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Antônio David: Dilma pode vencer no 1º turno, corre risco no 2º

20 de julho de 2014 às 21h09

Captura de Tela 2014-07-20 às 21.06.08

por Antônio David, a partir dos dados da pesquisa Datafolha mais recente

— Dos que consideram o governo Dilma ótimo/bom, 77% declaram ter a intenção de votar em Dilma (p.50). Considerando que hoje o cenário é de indefinição sobre segundo turno, e que mais ou menos um terço do eleitorado considera o governo ótimo/bom, esse dado é crucial. Esses 23% restantes representam nada menos do que entre 7% e 8% do eleitorado. Se Dilma conquistar esses 23% restantes ou boa parte dele, é grande a chance de ela ganhar a eleição no primeiro turno.

Há dois tipos de pergunta nessa pesquisa: espontânea (em que não são apresentados nomes de candidatos ao eleitor) e estimulada (em que são apresentados nomes).

— Na espontânea, chama a atenção que a maioria dos eleitores ainda está indecisa. A seguir, alguns dados sobre o perfil dos eleitores indecisos:

a) 54% ainda não sabem em quem votar. Na espontânea, Aécio tem 9%, Campos apenas 2%. Dilma, 22% (p.30)

b) As mulheres estão muito mais indecisas do que os homens (p.31). Na estimulada também (p.47)

c) Há mais indecisos na base potencial de Dilma: mais pobres e ensino fundamental (p.31), o que leva a crer que ela tem potencial de crescimento quando a campanha começar.

d) Há mais indecisos na região sul. (p.32)

— Acrescente-se aqui um dado importante: os candidatos ainda são pouco conhecidos. Inclusive Dilma. 32% dos eleitores dizem que conhecem Dilma “um pouco” e 15% “só de ouvir falar”. Esse mesmo dado para Aécio é 27% e 37%, Campos, 18% e 34%. (p.53-55). Portanto, tudo depende da campanha na TV e rádio, e dos eleitores que hoje estão indecisos e/ou não conhecem muito bem os candidatos.

— Considero ser muito importante saber como se comportam os eleitores que consideram o governo Dilma regular. Considerando que quem considera o governo ótimo/bom tende a votar em Dilma e quem considera o governo ruim/péssimo tende a votar em outros candidatos, são os eleitores que consideram o governo regular que definirão a eleição. Hoje, mais de um terço encaixam-se nesse perfil. Como se comportam esses eleitores?

a) Na espontânea, 62% dos que consideram o governo Dilma regular não sabem em quem votar (p.34).

b) Na estimulada, apenas 30% declararam ter a intenção de votar nela. 31% ou não sabem ou pretendem votar em branco/nulo, e 40% em outros candidatos. [Dá 101% por conta dos arredondamentos]. Mas deste universo, 31% dizem que não votam em Dilma de jeito nenhum (p.66). Então, tirando 30% que votam nela e 31% que não votam nela, sobram expressivos 39%! Esses em particular definirão a eleição.

c) Entre os que consideram o governo Dilma regular, num segundo turno Dilma x Aécio, 43% votam em Aécio e 40% em Dilma. Na polarização PT x PSDB (petismo x antipetismo) a grande maioria se posiciona.

— Reparem na página 35 que 48% dos que dizem votar em Aécio na estimulada dizem não saber em quem votar na espontânea. No caso de Campos, é 56%. No caso de Dilma, 38%. Ou seja, por enquanto os oposicionaistas têm uma pequena vantagem entre os eleitores indecisos.

— Em relação à evolução da pesquisa estimulada (p.37), não se pode esquecer que nesses 5 meses Aécio só fez campanha; Dilma quase não fez. É natural que ele tenha subido um pouco e a diferença tenha caído.

— Um dado interessante na página 37: comparando a pesquisa de maio com essa, Dilma e Aécio estão estáveis, Campos caiu um pouco, e aumentou de 8% para 14% o percentual dos que dizem não saber em quem votar na estimulada. Ou seja, aumentou o percentual de indecisos. Como a avaliação do governo Dilma está estável, isso talvez decorra do fato de ter havido muita “campanha” de Aécio e Campos nos últimos meses, através da imprensa, sem que tenha havido campanha de Dilma na mesma proporção. Ou seja, campanha faz muita diferença.

— Nas páginas 42 e 44, reparem que essa variação (aumento de indecisos entre maio e junho) foi maior justamente na base potencial de Dilma: eleitores com ensino fundamental e mais pobres.

— Onde Dilma tem dificuldade?

a) Nas páginas 38, 48 e 64, está claro que o gargalo de Dilma é o Sudeste. Até no Sul Dilma tem folga (p.46).

b) Dilma está com dificuldade entre os mais jovens (páginas 47, 63 e 71) e grandes cidades (páginas 48, 64 e 72). Na tabela referente a segundo turno, dá pra ver que a dificuldade se estende à faixa de 2 a 5 SM e ensino médio (p.71). Ou seja: jovens em grandes cidades, que estudaram, mas ganham relativamente pouco (mas mais do que seus pais) e que não têm a memória do governo FHC, hiperinflação, desemprego etc. Acho que o sentimento é de grandes expectativas (criadas pelo lulismo) aliado a uma certa frustração e talvez a um certo sentimento de estagnação. A ver.

— Reparem na relativa pulverização do voto entre os mais jovens, 16 a 24 anos (p.47). Os mais velhos são mais conservadores, apegam-se àquilo que lhes dá mais segurança. Comparados aos mais velhos, é mais forte entre os jovens a busca por alternativas. Mas não se deve hiperdimensionar esse dado. Mesmo assim, também entre os mais jovens predomina a polarização petismo x antipetismo.

— Havendo segundo turno entre Dilma e Aécio, 55% dos eleitores de Campos votariam em Aécio contra 26% em Dilma (p.75).

— Um dado triste para a esquerda: havendo segundo turno entre Dilma e Aécio, 64% dos eleitores de Luciana Genro votam Aécio e apenas 20% em Dilma; 50% dos eleitores de Zé Maria votam em Aécio, contra 28% em Dilma. Portanto, a polarização que domina a sociedade é mesmo petismo x antipetismo (p.75).

— Dessa vez eles não perguntaram se a pessoa votaria em um candidato apoiado por Lula ou por FHC etc. Também não perguntaram sobre percepção e expectativas quanto a inflação, desemprego etc. Estranho terem omitido isso. Esses dados são importantes. Uma pesquisa anterior mostrou que FHC é péssimo cabo eleitoral ao passo que Lula é ótimo cabo eleitoral.

— Em resumo: Dilma tem chances reais de ganhar no primeiro turno. Na campanha ela tem boas condições de crescer e fazer a diferença entre ela e os demais aumentar. Mas, se houver segundo turno, eu diria como sendo razoável a chance de Dilma perder.

Para a íntegra da pesquisa, clique aqui.

PS do Viomundo: Faz tempo que insisto que o PT, em vez de falar aos jovens das regiões metropolitanas, resolveu cair na esparrela de que as manifestações de 2013 foram coisa apenas de “coxinhas”, uma tese desmiolada que ganhou grande alcance graças à própria blogosfera. Em vez de pensar sobre o problema, foca na ínfima minoria dos que adotam a tática black bloc. Abraça a fulanização da política: Sininho, que não tem importância alguma, é usada para mascarar o problema real da falta de canais para o engajamento dos jovens na política. Os discursos raivosos contra os black blocs e a Sininho geram muitos cliques e audiência para a blogosfera. Mas os problemas reais dos quais eles derivam ficam intocados. É como se não tivessemos uma crise urbana, que atinge da qualidade do transporte público à falta de opções de lazer para os jovens. Infelizmente para o PT e felizmente para Aécio, os avestruzes ganharam o debate.

Leia também:

Altamiro Borges: O mensalão tucano morre de inanição midiática

O livro da blogosfera em defesa da democracia - Golpe 16

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Organizado por Renato Rovai, o livro oferece textos de Adriana Delorenzo, Altamiro Borges, Beatriz Barbosa, Conceição Oliveira, Cynara Menezes, Dennis de Oliveira, Eduardo Guimarães, Fernando Brito, Gilberto Maringoni, Glauco Faria, Ivana Bentes, Lola Aronovich, Luiz Carlos Azenha, Maíra Streit, Marco Aurélio Weissheimer, Miguel do Rosário, Paulo Henrique Amorim, Paulo Nogueira, Paulo Salvador, Renata Mielli, Rodrigo Vianna, Sérgio Amadeu da Silveira e Tarso Cabral Violin. Com prefácio de Luiz Inácio Lula de Silva e entrevista de Dilma Rousseff.

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51 Comentários escrever comentário »

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FrancoAtirador

22/07/2014 - 22h40

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Globope
18-21/07/2014

ESPONTÂNEA

Candidat@ (Partido) = Percentual (Variação nos Últimos 30 dias)

DILMA ROUSSEFF (PT) = 26% (+1)

Aébrio Naves (PSDB) = 12% (+1)

Mariardo&Edurina (PSB) = 4% (ZERO)

Outros = 2% (-5)

Branco/Nulo/Nenhum = 17% (+1)

Não sabe/não respondeu = 39% (+2)
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EXPECTATIVA DE VITÓRIA

54% do total de entrevistados pelo Globope
acreditam que DILMA ROUSSEFF (PT) será reeleita;

16% opinaram que o Presidente será Aébrio Naves (PSDB);

5% entendem que será(ão) Mariardo&Edurina (PSB).
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.
Como toda pesquisa Globope,
a Margem de Erro é de 2%
a mais para o PSDB
e a menos para o PT.
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Responder

Elias

22/07/2014 - 17h58

Confesso que tenho preguiça em pesquisar se já aconteceu alguma eleição presidencial onde o candidato que venceu no primeiro turno, perdeu no segundo. Se alguém souber, por favor, diga quando. Ou será isso uma invenção do Datafolha (#AFolhaMente, #ODatafolhaMente), invenção essa tão bizarra que consegue mexer até com mentes acadêmicas?

Responder

FrancoAtirador

22/07/2014 - 17h56

.
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Seria muito bom, se os Comandos das Campanhas Eleitorais do PT

e os membros dos governos administrados pelo Partido dos Trabalhadores,

ao menos, lessem os Blogs de Esquerda, inclusive os dos Petistas.

O desabafo da Maria Frô:

“A mídia bandida mata o PT dia a dia
e o PT não reage ao banditismo
da mídia monopolizada”

Por Conceição Oliveira

O que acho mais inacreditável nas avaliações das pesquisas em São Paulo é como um prefeito com esta qualidade e é inegável a qualidade da administração de Haddad, pode ter uma comunicação tão ruim, tão porcaria, a ponto de invisibilizar absolutamente a revolução que este excelente prefeito está fazendo e, por outro lado, o pior governador que este estado já viu seguir incólume.

É algo que merece estudo a dificuldade das administrações petistas lidarem com os ataques diuturnos da mídia bandida e serem incapazes de comunicar a quem interessa, – ao povo – tudo que vem fazendo de diferente, inclusivo, transformador. A mídia bandida vai matar o PT.

Qualquer paulistano honesto concorda com Carol Almeida, com seu texto desabafo postado no Facebook que reproduzo abaixo, qualquer petista acuado pela mídia bandida deve pôr a mão na cabeça, antes tirá-la do buraco onde a enterrou, e reagir.

Chega de bundamolice!

É nítido que o paulistano brutalizado pelo cotidiano sem água, sem USP, sem segurança pública, com hospitais fechados, com escolas estaduais sucateadas, acordando às 4 da manhã e chegando em casa às 22 horas, transportado feito gado em trens caindo aos pedaços, sujos, calorentos, que lhe roubam 5 horas do seu dia, acha que não tem água, não tem USP, não tem segurança pública devido ao prefeito ou à Dilma.

Nem vou falar das realizações petistas dos governos Lula e Dilma, as transformações estão nos censos, nos indicadores sociais, nas mudanças de fluxo de migração, no novo patamar do Brasil no cenário internacional.

É covardia comparar o que esses governos fizeram com o entreguismo, sucateamento, privatizações e humilhações do Brasil em mãos tucanas.

As bandeiras legítimas de junho mostraram isso muito bem, os brasileiros da elite oportunista, da classe média sem capital cultural e da classe trabalhadora não sabem o que faz um governador!

Eles enxergam no máximo o prefeito e quem ocupa a presidência.

Não sabem o papel do Judiciário, não sabem o papel do MP, não sabem o papel do Legislativo e desconhecem por completo as atribuições de um governador e botam tudo na conta do PT.

Essa brutalização dos cidadãos nos grandes centros urbanos associada ao trabalho sistemático de criminalização do PT pela mídia, faz com que o governador tucano Geraldo Alckmin, que consegue ser pior que Serra, que privatizou todo o estado, que nos mata de sede após sucatear e privatizar a Sabesp, que sucateou a melhor universidade pública do país, cuja corrupção em propinas engoliu 23 estações de metrô segue folgado nas pesquisas eleitorais, com intenções de votos que o elegeriam no primeiro turno.

Quanto ao prefeito petista Haddad embora certamente seja o melhor prefeito que esta cidade já viu, vai morrer afogado com seu incompetente secretário de comunicação,
porque este infeliz entende de comunicação tanto quanto entende de física quântica.

(http://mariafro.com/2014/07/22/a-midia-bandida-mata-o-pt-dia-a-dia-e-o-pt-nao-reage-ao-banditismo-da-midia-monopolizada)

http://migre.me/kAmRx

Responder

Carlos N Mendes

22/07/2014 - 17h52

Dificuldade de Dilma entre os jovens? Seria ótimo então perguntar a eles se os pais possuíam o computador, o tablet ou o celular que hoje eles usam com tanta regularidade para achincalhar o governo trabalhista quando o partido de Aécio estava no poder. Lembro que havia até CONSÓRCIO para se comprar um PC…

Responder

Tonho

22/07/2014 - 10h37

Além do excelente PS do Viomundo, quero destacar um dado muito, mas muitíssimo estranho.

Na página 75, destacada como “um dado triste para a esquerda”, o Antonio David diz que 64% dos eleitores de Luciana Genro e 50% dos eleitores de Zé Maria votariam em Aécio. Por alguma razão esquece de mencionar que 57% dos eleitores de Rui Costa Pimenta votariam em Aécio. Uma porcentagem maior que os eleitores de Eduardo Campos, que em 55% votariam em Aécio. Comparado à Luciana Genro, os eleitores do Pastor Everaldo votariam 59% em Aécio.

O dado não tem pé nem cabeça, e indica que tem algo de errado com a pesquisa. Por mais que a confusão ideológica esteja na moda, os eleitores de Luciana Genro, Zé Maria e Rui Costa Pimenta são de ESQUERDA. Disso não há dúvida alguma, assim como que os eleitores de Aécio são de DIREITA, da mesma forma que do Pastor Everaldo. O PSOL tem propostas radicalmente diferentes de Aécio Neves e seus intelectuais são muito críticos do o PSDB e os seus governo, e o PCO deixa claro em seu sítio que considera o PSDB um mal maior que o PT. Então qual é o sentido desses supostas “intenções de votos” e migrações bizarras de eleitores? Aliás, se formos comparar os objetivos programáticos de cada candidato e partido, concluiremos que a proximidade entre Aécio e Dilma e entre Aécio e Campos é muito grande, enquanto a distância entre Luciana Genro e Rui Costa Pimenta com o Aécio é máxima.

Ao invés de falar que é “um dado triste para a esquerda” (e omitindo alguns dados sabe-se lá porque), esse ponto poderia ser muito bem tomado para questionar a pesquisa. Acho, sim, que podem ter falsificado.

Responder

    Leo V

    22/07/2014 - 16h26

    É bem estranho de fato.

    Agora uma teoria da conspiração: não duvido que esses supostos dados de migração de votos pro Aécio seja uma forma de instigar o PT a jogar sua ira contra a extrema-esquerda. Que aliás já está fazendo na prática com as prisões políticas.

    Roberto

    29/07/2014 - 23h03

    A questão é creio que até entre os de esquerda o “medo” do PT tenha crescido!

maria bonato

22/07/2014 - 08h53

democracia participativa tende a reduzir as enormes distorções da exclusiva “democracia” representativa.
Diferença fundamental: a participativa só será democratica se for fluida, mutavel, livre na organizaçao, possibilitando o movimento pontual – corretivo, de ajustes – ao lado dos movimentos mais ideologicos, mais estruturados embora também flexiveis no sentido de acompanhar e promover mudanças substanciais.
Organismos vivos interagindo e transformando- se continuamente.
A perpetuaçao, no sentido de imobilidade, parece-me corrosiva ao extremo no ser ( exixtencia) de quaquer sociedade.
A representatividade, quando necessaria, deve ser apenas pontual, momentanea. Se prolongada, apodrece. E seu movimento passa a ser abjeto, descolado do todo.
O pt ainda representa, na sociedade brasileira, a mudança necessaria, embora nao suficiente.
Aecio ou mesmo Campos nao possuem consistencia identificatoria com a grande maioria da populaçao. Ao contrario do pt que ainda está predominantemente vinculado à luta dos trabalhadores. A consistencia dos votos em Dilma é clara. têm base ideologica. Os votos em Aécio e Campos, em sua maioria, são votos antipetistas. E o que é o antipetismo? Algo consistente e clao para pequena parcela de nossa sociedade. A maioria nao tem clareza do significado deste posicionamento. A grande midia move o eleitor, mas nao conscientiza. Uma boa comunicaçao de Dilma pode levar a ampliar sua base mais consciente, mais perceptiva do mundo real, do movimento real de nossa sociedade. Dilma representa, ainda, o movimento e seus opositores representam o imobilismo em momento passado. Mesmo os pequenos partidos de esquerda.

Responder

Francisco

21/07/2014 - 19h39

Nenhum governo estadual deu mais retorno às demanads das ruas do que o PT deu retorno, sendo esfera federal.

Quantos, jovens, negros, gays, mulheres e nordestinos tem na cuula do PSDB?

O que nã sepode também é cobrar do PT que ele seja bom PELO PSDB!

Responder

C. Khosta y Alzamendi

21/07/2014 - 18h53

“– Acrescente-se aqui um dado importante: os candidatos ainda são pouco conhecidos. Inclusive Dilma. 32% dos eleitores dizem que conhecem Dilma “um pouco” e 15% “só de ouvir falar”. Esse mesmo dado para Aécio é 27% e 37%, Campos, 18% e 34%. (p.53-55).”

Tem alguma coisa errada aqui. Ou o articulista equivocou-se ao resgatar os números da pesquisa, ou a própria pesquisa traz números equivocados. Como é possível que a soma destes ditos percentuais “conhecer um pouco” e conhecer só deo uvir falar” para o sr. Eduarado Campos seja superior ao apurado para D. Dilma??? O sr.Campos é pouquíssimo conhecido fora de PE (vá lá, do Nordeste…), enquanto D. Dilma é a Presidente da República!! Isso considerado, como então o sr. Aécio Neves é conhecido, nos termos apresentados, por praticamente 2/3 do total de entrevistados?? Simplesmente, não bate!!

Responder

    Samuel

    22/07/2014 - 01h26

    O analista, por algum motivo, não disse o percentual dos que conhecem muito o candidato. Segue trecho da pesquisa:

    “A atual presidente também é a mais conhecida entre os que concorrem à presidência: 99% conhecem Dilma, sendo que 53% a conhecem muito bem, 32%, um pouco, e 15%, só de ouvir falar. Seus dois adversários mais próximos são bem menos conhe cidos pelo eleitorado: Aécio, p or exemplo, é conhecido por 81%, sendo que somente 17% o conhecem muito bem, e 37% o conhecem só de ouvir falar. No caso de Campos, a taxa de conhecimento é de 59%, mas somente 7% o conhecem muito bem, enquanto 34% tem conhecimento só de ouvir falar.”

Ari Silveira

21/07/2014 - 16h38

Essa pesquisa Datafolha não faz muito sentido. Os dados do primeiro turno são incompatíveis com os do segundo.

Responder

Ibfae

21/07/2014 - 15h27

Dilma não fez campanha? Em que país vc vive? Ela faz camapanha a quase 1 ano! Os opositores é que começaram a 1 mês. Essa eleição tá muito fácil p o PT! Basta:
1. Parar de defender publicamente os mensaleiros. Não dá para defender o indefensável!;
2. Parar com essa mania de controlar preços. Não se meche com o mercado impunemente;
3. Se afastar da escória mundial e fazer negócios com quem é mais rico do que a gente.
E tenho dito!

Responder

    Francisco

    21/07/2014 - 19h37

    Ai, era melhor votar logo em Aécio, né não, bidu?

    Edi Passos

    22/07/2014 - 22h45

    Caso típico de “viralatismo psicótico”!

FrancoAtirador

21/07/2014 - 14h40

.
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A dúvida maior dos indecisos está entre votar ou não votar.
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Responder

Irineu

21/07/2014 - 12h24

Logico que há mais coisas para melhorar
Mas foram os únicos que tiveram uma visão e implementação de programas sociais e com isso houve sim um avanço no Pais.
Pois só vamos crescer erradicando a miséria em todos os sentidos
Os demais governantes tiveram mais de 500 anos e nada fizeram a não ser vender o que o Pais possuía.
_______________
Quanto a dificuldade na reeleição
Vi comentários citando que em são Paulo o PSDB sempre vence.
Mas é simples chegar a isso
Qual é o partido que o PIG mais Bate?
Qual é o partido que o PIG apoia enaltece e aplaude?
Qual é o partido que o PIG vende a mais bela imagem aos brasileiros?
O PT é muito vitorioso pois tem que lutar contra tudo isso.
______________
Pessoal eles jogam sujo, tanto os políticos quanto o PIG é um conchavo tremendo.
Vide matérias de revistas , jornais, Telejornais, Novelas etc.
Eles querem a turma dos entreguistas de volta.
_______________
Incrível!
Novelas sim.
Observem a novela (Geração Brasil) na Globo.
Esta escrita assim: GERAÇAO BR45IL)
Vejam que aparece o numero 45.
E o TSE nada faz.
“Tá tudo num conluio só”
________________________
Azenha vi uma entrevista do PHA com o Ciro Gomes no Record Atualidades.
O PHA pergunta: Vai sair a CPI da privataria?
Resposta: Não, porque há grandes empresas envolvidas e também grandes veículos de comunicação.
Viu porque a mídia PIG apoia eles?
“Será que querem mais grana?”

Abraços
Irineu

Responder

    Rodrigo

    21/07/2014 - 16h13

    Incrível!
    Novelas sim.
    Observem a novela (Geração Brasil) na Globo.
    Esta escrita assim: GERAÇAO BR45IL)
    Vejam que aparece o numero 45.
    E o TSE nada faz.
    “Tá tudo num conluio só”

    Tão paranoico quanto aqueles que estranharam o vermelho no logo da copa.

    Ou não, quem sabe?

realista

21/07/2014 - 12h21

jovem é 100% liberal culturalmente
não entendo esse anti petismo deste grupo social
só divergência no campo economico??

Responder

    Roberto

    29/07/2014 - 23h13

    Olhe para os aliados!

    Olhe para a QUALIDADE da educação!

    Eu tenho FIES, devia ser grato, mas a olhando par minha faculdade que mal tem a estrutura e os laboratórios necessários para o curso de engenharia que faço, não consigo pensar em como o MEC não avalia essas instituições.
    Sinto que o PT depois de criar milhões de vagas abandonou o ensino superior com o Cineias sem fronteiras!

    Isso sem contar o quantidade de colegas que não puderam terminar o curso por não terem tido uma boa Educação no ensino médio e não aprenderam o Básico!

Sebastião

21/07/2014 - 12h16

Engraçado como as vezes esse site coloca radicais como figuras quase angelicais… Sininho tinha/tem importância sim… Se ela e seus seguidores obtivessem sucesso com uma bomba durante o mundial, o PT tb ia pro espaço nas eleições… Então, acho que as vezes a blogosfera exagera com essas pessoas, mas num vamos esquecer que na maioria das vezes essas preocupações são mais que justificáveis….

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    21/07/2014 - 12h24

    Não é em defesa da Sininho. É dizendo que ela é completamente irrelevante. Ela e sua turma podem é implodir, quando muito, o PSOL. O que importa é a insatisfação dos jovens, que não encontram canais para se expressar. Isso, sim, importa em termos eleitorais.

    Sebastião

    21/07/2014 - 12h31

    Concordo que o PT tem que tratar questões maiores… Mas sem descuidar com quem planeja explodir um evento em que o mundo estava de olho no Brasil!

    Questões como infraestrutura não se resolvem do dia pra noite… O PT têm que saber comunicar essas coisas para os jovens… Fazer um estádio é uma coisa, mas construir uma malha ferroviária, portos, aeroportos num pais continental como o nosso é outra bem diferente…

    Leo V

    22/07/2014 - 16h51

    Bem, você já condena antecipadamente ativistas políticos com base na polícia e em matéria da Globo.

    E depois ainda reclamam da cobertura do “mensalão”. É muita coerência.

    Caia na real, as manifestação estavam pequenas na Copa e se alguém quisesse explodir alguma coisa já tinha explodido. O absurdo de acreditar nisso é que há um ano com manifestações no Rio, a maior “violência” intencional por parte de manifestantes foi quebrar vidros e revidar a polícia atirando coisas em meio a distúrbios. Já manifestantes eram caçados com armas até letais, como sabemos. E mesmo diante desse fatos, manifestantes que se tornaram figuras públicas estavam planejando explodir o maracanã. Se vc acredita nisso deve acreditar também que Israel está sob cerco do Hamas e que o Sol gira em torno da Terra.

DARCY BRASIL RODRIGUES DA SILVA

21/07/2014 - 12h09

A propósito da pesquisa Sensus/Isto é, pode ser que os dados tenham sido manipulados, como afirmaram vários comentaristas em outros sítios. Afinal, a probabilidade não seria pequena, visto o grau de manipulação, a falta de escrúpulos da direita para mentir e distorcer os dados. Porém, proponho que os companheiros considerem a possibilidade de a pesquisa ser verdadeira ( trabalhar com o pior cenário pode ser uma boa medida política preventiva).

Ora, se fosse esse o caso, os números não me surpreenderiam. O governo Dilma vem sendo massacrado pela mídia corporativa desde o dia em que tomou posse. Os esquerdistas ( refiro-me a partidos como o Psol, o PSTU e o PCB), que desfrutam de prestígio em estratos da classe média antes influenciados pelo PT, como estudantes de universidades públicas, médicos trabalhadores do sistema público de saúde( uma parcela dos trabalhadores de saúde que não se representa pelas concepções reacionárias dos Conselhos Regionais e Federais, mas que também não se identificam com a esquerda que sustenta o governo Dilma), funcionários públicos etc, aqueles partidos estiveram por trás das manifestações de junho de 2013 e continuam bombardeando o governo, apostando secretamente em uma vitória de Aécio Neves no plano institucional , interpretando tal fato como sendo uma vitória destes partidos pseudo-revolucionários contra o PT no plano não institucional, na luta pela hegemonia nos chamados movimentos sociais ( ou seja, a tese é de que , se o PT for derrotado eleitoralmente, sua influência nefasta, “pelega” nos movimentos sociais também será destruída, abrindo a oportunidade para que os “revolucionários” possam prosperar).

No jogo da governabilidade, a balança tem pendido muito mais para os setores conservadores do que para a esquerda. O PMDB tem atuado com absoluto sucesso para enquadrar o governo petista aos seus limites, ao seu programa, aos seus interesses paroquiais, fazendo concessões apenas a algumas políticas sociais petistas, enquanto inviabilizam todas as reformas estratégicas, como a reforma política, a reforma tributária progressiva, a adoção de uma Lei de Mídias, as tentativas de instituir mecanismos de democracia participativa etc. No plano da luta pelo poder institucional, o PMDB tem agido claramente segundo uma receita meditada e intencional, buscando inviabilizar os projetos de poder do PT em colégios eleitorais fundamentais como São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul Bahia, Paraná, só para citar esses cinco estados fundamentais, tentando impedir o surgimento de novas lideranças, como o atual prefeito de São Paulo, e principalmente, neutralizando o crescimento do prestígio político do PT, confinando o projeto do atual governo a uma relação fulanizada com a liderança de Lula, que todos sabemos ser um mortal, e preparando-se claramente para lançar um candidato em 2018, contando provavelmente com o apoio do restante da base conservadora que atualmente participa da base de sustentação política do governo ( uma aliança entre o PMDB e o PSD em 2018 parece estar se desenhando nos bastidores).

A grande verdade é que o PT acabou fragilizando-se ao descolocar-se dos movimentos de massas, descuidando-se da tarefa de mobilização , conscientização e organização do povo, convertendo-se em um partido institucional como qualquer outro entre os que atuam nas democracias liberais mundo afora , com apelo político cada vez mais social-democrata, como os partidos dessa linha que existem na Europa, esquecido de seus propósitos originais, que afirmavam os princípios de uma democracia participativa, inerente a um governo dos trabalhadores ( que não se consubstanciaria jamais na eleição de um representante do PT para a presidência de uma democracia formal liberal).

Na chamada sociedade civil, no movimento de massas, o PT tem perdido a batalha ideológica para o conservadorismo entre os setores não organizados da população, principalmente para as mensagens de setores que têm projetos políticos de poder, e que operam como grupos religiosos, como os pentecostais e neopentecostais, semeando entre nós mensagens individualistas anacrônicas, semelhantes as que forjaram a teoria da predestinação entre os estadunidenses, e que não podem ser transplantadas para o momento histórico brasileiro, a não ser como farsa, em sentido marxista ( estes grupos políticos-religiosos também poderão ser capturados pela o projeto do PMDB/PSD em 2018, tirando a escada da governabilidade e reelegibildade petista, deixando o PT com a brocha na mão).

O PT perdeu também a batalha política para a pseudo-esquerda revolucionária nos setores que ainda conhecem algum nível de organização e mobilização política, como os movimentos juvenis, de mulheres e movimentos sociais em geral ( embora a desmobilização, a despolitização, o avanço do individualismo tenham sido os grandes vencedores políticos nesses meios, já que o esquerdismo, por sua própria natureza política, não tem condições de mobilizar e organizar esses movimentos ).

Sendo assim, não vejo como um projeto político de esquerda sem influência nos meios de comunicação tradicionais, e sem influência nos movimentos sociais em geral, possa manter-se por muito tempo no governo.

O Brasil se encontra em uma encruzilhada. As reformas estruturais que o futuro reclama não podem ser negociadas com a maioria dos partidos que compõem a base do atual governo petista, pois estas reformas falam contra os interesses de classe da grande maioria desses partidos, como nos revela as manifestações contrárias ao decreto presidencial propondo o plebiscito ou a que pretende aumentar a representatividade política de movimentos sociais. Ora, se essas reformas não podem ser negociada por cima, nos bastidores distantes do povo, com a maioria dos partidos de centro que atualmente apoiam o governo petista, tais como o PMDB, PSD, PP e PR, então somente uma ampla mobilização popular poderia forçar a sua adoção. Entretanto, essa mobilização não pode ser presentemente operada porque o PT ( e também o PCdoB) não acumularam forças nesses 12 anos de governo petista junto aos movimentos sociais, pois se converteram em partidos majoritariamente de filiados, que restringem suas atuações políticas a de cabos eleitorais ( o PCdoB denomina essa nova realidade de “Partido de Massas”, para contrapô-la à realidade passada, quando era um “Partido de Quadros”) , deixando de ser partidos de lutadores do povo (ainda existem, é claro, militantes petistas e do PCdoB, mas são claramente uma minoria entre os seus filiados. E mesmo esses militantes invertem as prioridades de suas atuações, submetendo os interesses dos movimentos sociais onde atuam aos interesses eleitorais de seus partidos, confundindo os interesses dos setores sociais que representam com os interesses do governo, o que levou, em muitas ocasiões, a práticas de políticas de conciliação de interesses de classes , em lugar da luta em defesa de interesses de classe contra outra classe antagônica).Nessa inversão ( percebam!) os trabalhadores e o povo deixam de ser protagonistas da luta pelas reformas para se converterem em simples eleitores, que às urnas comparecem com base em relações economicistas com o governo, ou seja, sem conhecer os interesses estratégicos em jogo nas eleições, para considerar apenas a sua situação individual, no momento das eleições, agindo exatamente dentro dos limites despolitizadores a que devem ser confinados o povo-gado, tal como defendem os que se opuseram ao decreto presidencial que tentou conceder alguma representatividade aos movimentos sociais ).

Eu pessoalmente ressinto-me da falta de um partido marxista-leninista-gramsciano que , apesar de apoiar o governo Dilma, (por entender que , do ponto de vista da luta institucional, este é o melhor governo que se pôde e que se pode ainda conquistar) se dedicasse integralmente aos esforços de mobilização, organização e conscientização dos trabalhadores e do povo, em luta pelas referidas reformas. Um partido com menos ministros, deputados, senadores etc ( isso não significa que não poderia ter grandes bancadas nas instituições legislativas ou grande número de prefeitos e governadores, apenas não seriam os principais dirigentes, como ocorre atualmente) e mais dirigentes de movimentos sociais, com muitos Lulas da década de 1980 e menos Lulas dos anos 2000, um partido que aumentasse o prestígio das entidades de representação dos trabalhadores e o povo, que se empenhasse em organizar cada vez mais os trabalhadores e o povo em seus locais de trabalho, moradia, estudo etc, disputando os corações e mentes, travando a luta ideológica , inclusive, contra as concepções conservadoras embrulhadas com o papel de presente religioso e que hegemonizam cada vez mais os moradores da periferia, carentes de outras opções ideológicas, mas recomendáveis para seus interesses de classes.

Penso que, talvez (se existisse) um partido deste tipo poderia ter convertido as mobilizações de ruas que vimos acontecer em junho de 2013 não em uma tentativa para derrubar o governo Dilma, mas em um instrumento para pressioná-lo a ousar as reformas que precisam ser adotadas, compensando a falta de apoio dentro do Congresso com o apoio das ruas. A ação do MTST, por ocasião da votação do plano diretor da cidade de São Paulo, revelou claramente como esse tipo de ação política poderia ter sido frutífera , caso tivesse sido dirigida por movimentos sociais que não fossem hostis ao governo petista, como aqueles que são dirigidos pelos esquerdistas pseudo-revolucionários, mas que também não fossem paralisados ante o governo , temorosos de ofendê-lo, como os que são ainda dirigidos pelo PT e pelo PCdoB.

PS: estou sem tempo e sem plano de Internet mensal. Por isso, apareço eventualmente por aqui. Meu voto é Dilma e creio que , após a campanha, será bastante difícil para a oposição derrotá-la nas eleições. Porém, a militância deverá se empenhar muito mais que nas eleições anteriores. O espírito de luta terá que ser o mesmo que operou nas eleições de 1989. A participação nas redes sociais terá que ser combinada com forte atuação nas ruas, nos bairros da periferia, nas portas de fábrica, nas escolas e praças. Uma boa oportunidade para relançar também a militância partidária nos movimentos sociais, convidando o povo a votar nos nossos candidatos , mas também a participar cotidianamente da vida política. Alguns abaixo-assinados propondo duas ou três reformas fundamentais, como a política, a Lei de Mídias e a reforma tributária progressiva, poderiam ser encaminhadas durante a campanha, debatendo esses tamas entre a população, esclarecendo-a de suas importâncias, colhendo assinaturas entre o povo para apresentar ao Congresso Nacional na próxima legislatura.

Um grande abraço a todos!

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    Levantino

    22/07/2014 - 01h03

    Sr. Darcy Brasil
    Procure sobre o movimento popular “Levante Popular da Juventude” e também o ‘partido’ “Consulta Popular”. Creio que ficará bastante esperançoso. ;)

Urbano

21/07/2014 - 11h59

Pelo que o mapa mostra, vê-se claramente que não é bem o Nordeste que é uma bosta, não…

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Jorge

21/07/2014 - 11h43

A questão dos jovens é algo que eu tenho mencionado bastante. Quem não viveu os governos anteriores não sabe como era. Não tem base de comparação. E pela nossa mídia é que não vai mesmo obter essa base.

O programa da Dilma precisa mostrar como era o Brasil antes. Precisa mostrar os números. Precisa colocar depoimentos. Precisa dizer: fizemos isso, construímos aquilo. Precisa mostrar vídeos do que foi feito e já está funcionando e do que está em construção. Precisa mostrar didaticamente, com gráficos, muitos gráficos, como era a inflação, o desemprego, os juros, naquela época. Precisa resgatar manchetes de jornais. Não deve ser um programa “negativo”, pelo contrário. Deve mostrar o passado para esclarecer, não para amedrontar. E deve focar na esperança de continuar as melhorias. Programa negativo não ganha eleição.

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Mardones

21/07/2014 - 11h23

Analisar pesquisa deve ser uma tarefa inglória. As universidades e centrais sindicais deveriam fazer suas pesquisas também. Quem sabe a gente poderia fugir do esquema PT x PSDB x Outros. Candidatos dariam lugar a projetos, programas, temas e sugestões. E o melhor: Folha e IBOPE (empresas de grupos suspeitosíssimos!) dariam lugar ou dividiriam o debate com outros agentes.

O ‘PS’ está perfeito. Parabéns!

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Marcio Dreux

21/07/2014 - 10h31

Faltou explicar, no caso, o DataFolha explicar, como PSOL, PSTU, Eymael e até PCO mais de um milhão de votos cada um no 1º turno de acordo com a pesquisa.

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Paulo

21/07/2014 - 10h30

O que mais gosto de ler no blog viomundo são os comentários … é hilário ver como se manifesta o pensamento de grande parte da esquerda brasileira.
Voces não passam de fantoches!!!

Acorda cambada

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    maria bonato

    22/07/2014 - 08h32

    democracia participativa tende a reduzir as enormes distorções da exclusiva “democracia” representativa.
    Diferença fundamental: a participativa só será democratica se for fluida, mutavel, livre na organizaçao, possibilitando o movimento pontual – corretivo, de ajustes – ao lado dos movimentos mais ideologicos, mais estruturados embora também flexiveis no sentido de acompanhar e promover mudanças substanciais.
    Organismos vivos interagindo e transformando- se continuamente.
    A perpetuaçao, no sentido de imobilidade, parece-me corrosiva ao extremo no ser ( exixtencia) de quaquer sociedade.
    A representatividade, quando necessaria, deve ser apenas pontual, momentanea. Se prolongada, apodrece.

Jota Lopes

21/07/2014 - 09h46

Como estou já vivendo o resto de meus dias, não me importaria se o Aécio ganhasse a eleição. A ser verdade o que diz o datafolha, os jovens, os eleitores de Luciana Genro, do PSTU, PSB teriam quatro anos para saborear sua vitória de Pyrro. Mas aí, provavelmente, já não estaria mais aqui para degustar o doce sabor da vingança. Programas sociais para as cucuias, submissão ao FMI, arrocho salarial, salario mínimo com indice abaixo da inflação, aposentadorias e pensões também. A crise da Grecia vai ser brincadeira para os economistas.

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Valmir

21/07/2014 - 09h32

PT errou e pode perder a eleição porq não soube lidar com as manifestações e os novos anseios da juventude.
E o PSDB, q não lidou com nada disso e ainda reprimiu os manifestantes, tem tudo pra vencer no 1° turno em SP.
Falta uma peça nesse quebra-cabeça.

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    Leo V

    21/07/2014 - 11h07

    A peça é que os conservadores votam no PSDB de toda forma. Já o PT perde voto da juventude que não é conservadora. Votos que vão para o nulo ou para os partidos de esquerda.
    Escolha política do PT enveredar ara o conservadorismo. Ou simplesmente uma consequencia de ser gestor do capital.

    Edi Passos

    22/07/2014 - 22h56

    Me desculpe, mas não posso concordar que os 54% de eleitores paulistas que pretendem votar no Picolé de Chuchu são conservadores. Higienópolis e os Jardins não são tão populosos assim, nem a elite branca escravagista é tão numerosa!

Flávio Correa

21/07/2014 - 07h25

Digo, “com Dilma sem carisma”

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maria utt

21/07/2014 - 00h36

Sou professora universitária, vejo dia a dia essa questão dos jovens. Quando surgiu o TV Revolta, perdi a conta de quantos alunos curtiram aquilo.

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    Sir

    21/07/2014 - 10h16

    Quando esse site chamado tvrevolta estava pra ser criado, ouvi de duas pessoas que faziam parte do dito lançamento, riam muito e falavam temos que colocar um nome que confunda o bobo revoltado, Perguntei revoltado do que? Ah!!!,tem que revoltar , de nada talvez e novamente outro riso sarcástico . VI muitos de meus amigos curtirem , no começo eu curti de uma amiga e não vi, e foi indo , depois avisei uns, outros que não votam no. aecio continuam curtindo, as vezes por descaso, outro por indiferença desse site idiota. Professora!!!o que faltou a uns jovens porque não são todos que são tapados, foi conhecimento da verdadeira história desse Brasil, ensinar a eles o antes e o agora, eu errei, eu não ensinei meus filhos , são honestos , íntegros, tenho orgulho dela , mas nunca sentei pra falar do antes , dos tempos que se fosse hoje esses mesmos jovensnao poderiam estar hoje livre e se expressando tal qual como e sua índole!!!, Pra ter uma certeza do descaso de descurtir, cliquei tantos erros de português , o nome do Aecio minúsculo , e me perguntas se voltei e corrigi? Não , não , pois minha indiferença com o certo e o errado as vezes também faz de mim uma ignorante!!!!Abracao professora!!!!!

    Isabela

    21/07/2014 - 13h08

    Como professora de História, o trecho que constata a falta de memória da era FHC me atingiu em cheio. E me fez lembrar minha luta diária na sala de aula: meus alunos licenciandos têm entre 17 e 35 anos, e quando provoco o debate, os mais velhos me entendem…

    Edi Passos

    22/07/2014 - 23h17

    É isso cara professora: a “geração todynho”, que pegou quase tudo pronto e não viveu a época negra do salário mínimo equivalente a 60 dólares, do desemprego a 26%, das filas intermináveis no INSS, das universidades quase que exclusivamente para as classes A e B, das famigeradas missões do FMI, da dívida externa “impagável”, dos combustíveis subindo de preço até três vezes no mesmo mês, dos agricultores mendigando empréstimos à taxa de 17% nas portas do BB para financiar a agricultura, etc… acha que hoje nós e o Brasil estamos mal!

MacCain

21/07/2014 - 00h01

Concordo com a leitura sobre as manisfestações! Entendo que houve uma interpretação confusa. Mas foi para todo mundo, governo, oposição e setores da sociedade civil organizada, todo mundo ficou perdido! A Dilma acertou em ir na TV e tentar dar uma resposta, criando uma agenda. Infelizmente o governo se fechou e perdeu a oportunidade de liderar o povo. A eleição vai ser uma guérra, os candidatos da oposição são muitos fracos, e quando mais expostos ficarem, menos a sociedade vai arriscar em votar em aventura!

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Leo V

20/07/2014 - 23h41

Valeu chegar ao final para ler o sempre lúdico PS do Viomundo.

O PT deixou de ser referência de transformação social para a juventude principalmente ao longo dos últimos 10 anos.
E o PT no governo preferiu se aliar ao que há de mais conservador na sociedade (grande imprensa, Judiciário), para criminalizar a juventude que vai às ruas, mas não só. Também proíbe greves.

Sintomático que uma amiga minha, de 22 anos, que embora tenha sua sensibilidade de esquerda nunca participou de movimentos ou organizações políticas, tenha me dito que está com medo. Medo diante da repressão e prisões políticas que tem ocorrido. Quem é de classe média e não viveu no regime militar nunca havia vivido período de “caça a subversivos” guiado por uma articulação de todos os poderes constituídos como agora.
O governo federal abre um fosso cada vez maior entre ele e a sociedade, e principalmente entre uma juventude com sensibilidade de esquerda. cada vez mais ele se insere num grande bloco de poder com suas polarizações internas (PSDB x PT).
E a criminalização de organizações de esquerda e de movimentos sociais irá limpar o caminho para toda e qualquer política prejudicial aos trabalhadores seja efetivada sem resistência. Quando o PSDB retomar o poder (nessa ou em outra eleição), a conta vai cair também na desmobilização e repressão promovida hoje.

Responder

    Paulo Figueira

    21/07/2014 - 17h16

    Quer dizer que o Pt deixou de ser referência de transformação social para a juventude?
    Curiso é que esses votos não vão para o PSOL nem para o PSTU, mais curioso ainda, os que declaram o desejo de votar no PSOL e no PSTU segundo a pesquisa em sua maioria optam por votar em Aécio no segundo turno, o que demonstra uma absoluta falta de conhecimento do que seria transformação social, a não ser que chamem de transformação social a volta do neoliberalismo abutre.

    Leo V

    22/07/2014 - 16h46

    Quando eu disse “referência de transformação social”, eu não estava falando de índices eleitorais. Eu sei que é um vício estimulando pela ideologia burguesa reduzir política a eleições, mas não era disso que eu falava.
    Nenhum jovem hoje em dia, que tem ideais de transformação social, tão comum aos jovens, tem no PT uma referência. Eu disse: nenhum!
    O jovem idealista que quer militar em alguma organização, não vai pro PT. Um jovem pode até votar no PT, por achar o menos pior, como tanta gente faz. Mas mesmo votando no PT, o jovem com sensibilidade de esquerda e desejo de transformação social, não vê no PT uma referência para isso. O que é até óbvio. O PT hoje é um partido da Ordem como os outros grandes partidos.

    Tonho

    22/07/2014 - 10h12

    A mais pura verdade.
    O PT dá um tiro no pé com toda a demonização das manifestações e todo apoio à repressão (que formalmente é estadual, mas tem coordenação federal).
    Quem se beneficia de toda a demonização do discurso de esquerda como “extremismo” (veja só, defender a reestatização das empresas privatizadas e desmilitarização da polícia agora é “extremismo”! não sabem o que é esquerda ou direita, nem o que seria extremismo ou moderantismo) é a direita descarada.
    A direita dissimulada que se torno a cúpula do governo petista vai apenas estimular a troca da cópia pelo original.
    Depois vão passar 4 anos esperneando, chorando, gritando e berrando feito criancinhas mimadas postas de castigo, e dizendo que a culpa da sua derrota foi da esquerda que eles ajudaram a demonizar a perseguir.
    Sem a máquina federal, o partido vai minguar, e muitos atuais governistas fanáticos vão virar a casaca. os pobres acostumados à mentalidade clientelista vão passar a votar religiosamente em seja lá quem estiver no governo federal. Os empresários e banqueiros vão financiá-los para obter favores.
    Assim acabará a triste aventura do neopetismo.

    Leo V

    22/07/2014 - 16h41

    É… o PT já virou o Partido Trabalhista inglês. Partido do Tory Blair.
    E os movimentos sociais cá embaixo.

    E também acho que quando o PT virar oposição novamente será só uma sombra minguada do que era antes. Base social muito reduzida, burocratas sem burocracia, corem o risco de caírem em crise, como a que deu quase-fim ao DEM ou que deixou o PSDB à deriva.
    E na oposição não podemos esperar que o PT volte um pouco com posturas de esquerda, Tanto tempo no governo passam a ter outra perspectiva…

Liz Almeida

20/07/2014 - 22h17

O PT é tão culpado assim pela má qualidade do transporte público e a falta de opções de lazer nas grandes cidades?

Esses jovens precisam acordar pra vida…

Em SP, por exemplo, acredito que o trensalao tucano tem mais a ver com a má qualidade do transporte.

PS.: Alguém acredita que 64% dos votos da Luciana Genro (tudo bem que o total de votos dela não é muita coisa) vai pro aecio neves? Conta outra, folha…

Responder

    Leo V

    21/07/2014 - 11h00

    Quem disse que o PT é culpado?

    Liz Almeida

    21/07/2014 - 17h14

    P.S. do Viomundo: ‘…….É como se não tivessemos uma crise urbana, que atinge da qualidade do transporte público à falta de opções de lazer para os jovens. Infelizmente para o PT e felizmente para Aécio, os avestruzes ganharam o debate.’

    Leo V

    22/07/2014 - 16h55

    No trecho citado não diz em momento algum que o PT é culpado. Afirma que há uma crise urbana, ponto. Mas é interessante vc enxergar no texto uma culpa não imputada ao PT quando se fala de crise urbana. É esse o mecanismo que faz com que os petistas queiram pintar o mundo às mil maravilhas e suprimir o dissenso e as demandas populares: porque todos os problemas que existem ele enxerga como ameaça ao governo, ou como algo que vão culpar ele.

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