VIOMUNDO
O VIOMUNDO só é possível também através de anunciantes, e detectamos que você utiliza um AdBlock, bloqueador de anúncios.
Por favor considere ajudar o VIOMUNDO desativando o bloqueador para este site.
Cartas de Minas
Cartas de Minas

Estados Unidos espionaram “comunicação de lideranças” em Brasília

08 de julho de 2013 às 12h20

 Roberto Kaz e José Casado, em O Globo

RIO — Funcionou em Brasília, pelo menos até 2002, uma das estações de espionagem nas quais agentes da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) trabalharam em conjunto com a Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos. Não se pode afirmar que continuou depois desse ano por falta de provas.

Documentos da NSA a que O GLOBO teve acesso revelam que Brasília fez parte da rede de 16 bases dessa agência dedicadas a um programa de coleta de informações através de satélites de outros países. Um deles tem o título “Primary Fornsat Collection Operations” e destaca as bases da agência.

Satélites são vitais aos sistemas nacionais de comunicações, tanto quanto as redes de fibras óticas em cabos submarinos. O Brasil não possui nenhum, mas aluga oito, todos do tipo geoestacionário – ou seja, que permanecem estacionados sobre uma região específica da Terra, em geral na linha do Equador.

Há também um conjunto de documentos da NSA, de setembro de 2010, cuja leitura pode levar à conclusão de que escritórios da Embaixada do Brasil em Washington e da missão brasileira nas Nações Unidas, em Nova York, em algum momento teriam sido alvos da agência.

Não foi possível confirmar a informação e nem se esse tipo de prática prossegue.

Essa mesma documentação expõe os padrões da NSA para monitoramento de informações em escritórios estrangeiros, nos EUA. São softwares de espionagem operados a partir de implantes físicos nas redes digitais privadas e em computadores: Highlands é o codinome de um programa de coleta direta de sinais digitais; o Vagrant funciona através de cópias das telas de computadores; e o Lifesaver, via cópia dos discos rígidos onde ficam armazenadas as memórias das máquinas. Os três programas teriam sido usados para espionar dados brasileiros.

Os documentos da NSA foram vazados por Edward Snowden, técnico em redes de computação. Ex-empregado da CIA, ele trabalhou na agência nos últimos quatro anos como especialista subcontratado de empresas privadas. Há um mês, o jornal britânico The Guardian publicou reportagens com as primeiras revelações de Snowden sobre operações de vigilância de comunicações realizadas dentro e fora das fronteiras dos Estados Unidos.

No domingo, O GLOBO mostrou que, na última década, a NSA espionou telefonemas e correspondência eletrônica de pessoas residentes ou em trânsito no Brasil, assim como empresas instaladas no país. Não há números precisos, mas em janeiro passado, por exemplo, o Brasil ficou pouco atrás dos Estados Unidos, que teve 2,3 bilhões de telefonemas e mensagens espionados.

Para tanto, a agência contou com parceiros corporativos no uso de ao menos três programas de computação. Um deles é o software Prism, que permite acesso aos e-mails, conversas online e chamadas de voz de clientes de empresas como Facebook, Google, Microsoft e YouTube, entre outras.

Outro programa é o Boundless Informant, para rastrear registros como hora, local, etc., de e-mails enviados ou recebidos. Há também o X-Keyscore, capaz de reconhecer uma mensagem escrita em diferentes idiomas em correspondência de e para o Brasil. E ainda existe o Fairview, pelo qual é possível monitorar grandes quantidades de informações trocadas por pessoas e empresas em distintos lugares.

Brasília se destacou como única estação na América do Sul no mapa descritivo das operações americanas de espionagem por satélites estrangeiros.

Também era uma das duas cidades-base do Fornsat, que hospedaram espiões da NSA e da CIA designados para trabalhar em conjunto nesse programa. Na linguagem característica usada na documentação copiada por Snowden, eles compunham uma força-tarefa, a Special Collection Service (SCS). Além de Brasília, haveria outro grupo em Nova Délhi, na Índia.

A NSA descreve, em apresentação interna datada de 2002, como opera esse consórcio de agências americanas de espionagem. O foco, segundo a documentação oficial, está em “converter sinais de inteligência captados no exterior a partir de estabelecimentos oficiais dos Estados Unidos, como embaixadas e consulados.” Acrescenta: “A NSA trabalha junto com a CIA. (…) Agentes da NSA, disfarçados de diplomatas, conduzem o acervo”. O documento foi feito uma década atrás e não foi possível confirmar se a prática prossegue.

Essas duas agências mantinham equipes SCS em 75 cidades, conforme o documento de 2002. Não foi possível saber se atualmente continuam. Dessas, 65 eram capitais nacionais. Mas os documentos da NSA deixam claro que apenas nas estações de Brasília e de Nova Déli, existiam forças-tarefa SCS com trabalho diretamente relacionado ao programa de espionagem através de satélites de outros países, o Fornsat.

A ação conjunta proporciona “inteligência considerável sobre comunicação de lideranças”, esclarece o documento da NSA de 2002. Ela é facilitada, ressalta, pela “presença dentro de uma capital nacional”.

Complexo para a coleta

O número de “alvos” é grande: “Sistemas de comunicação de satélites comerciais estrangeiros são usados no mundo inteiro por governos estrangeiros, organizações militares, corporações, bancos e indústrias.” A estrutura desse sistema de coleta de informações, segundo a NSA, se baseia nas alianças da agência com empresas privadas, proprietárias ou operadoras: “A NSA, em conjunto com seus parceiros estrangeiros, acessa sinais de comunicação de satélites estrangeiros.”

No mapa sobre operações do sistema Fornsat aparecem de forma claramente identificáveis duas importantes bases militares dos EUA.

Uma é da própria NSA, a de Sugar Grove — “Timberline” é o seu codinome. Fica no condado de Pendleton, em West Virginia (EUA). Segundo reportagem de 2005 do jornal New York Times, funciona como uma espécie de central do sistema de coleta de informações por sinais digitais no lado Leste dos Estados Unidos.

Um outro ponto-chave de coleta de dados é a base de Misawa, no Japão. Ali estão estacionadas unidades da Força Aérea dos EUA (basicamente, o 35º Fighter Wing) e um grupamento da Força Aérea de Autodefesa do Japão.

Como as agências de espionagem de outros países, a NSA sustenta grandes investimentos anuais em tecnologia. É o resultado de uma obsessão por Inteligência “acabada” — a produção diária de um conjunto de informações de qualidade para quem detém o poder de decisão na política governamental doméstica e externa. Mas como tudo é segredo nesse ramo, os abusos e os fracassos jamais são conhecidos.

Em resposta, a Casa Branca afirmou na sexta-feira por meio da Direção Nacional de Inteligência que os Estados Unidos não discutirão publicamente as denúncias de que estão espionando e-mail e ligações telefônicas de brasileiros, mas vão responder a seus parceiros e aliados através de canais diplomáticos.

Em comunicado, o governo afirmou que sua política é coletar no exterior o mesmo tipo de informações de inteligência que, segundo afirmam, são captadas por todos os países.

A justificativa é parecida com a que o presidente Barack Obama deu na semana passada quando foi questionado sobre revelações de que os EUA espionam chamadas telefônicas e comunicações eletrônicas na Europa.

Leia também:

Ivan Valente: É preciso descobrir quais empresas de telecomunicação colaboram com a espionagem de Washington

Ramonet: Serviços de espionagem já controlam a internet

 

43 Comentários escrever comentário »

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Lula: A democracia não é um pacto de silêncio - Viomundo - O que você não vê na mídia

17/07/2013 - 17h59

[…] Estados Unidos espionaram “comunicação de lideranças” em Brasília […]

Responder

Samuel Pinheiro Guimarães: Democratizar mídia é defender soberania - Viomundo - O que você não vê na mídia

16/07/2013 - 22h59

[…] Estados Unidos espionaram “comunicação de lideranças” em Brasília […]

Responder

Túlio Muniz: Inteligência coletiva da rede desafia a mídia tradicional - Viomundo - O que você não vê na mídia

16/07/2013 - 17h39

[…] Estados Unidos espionaram “comunicação de lideranças” em Brasília […]

Responder

Senadora Vanessa Grazziotin incorporou mensagem ao Tio Sam nos e-mails que dispara pelo Google - Viomundo - O que você não vê na mídia

15/07/2013 - 20h14

[…] Estados Unidos espionaram “comunicação de lideranças” em Brasília […]

Responder

Pedro Ekman, diante da Globo: Por uma reforma agrária do ar - Viomundo - O que você não vê na mídia

15/07/2013 - 00h28

[…] Estados Unidos espionaram “comunicação de lideranças” em Brasília […]

Responder

Rafael

14/07/2013 - 13h57

Fica mais claro agora quais foram alguns serviços prestados pelo FHC aos EEUU que motivaram seu prêmio de US$1 MILHÃO.

Responder

Bob Fernandes: FHC diz não saber de espionagem da CIA; fatos desmentem - Viomundo - O que você não vê na mídia

13/07/2013 - 04h25

[…] Estados Unidos espionaram “comunicação de lideranças” em Brasília […]

Responder

Paulo

09/07/2013 - 07h09

Só tem uma explicação para a entrega das informações para a Globo e é óbvia demais: PODER DIVULGAR AS INFORMAÇÕES SIGNIFICA TAMBÉM PODER SELECIONAR O QUE SERÁ DIVULGADO, pois, com certeza, existe vínculo da Globo com a CIA/EUA.

Responder

Bonifa

09/07/2013 - 06h09

Com este episódio de superespionagem , esperamos que o senhor Bernardo e outras autoridades do país desçam das nuvens liberais e compreendam o significado da expressão “atividade estratégica”. Pedir explicações ao governo americano é admissível. Pedir explicações à Anatel, francamente, é uma piada. O Brasil tinha o melhor e mais adequado sistema de comunicações para seu tamanho e importância, eram empresas estatais estaduais que funcionavam dentro de esquema geral controlado pela Embratel. Uma falsa concorrência não trouxe nada de melhor ao setor, a não ser belas propagandas de televisão. Foi tirada ao setor sua característica de serviço público essencial, multiplicando situações de transações e deficiências incontroláveis. Foram leiloadas para capitalistas ávidos de lucro em negócios desde o início perpassados de tenebrosas negociatas. Este time de sócios internacionais será dor de cabeça eterna para os governos e fonte permanente de corrupção de órgãos controladores. Quem tem dúvidas da disposição destes senhores em negociar seja lá o que for? Deles há que nem brasileiros são, venderão o que lhes for possível vender.

Responder

    Lafaiete de Souza Spínola

    09/07/2013 - 19h24

    O BRASIL NECESSITA DA TELEBRAS E DA EMBRATEL.

    Um país com mais de 8.5 milhões de km quadrados e 200 milhões de habitantes não pode ficar dependente das exportações de matérias primas.

JOTACE

09/07/2013 - 00h59

Inexiste uma razão sequer para supor que, arrependidos, os espiões que aqui trabalhavam, sustassem suas atividades criminosas em 2002. Nesta lama, a Globo como advogada permanente dos interesses anti-nacionais, deve estar imersa até o pescoço. Por isso é por demais suspeito o comportamento que assume no momento. E que os nossos governos nada tenham feito a respeito, para o que dispunham (e dispõem) de variados órgãos especializados, e até de um Ministério de Comunicações (!?) e de uma Secretaria (a da Helena Global), é algo mais que incúria ou desídia. Tudo isso cheira ao mais abjeto entreguismo. Como explicar Lula haver nomeado Jobim como Ministro da Defesa (!) e Dilma o haver mantido no cargo todo o tempo que ele quis? Dizer agora que o patriota vai solicitar explicações é mais uma enganação aos direitos do povo brasileiro.

Responder

    Julio Silveira

    09/07/2013 - 08h30

    é bem por ai JOTACE.

Nielsen Holland

08/07/2013 - 23h00

William Wack participou também nessa, como em outras ocasiões? Afinal ele é tido como “amiguinho” dos states.

Responder

    Fabio Passos

    09/07/2013 - 00h06

    “amiguinho”?
    Capacho e lambe-botas é mais a cara dele. rsrs

Julio Silveira

08/07/2013 - 21h47

Sei que o assunto é sério, seríssimo, pessoal, mas aonde os políticos brasileiros estavam? Parecer que chegaram de Vênus agora. Por que Vênus e a deusa do Amor. Os Americanos não são flor que se cheire, estiveram participando ativamente em todos os momentos da história de nosso país de forma intensiva, e negativa, ainda que na surdina, estiveram para invadir o Brasil caso Getúlio não assumisse uma posição em favor dos aliados. Como bastiões da democracia, apoiaram o golpe militar por essas bandas, como fazem em favor diversas ditaduras de outros países, quando interesses falam mais alto. São fornecedores de tecnologia de informações, são orientadores de torturas, ou quem nunca ouviu falar das Escola das Américas? fornecem cursos de doutrinação aos militares dos governos que lhes possibilitam apoio mutuo. Achar que poderiam esperar respeito desses estrangeiros? só pode ser brincadeira.

Responder

    Lafaiete de Souza Spínola

    09/07/2013 - 20h00

    TEMOS QUE PLEITEAR UM ALTO INVESTIMENTO NA EDUCAÇÃO.

    Só assim será possível diminuir a manipulação das mentes.

    Como conseguir a manipulação?

    Manter o público na ignorância e no disparate. Atuar de modo a que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controle e a sua escravidão.

    “A qualidade da educação dada às classes inferiores deve ser de baixa qualidade, de tal modo que o fosso da ignorância que isola as classes inferiores das classes superiores permaneça incompreensível pelas classes inferiores”.

Regina Braga

08/07/2013 - 21h36

Desde o Projeto Radam somos policiados pelos americanos.Obama na sua visita ao paìs decretou guerra a Líbia…tudo muito íntimo,tudo feito em casa.Só os cegos não quiseram enxergar.Vai pra rua PSOL,vai!

Responder

Marat

08/07/2013 - 21h15

E a ABIN, hein, já se pronunciou? E os generais de pijama, falaram algo a respeito, ou ainda estão de quatro, esperando novamente o patrão voltar ao comando?

Responder

Marat

08/07/2013 - 21h12

Azenha e amigos, ainda não ouvi reações das seguintes pessoas: FHC, Serra, Aécio, Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, Luciano Huck… será que eles aprovam estes atos de espionagem?

Responder

Marat

08/07/2013 - 21h06

Pergunta para quem tem estômago suficiente para acompanhar o PIG:
Qual destes “proifissionais” da comunicação protestou veementemente contra estes vis atos de espionagem?
Eliane Cantanhêde, Gilberto Dimenstein, Boris Casoy, Nêumane, William Waack, William Bonner, Míriam Leitão, Adalberto Piotto, Sardenberg, Fernando Mitre, Carlos Nascimento, Dora Kramer, Merval Pereira, Augusto Nunes, Reinaldo Azevedo, Ancelmo Gois, Humberto Rosa e Silva, Waldvogel, Leilane etc., etc., etc… Alguém sabe dizer? Obrigado!

Responder

Marat

08/07/2013 - 21h01

E o pessoal do Nobel, vai continuar escondido ou vai retirar o prêmio do psicopata que ocupa a cadeira de presidente daquela espelunca???????

Responder

Marat

08/07/2013 - 21h00

Eu venho dizendo desde a década de 1980 que os EEUU são lobo em pele de carneiro… São sujos, psicopatas, ladrões e embusteiros. Adoram bisbilhotar. Basta raciocinar só um pouco para perceber, ou… ter má-fé. Ma-fé como muitos imbecis que comentam no UOL… os lambe-botas ali só faltam ficar de quatro para o Tio Sam.
Quem sabe o governo brasileiro endurece com essa escumalha. Quem sabe…, mas, de todo modo é bom tirar essa missão do Paulo Bernardo!

Responder

    Lafaiete de Souza Spínola

    09/07/2013 - 20h11

    Esse BERNARDO esqueceu a TELEBRAS e nada comenta sobre a EMBRATEL.

    Trata com muito carinho as multinacionais das telecomunicações!

    Não acredita nem tem projeto para o Brasil!

    Será que pensa em privatizar a Base de Alcântara?

Indio Tupi

08/07/2013 - 20h24

Aqui do Alto Xingu, desde os anos 1980 os índios têm conhecimento dessa captação clandestina de informações que circulam seja por que meio for, pois dela ficaram cientes com a publicação do livro de James Bamford “The Puzzle Palace”, onde tudo foi minuciosamente descrito. Portanto, para os índios, há pelo menos trinta anos isso não é novidade.

Agora, o que está intrigando os índios é por que foi escolhido “O Globo” — tradicionalíssimo aliado e defensor incondicional dos interesses de Tio Sam no Brasil — para a veiculação dessa notícia?

Exatamente, há poucos meses da “comemoração” dos cinquenta anos do Golpe Cívil-Militar de 1964, do qual “O Globo” foi um dos baluartes e precisamente após haver estourado o escândalo da sonegação fiscal.

Alguém está pretendendo “restaurar” a credibilidade desse grupo jornalístico exatamente no momento que uma estranha agitação política, encabeçada pelo mesmo grupo, ameaça a estabilidade de um governo legitimamente eleito e quando todas as instituições nacionais trabalham desfrutando de total liberdade.

Os índios estão “matutanto”, mesmo porque, esse suposto escândalo das espionagens já é fato conhecido há várias decadas. Os interessados podem saber mais consultando na http://www.amazon.com os demais livros, sob a matéria, do James Bamford. Está tudo lá, há um bom tempo. Tem caroço nesse angu…

Responder

    oylas pereira

    09/07/2013 - 17h42

    É fácil compreender… a Globo está no buraco, com o pescoço na forca, com os crimes de sonegação fiscal e formação de quadrilha e o seu legitimo dono, o USA resolveu socorrer, dando lhes o rabo sujo, para que a rainha do pigue nele se pendurasse.
    Quando o USA sacudir o rabo, vocês vão ver quantos abutres, tucanos, corvos do STF revoar mundo à fora.

jõao

08/07/2013 - 19h43

CIA e NSA tiveram base espiã no
Brasil no Governo FHC, diz O Globo
8 de Jul de 2013 | 14:27

Enquanto o “genial” Ministro das Comunicações fala bobagens do tipo “devem ter grampeado o cabo submarino” , O Globo (quem diria) vai mostrando que a espionagem americana no Brasil não tem nada de improviso ou de “suave”.
Reportagem de Roberto Kaz e José Casado, com base nos documentos revelados pelo ex-agente Edward Snowden, que os EUA estão caçando pelo mundo, mostram que, durante o Governo Fernando Henrique Cardoso a National Security Agency (NSA) e a CIA mantiveram uma base de espionagem de comunicação por satélites em território brasileiro.
“Funcionou em Brasília, pelo menos até 2002, uma das estações de espionagem nas quais agentes da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) trabalharam em conjunto com a Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos. Não se pode afirmar que continuou depois desse ano por falta de provas. Documentos da NSA a que O GLOBO teve acesso revelam que Brasília fez parte da rede de 16 bases dessa agência dedicadas a um programa de coleta de informações através de satélites de outros países. Um deles tem o título “Primary Fornsat Collection Operations” e destaca as bases da agência”.
Mais: no ano eleitoral de 2010, o jornal diz que os documentos contêm indícios de que nossa Embaixada em Washington e nosso escritório nas Nações Unidas, em Nova York “ teriam sido alvos da agência” de espionagem.
Recorde-se que, neste ano, foram frequentes os convites a políticos e jornalistas da direita para “conversas informais” na Embaixada americana, em busca de informações sobre o processo sucessório. Embora legítimas, estas, espionar comunicação de embaixadas de outro país é um crime grave na lei internacional.
E o Ministro Paulo Bernardo vai pedir informações à Anatel…
E o Ministro José Eduardo Cardozo vai pedir informações à Polícia Federal.
No caso dele, é bom que ele leia este trecho de uma matéria publicada em 2002, pela Istoé:
“A CIA e a NSA (Agência Nacional de Segurança) interceptaram chamadas telefônicas entre representantes brasileiros e a empresa francesa Thomson sobre um sistema de radar que os brasileiros queriam adquirir. Uma firma americana, Raytheon, também estava na corrida, e relatórios preparados a partir de interceptações foram canalizados para a Raytheon.” A bisbilhotice da CIA continuou, e sempre “incrustada dentro da Polícia Federal”, como definiu o delegado Wilson Ribeiro, da Divisão Disciplinar da PF, no relatório de um caso recente”.
Estamos bem arranjados, com estes dois Sherlocks.
Por: Fernando Brito

Responder

Ednaldo Vieira osta

08/07/2013 - 19h40

A NSA estava abrigada no Distrito Federal e suas filiais em todos os Estados da federação com o nome de Rede Globo.Fação o favor e revejam todos editoriais da TV e as manchetes do seu jornal impresso desde 2002 e vejam de que lado estão.Essa aparente discórdia com os EUA, nada mais é do que uma coisa combinada para tentar desviar atenção do crime de sonegação fiscal e outros e para tentar iludir a opinião pública no intuito de amenizar a sua rejeição cada vez mais crescente.

Responder

    Fabio Passos

    08/07/2013 - 22h42

    Falou e disse!

    A globo, desde sempre, é ponta de lança dos interesses ianques.

    CIA
    NSA
    Fuck usa!

jõao

08/07/2013 - 19h39

Enquanto o “genial” Ministro das Comunicações fala bobagens do tipo “devem ter grampeado o cabo submarino” , O Globo (quem diria) vai mostrando que a espionagem americana no Brasil não tem nada de improviso ou de “suave”.
Reportagem de Roberto Kaz e José Casado, com base nos documentos revelados pelo ex-agente Edward Snowden, que os EUA estão caçando pelo mundo, mostram que, durante o Governo Fernando Henrique Cardoso a National Security Agency (NSA) e a CIA mantiveram uma base de espionagem de comunicação por satélites em território brasileiro.
“Funcionou em Brasília, pelo menos até 2002, uma das estações de espionagem nas quais agentes da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) trabalharam em conjunto com a Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos. Não se pode afirmar que continuou depois desse ano por falta de provas. Documentos da NSA a que O GLOBO teve acesso revelam que Brasília fez parte da rede de 16 bases dessa agência dedicadas a um programa de coleta de informações através de satélites de outros países. Um deles tem o título “Primary Fornsat Collection Operations” e destaca as bases da agência”.
Mais: no ano eleitoral de 2010, o jornal diz que os documentos contêm indícios de que nossa Embaixada em Washington e nosso escritório nas Nações Unidas, em Nova York “ teriam sido alvos da agência” de espionagem.
Recorde-se que, neste ano, foram frequentes os convites a políticos e jornalistas da direita para “conversas informais” na Embaixada americana, em busca de informações sobre o processo sucessório. Embora legítimas, estas, espionar comunicação de embaixadas de outro país é um crime grave na lei internacional.
E o Ministro Paulo Bernardo vai pedir informações à Anatel…
E o Ministro José Eduardo Cardozo vai pedir informações à Polícia Federal.
No caso dele, é bom que ele leia este trecho de uma matéria publicada em 2002, pela Istoé:
“A CIA e a NSA (Agência Nacional de Segurança) interceptaram chamadas telefônicas entre representantes brasileiros e a empresa francesa Thomson sobre um sistema de radar que os brasileiros queriam adquirir. Uma firma americana, Raytheon, também estava na corrida, e relatórios preparados a partir de interceptações foram canalizados para a Raytheon.” A bisbilhotice da CIA continuou, e sempre “incrustada dentro da Polícia Federal”, como definiu o delegado Wilson Ribeiro, da Divisão Disciplinar da PF, no relatório de um caso recente”.
Estamos bem arranjados, com estes dois Sherlocks.
Por: Fernando Brito

Responder

FrancoAtirador

08/07/2013 - 19h39

.
.
TAg: NEOLIBERALISMO, ESPIONAGEM ESTATAL E INDUSTRIAL

Anos 90: o Prenúncio da Dominação Completa

O MITO DA ‘LIBERDADE’ E O ‘BIG BROTHER’

(http://www.comunicacaoempresarial.com.br/comunicacaoempresarial/artigos/jornalismo_cientifico/artigo1.php)

Baixar arquivo:

(http://www.unifra.br/professores/rosana/Os%20novos%20desafios%20do%20Jornalismo%20Cient%C3%ADfico.doc)
.
.

Responder

João

08/07/2013 - 19h03

Por que não se cria o Nobel da Guerra? E fica acertado assim: de quatro em quatro anos o presidente eleito dos Estados Unidos será agraciado com o título. Existe alguém mais no mundo que mereça esse título do que Bush, Obama e similares? Tudo farinha do mesmo saco. Farinha degenerada, diga-se de passagem. Querem gravar esta minha mensagem? Que se fodam!

Responder

jose carlos lima

08/07/2013 - 18h59

O Brasil abriu mão de sua soberania a partir do momento em que privatizou a Embratel e seus satélites no espaço, tá tudo nas mãos dos espiões

Responder

    Lafaiete de Souza Spínola

    09/07/2013 - 20h22

    Esse é o item 25 de UM PROJETO PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL

    Um povo sem educação é manipulável pelo estrangeiro e seus testas-de-ferro.

    25. Está disponível na internet uma grande gama de informações esclarecedoras; muito bem fundamentadas e algumas foram comprovadas com os vazamentos de documentos sigilosos pelo Wikileaks; de que nosso desenvolvimento tecnológico sofre sabotagens de todo tipo, daqueles que não desejam ver o nosso país no cenário internacional com produtos de alto índice tecnológico.

    O interesse é que sejamos, exclusivamente, fornecedores de comodities!

    Vejam, só, como exemplo, os revezes e sabotagens praticados ao PROJETO ESPACIAL BRASILEIRO, tendo seu ápice na explosão da base de Alcântara, quando tudo foi destruído e as vidas de 21 cientistas foram ceifadas, em 22 de agosto de 2003.

    Até nossos satélites para uso nas telecomunicações, na vigilância do desmatamento, no monitoramento do clima estão sendo lançados no exterior, apesar de Alcântara ser um local privilegiado para essa atividade. Os interesses mesquinhos entrelaçam-se.

    A sabotagem indireta é um ataque silencioso e muito perverso que o Brasil e o seu Programa Espacial vêm sofrendo, sem tréguas, já faz mais de 20 anos.

    Tudo isso acontece porque recebem a ajuda e cooperação dos mesmos que lutam contra a educação no Brasil.

Mara

08/07/2013 - 18h56

A Globo está dando uma de cordeirinha. Falsidade é que não falta ali.

Responder

Francisco

08/07/2013 - 18h20

Quando o controle interno fica à perigo… procure um inimigo externo! Daí a posar de defensora da soberania nacional.

Responder

assalariado.

08/07/2013 - 14h18

Atenção internautas, não devemos cair no canto da sereia. A rede esgoto de televisão é a própria espiã, carro chefe dessa parafernália, travestida de ‘Liberdade de Imprensa’. Afinal de contas, quem foi um dos pilares de sustentação da ditadura militar e, desde sempre, é a testa de ferro e principal porta voz dos interesses coloniais da ditadura do capital internacional em terra Brasilis.

Abraços Fraternos.

Responder

    Joe

    08/07/2013 - 15h38

    Exato! Mas o que está por traz?
    Abafar o processo que sumiu?
    Ou tem coisa muito maior? Hoje em todos os jornais e programas eles estão batendo em cima. Dando voz ao Paulo Bernardo.
    Acho estranho, tem coisa ai…
    Será que a Globo que era dona majoritária na Net emprestou suas instalações para tal monitoria e isso está documentado? e muito bem pago???

    assalariado.

    08/07/2013 - 18h46

    Caro Joe, abafar o processo que sumiu?

    JAMAIS! Vou além.

    Na verdade a rede esgoto globo de televisão, é apenas a porta de entrada do que há de mais nojento e de corruptores dentro da ideologia burguesa de sociedade, organizada a nível mundial. A rede esgoto globo é apenas a ponta do iceberg, visto que, a espionagem funcionou até 2002. Sendo assim, suponho que, com a devida cortesia dos governos da época. Será que os entreguistas da nação tipo PSDB e aliados, a contra espionagem ‘brasileira’ e a FFAA, nada sabiam?

    Abraços Fraternos.

    Joe

    08/07/2013 - 22h49

    Concordo ! e tenho certeza que sabiam.

Eric

08/07/2013 - 13h48

A globo foi prejudicada com alguma coisa… por isso abriu o bico.

Responder

Joe

08/07/2013 - 13h20

A pergunta que não quer calar em minha cabeça. Porque a Globo, porta voz oficial das ideias do norte, se propõe a veicular tal denúncia, por que agora????

Será que isso é um ponto sem nó?….

Responder

    FrancoAtirador

    08/07/2013 - 19h56

    .
    .
    O esquema Globo de publicidade

    Por Patrícia Benvenuti, no Brasil de Fato, via ODC

    Mais de 16 milhões de comerciais por ano e um relacionamento com 6 mil agências. Esse é um resumo do desempenho da Rede Globo junto ao mercado publicitário brasileiro, orgulhosamente exibido na página de internet da emissora.

    Líder na arrecadação de verbas publicitárias entre todos os meios de comunicação, a Globo também mostra sua força em cifrões. Somente em 2012, os canais de TV (abertos e por assinatura) das Organizações Globo arrecadaram R$ 20,8 bilhões de reais em anúncios, segundo informe divulgado pela corporação.

    Por trás dos números, porém, se esconde uma prática que os grandes grupos de mídia preferem ocultar: o pagamento das Bonificações por Volume (BV), apontado por especialistas como um dos responsáveis pelo monopólio da mídia no país.

    Monopólio

    Desconhecidas pela grande maioria da população, as Bonificações por Volume são comissões repassadas pelos veículos de comunicação às agências de publicidade, que variam conforme o volume de propaganda negociado entre eles.

    A prática existe no Brasil desde o início da década de 1960. Criada pela Rede Globo, seu objetivo seria oferecer um “incentivo” para o aperfeiçoamento das agências. Com o tempo, outros veículos aderiram ao mecanismo, que hoje é utilizado por todos os conglomerados midiáticos no Brasil.

    O pagamento dos bônus, no entanto, é alvo de críticas de militantes do direito à comunicação, que argumentam que a prática impede a concorrência entre os meios de comunicação na busca por anunciantes. Isso porque, quanto mais clientes a agência direcionar a um mesmo veículo, maior será o seu faturamento em BVs.

    Para o professor aposentado da Universidade de Brasília (UnB) Venício Artur de Lima, a prática fortalece os grandes grupos, já que leva anunciantes aos meios que recebem publicidade. “Exatamente por terem um volume alto de publicidade é que eles [meios] podem oferecer vantagens de preço”, explica.

    O resultado desse processo, segundo o professor, é a dificuldade de sobrevivência dos veículos de menor capacidade econômica, que não têm recursos para as bonificações. “Você compara um blog ou um portal pequeno com um portal da UOL, por exemplo. Não tem jeito de comparar, são coisas desiguais”, afirma.

    Antes restrita às mídias tradicionais, as bonificações vão ganhando novos nichos.

    De acordo com agências de publicidade e com o presidente do Internet Advertising Bureau (IAB), Rafael Davini, atualmente o Google também utiliza BVs. [!!!]

    Segundo informações do mercado, o Google seria hoje o segundo grupo em publicidade no Brasil, ficando apenas atrás da Rede Globo. [!!!]

    Líder em BVs

    O exemplo mais forte da relação entre bônus e concentração, para o jornalista e presidente do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, Altamiro Borges, é o caso da televisão. “Todos os canais fazem isso, é uma forma de manter a fidelidade da agência de publicidade com o veículo. Só que, como a Globo é muito poderosa, a propina é muito maior”, diz.

    De acordo com dados do Projeto Inter-Meios, da publicação Meio & Mensagem, a publicidade destinada à TV aberta em 2012 foi de R$ 19,51 bilhões. Cerca de dois terços desse valor ficaram com a Globo.

    Segundo o presidente da Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação (Altercom) e editor da Revista Fórum, Renato Rovai, outro procedimento adotado pela emissora é o repasse antecipado dos bônus. “A Globo estabelece uma bonificação por volume de publicidade colocada e antecipa o recurso. Aí a empresa fica presa a cumprir esse objetivo. É assim que fazem o processo de concentração”, ressalta.

    Borges critica ainda o silêncio midiático em torno do assunto. “É um tema-tabu, nenhum veículo fala. Como todo mundo utiliza, ninguém pode reclamar. Fica todo mundo meio cúmplice”, dispara.

    Regulamentação

    Em 2008, as bonificações foram reconhecidas e regulamentadas pelo Conselho Executivo das Normas Padrão (CNPE), entidade criada pelo mercado publicitário para zelar as normas da atividade. O CNPE classifica os bônus como “planos de incentivo” para as agências.

    Dois anos depois, as bonificações foram reconhecidas também por lei. Elas estão previstas na Lei nº 12.232, que regulamenta as licitações e contratos para a escolha de agências de publicidade em todas as esferas do poder público. Segundo o texto, “é facultativa a concessão de planos de incentivo por veículo de divulgação e sua aceitação por agência de propaganda, e os frutos deles resultantes constituem, para todos os fins de direito, receita própria da agência”.

    Para Renato Rovai, a aprovação do texto agravou o problema. “É uma corrupção legalizada. Nenhum lobby é legalizado no Brasil, mas o BV é”, critica o presidente da Altercom.

    A Lei nº 12.232 também foi objeto de polêmicas durante o julgamento da ação penal 470, no caso que ficou conhecido como “mensalão”. Isso porque o texto original da lei permitia que as agências ficassem com o bônus, mas só para contratos futuros. Entretanto, uma mudança feita na Comissão de Trabalho em 2008 estendeu a regra a contratos já finalizados. O fato gerou discordância entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ayres Britto chegou a afirmar que as alterações foram feitas para beneficiar os réus do “mensalão”, acusados de peculato referente a desvios de Bvs.

    Mudanças

    Mudar a legislação, na avaliação do presidente da Altercom, é um passo fundamental para acabar com a prática das bonificações por volume. No entanto, são necessárias mais medidas para reverter o quadro atual da mídia no país. “É preciso mudar a regulamentação e criar um novo marco legal, incluindo as agências”, defende Rovai. Uma das propostas para isso é o Projeto de Lei de Iniciativa Popular para as Comunicações. Criado por organizações populares, o PL visa, dentre outros objetivos, combater o monopólio no setor e garantir mais pluralidade nos conteúdos.

    Em seu artigo 18, o projeto propõe que “os órgãos reguladores devem monitorar permanentemente a existência de práticas anticompetitivas ou de abuso de poder de mercado em todos os serviços de comunicação social eletrônica”, citando “práticas comerciais das emissoras e programadoras com agências e anunciantes”. Para se transformar em um projeto de lei, a proposta precisa de um 1,3 milhão de assinaturas.

    *Observatório do Direito à Comunicação

    (http://www.direitoacomunicacao.org.br/content.php?option=com_content&task=view&id=9706)

    Leia também:

    (http://es.slideshare.net/OPTDigitais/o-mercado-da-comunicao-digital)
    (www.intervozes.org.br)

Deixe uma resposta