VIOMUNDO

Beatriz Cerqueira: Pimentel não cumpre o que prometeu. Na canetada, demitiu servidores doentes, até em tratamento contra o câncer

28 de janeiro de 2016 às 09h21

Bia e Pimentel

por Conceição Lemes

Em 2007, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, e o seu vice, Antônio Anastasia, hoje senadores pelo PSDB, criaram a Lei Complementar 100, que efetivou milhares de servidores públicos, principalmente professores.

Em 2014, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou-a inconstitucional e determinou o desligamento dos servidores. O prazo para exoneração terminou em 31 de dezembro de 2015.  Entre trabalhadores da educação básica e professores da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), cerca de 57 mil foram demitidos.

“As dispensas foram na base da canetada, mesmo, assim como foi a contratação, no governo Aécio/Anastasia”, lamenta a professora Beatriz Cerqueira. “Em agosto de 2014, nos debates da Conferência Estadual de Educação, promovida pelo sindicato, Fernando Pimentel, como candidato,  assinou documento se comprometendo discutir a situação desses servidores, o que não aconteceu com ele como governador.”

Carta Comprisso VII Conferencia Sind-UTEBeatriz Cerqueira é a combativa presidenta do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE-MG) e da CUT-MG.

“A maior crueldade é com os trabalhadores adoecidos.  O governo Pimentel ignorou a maioria. Não fez a parte dele”, diz, indignada. “Nós sabemos que quem adoeceu, não volta para o mercado de trabalho, seja com contrato no próprio Estado ou em qualquer outro lugar.”

“As pessoas adoeceram trabalhando para o Estado! O correto era o reconhecimento da doença e da incapacidade e a aposentadoria. O governo Pimentel não fez isso com maioria dos trabalhadores doentes”, observa. “A crueldade foi que ele deu licença médica com ‘prazo de validade’, independentemente da recuperação da pessoa.”

“Na prática, o governo demitiu muitos servidores doentes, vítimas de acidentes de trabalho. Temos trabalhadores em tratamento contra câncer que foram demitidos!”, denuncia a presidenta do SindUTE e da CUT-MG. “ Não se demite trabalhador doente!”

Segue a íntegra da nossa entrevista com Beatriz Cerqueira.

Viomundo — Já ouvi falar em 50 mil, 60 mil, 70 mil servidores demitidos. Afinal, são quantos?

Beatriz Cerqueira — De acordo com dados do governo de Minas Gerais,  cerca de 57 mil,  entre trabalhadores da educação básica e professores da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG).

Viomundo – Considerando que há leitores novos, gostaria que fizesse um breve histórico da Lei Complementar 100, de Minas Gerais.

Beatriz Cerqueira — A Lei Complementar 100 foi proposta pelo governador do Estado, aprovada por unanimidade pelos deputados estaduais e sancionada em novembro de 2007. O governador era Aécio Neves e o vice Antônio Anastasia, hoje senadores da República pelo PSDB de Minas.

O objetivo dela era a organização da Gestão da Previdência Própria dos servidores estaduais.

Desde 1998, o regime de Previdência Própria é restrito aos servidores concursados. Só que, aqui em Minas, o governador não cumpria a exigência constitucional de realizar concursos públicos, mantendo, ano a ano, milhares de servidores com vínculos precários, na condição de designados.

O fato é que, em 2007, havia cerca de  98 mil contratados temporários na educação, que, por regra constitucional, deveriam estar contribuindo para o Regime Geral de Previdência.  Mas não estavam.

Viomundo – Eles pagavam algum tipo de Previdência?

Beatriz Cerqueira — Nenhum!  E isso era bastante atrativo para o então governador, já que o governo também não contribuía com a parte patronal. Só que, como tempo,  essa “esperteza” começou a gerar dificuldades ao próprio  estadual. Por exemplo, nos pedidos de empréstimos a instituições financeiras internacionais, que exigem a regularidade previdenciária.

Isso significava reconhecer e arcar com uma dívida bilionária no INSS, responsável pelo regime geral de previdência com os quais esses trabalhadores deveriam contribuir. Antes de 1998, era possível servidor não concursado se aposentar no regime próprio, como os comissionados, funções públicas  etc. A Emenda Constitucional 20/98 acabou com essa possibilidade.

Aí, veio a mágica do governo Aécio/Anastasia: para que pagar o que devia e regularizar a vida de milhares de servidores na Previdência se poderia inventar uma teoria que lhe permitiria jogar no regime de Previdência Própria, servidores que não são concursados? A Lei Complementar 100 fez isso.

Viomundo – Mas a Lei 100 foi vendida pela mídia mineira como um benefício dos servidores, não foi?

Beatriz Cerqueira – Foi. O governo de Minas usou seu aparato — leia-se seu controle! — sobre a mídia para fazer crer que a Lei Complementar 100 era em benefício dos servidores e que o então governador tinha compromisso social. E, assim, a efetivação sem concurso público se tornou real em Minas Gerais.

Quando o artigo 7° da Lei Complementar 100 foi julgado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, em março de 2014, numa ação proposta pelo Ministério Público Federal, o governo do Estado, nas mãos de Antônio Anastasia (PSDB) e posteriormente com Alberto Pinto Coelho (PP), agiu como se nada estivesse acontecendo e foi empurrando a situação.

Tentou jogar todo mundo no Regime Geral de Previdência como algo natural. Não deu certo. Foi obrigado, por decisão judicial, a manter todos no Regime Próprio de Previdência.  Mas não cuidou de resolver as mais diferentes situações.

Viomundo – Por exemplo.

Beatriz Cerqueira — Negou o direito à aposentadoria por invalidez a todos que adoeceram enquanto trabalhavam para o Estado. Negou também o direito de aposentadoria a quem cumpriu os requisitos de tempo e idade.

Já àqueles que passaram em concurso, os governos Anastasia/Pinto Coelho negavam a nomeação por meio da perícia médica que os avaliavam como incapazes em função do adoecimento — que adquiriram enquanto trabalhavam para o  próprio Estado!

Então, o hoje senador Aécio Neves, paladino da moral, do combate à corrupção, o Mujica das Gerais como ironizou um jornalista, é responsável por uma situação que iludiu milhares de famílias.

Viomundo – Houve algum critério para essas dispensas ou foram na base da canetada mesmo, assim como foi a contratação?

Beatriz Cerqueira -- A dispensa foi na base da canetada, mesmo. Em agosto de 2014, nos debates da Conferência Estadual de Educação, promovida pelo SindUTE-MG,  Fernando Pimentel, como candidato,  assinou documento se comprometendo discutir a situação destes servidores, o que não aconteceu com ele como governador.

Desde 2012, quando a lei foi questionada no Supremo Tribunal Federal (STF), o sindicato tenta discutir caminhos.  Não conseguimos no governo do PSDB. E não conseguimos no atual governo.  Durante todo o ano de 2015 cobramos a abertura da discussão.  O governo foi empurrando a situação. Somente após muita pressão nossa começou a encaminhar a aposentadoria de quem adquiriu o direito por ter cumprido tempo de contribuição e idade mínima.

Viomundo — Enquanto presidente do SindUTE e da CUT/MG, como está lidando com a situação de ver tanta gente ser demitida?

Beatriz Cerqueira — A situação é horrível. A maior crueldade é com os trabalhadores adoecidos.  O governo Pimentel ignorou a maioria. Não fez a parte dele. Todos nós sabemos que quem adoeceu, não volta para o mercado de trabalho, seja com contrato no próprio Estado ou em qualquer outro lugar.

As pessoas adoeceram trabalhando para o Estado! Então, o correto era o reconhecimento da doença e da incapacidade e a aposentadoria. O governo Pimentel não fez isso com a maioria dos trabalhadores doentes. A crueldade foi que ele deu licença médica com “prazo de validade”, independentemente da recuperação da pessoa.

Na prática, o governo demitiu muitos servidores doentes, vítimas de acidentes de trabalho. Temos trabalhadores em tratamento contra câncer que foram demitidos! Não se demite trabalhador doente!

Viomundo – Mas, na campanha eleitoral, Pimentel acenou com acordo sobre a lei 100?

Beatriz Cerqueira -- Sim. Assumiu o compromisso de discutir a situação dos trabalhadores, coisa que o governo anterior não havia feito! Mas durante o ano de 2015 o governo Pimentel fez apenas uma reunião conosco e nada mais. Por mais que cobrássemos, foi empurrando também.  Pedimos a abertura de negociação para a construção de alternativas, dentro do que foi definido pelo STF.  O que não aconteceu.

Viomundo —  Quais as propostas que vocês fizeram ao governo Pimentel?

Beatriz Cerqueira – Nós reivindicamos a avaliação para aposentadoria de todos os adoecidos que não retornariam ao mercado de trabalho. Mas muitos foram simplesmente demitidos. Poderiam permanecer vinculados ao Estado enquanto estivessem doentes ou fossem aposentados.

Pedimos a manutenção do salário de janeiro. Todos os contratados do Estado que trabalham no ano anterior recebem o mês de janeiro. Os efetivados não receberão.

Desde o início de dezembro, estamos tentando discutir isso com o governo. Sequer uma reunião com o sindicato foi marcada.

O aumento do número de nomeações também ajudaria. Muitos efetivados passaram no concurso.  Mas não foram nomeados. Enfim, está o caos neste início de ano.

Viomundo —  O problema foi gerado na gestão Aécio/Anastasia, mas, mesmo assim, a gestão Fernando Pimentel não poderia ter acenado com outra saída que não a demissão pura e simples?

Beatriz Cerqueira — Na verdade, a decisão do STF determinava que os cargos ocupados por servidores da Lei 100 fossem ocupados por concurso público.  O prazo era 31 de dezembro.  E isso o governo não fez.

Depois de muita pressão em 2015 conquistamos 60 mil nomeações, 15 mil por ano. Mas hoje, diante do atual quadro de precariedade, é preciso avançar mais.  O governo também poderia ter mantido o vínculo dos trabalhadores onde não houve concurso. Demitiu,  para expulsar os doentes, economizar um mês de salário e recontratar alguns!

Viomundo — Em 2014, você anunciou  que iria entrar com ação contra o governo por danos morais por conta da lei 100. Como ficou essa parte?

Beatriz Cerqueira — O sindicato fez tudo o que poderia fazer no campo jurídico.  Ajuizamos ações coletivas cobrando FGTS, danos morais, centenas de ações cobrando aposentadoria e outros direitos.

Também denunciamos os dois senadores no Ministério Público Federal para apurar a responsabilidade de cada um. Até o momento não temos notícias do que o Ministério Público Federal apurou.

Viomundo — E agora?

Beatriz Cerqueira  — Começamos 2016 com muitos “bodes” na sala,  como o anúncio de parcelamento de salários e a promessa de nova estabilidade sem concurso, que foi feita pelos secretários de Governo e da Casa Civil do governo Pimentel.

A nossa esperança era que houvesse uma relação de respeito, diálogo e transparência nas informações.  É o único jeito de termos uma rede estadual forte, não fragilizada. Lamentavelmente até agora isso não virou realidade.  Teremos, portanto, um ano de muitas lutas.

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Hudson

02/02/2016 - 11h50

A entrevista dá a entender (para quem não sabe) que os trabalhadores não contribuíram para a Previdência, o que é um engano.

Contribuíram, sim, com 11% de todos os seus salários, desde muito antes da Lei 100/2007, supostamente para a previdência estadual. Contribuíram com mais do que o que seria devido ao INSS (~8%). Mas o Governo nunca repassou o dinheiro das contribuições ao INSS. Os trabalhadores pagaram mais do que o devido.

Mas, e o Governo de Minas Gerais, vai pagar o calote previdenciário?

Vai pagar o FGTS? http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/governo-ter%C3%A1-que-pagar-r-726-mi-de-fgts-aos-atingidos-pela-lei-100-1.1220507

Vai indenizar os concursados que abdicaram de seus cargos para se vincularem pela Lei 100?

Vai indenizar quem largou outros empregos porque o governo prometeu, repetiu e insistiu que os efetivados teriam todos os direitos e não precisariam mais prestar nenhum concurso?

E nos casos em que nunca houve concurso para efetivo, como o da Universidade do Estado (UEMG)? Como culpar o trabalhador por nunca ter tido a oportunidade de se candidatar a cargo efetivo, ou somente poder se candidatar a cargos temporários?

Como pode funcionar uma universidade com menos de 8% de efetivos, e da qual nem sequer o reitor é concursado?

E os trabalhadores que foram submetidos a criteriosos processos seletivos conforme editais públicos, terão o reconhecimento de que não entraram por serem “protegidos do Aécio” (como ironizou um infeliz articulista)? Ou apenas os funcionários da ALMG continuarão efetivos por esse critério?

São muitas questões que precisam ser postas.

Mais outras:

Por que o Governo está fazendo novas designações para cargos temporários, sendo que em alguns casos há concursados aguardando nomeação?

Por que a liminar que exigia a nomeação dos concursados para seus cargos efetivos simplesmente desapareceu logo após ser concedida (antes de ser publicada), permitindo ao Governo continuar designando temporariamente quem deveria ser nomeado por concurso?

Por que novos designados estão sendo chamados para suprir cargos quando a justiça determinou que os ex-efetivados fossem substituídos por concursados, e não por novas contratações precárias?

Responder

Adrian

01/02/2016 - 14h18

1- Político nenhum tem palavra.
2- Se não eram concursados, complica …
3 – ordem judicial ou cumpre ou vai preso
4- Ser professor no Brasil e perda de tempo. Presta concurso pra fiscal dos físcos que ganha muito mais, e não mal.

Entendo perfeitamente aos professores pq já fui um, mas sem ser concursado vc fica a mercê dos mandos e desmandos de qualquer diretorzinho de escola.

Não dá para acreditar em ” palavra ” de homem.
O Pimentel não tem palavra, fato ! Mas se vcs não eram concursados vão recorrer a quem ?

Vcs Num tem curso superior ? Então prestem bons concursos. Que paga bem.
Coisa de político é assim em toda a cidade, nenhuma novidade pra mim.

Responder

olivires

29/01/2016 - 19h22

A história está mal explicada. Defender efetivação, e até aposentadoria, sem prévio concurso desqualifica completamente a reivindicação.
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No serviço público os regimes são: estatutário, com previdência própria; celetista, com previdência no INSS; ou especial, caso dos servidores temporários, também no INSS.
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Se o governador Aécio deu o calote no INSS, e os servidores temporários não contribuíam, violaram a obrigatoriedade da contribuição social, que é um tributo e tem prestação compulsória.
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O fato gerador da contribuição social para a seguridade social é o exercício de trabalho remunerado. A exceção são os servidores efetivos, que dispõe de um regime próprio, distinto do regime geral do INSS.
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Pode-se discutir a ilegalidade do estado de Minas se eximir do pagamento da parcela patronal, pois pelo que se entende da explicação truncada, o governo considerava os servidores temporários como “autônomos”, os atuais Contribuintes Individuais, que arcam sozinhos com suas contribuições (que são tributos, portanto obrigatórios).
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Mas não tem cabimento resolver problema previdenciário com uma ilegalidade ainda maior, efetivar sem concurso público.
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Esses 57 mil vivem em que país, que jornais leem, que leis seguem? Ninguém sabia que pra ocupar cargo público efetivo precisa de prévia aprovação em concurso? Não imaginavam que a “canetada” do Aécio poderia gerar recurso à Justiça, e que seus cargos tinham vínculo precário?
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Voltamos para antes da Constituição de 1988, a sindicalista pede a aposentadoria, pelo regime próprio, de quem não fez concurso. Vai na contramão de qualquer ideal de isonomia, impessoalidade ou Estado moderno.
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Pimentel cumpriu decisão judicial, não cabe discussão, sob pena de incorrer em crime de responsabilidade (está na moda para derrubar governos petistas).
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O que poderia fazer, em atenção ao item 7 de seu compromisso de campanha, seria realizar concurso para cargos, temporários ou efetivos, com ampla concorrência. O depoimento deu a entender que Pimentel abrirá 15 mil vagas por ano, durante seu mandato.
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Certamente, a saída de 57 mil profissionais trará problemas de pessoal nas repartições onde trabalhavam. A não ser que todos já estivessem em licença médica, pedindo aposentadoria por motivo de saúde, como fez questão de enfatizar a professora.

Responder

J Fernando

29/01/2016 - 10h44

O erro do Governo Aécio/Anastasia passa a ser um erro do Pimentel?
Sinceramente, a crítica ao Governo Pimentel não tem muita justificativa. A Lei 100 é inconstitucional e foi criada por Aécio. E o sindicato quer que Pimentel dê um jeitinho aí, no caso dos doentes…
A utilização de doentes (câncer!!) para justificar críticas ao Governo Pimentel é conquista certa da opinião pública de apoio ao sindicato e ojeriza ao governo. Não é por aí, não mesmo!!

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Denise

28/01/2016 - 22h03

Esse é o problema que acomete o PT.Não podemos criticar.A reivindicação do sindicato foi de discutir soluções para os trabalhadores diante da decisão do supremo .O governador se comprometeu em fazer isso e não fez .O que fazer ?Ser sindicato chapa branca e fingiri que não há problemas ?Virar as costas pra quem está com câncer e foi demitido ?Quem está prometendo uma nova edição da lei 100 é o próprio governo Fernando Pimentel .

Responder

Maria

28/01/2016 - 20h38

Fazer um concurso imediatamente daria uma chance a muitos mas não a todos. E os casos de doentes seriam resolvidos separados. Mas pensando bem, a maioria dos brasileiros sem registro ou precários, como bem informou Pochman nunca se aposentará. E são demitidos todos os dias, sem seguro desemprego, pois o abono não é seguro desemprego, mas uma tapeacao. Então por que o estado tem de tratar melhor os professores? Uma pena que tunganos gostem tanto de enganar e comprar votos. Por isso defendo o concurso publico como única forma provada e comprovada de admitir is melhores com justica de oportunidades.

Responder

FrancoAtirador

28/01/2016 - 20h35

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Se o Governador Fernando Pimentel cometeu algum erro nessa história,
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foi em haver prometido ou iludido que poderia mudar a decisão do STF,
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o que, parece, não ficou caracterizado no item 13 do Termo de Acordo.
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Quem praticou o Crime foi o Ex-Governador Aécio, hoje Senador do PSDB,
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que, aliás, não fosse a Omissão do MPF, já deveria estar atrás das grades,
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além de ser obrigado ao Ressarcimento ao Erário do Estado de Minas Gerais.
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Responder

Maria

28/01/2016 - 20h21

1. Pimentel não tem poderes além do que o Supremo já fez. Seria ilegalidade e riscos.
2. Para quem está longe deveria ser informado qual o numero e salário de cada subgrupo. Conheço ao menos uma terrível dondoca nessa categoria, e não batalha na sala de aula, não.
3. Concurso público sempre foi bandeira da esquerda. Salvar um numero tao grande de pessoas em detrimento de outras que desejam adentrar o serviço público é temerário. Isso foi cousa tipica de tucano que sobrou para o outro. Sabemos como o coronelismo é arraigado em Minas.
4. Sobre a promessa de conversar deve ser cobrado, mas não creio que conversa,resolva pelo dito acima.

Responder

    Vitoria

    31/01/2016 - 11h07

    Prezada, Conceição Lemes. Admiro e respeito o seu trabalho, mas dessa vez você foi muito infeliz nessa matéria, assim como a Beatriz Cerqueira. Fernando Pimentel apenas cumpriu um decisão do STF. As implicações da Lei 100 devem ser depositadas na conta de Aécio Neves. E como disse uma amiga, fosse o Brasil um país sério, o senador mineiro estaria preso.

    Conceição Lemes

    31/01/2016 - 12h13

    Vitória, respeito a tua opinião. O senador Aécio já deveria ter sido condenado por outras razões e não apenas pela má fé e irresponsabilidade pela Lei 100. Entendo a necessidade de cumprir a lei. Mas lamento o Pimentel não ter cumprido o acordo com o SindUTE. É imperdoável. Não bastasse o acordo, os professores foram vitais para a vitória dele. Por que a equipe do governador não se reuniu e discutiu com o sindicato saídas? Mais cruel é a demissão dos servidores doentes. É a segunda pisada feia de bola do Pimentel. A entrevista dele na sede da Samarco/Vale/BHP logo após a tragédia de Mariana foi absurda. A empresa comete um crime contra os trabalhadores, a população e o meio ambiente e ele vai na casa do criminoso dar uma entrevista coletiva, num palco montado pela assessoria de comunicação dos criminosos. Sinceramente foi demais. Um beijo, obrigada e boa sorte

Barbara luz da mata

28/01/2016 - 16h42

A mando do STF. Lei 100 leia-se cagada do PSDB em Minas

Responder

lia vinhas

28/01/2016 - 15h01

Ajudaria a compreender essa acusação contra o governador saber a qual partido essa professora está ligada. Levando-se em conta que a maioria dos sindicatos é dominada por PSOL ou PSTU, fica a dúvida, conquanto sabemos que interesses movem ambos os partidos.

Responder

medtrade

28/01/2016 - 14h44

Neste caso o pimentel está certo, pegou a herança maldita…isso não tem como resolver…agora transferir o passivo previdenciario para o INSS

Responder

Cezar

28/01/2016 - 13h32

Me desculpem a sinceridade, não tinha outra coisa a fazer. Concurso ilegal gera funcionário ilegal. O governador agiu dentro da lei e aspectos humanitários não conta nesta hora, sendo que é a cabeça dele que vai para guilhotina, Quem fez a ilegalidade pague por ela. Em MG contra o Aécio e Anastasia é difícil que aconteça qualquer coisa: aparelharam o MP e judiciário, bem como a mídia.

Responder

Hélio Xavier

28/01/2016 - 13h09

Concordo que devemos apontar os erros da esquerda (ou do campo progressista, como queiram), mas desse jeito, Azenha, você está afastando seus leitores! Em breve, ROL e MBL irão difundir seus posts…

Responder

LUIZ

28/01/2016 - 11h41

Senhores. A primeira coisa a ser feita é cobrar das autoridades a responsabilização dos irresponsáveis Aécio e Anastasia. O pior é que ambos foram eleitos pelos Mineiros como Senadores. Absurdo. Segundo, não restava ao Pimentel fazer nada nesse caso. É lamentável, mas não poderia fazer nada. Ou cumpria a decisão do STF ou responderia por ato de improbidade. Uma ilegalidade não justifica a outra. O que se precisa fazer é responsabilizar quem criou essa aberração. Não se pode dar legalidade em u ato de ilegalidade (Lei 100). Infelizmente, não pode se valer da própria torpeza, ou melhor, ninguém pode alegar desconhecimento da lei para não cumpri-la. (art. 3º, da Lei de Introdução às normas de direito brasileira).

Responder

Julio Silveira

28/01/2016 - 11h11

Essa é uma discussão interessante, que aos meus olhos mostram um direcionamento equivocado da crítica. Na verdade a vítima é o Pimentel, que passa a essa condição por conta da necessidade de seguir a determinação da lei. Deveriam pensar em culpar quem age ao arrepio da lei, sem observar que seus atos, que servem aos oportunistas, geram toda uma situação como essa. Deveriam, como indutores culturais, discutir aonde estão os criminosos e onde se esconde os cúmplices, os oportunistas, que fazem de nosso país, ainda hoje, uma república dos trenzinhos da alegria.
Para mim, a atitude do Pimentel, ao invés de censurável é meritória, e o Brasil precisa de políticos que hajam assim, descontinuados hábitos que criam insegurança e desconfiança naquela parte da cidadania que não depende de situações privilegiadas, esdrúxulas, para prosperar.

Responder

Lili Santos

28/01/2016 - 10h08

Como ser justo em situação desse nível? Se mantém as pessoas ali, fere a necessidade de concurso público e é injusto com os que não tiveram oportunidade de disputar uma vaga. Se tira os que estão ali, age de forma pavorosa.

Sinceramente, queria muito entender porque sindicato algum não orientou as pessoas sobre a ilegalidade dessas contratações. Um sindicato, com advogados, não sabia isso? Muito estranho.

Responder

Franco

28/01/2016 - 09h56

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Estes mesmos servidores se beneficiaram de uma flagrante ilegalidade para ingressar no Estado sem concurso público com uma chancela de uma administração tucana canalha (redundância?). E dizer que não sabiam disso é querer fazer as pessoas de bobos.

Entendo perfeitamente a posição da Beatriz, afinal ela está defendendo sua classe, seus sindicalizados. Mas ficar nessa de acusar o atual governo é um equívoco, pois esta está cumprindo uma decisão judicial – cumprimento que foi adiado graças a este mesmo governo – e tentando limpar uma cag… gigante do governo anterior. Enquanto isso o causador dessa palhaçada passa desapercebido e a imprensa canalha faz a festa.

A propósito, devem estourar algumas outras bombas decorrentes das Lei Delegadas do PSDB como, por exemplo, a de n. 49 que está em julgamento no STF. E assim se repete o fenômeno que aconteceu com ITamar Franco quando, ao suceder Eduardo Azeredo, encontrou terra arrasada em Minas e acabou massacrado como governador. Enquanto o Azeredo… todos vocês sabem (ou deveriam saber).

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