brasileira também. A afirmação de si pela negação do outro é um caminho reativo, uma forma de niilismo tão nociva quanto a negação de si a partir da afirmação desse outro, denunciada no documentário. Brasil é negro, brasil é índio, mas também é branco, também é loiro. Brasil é samba, mas pode ser Rock in Roll. Ou alguém esqueceu da triste passeata contra a guitarra elétrica nos anos 70. Foi contra essa variante do complexo de vira-lata que o Lobão escreveu seu Manifesto do Nada na terra do Nunca, mas nossa elite niilista não entendeu. Preferiu chamá-lo de reacionário quando ela age de forma reacionária. Imagine se os ingleses resolvessem não adotar e regurgitar o Rock in Roll, chamando-o de coisa de americano, no período de formação das bandas que invadiriam os states influenciadas por Elvis e afins. Imagina se o Japão renegasse a Disney em vez de produzir seus animes, ou os Italianos renegando o Western, em vez de reformulá-lo no Spaghetti. Fizemos isso com o futebol, mas podemos ir além, muito além. O Brasil é grande demais para se renegar e também para renegar nossas antigas metrópoles. Além disso, o exercício da auto-crítica é sempre saudável, o que é diferente do complexo do “nada presta” dos tempos de “Vale Tudo”.

Responder

Svibra

06/06/2014 - 11h00

Vai ter copa porém #nãovaiterglobo

Responder

Mário SF Alves

06/06/2014 - 09h41

Infelizmente o embate entre forças ideológicas no Brasil e no Ocidente, como um todo, chegou a um tal grau de radicalização que, para o “estado da arte” do capitalismo, refiro-me à crise atual [que não é só econômica], a única saída conservadora [ou extremamente conservadora] possível é o neoliberalismo. De preferência, em sua modalidade mais radical.
E, no caso de uma “deus livre e guarde” vitória da oposição conservadora, e a respectiva reedição do neoliberalismo no Brasil, o impacto socioeconômico negativo poderá ser tão pior ou mais grave do que foi sob os dois mandatos do FHC.
Portanto, em se tratando desse imenso, diverso, rico, ainda injustificadamente injusto e POTENCIALMENTE poderosíssimo país chamado Brasil um novo ataque neoliberal poderia ser fatal. Até porque, nenhum governante, eleito pelas forças conservadoras, e óbvio, representante do regime Casa-Grande-Brasil-Eterna-Senzala, teria como, hoje, sob regime democrático, dar conta desse maldito recado. Porém, uma vez no governo, ficaria muito mais fácil para essas forças a articulação de um novo golpe de Estado de direita. Aliás, dispensar-se-ia inclusive os aportes da CIA norte-americana. E, ironia do destino, sem as imprescindíveis e tão odiadas Reformas [Agrícola e Agrária] de Base, desta vez.
Att.,
Mário.

Responder

Wildner Arcanjo

06/06/2014 - 01h52

Para espantar o mau olhado (e toda a uruca que possa cair sobre nós). Nada como uma herança genuinamente Africana de nossa cultura. Dovo que está na nossa gênese, e que nos ensinou que podemos ser fortes até quando tudo e todos estão contra. Um povo que na música encontra a força para vencer os obstáculos. E VAMOS QUE VAMOS!!!

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=g9KZHT2UXpQ

Responder

ANDRE

06/06/2014 - 00h35

fugindo do assunto:
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-politica-e-a-economia-de-aecio/
A política e a economia de Aécio

Postado em 05 jun 2014
por : Paulo Nogueira

Me pedem que analise as propostas de Aécio em si tal como formuladas no Roda Viva.

Ao trabalho.

Mais que tudo, Aécio me pareceu tomado por idéias atrasadas em algumas décadas. Essencialmente, ele repete clichês do thatcherismo num momento em que nem os conservadores ingleses se atrevem a fazer isso.

“Medidas impopulares” é a expressão acabada do thatcherismo – a doutrina consagrada por Margareth Thatcher nos anos 1980.

Significa você favorecer o 1% em detrimento dos 99%. Armínio Fraga, o guru de Aécio na economia, é um thatcherista fanático.

Não surpreende que, recentemente, ele tenha dito que o salário mínimo cresceu demais nos anos do PT no poder.

Sabe-se hoje, com a distância de 30 anos no tempo, que a política econômica inspirada em Thatcher – e seguida por FHC em seus dois mandatos – leva a uma brutal concentração de renda.

O livro sensação dos homens públicos e economistas de todo o mundo hoje, O Capital no Século 21, do francês Thomas Piketty, trata exatamente disso.

Ora, o principal problema do Brasil é exatamente a desigualdade de renda. E Aécio vem com uma palataforma que não apenas ignora o problema como, se aplicada, o aprodunda.

É um caso de notável miopia e descolamento da realidade.

Em nenhum momento no programa Aécio usou a expressão “desigualdade social”, como se fôssemos uma Noruega ou uma Finlândia.

Na falta de ideias concretas, ele recorre a platitudes. Falou mais de uma vez no “aparelhamento” do Estado pelo PT.

Ora, que partido em todo o mundo ocupa os cargos públicos com pessoas de outros partidos?

Isso não acontece nem na Escandinávia.

No próprio PSDB, Serra deu cargos a Soninha e filhas no governo paulista. Em uma semana, a pedido do então impoluto senador Demóstenes Torres, Aécio, então governador de Minas, arrumou um emprego na máquina mineira para uma sobrinha de Cachoeira.

FHC deu um cargo vital em seu governo – diretor da Agência Nacional do Petróleo – a seu genro David Zylbersztajn. Bastou Zylbersztajn se separar da filha de FHC para sua posição na ANP ficar insustentável.

Outra platitude é “ética” – o último refúgio dos conservadores brasileiros desde a UDN de Carlos Lacerda.

Aécio, no Roda Viva, mais uma vez trouxe a “ética” ao debate. Ora, se não fosse um programa chapa branca, alguém lhe perguntaria: “Senador, como seu partido concilia ética com a permanência por tantos anos no Tribunal de Contas de SP de alguém como Robson Marinho mesmo depois de ser fartamente comprovado que ele se locupletou com propinas?”

Talvez Aécio pudesse ser convidado por algum jornalista ali no programa também a dizer algumas palavras sobre a conhecidíssima, mas jamais coberta decentemente pela imprensa, compra de votos no Congresso para que FHC pudesse se reeleger.

Mas não foi isso que se viu.

Sem que lhe fosse perguntado, Aécio se declarou contra a regulação da mídia, que chamou pejorativamente de “controle social”.

Ali mais uma vez ele mostrou que confia que o apoio dos barões da mídia – a voz do 1% — vai levá-lo longe na disputa pela presidência.

Ele parece esquecido do que aconteceu com seu antecessor na disputa presidencial, Serra. A despeito de todo o apoio -–que culminou no antológico Atentado da Bolinha de Papel do Jornal Nacional – a expedição terminou em lágrimas e em ruínas, à míngua de votos.

Serra entrou nas campanhas certo de que subiria a rampa do Planalto pelas mãos dos amigos donos das empresas jornalísticas e terminou batido até na tentativa de ser prefeito de São Paulo.

Aécio pode seguir um percurso parecido em sua Minas, pelo jeito como vem se comportando.

Responder

FrancoAtirador

06/06/2014 - 00h19

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04/06/2014
Observatório da Imprensa

O velho complexo de vira-latas

Por Luciano Martins Costa, no programa nº 2335*

A imprensa brasileira reproduz, nesta quarta-feira (4/6), resultado de pesquisa feita pelo Pew Research Center, um dos mais conceituados centros de pesquisa dos Estados Unidos.

Cada um dos três principais diários de circulação nacional priorizou um subtema do estudo, dividido em quatro campos: a Copa do Mundo, a situação econômica do País, a reputação dos principais líderes políticos e o lugar do Brasil no mundo.

As conclusões são tiradas a partir de 1.003 entrevistas diretas com pessoas acima de 18 anos, entre os dias 10 e 30 de abril deste ano, e a margem de erro é de 3,8 pontos porcentuais.

A consulta tem alcance restrito e pontual, seus resultados foram claramente influenciados pelo auge das manifestações contra a Copa e pelo noticiário negativo sobre a economia, além das denúncias de corrupção na Petrobras.

Possivelmente por considerar esses aspectos, o Estado de S. Paulo e a Folha de S. Paulo deram pouca importância a ela.

O Estado escolheu o pessimismo com relação à economia como ponto mais importante da pesquisa, afirmando que a expectativa dos brasileiros desabou no período de apenas um ano, a partir das manifestações iniciadas em junho de 2013.

Curiosamente, o tradicional jornal paulista relaciona os protestos à situação econômica, expondo um aspecto contraditório do estudo, ao observar que 72% citaram a suposta falta de oportunidade de trabalho, quando os dados do período apontam um índice de desemprego inferior a 6%.

A Folha de S. Paulo, com um texto menor e de menos destaque, concentra sua abordagem no tema da Copa do Mundo, retratando a falta de informação da maioria dos entrevistados sobre a organização do evento, seus custos e a participação do poder público.

O Globo é o jornal que explora mais o resultado geral da pesquisa, com manchete principal e reportagem de página inteira, na qual apresenta um dado que distorce a compreensão do estudo. “Brasil: 72% de insatisfação”, diz o título.

É o complexo de vira-latas rosnando mais uma vez.

Uma visão negativa

Quem quiser conhecer os dados completos e a análise oficial deve acessar o site do Pew Research Center
(ver aqui: http://www.pewglobal.org/2014/06/03/brazilian-discontent-ahead-of-world-cup).

Ainda assim, é preciso manter o senso crítico, pois mesmo o texto original contém pelo menos um erro primário e algumas avaliações questionáveis.

Por exemplo, no primeiro parágrafo pode-se ler que “o humor nacional do Brasil está amargo, após um ano em que mais de um milhão de pessoas tomaram as ruas das principais cidades do país para protestar contra a corrupção, a inflação crescente e a falta de investimentos do governo em serviços públicos como educação, saúde e transporte público, entre outras coisas”.

Ora, todo cidadão que acompanhou com razoável interesse os protestos iniciados em junho do ano passado sabe que inflação não foi uma das motivações das passeatas, que começaram com o tema dos transportes públicos e depois se fragmentaram em reivindicações específicas.

O que houve foi muita notícia tendenciosa sobre variações de preços, o que mostra que os analistas do Pew Center foram condicionados pelo noticiário catastrofista da imprensa.

A pesquisa aponta uma queda geral na credibilidade das instituições, entre as quais o poder público (representado pelo governo), a polícia, os militares, e a imprensa – que caiu 12 pontos porcentuais em sua reputação.

As lideranças religiosas foram as únicas que não perderam a confiança da população, ganhando 2 pontos porcentuais em relação a estudo semelhante feito em 2010.

Os jornais, evidentemente, passam ao largo da informação sobre a queda de sua própria credibilidade, embora se pudesse questionar esse dado, uma vez que se revela a forte influência do noticiário pessimista sobre o estado de ânimo da sociedade.

Outro aspecto interessante a se destacar é o fato de que a presidente Dilma Rousseff aparece com popularidade em declínio, embora conte com 51% de avaliações favoráveis, mas seus principais oponentes na disputa eleitoral são ainda mais rejeitados pela amostragem consultada: o senador Aécio Neves (PSDB) tem 53% de desaprovação, com 27% de simpatizantes, e o ex-governador Eduardo Campos é rejeitado por 47%, contra 24% de pessoas que o julgam favoravelmente.

Conclusão: o Estado e a Folha perceberam a irrelevância da pesquisa, e o Globo usa dados que retratam uma circunstância superada, para justificar sua visão negativa da situação nacional.

*Ouça aqui: (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/files/mp3/observatorionoradio04062014.mp3)

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/radios/view/gt_gt_o_velho_complexo_de_vira_latas_lt_br_gt_gt_gt_uma_visao_negativa_1
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Responder

    FrancoAtirador

    06/06/2014 - 01h02


    WASHINGTON DC USA
    US Department of State
    PRESS RELEASE

    03/06/2014
    Comunicação Millenium

    Pesquisa de instituto Pew Research Center dos EUA
    revela que 72% dos brasileiros estão insatisfeitos


    Fonte: O Globo


    Read also:

    MAY 21, 2014

    http://www.pewresearch.org/fact-tank/2014/05/21/in-the-polls-tea-party-support-falls-among-republicans

    Mário SF Alves

    06/06/2014 - 11h06

    Afinal é Pew ou é Pow?

    Situação no Brasil, segundo a Pew:

    Resultado: uma situação esquizofrênica.
    O país nunca esteve tão bem, com desemprego tão baixo, com salário mínimo tão alto, com tantos projetos de infra-estrutura em andamento, com tanto petróleo, com tanta agricultura, com tantos programas sociais, com tanto investimento em educação, com tantas novas perspectivas de desenvolvimento, e mesmo assim, vivemos uma crise sem precedentes de “insatisfação”.
    Agora é uma questão urgente. Não é nem mais o caso de esperar uma nova regulamentação da mídia. O governo tem de tomar uma atitude emergencial para curar essa praga de mau humor que se espalha pelo país, disseminada diariamente pela grande imprensa.
    É preciso um plano. Não adianta propaganda institucional na TV. É preciso investir na internet. Em debates, em interação. Em aumento da banda larga. Cadê o ministro da Comunicação? Para que ele serve? Ou melhor, a quem ele serve?
    Esse é o preço por ter abandonado o Twitter assim que terminou as eleições em 2010. Esse é o preço em acreditar demais em marketeiros que só pensam em TV num mundo cada vez mais interativo e digital.
    Não sei se dá tempo para mudar isso antes das eleições, mas alguma coisa tem de ser feita, com urgência.
    Os brasileiros não são mau humorados por natureza. Mas precisam de estímulos psicológicos, como todo mundo. Pra começar, precisam de informação, que é um direito humano básico, e condição essencial para a democracia. Não estão obtendo isso. O Brasil vive um apagão na comunicação de proporções trágicas. Ninguém sabe o que está acontecendo no país. A imprensa não informa e o governo acredita que o João Santana vai resolver tudo quando começar a campanha na TV.
    Fonte: http://oblogdoabelha.blogspot.com.br/2014/06/36-o-cafezinho-de-hoje.html
    _________________________________
    Fora do Brasil, segundo a Pew [a Pew fora do Brasil!]:
    https://lh6.googleusercontent.com/-l-g95do0BVs/U3IAauZFQwI/AAAAAAAAFtM/MZUw4JFwlQk/w426-h910/Screen+Shot+2014-05-13+at+7.28.59+AM.png


    Mário SF Alves

    06/06/2014 - 11h17

    Em tempo:

    Notar a influência danosa/condicionadora da mídia sobre opinião “pública” tanto aqui como lá.

    Das duas uma: ou povo anda endoidado pela mídia fora-da-lei, ou as pesquisas são manipuladas ao extremo.

    Deve ser o tal princípio básico da amostragem estatística, o famoso tamanho ideal da amostra. E por que não, os critérios estabelecidos na própria amostragem.

    Bom, seja como for, em situações como essas, nessas horas, a exemplo do futebol, somos todos técnicos. Agora, em assuntos governamentais, claro.

    Antonio Mota

    10/06/2014 - 18h10

    Essas pesquisas devem ter em suas ” objetividades ” os mesmos interesses do que um dia visionaram as armas químicas de destruição em massa do Iraque, ESTÓRIA amplamente divulgada pela Imprensa, discutida e explicadas pelos Senhores de rico curriculum Harvardianos, Hollewoodeanos e porque não Disneydianos.

Igor

05/06/2014 - 23h31

Que maravilha de documentário. Que sirva pra que muitos percam a vergonha de torcer pro Brasil.

Responder

Dudu, o outro

05/06/2014 - 23h31

Eu fico imaginando, caso o Aécio ganhe a eleição, como ele e a mídia vão lidar com a imagem do ruim do Brasil que eles estão tentando construir, depois que o Lula e a Dilma limparam essa imagem que andava suja nos tempos do FHC.

Copa não é tudo, mas falando nela, o FHC tentou trazer a copa de 2006 para o Brasil, quando ele era presidente. Mas não conseguiu. Porque?

Conversando com pessoas que têm essa ideia de boicotar a copa, é visível que são ingênuas demais, pois não percebem que estão fazendo o jogo da direita e da mídia, em particular da GLOBO, ABRIL, FOLHA e ESTADÂO, que precisam por o PSDB de volta para sugar novamente o Brasil. No caso da GLOBO, para não pagar o imposto sonegado.

Parabéns aos ingênuos. Ah! Não são ingênuos? Ok. Então só há duas opções: ou são de direita mesmo (com todo o direito de o serem), ou são BURROS!

Responder

    Sonia

    06/06/2014 - 10h50

    Concordo com sua fala, menos o ano que FHC tentou trazer a copa do mundo pro Brasil… em 2006 já estava como presidente da república o Lula!
    acho que um erro seu de digitação, não?

FrancoAtirador

05/06/2014 - 23h23

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4 de junho, 2014 – 10:20 (Brasília) 13:20 GMT
BBC Brasil

A cerca de uma semana para a abertura do torneio, a presidente Dilma Rousseff recebeu para um jantar no Palácio da Alvorada um seleto grupo de correspondentes estrangeiros, entre eles, o correspondente da BBC no Rio, Wyre Davis.

Leia a seguir o relato do jornalista britânico Wyre Davis:

Ela adora seriados britânicos de época e sonha com a anonimidade de uma vida “normal”.
Também se orgulha de apresentar aos seus convidados o local que chama de casa – certamente um dos mais finos projetos do arquiteto Oscar Niemeyer – e admite ter passeado por Brasília na garupa de uma moto.

Dilma Rousseff também defende com paixão a forma como o Brasil organizou e se preparou para a Copa do Mundo de 2014.

A presidente eleita de 200 milhões de brasileiros raramente dá entrevistas, muito menos para a imprensa estrangeira.

Mas estes são tempos importantes para o Brasil, país que se encontra no centro da atenção global, nem toda ela positiva.

Faltando apenas uma semana para a abertura do torneio, a presidente me pergunta se eu acho que não vai ter Copa. A pergunta é retórica.
“Claro que vai ter!”, responde, “e tudo vai estar pronto!”.

Ela diz que os grandes projetos de infraestrutura só são entregues na última hora “em todo lugar do mundo”.
Mas afirma que “estas obras ficarão prontas porque são projetos essenciais para todo o país, não apenas para a Copa”, defende.
“Você não consegue terminar um metrô em dois anos. Pelo menos não no Brasil. Talvez só na China.”

‘Soluções macro’

Nosso seleto grupo conversa observando os agradáveis jardins do Palácio da Alvorada.

Concordando em discordar sobre se os problemas serão esquecidos quando a bola começar a rolar, no dia 12 de junho, passamos à sala de jantar.

Dilma, a líder normalmente reticente, relaxa.

Enquanto os jornalistas se esbanjam em filé e moqueca de camarão, a presidente prefere um modesto prato de massa e não leva uma gota de álcool aos lábios em toda a noite.

Ela minimiza o que chama de histórias de horror reproduzidas pela imprensa sobre os possíveis problemas de transporte durante a Copa do Mundo, a segurança dos estádios e até uma epidemia de dengue.

Sua informalidade com pessoas que acaba de conhecer é cativante. Sua compreensão dos detalhes de questões de políticas públicas, especialmente macroeconômicas, é convincente.

A sensação é de que, apesar de estar absorvida pelas quatro semanas que duram a Copa do Mundo, suas preocupações reais são os desafios de longo prazo enfrentados pelo país.

“No Brasil, não temos projetos pequenos”, conta, enquanto defende a resolução dos problemas brasileiros através de “soluções macro”.

Cita como exemplo os projetos de levar energia elétrica a milhões de brasileiros que vivem nas regiões mais pobres.

Dilma indica que, se for reeleita para um segundo mandato, não mexerá nos seus princípios de política econômica, que críticos veem como protecionista, marcada por excessivo intervencionismo estatal.

A presidente de centro-esquerda cita com orgulho os benefícios que tiraram 30 milhões de brasileiros da pobreza e rejeita a ideia de um livre mercado. Diz que o Estado é necessário para alcançar “melhoras” nos serviços públicos, especialmente na educação.

Política internacional

Um segundo mandato de Dilma Rousseff prometeria maior engajamento no cenário internacional.

Uma das razões por que a imprensa estrangeira raramente tem acesso a ela é o fato de sua plataforma dar tão pouco espaço à política externa.

No alto desta agenda está reparar as relações com os Estados Unidos.
A presidente cancelou uma visita de Estado a Washington no ano passado após revelações de espionagem, de que ela, ministérios, empresas e cidadãos brasileiros teriam sido alvos.

Durante o jantar, Dilma reafirma que deseja um sinal claro de que a espionagem não voltará a ocorrer.

Ao mesmo tempo, afirma que o relacionamento Brasil-Estados Unidos vive apenas uma “pausa” e não uma paralisia.

“Temos uma parceria forte, estratégica com os Estados Unidos, e tenho muito respeito pelo (presidente americano, Barack) Obama”, afirma.
“Não estamos casados, mas estamos meio que namorando”, brinca.

Dilma receberá no dia 17 de junho, em Brasília, o vice de Obama, Joe Biden [!!Cuidado!!!] – que assistirá no dia anterior à estreia da equipe americana na Copa.

A conversa inevitavelmente retorna ao Mundial.

Sem ser questionada, Dilma fala dos protestos, e diz que os manifestantes têm “100%” de direito a se manifestar.

Mas ressalva que “a maioria dos brasileiros está apoiando a Copa” e os manifestantes não podem “interferir ou atrapalhar” o torneio.

Seu governo agora parece determinado a não deixar que os protestos ganhem força, como ocorreu em junho de 2013.

A mobilização de milhares de policiais e soldados nas ruas brasileiras será acompanhada de perto pela imprensa.

Democracia

Dilma Rousseff tem orgulho da democracia brasileira cada vez mais forte.

E acredita que o país está no caminho certo, apesar da violência nas grandes cidades. Rejeita que seu governo esteja “usando” o torneio para colher benefícios políticos.

“Eu estava na prisão na Copa de 1970. Havia uma ditadura brutal no país”, relembra Dilma.
Em meio à repressão e a tortura, muitos questionavam se seu seu apoio à Seleção significava apoiar o regime.
“Agora é diferente. O governo ajuda a organizar a Copa mas não vejo uma relação política entre as duas coisas.”

A noite com a presidente termina com anedotas sobre como adoraria poder caminhar pelas ruas sem ser notada e sobre seu paixão pela leitura.

Dilma está na casa dos 60 mas não dá sinais de desacelerar.

Mesmo dormindo apenas seis horas por noite – “nem de longe” o suficiente, diz – ainda encontra tempo para ciceronear jornalistas pelo Palácio da Alvorada e posar para fotos.

É um exercício de relações públicas para uma presidente que será pressionada a aparecer mais claramente no cenário internacional se for reeleita para um segundo mandato.

Para mim, foram horas valiosas ao lado de uma das líderes mais poderosas, porém menos compreendidas, do mundo.

(http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/06/140604_wyre_dilma_pu.shtml)
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Responder

lukas

05/06/2014 - 22h26

Esta Copa está mostrando ao mundo o que somos e do que somos capazes.

Responder

    Rodrigo

    06/06/2014 - 03h24

    Do que não somos capazes, lukas. 7 anos para erguer 12 estádios e ainda não terminamos, sem contar as prometidas obras de infra estrutura prometidos que não vieram.

    Cabe a muitos aqui esquecer um pouco o partidarismo e encarar os fatos com serenidade é um pouco de independência ideológica. Os governos federais e estaduais fracassaram sim. superfaturaram obras e não as entregaram 100% completas.

    Deixem de confundir a indignação pelo gasto desenfreado em obras faraônicas que depois de julho virarão elefantes brancos com complexo de vira latas. Se fosse o governo federal do PSDB, a maioria dos “Torcedores de partidos” daqui estaria espumando pela boca e só esperando uma brecha para tacar fogo em tudo.

    Bom senso é algo que falta e muito nos ditos ideologos deste pais, sejam esquerdistas ou direitistas.

    Mário SF Alves

    06/06/2014 - 11h51

    “Se fosse o governo federal do PSDB, a maioria dos “Torcedores de partidos” daqui estaria espumando pela boca e só esperando uma brecha para tacar fogo em tudo.”

    ________________________________
    Concordo. É bem possível que você tenha razão quanto a isso. Porém, ao se admitir tal hipótese, seria de “bom alvitre” considerar que:

    1) Com o radicalismo neoliberal adotado por este partido durante os governos FHC e com o forte “aporte” ideológico da mídia, possivelmente o Brasil já nem existisse mais como país soberano e independente. Vide Portugal, Grécia, Espanha e outros praticamente governados pela Troika;
    2) Parte significativa do população mais pobre do país e “naturalmente” excluída em tal modelo não suportaria o tranco e parte dela já poderia ter sucumbido;
    3) Nós, eu, você e boa parte da torcida do Flamengo, se sobrevivêssemos, estaríamos morando em ambientes cercados contra vândalos de toda e qualquer natureza.
    _________________________________
    Troika:


    Então? É pra pensar ou não?

    Julio Silveira

    06/06/2014 - 13h37

    Mario, sei que devemos mostrar e lero lero e blá blá, mas acho que não adianta conversar com pedras.
    Essa turma que vem aqui, já conclui, não vem atras de fatos, nem de números, são como os tais zumbis que os yankes estão se preparando para combater. A diferença é que esses, que nem podemos chamar de nossos, por que sequer sabem ver os fatos que são bons para eles, ainda mantém o corpo mas perderam o cérebro. E como se vê lá nos states, isso exige um trabalho de estado para tratar.

    Mário SF Alves

    06/06/2014 - 14h59

    “Se fosse o governo federal do PSDB, a maioria dos “Torcedores de partidos” daqui estaria espumando pela boca e só esperando uma brecha para tacar fogo em tudo.”
    ____________________________
    Ora, por favor, não nos meça pela sua régua.

    Mário SF Alves

    06/06/2014 - 15h02

    Generalizações. Medíocres e antieconômicas generalizações. Fujamos delas, Rodrigo. Mesmo porque isso não é nem um pouco científico.

    Rodrigo

    06/06/2014 - 16h06

    Julio Silveira.

    “Essa turma que vem aqui, já conclui, não vem atras de fatos, nem de números, são como os tais zumbis que os yankes estão se preparando para combater”

    Quer números e fatos? Dê uma olhada nos orçamentos e custos finais de qualquer um dos estádios construídos na copa. Mas se você acha normal que jogar 2 bilhões de reais num estadio que no pós copa só irá receber jogos da série D para 300 pessoas, então creio que a pedra daqui é o senhor.

    Em tampo essa conversa de Yankee pra cá e yankee pra lá é tão anos 80. Acho que já é hora de virar o disco, não?

    Julio Silveira

    06/06/2014 - 17h09

    Não Rodrigo, não se deve esquecer, eles não nos esqueçem, e é por essas e outras que digo que vocês perderam o cérebro. Quanto a não saber dos números e estatísticas daqui do Brasil, me desculpe mas você confirma minha tese e no teu caso especifico deves ter vindo fugido de lá, lá eles caçam zumbis, rsrsrs.

    Julio Silveira

    07/06/2014 - 12h28

    Rodrigo vejo que estas começando a frequentar este espaço, e erroneamente acha que minha critica a você é por sua critica ao PT, se engana por que sou um dos participantes, que sem ser anti PT, faz muitas criticas ao partido. Mas a diferença que vejo entre eu e você é que responsavelmente eu quero mais, quero uma política a altura da nossa melhor gente, mas não me deixo levar pelas aleivosias que os politicamente descontentes com as conquistas já trazidas por esse partido no comando do Brasil já trouxeram, conhecendo os espertalhões que tiveram oportunidade de oferecer mais e melhor sempre produziram menos e pior para a maioria do povo brasileiro, subvertendo conceitos, intimidando com neologismo, e fazendo terrorismo político cada vez governos populares partiam para atender a própria concepção de seus criadores, qual seja a de incluir uma vasta gama da cidadania sequer reconhecida como cidadãos.
    Não vou, nem quero, avaliar sua intenção em relação ao que pretendes para o Brasil, mas para muitos Brasil é apenas aquela figura jurídica formada burocraticamente para atender sua elite, o Brasil, para mim, tem que ser para todos os cidadãos, mas principalmente para os mais frágeis, esses que necessitam mais do estado para sua defesa, esses que não tem para onde fugir, que nunca serão cidadãos do mundo, apenas brasileiros, esses que em governos fracos como os que sempre tivemos até passado recente, considerava essa população apenas estatística. Temos muito o que conquistar? Temos. Mas inegavelmente estamos num caminho que pouca vezes estivemos, e a minha responsabilidade comigo, meus filhos, meus netos, e com meus irmãos brasileiros, é não perder essa oportunidade que estamos tendo, caindo na sedução do canto de velhas e maquiavélicas Sereias.

    abolicionista

    06/06/2014 - 23h38

    Pelo visto não somos capazes nem mesmo de dominar o registro culto da língua portuguesa. Que frase foi essa, pequerrucho? Tropeçou na bola?

    Calma, Lukas, menos firula e mais objetividade, meu filho.

    Mais uma pérola tucana. Lukas, acho que você é uma verdadeira ostra.

    Poderíamos, inclusive, fazer uma enquete aqui no Viomundo para conferir o título de ostra ao maior produtor espontâneo de pérolas. Que tal, Conceição e Azenha? Meu voto do concurso “Ostra do Viomundo” certamente iria para o Lukinhas. O garoto vai longe.

    Rodrigo

    07/06/2014 - 03h11

    Pedras, ostras, etc.

    Esse é o melhor que vocês podem fazer contra opiniões daqueles que ousam não concordar ou aceitar 100% do que está na cartilha do PT? Será possível que tem gente aqui que não tem o discernimento em observar quem nem tudo que o governo atual fez nos últimos 12 anos foi perfeito e que tais erros tem sim que ser apontados, como se fosse com qualquer outro partido?

    Depois reclamam do descrédito com que muitos veem o atual cenário político botando todo mundo no mesmo balaio. Ao invés de procurar apontar os erros cometidos para que se busque melhorias prefere tampar os ouvidos e chamar quem discorda de recista, facista, tucano entre outras coisas..

    Pelo andar da carruagem, numa possível resposta a esse meu post, serei tachado de fascista tucano, mesmo sem nunca em 28 anos de vida ter votado em ninguém do PSDB. É… fazer o que?

    abolicionista

    09/06/2014 - 21h24

    Rodrigo, sinceramente, qual argumento você apresentou? Apresente algum argumento e começamos a conversar. E não, eu não sigo cartilha do PT, já que estamos falando de ataques “ad hominem”. Sou muito crítico ao PT, embora não seja louco de compará-lo ao PSDB, cujo projeto está muito mais afinado à cartilha (e aí sim, cartilha) do neoliberalismo, contra todas as evidências empíricas e nefastas produzidas por essa ideologia equivocada.

    Mostre-me um número macroestrutural (Ipea ou IBGE, tanto faz) em que o governo FHC foi superior ao do Lula, por exemplo, e começamos a conversar.

Fabio Passos

05/06/2014 - 20h59

Excelente documentário.
Vou divulgar para uma matilha de vira-latas que conheço. rsrs

Responder

    Edna Lula

    06/06/2014 - 14h03

    Espero que eles sejam todos brancos, companheiro.

Lindivaldo

05/06/2014 - 20h10

E a Globo continua traindo o Brasil.

Há pouco tempo, o Alexandre Garcia, em mais um de seus ataques de vira-latismo e de ódio ao Brasil, convidou dois correspondentes estrangeiros para falar mal do Brasil e da Copa!

Ele se esforçou, de todas as maneiras, para passar aos convidados a imagem de um Brasil sem segurança, injusto, pobre, corrupto, exótico e incompetente para realizar um evento global.

Por incrível que pareça, quem defendeu o País foram os dois repórteres convidados. Que vergonha!

Sobre exotismo, segurança e tecnologia na copa, o correspondente do Los Angeles Time, que vive há quatro anos no País, falou da grande beleza do Brasil; disse que andava nas ruas livremente e que o último assalto que lhe ocorrera aconteceu na cidade de los Angeles; bem como que tinham sido positivos os testes de transmissão de sinais.

Sobre a imagem do Brasil, como uma potência emergente, o corresponde da Itália, há 10 anos no Brasil, reconhece o Brasil como tal, mas considera que a grande mídia e a cadeia televisiva procuram, a todo instante, desconstruir esta realidade mediante excessivas críticas negativas.

Noutras palavras, pura traição da grande imprensa nativa!

Porém, ambos foram unânimes das repercussões negativas por conta das ações do movimento dos sem teto (MTST) em São Paulo durante a copa. Neste caso, o Alexandre Garcia se esqueceu de explicar que este problema decorre dos desgovernos do PSDB –DEM por mais de vinte anos.

Não ouvi uma palavra sobre a crise do abastecimento de água em

SP.SPhttp://g1.globo.com/globo-news/alexandre-garcia/videos/t/ultimos-programas/v/alexandre-garcia-como-a-midia-estrangeira-ve-o-brasil-fora-de-campo/3395028/

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JOACIL DA SILVA CAMBUIM

05/06/2014 - 19h07

Podem falar o que quiser, mas o Brasil é e continuará sendo o País das oportunidades. Basta ter garra: trabalhar, estudar e acreditar no potencial que existe em cada um de nós. Corria o ano de 1974, eu, então com quase 20 anos, vivia no sertão da Paraíba. Não tinha dinheiro para absolutamente nada. Morava em casa sem iluminação elétrica, banheiro ou outro tipo de conforto. Nunca tinha visto TV. Não tinha acesso a qualquer tipo de informação, senão o rádio, adquirido por meu pai um ano antes. Decidido, juntei tudo que tinha conseguido durante o ano, comprei uma passagem de ônibus e rumei para São Paulo. Aqui, mais precisamente na cidade de São Bernardo do Campo, comecei a trabalhar e estudar. Iniciei os estudos na 3ª série do antigo primário. Um programa criado pela ditadura militar chamado MOBRAL – Movimento Brasileiro de Alfabetização. Era ridicularizado por estuda no “MOBRAL”, identificado que era como analfabeto. Concluído o curso primário, fiz madureza, 1º grau. Depois, estudei o supletivo 2º grau, sendo o primeiro ano (seis meses, já que o curso era de um ano e seis meses) no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. Era o ano de 1979, período de grande efervescência política, já que os militares ainda estavam no Poder. O presidente do sindicato era um metalúrgico chamado Luiz Inácio da Silva. Como metalúrgico, participei de uma grande greve. Estava no Estádio de Vila Euclides quando foi anunciada a morte do famoso torturador delegado Sérgio Paranhos Fleury. Ano de 1982, ingressei na Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo. Advoguei por algum tempo, depois passei em um concurso para Procurador do Município de Santo André. Fui nomeado chefe de uma procuradoria (um departamento da Secretaria de Assuntos Jurídicos). 1º de abril de 1991, tomei posse como Promotor de Justiça no Estado de São Paulo, cargo que ocupo até os dias atuais. Vários irmãos meus também vieram para cá. Um é advogado, outros são profissionais qualificados. Todos estão bem e felizes. Por que reclamar de um País como o nosso? E olha que não somos alienados politicamente, não. Os nossos churrascos, que são muitos, são sempre regados a política. Sim, como nordestinos que somos, gostamos muito de Política.

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    Gilson Raslan

    05/06/2014 - 20h50

    Parabéns, Dr. Joacil.

    Mário SF Alves

    06/06/2014 - 12h56

    Idem.

    Eli

    05/06/2014 - 21h51

    Muito bonito seu depoimento. Sim, este é um país de muitas possibilidades! E de um povo batalhador!

    Romanelli

    06/06/2014 - 08h19

    sim, diria mais, a possibilidade de vc se ferrar é MUITO grande também

    ..aliás, pelas estatísticas SEMPRE ascendentes, de violência e consumo de drogas, de IMPUNIDADE, eu diria que são maiores do que vc se dar bem na vida (a menos que vc tenha “tato” apurado e seja um cooperado, compreende ? ..ai são outros MILHÕES de possibilidade que se abrem)

    Wildner Arcanjo

    06/06/2014 - 02h03

    Meu pai saiu da cidade de São Miguel do Gostoso para Natal e, após os 18 anos, conseguiu terminar os estudos no MOBRAL. Criou 10 filhos e todos eles tem ótimo emprego hoje. 10 filhos de Uma Lavadeira e costureira da Guararapes Téxtil, minha mãe, dona Maria de Lourdes, e de um Cabo-Armeiro do Exército. Não é o estudo que vai dizer quem será você para a sociedade, ele pode ser até importante mas não é a condição determinante. O que vai dizer é o seu ideal de vida, o que você quer, a sua disposição para lutar por algo melhor e o que você quer para os outros ao seu redor. Meu pai poderia ter sido pescador, como tantos os outros da mesma prainha onde ele nasceu, mas lutou e mudou o seu destino. Qual o exemplo de vida que eu tenho dele?! Contra tudo, contra todos, por toda a sua vida, ele lutou e venceu. Bem, pode até não ser muita coisa para muitos mas para quem conhece a sua história pode sim dizer: foi um grande feito e eu me orgulho dele!

    Edna Lula

    06/06/2014 - 14h07

    Dê aí a sua opinião sobre a “Lei da Palmada”, companheiro.

    Wildner Arcanjo de Morais

    12/06/2014 - 11h34

    Sobre a lei da palmada:

    Tem um dito popular que só quem é da periferia já ouviu ser proferido e que, em geral, é falado pela mãe de algum moleque mais travesso: “melhor que eu bata no menino agora do que, no futuro, ser a polícia a bater nele”.

    Agora, quem nasceu e viveu criado pela empregada (que morre de medo do patrão demitir quando o moleque inventa estória) não sabe o que é isso… É outra realidade, sabe?!

    anac

    08/06/2014 - 10h28

    A caminhada deveria ser mais leve. É um direito do povo. Grande exemplo de luta e garra. Mas hoje o governo esta possibilitando que a filha de minha faxineira curse sem pagar PSICOLOGIA e a da secretaria de minha médica, esteja terminando MEDICINA, sem nada a pagar.

Julio Silveira

05/06/2014 - 18h44

Economia
PIB gaúcho cresce 3,2% no primeiro trimestre do ano
FEE afirmou que resultado foi influenciado pelos setores agropecuário, industrial e de serviços
Fonte: Jornal Correio do Povo (RS)

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