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Bandeira de Mello: Ataques a Marisa partiram de “escória” de classe média alta

04 de fevereiro de 2017 às 11h37

mulher

Bandeira de Mello: manifestações contra Marisa Letícia são ‘típicas de uma escória’

Para jurista, “escória” é representada pela classe média alta. Ele se diz pessimista com o Brasil e atribui o motivo

ao Judiciário, simbolizado por Sérgio Moro, “um suposto juiz”, segundo ele

por Eduardo Maretti, da RBA publicado 03/02/2017 

São Paulo – Os ataques à ex-primeira-dama Marisa Letícia e manifestações de pessoas que “comemoraram” sua morte, ocorrida ontem (2) em São Paulo, são coisas típicas “de uma escória, de uma ralé”.

“A classe média alta é constituída por uma escória. As pessoas não suportam a evolução de uma pessoa de origem modesta.”

A opinião sobre as manifestações recentes não só contra Marisa, mas também dirigidas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é do jurista Celso Antônio Bandeira de Mello.

Ele disse à RBA estar “muito pessimista” sobre o Brasil, “porque quando o Judiciário não vai bem, nada vai bem”. A principal referência da atual situação do Judiciário é o juiz Sérgio Moro, de acordo com Bandeira de Mello.

“Existe um homem que faz o que bem entende, que desrespeita a Constituição diariamente e ninguém faz nada. O Supremo não faz nada. Aquele homem do Paraná, um juiz que não respeita a Constituição.”

O jurista lembra um termo utilizado pelo então relator da Lava Jato, Teori Zavascki, morto em acidente de avião no dia 19 de janeiro, sobre o tratamento dado a presos pela operação Lava Jato.

“O próprio ministro que morreu disse que era um tratamento medieval (aos presos) que era dado lá.”

Em voto no qual foi acompanhado pela maioria da Segunda Turma em 28 de abril de 2015, Teori concedeu habeas corpus a nove acusados da Lava Jato, para que respondessem em liberdade.

No voto, Teori argumentou que seria “extrema arbitrariedade” manter a prisão preventiva considerando apenas a possível interferência da liberdade no fechamento de um possível acordo de colaboração premiada.

“Subterfúgio dessa natureza, além de atentatório aos mais fundamentais direitos consagrados na Constituição, constituiria medida medievalesca que cobriria de vergonha qualquer sociedade civilizada”, afirmou o ministro relator.

Para Bandeira de Mello, Moro “é um suposto juiz”.

Como o sr. comenta os ataques a Lula e a Marisa Letícia, feito por pessoas que chegam a comemorar a morte da ex-primeira-dama?

Evidentemente, são bandidos que fazem isso. Pessoas que não têm sentimentos. Só assim para fazer um ataque à dona Marisa. As pessoas não suportam a evolução de uma pessoa de origem modesta. É isso. A classe média alta é constituída por uma escória, uma ralé. Pra mim, que esse tipo de gente se manifeste dessa maneira é muito típico de uma escória, de uma ralé.

Curioso que estamos num país cristão, onde muitas pessoas que fazem isso se dizem cristãs…

Supostamente cristãs.

Como vê o caso de Moreira Franco, nomeado ministro para, segundo a oposição, escapar da Lava Jato, caso semelhante ao de Lula, que foi impedido de ser ministro pela argumentação de que seria uma manobra para ter foro privilegiado?

Bom, mas você sabe que uma coisa é quando é para a direita, outra coisa é quando é para a esquerda. Não há nenhuma imparcialidade. Então essas coisas acontecem.

O sr. está otimista com o Brasil?

Não, muito pessimista.

Por que?

Porque quando o Judiciário não vai bem, nada vai bem. E eu acho que o Judiciário não vai bem. Existe um homem que faz o que bem entende, que desrespeita a Constituição diariamente e ninguém faz nada. O Supremo não faz nada. Aquele homem do Paraná, um juiz que não respeita a Constituição. Se você olhar para a Constituição está dito que o prisioneiro tem direito de ficar calado. Fica calado, aí continua preso. Então evidentemente que não é respeitar o direito dele. O próprio ministro que morreu disse que era um tratamento medieval que era dado lá. E era mesmo.

O sr. se refere ao juiz Sérgio Moro?

Ao Moro, sem dúvida. É um suposto juiz, não é?

Qual sua opinião sobre o ministro Luiz Fachin ter ido da Primeira para a Segunda Turma do STF e em seguida ter sido sorteado como relator da Lava Jato?

Era uma opção. O Fachin tinha o direito de optar e optou, e o sorteio caiu nele. Não vejo nenhum problema nisso. Ele não é mau ministro, não. Já imaginou se tivesse caído com aquele homem do Mato Grosso (Gilmar Mendes)? Aí é que era uma desgraça.

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A que interesses realmente servem a Lava Jato e PGR servem?

 

6 Comentários escrever comentário »

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Paulo Augusto Menezes

05/02/2017 - 23h31

Uma sociedade como a nossa que é baseada numa democracia representativa, é baseada nos três pilares que lhes dão sustentação. O Legislativo, o Judiciário e o Executivo. Há muito, que o poder legislativo (Câmara Federal e Senado), não representam os interesses ou anseios da sociedade que os elegeram. Minado que está, por interesses pessoais em sua maioria escusos, foram se articulando – visando espaços maiores no executivo e conquistando o poder judiciário; para darem o golpe no PT, suas politicas sociais e ações estruturadoras. Usaram de todos os meios ilícitos e ilegais, que culminaram na derrubada de um governo eleito democraticamente por 54 milhões de votos. Hoje a sociedade está doente, e suas instituições apodrecidas.

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Marcelo frizzera

05/02/2017 - 22h33

Pior pobreza de um ser humano é a espiritual. Outra coisa é também a falta de caráter destas pessoas. A falta de respeito amor ao próximo está enraizada na mente destes sociopatas. Se tivesse jeito destas aberrações fossem geradas novamente talvez com a graça e misericórdia divina sairia alguém que prestasse!

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Elizabeth pretel

04/02/2017 - 20h43

pelo que ouvi hoje, o Fachin escolheu para ajuda-lo, um juiz do Paraná, que inclusive já auxiliou moro em outra ou outras ocasiões. Acho que deveria chamar o juiz que auxiliava o Teori, uma vez que está a par de tudo. Mas preferiu esse do Paraná. Sei lá, não consigo ter confiança em ninguém do stf.

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    Valim neres

    05/02/2017 - 15h51

    eu também não consigo acreditar nestes juiz do stf muito menos neste do paraná

Mineiro

04/02/2017 - 17h54

Mas a desgraça desse fdp desse judiciário não funciona a muito tempo,ou melhor funciona, a favor da elite. Isso não é agora, esses vermes já tramando esse golpe a muitos anos. E encontrou abertura no desgoverno desse poste maldito que nos um dia chamou de pres. E ela tem culpa nisso até o pescoço e ainda quer sair de coitada nisso tudo. Então não temos saída, saída é só uma revolução nos moldes de Cuba e olhe lá se funciona. Não adianta as instituições estão todas dominadas por bandidos e nao que eu sou contra ,mas na atual situação, o Lula não candidata ,eles nunca vao deixar ele voltar .

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antonio inacio de lima

04/02/2017 - 14h34

Essa besta é igual a todas às outras fascistas. Ele faria com sua família do mesmo jeito, só com uma diferença: ele cometeria a aberração e depois compareceria gemendo e chorando mostrando que é uma besta mesmo!

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