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Clube de Engenharia estranha o silêncio de organizações ambientais sobre a Vale

09 de janeiro de 2016 às 15h36

abrolhos

Mapa do ICMBio com proposta de expansão da proteção ambiental no litoral do Espírito Santo/Bahia; lama da Samarco/BHP/Vale chegou ao mar na região de Linhares

Ibama investiga se é a lama da Samarco que atinge Abrolhos

do Clube de Engenharia, sugestão de Carlos Ferreira 

Uma das mais importantes áreas do litoral brasileiro, do ponto de vista científico e turístico, o santuário de Abrolhos tem a maior biodiversidade de corais do Atlântico.

Mancha no oceano que chegou à região sul da Bahia e já atingiu o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, local com maior biodiversidade de corais do Atlântico, está sendo monitorada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) com a suspeita de que a lama da barragem de Mariana tenha atingido o município de Caravelas.

Marilene Ramos, presidente do Ibama e conselheira do Clube de Engenharia , e Claudio Maretti, presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em entrevista coletiva, informaram que a mancha, segundo especialistas, pode ser a lama de rejeitos de mineração da Samarco, concentrada na foz do Rio Doce.

A mancha vinha se espraiando no último mês para o sul do litoral do Espírito Santo, mas, nos últimos dois dias, devido às fortes chuvas na área, passou a se espalhar também na direção norte.

Onde estão os ambientalistas?

O Ibama já notificou a Samarco para realizar coletas e avaliar se a mancha vem do Rio Doce.

A coleta das primeiras amostras foi feita nesta quinta-feira, 7 de janeiro, com a previsão dos resultados saírem em dez dias.

O impacto ambiental causado pela mancha na biodiversidade da região será avaliado com muito cuidado e pode levar tempo para ser totalmente conhecido.

“O dano imediato é a redução da produtividade da vegetação marinha, fitoplanctons e corais, o que causa prejuízo para a vida marinha. É como se eu cobrisse a Mata Atlântica ou a Amazônia com uma fumaça que dificultasse a realização de fotossíntese”, explicou Maretti.

Os impactos serão sentidos a longo prazo e especialistas não descartam a possibilidade de extinção de corais.

O que chama atenção neste cenário de descaso e impunidade que marca a tragédia de Mariana é o silêncio de organizações ambientais estrangeiras, que não se manifestam acerca desse quadro de destruição.

Por que se calam? De repente, desapareceu a agilidade que demonstram nas ações jurídicas e manifestações nacionais e internacionais contra empreendimentos associados ao uso de tecnologia de ponta, infraestrutura ou logística, tão necessários ao desenvolvimento soberano do país.

Tão pródigas em manifestações contra a indústria nuclear, a construção de hidrelétricas com reservatórios e eclusas, eixos rodoferroviários e fluviais sumiram da mídia; quando muito a noticiam em seus sites. Por que o silêncio e o imobilismo? Não há nada a dizer sobre a maior tragédia ambiental do País?

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20 Comentários escrever comentário »

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Arivaldo Medonça

16/01/2016 - 11h55

Lama podre não cheirando ruim.

Responder

italo

15/01/2016 - 11h31

Na globo a cobertura do MST derrubando pés de laranja foi maior que a cobertura da tragédia ambiental em Mariana MG. É um partido ou uma concessão pública?

Responder

Helena/S.André SP

15/01/2016 - 08h13

E eu estou estranhando a mudez da sra. Marina da Silva sobre o assunto. Até agora não li nada sobre a manifestação dela sobre isso. Estranho, né? Ela não se diz defensora das causas ambientais? Que hipocrisia, da. Marina da Silva! Pelo visto a preocupação dela, no momento, é derrubar Dilma através do TSE. Ela só pensa nisso, pensa 24 horas só nisso. Virou a obsessão da vida dela derrubar Dilma. Que ódio absurdo ela deve nutrir contra Dilma.

Responder

Alberto Lima

14/01/2016 - 12h11

O silêncio tem apenas um motivo.
Fazer com que a privatização da Vale pareça que sempre foi um sucesso.
Mas o mais irônico disso tudo, é que o rio morto leva o seu nome.

Responder

Roberto Locatelli

11/01/2016 - 20h04

O silêncio das organizações ambientalistas sobre o CRIME da Vale/Samarco tem a mesma explicação que o silêncio dos black blocks e afins sobre a tentativa de Alckmin de fechar as escolas.

Responder

Urbano

11/01/2016 - 17h00

‘Milagre custa, mas sai”…

Responder

Antonio

09/01/2016 - 23h18

Estranhar por que?
Corre o “caraminguá” e fica tudo por isso mesmo!

Responder

    FrancoAtirador

    09/01/2016 - 23h25

    .
    .
    Desde o Local de Rompimento Criminoso da Barragem da Mineradora Samarco (Vale/BHP),
    .
    a Lama Tóxica percorreu 853 Km, do Interior de Minas Gerais ao Litoral do Espírito Santo.
    .
    (http://www.brasil.gov.br/@@search?Subject%3Alist=Mariana)
    .
    .

    FrancoAtirador

    10/01/2016 - 12h20

    .
    .
    VALE DO RIO MORTO
    .
    50 Milhões de Metros Cúbicos de Lama Tóxica.
    .
    Mais de 10 de Toneladas de Peixes Asfixiados.
    .
    (http://imgur.com/9KGbMax)
    .
    .

    FrancoAtirador

    10/01/2016 - 13h12

    .
    .
    VIDA DIZIMADA
    .
    Técnicos do Ibama estimam que o desastre tenha matado
    o equivalente a 11 toneladas de peixes no Rio Doce,
    considerados os trechos de Minas e do Espírito Santo.
    .
    O instituto não detalhou o percentual por espécie,
    mas avaliou que 7% eram endêmicas da Bacia do Rio Doce.
    .
    O volume de peixes mortos, contudo, pode ser maior,
    uma vez que a projeção não leva em conta impactos
    nos rios Gualaxo do Norte e do Carmo, em Minas,
    os primeiros a serem invadidos pela Lama Tóxica.
    .
    Além da Fauna Aquática, ao longo dos Rios Atingidos,
    a Lama de Rejeitos Tóxicos da Mineradora Samarco
    também matou vários animais terrestres e pássaros.
    .
    Pelo menos 13 exemplares de aves foram encontrados mortos
    no estuário de Regência Augusta, distrito do município de Linhares (ES),
    onde o Rio Doce deságua no mar.
    .
    Autoridades suspeitam de que a mortandade esteja associada
    à contaminação das águas do rio e do mar pelos detritos de mineração
    que vazaram no último dia 5/11/2015 da Barragem do Fundão, da Samarco,
    no Distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, Região Central de Minas Gerais.
    .
    De acordo com a Reserva de Comboios, do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio),
    foram encontradas mortas aves marinhas e migratórias, como as andorinhas.
    .
    Os animais já vinham sofrendo com a formação de uma barreira de areia na foz do Rio Doce,
    ocasionada pelo assoreamento que o curso d’água sofre, provocado por desmatamentos e queimadas,
    .
    “Se a nossa preocupação antes era com a possibilidade de a interrupção da foz trazer morte de espécimes,
    redução da reprodução e aumento da concentração de poluentes, agora tememos por toda a vida
    que está no meio da lama, pois não sabemos sua composição e o efeito que a deposição vai causar”,
    afirma o vice-presidente do Comitê de Bacia da Foz do Rio Doce, Carlos Sangália.
    .
    Atualmente, o Rio Doce deságua no mar a um quilômetro do ponto original,
    em local que vem sendo alargado por máquinas a serviço da Samarco (Vale/BHP),
    para dar mais velocidade à lama, na expectativa de que se dilua mais rápido no mar.
    .
    Agora, a região onde a foz foi interrompida está ainda mais descaracterizada pelo derramamento de lama.
    .
    O impacto sobre os animais pôde ser observado na Praia de Regência, em Linhares-ES,
    onde dezenas de aves, como a andorinha-do-mar, mergulhavam nas águas turvas
    em busca de alimento, geralmente pequenos peixes, moluscos e outros invertebrados.
    .
    “Não sabemos se a lama trouxe contaminação. Por isso, o perigo de estar misturada ao mar
    e se depositando no rio na parte barrada pelo assoreamento”, afirma Antônio de Pádua Almeida,
    chefe da Reserva de Comboios, do ICMBio.
    .
    Preocupados com o avanço da mancha sobre o oceano e as praias, índios de tribos próximas à Regência
    foram à Foz do Rio Doce com representantes da Fundação Nacional do Índio para ver de perto os estragos.
    .
    “Para nós, que vivemos da terra e da pesca artesanal, essa lama é um desastre.
    Para o índio, que é amigo da natureza, perder essas atividades é como se tirassem tudo da gente.
    Ver o rio assim é como se nos dessem a lama para beber ou matassem um pedaço de nós”,
    disse Luiz Mateus Barbosa, de 42 anos, liderança da aldeia de Comboios,
    separada por apenas 10 quilômetros de praias contaminadas.
    .
    Em 26/11/2015, técnicos do Instituto Estadual do Meio Ambiente do Espírito Santo
    identificaram que a mancha se deslocou 10 quilômetros na costa em direção ao sul,
    seis quilômetros mar adentro, e 22 quilômetros ao norte da foz do Rio Doce.
    .
    O deslocamento recebe influência do comportamento das ondas e da direção do vento.
    .
    (http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/11/27/interna_gerais,712048/rejeitos-tambem-matam-aves-e-toneladas-de-peixes.shtml)
    .
    .

FrancoAtirador

09/01/2016 - 21h24

.
.
Quando a Lama Tóxica da Vale/BHP chegar ao Polígono do Pré-Sal
.
WWF, Grímpíssi et Caterva se manifestarão na U.S. Mídia Jabáculê.
.
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Responder

Marcio Ramos

09/01/2016 - 20h12

WWF – bandidos

Greenpeace – bandidos

Fundação Gaia – bandidos

Fundação Biodiversitas – bandidos

Fundação o Boticario – bandidos

SOS Mata Atlantica – bandidos

Instituto Akatu – bandidos

Instituto Ecoar – bandidos

Responder

Mauricio Gomes

09/01/2016 - 15h54

A WWF e várias outras ONGs não protestam também contra os desastres que ocorrem nos EUA, pois no fundo estão a serviço destes. Quem não se lembra de atores americanos e o o diretor James Cameron vindo aqui criticar a construção da Usina de Belo Monte? Não que eu não ache que esses empreendimentos sejam nocivos ao meio ambiente, mas desde quando isso é da conta dos gringos? A propósito, se fosse o contrário, brasileiros protestando contra qualquer coisa na “terra da democracia” seriam presos e deportados. Bem fez o Putin de expulsar o WWF da Rússia, que entre outras coisas já veiculou propaganda a favor a internacionalização da Amazônia em “prol da humanidade”.

Responder

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