VIOMUNDO

As consequências graves do jornalismo descerebrado

06 de maio de 2014 às 20h41

Ricardo Boechat, no Jornal da Band, fala sobre o linchamento de Fabiane Maria de Jesus

O jornalista Altamiro Borges especulou que Raquel Sheherazade (abaixo), âncora do SBT, poderia se juntar a Ticiana Villas Boas (acima) e Boechat na bancada do Jornal da Band

Direitos Humanos

A subsombra desumana de Raquel Sheherazade

Jean Wyllys: “Como a jornalista cafona se sentiria se um grupo de pessoas, fazendo “justiça com as próprias mãos”, decide linchá-la por sua apologia ao linchamento?”

por Jean Wyllys — publicado 06/02/2014, na CartaCapital

“A mais triste nação, na época mais podre, compõe-se de possíveis grupos de linchadores”.

Esta frase é, na verdade, um verso de Caetano Veloso, que, no início na década de 1990, indignado com uma onda de linchamentos no Brasil ainda subdesenvolvido, escreveu a canção “O cu do mundo”. Recorrendo ao fato linguístico de que palavra “cu” poder ser classificada como adjetivo ou substantivo comum, Veloso canta que o Brasil , “cu do mundo” (periferia das potências e dos centros de decisão da política internacional), seria, pela frequência com que linchamentos acontecem por esse sítio, um “cu” (no pior sentido desse “adjetivo esdrúxulo”: sujo, fedido, péssimo, insuportável).

O linchamento é — imagino que todos saibam disso — a violência dura (espancamentos e assassinatos) perpetrada por um grupo de pessoas como punição contra um indivíduo acusado de ter praticado algum delito, mas sem o devido processo judicial e em detrimento dos direitos fundamentais de toda pessoa humana garantidos pelas leis.

Há uma controvérsia sobre a origem da palavra “linchamento”. Alguns autores a atribuem ao coronel Charles Lynch, que fazia “justiça com as próprias mãos” durante a guerra de independência dos Estados Unidos. Outros, porém, defendem que a palavra é derivada do fato de o capitão William Lynch, do estado da Virgínia, ter mantido, por volta de 1780, um grupo de pessoas que, à margem da lei, punia com morte violenta os inimigos.

Em ambos os casos, a violência praticada pelo grupo contra os delinquentes reais ou supostos estava eivada de ódio racial contra os índios e os negros. Aliás, esses grupos foram o embrião da Ku Klux Klan.

Duas décadas depois daquele desabafo em forma de canção feito por Caetano Veloso, a “subsombra desumana dos linchadores” a que ele se refere volta a escurecer o céu de nosso frágil estado democrático de direito.

Em Goiânia, moradores de rua são exterminados com requintes crueldade por “justiceiros” anônimos “cansados” dos pequenos delitos ou simplesmente da feiura que os sem-teto trazem à paisagem urbana (anônimos porque não há, por parte das polícias locais, boa vontade de empreender uma investigação rigorosa e eficaz que os identifique e possibilite que sejam punidos na forma da lei).

Na capital paulista, além dos moradores de rua, principalmente aqueles entregues ao abuso do crack, são vítimas de “justiceiros” também homossexuais e travestis, abatidos por espancamentos e/ou assassinatos cada vez mais violentos.

No Rio de Janeiro, capital, homeless pardos, malandros pretos, ladrões mulatos e outros cidadãos quase pretos considerados “suspeitos” por causa da cor da pele e/ou do jeito que se vestem que costumam frequentar o Aterro do Flamengo foram alvos de uma reação violenta de “justiceiros” locais, que, para mostrar o quanto desdenham das garantias jurídicas e o quanto se consideram acima das leis, ataram a um poste, com uma trava de bicicleta, um dos malandros pretos espancados (um adolescente despido de sua roupa e dignidade).

A reação clara e inequivocamente criminosa dos “justiceiros” e linchadores cariocas à presença da população marginal no parque que consideram seu ganhou, de imediato, o aval e o estímulo (sim, estímulo!) da jornalista Raquel Sheherazade, âncora do Jornal do SBT, emissora que ocupa o segundo lugar em audiência.

Sheherazade não só defendeu abertamente o linchamento do menor como afirmou que as pessoas “de bem” não têm outra resposta para o “estado de violência” que não a “justiça com as próprias mãos” (claro que ela estava se referindo apenas aos delitos praticados pelos pobres e negros, já que defendeu e justificou a delinquência do astro pop Justin Bieber), desprezando o — e debochando do — papel das polícias, do Ministério Público, do poder judiciário e dos defensores dos Direitos Humanos na mediação dos conflitos em sociedade.

Acontece que, sendo o linchamento ou justiça por conta própria crimes previstos no nosso código penal, a apologia e o estímulo a estes crimes também constituem um crime! E aí?

Embora o nome de Raquel Sheherazade circulasse por textos de ativistas indignados com suas opiniões tão medíocres quanto reacionárias, eu, até então, não tinha dado muita atenção a ela; nem mesmo quando me citou de maneira negativa em sua fervorosa defesa da permanência do deputado pastor Marco Feliciano na presidência da CDHM da Câmara, apesar das acusações de racismo e homofobia que pesavam sobre ele.

Para mim, até então, Sheherazade não passava de uma mulher cafona, fundamentalista religiosa, limitada intelectualmente e de repertório cultural estreito — uma espécie de Afanásio Jazadji de tailleur — que caiu nas graças de Sílvio Santos. Não tinha, portanto, motivos para lhe dar atenção. Agora, porém, depois de sua apologia ao linchamento e da boa recepção que esta teve nas redes sociais, não posso mais ignorá-la: preciso enfrentá-la!

O elogio de Sheherazade e seus simpatizantes aos “justiceiros” do Aterro do Flamengo materializa a velha tendência de se buscar, no que diz respeito à segurança pública, “soluções biográficas para contradições sistêmicas”, como diz o sociólogo alemão Ulrich Beck. Isso quer dizer que a jornalista e sua gente pertencem à tradição que trata a delinquência fruto das históricas desigualdade e injustiça sociais com métodos de tortura ou execução sumária dos delinquentes, ignorando o sistema que os produzem.

Se nos encontramos num “estado de violência”, como ela diz, é também porque seu discurso e o de boa parte da mídia associam pobreza e negritude à criminalidade, desumanizando as populações das periferias e as expulsando da comunidade moral.

Em sua visão de mundo estreita e sustentada em preconceitos, Sheherazade e os que lhe aplaudem, consideram a defesa dos Direitos Humanos dos pobres e dos marginais um estorvo para a segurança do “cidadão de bem”. Ora, isso não passa de estupidez!

Esses direitos, em sua formulação consagrada internacionalmente, são de todos e todas e não apenas de Raquel Sheherazade e sua turma. Os direitos à vida e à integridade física, bem como o direito à defesa num julgamento justo, não podem ser entendidos como privilégios de gente branca que mora em bairros privilegiados e tem renda para o consumismo — que é como Sheherazade os entendem. Esses direitos são também daquele adolescente espancado e atado a um poste por uma trava de bicicleta! Como a jornalista cafona se sentiria se um grupo de pessoas, fazendo “justiça com as próprias mãos”, decide linchá-la por sua apologia ao linchamento? Sheherazade deveria refletir sobre essa pergunta antes de estimular a barbárie mais uma vez.

Desacreditar o Estado Democrático de Direito em cadeia nacional para defender linchamento de um adolescente negro, pobre e supostamente delinquente é apodrecer nossa época; é fazer, do Brasil, o cu do mundo!

*****

Fabiane Maria de Jesus, 33 anos, foi espancada até a morte no Guarujá. Moradores atribuiram a ela o inexistente sequestro de crianças

Sheherazade vai mudar de palanque?

Por Altamiro Borges, em seu blog

Tudo indica que Rachel Sheherazade, que ficou famosa por suas posições de estímulo ao ódio e ao preconceito, vai mesmo mudar de palanque conservador. Na Folha de sábado (3), a jornalista Keila Jimenez, sempre bem informada sobre os bastidores da mídia, afirma que “assim como a coluna antecipou em 18 de abril, a Band fez uma proposta poderosa em dinheiro para tirar a apresentadora Rachel Sheherazade do SBT, e tem tudo para levar a âncora”. A mesma informação foi confirmada pelo site especializado “Notícias da TV”, que ainda deu detalhes da milionária transação:

“Avançaram muito nos últimos dias as negociações entre a Band e a jornalista Rachel Sheherazade, apresentadora do SBT Brasil. O site apurou com fontes das duas emissoras que a contratação poderá ser anunciada na semana que vem. Sheherazade já é dada com um pé na Band. Na emissora, ela deverá ganhar R$ 350 mil por mês, R$ 100 mil a mais do que no SBT… Ela deverá ser o terceiro membro da bancada do Jornal da Band, que tem uma linha crítica ao governo federal, ao lado de Ricardo Boechat e Ticiana Villas Boas”, relata o jornalista Daniel Castro.

Na guerra de audiências entre as tevês privadas, que exploram uma concessão pública, vale tudo – inclusive o desrespeito à Constituição Federal, que proíbe a apologia ao ódio e à violência. Em fevereiro passado, Rachel Sheherazade defendeu abertamente a ação criminosa de um grupo de “justiceiros” que amarrou a um poste um jovem de 16 anos, no Rio de Janeiro. A atitude gerou protestos nas redes sociais e das entidades de direitos humanos. Ela também teve forte repercussão no Congresso Nacional, com críticas contundentes de parlamentares do PCdoB, PT e Psol.

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) chegou a acionar a Procuradoria-Geral da República, questionando o fato de o SBT – que recebeu R$ 153,5 milhões do governo federal em publicidade oficial em 2012 – abrir espaço para opiniões fascistóides. O risco de perder os anúncios fez com que Silvio Santos, dono da emissora, proibisse que seus apresentadores emitissem opiniões preconceituosas. Rachel Sheherazade acatou a decisão, mas não deixou de manifestar seu desconforto, o que aguçou o apetite de Johnny Saad, dono da Band e um reacionário convicto.

Veja também:

Silvio Tendler: O filme que o agronegócio não quer que você veja

 

69 Comentários escrever comentário »

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

José

30/06/2014 - 19h42

Quase 2 meses depois, só 5 presos, o assassino que montou o retrato falado está solto, o analfabeto que brincava de jornalismo está solto e os jornazistas da TV continuam defecando na sala de milhões de pessoas. Isso é Brasil!! Num país sério, teríamos no mínimo uns 50 presos e os jornazistas demitidos (se existissem, pq em um país sério, pessoas como Rachel Sherazede no máximo conseguiria emprego em algum jornaleco reacionário dee quinta categoria que só malucos leêm)

Responder

Millena

10/05/2014 - 22h00

Raquel é mais uma comunicadora alienada, praticamente sem novidades. Os comentarios dos visitante que li hoje no blog foram chulos.
Acredito que Jean estava no alge da impaciencoa quando escreveu seu textos, mas me diverti com as seguidas ironias.
Linchamentos são despresiveis e injustificaveis, sendo que, se formos levar isso como uma opção de organização vamos deixar de ser Hommo sapiens sapiens.

Responder

Jose C. Filho

09/05/2014 - 12h46

o Romanelli se gabou de ser INICIADO? Caro amigo, você pode ser iniciado, mestre, iluminado ou até príncipe do real segredo. tudo bem… Porém você está desorientado, sem rumo, seus comentários serão muito bem aceitos e aplaudidos nas matérias da Veja, Globo, Folha de são Paulo e dezenas de outros blogs de direita. Aquí os profanos não entenderãos sua linguagem.

Responder

Bacellar

09/05/2014 - 12h43

Me pergunto se esses carreiristas nojentos tipo Sheranazi e Datena possuem algum tipo de remorso. Pelo menos no caso dos sabidamente inocentes…

Responder

Daniel

09/05/2014 - 08h22

Linchamentos são um sinal claro de que a nossa justiça deixou de funcionar. Porque se a justiça funcionasse e os marginais fossem de fato punidos pelos crimes, não haveria a necessidade de fazer justiça com as próprias mãos.

E também é estúpido e perigoso misturar no mesmo caldeirão os linchamentos praticados por ignorantes e os linchamentos praticados por pessoas que cansaram de injustiça, são motivações BEM diferentes. O ignorante agride qualquer um, enquanto o injustiçado reage contra os seus agressores que até o presente momento estão tendo carta branca para matar e roubar à vontade e o injustiçado não é nenhum ignorante para deixar de perceber isso.

Portanto, que critiquem mas ue critiquem corretamente as ações tomadas pelos cidadãos. Uma coisa é um “pitboy” agredindo gratuitamente alguém, outra coisa BEM diferente é mandar para o hospital um criminoso que a justiça passou a mão na cabeça do mesmo.

Responder

FrancoAtirador

09/05/2014 - 05h57

.
.
DA EUGENIA AO NEOLIBERALISMO

O FASCISMO ONTEM E HOJE

“Hoje se trabalha com concepções extremamente fascistas.
O Fascismo Social se alastra com o Neoliberalismo
e as pessoas não se dão conta disso.”

“Quando os direitos humanos começam a ser afirmados para segmentos que nunca tiveram direitos, a gente é acusado de defender bandido.
Porque esses segmentos nunca tiveram direitos garantidos, nem nunca tiveram direitos.
Falar de direitos humanos para esses segmentos parece piada, parece brincadeira, porque eles nunca os tiveram.
Hoje o Neoliberalismo impõe isso:
o extermínio maciço de determinados segmentos.
Em nome da vida se mata.”

Jornal A Nova Democracia (AND)
Ano V. nº 34, abril de 2007

Entrevista com Cecília Coimbra, 65 anos, fundadora e atual vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais, concedido ao jornalista Marcelo Salles para AND.
Cecília é Pós-doutora em psicologia e professora do departamento de Psicologia da UFF, além de conselheira do Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro e autora do livro “Operação Rio — O Mito das Classes Perigosas” (Ed. Oficina do Autor / Intertexto — 2001).

Por Marcelo Salles

AND: Gostaríamos que você traçasse um paralelo entre os grupos de extermínio que existiram durante a outra ditadura e as milícias.

Cecília Coimbra: Os grupos de extermínio que existiram durante a ditadura militar começam a se formar um pouco antes dos anos 50.
Eram organizações de policiais que se formaram de uma maneira quase que espontânea.
Os chamados “homens de ouro” foram os primeiros, e se formaram justamente em cima dessa questão: de acabar com a criminalidade.
Depois vêm a dar origem aos chamados Grupos de Extermínio, que foram muito favorecidos pela própria Ditadura Militar e chamados de “Esquadrão da Morte”.
Ou seja, instituem a Pena de Morte.
E ao arrepio das leis vigentes, em cima de uma produção massiva de que se as leis não eram suficientes, eles fariam as leis com as próprias mãos.
Isso tinha apoio de amplos segmentos da sociedade, já no final dos anos 50, e no início dos 70, e quando a ditadura militar acontece, muitos desses policiais são chamados a participar do aparato repressivo.
Um exemplo é o Sérgio Paranhos Fleury, em São Paulo.
Vários desses policiais passam a participar do aparato repressivo, a participar de agências de informação ligadas à ditadura.
Então, durante os anos 70, principalmente após o AI-5, em 68, quando se implanta efetivamente o terrorismo de Estado no Brasil, esses grupos de extermínio atuavam com a maior liberdade e com o respaldo do governo ditatorial.
Eram os grupos que limpavam as ruas das cidades dos criminosos, dos marginais.

AND: Em que sentido era esse respaldo do governo?

Cecília Coimbra: Respaldo no sentido de o Fleury, por exemplo, transitar do DOI-CODI de São Paulo para os grupos de esquadrão da morte.
No DOI-CODI do Rio de Janeiro, quando eu estive presa lá, me levaram para uma sala, que não era de tortura, mas uma sala que às vezes era usada para interrogatório, e eu tive a sensação de que era uma sala de reuniões.
E tinha um quadro na parede com o símbolo do esquadrão da morte.
A caveira com as duas tíbias atravessadas, escrito EM: as iniciais do Esquadrão da Morte.
Tinha um torturador lá no DOI-CODI, isso em 1970, que foi o período em que eu fui presa, de agosto a novembro de 70; havia um policial que eu nunca vi em torturas, mas era um cara lá do DOI-CODI que entrava em nossas celas com um cão policial para fazer o tal “confere”.
De manhã e de noite.
Esse fazia parte da organização interna, talvez não fizesse parte diretamente da tortura; nunca cheguei a saber o nome dele.
E esse cara tinha um anel, que ele mostrava acintosamente, com a caveira, as tíbias, o símbolo do esquadrão da morte.
Então, veja bem, o esquadrão da morte naquela época, 1970, se entrelaçava com o aparato repressivo.
Quer dizer, algumas pessoas eram as mesmas; e agiam acintosamente.
Tem um trabalho muito bonito de um desembargador chamado Sérgio Verani, um livro em que ele chama assim:
“Assassinatos em Nome da Lei”, e é onde ele conta como surgiram os chamados ‘Autos de Resistência’.
O Auto de Resistência aparece antes da ditadura militar.
Nesse final dos anos 50, início dos 60, e inclusive com apoio desse grupo aqui no Rio de Janeiro chamado “homens de ouro”.
E o que são os autos de resistência, que ainda hoje continuam funcionando, e que foram utilizadíssimos na época da ditadura?
Foram utilizados também, e principalmente, pelos Esquadrões da Morte.
E pelo aparato repressivo.
É você prender o sujeito, torturar o cara, e fazer o teatrinho do ‘resistiu à prisão’.
Você joga o cara morto ou semi-morto no meio da rua e encena a reação à prisão, que era uma das mortes oficiais que a repressão na época dava:
morto em tiroteio, atropelamento e suicídio.
Simplesmente o membro da repressão ia à delegacia e registrava, sem necessidade de testemunha, que aquela morte tinha sido por resistência à prisão.
E legalizava isso. É uma maneira de legalizar o assassinato.
Na época em que era Governador aqui no Rio de Janeiro o Marcelo Alencar (PSDB), entra para a Secretaria de Segurança Pública o Newton Cerqueira.
Que tinha sido dos serviços de informação da repressão, um oficial do Exército.
Ele colocou a tal “Gratificação Bang-Bang” aqui:
quanto mais bandido matassem, mais os policiais tinham o seu salário aumentado.
Isso não foi retirado. Alguns policiais têm essa gratificação ainda hoje.

AND: Antes de falar de hoje, das milícias, havia apoio de empresários a esses esquadrões da morte?

Cecília Coimbra: Sem dúvida. Tem um livro de um advogado de São Paulo, que é um ex-preso político, Aton Fon Filho, que trabalha com o pessoal do Movimento Sem Terra.
Alguns grupos de empresários paulistas apoiaram a OBAN (Operação Bandeirantes).
A OBAN surge em 1969.
Ela foi um laboratório de experimentação de como lidar com a repressão de uma forma mais científica e unificada.
A origem dos DOI-CODIs foi a OBAN, que procurou unificar todas as forças repressivas, tanto estaduais quanto federais.
Então tinha, além da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, Polícia Federal, Polícia Civil, principalmente os DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), Corpo de Bombeiros, Polícia Militar.
Era a unificação de todas as forças que pudessem atuar contra a oposição [que fazia a Resistência à Ditadura Militar].
O aparato repressivo no Brasil, mais do que nunca se sofisticou.
Junto com esses grupos de extermínio, haviam os grupos paramilitares:
Comando de Caça aos Comunistas e uma série de grupos formados por oficiais das Forças Armadas e alguns aliados, alguns parceiros, que atuavam diretamente com a questão dos opositores políticos.
Os Esquadrões da Morte, não. Esses lidavam exclusivamente contra os pobres.
Uma vez, um tipo de tortura que foi feito comigo, que era muito comum, era o fuzilamento.
O ritual do fuzilamento que não acontecia.
E uma das coisas que os caras diziam era isso; me amarraram, me levaram para o pátio do DOI-CODI e disseram:
você agora vai ser fuzilada e depois vai ser desovada como o esquadrão da morte desova as pessoas.
Seu corpo vai ser desovado como o Esquadrão da Morte faz com os criminosos.
Então, isso também mostra a ligação do Aparato Repressivo da Ditadura com os Esquadrões da Morte.

AND: E falando de hoje?

Cecília Coimbra: Hoje eu acho que a situação é um pouco diferente.
Essas milícias que estão atuando, formadas também por policiais, tentam obter o apoio da população, e obtêm na verdade, através da força, e cobram da população esse serviço de “limpeza”.
Quer dizer, antes esses serviços eram cobrados de outras formas.
Hoje, esses grupos de policiais, ou ex-policiais, que fazem parte dessas milícias, que ocupam essas regiões, que de modo geral são regiões de favelas, regiões pobres, fazem o mesmo serviço de limpeza social e, mais ainda, cobram pelo trabalho de limpeza social.

AND: Então há semelhanças e diferenças.

Cecília Coimbra: Há semelhanças e diferenças.
Acho que hoje é um outro contexto, o neoliberalismo está aí, a questão do desemprego é muito grande.
Acho que são outras forças que atravessam e também acho que tem toda uma propaganda feita em especial pelos meios de comunicação de massa dominantes, de que com o pobre está a criminalidade.
Isso já estava presente nos anos 60, 70, mas hoje, principalmente com essa política de ‘Tolerância Zero’ que está sendo exportada, globalizada pelos EUA, onde todo e qualquer suspeito e todo e qualquer pequeno delito é criminalizado, especialmente aqueles praticados pela pobreza.
Isso cada vez se acirra mais.
É uma produção de formas de você perceber, sentir, e agir no mundo — produz, como a gente diz, “subjetividade”, no sentido de achar que efetivamente é preciso exterminar o pobre.
Ainda mais hoje, que não tem mercado de trabalho para ele.
Hoje, é diferente daquilo que Marx falava do exército industrial de reserva: “sempre é bom ter um grupo de pessoas…”.
Porque você pode baratear o salário, qualquer movimento de greve você manda embora, porque sempre tem pessoas precisando.
Hoje não precisa mais isso, porque não há mercado para as pessoas.
Então, pela lógica atual, esse exército industrial de reserva tem que ser exterminado.
Hoje se trabalha com concepções extremamente fascistas.
Aí é que entra a questão do fascismo social que se alastra com o neoliberalismo.
O ser humano é desumanizado de uma forma muito violenta. Muito violenta.
“Alguns são humanos, outros não”.
Isso é uma produção muito eficiente que está nos treinamentos da polícia militar, nos treinamentos das forças armadas.
De vez em quando, inclusive, a gente consegue saber que algum aspirante morreu durante o treinamento.
Você vai formando não só torturadores, você vai formando exterminadores. Não é só a tortura que lhes interessa, nessa sociedade que a gente vive, hoje.
Interessa o extermínio da pobreza.
Não por acaso se criminaliza o tempo todo a pobreza.
Que é a noção de que tão importante quanto aquilo que o sujeito fez é aquilo que ele poderá vir a fazer.
Isso é de uma perversidade…
Porque você está controlando não só o ato do sujeito, é a virtualidade do sujeito, é aquilo que ele poderá vir a fazer.
Então, se é pobre, negro, morador de periferia, cuidado com ele.
Esse dispositivo da periculosidade está presente em nosso cotidiano.
E hoje muito mais do que antes. Muito mais do que quando ele emerge em meados do século XIX, na Europa.
Hoje, ele se torna fundamental para “apaziguar”, para manter a chamada paz social.
Então, alguns segmentos precisam ser exterminados.
Essa foi a política do Giulliani, prefeito de Nova York, que começou a aplicar a chamada política de ‘Tolerância Zero’.

AND: Que é vendida pela maioria da imprensa como a grande solução para a violência.

Cecília Coimbra: A criminalidade continua acontecendo.
Essa ‘Política de Tolerância Zero’ está muito em cima de uma versão que diz ser preciso exercer um controle efetivo sobre essas massas, que podem se tornar perigosas uma vez que não tem emprego para elas. Então vamos criminalizá-las.
Isso mais do que nunca se torna importante hoje, e vão fazer com que a legislação se torne dura. Aumento de pena, pena de morte, prisão perpétua, redução da maioridade penal, tudo isso está dentro dessa lógica.
E isso é uma lógica fascista, que se impõe cada vez mais.
Então, não por acaso essas populações pobres, que também estão engolindo toda essa subjetividade, essas populações apóiam as milícias.
Não é por acaso.
O medo – tem vários trabalhos sobre isso – a produção do medo, da insegurança, como o Neoliberalismo vai produzindo formas de controle social pelo terror. Você tem medo de sair na rua.
“Não passo mais pela Linha Vermelha, não passo mais pela Linha Amarela”.
Vão produzindo determinadas subjetividades que, para a “classe média” e para as “elites”, o único jeito é criminalizar a pobreza.
Ou seja, para manter minha qualidade de vida, manter minha vida tranquila, eu tenho que retirar todos esses que colocam em risco a minha vida.
Nunca se matou tanto como hoje ao se defender a vida.
Extermina-se defendendo a vida.
E essas milícias atuam nesse contexto.
Não é um contexto específico do Brasil.
É um contexto mundial, de globalização de sociedade de controle, onde é necessária a criminalização de determinados segmentos.
Toda a política norte-americana, não só a de ‘Tolerância Zero’, está pautada em cima disso.
Em nome dos direitos humanos, em nome da vida, se extermina e se tortura.

AND: É um Estado fascista?

Cecília Coimbra: Lógico! É uma sociedade que vai se tornando fascista e não se dá conta disso.
E nenhum de nós encontra-se imune.
Muitas vezes, essas forças nos atravessam e acabamos defendendo pena mais dura: “Não, tem mais é que reprimir sim, mais policiamento nas ruas”…
A gente não se dá conta de que essas forças fascistas nos atravessam.
Que entram nesse clima do medo, do terror, da insegurança.
Aí, a única lógica [que surge como solução] é a lógica repressiva.

AND: Por que os explorados incomodam tanto a lógica neoliberal?

Cecília Coimbra: Isso vem sendo construído há muito tempo, Marcelo.
Naquele meu livro Operação Rio — o mito das classes perigosas, eu vou mostrando como, desde o dispositivo da periculosidade no século XIX, o surgimento de várias teorias racistas, eugênicas, higienistas, um movimento inclusive partindo de médicos, psiquiatras, juízes, juristas, do início do século XX no Brasil e é fortíssimo esse movimento.
Tem um médico que era representante do movimento da eugenia.
Ele tem falas no livro em que prega a esterilização dos loucos, dos mendigos, das prostitutas, dos alcoólatras, que vagueiam pelas ruas, ou seja, da população pobre. Isso, em 1920.
Então, esse pensamento de que com o pobre está o perigo é porque se considera o pobre inferior.
Nós vivemos ainda numa tradição escravagista, um país que viveu 300 anos de escravidão não está imune a isso.
São produções fortíssimas, onde tem alguns segmentos menos humanos que outros, ou nem humanos são.
Hoje, as musiquinhas da PM falam isso durante o treinamento dos soldados e oficiais da PM.
Vão apontando que aquele que está na favela é um inimigo, não é humano.
Essas subjetividades nos atravessam.
Se a gente vê um cara mal vestido, de noite, numa rua escura, a gente já fica apavorado: “Esse cara vai me assaltar”.
E se, pelo contrário, ele te ajuda, você pergunta: “Mas, como?”.
Porque é como se fosse da natureza dele.
Ou seja, a rua é o lugar do perigo; o lugar seguro é o lar.
Que é a produção burguesa, da família nuclear burguesa, do lar como abrigo, como espaço de segurança, e a rua como espaço da doença, do perigo, do vício.
Aqueles que vivem na rua são viciosos, são perigosos, são criminosos.
Isso não vem de hoje, não. Hoje está cada vez pior.
Não é por acaso que se mata mendigo, que se queima mendigo.
“Menos um não humano e perigoso para atrapalhar a minha segurança”.
Cada vez mais a vida vale menos.
Eu acho que a gente tem que falar de direitos humanos de outra forma.
Não como sempre falaram, porque eles emergem com as revoluções burguesas.
Quando os direitos humanos começam a ser afirmados para segmentos que nunca tiveram direitos, a gente é acusado de defender bandido.
Porque esses segmentos nunca tiveram direitos garantidos, nem nunca tiveram direitos.
Falar de direitos humanos para esses segmentos parece piada, parece brincadeira, porque eles nunca os tiveram.
Hoje o neoliberalismo impõe isso:
o extermínio maciço de determinados segmentos.
Em nome da vida se mata.

AND: Você poderia explicar melhor a teoria da produção de subjetividades?

Cecília Coimbra: Isso é um conceito trazido por um psicanalista militante francês chamado Félix Guattari.
Diz que tão importante, ou mais, que a produção do aço, que a produção do ferro, que a produção das ditas riquezas, que o mais importante em termos de dominação é produzir subjetividades.
São as formas de perceber, pensar, sentir e agir no mundo.
E essas formas não estão no interior do sujeito, não é uma essência do sujeito.
É uma produção social e histórica.
Os meus sentimentos, as minhas formas de pensamento, as minhas formas de perceber o mundo e de agir no mundo, são produções históricas e sociais.
Então é isso que principalmente os meios de comunicação de massa fazem.
Hoje, um dos dispositivos mais importantes de produção de subjetividade, da produção da dominação, são os meios de comunicação de massa.
Porque eles vão dizer aquilo que a gente deve pensar, sentir, aquilo que a gente deve perceber e agir.
Se a gente não tem clareza do que está fazendo, da prática, na realidade vai fortalecer a produção dessas subjetividades dominantes; a produção de dominação, de subserviência, dessa desqualificação de determinados segmentos.
Hoje, a questão da dominação, tudo isso que a gente falou, a questão das milícias, a questão do apoio a determinadas políticas militarizadas de segurança pública, a criminalização da pobreza, tudo isso está naturalizado porque são produzidas subjetividades que dizem isso.

AND: E onde está a solução?

Cecília Coimbra: Acho que a partir dos pequenos movimentos que a gente pode fazer no cotidiano. Num jornal que possa publicar isso. Nas pessoas capazes de pensar que as coisas que estão acontecendo aí não são naturais.

AND: Você não consegue conceder uma entrevista assim num jornalão desses?

Cecília Coimbra: Óbvio que não. Não estão interessados nisso. Direitos humanos hoje não dão ibope. Está cada vez mais difícil a gente entrar nos grandes meios de comunicação de massa. Nós, do Grupo Tortura Nunca Mais. Nós temos que ter algum fato sensacionalista. Levar reflexão, levar formas de perceber o mundo de outra forma, de dizer “não, isso que está aí não é natural”. Isso não interessa.

AND: O apoio recebido por aquele militar Brilhante Ustra foi divulgado no Globo.
Eles ligaram para o Tortura Nunca Mais para perguntar o que vocês acham?

Cecília Coimbra: Não. Mas sabe quem ligou? As agências internacionais.
Jornalistas alemães, ingleses, norte-americanos.
Nenhum jornal brasileiro de grande circulação nos procurou!
O que está acontecendo com o Ustra, já que você colocou, é que nenhum desses caras foi sequer levado a julgamento, por causa de uma interpretação dura da Lei da Anistia.
Esses caras dizem que foram anistiados, sem nem dizer que crimes cometeram.
Eles agiram enquanto agentes do Estado, mas a União nunca veio a público para dizer que crimes eles cometeram e que por esses crimes estariam anistiados.
Era o mínimo que se esperaria.
Não, nunca foi reconhecido pela União que se cometeram crimes de lesa-humanidade.
Essa ação que se fez contra o Ustra, que é uma ação declaratória, não se quer a punição, nem reparação financeira para a família.
Eles querem que a União declare que o Ustra é torturador.
Isso é importantíssimo!
Porque depois, aí sim, a Justiça vai fazer alguma coisa com ele.
Nós não estamos pregando prisão perpétua, pena de morte para esses caras.
Porque a gente é contra essa lógica.
A lógica que eles instituíram durante a ditadura e que hoje está aí, na ‘Política de Tolerância Zero’, nós somos contra.
Agora, digam os crimes que cometeram!
Abram os arquivos da ditadura e digam onde estão enterrados centenas de desaparecidos políticos, e de mortos também, cujos corpos não foram entregues às famílias.
Onde as torturas eram feitas clandestinamente.
Os aparatos clandestinos de tortura que existiam naquela época.
Eu, por exemplo, que sobrevivi, como muitos de nós que sobrevivemos, nós não temos essa história.
Porque na maioria das vezes estávamos encapuzados.
Muitos torturadores não conseguimos reconhecer.
Eles continuam se mantendo nas sombras.

Íntegra em:

(http://www.anovademocracia.com.br/no-34/327-o-fascismo-ontem-e-hoje)
.
.

Responder

Mário SF Alves

08/05/2014 - 15h28

“Na emissora, ela deverá ganhar R$ 350 mil por mês, R$ 100 mil a mais do que no SBT… Ela deverá ser o terceiro membro da bancada do Jornal da Band, que tem uma linha crítica ao governo federal, ao lado de Ricardo Boechat e Ticiana Villas Boas”, relata o jornalista Daniel Castro.”
________________________________
R$ 350.000,00 por mês??? Quase R$ 1.500,00 por hora; quase R$ 0,50 por segundo.

Tá explicado.

Num segundo destes ela fala tudo. Fala até que a mãe dela é homem.

Seres politicamente desorganizados são muiiiito perigosos. Não têm compromisso com nada, a não ser com quem paga mais pelo seu próprio umbigo. Por isso são perigosos. Por isso falam o que for mais conveniente a uma dada circunstância. São seres na maioria das vezes inconsequentes e circunstanciais.

Responder

Cadu SJC

08/05/2014 - 15h08

Obviamente sou contra qualquer tipo de justiça com as proprias mãos. Isso somente se resolvia na Idade Média ou hoje, naqueles países cujas instituições estão totalmente apodrecidas. Porém há anos clamamos pela mudança do Código Penal para punir exemplarmente tanto quem rouba um shampoo como aquele que rouba milhões da previdência. Sem sucesso, já que deputados e senadores jamais votarão uma lei que punam eles mesmos. E falar de direitos humanos? E os policiais que morrem em serviço, que fazem seu trabalho ganhando miseros salários para combater o poderoso tráfico de drogas ou combatendo assaltos a bancos, farmácias, restaurantes e até de salões de beleza? Querem punir? Ótimo… Porque não falam do bandido que desceu um morro em Niterói, entrou num salão de cabeleireiro e matou umas das vítimas do arrastão que cometia porque “tinha vontade de matar alguém!”. Acabou matando um trabalhador que levantava 4 horas da manhã para trabalhar e dar o sustento da sua família. Vítimas da sociedade? Também acho que aqueles que botaram fogo na dentista em São Bernardo do Campo só porque ela tinha “apenas” R$ 30 reais são as vítimas da sociedade e “reacionários” e “coxinhada” são os pais dela que perderam o único arrimo de família. E aquele que foi alvo dos “destemperos” da Rachel que fora amarrado a um poste “despido de dignidade”? Coitado, foi solto e no outro dia foi preso roubando um turista canadense na Praia de Copacabana, afinal o turista não deveria nem estar passeando ali não é mesmo? Mas coitados mesmos são os menores (à época) que roubaram um carro no bairro de Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro e arrastaram o garoto João Hélio como se fosse um “boneco”. VAMOS DEFENDER UMA LEI MAIS RIGIDA QUE PUNA TANTO QUEM ROUBA UMA CAIXA DE FOSFORO COMO AQUELE QUE ROUBA MILHÕES DA PREVIDÊNCIA. VAMOS PARAR DE DEFENDER BANDIDO E DEFENDER UM PAÍS MAIS JUSTO ONDE TODOS POSSAM RESPONDER A LEI DE MANEIRA IGUAL.

Responder

Bárbara de Pindorama

08/05/2014 - 11h12

Acabo de ler um tal Marcelo Semer. Bacana, lúcido, simples.

Responder

Horridus Bendegó

08/05/2014 - 08h58

O Outro Suplício de Jesus (também aos 33 anos de idade) no Brasil.

No Nauseabundo e Miasmático Pântano Social do Brasil (o branco, perverso e boçal, copyright by Cláudio Lembo, ex governador de SP) e que é fã de Rachel Sheharazade, aquela que se acha e, no entanto, como o brasileiro acima descrito, não passa de uma preconceituosa deslumbrada, contemporâneos, ela e seus fãs, da Idade Média, com suas práticas obscurantistas que perseguiam bruxas imaginárias à submissão paranóica de suas neuroses, outro Jesus foi novamente supliciado.

Aqui, no pântano, sequer um Pilatos para lavar as mãos…

Olhem só o Devido Processo Legal no Brasil que os fãs de Sheharazade defendem e que levou Jesus, aos 33 anos de idade, ao suplício atroz:

“- É ela mesmo?”

“- É ela mesmo.”

“- Tem certeza, irmão, que é ela mesmo? Tem certeza?”

“- Ah, lá, na foto.”

“- Vou pegar a foto dela ali.”

Aí, o “promotor público” sacou um celular e comparou o rosto da imagem do facebook com o da mulher suspeita.

Eram parecidas!

E o juiz turba sociedade brasileira fã de Sheharazade deu a sentença:

Trucidem-na!

E outro Jesus, aos 33 anos de idade, foi massacrado!

Uma singela contribuição do Brasil à civilização.

Fabiane Maria de Jesus, 33 anos, mãe de duas filhas e devota de Cristo.

Responder

FrancoAtirador

08/05/2014 - 04h05

.
.
qua, 07/05/2014 – 14:27 – Atualizado em 07/05/2014 – 14:36
Agência Brasil, via GGN

Linchamentos não são aleatórios e atingem mais pobres,
defende pesquisadora da USP

Alex Rodrigues – Repórter | Edição: Helena Martins

Ao contrário do que aponta o senso comum, linchamentos como o que vitimou a moradora de Guarujá (SP), a dona de casa Fabiane Maria de Jesus, não podem ser vistos meramente como uma ação irracional.

A conclusão é da pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP), Ariadne Natal, autora de tese sobre casos de justiçamentos sumários ocorridos na cidade de São Paulo e região metropolitana, entre 1980 e 2009.

“Qualquer pessoa que tenha participado do linchamento da Fabiane vai dizer que tinha certeza de que a dona de casa era o mal encarnado.
Que era preciso linchá-la para expiar o mal que atribuíam a ela.
Ou seja, estão equivocadas ao acreditarem fazer justiça, mas não estão agindo irracionalmente”,
sustentou a pesquisadora, em entrevista à Agência Brasil.

Destacando o fato de que a defesa do uso da violência como solução para os conflitos é prática recorrente na sociedade brasileira, Ariadne Natal defende que o caso da dona de casa deve servir de exemplo.

“Exemplo de que a justiça não pode ser feita sumariamente.
De que cabe apenas às instituições do Estado fazer justiça.
E se essas instituições não estiverem fazendo isso a contento,
o que a sociedade tem que fazer é aperfeiçoá-las”.

Os números e o perfil das vítimas de linchamentos

Após estudar 385 casos de linchamento que foram noticiados pela imprensa, entre 1º de janeiro de 1980 e 31 de dezembro de 2009, a pesquisadora concluiu que os participantes da ação acreditam em suas justificativas e não agem de forma aleatória, ao escolher aqueles que devem ser “justiçados”.

“Não é qualquer pessoa que pode ser desumanizada e, portanto, linchada.
As potenciais vítimas de linchamento carregam consigo
a marca daquele que pode, em última análise, ser eliminado”,
aponta Ariadne, sugerindo que pessoas com maior poder aquisitivo,
suspeitas de cometer crimes semelhantes ao atribuído à dona de casa agredida, na noite do último sábado (3),
gozam de uma rede de proteção mais eficiente.

“Tanto que é muito raro identificarmos
uma vítima de classe média entre as vítimas de linchamento.
E não porque não haja, entre a classe média, quem cometa crimes”.

Ela destaca que a análise das causas de justiçamentos devem levar em conta dinâmicas macrossociais, como a falta de políticas de infraestrutura e habitacionais, que podem levar moradores de determinadas áreas a buscarem mecanismos privados para a resolução dos problemas.

Fabiane morava com o marido e dois filhos no bairro de Morrinhos, localidade que concentra famílias das classes C e D, e possuía alguma espécie de transtorno mental, conforme divulgado pela imprensa. Situação comum a outros casos analisados no estudo de Ariadne Natal.
“São pessoas cujas atitudes os outros têm dificuldades para compreender”,
aponta a pesquisadora.

“Lógico que nada disso é explicitado.
Há diferentes justificativas para os casos de linchamento ao longo do tempo”.

Na década de 1980, por exemplo, as motivações dos participantes estavam mais relacionadas a crimes contra a propriedade.
Já na década de 1990, houve mais casos ligados a crimes contra a vida e os costumes, como o estupro.

Além disso, a partir da década de 1990, a polícia, quando acionada, passou a atender mais rapidamente esse tipo de ocorrência, reprimindo-a.

“Por isso o número de casos de linchamentos que resultaram em morte eram maiores na década de 1980”.

Quando a pesquisadora defendeu sua tese, em 2013, ainda não havia informações precisas sobre a primeira década deste século.
Mesmo assim, Ariadne afirma que o perfil das vítimas de linchamentos mudou pouco ao longo do tempo.
Embora o número de mulheres alvos dessas ações tenha aumentado, a partir dos anos 2000, os homens jovens continuam sendo as vítimas mais recorrentes.
E quase a totalidade dos casos ocorre em regiões periféricas.

“O que está relacionado ao acesso que os moradores dessas áreas têm às instituições de Estado.
Não só em termo de presença, mas, principalmente, quanto à qualidade dos serviços prestados por essas instituições.
A tese da ineficiência do Estado é, portanto, um dos componentes que ajudam a explicar esses crimes.
Mas há também a própria dinâmica das relações sociais nesses locais,
onde as pessoas se conhecem e as informações transitam com maior facilidade”.

Outro diferencial é que, hoje, os linchamentos são frequentemente filmados e exibidos na imprensa e na internet.
Foi o que aconteceu no caso de Fabiane.
As cenas das agressões sofridas pela dona de casa vêm chocando o país.

“O linchamento é sempre um evento público com caráter de exemplaridade.
Faz parte do processo de humilhar a vítima expô-la sendo agredida.
Como, hoje, há sempre alguém filmando, o que no passado ficaria restrito a um contexto local ganha uma maior dimensão.
Essas imagens são fortes, mas a reação de quem as vê depende muito do filtro da percepção de cada um.
Há muitos que, ao verem as imagens de um garoto algemado a um poste, sentiram-se satisfeitos e acharam pouco.
A diferença no caso da Fabiane é que essas mesmas pessoas se comovem ao saber que uma pessoa inocente foi morta.
Se ela de fato tivesse sequestrado uma criança, a reação seria diferente.
E não deveria ser, pois estranho é o linchamento”.

A pesquisadora conclui que “Numa democracia, o que se espera é que as pessoas se mobilizem para melhorar as instituições e não para fazer justiça de forma sumária, sem dar aos suspeitos o direito à defesa.
E, com isso, no afã de tentar fazer uma suposta justiça,
comete-se grandes injustiças.
E mesmo que a vítima tenha de fato cometido algum crime,
isso não diminui o aspecto lamentável de um linchamento”.

(http://jornalggn.com.br/noticia/os-numeros-e-o-perfil-das-vitimas-de-linchamentos)
.
.

Responder

Assalariado

07/05/2014 - 19h41

Citar apenas a Raquel é oportunismo. A pobreza moral da sociedade so cresce. O problema é muito mais complexo. Nao é a raquel gritando e vibrando com um esfolamento.

Qualquer um que vibre com uma cena destas se perdeu. E so um exemplo do quanto nossa sociedade faliu. Se o problema é a educacao, carater ou apenas um ciclo mesmo eu nao sei dizer. Mas e muito mais complexo q o proposto

Responder

    FrancoAtirador

    08/05/2014 - 06h11

    .
    .
    Caríssimo Camarada Assalariado.

    Rachel Sheherazade, não é obviamente a única
    a promover o ódio de classe na Mídia Empresarial
    e a estimular a violência em programas de TV.

    Mas é, hoje, uma das principais âncoras de noticiário
    de uma concessionária de Televisão no Brasil.

    E dada a exposição pública conferida por uma Rede de TV,
    Sheherazade adquiriu o caráter de celebridade nacional
    perante a população brasileira que é seduzida pela imagem
    que tem a propriedade de produzir uma espécie de encantamento
    em grupos de telespectadores que se sentem fascinados por ela.

    Porém, não sabe essa jornalista que as opiniões expressas,
    ainda que pessoais e até mesmo autênticas e sinceras,
    transmitidas através de um Meio de Comunicação de Massa
    – como esse que influencia a subjetividade na coletividade
    e que, portanto, pode alterar o comportamento da turba,
    diante de uma narrativa equivocada de um evento ou episódio
    socialmente impactante que provoca comoção generalizada
    e interpretação moral duvidosa em comunidades sensíveis ao fato –
    adquirem alcance muito maior do que o próprio conteúdo narrado
    e podem produzir um efeito catastrófico nas relações sociais,
    via de regra, quando mal interpretadas e exacerbadas na Mídia,
    como no caso do adolescente negro, espancado e amarrado a um poste,
    que foi, por Sheherazade, simplesmente tachado de “bandido”,
    expressão genérica de que se aproveitou a jornalista do SBT
    para ao final sugerir que adotassem o jovem se estivessem com pena.

    Foi precisamente por isso, inclusive, que a experiente jornalista
    Ana Paula Padrão afirmou, em entrevista recente a um outro canal,
    (http://www.youtube.com/watch?v=nlWG4KgYqqk), que Rachel Sheherazade
    é “imatura, bem-intencionada, ou seja: um perigo!”.

    Um abraço camarada e libertário.

    HASTA LA VICTORIA! SIEMPRE!
    .
    .

    FrancoAtirador

    08/05/2014 - 06h32

    .
    .
    Deixo aqui uma mensagem de desabafo no calor da hora:
    .
    .
    06.05.2014 às 12:15

    DESABAFO

    Por Onda Vermelha, em comentário no BR247

    Basta! Chega de selvageria, barbárie e ignorância!

    Agradecem à “jornalista”, “âncora” ou “justiceira”,
    Rachel Sheherazade Barbosa (mais um Barbosa? Coincidência?),
    do ex-SBT, “promovida” e a caminho da BAND,
    que defendeu, “justificou” sim em Rede Nacional de Televisão,
    há poucas semanas atrás, a Lei de Talião(retaliação),
    o “olho por olho, dente por dente!”,
    ou seja, deveríamos fazer “justiça”(???) com as próprias mãos.

    Ninguém tem esse direito!

    Somente ao Estado é dado o monopólio do uso legítimo da força!

    Não se constrói uma NAÇÃO CIVILIZADA dando ouvidos a pessoas como ela!

    Ela não é, infelizmente, a única na TV brasileira, que fique claro!

    Existem muitos outros, postando textos ou vídeos ofensivos e de incitação ao ódio, inclusive nas Redes Sociais!

    Mas é, sem dúvida, um dos exemplos mais acabados do que se transformou uma profissão outrora tão nobre!

    Que esse triste, lamentável e grotesco episódio sirva de lição a TODOS NÓS e estimule a REFLEXÃO de toda a sociedade!

    Escrevo estas linhas ainda tomado pela EMOÇÃO do impacto da assistir
    imagens chocantes e pela dor alheia da morte COVARDE e INDIGNA
    de uma pobre e humilde cidadã, Fabiane Maria de Jesus,
    frise-se INOCENTE, mãe de dois filhos agora órfãos,

    para que alguns desses BRUCUTUS MIDIÁTICOS possam sentir remorso,
    se é que AINDA são portadores de tal SENTIMENTO
    e capacidade de REFLEXÃO!

    Pausa!
    Talvez nem Jesus Cristo tenha sofrido tanto quanto Fabiane DE JESUS!…

    Fora! Rachel Sheherazade Barbosa e todos os programas “popularescos”, que exploram a desgraça alheia, ou “policialescos”, que suscitam ao ódio e a intolerância em nossas TV’s ou Rádios, detentoras de Concessão Pública,
    e que, frequentemente, rompem sem qualquer autocrítica a linha que separa a própria (e necessária) crítica a violência urbana e a incitação ou apologia ao crime numa escalada cada vez mais intensa, insana até, voltada quase que exclusivamente a busca incessante da audiência a qualquer cu$to, a qualquer preço.
    Fim da “TV Espetáculo” que “embrute” e está SIM criando uma Legião de Zumbis que agem, frequentemente, não como seres humanos dotados algum discernimento, mas como ANIMAIS IRRACIONAIS!

    Esse fenômeno não é novo, já se tornou recorrente aqui, já foi estudado e até “filmado”.

    E nem mesmo é só brasileiro.

    Há que se ter Responsabilidade Social e Tolerância para com o outro! Há que se respeitar o Princípio Fundamental da Presunção de Inocência, ou seja, todos SÃO INOCENTES ATÉ PROVA EM CONTRÁRIO, frise-se, em juízo.

    Há que se respeitar aos Princípios da Ampla Defesa e do Devido Processo Legal.

    Não ao vale-tudo pela audiência e a exposição de pessoas (ou animais) ou adversários políticos (ou não) ao espetáculo, ao ridículo e ao desumano!

    Que em suma, atinge a todos nós CIDADÃOS e a um pilar fundamental de nosso Estado Democrático de Direito, ou seja, ao Princípio da Dignidade da Pessoa Humana!

    Lembrem-se dos “escritos” do velho poeta:
    ‘Gentileza gera gentileza!’

    Pausa!

    Gentileza e delicadeza ainda são características HUMANAS e devem ser cultivadas!

    O diagnóstico está dado, e é claro!

    Somos uma sociedade “doente” e o tratamento deve ser radical!

    Ley de Medios já!

    (http://migre.me/j6iR8)
    .
    .

    FrancoAtirador

    08/05/2014 - 11h40

    .
    .
    Um artigo muito bem fundamentado:

    Sheherazade e os linchamentos que assolam o país

    Por mais que alguns insistam em defender a jornalista do SBT, Rachel Sheherazade, muitas vezes por meio de distorções do que ela declarou em cadeia nacional e continuou a sustentar na imprensa depois da repercussão do caso, o fato é que ela fez sim apologia à violência (linchamentos) e agora pode ser acusada de ter incentivado, com as suas declarações em cadeia nacional, os inúmeros casos que estão acontecendo no Brasil.

    Por Alessandre de Argolo, no GGN

    (http://jornalggn.com.br/blog/alessandre-de-argolo/as-declaracoes-de-sheherazade-e-os-linchamentos-que-assolam-o-pais)
    .
    .

    Mário SF Alves

    08/05/2014 - 15h41

    Se existe algo pior do que o preconceito esse algo é o falso moralismo. Essa tragédia social cotidiana que nos levou à tragédia maior, a de 64.
    _______________________
    Falsos moralistas cantam aos quatro cantos do mundo sua honradez, sua firmeza de princípios, sua incorruptibilidade moral, sua religião, sua fé cristã, porém, na prática… no escurinho do cinema… por detrás dos panos…

    Uns chegam a dizer-se nacionalistas, outros humanistas, outros honestos. São os mesmos que em 64 rifaram Brasil e o Povo Brasileiro aos SPYstates. Os mesmos que o rifaram na privatização da CVRD e os mesmos que o rifariam novamente por quaisquer dois tostões de mel coado.

Francisco

07/05/2014 - 18h37

O Ministério Público poderia interpelar ela e o canal que deu janela para ela.

Legalmente ela escaparia não só porque a lei não teria como liga-la diretamente a linchamentos, mas porque… bem, ela não é petista, certo?

Mas, talvez, a interpelação do MP fizesse esse pessoal formado na escola de jornalismo da Escola-Base, meditar um pouco sobre os riscos de um dia vir a ser linchado pelos parentes e amigos dos linchados…

Se ela pode querer justiça, todos podem, certo?

Responder

Bárbara de Pindorama

07/05/2014 - 17h18

Consequencias do jornalismo descerebrado….

E de pessoas descerebradas e ou/ que lêem mal, e ou/ escrevem mal.
Vejam isto:
(é um post de um leitor supostamente alfabetizado, no Nassif, sobre o livro do Pochman)

“”” ” Já da para ter ideia

qua, 07/05/2014 – 16:10

Considerando que o livro é prefaciado por uma autora que ODEIA a classe média, nao dá para esperar que ele defenda alguma visão positiva sobre este estrato da sociedade.

Aliás, eu me senti extremamente ofendido com esse discurso do ódio proferido (e repetido) por esta senhora.

Queria ver se algum intelectual importante falasse em público que odeia negros, mulheres, nordestinos ou qualquer outra minoria. Já teria sido banido do país pelos “progressistas”.

Mas quando é a “musa” da esquerdam ninguém fala nada.””””

Ruim

Bom

Muito bom

Ótimo

Excelente.

.

Rodrigo Moreira

Rio de Janeiro – Brasil

Responder

Mardones

07/05/2014 - 16h53

Jean W só não pode ser seletivo nas suas críticas e adesão aos DH. Cria da Globo – que o lançou para a vida de celebridade -, o deputado precisa um dia escrever sobre os Marinhos e sua contribuição ao Brasil ‘cu do mundo’.

Responder

Urbano

07/05/2014 - 13h35

Até o staf aderiu ao linchamento, se utilizando de assassinato no estilo conta-gotas ou a velha e sádica tortura.

Responder

razumikhin

07/05/2014 - 11h43

Nunca o brasileiro esteve tão próximo da selvageria quanto nesses anos de PT no poder.

Responder

    cid elias

    07/05/2014 - 12h51

    É meeeesmoooo? Que observação estupenda! Ganhas quanto por cada uma destas postagens ridículas? O roubo das privatarias, em especial os bilhões surrupiados do povo brasileiro na doação da Vale do Rio Doce pelo cerra e fch, servem para comprar indivíduos, instituições(PF) e penas…

    luiz mattos

    07/05/2014 - 15h09

    É o Arnaldo Jaburro.

    TONY-SC

    07/05/2014 - 15h28

    Sei que você é um mercenário que recebe para comentar essas asneiras nos blogue sujos, caro robô tucano. Mas será que você tem consciência do grande mal que provoca à sociedade e ao País ao não encarar com seriedade fatos graves que vem acontecendo, muito deles consequência direta dos que semeiam ódio como você. Reflita.

    Daniel

    09/05/2014 - 08h26

    Ô ignorante, o Brasil SEMPRE foi um exemplo de selvageria. Desde os primórdios e por causa do seu próprio povo, não por causa desse ou daquele partido político.

Gerson Carneiro

07/05/2014 - 09h37

Isso é o resultado do culto à violência pregado diariamente por Datena e Marcelo Rezende. Eu vi o vídeo. É horrível. Eu não paro de chorar. A mulher parecia um pedaço de trapo na mão dos linchadores.

Responder

Leandro_O

07/05/2014 - 09h20

Interessantes alguns detalhes: os pregadores e implantadores da meritocracia contratam uma jornalista [?] por 350.000 por ela falar o que fala sem receio e a outra é âncora por ser esposa de um empresário influente. É a meritocracia deles.

Responder

Romanelli

07/05/2014 - 05h05

Pelo amor de deus POMBINHAS ..vocês sabem o que são 60 mil mortes violentas por ANO ..50 mil estupros ?

Aonde vocês moram, em Alphavile, nos Jardins, em algum condomínio fechado ? ..será que não lhes cabe um mínimo de racionalidade pra tentar analisar esta questão ? suas causas, origens..

Eh, parece que a esquerdopatia na sua cina de procurar culpados e rotular “inimigos”, para que ainda não COMPREENDERAM a relação entre causa e efeito.

..o LINCHAMENTO é o maior sinal de que ainda nos FALTA Estado, autoridade, ordem, respeito ..falta-nos esperança, confiança, segurança, isonomia, solidariedade, senso de JUSTIÇA .daí o desespero e o medo, a REAÇÃO.

Aqui nós já nos acostumamos a sermos passados pra trás e agredidos (física e emocionalmente) todo santo dia ..aqui a violência que leva minutos pra ocorrer, quando muito, te torturando a todo momento, leva ANOS, anos – isso quando leva – pra JUSTIÇA remediar.

..e isso vem de décadas, junto com promessas de que vai melhorar, e recordes ..recordes e mais recordes ABJETOS, vergonhosos, ultrajantes, sintomáticos de que vivemos no meio de BÁRBAROS.

AQUI nesta JOSTA de país e SOCIEDADE, o CRIMINOSO é quem ganha apoio e solidariedade ..o delinquente que recebe o aplauso, enquanto a vítima é execrada pela “sorte” que teve..

..aqui sim, somos o AVESSO do AVESSO da dita civilidade ..aqui SIM, é verdade, direitos humanos só são ofertados a quem NÃO age como humano, e a vítima que se lasque, ou que tente TIRAR vantagem, mesmo porque se quiser ambulância não vem, e viatura, NÃO tem.

Desculpe, mas ao contrário do que muitos intuíram, pra mim, o mesmo germe que encontrou abrigo nas palavras de Shererazade, aqui também se fazem presentes ..isso é fruto da OMISSÃO, da ANOMIA em que nos meteram ..e que não de hoje, esta, depois de LULA (a ultima esperança “figurativa” do POVO brasileiro), esta recrudescendo ..e isso apesar do crescimento, bonança, e pleno emprego.

dizia a apresentadora:

“..num país que ostenta incríveis ..que arquiva 80% dos casos ..a atitude dos vingadores é ATÉ compreensiva ..o Estado é omisso, a polícia desmoralizada, a Justiça é falha, o que que resta ao cidadão de bem ..se defender é claro ..é o que eu chamo de legítima defesa coletiva de uma sociedade sem Estado contra um estado de violência SEM limite..”

Compreensiva = aquilo que dá pra ENTENDER com a razão (o que é diferente de se dar apoio, consentir, insuflar)

Nota final – Ontém, LONDRES, do alto da sua civilidade e longe das desgraças, disse que o mundo precisa abandonar a “guerra contra as drogas” porque não funcionou.

Gostaria de saber como praticamente o álcool e vício não entra em muito país muçulmano, ou mesmo o CRACK nos EUA, e muitas outras drogas na Europa e Asia ..não não, o problema é que a GUERRA não se faz SÓ com armas, mas com inteligência tb (*) ..e sem duvida, CAPITULAR, pra mim, não será solução pra ninguém

(*) atuando na produção, nas fronteiras, nas escolas, na sociedade via mídias (aliás, a mesma que já faz uns 15 anos vive expondo artista fumando maconha ..vai que cola, pensam ..colou)

Responder

    Robson

    07/05/2014 - 10h34

    Seria lindo e digno de tratá-la como heroína e indignada se de fato demonstrasse isonomia em seus argumentos.

    A máscara da bárbie dos conservadores e fascistas já caiu a tempos quando começou a circular no youtube um vídeo no qual passa a mão na cabeça de Justin Bieber e pedindo que tivéssemos compreensão com aquele deliquente (James Jean repaginado, segundo a fascistóide com moralidade seletiva)por que estaria só crescendo e que não compreendêssemos o menor negro marginalizado.
    Ficou bem claro que a fascista tem sim uma visão elitista, classista e perversa. Mande ela adotar um linchador homicida também!!!

    Aline C. Pavia

    07/05/2014 - 10h42

    Amigo, vá embora desta “josta” de país. Você não fará a MENOR falta.
    Vá embora para Londres!! Aproveite e pergunte como está a família de Jean Charles. Boa noite.

    Romanelli

    07/05/2014 - 18h34

    e facilitar pros ratos? não

    oras faz favor ..tenho tanto direito a INDIGNAÇÃO quanto vc ..vê se se manca, e cresce em argumentos criança

    Mário SF Alves

    08/05/2014 - 16h02

    Aline,

    Não alimente… o quê mesmo?

    Não vejo o Romanelli não é um trollzinho qualquer não. Ele é muito mais do que isso. Tem o raciocínio bem enjambrado e liga cré com lé, numa boa.
    Nem sempre, claro.

    E, agora, ainda mais francamente. Não é assim que o faremos refletir por novos, mais honrosos ou mais satisfatórios horizontes de pensamento.
    Assim, o máximo que conseguiremos é perdê-lo enquanto companheiro nessa imprescindível busca e construção do Saber Político.

    Att.,

    Mário.

    Robson

    07/05/2014 - 10h56

    “..o LINCHAMENTO é o maior sinal de que ainda nos FALTA Estado, autoridade, ordem, respeito ..falta-nos esperança, confiança, segurança, isonomia, solidariedade, senso de JUSTIÇA .daí o desespero e o medo, a REAÇÃO.”

    Um leitor de VEJA querer nos dar lição de moral por aqui!!kkkkk…um direitopata falar de solidariedade é o mesmo que a banana comer macaco!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Mário SF Alves

    08/05/2014 - 16h07

    “…um direitopata falar de solidariedade é o mesmo que a banana comer macaco!!!”
    _________________
    Cara, formidável. De fato… simples assim.

    André

    07/05/2014 - 11h50

    “…será que não lhes cabe um mínimo de racionalidade pra tentar analisar esta questão ? suas causas, origens…”
    Parabéns, assim se começa um questionamento verdadeiro com menos tapetão intelectual, tão exaustivamente utilizado em debates como o iniciado com o este texto do parlamentar.
    Utilizando do seu recurso e continuando o raciocínio: MAS, você chegou quase lá “..o LINCHAMENTO é o maior sinal de que ainda nos FALTA Estado, autoridade, ordem, respeito ..falta-nos esperança, confiança, segurança, isonomia, solidariedade, senso de JUSTIÇA .daí o desespero e o medo, a REAÇÃO…”
    Texto que utiliza elementos dificilmente conectáveis para a formação de uma lógica, na visão do leitor coerente. Ainda mais quando o cidadão já abre “seu” comentário afirmando que se deve analisar a situação dos linchamentos a partir das “… suas causas e origens”, atitude já mencionada como louvável, mas que o leitor nem tentou chegar perto. Pensando, obviamente, em ENFEITAR seu texto com elemntos “X”, tornando a argumentação fraca, superficial, claramente pecando naquilo que nosso leitor tentou mostrar habilidade, mas não rolou: entender a origem, as raízes dos problemas que deflagram os linchamentos. Isso ficou meio óbvio no texto Jean.

    “Ignorando os sistemas que o [o meliante, segundo Jean] produzem”, não foi possível levar a sério seu comentário. Você pecou naquilo que criticou no parlamentar. Pior, não conseguiu perceber que Jean conseguiu, ao contrário de você, explorar as raízes do problema, dentro das limitações de um texto jornalístico.

    Concluo, das duas uma: ou não leu o texto inteiro ou é um analfabeto funcional. Sem partir para partidarismo ou ideologias, pode-se concorda ou não com Jean, mas suas SUTIS indiretas, colega leitor, não fazem sentido, já que o articulista expões as possíveis causas desses problemas sociais com embasamentos sólidos, com apuro crítico dos fatos que estão na minha e na sua cara. Não partiu para falácias.
    Nossa direita está precisando de um centro de formação, pelo bem da democracia.

    Romanelli

    07/05/2014 - 18h40

    tá bom ..agora pra fazer comentário terei que expor meu curriculo e uma TESE inteira em 20 linhas ..

    daqui eu prefiro o Macaco Simão quando diz que o brasileiro escreve tudo errado, mas se entende do mesmo jeito

    pra bom entendedor PINGO é letra ..e desculpe, meus comentários são pra INICIADOS no tema

Rogério Ferraz Alencar

07/05/2014 - 02h39

O PIG é mais nojento do que imaginamos. A Folha on line fez uma safadeza inimaginável com Lula. No fim de um vídeo sobre o linchamento da mulher no Guarujá, há um link para “vídeos relacionados”. Pois lá está a imagem de Lula. Quando passamos o mouse sobre ela, aparece o letreiro: “Lula chora ao lembrar da morte da mãe”. Que indecência é essa? Por que ligar Lula a um linchamento? O que a morte da mãe dele tem a ver com isso?

Responder

Liz Almeida

07/05/2014 - 00h10

Por mim, se o governo proibisse aqueles programas policialescos que passam na TV, seria um grande benefício pra sociedade brasileira.

Esses programas só estimulam a violência, na minha opinião, são o principal motivo da violência crescente mesmo com toda a inclusão social vista nos últimos anos (claro que não podemos desmerecer vários outros fatores). O debate sobre o impacto desses programas e o aumento da violência torna-se urgente, inadiável… essas emissoras de TV estão usando uma concessão do Estado pra ajudar a tornar os brasileiros animais, selvagens, irracionais; isso é inaceitável!

p.s.1.: Um abaixo assinado de jornalistas da Bahia contra reportagem divulgada em um desses programas policialescos:
http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=P2012N24982

p.s.2: Nem o apresentador desse tipo de programa suporta mais, e diz querer fazer outro tipo de jornalismo:
Em:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/noticiarios_policialescos_voltam_a_tv

‘Não agüento mais fazer isso’, afirma Datena

“Âncora do ‘Brasil Urgente’ (Band), José Luiz Datena é hoje o principal nome do chamado jornalismo policialesco e foi convidado por Silvio Santos para comandar o ‘Aqui Agora’. Famoso por gritar no ar contra políticos e policiais, ele confessa estar cansado do formato e relaciona a isso um tumor que teve. Leia trechos da entrevista à Folha.

‘A Folha um dia botou em letras garrafais ‘O Mundo cão de Datena’. Fiquei chateado porque não sou ladrão, minha mulher não é traficante nem meus filhos são bandidos. Parecia que vivia num mundo cão. O mundo cão é o que todos vivemos, um Brasil de desigualdades.

Não sou responsável por esse tipo de programa nem pela violência. Sou só um apresentador de um programa policial que às vezes tem menos notícia policial do que o ‘Jornal Nacional’. E continuo não agüentando esse tipo de programa.

As pessoas é que não são tão sinceras. A Record disse que ia fazer programação de qualidade, alardeou para o Brasil que ia acabar com o ‘Cidade Alerta’. Voltou com um que parece o ‘Cidade Alerta’ e contratou um cara que me imita descaradamente. O Silvio Santos está voltando com o ‘Aqui Agora’.

Mas, na minha opinião, é por isso que a Globo vai continuar líder de audiência. Porque é de uma burrice que não tem tamanho. Esses programas vão dividir o ibope e vai sobrar para a Globo.

Esse tipo de programa só despertou o interesse das outras emissoras porque conquista o segundo lugar no Ibope. Hoje faço mais crítica aos políticos do que a policial, que já me torrou a paciência. Se pudesse, mudaria o programa, faria um jornalismo comum e evitaria reportagem de policial. Mas a linha editorial não é minha, só sou um apresentador.

Não posso chegar para o dono do canal e dizer que não quero mais fazer, tenho contrato com bastante multa para pagar. Quando o Silvio Santos me chamou na casa dele em novembro para fazer o ‘Aqui Agora’, disse que para fazer a mesma coisa que faço na Band, fico aqui. Não me interessa a grana, queria mudança. Meu programa [de viagens] ‘Coração do Brasil’ é meu sonho de consumo.

Antes desses programas [policiais], fazia coisas legais na TV. Eu me sinto desconfortável e aprisionado, porque o programa dá ibope, e os caras não me tiram.

Há um ano, tive um tumor no pâncreas, cortei metade do pâncreas, tirei o baço e não morri por milagre. Não sei nem se tenho condições físicas de agüentar o programa. Quem é que me diz que o desgaste com esse programa não me levou a ter esse problema gravíssimo? E não é só por dar a notícia violenta, mas o desgaste de ter que lutar por ibope. A responsabilidade de se manter no topo é um saco sem tamanho.’”

Responder

    Mário SF Alves

    08/05/2014 - 21h20

    Humm…

Lamarca73

06/05/2014 - 23h54

… e tem senador tucano que ficou nervoso essa semana só por causa da palavra “supostamente”:

https://www.youtube.com/watch?v=aqtwdXRZ5Eg

Responder

André Moraes

06/05/2014 - 23h52

Lamentável o caso da moça do Guarujá, não apoio linchamentos, mas a ideia de “legitima defesa coletiva” contra criminosos de verdade é a unica forma de o cidadão sentir que a justiça foi feita, uma vez que o estado não move uma palha e a impunidade rola escancarada.

Responder

    TONY-SC

    07/05/2014 - 10h30

    Justiça? Matando bárbara e covardemente uma inocente? Você é um doente, um sociopata… Precisa se tratar urgente .

    luiz mattos

    07/05/2014 - 15h13

    Cara você é louco ou somente uma alma ruim?

Marat

06/05/2014 - 23h27

Para compreender melhor a mocinha do SBT, leiam “A praga escarlate” de Jack London.

Responder

Lukas

06/05/2014 - 23h23

É, pro povo não tem esta de direitos humanos não.

Pega, esfola e mata.

Responder

    FrancoAtirador

    07/05/2014 - 04h06

    .
    .
    06/05/2014 13:46 – Atualizada às 06/05/2014 19:08
    iG São Paulo

    Corpo de dona de casa confundida com uma suposta sequestradora de crianças foi sepultado no litoral paulista

    Mulher linchada em Guarujá carregava Bíblia com foto das filhas
    .
    .
    06/05/2014 – 09h59
    Correio Braziliense, via OAB-RJ

    “Justiçamentos” fazem 20ª vítima só neste ano

    Espancada depois de ser confundida com uma sequestradora de crianças, Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, é a 20ª pessoa assassinada em uma situação de justiçamento público neste ano no Brasil.
    Moradora do Guarujá (SP), a dona de casa morreu na manhã de ontem devido a um traumatismo craniano, dois dias depois de ser agredida.

    Desde fevereiro, pelo menos outras 37 pessoas foram vítimas de linchamento no país.

    Especialistas sugerem que a repercussão do vídeo de um adolescente do Rio de Janeiro, agredido a pauladas e amarrado nu a um poste no fim de janeiro, tenha desencadeado uma onda de crimes
    [principalmente depois do estímulo explícito à brutalidade promovido pela apresentadora Rachel Sheherazade em horário nobre de TV na rede SBT, como demonstra o vídeo acima publicado pelo Viomundo].

    Segundo a família, Fabiane foi alvo das agressões a partir da publicação em uma rede social do suposto retrato falado de uma mulher que sequestrava crianças para utilizá-las em rituais satânicos no Guarujá.

    Familiares e a polícia afirmaram que a morte da dona de casa foi resultado de um boato.

    “Não foi registrado nenhum sequestro de criança no Guarujá. Esse foi um boato nas redes sociais que veiculou em várias localidades e chegou aqui. São fatos totalmente inverídicos”, argumentou o delegado Luiz Ricardo Lara, do 1º Distrito Policial da cidade do litoral paulista.

    Depois de serem notificados da morte da dona de casa, familiares da vítima foram ontem à delegacia para entregar as imagens chocantes do espancamento e também apontar nomes suspeitos de participação do crime.
    O delegado disse ontem que agentes da polícia já estavam em campo para apurar os autores do linchamento, que serão indiciados por homicídio.

    O advogado da família, Airton Sinto, disse que Fabiane foi agredida por pessoas que teriam visto, na página Guarujá Alerta, hospedada em uma rede social, o retrato falado de uma mulher que estaria sequestrando crianças em Guarujá e pensaram que se tratava da dona de casa.
    Sinto declarou que o autor da página na internet ainda não foi identificado, mas entende que o site foi responsável pelo crime.

    “A gente precisa levantar o debate em relação à irresponsabilidade das pessoas que divulgam o que quiserem nos sites de relacionamento.
    Eles arrasaram uma família.
    Eu tenho certeza de que quem administra essa página não tinha intenção de matar uma mulher, mas é responsável na medida de sua culpabilidade.”

    Em nota, a equipe do portal Guarujá Alerta se negou a falar sobre o assunto.
    “Por ora, não nos manifestaremos sobre esse assunto para não atrapalharmos o trabalho da polícia.”

    Selvageria

    O Brasil vive uma barbárie em série de linchamentos desde a notícia de que um adolescente foi espancado por cerca de 15 homens e amarrado nu a um poste no Bairro Flamengo, Zona Sul do Rio de Janeiro, em 31 de janeiro.

    Desde fevereiro, já foram divulgadas informações em portais de notícias de 36 casos de espancamentos coletivos em 15 dos 26 estados e no Distrito Federal.
    Dezenove deles resultaram na morte da vítima.
    A média é de um caso a cada oito dias.

    Barbárie recente

    Veja alguns casos de linchamentos praticados desde o início deste ano em diversas cidades do país:

    31 de janeiro
    Um adolescente negro foi agredido a pauladas e amarrado nu a um poste, no bairro Flamengo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Três homens que chegaram em motos e se identificaram como “Os Justiceiros” praticaram a agressão, justificando que o jovem praticava furtos no bairro.

    17 de fevereiro
    Um adolescente de 16 anos teve pés e mãos amarrados depois de tentar roubar uma moto no Setor Alto da Glória, em Goiânia. O assaltante foi agredido por cerca de 40 pessoas até que a Polícia Militar chegasse ao local.

    18 de fevereiro
    Depois de assaltar uma mulher no Setor Leste Universitário, em Goiânia, um rapaz de 20 anos foi rendido e agredido por populares que testemunharam o crime. No mesmo dia, um suspeito de roubar uma casa no Setor Vila Regina, em Goiânia, foi agredido por moradores que viram a tentativa de assalto.

    23 de fevereiro
    Os jovens Felipe Rodrigues Felício dos Santos, de 18 anos, e Danillo Alves de Oliveira, de 19 anos, foram agredidos ao tentar roubar um carro no Setor Pedro Ludovico, em Goiânia. Quando a Polícia Militar chegou ao local, encontrou os assaltantes amarrados e com escoriações pelo corpo.

    24 de fevereiro
    Um homem foi imobilizado por um adolescente de 16 anos, após roubar um celular em Franca, no interior de São Paulo. Lucas César Oliveira, de 22 anos, fugia por um campo de futebol, quando levou um “mata-leão” e sofreu um infarto. Morreu no dia seguinte.

    Sex , 14/03/2014 às 15:39 | Atualizado em: 14/03/2014 às 16:34
    Portal A Tarde – Bahia

    Jovem é linchado por populares que o confundiram com bandido

    Alean Rodrigues/Sucursal Feira de Santana

    Internado em estado grave no Hospital Geral Clériston Andrade
    o soldador Jevanilson Rios Santos, 20 anos, vítima de espancamento.

    O jovem foi barbaramente agredido por populares na noite de quinta-feira, 13, após ser confundido com um assaltante.

    A agressão aconteceu no Povoado de Mercês, no município de São Gonçalo dos Campos (a 108 km de Salvador), quando o jovem acompanhado de um amigo teria ido encontrar uma namorada.

    De acordo com familiares, os jovens, que residem no distrito de Humildes, em Feira de Santana, teriam ido ao povoado e sido abordados por várias pessoas que acreditavam que fossem assaltantes.

    “Eles estavam de moto e como eram desconhecidos na localidade foram abordados e como não puderam provar o que diziam, foram agredidos. O amigo conseguiu fugir e pedir ajuda, mas o meu filho apanhou bastante”, contou Zenilda Rios Santos, mãe do soldador.

    Policiais militares que faziam ronda pelo povoado foram acionados e encontraram o jovem desacordado, levando-o para o Hospital Municipal de São Gonçalo dos Campos. “Na verdade, no povoado estão ocorrendo vários roubos de motocicletas e os moradores estão assustados. Quando viram os dois rapazes desconhecidos em uma motocicleta tarde da noite pensaram que eram assaltantes e os agrediram”, afirmou a soldado Moreira, que atendeu a ocorrência.
    A policial informou ainda que todos os indícios dão conta de que houve uma confusão em relação aos jovens, já que os mesmos não possuem ficha criminal e a motocicleta utilizada estava em nome de um deles. “Mas não posso afirmar nada, cabe à polícia civil investigar”, frisou.
    A delegada Cristiane Oliveira informou que, até o momento, não há nenhum fato que comprove o envolvimento do jovem em delitos, mas que irá investigar o caso. “A princípio, tudo indica que eles foram confundidos, mas iremos investigar todas as informações e tentar identificar os autores do espancamento”, informou.

    11 de Abril de 2014
    Carta Capital

    Jovem negro é espancado e morto por populares no Espírito Santo

    Por Douglas Belchior, no Blog NEGRO Belchior

    Leia também:

    “DECRETA-SE, POIS, A LEI DE LYNCH”:
    LINCHAMENTOS SOB A ÓTICA DA GAZETA DE NOTÍCIAS
    (Rio de Janeiro, 1875-1889)

    Por Alisson André Jesus de Almeida,

    Resumo

    Esse trabalho tem o objetivo de analisar como eram noticiados os casos de linchamento no Jornal Gazeta de Notícias, da cidade do Rio de Janeiro, entre os anos de 1875 e 1890.

    Para esse fim foram analisadas cartas enviadas ao jornal por leitores que ameaçavam aplicar a lei de Lynch caso as autoridades não resolvessem os problemas de segurança, além das notícias e comentários sobre linchamentos ocorridos nos Estados Unidos e no Brasil.

    Através dessa pesquisa, foi notado que a maioria dos casos de linchamento noticiados envolviam escravos que haviam matado seus senhores.

    (http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/90182/000911457.pdf?sequence=1)

    Lukas

    07/05/2014 - 08h35

    Exato, o povo não perdoa… O que impede o povo de fazer sempre justiça pelas próprias mãos é a polícia chegar a tempo.

    O povo, este ente abstrato que você julga defender Franco Atirador, não gosta de bandido, os quer todos PRESOS, na cadeia.

    Joãozinho Trinta dizia que quem gosta de pobreza é intelectual, pobre gosta de luxo. Da mesma forma, o povo quer punição exemplar para os bandidos, sejam brancos ou negros, pobres ou ricos, vítimas da má distribuição de renda ou não, do colarinho branco ou de camiseta.

    O Brasil é um país que prende pouco, por isto coisas como esta acontecem. E aconteciam antes da Sherazade e continuarão a acontecer.

    FrancoAtirador

    07/05/2014 - 09h48

    .
    .
    É. O Brasil é um País que prende pouco rico e muito pobre.

    Tanto que tem a 4ª maior população carcerária do mundo.

    Quando resolver prender os verdadeiros ladrões,

    a começar pelos Bandidos de Mídia Sonegadores

    e presidentes e CEOs de empresas corruptoras,

    eu espero que o Povo não os linche também.
    .
    .

    FrancoAtirador

    07/05/2014 - 10h09

    .
    .
    Atualizado em 29 de maio, 2012 – 06:03 (Brasília) 09:03 GMT
    BBC Brasil

    Brasil tem 4ª maior população carcerária do mundo
    e deficit de 200 mil vagas

    Luis Kawaguti, de São Paulo

    Para ONU, prisões superlotadas são um dos principais problemas de direitos humanos no Brasil

    Com cerca de 500 mil presos, o Brasil tem a quarta maior população carcerária do mundo e um sistema prisional superlotado.

    Segundo a organização não-governamental Centro Internacional para Estudos Prisionais (ICPS, na sigla em inglês),
    o Brasil só fica atrás em números absolutos de presos
    para os Estados Unidos (2,2 milhões),
    China (1,6 milhão) e Rússia (740 mil).

    Um levantamento da Pastoral Carcerária mostra que a maior parte tem baixa escolaridade, é formada por negros ou pardos, não possuía emprego formal e é usuária de drogas.

    O deficit de vagas (quase 200 mil) é um dos principais focos das críticas da ONU sobre desrespeito a direitos humanos no país.

    (http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/05/120529_presos_onu_lk.shtml)
    .
    .

    Lukas

    07/05/2014 - 10h18

    O Brasil, em 2012, tinha 500.000 (quinhentos mil) mandados de prisão não cumpridos. Não sei hoje, mas deve ser mais.

    A solução é prender mais, não menos. O POVO, este ente que você julga defender, quer bandido na CADEIA. Quem mais sofre com bandido é o povo! Você costuma conversar com o povo, já perguntou a opinião dele?

    http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2012/02/14/brasil-tem-500-mil-mandados-de-prisao-nao-cumpridos-alerta-marta-suplicy

    Sony

    08/05/2014 - 01h06

    De 20… 1 inocente morreu. De 20 que a polícia mata quantos são inocentes ? De 20 delitos ocorridos, quantos vão presos ? De 20 presos quantos não cometem mais delitos ? … Acho que a matemática nesse caso não e tão ruim …

    Mário SF Alves

    08/05/2014 - 16h28

    “O linchamento de Jesse Washington (também conhecido como “Horror de Waco”) foi um linchamento ocorrido em 15 de maio de 1916 em Waco, Texas, Estados Unidos. Jesse Washington, um trabalhador agrícola afro-americano de 17 anos de idade, foi acusado de estuprar e assassinar Lucy Fryer, esposa de seu empregador branco, na zona rural de Robinson. Nenhuma testemunha presenciou o crime, mas o jovem assinou uma confissão ao ser interrogado pelo xerife do Condado de McLennan e descreveu o local onde teria escondido a arma do crime.

    Washington foi julgado em Waco, num tribunal repleto de pessoas furiosas. Ele declarou-se culpado e foi rapidamente sentenciado à morte. Após o pronunciamento da sentença, o jovem foi arrastado para fora do tribunal por populares e linchado em frente à prefeitura municipal. Cerca de 10 000 pessoas, incluindo políticos e policiais, se reuniram para assistir ao ataque. A atmosfera era de comemoração, sendo que muitas crianças participaram do acontecimento durante o recreio. Os participantes do ataque ao jovem negro castraram-no, cortaram seus dedos e dependuraram-no sobre uma fogueira. Ele foi deixado sobre a fogueira por cerca de duas horas. Após o fogo ser extinto, seu torso carbonizado foi arrastado pela cidade e partes de seu corpo foram vendidas como lembranças. Um fotógrafo profissional registrou os acontecimentos, fornecendo a rara representação de um linchamento em progresso. As fotografias foram reveladas e vendidas como cartões-postais em Waco.

    Apesar de o linchamento ter tido o apoio de boa parte dos habitantes de Waco, foi condenado por jornais de todos os Estados Unidos.”

    Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Linchamento_de_Jesse_Washington

    1) Detalhe:

    “Apesar de o linchamento ter tido o apoio de boa parte dos habitantes de Waco, foi condenado por jornais de todos os Estados Unidos.”

    É… de fato… outros tempos midiáticos/jornalísticos. Antecede o sequestro do Estado pelas megacorporações.

    2) Dúvidas:

    – Essa desumanidade, datada de 15 de maio de 1916, ocorreu antes ou depois da instituição da pena de morte nos EUA?
    – Teve ou não teve a participação da Klu Klux Kan?

    Bárbara de Pindorama

    07/05/2014 - 17h38

    Caro Lukas,

    Hoje foste pior do que sempre. Antes, tua estratégia de frases curtas te escondia. Agora não mais.

    lukas

    07/05/2014 - 20h40

    Vá conversar com o povo…

    FrancoAtirador

    08/05/2014 - 02h47

    .
    .
    Dá bola não, Bárbara de Pindorama.

    O ‘povo’ do PSDB é a “Massa Cheirosa”,

    nada além do que 10% da população,

    uma elite patronal escravocrata

    que detém o domínio da sociedade,

    através de Empresas de Comunicação,

    e que se apropria da riqueza do País.

    Um bando de mercenários apátridas,

    esses, sim, os reais bandidos do País

    que roubam mais da metade de tudo

    o que é produzido no BraSil,

    às custas do Povo Assalariado,

    da qual fazem parte os 50 milhões

    que sobrevivem com 1 salário mínimo

    que o Aécio disse que quer congelar.

    O ‘povo’, com quem os tucanos dialogam,

    não é o mesmo Povo de Pindorama, Bárbara,

    da qual também fazem parte os 21 milhões

    de aposentados e pensionistas do INSS,

    além dos 36 milhões de beneficiários

    do Programa Social Bolsa-Família

    que o PSDB e o DEM querem exterminar,

    de qualquer forma, pela fome, pela doença,

    dando-lhes como moradia apenas a CADEIA.
    .
    .
    Porém, eu e você, Bárbara, nós todos

    de Pindorama, que almejamos e lutamos

    por Igualdade Social neste País,

    em que poucos esbanjam com muito

    e muitos ainda subsistem com pouco,

    não deixaremos que a corja tucana

    recupere a Presidência da República

    para linchar o Povo Trabalhador,

    como FHC fez entre 1995 e 2002.

    Um abraço camarada e libertário.

    HASTA LA VICTORIA! SIEMPRE!
    .
    .

    lukas

    08/05/2014 - 21h15

    Procura o povo da periferia, da favela, das comunidades, FrancoAtirador, o povo de verdade, não o que vc idealiza.
    Não tenha medo.

    FrancoAtirador

    09/05/2014 - 00h24

    O avanço do Poder Punitivo

    Todas as agências executivas do Poder Punitivo
    (Polícia, Ministério Público, Poder Judiciário,
    Sistema Penitenciário e Mídia Empresarial)
    operam nesse sentido: criminalizar a pobreza.

    Por Marcelo Salles, na Nova Democracia

    Em seminário no Rio de Janeiro, o ministro da Suprema Corte Argentina Raúl Zaffaroni critica o avanço do Estado policial, responsável pela perseguição à classe trabalhadora, e denuncia:

    “A economia mundial está cada vez mais mafiosa.
    A globalização não é nada mais que uma
    criminalidade econômica internacional”.

    O Instituto Carioca de Criminologia organiza o seminário Depois do Grande Encarceramento, no Rio de Janeiro, aberto por conferência do professor e escritor argentino Eugênio Raúl Zaffaroni.

    Além de uma das maiores referências mundiais nos estudos da criminologia crítica, Zaffaroni hoje é um dos sete membros da Suprema Corte Argentina.

    Em sua intervenção, o professor chamou a atenção para o avanço do Poder Punitivo na América Latina, que atende à lógica do chamado “neo-liberalismo” e não reduz a criminalidade.

    Segundo as pesquisas no campo da criminologia crítica, a punição pura e simples não evita a violência nem a corrupção, cada vez mais intensificadas pelo que chamou de “economia mafiosa internacional”, operada por grandes corporações financeiras.

    O professor está certo de que cada vez mais são punidos os pequenos delitos, enquanto os “crimes de colarinho branco” seguem cada vez mais impunes.

    Todas as agências executivas do Poder Punitivo (mídia, Poder Judiciário, sistema penitenciário, políticos e a própria polícia) operam nesse sentido: criminalizar a pobreza.

    A atuação da polícia, enquanto uma das agências do Poder Punitivo, pode ser melhor enxergado na política de extermínio.

    Sua expressão máxima é o elevado número de autos de resistência (mortes em supostos confrontos com a polícia).

    A polícia é o aparato de repressão que cumpre as ordens da política definida pelo Poder Executivo estadual.

    De todas as agências executivas do Poder Punitivo, é a mais visível porque é a executora imediata.

    Esta instância obedece à doutrina imposta pelo imperialismo, principalmente o ianque, para a América Latina, qual seja, a eliminação da parcela da população excedente dentro do modelo pensado pelo imperialismo:

    Quem não está apto a consumir é descartável.

    Mas a polícia não age sozinha.

    O sistema judiciário, cada vez mais distante do povo, também foi alvo da análise do professor Raúl Zaffaroni.

    É a Justiça, e somente ela, quem tem o poder legal de encerrar o inquérito policial, como os autos de resistência.
    É o juiz quem pode decidir se arquiva um processo ou se pede para que o Ministério Público continue as investigações.

    — O sistema judiciário também é hierarquizado.
    Possui oficiais e a tropa.
    Eles são treinados juntos e introjetam valores, como determinadas características que fazem um juiz bom ou ruim, como por exemplo:
    “o juiz bom é aquele que nunca revoga uma sentença”.
    O juiz vive numa espécie de gueto de modo que sua percepção é alterada. Quando ele olha para o espelho, não fala “Sou o João”, mas “Sou a Excelência”.
    Isso gera uma alteração em sua identidade — afirma Zaffaroni.

    O PAPEL DA IMPRENSA

    E o monopólio dos meios de comunicação, por fim, é o responsável por legitimar o extermínio e as outras formas em que se manifesta o Poder Punitivo.
    Enquanto instituição com grande poder de produzir subjetividades, é o monopólio da imprensa quem produz e reproduz as formas de agir, sentir, pensar e viver que irão naturalizar todo esse processo.

    Quem exemplifica é o delegado de Polícia Civil Orlando Zaccone, mestre em Ciências Penais pela Universidade Cândido Mendes:

    — Quando você pega uma matéria que diz assim:
    ‘Polícia sobe o morro e mata não sei quantos bandidos’.
    Como sabe que é bandido?
    A mídia começa todo um trabalho pra que aquela letalidade seja legitimada.

    Segundo Raúl Zaffaroni, o monopólio dos meios de comunicação de massa explora o sentimento negativo de vingança da sociedade e estimula um interesse patológico por crimes.

    — Isso dá rating, que dá propaganda, que dá dinheiro.
    E como são empresas capitalistas em busca de dinheiro…
    — diz o professor, para logo a seguir vaticinar:
    — Sem os meios de comunicação o Poder Punitivo não poderia existir.

    Zaffaroni criticou ainda a construção da figura da “vítima-herói”, um cidadão que sofreu algum tipo de violência ou então teve alguém de sua família atingido e, apenas por isso, ganha o status de especialista em Segurança Pública e passa a emitir quaisquer opiniões sem que possa ser questionado em razão de sua condição de vítima.

    Outro discurso utilizado pelas corporações de mídia para legitimar a matança incorpora o termo “vítimas inocentes”.
    Foi o que escreveu o jornal O Globo:
    “O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, revelou ao Globo que estão sendo tomadas algumas medidas para reduzir a letalidade da polícia durante operações em comunidades dominadas pelos criminosos e, assim, evitar a morte de inocentes”.

    Seria o caso de perguntar:
    E se fossem culpados?
    Poderiam ser assassinados, se no Brasil não há pena de morte?
    Ao naturalizar a morte de “culpados”,
    O Globo passa a legitimar a política de extermínio.

    O papel da imprensa ganha força no Brasil devido à concentração do setor.

    Hoje existem apenas sete emissoras abertas de televisão, todas elas afinadas com os interesses monopolistas.

    Entre os jornais de circulação nacional, apenas três empresas — também a serviço do capitalismo — controlam a maior parte das vendas:
    Organizações Globo, Folha da Manhã e Grupo Estado.

    Essa tendência de concentração empresarial é mundial e, segundo o professor Raúl Zaffaroni, vem sendo essencial para o desenvolvimento do crime organizado:

    — Crime organizado é crime de mercado, são os serviços ilícitos como lavagem de dinheiro, tráfico de entorpecentes, tráfico de armas, tráfico de pessoas.
    E porque são negócios têm riscos, mas as leis do mercado são as mesmas, sejam para os negócios lícitos, sejam para os ilícitos.
    A concentração acontece conforme vão banindo o pequeno empreendimento do serviço ilícito, deixando só o oligopólio concentrado, os ilícitos, e os oligopólios são mais perigosos porque têm mais inteligência, mais organização, mais poder de fogo. A economia mundial está cada vez mais mafiosa.
    A globalização não é nada mais que uma criminalidade econômica internacional.

    O ministro da Suprema Corte Argentina explica que existe um processo em curso de concentração da economia, lícita e ilícita.

    Assim, casas de câmbio são fechadas enquanto os negócios são transferidos para pequenos bancos.
    Depois eles são fechados e o mercado passa a operar nos bancos maiores e assim sucessivamente.
    “Essa criminalidade é impossível sem a cumplicidade oficial”, afirma Zaffaroni:

    — Essa economia tem os meios de comunicação de massa, que dão ao público pão e circo.
    Abrimos os jornais e só vemos sangue e futebol.
    Talvez nos 10% restantes tenhamos a Rússia.
    Quando é escândalo, geralmente é sobre segurança pública.
    De resto, na TV temos alguns shows com mulheres nuas ou seminuas.
    .
    .

Capucho

06/05/2014 - 23h14

Sheradassa na BAND??!! o Canal n vale vale muita coisa também…
Coitado é do BOECHAT!!!

Responder

    Bárbara de Pindorama

    08/05/2014 - 10h46

    Ouçam o áudio do Boechat de hoje. Ele “trata” “igualmente’ o lado dos petistas e dos peessedebistas. Para o Goverrrrrnadorrrr de S.Paulo ele usa Senhor, para o Senador de S. Paulo ele usa Senhorrrrr, mas o blogueiro que entrevistou o senadorrrrrrr, é um petista vagabundo igual a todos os outros blogueiros pagos pelo PT. Vale um processo judicial aí.

    Mário SF Alves

    08/05/2014 - 16h37

    Vale.

    Mas, por 350.000,00 por mês, você esperaria o quê?

    Rifam até a mãe na zona, que dirá a consciência.

Silvestre

06/05/2014 - 23h10

A Rachel não vai dizer nada, eu vi ela dar a notícia no Jornal do SBT e não fizeram nenhum comentário.

Responder

Marat

06/05/2014 - 22h22

A Sheherazade das Mil e uma noites era uma maravilha… Aquela sim… Já a Sheherazade tupiniquim, aquela que nasceu do cruzamento do complexo de vira-latas com o fascismo (logo após um ménage à trois com Tio Sam), essa pode ser considerada a personificação da estupidez sem limites, que norteia esse bando de bestas feras fascistas que estão com muita vontade de destruir nosso país. Eis ai mais um fruto das boçalidades há tanto propaladas sob o esfarrapado disfarce da “liberdade de opinião”. E agora, como é que ficamos? Se fôssemos usar a tática tosca da tosca moça, ela seria linchada, porém, que seja linchada moralmente, embora pessoas burras e estúpidas não compreendam ironias nem sutilezas.

Responder

Ozzy Gasosa

06/05/2014 - 22h09

Azenha, veja a tv do tucanos falando de outro caso que esse mesmo site divulgou, há dias atrás …
http://www.youtube.com/watch?v=5XxKsMKYKd0
Dá até vergonha.

Responder

Maria Thereza

06/05/2014 - 21h19

Não podemos esquecer que nosso supremo superior tribunal federal, agiu como miliciano vingativo e, muito mais que essa pobre moça desconhecida até falar asneiras, desconsiderou leis e direitos escancarando, portanto, a porta para que pessoas “de bem” sigam o exemplo. Espero que se sintam responsáveis pelo assassinato da moça no Guarujá, do cinegrafista da tv, entre outros casos que estão pululando por aí. Mas, para isso é preciso consciência.

Responder

Heitor

06/05/2014 - 21h07

EFEITO SHERAZZADE

Responder

Genil Pacheco

06/05/2014 - 20h57

As ações pré-convencionais (Kohlberg) tem algo em comum, não considera o outro ou o demoniza, os recentes linchamentos ocorridos no Brasil não diferem das ações de facistas na Ucrânia ou do linchamento de Muammar Gaddafi na Líbia, com o apoio de vários países, ditos modernos, convencionais ou pós convencionais. Também está relacionada aos linchamentos políticos que tapam os olhos ou fazem contorcionismos jurídicos para condenarem pessoas sem provas, apenas por vendetta política aqui no Brasil. Por trás de atos bárbaros como estes estão tanto grupos de extrema direita, como os facistas do right sector da Ucrânia, fundamentalistas religiosos, e também cheirosos e bem arrumados engravatados, presidentes, juízes etc.. E depois tentam nos convencer da
e v o l u ç ã o que o capitalismo proporcionou…Hoje mais do que nunca uma sociedade embriagada por futilidades, consumismo, religião rasa e política míope produz um exército de pessoas literalmente dormentes, anestesiadas, sem qualquer compaixão pelo o “outro”. Pior, pessoas que nutrem um ódio, em especial, pelos pobres, fracos, por aqueles que não se encaixam nos moldes pré concebidos, uma sociedade que produz, no aspecto moral, homens das cavernas do século XXI, tecnologicamente mais desenvolvidos, mas analfabetos de humanidade…

Responder

    Flavio Wittlin

    08/05/2014 - 07h08

    Diante do descalabro ocorrido em Guarujá e outros idênticos, só tenho uma coisa pra dizer: se alguém foi gente um dia nesta vida, ao agir que nem carcará, não volta a ser gente.

    Em 2007, entrei no olho do furacão de uma turba de carcarás que linchava um rapaz acusado pela curra de quatro mulheres. Contestei o ânimo flagelador e homicida dela, e tentei reverter o desatino. O final do escabroso caso pode ser visto aqui em 2min50seg no semi-estilizado docuvídeo “Pegaram o tarado” (https://www.youtube.com/watch?v=6q7bHktD8Qk&feature=player_embedded#at=29)

    Ficou clara uma dura lição:  melhoras econômicas e sociais de uma década (eliminação da fome, diminuição da miséria abjeta, acesso a bens de consumo e educação superior, etc) não superam ressentimentos por desigualdades e injustiça social centenárias da noite por dia.
    Em particular, na periferia de N. Iguaçu onde o linchamento estava em curso vi que o Bolsa Família e a Agricultura Familiar apoiada pela Petrobrás se faziam presentes. Além disso, havia cobertura do Programa de Saúde da Família – entre os linchadores, deparei-me com pacientes meus (?!) do ambulatório do PSF.

    A base do fascismo social e potencialmente político reside ali: na frustração, no recalque, na humilhação sedimentadas por séculos na gente pisada pelas classes dominantes. Sheherazade e outros  carcarás assemelhados só acendem a centelha. Não podem passar!

    Alex Mamed (@AlexMamed)

    09/05/2014 - 15h05

    Só uma pessoa que vive no mundo da lua, apesar de fazer uma digressão sobre toda a melhoria de vida e o nível escandinavo que a população de Nova Iguaçu vive, é capaz de culpar a Sheherazade por uma tentativa de linchamento. Pior ainda: o fato ocorreu em 2007. É o delírio coletivo mesmo.

Deixe uma resposta