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A reação do “inútil” Roger à entrevista de Adriana Varejão pregando liberdade total para artistas

13 de setembro de 2017 às 10h47

Adriana Varejão: “a arte deve ter liberdade total”

POR #AGORAÉQUESÃOELAS

A mostra “Queermuseum – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira” – realizada pelo Santander Cultural, com curadoria de Gaudêncio Fidelis e sediada em Porto Alegre – foi cancelada após protestos virtuais.

A polêmica tomou conta das redes e das comunidades epistêmicas que debatem arte e liberdade de expressão.

A seleção trazia 270 obras que abordavam gênero e diversidade.

Grupos conservadores, reacionários de diferentes matizes correram para condenar as obras: zoofilia, pedofilia, blasfêmia.

Dentre os grupos e indivíduos mais ativos na demanda pelo fechamento da mostra estão o MBL e o Deputado Jair Bolsonaro.

Em meio as artistas cujas obras compunham o acervo interditado está Adriana Varejão, artista plástica carioca reconhecida internacionalmente, expoente da arte contemporânea brasileira e mundial, de sucesso e relevância artística inquestionáveis.

Suas obras foram reiteradas vezes recebidas com celebração por instituições como o MOMA de NY, a Tate Modern em Londres e a Fundação Cartier de Paris.

No entanto, seu trabalho foi nomeado de “arte degenerada” pelos leigos e violentos conservadores brasileiros.

Quem ou o que será, de fato, degenerado?

A repercussão a respeito do cancelamento da mostra foi gigantesca.

De Los Angeles, onde está montando uma exposição, Adriana generosamente concedeu a este blog uma breve entrevista, ainda sob o impacto dos últimos acontecimentos.

#AEQSE: Você é uma artista consagrada, reconhecida internacionalmente e cuja obra é atravessada por narrativas transgressoras. Como você enxerga esse epsódio à luz de toda sua produção que elabora o sexo, gênero, erotismo, toda sorte de modalidades de existencia e uso dos corpos?

AV: Devemos sempre lembrar que arte habita no campo da representação. A escrita de Sade por exemplo opera sobre a linguagem, não sobre os corpos. Quando corta e torce, o faz como um gravador que arranha, raspa, joga ácido e faz sulcos sobre o metal.

Nesse sentido a arte deve ter liberdade total, e não pode sofrer qualquer tipo de censura. No caso do episódio em questão, um público mal informado está entrando num território diferente, de experimentação, de liberdade.

#AEQSE: À luz da história da arte e seu papel nas socidedades, e tendo em vista o recrudescimento do conservadorismo quando o tema é arte e corpos livres, como você percebe a ação daqueles que demandaram o fechamento da mostra e os que concordam com ela? Como você avalia o papel do Santander Cultural e instituições análogas no mercado das artes?

AV: As pessoas que pediram o fechamento da mostra não tem a menor idéia do que é arte e isso é lamentável. Além disso, espaços culturais de empresas comprometidos com imagem pública vivem uma contradição, um conflito de interesses. Esse é um papel importante institucional – o de formar e informar o público. Muitas vezes estas instituições não estão preocupadas com a arte e sim em não arranhar sua imagem.

O espaço da criação é ilimitado e pode ser o de uma folha de papel. Sade escreveu grande parte de sua obra numa cela. É importante fazer o que se quer e jamais se sentir limitado ou acuado. Eu sempre respeitei meus princípios artísticos e sustentei minhas posições.

#AEQSE: Gênero em algum momento deixará de ser tabu?

AV: Existe um grande caminho pela frente, muitas barreiras morais a serem quebradas. Vai haver reação de alguns grupos, mas acredito que os avanços no sentido da liberdade e da igualdade de gênero continuarão. Quanto mais falarmos sobre isso melhor.

PS do Viomundo: A obra de arte do Roger é do tamanho do cérebro dele: uma ervilha. Deveria fazer parte de um tour para explicar ao mundo como é atrasada a direita brasileira.

Leia também:

Milícia filma manifestantes contra a censura e depois se esconde atrás da polícia

 

17 Comentários escrever comentário »

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Luiz Carlos P. Oliveira

14/09/2017 - 18h13

ROGER é uma ameba coxinha, músico em fim de carreira por falta de talento que se lançou na lama, com seus comentários prá lá de ridiculos. Basta ver em que programa de tv ele se apresenta para se ter uma ideia do tipo com quem estamos lidando. Aquilo é um lixo de A a Z.

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Serjão

14/09/2017 - 17h04

Quem é esse sujeito?

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EDSON PLAZZA

14/09/2017 - 11h44

Não é aquele que fala da merilu!? …Ha mas aquilo ta longe de ser arte né. Como lixo pode?

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    Luis

    14/09/2017 - 21h55

    Da mesma forma que vc julga o Roger um lixo como artista, ele tbem julgou as obras como lixo. Arte, cada um tem uma opiniao.

Pedro Lemus

14/09/2017 - 09h20

os coxinha são isso aí… um bando de adulto que se comporta igual mlk telespectador do pânico. todos são um lixo, mantenha esses vermes afastados da sua família, pq são perigosos.

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andre simoes

14/09/2017 - 01h37

Esta “arte” do roger parece com os desenhos que eu e meus amiguinhos faziamos quando estávamos na 5ª série…
Acho que foi nesta idade mental ( 11 anos) que o roger e o MBL permaneceram.

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Edgar Rocha

13/09/2017 - 18h12

Eu se fosse a artista, mandava emoldurar a intervenção artística do Roger e colocar na exposição sob o título “Inspiração em varanda gourmet – estilo bolsonarista”. Seria uma síntese da arte e do pensamento na era pós-democrática.

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Nelson

13/09/2017 - 17h52

Não dá par acreditar, mas o Roger é daqueles que está fazendo o que pode para cavar mais e mais fundo em direção a um obscurantismo total.

Está se tornando um sujeito por demais desprezível.

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Naiara

13/09/2017 - 16h21

Mbl definindo o que é arte é a treva!

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    Luis

    14/09/2017 - 21h53

    MBL não defini nada. Eles mostraram a posição deles em relação a exposição. Quem resolveu cancelar foi o santander. Existe uma grande diferença em boicote e censura.

Eduardo

13/09/2017 - 16h16

Certa vez, o técnico de futebol Levir Culpi desabafou e disse que um determinado atleta possuía Q.I. semelhante ao de uma alface! Agora assistimos a uma manifestação do Roger( não é o Flores) que conforta o atleta citado e lhe dá certeza de que tem coisa pior por aí!

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Crazy horse

13/09/2017 - 15h14

Retrato dos novos tempos.

Jovens conservadores é o fim

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Sergio Calvet

13/09/2017 - 15h14

Gente, não seria melhor só quem fosse contra a exposição não dar as caras por lá?

Responder

    Luis

    14/09/2017 - 21h50

    seria, se a exposição não estivesse fazendo parcerias com escolas. e outra, utilizando da lei rouanet. Se fosse financiamento privado e algumas obras que foram citadas tivessem uma faixa etária, seria discutível.

timbatle

13/09/2017 - 14h58

Santander sabe o que faz. A melhor estratégia para destruir uma família, um povo, uma nação é a desunião.
Jogar irmão contra irmão destrói qualquer família.
essa é a estratégia vigente contra o brasil!!!
CIA, NSA, NASA, FBI…toda estrutura de estado banal dos eua está viva e atuante no brasil para de modo barato e colateral, destruir a nação brasileira, destruir a capacidade de União, de Nação Soberana!!!

O santander sabia da ação do mbl.
Faz dobradinha com o mbl na mídia bandida na destruição do Brasil!!!!

Responder

    Allex

    13/09/2017 - 22h44

    De fato. Brilhante análise. Desunir o povo de uma nação é estratégia antiga, fácil e barata.

David

13/09/2017 - 11h01

Roger???????
Quem é Roger???????
KKKKKKKKKKKKKKKKKKK

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