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Cartas de Minas
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Carlos Lessa: Brasil tem condições de desenvolver Libra sem ajuda

21 de outubro de 2013 às 15h19

Segunda, 21 de outubro de 2013

Pré-sal brasileiro é ouro em pó

Entrevista especial com Carlos Lessa, no IHU Online, sugerido pelo David Again

“Se o preço do barril de petróleo extraído continuar sendo o do padrão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo – OPEP, de cem dólares, no campo de Libra teremos algo em torno de quatro trilhões de reais em vinte anos de produção”, estima o economista.

O governo federal brasileiro optou por leiloar o campo de Libra, a maior reserva petrolífera brasileira, por duas razões: “uma delas é geopolítica, ou seja, o país quer aparecer ao capital financeiro mundial como bem comportado. Para quê? Para atrair mais capital de curto prazo para o Brasil. A segunda razão é manter a política do tripé que foi instalada pelos tucanos e preservada pelos governos Lula e Dilma”, avalia o economista Carlos Lessa em entrevista concedida àIHU On-Line por telefone.

Lessa questiona o argumento da presidência da Petrobras, de que a empresa não tem capital financeiro para explorar o campo de Libra.

“A Petrobras foi sendo espremida pelo governo nos últimos anos. O caixa da empresa era próximo a 70 bilhões de reais; hoje está reduzido a seis ou sete bilhões. (…) Mais do que isso: o Tesouro Nacional não queria construir o trem bala?  Quer construir essa obra e não tem recurso para tocar para frente um campo de petróleo, que irá dobrar as reservas brasileiras? Nenhum país do mundo faz partilha de um campo já conhecido”.

E dispara: “O argumento da Graça(Graça Silva Foster) é sem graça. É uma desgraça. Não consigo entender como isso está acontecendo se a presidente Dilma disse, em discurso quando candidata à presidência da República, que não iria privatizar o pré-sal”.

De acordo com o economista, a venda financiada de automóveis financia o consumo da gasolina no país, porque a Petrobras tem prejuízo com a venda nacional.

Apesar disso, enfatiza, o governo não irá alterar o valor do produto. “Se mexer nisso perde a eleição, porque todas as famílias se endividaram comprando automóvel, e se o preço da gasolina pular para cima, Dilma não se reelege. Então, o governo tem de estabilizar a economia de qualquer jeito, mesmo que tenham que entregar a herança, ou seja, o pré-sal”.

Carlos Lessa é formado em Ciências Econômicas pela antiga Universidade do Brasil e doutor em Ciências Humanas pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de Campinas (Unicamp). Em 2002, foi reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ e, em 2003, assumiu a presidência do BNDES.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Economicamente, o que as reservas do pré-sal representam para o Brasil, especialmente o campo de Libra?  Qual é o valor econômico desses poços?

Carlos Lessa – Se o preço do barril de petróleo extraído continuar sendo o do padrão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo – OPEP, de cem dólares, no campo de Libra teremos algo em torno de quatro trilhões de reais em vinte anos de produção.

Além disso, o campo de Libra equivale a 60% das reservas que têm as quatro maiores petroleiras do mundo, em torno de 25 milhões de barris cada uma delas. Espera-se que o campo de Libra venha a gerar em torno de 14 a 15 milhões de barris de petróleo.

A Petrobras, no Brasil todo, não chega a ter 14 milhões de barris. Então, só o campo de Libra dobra as reservas da empresa.

Portanto, retirar a Petrobras desse processo de exploração do campo de Libra é um crime que lesa a pátria, porque este é um recurso absolutamente estratégico, o qual converte o Atlântico Sul, do ponto de vista geopolítico, em uma zona muito delicada, por uma razão muito simples: os EUA consomem, por ano, 27 a 28% da produção de petróleo do mundo inteiro, porque a produção petrolífera do país é insignificante.

Hoje os EUA são um país sem petróleo, mas o maior consumidor do produto. Portanto, o petróleo do Atlântico Sul é a saída para eles. Mas imagina o Brasil entregando a sua riqueza estratégica maior de uma forma servil?

O petróleo que tem no pré-sal é o melhor tipo de óleo do mundo, enquanto o petróleo da Venezuela, que é muito abundante, é pesado. Então, o pré-sal brasileiro é ouro em pó.

IHU On-Line – Quais são as razões que fizeram o governo optar pelo Leilão de Libra?

Carlos Lessa – As razões são falta de brasilidade e coragem. Agora, as razões formais levantadas são outras. A primeira delas é que os 15 bilhões a serem recebidos dos grupos que participarão da concessão do leilão representam mais que o dobro das reservas de caixa da Petrobras.

A empresa foi descapitalizada ao longo dos últimos oito anos por conta de uma política suicida de vender a gasolina dentro do país a um preço menor do que o preço que o país importa. A Petrobras só se mantém lucrativa porque descobre poços e reavalia reservas, porque a gasolina dá prejuízo.

A Petrobras não pode entrar como concorrente na exploração do campo de Libra, porque quem descobriu o campo foi a própria empresa. Esse campo já havia sido cedido a uma concessionária estrangeira, que o devolveu porque não encontrou nada.

A Petrobras tem uma vantagem enorme em relação a todos os outros concorrentes: ela tem a melhor sinergia possível do Atlântico, tem uma equipe de geólogos altíssima e, por isso mesmo, é alvo de espionagem sistemática. Essa onda de espionagem denunciada recentemente tinha duas questões prioritárias: fiscalizar a Petrobras e também as relações do Brasil com a Bolívia e a Venezuela.

É óbvio que o Brasil tem como financiar a exploração de Libra, e não precisa colocar o campo a funcionar imediatamente. O país precisa aumentar a produção de petróleo, mas não precisa aumentar muito.

O fato é que é um crime a Petrobras descobrir o campo de Libra e ter de partilhar a exploração. Soube que o Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que o Brasil tem de fazer partilha, porque 1% das ações da Petrobras está em mãos de empresas estrangeiras, já que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso as vendeu na Bolsa de Nova York.

Só que o contra-argumento é o seguinte: ao entregar Libra, o Brasil está entregando 100% do petróleo na mão dos estrangeiros. O argumento do ministro Lobão é maluco. Aí se diz que o Brasil reservou poderes para fiscalizar a exploração através da Petrosal. Mas quem será o presidente da Petrosal? Como o Brasil perde o seu futuro econômico sem sequer haver uma consulta à população?

IHU On-Line – Mas o argumento da presidência da Petrobras é de que a empresa não tem condições financeiras de explorar o campo de Libra. Qual é a situação financeira da Petrobras?

Carlos Lessa – Não é verdade. O capital da Petrobras foi sendo espremido pelo governo nos últimos anos. O caixa da empresa era próximo a 70 bilhões de reais; hoje está reduzido a seis ou sete bilhões. Mas, apesar disso, o Brasil tem reservas colossais, como o Banco Central, de 300 milhões de dólares.

Mais do que isso: o Tesouro Nacional não queria construir o trem bala?  Quer construir essa obra e não tem recurso para tocar para frente um campo de petróleo que irá dobrar as reservas brasileiras? Nenhum país do mundo faz partilha de um campo já conhecido. O país poderia fazer uma concessão caso quisesse ser um país petroleiro, mas eu pessoalmente quero dizer que não há pior destino nacional do que ser exportador de petróleo.

Basta olhar pelo mundo o que acontece com esses países: são sociedades atrasadas, com desequilíbrios sociais brutais, gastam boa parte do que ganham com armamento, enfrentam guerras religiosas e são objeto de intervenção de outros Estados, como Iraque, Líbia.

IHU On-Line – Então, o que o Brasil deve fazer com essas reservas?

Carlos Lessa – O Brasil tem que controlar seus recursos estratégicos, independente de qualquer coisa, e não basta ter controle apenas em cima de uma Petrosal. O argumento da Graça (Graça Silva Foster) é sem graça. É uma desgraça. Não consigo entender como isso está acontecendo se a presidente Dilma disse, em discurso quando candidata à presidência da República, que não iria privatizar o pré-sal.

Economicamente, a postura do governo é uma besteira. Nenhum país exportador de petróleo conseguiu se dar bem na história mundial, com exceção da Noruega. O Brasil deve explorar essas reservas no ritmo em que a Petrobras consiga explorar, ou seja, capitalizar a empresa para isso. Como capitalizar? Há várias maneiras. Deixa eu ser Ministro da Fazenda por um mês para ver como se capitaliza a Petrobras. Como ela está com uma imensa reserva de petróleo, devem ter muitos grupos financeiros dispostos a se associarem a ela.

IHU On-Line – E a empresa deve buscar alguma parceria financeira?

Carlos Lessa – Não seria necessário, pelo seguinte: a Petrobras não pode se comprometer a investir 50 milhões de dólares a mais, considerando os programas que ela já está executando. Mas se ela começar a encontrar petróleo — e ainda vai encontrar mais petróleo rapidamente, e Libra deve estar produzindo muito em dois, três anos –, seu valor será multiplicado. E a Petrobras não precisa voltar todo o campo de produção imediata, ela precisa ter um ritmo de extração que corresponda à necessidade brasileira de desenvolvimento.

Ou seja, gerar emprego para todos os brasileiros, melhorar as condições habitacionais, melhorar o sistema educacional, que está uma porcaria, fazer a cobertura médica. A realização de todos os nossos sonhos depende de o nosso país crescer 5, 6, 7% ao ano. Com a Petrobras, a economia do petróleo e um pouco de competência, o Brasil cresce sem dificuldade nenhuma.

IHU On-Line – Voltando às razões que fizeram o governo optar pelo leilão de Libra, concorda que motivos econômicos por conta das contas externas foram determinantes para a decisão?

Carlos Lessa – Este governo opta pelo leilão por duas razões: uma delas é geopolítica, ou seja, o país quer aparecer ao capital financeiro mundial como bem comportado. Para quê? Para atrair mais capital de curto prazo para o Brasil. A segunda razão é manter a política do tripé que foi instalada pelos tucanos e preservada pelos governos Lula e Dilma.

Eu e muitos amigos iremos para a frente do hotel onde será realizado o leilão. Todos estaremos de terno preto e ficaremos lá, de pé, assistindo. Irei lá porque os meus netos foram às manifestações de junho reivindicar um país melhor. Me sinto mal, como idoso, em vender as empresas do Brasil, porque meus netos serão prejudicados.

IHU On-Line – Qual a situação das contas externas do país? Alguns críticos ao Leilão de Libra dizem que o Leilão servirá para melhorar as contas externas. Como avalia esse apontamento?

Carlos Lessa – Não os levo a sério, porque eles querem que o país cresça menos, faça menos obras públicas e que se paguem mais juros para as aplicações financeiras. Na verdade, a única coisa que está salvando o governo Dilma são alguns projetos importantes que ela encaminhou, mas os empurrou com músculos moles, lentamente.

Hoje, a venda financiada de automóvel subsidia o consumo da gasolina. Sabe que a Petrobras está importando o litro da gasolina a R$ 1,72 e está vendendo a R$ 1,42? Então você acha que o governo vai mexer nisso? Claro que não!

Se mexer nisso perde a eleição, porque todas as famílias se endividaram comprando automóvel, e se o preço da gasolina pular para cima, Dilma não se reelege. Então, o governo tem de estabilizar a economia de qualquer jeito, mesmo que tenham que entregar a herança, ou seja, o pré-sal.

IHU On-Line – Há alguns anos havia um entusiasmo em relação aos rumos da economia brasileira por conta do crescimento de 7% do PIB. Hoje, fala-se em declínio. O senhor concorda com essa análise? Quais as razões?

Carlos Lessa – Quem tinha essa expectativa? Eu nunca tive! Eu sempre chamei o crescimento brasileiro, nos últimos anos, de “voo de galinha”. Nós desperdiçamos a grande chance das matérias-primas de alimentos terem subido muito de preço no início dos anos 2000.

Nós tivemos uma bonança externa espetacular, mas ao invés de elevar a taxa de investimento da economia, desperdiçamos isso de mil e uma formas. Mas agora a sociedade está mudando.

Olha, não quero ser profeta de apocalipse, não quero ver as coisas piores do que são; quero apenas dizer o seguinte: o Brasil tinha que estar colocando as barbas de molho em relação à crise mundial. Ela está aí, e não se apresentou toda. Eu estive na Grécia há dez dias e, andando do hotel até o museu, em quatro quarteirões na principal avenida da Atenas moderna, todas as lojas estavam fechadas e quebradas.

Havia só uma loja aberta, na qual entrei. Quem me atendeu foi um senhor idoso, dono do estabelecimento. Elogiei a loja e ele informou que não tinha compradores. Também vi em Roma pessoas de terno dormindo na rua. A Europa está em uma situação muito ruim. Para você ter noção, eu vi em Atenas uma reunião de um partido nazista na rua. Eram 40, 50 pessoas reunidas, propondo a violência como solução: violência não se sabe contra quem, nem a favor de quem.

E o Brasil está simplesmente se movendo como se a globalização estivesse indo bem e pudesse dar sustentabilidade ao país. Vou dizer uma coisa: o que mais me escandalizou nessa viagem que fiz é a extensão com que se usa a expressão BRIC — Brasil, Rússia, Índia e China. Não existe isso, o que existe são quatro países imensos, com problemas muito diferentes e sem nenhuma possibilidade de atuar juntos.

Aliás, eu sempre disse isso nos últimos meses, e hoje mesmo os jornais estão dizendo que o Brasil está brigando com a China porque a China está apoiando os Estados Unidos em uma proposta internacional em relação aos serviços. O Brasil e a China são contrários, corretamente.

Mas a China é parceira dos Estados Unidos; o que existe no mundo é um G2. Sabe por que o Brasil gosta da ideia de BRIC? Para dizer “olha como sou grande, como sou forte, como sou emergente”. É emergente, mas o PIB brasileiro cai sem parar. O país está desindustrializando.

IHU On-Line – E a razão desse declínio da economia é a desindustrialização?

Carlos Lessa – Esse declínio está relacionado ao fato de o Brasil não ter nenhum projeto nacional, porque adotou a proposta do Consenso de Washington, no período do Collor de Melo, o qual foi mantido pelos tucanos e petistas. Na verdade, o Brasil não tem projeto nenhum, a não ser de se integrar à globalização.

Aliás, a sensibilidade financeira brasileira ao que acontece fora do mundo é assustadora. Ontem, as bolsas de valores do mundo subiram, porque teve uma conversa inicial boa entre os republicanos e os democratas. Sabe qual a bolsa que mais subiu? A Bovespa.

É a que mais baixa também quando tem qualquer coisa fora. Sabe por quê? Porque o Brasil está inteiramente aberto ao jogo financeiro internacional, e agora vai abrir mão da soberania nacional entregando a maior riqueza do país, ou seja, o monopólio estatal do petróleo que foi mantido pela Constituição de 1988 e foi modificado por uma emenda constitucional, a qual nunca foi submetida a plebiscito popular.

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41 Comentários escrever comentário »

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Johnny

27/10/2013 - 12h23

Depoimento típico de gente ressentida. Inúmeros erros.
Insiste no argumento do PIG que é privatização.
Compara o Brasil à Líbia, e a outros países que tem no petróleo o sustentáculo da economia,o que NÃO é o caso do Brasil.
Diz que a produção de petróleo dos EUA é insignificante. Produz muito petróleo no Golfo do México, na Califórnia e no Alasca. A produção não é insignificante e sim insuficiente.

Segundo estudo da FGV ( mais sério):
Nos próximos 30 anos: 87 milhões de empregos: 4 trilhões de reais para o Brasil.

Responder

Diogo Romero

22/10/2013 - 09h34

Gente, não é óbvio que vender gasolina mais barato do que se compra é semelhante a quem quer se matar tomando doses homeopáticas de veneno?

O que se faz hoje é fruto da falta de investimento proposital do passado. A Petrobrás precisa ser fortalecida inclusive com a capacidade de produzir os produtos químicos e não comprar do exterior para vender mais barato aqui.

Isso é lógica. O que não faz sentido é por que países não produtores vendem gasosa a preço mais barato que o Brasil.

Vai entender.

Responder

Alexandre Bastos

22/10/2013 - 08h21

Não sei se O Leilão foi a melhor opção, mas não foi uma privatização

Responder

MARCOS LUZ

22/10/2013 - 00h18

Concordo plenamente com Carlos Lessa, a visão do economista é perfeita, os governantes Brasileiros ainda não aprendeu acreditar nos Brasileiros, e a Dilma me sai como uma traidora da pátria, e este erro é do SR Luiz Inácio Lula da Silva, que colocou na presidência da república uma militante que nunca foi do ( PT ) dos anos oitenta, como Brasileiro me sinto traído pela Presidente e seu conselho administrativo, e também pelo senhor LULA, como militante Histórico afirmo que está conjuntura traiu nosso sonhos, não sei se peles benesses da Burguesia ou por medo do ocidente, precisamos nos tornar governo e abraçar o Brasil como nossa pátria porque nossos petistas de ontem não são mais petistas, não são mais Brasileiros, precisamos voltar as ruas por uma constituinte que represente os anseios do povo, é preciso trocar mais de noventa por cento dos políticos Brasileiros,é preciso ocuparmos Brasilia em prol do Brasil.

Responder

Carlos Arrikitown

21/10/2013 - 22h29

“300 milhões de dólares” Uma trás outra, piada trás piada.

Responder

Eurico

21/10/2013 - 21h38

A idade nos faz ficar mais cautelosos, mas no caso de Lessa está ficando porra louca: sua proposta de capitalizar a Petrobrás com aumento de gasolina é parecido com o uso da gasolina que fazem alguns fanáticos: usam-na para atear fogo no próprio corpo. Alea jacta est! Felizmente o pragmatismo romântico venceu. Libra será desenvolvida nos próximos anos. Já imaginaram esta grana toda nas mãos da Globo Overseas e outros bacanas do PIG e Partidos associados? Agora é trabalhar pela vitória de Dilma no ano que vem, para que este dinheiro seja usado na construção do novo Brasil que queremos: mais justo, menos pobre, mais culto e saudável.

Responder

Fabio Passos

21/10/2013 - 21h03

O pré-sal é ouro em pó.
E o governo entregou o ouro…

governo?
Quem nos governa é o capital.

Responder

Ildo Sauer: "Fernando Henrique Cardoso está se sentindo pequeno"; Brasil repete ciclo da borracha, do café... - Viomundo - O que você não vê na mídia

21/10/2013 - 20h14

[…] Carlos Lessa: Brasil tem condições de desenvolver Libra sem financiamento externo […]

Responder

Jayme Vasconcellos Soares

21/10/2013 - 20h04

Nós brasileiros precisamos dar uma resposta de repúdio e condenação a este governo da Dilma; eles traíram covardemente a nossa Nação, oferecendo, de mão beijada, nossa maior reserva de petróleo a empresas multinacionais, que nenhum compromisso têm com o bem estar e o crescimento cidadão do nosso povo. Dilma e o PT nunca mais!!!

Responder

Filipe

21/10/2013 - 19h59

Lessa, você nunca deveria ter saído do BNDES.

Mas desenvolver como? Aumentando mais o preço da gasolina?

Responder

    Lagrange

    22/10/2013 - 00h23

    Lessa, voce nunca deveria ter entrado no BNDS.

francisco pereira neto

21/10/2013 - 19h51

Entrevista extemporânea.
O leilão já ocorreu e foi um sucesso.
Confesso que eu sou porra louca, mas acabo caindo em si. Já Carlos Lessa, vive nesse ritmo 24 horas por dia e 365 dias no ano.
Em indivíduos unipolares e paroxístico não se pode dar credibilidade.
É uma pena. São inteligentes, mas vivem em constantes delírios.

Responder

Claudius

21/10/2013 - 19h37

O pt nao tah aih pra construir nada de solido.
Eh o partido do gato. Da gambiarra. Eh soh olhar
pra tras pra conferir.

Responder

Viktor

21/10/2013 - 18h26

Dilma candidata x Dilma presidenta

Quando a Dilma era candidata disse que o petróleo do pré-sal é uma riqueza do povo brasileiro, e que entregá-lo às empresas estrangeiras seria grave.

Agora, como presidenta, ela vai fazer exatamente o que condenou 3 anos atrás, ou seja, privatizar o campo de Libra do pré-sal no dia de hoje. Entregar a uma empresa estrangeira.

É de uma perplexidade CONTRADIÇÃO!!! Assista ao vídeo no link a seguir e confira:

http://www.youtube.com/watch?v=XRXTXknkcg0

Responder

emerson57

21/10/2013 - 18h02

idependente do que fala o lessa e outros,
DILMA disse TCHAU para o meu VOTO.

Responder

Zilda

21/10/2013 - 16h53

Depois que o prof. Carlos Lessa explicar como que ele quase quebrou o BNDES, no governo Lula, talvez eu possa voltar a confiar no que ele fala. Alguém podia perguntar a ele sobre este assunto. Agora ele vem com essa história de que assumir o MF o dinheiro aparece?!……O Brasil não merece. Com todas as reticências à dubiedade de Mantega, pelo menos ainda não quebrou o Brasil.

Responder

    Sergio

    21/10/2013 - 18h03

    Não quebrou mas logo logo vai quebrar.

Tales-Cunha

21/10/2013 - 16h52

Carlos Lessa é comparável ao Senador Cristovam Buarque e a Marina Silva. Todos não cumpriram com competência as suas obrigações a frente dos órgãos públicos e foram rifados pelo PT. São só discurso e blá blá blá, não conseguem ser práticos e objetivos. Atrapalham o desenvolvilmento do país por serem, cada um, poços de ódio e inveja em relação a Lula.

Responder

    Sergio

    21/10/2013 - 18h04

    Mas que a Dilma mentiu,mentiu!

1 One

21/10/2013 - 16h10

Se Lessa está falando a verdade, este é o momento do Haraquiri petista.
Para o mal do Brasil e do povo. Que só serve para votar, e mal.
A confirmarmos, no futuro.

Responder

1 One

21/10/2013 - 16h07

E só agora, no último minutinho me aparece esse Lessa para discutir?

Responder

Izac

21/10/2013 - 16h05

Votei na Dilma porque acreditei nela mas não votarei nunca nela e nem no Lula, traidores da Pátria, também não votarei em Marina, Eduardo Campos e Aécio Neves porque também são traidores da Pátria, votarei com certeza no PSOL ou outra sigla de esquerda, primeiro a Dilma juntamente com LULA traíram os aposentados e agora com este leilão.

Responder

    Tales-Cunha

    21/10/2013 - 16h46

    É melhor você não votar no PT mesmo, pois não queremos alienados dizendo que elegeram o próximo presisente.

    tiago carneiro

    21/10/2013 - 18h07

    Agora ter opinião própria é ser alienado?

    Desafio qualquer um aqui e enumerar realizações de ESQUERDA do desgoverno da FHC DE SAIAS, conhecida como DILMA EM CIMA DO MURO.

    Luís Carlos

    21/10/2013 - 19h29

    O “FHC de saias” reduziu a tarifa de energia elétrica que repercutiu em toda economia nacional, fazendo sobrar mais da renda das famílias para outras despesas, mesmo contra a gritaria feita por defensores dos interesses de acionistas de empresas de energia nos governos estaduais tucanos.
    A mesma presidenta enfrentou entidades médicas arrogantes e descomprimirias com a demanda social em saúde e implantou o Mais Médicos, trazendo médicos de fora do Brasil e ampliando vagas em graduações de medicina e em residências médicas, já nesse momento, beneficiando mais de 3 milhões de brasileiros que não tinham acesso a serviços de saúde médicos pelo SUS.
    Três terços dos royalts do pré-sal serão destinados para educação e um terço para a saúde.
    A presidenta Dilma enfrentou os defensores da ditadura e implantou a Comissão da Verdade, possibilitando recuperar parte da história brasileira que estava escondida, ainda, em porões da ditadura civil/militar.
    Posso continuar por muito tempo e espaço a enunciar medidas da presidenta Dilma, que FHC jamais teria coragem, nem compromisso de fazer.

    Tales-Cunha

    22/10/2013 - 09h56

    Significado de Alienado: Pessoa que não toma conhecimento dos problemas sociais e não tem consciência dos seus direitos.

    rui

    21/10/2013 - 19h35

    O que tem de tucano aqui dizendo que votou no Lula e Dilma é brincadeira. Sai pra lá viúva, eu voto no PT há 30 anos, APROVO COM TODAS AS LETRAS O LEILÃO E CONTINUAREI A VOTAR NA DILMA E NO PT.

Brasil partilha pré-sal com Shell, Total e chinesas - Viomundo - O que você não vê na mídia

21/10/2013 - 16h04

[…] Carlos Lessa: Brasil tem condições de financiar Libra sem financiamento externo […]

Responder

francisco.latorre

21/10/2013 - 16h02

carlos lessa?..

não acerta uma. há décadas.

..

Responder

    Julio Silveira

    21/10/2013 - 16h27

    É claro que ele não acerta. Mas não acerta por que está fora do eixo dos manipuladores de contextos, dos formadores da redundância, dos apóstolos da mesmice econômica da nova era neoliberal. Ele, como brasileiro, para esses é considerado um dinossauro. Um desajustado para as sumidades desse consenso de Washington que preconizaram esse sistema para o Brasil.
    Brasilidade, espirito cívico, cidadania brasileira, são coisas para retrógrados como ele, eu estou com ele.

    francisco.latorre

    21/10/2013 - 17h47

    tá .

    ..

    Julio Silveira

    21/10/2013 - 18h19

    tô.

    Luís Carlos

    21/10/2013 - 20h46

    Bicho! Boa essa última parte do diálogo de vocês. Me lembrou o Patropi…

    Julio Silveira

    21/10/2013 - 21h25

    Luiz, pode ter certeza, apesar desse dia triste para mim, eu também me diverti com isso.

    Luís Carlos

    21/10/2013 - 22h13

    Julio
    Percebo por tuas manifestações que tu és um convicto militante, e me sensibilizo por defesas que fizeste aqui no Viomundo do Olívio e de outros companheiros acima de qualquer suspeita. Mais que sensibilizado, concordo com você em muitos pontos. Porém, hoje, diferentemente do que sentes, estou feliz, pois minha compreensão do momento é diferente da tua. Vejo esse dia como importante para nossa história. O Brasil fez escolhas, jogou no tabuleiro geopolítico internacional, fez valer sua decisão, em minha opinião, com maestria. A Petrobrás terá papel importantíssimo nesse processo, fortalecendo-se econômica e politicamente. O Brasil aponta em direção diversa do que o mercado o obrigava. Decidiu por fortalecer parceria com a China, sem ficar dependente ou a mercê dela. Fez parcerias e terá poder de decisão sempre, indicando mudanças de rumo no desenvolvimento nacional e comércio internacional.
    O Viomundo, em minha modesta opinião, desempenhou importante função nesse momento histórico. Trouxe posições diferentes para debate, como a grande mídia nunca faz. E várias pessoas como você e eu, pudemos debater aqui nossas posições. Leio e ouço manifestações diferentes, e entendo que hoje o Brasil deu importante demonstração de ser soberano em suas escolhas.

    Julio Silveira

    22/10/2013 - 07h54

    Luiz, aos que se sentem perdedores, como eu, só resta democraticamente esperar que a esperança que vem de pessoas como você se torne certeza.
    O que me torna mais cético nessa história toda, é ver como no Brasil promessas, quando são feitas para a maioria, são facilmente descumpridas para atender algum interesse dessa minoria nacional que tem arrastado o país e a maior parte da sua cidadania aos índices que ostentamos ao mundo. Índices incompatíveis com o nível de riqueza que o País possui e sempre possuiu, e que os tem utilizado de forma perdulária fazendo a fortuna de poucos reis do pedaço reforçando mais a geopolítica de alguns “parceiros”.
    A mim parece, amigo, que grande parte dos que fazem a nossa história sequer procuram aprender com ela.
    Mais ou menos como o que a Dilma disse, quando afirmou desconhecer o papel dos Yankes na Ditadura que este país viveu. É com isso eu quis dizer amigo que quem não conhece a historia tende cometer os mesmo erros primários de estratégia.

Indio Tupi

21/10/2013 - 15h41

Aqui do Alto Xingu, os índios acham que o ponto principal da entrevista está na parte em que Carlos Lessa diz: “Deixa eu ser Ministro da Fazenda por um mês para ver como se capitaliza a Petrobras. Como ela está com uma imensa reserva de petróleo, devem ter muitos grupos financeiros dispostos a se associarem a ela.”

Ou seja, nosso prezado Carlos Lessa troca a parceria público-privada envolvida no leilão do Pré-Sal de hoje, tal como foi aprovada pelo Congresso meses atrás, por participação acionária de bancos estrangeiros no capital social da Petrobras. Crêem os índios que essa alternativa equivaleria a privatizar e ceder, de vez, a Petrobrás a grupos financeiros externos.

Responder

    José X.

    21/10/2013 - 18h07

    Boa, índio. O cara é uma piada.

Paulo César Peixoto

21/10/2013 - 15h36

“Carlos Lessa – As razões são falta de brasilidade e coragem. ”

Numa frase disse tudo. Mas se poderia abrir um debate a nível nacional do porque dessa falta de brasilidade do brasileiro, que não hesita duas vêzes antes de entregar o que é mais nosso como nossa reservas naturais a todo aventureiro que fale uma língua estrangeira.

Nada de brasileiro na Inglaterra, nem na França, nem na Alemanha, em parte alguma além do Brasil. Mas o que tem de inglês, francês, alemão e estrangeiro se implantando aqui não está no gibi, como diria Mandrake.

Uma pesada herança atávica que levamos nos genes, nós, brasileiros, fadados a sermos colonizados, me parece, até o final dos séculos.

Responder

    1 One

    21/10/2013 - 16h11

    Ainda trocamos a mulher por um espelho.

augusto2

21/10/2013 - 15h35

eh.Verdade.
Eu tambem tenho todas as condiçoes de comprar um BMW zero bala.
-e depois dirigir o carro CASO Ainda tenha reflexos e consiga segurar com firmeza o volante!

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