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A aula interrompida do professor Gualazzi no Dia da Mentira

01 de abril de 2014 às 19h56

terça-feira, 1 de abril de 2014

Ditadura e incontinência

por Ricardo Prestes Pazello*, no Assessoria Jurídica Popular, via Facebook

1º de abril é o dia da mentira, como todos sabem. Alguns, porém, dissimulam não saber que é o dia do golpe que implementou a ditadura civil-militar de 1964 no Brasil. Os que mais deveriam estar alfabetizados neste singelo conhecimento são os juristas. É ainda possível um douto bacharel em direito, com anel e gravata, além de título de doutor, desconhecer o razoável? Pode um jurista dar-se ao respeito e colocar-se ao lado da ditadura?

Pois é. Ao que parece, o imponderável parece ainda ter vez. É o que se pode concluir da pretensa aula do professor Eduardo Lobo Botelho Gualazzi. Dentre as muitas qualidades deste professor – quase todas elas relatadas no verbete dedicado a seu nome no projeto Wikipédia – está a de escrever suas aulas, para lê-las, tal e qual faziam os velhos “lentes” das faculdades de direito, diante da estudantada, “sequiosa” por seu conhecimento.

No dia 1º de abril (dia de 48 horas, pelas “confusões” no calendário dos militares) de 2014, data que comemora o dia da mentira e rememora os 50 anos do golpe militar de 1964, Botelho Gualazzi dá a conhecer a seus alunos a aula intitulada “Continência a 1964”.

O título causa espanto. 50 anos depois do golpe e 29 anos depois da queda do regime ditatorial, o lente e causídico continua se orgulhando de bater continência ao escrofuloso evento cinqüentenário. Mais espantosa é a rubrica que serve de subtítulo à assim chamada aula: “aula proferida na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no 50º aniversário da Revolução de 31 de março de 1964”.

Incontinenti, o preletor arregimenta seus argumentos e, mesmo diante do ponderável espírito que toma a sociedade brasileira ao rechaçar qualquer tipo de desmemória ou falsa memória sobre o golpe de 1964, escreve uma “lição” sobre como se forma uma personalidade hostil à democratização e às transformações sociais.

Sem tirar nem pôr, o muitíssimo respeitoso professor refere-se a si mesmo quando tinha 17 anos de idade e apoiou o golpe de 1º de abril em “silêncio firme”: cultivava “a) aristocratismo; b) burguesismo; c) capitalismo; d) direitismo; e) euro-brasilianismo; f) família; g) individualismo; h) liberalismo; i) música erudita; j) pan-americanismo; l) propriedade privada; m) tradição judaico-cristã”. A ordem alfabética alude a alguma ironia, logo precipitada numa avalancha de insensatez e desrespeito pela história.

O principal argumento do didata é a guerra fria. Em face dos horrores de Stálin, diz-nos o mestre, não poderíamos deixar “apoderar-se” o Brasil por uma “minoria secreta de brasileiros/as, com alma vermelha” e implementar uma ditadura!

A solução do insigne explicador: uma ditadura de direita! As razões do nobre prelecionador não deixam de ter um quê de verdade: “a Revolução de 31 de março de 1964 consistiu na preservação [sublinhado no original] da consolidação histórica do perfil brasileiro, assentado em nosso país desde 1500 (Descobrimento do Brasil)”.

Infelizmente, todavia, o ilustre professor não percebeu estar usando inadequadamente uma figura de linguagem para arrazoar seu entendimento. Toma a si mesmo como o “perfil brasileiro” por excelência (aristocratista, direitista, individualista…) e vê, no 1º de abril de 1964, a salvaguarda dessas imodestas características humanas, ou seja, toma a parte pelo todo.

O quê de verdade na aludida metonímia, no entanto, reside no fato de que desde 1500 assentou-se no Brasil uma minoritária mas poderosa parcela de “euro-brasileiros” que, é verdade, são especialistas em, sem reocupações com ordens alfabéticas, genocídio, etnocídio, escravismo, ditadura, tortura, corrupção, patriarcalismo e… bacharelismo.

No curso de sua conferência, Botelho Gualazzi revela ser “janista” (cultor da figura de Jânio Quadros), ao utilizar a frase: “o século XX foi o forno crematório das ideologias”. A seu ver, em 2014, já houve um “apaziguamento de ideologias”. Partindo de um antimarxismo vulgar, o ilustríssimo lente considera “ideologias políticas” apenas aquelas contra as quais se coloca.

De memória curta (em todos os sentidos), esquece que acabara de caracterizar-se por um perfil burguesista, capitalista, direitista, liberalista, pan-americanista… Mas sua conclusão é “insofismável”: “o Capitalismo e o Liberalismo não [sublinhado] são ideologias”. Uma grande explicação para razões tão grandes quanto.

Seu antimarxismo vulgar vai mais longe: calcula o PIB do Brasil de 1964 e de 2014, e percebe que ele mais que triplicou neste período. Portanto, “os líderes civis e militares da Revolução de 1964 sabiamente consolidaram, ao longo de vinte e um anos (1964-1985), infra-estrutura e superestrutura” que imunizaram o país da subversão e do radicalismo ideológico.

Uma vez mais, o ponto cego: a subversão dos ditadores e radicalismo “direitista” não refletem no espelho; por outro lado, uma vez mais o ponto vidente: a ditadura foi feita não só por militares, mas também por civis.

Por fim, um ponto de trapezista: o milagre econômico multiplicou nossa economia, fazendo do Brasil um país “propício” a expurgos, chacinas e torturas, ou seja, para uma infraestrutura baseada na concentração de renda (mesmo que multiplicada), uma superestrutura represssiva, burocrática, corrupta e antidemocrática.

Além de “janista”, o livre-docente é “confederacionista” e profeta. O futuro do mundo – em 2064 – vai ser marcado por sucessivas confederações (nacionais, continentais, mundial – e, provavelmente, intergaláctica, como nos filmes enlatados “euro-americanistas”). O Brasil, por sua vez, terá eliminado a “peste rubra” dos inofensivos comunistas de hoje.

Para o nobilíssimo doutor, o General Tempo “conduzirá tal minoria ao cemitério, a curto, médio e longo prazo”. É claro, o exército “temporal” de referido general tem seu estado-maior: no passado, Castello Branco, Costa e Silva, Médici, Geisel, Figueiredo – e como freqüentaram os campos-santos (ainda que tornados valas-comuns) estes senhores!

No presente, cerram fileiras no exército do General Tempo, para trucidar os pestilentos vermelhos, o Poder Judiciário, a Mídia, os Pluripartidos, a Constituição.

As mãos sujas dos que prenderam ilegalmente, torturaram, assassinaram e, para completar, ocultaram cadáveres não se limpam com queimas de arquivo nem tampouco com reconhecimento de firma (Gualazzi reconhece firma de sua aula escrita).

Não há mais espaço, em nossa sociedade, para estes furibundos argumentos e ações.

Nesta aula, ministrada nas Arcadas do São Francisco, só houve ensinamentos dos jovens, que relembraram as sevícias cometidas pelo regime de exceção e adentraram na sala do senhor Botelho Gualazzi cantando a “Opinião” de Zé Kétti: “podem me prender, botem me bater, podem até deixar-me sem comer, que eu não mudo de opinião”.

No dia 1º de abril, um professor dá aula de mentira, e causa incontinência em toda a comunidade jurídica brasileira, mas os estudantes, como documentado no vídeo abaixo, retomam a verdade, a memória e a justiça!

*Professor da Faculdade de Direito da UFPR

Veja também:

O escracho na casa do coronel Brilhante Ustra, em Brasília

 

81 Comentários escrever comentário »

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Mário SF Alves

11/04/2014 - 18h14

Ao Pedro e ao Abolicionista:

Prezado Pedro,

Têm razão os dois.

O Abolicionista deixa claro Cuba é Cuba e Brasil é Brasil. E de fato, ainda que seja possível estabelecer analogias entre uma realidade e outra, no entanto, é impossível e pode ser até desonestidade estabelecer tabula rasa entre realidades tão distintas; entre grandezas tão díspares. Mas, entendo sua observação. Entendo que seja fundamental jamais deixarmos de refletir sobre as manipulações, os preconceitos e o mundo assombrado por demônios que ainda nos rodeia. Contudo, é igualmente fundamental não nos deixarmos levar pelas patética lavagem cerebral impostas pelos veículos de comunicação da Casa Grande. E do ponto de vista social, a História de Cuba é ainda mais dramática do que a História do Brasil. Ali, os EUA mandavam e se quisessem tinham plenos poderes para conduzir o País a uma situação diferente. Não o fizeram. O que fizeram foi manter o ditador Fulgêncio Baptista a postos para o serviço sujo. Cuba havia sido transformada num bordel de luxo dos EUA. Com a modernização conservadora/mecanização da agricultura, a concentração de terras e riqueza atingiu níveis insuportávies. A imensa maioria do povo foi alijada de todo e qualquer direito social e processo civilizatório. Aliás, o que os EUA pretendiam era a anexação de Cuba ao território norte-americano. Nesse caso, a estratégia usada foi tão violenta, tão excludente, que a coisa explodiu. Voou bandeira americana pra tudo quanto foi lado. E a História de Cuba mostra o porquê de os EUA não terem conseguido seu intento. O historiador Moniz Bandeira publicou livro contendo informação imprescindível sobre a longa história de anexação de territórios por parte dos EUA.

E quanto ao professor doutor que fez apologia ao golpe de 64, convém considerar que a aula intitulada “continência a 1964” que seria “proferida” na Faculdade de Direito da USP, e registrada em Cartório, contém informações bastante esclarecedoras sobre as razões do autor.
Uma delas é a autodeclaração de perfil de personalidade. Diz ele:

“Durante minha infância/adolescência, consolidei em silêncio minha opção íntima pelo seguinte perfil de personalidade, em ordem alfabética: a) aristocratismo; b) burguesismo; c) capitalismo; d) direitismo; e) euro-brasilidade, f) família; g) individualismo; h) liberalismo; i) música erudita; j) pan-americanismo; k) propriedade privada; l) tradição judaico-cristã. Nos tempos atuais, mantenho em meu íntimo, de modo pétreo, as doze opções de minha infância/adolescência. Todos meus pensamentos, sentimentos, decisões e atividades, ao longo dos meus 67 (sessenta e sete) anos de vida, consistiram em desdobramentos da referidas opções.”

Imagine-se, isso é só a introdução do que foi intitulado aula. E ele continua…

“Em consequência, considerei a realidade brasileira e mundial, em 1964, e humildemente apoiei, em silêncio firme, a Revolução de 31 de março de 1964, no Brasil, decisão íntima de que sempre me orgulhei! Vários livros e artigos de minha autoria, publicados de 1973 até os dias atuais, comprovam minha mentalidade e meu apoio à Revolução de 1964.”

E por aí a coisa vai… não me interessa dissecar as incongruência do texto.
O autor grifa as expressões: apoie, apoio e revolução… e termina assinando como Professor Associado Decano da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, como Procurador Geral do Estado e ex-Diplomata do Brasil.
A dúvida é a seguinte, Pedro:

Se o referido Decano, a exemplo de aristocratismo, euro-brasilidade e outras, tivesse documentado em sua autodeclaração de perfil de personalidade ser racista e adepto do escravismo, ainda assim você censuraria a reação dos alunos?

Responder

    abolicionista

    12/04/2014 - 20h04

    É isso aí, Mário. O problema é que, sempre que o nível da discussão sobe, os conservadores evaporam. Se fosse transformar esse argumento num princípio matemático, eu diria que o número de direitistas é inversamente proporcional ao nível qualitativo da discussão. Eu perdi a conta de quantas vezes vi os direitistas evaporarem assim que a discussão ganha mais complexidade. É, por exemplo, o que parece ter acontecido aqui, mais uma vez.

Pedro Vicente

05/04/2014 - 22h43

Estivesse o professor louvando a ditadura cubana e falando das suas maravilhas e fosse interrompido por alunos ligados à direita, os comentaristas “progressistas” estariam reclamando da atitude dos “alunos fascistas” e cobrando respeito ao “pobre professor”, q foi impedido de dar a sua aulinha…

Sabe qual a diferença entre um “reaça” e um “progressista”?

O lado!

Apenas o lado…

PS: não entendi o critério da censura

Responder

    abolicionista

    06/04/2014 - 22h53

    Reforma agrária virou ditadura? Vamos endireitar a língua portuguesa também?

    Pedro Vicente

    08/04/2014 - 12h27

    Reforma agrária não…

    Mas matar opositores e se perpetuar no poder, sim!

    a não ser que vc queira “esquerdizar” o sentido de democracia…

    ps: Seu comentário é a prova q eu estou certo!

    abolicionista

    08/04/2014 - 13h49

    Meu caro, deixe de hipocrisia, por favor. As reformas de base que João Goulart tentava implementar contavam com o apoio de 70% da população, segundo pesquisa realizada na época. Foi isso,a perspectiva de que Jango ganhasse as eleições de 65, e mais nada, que provocou o golpe. Na época em que o golpe foi dado, vale lembrar, não existia luta armada, esta surgiu quando o estado de exceção já estava instaurado.

    Pedro Vicente

    08/04/2014 - 17h40

    Bom…

    Você tá falando de uma coisa e eu de outra!

    A única referência a ditadura q eu fiz, foi à cubana.

    Em momento algum falei q o governo Jango era ditadura, isso é viagem da sua parte!

    O q disse e repito é q se o professor fosse “progressista” e estivesse falando bem da DITADURA CUBANA e fosse interrompido por estudantes de direita, vcs estariam reclamando da falta de respeito e da truculência dos alunos “fascistas”!

    O resto é má interpretação de texto da sua parte…

    abolicionista

    08/04/2014 - 19h35

    Pois é, caro Pedro. Mas, caso você não tenha percebido, o tema da discussão era o elogio do “professor” à ditadura brasileira. Trazer o exemplo de Cuba, inclusive, é repetir um argumento falso utilizado pelos golpistas de 64. Jango não era comunista, não havia a menor chance do Brasil ser palco de uma revolução comunista. O próprio Partido Comunista era contrário à via revolucionária. O golpe foi dado para manter o controle econômico estadunidense, para manter o Brasil atrasado, sem as reformas de base. Por isso, ser contrário a que se elogie a ditadura e que se propale argumentos de teor fascista em salas de aula não equivale aqueles que protestam aos apoiadores do golpe. Isso é uma ilação completamente descabida de sua parte, sem provas, sem qualquer respaldo factual. Antes de julgar e ofender a honra alheia, ouça o que os protestantes têm a dizer (por exemplo, o elogio do ex-aluno torturado à democracia), conheça sua história, suas ideias. Um abraço.

    Pedro Vicente

    08/04/2014 - 22h35

    Cidadão, acho q o seu problema é mais sério do q interpretação de texto!

    onde eu “ofendi a honra” de alguém?

    Vc vem com um papo de querer discutir os motivos do golpe de 64, coisa q em nenhum momento foi abordado por mim.

    Meu comentário é sobre como “progressistas” e “reaças” são iguais, mas com “sinais” trocados…

    Só disse, e repito, q se o professor fosse de esquerda e os estudantes de direita, vcs, “progressistas”, estariam recriminando a falta de “espirito democrático” dos alunos “fascistas” e defendendo o professor, como os “reaças” estão fazendo agora…

    e os “reaças” estariam louvando os alunos e tacando pedra no professor, como vcs estão fazendo agora!

    Fora isso, é viagem sua…

    PS: Vc acha, por acaso, q a ditadura de Cuba é menos ditadura do q foi a nossa? Eu não!

    abolicionista

    09/04/2014 - 12h32

    Diferenças entre o Brasil pós 64 e Cuba pós 59? Inúmeras. A primeira delas é que Cuba, antes de Castro, era já uma ditadura. Fulgêncio Batista era um ditador, Jango não. Aliás, mesmo o “comunismo” do Fidel foi algo muito pragmático (Fidel era um opositor do partido comunista cubano, ele procurou a URSS depois do embargo estadunidense). Eu acho que Fidel errou ao se perpetuar no poder, sou um crítico de seu governo, mas as diferenças são notáveis. Se a gente não estuda a história dos países, fica com uma visão míope e distorcida das coisas. As ditaduras dos Emirados Árabes, por exemplo, recebem apoio dos EUA. Mas elas são muito diferentes das ditaduras que os EUA implementaram na América Latina. Não posso dizer: “são ditaduras de direita”. Cada país tem seu processo histórico, é muito complicado tecer comparações. A ditadura brasileira é mais parecida com as ditaduras de nossos vizinhos da américa latina, como Chile e Argentina, mas ainda assim há diferenças importante. Outra diferença básica entre Cuba e o Brasil é que nós vivemos no Brasil, ou seja, uma dessas ditaduras aconteceu no nosso país, não na China ou na Coréia do Norte. E a nossa ditadura, na qual nossos pais estavam presentes, na qual foram criadas instituições que ainda fazem parte do cotidiano, essa nossa ditadura não foi dada contra o comunismo, mas contra as reformas necessárias para a democratização do país. Essa ditadura moldou nosso presente, levou a desigualdade a patamares astronômicos, criou a migração desorganizada e o crescimento das favelas, gerou uma dívida externa e uma dependência do capital estrangeiro que até hoje perdura, criou leis de exceções, matou, estuprou e torturou homens mulheres e crianças (muitos dos quais não tinham sequer relação com luta política) essa ditadura é um problema nosso, e é essa ditadura que o (sic) professor elogiou.

    abolicionista

    09/04/2014 - 12h34

    Fulgêncio Batista era ditador, Jango não era.

AlvaroTadeu

05/04/2014 - 00h09

A liberdade de cátedra de um professor não pode ser usada para distorcer os fatos e assassinar a verdade. A Ditadura, a tortura e a censura só foram possíveis com o apoio e militância de professores fascistas, de empresários ladrões, de jornalistas canalhas. Durante a Ditadura, havia controle total e absoluto sobre tudo que havia no país, menos controlar a miséria, o desemprego, a doença, etc. Em 1975 houve epidemia de meningite na cidade de São Paulo. Todos os altos oficiais em serviço na cidade e suas famílias foram vacinados. Idem grandes empresários e jornalistas apoiadores. O resto do povo nem soube o que se passava, a informação foi sonegada e censurada.

É isso que os posts dos coxinhas defendem. E aliás, os coxinhas nem comentam por si só, são pagos para isso, como provou aquele blogueiro de Minas. Ele fez uma grave crítica de corrupção ao Aócio. Recebeu dezenas de intervenções de coxinhas, que em vez de defender Aócio das acusações feitas, simplesmente elogiavam seu governo.

O blogueiro mineiro verificou que TODOS os comentários defendendo o ex-governador mineiro e baladeiro carioca vieram de Porto Alegre e muitos comentários, com nomes diferentes, vieram do mesmo computador, pois tinham o mesmo endereço IP. O blogueiro publicou os comentários e os endereços IP’s. Eram todos de Porto Alegre. Simplesmente, a Direita é e sempre foi infame.

Responder

abolicionista

04/04/2014 - 16h15

Muitos comentadores reacionários nem se deram ao trabalho de assistir ao vídeo completo. Após a manifestação dos alunos, um ex-aluno torturado durante o regime chama o professor pelo microfone para um debate franco sobre a ditadura, garantido inclusive a integridade física do professor (algo que a ditadura não reservou aos seus dissidentes), mas o professor não tem coragem de retornar.
Finalmente, um professor que não ouve seus alunos não é nem mesmo um professor de verdade, é apenas um pequeno déspota. Um dos motivos que me fez escolher a docência é a possibilidade de aprender sempre, e cada vez mais, com os alunos, como queria Paulo Freire.

Responder

Nelson

04/04/2014 - 00h17

Um jornal tem todo o direito de expressar a posição de seu dono. O editorial está lá para isso. No restante de suas páginas, deve trazer os fatos tais como eles aconteceram e procurar,o máximo possível, abrir espaço para todas as visões sobre um determinado tema.

De forma semelhante deve agir um professor. Deve usar de seu direito de expressão emitir sua opinião sobre um dado assunto. Porém, sua opinião não pode se confundir com o conteúdo que ele tem que ministrar; se tal professor quer que sua aula seja assim, terá que, pelo menos, conceder a seus alunos o direito ao contraditório.

Pelo que vimos, o Sr Gualazzi, considerando sua aula como a versão mais acabada da verdade sobre o 1º-04-1964, recusou esse direito aos alunos.

Responder

Quintana

03/04/2014 - 12h57

Vou gerar a maior polêmica mas vou me arriscar.

Viram as fotos na Isto é, das pessoas envolvidas de várias maneiras no golpe militar?

Precisamos de mais estudos de fisionomia e personalidade.

Para mim o comportamento de cada pessoa está claramente estampado nelas.

Os solidários têm isso no rosto, assim como os ácidos e maus e torturadores. Também a dubiedade de Cabo Anselmo está em seu rosto.

Engana-se quem não tem treino para a análise, apenas.

Responder

    Mauricio

    07/04/2014 - 15h45

    Legal. Tive uma idéia. Vamos medir o crânio das pessoas que cometem crimes para comparar com as pessoas que nunca cometeram, assim poderemos identificar os criminosos pelas medidas de seu crânio.

Hell Back

02/04/2014 - 21h06

Nossa! Pelos termos usados pelo professor, pensei que Hitler tinha ressuscitado.

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carmen silvia

02/04/2014 - 20h51

Disso tudo o que valeu mesmo foi ver a moçada encarar de frente a nefasta e perigosa presença de um indivíduo que se diz professor de direito.Eu andava meio desanimada com uma parcela da juventude de meu país,mas de uns tempos pra cá essa moçada tem me deixado feliz de verdade.

Responder

ma.rosa

02/04/2014 - 20h24

O cara qdo. tinha 17 anos já era lesado e alienado! Agora além de alienado, lesado é também um ultrapassado!!!kkkk Cruz Credo, morre-se e não vê tudo!!!!!!!kkkk Xô “dos infernos” da direita!!!!!!!

Responder

FrancoAtirador

02/04/2014 - 19h44

Responder

Mauro Assis

02/04/2014 - 17h07

“Não há mais espaço, em nossa sociedade, para estes furibundos argumentos e ações.”

Essa é a democrática esquerda brasileira!

Responder

    Valmont

    02/04/2014 - 18h54

    Saiba que, numa democracia, todos os direitos tem seus limites, inclusive o direito de expressão.

    Atentar contra o Estado Democrático de Direito é CRIME IMPRESCRITÍVEL E INAFIANÇÁVEL, de acordo com a Constituição Federal de 1988.

    E fazer APOLOGIA AO CRIME não se enquadra no conceito de liberdade de expressão. Antes, pelo contrário, é crime tipificado no Código Penal.

    Mauro Assis

    03/04/2014 - 08h45

    Valmont, um professor em sala de aula expressando sua opinião sobre um evento histórico é apologia ao crime e atentar contra o estado de direito?

    Ora, faça-me o favor!

    O que vcs querem é impor uma “nova” verdade aos fatos: que os terroristas feito Dilma e Marighela eram paladinos lutando pela democracia e que o Brasil não estava em crise institucional na época do golpe.

    Basta lembrar um fato: o presidente compareceu e discursou em um evento de sargentos, realizado à revelia do comando da tropa!

    Se ele não queria provocar o confronto ele era doido.

    E, deu no que deu.

    abolicionista

    03/04/2014 - 19h47

    Ele não estava expondo sua opinião, ele estava lendo um manifesto.

    Os alunos o convidaram para voltar e debater de igual para igual, mas ele não aceitou. É direito dele. Os alunos também têm pleno direito de manifestarem seu descontentamento.

    Um último porém: Golpe Militar é uma ação criminosa, e a apologia à prática criminosa é também um crime. Fico por aqui.

    Um abraço.

    abolicionista

    04/04/2014 - 21h04

    Caro Mauro, a entrevista de Almino Afonso no Roda Viva mostra justamente que a “nova versão” dos fatos quem criou foi a ditadura. Ele desmente seu argumento ponto por ponto. Aliás, eu vou ler o livro dele. Aliás, acho que você deveria assistir à entrevista, lhe faria um bem enorme, caso realmente acredite no que está dizendo, claro.

    abolicionista

    04/04/2014 - 21h15

    A propósito, outro dia, por acaso deparei com os escritos do Marighella e fiquei bastante surpreso. Deparei com um manifesto do guerrilheiro intitulado “Chamamento ao povo brasileiro”, e fiquei bastante surpreso com o que encontrei. Havia ali decerto uma justificativa da ação violenta contra um estado de exceção, mas fiquei surpreso por não encontrar nenhuma menção a tal “ditadura do proletariado” tão propalada pela direita. Vou transcrever a seguir o trecho final do manifesto:

    “Com a vitória da revolução, executaremos as seguintes medidas populares:

    – Aboliremos os privilégios e a censura;
    – Estabeleceremos a liberdade de criação e a liberdade religiosa;
    – Libertaremos todos os presos políticos e eliminaremos a polícia política;
    – Tornaremos efetivo o monopólio estatal das finanças, do comércio exterior, das riquezas minerais e dos serviços fundamentais;
    – Confiscaremos a propriedade latifundiária, garantindo títulos de propriedade aos agricultores que trabalhem a terra;
    – Eliminaremos a corrupção;
    – Serão garantidos empregos a todos os trabalhadores, homens e mulheres;
    – Reformaremos todo o sistema de educação;
    – Daremos expansão à pesquisa cientifica;
    – Retiraremos o Brasil da condição de satélite da politica exterior norte americana para que sejamos independentes. ”

    Tais medidas podem ser utópicas, impraticáveis, talvez contestáveis, mas não vi nela a tal da ditadura do proletariado de que tanto se fala…

    Fernando

    03/04/2014 - 14h12

    A democracia da direita é torturar, matar e estuprar, os dissidentes.

    Rodrigo

    08/04/2014 - 11h20

    Assim como na Coreia do Norte ou na extinta URSS?

    abolicionista

    08/04/2014 - 13h51

    Comparar o Brasil antes do golpe com a Coréia do Norte é atestado de ignorância política, histórica, econômica e social.

abolicionista

02/04/2014 - 16h35

Tristes tempos em que os professores têm medo de escutar o que os alunos têm pra dizer e prefere fugir quando colocados diante da voz do outro. O professor em questão é um exemplo claro da covardia da direita brasileira, incapaz de aceitar um debate de igual pra igual. Quando o ex-aluno torturado convida o professor a voltar para sala, o professor foge como um rato. É essa a verdadeira face do fascismo, a de um animal covarde infenso à luz do dia.

Responder

Ronaldo Silva

02/04/2014 - 16h12

Parabéns aos alunos que não se omitiram diante da barbaridade deste “professor”. Bem que o PT poderia seguir o exemplo, inclusive em outras áreas.

Responder

Rodrigo

02/04/2014 - 11h46

Liberdade de expressão pra que?

A impressão que alguns aqui passam e que se você não concorda com tudo o que a esquerda diz já pode prender a suástica no braço e sair por ai espancando minorias, pois você não passa de um nazi-fascista.

Se o sujeito gostou daquela época, é um direito dele se manifestar a respeito disso. Cabe a cada estudante concordar ou não com a opinião dele.

Muitos aqui que reclamam da época da censura, no fundo adorariam ver calados qualquer um que não concorde com os ideais da esquerda ou censurar noticias que possam de algum modo manchar um governo de esquerda.

Reclamam da ditadura, mas se fosse possível, adorariam implementar uma nova, a lá Coreia do Norte.

Responder

    abolicionista

    02/04/2014 - 16h38

    Por que então o professor não aceitou debater com o ex-aluno torturado. Se você assistiu ao vídeo, viu que o professor foi convidado a voltar. Sua integridade física foi garantida. Um professor que não consegue ouvir s alunos, que nada aprende com eles, não é um professor, é apenas um pequeno ditador. E vocês fascistas têm medo e vergonha do debate franco, da verdade, por isso preferem usar de subterfúgios como esse, mas fogem como ratos quando colocados diante da realidade. Fascistas, não passarão!

    Rodrigo

    03/04/2014 - 08h49

    Agora eu sou um fascista por não concordar com tudo que a esquerda prega?

    Realmente não da para entender esse pessoal e muito menos levá-lo a sério. Reclamam dos extremismos da direita, mas agem da mesma forma ao ouvirem uma opinião que, mesmo ligeiramente, não bata com a sua.

    abolicionista

    03/04/2014 - 19h44

    Quem defende a liberdade de elogiar a tortura é fascista sim. Democracia não é debater tudo, democracia é aceitar, coletivamente, um conjunto de regras que possibilitem a comunicação e o convívio.

    Meus familiares foram torturados na ditadura, meu pai, que nada tinha a ver sequer com a esquerda, foi barbaramente torturado pela PE. Pense duas vezes antes de falar asneira, ok?

    Grato.

    Valmont

    02/04/2014 - 18h41

    Liberdade para mentir e afrontar o estado democrático de direito dentro de uma faculdade de Direito?
    Liberdade para defender as MENTIRAS de uma ditadura assassina que até hoje prejudica o Brasil?
    Quem disse que esse psicopata tem o direito de malbaratar a própria cátedra que ocupa para afrontar a Constituição Federal e promover sua ideologia fascista?
    A reação dos alunos foi proporcional à provocação.
    A ninguém é dado o direito de proferir mentiras em sala de aula, muito menos afrontar a democracia, exaltando aqueles que, CRIMINOSAMENTE, a destruíram em 1964.

    Diogo Romero

    03/04/2014 - 15h35

    O Meu Deus, como tem gente atrapalhada do juízo nesse país. O Estado precisa nos proteger de gente que acha que tortura faz bem para o país, que o fascismo é a verdadeira democracia e liberdade. Esses, sim, se pudessem, instauravam uma ditadura. E desses é que precisamos ser protegidos, porque suas ambições são ditatoriais, excludentes, egoístas e perversas.

Alemao

02/04/2014 - 10h13

A democracia só serve às esquerdas quando elas querem a palavra. Uma vez no comando democracia vira autoritarismo.

Responder

    abolicionista

    02/04/2014 - 16h29

    Und so spricht der Dummkopf…

    abolicionista

    02/04/2014 - 16h31

    Só pra lembrar, democracia tem lei, viu bebê? Apologia ao crime é passível de cadeia.

    Fernando

    03/04/2014 - 14h16

    Ladrão é quem rouba e quem segura a escada.
    Apoiar e incentivar um crime, também é crime.
    Defender a ação de torturadores e assassinos é ser cúmplice dos mesmos crimes. Simples assim

Gerson Carneiro

02/04/2014 - 09h42

Que bosta de professor.

Responder

    abolicionista

    02/04/2014 - 19h56

    Coitada da bosta, Gerson.

Roberta Ragi

02/04/2014 - 09h13

Salve salve todos os alunos resistentes da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco! Eduardo Botelho Gualazzi representa o que existe de mais obscuro, de mais autoritário, na Universidade de São Paulo. E não está sozinho.

Responder

Baraque

02/04/2014 - 08h37

“Quando um governo se mostra mais tolerante à diversidade, acaba ajudando a formar uma imprensa respeitosa.

“Quando radicaliza nas suas políticas, no entanto, vai tudo pro diabo.

“A melhor lei de imprensa que existe é a que não existe”.

Pepe Mujica.

Responder

    Fernando

    03/04/2014 - 14h20

    Liberdade de imprensa para mentir, desinformar, manipular, acobertar as maracutaias, assassinar reputações é tudo o que precisamos…

    abolicionista

    07/04/2014 - 12h25

    Também acho que o problema não é a lei de conteúdo imprensa. O problema é o monopólio da imprensa. O problema são as concessões públicas criadas durante a ditadura. O problema é o repasse de verbas públicas para empresa sonegadoras como a Rede Globo. O problema é a impunidade com os crimes à honra e à reputação quando são praticados pelos todo poderosos barões da mídia.

    Mais do que a falta de uma lei de mídia, o que incomoda no Brasil é a existência de uma mídia fora-da-lei, uma mídia que é cúmplice de torturas, estupros assassinatos e que fica impune. Uma mídia acima da lei, que pode julgar e sentenciar quem bem entender. Algo que podemos chamar de coronelismo midiático.

    Por isso insisto que, mais do que uma lei de imprensa, precisamos de uma democratização geral dos meios-de-comunicação que garanta a liberdade de expressão e o direito de expressão. É preciso, por exemplo, retirar a concessão da Rede Globo. Puni-la por seus crimes e retirá-la da face do planeta, como o câncer que ela é. Para isso, bastariam as leis que existem. Infelizmente, elas não são cumpridas. Nessa situação, o que você sugere?

RodrigoR

02/04/2014 - 07h10

É o momento em que o aluno dá aula ao professor. HISTÓRICO.

Responder

abolicionista

02/04/2014 - 01h38

Como um imbecil desse virou professor da Sanfran?

Du bist kein Professor, sondern ein Dummkopf!

Responder

    Hell Back

    02/04/2014 - 21h33

    Deve ser aparelhamento político do PSDB.

    Quintana

    03/04/2014 - 13h15

    Você quis dizer aparelhamento ditatorial em caso de necessidade, sob o ponto de vista de ditadores? Tá tudo dominado.

José Roberto

01/04/2014 - 23h58

Por mais besteiras que o professor estivesse falando – e acho que ele estava – ele tinha todo o direito em dizê-las. Isso chama-se LIBERDADE DE EXPRESSÃO, algo que os estudantes que invadiram a sala parece que não aprenderam, ou então, faltaram à aula.
A todos os alunos que invadiram a aula, sugiro a leitura de Voltaire, aquele mesmo que defendia o direito de qualquer pessoa dizer o que quiser, mesmo não concordando com ela.

Responder

    Baraque

    02/04/2014 - 08h39

    Ditadura, nunca mais! Mas, se for de esquerda, tem cumverça.

    Marcos

    02/04/2014 - 09h36

    Da mesma maneira que os alunos também tem o direito de manifestar sua indignação a um professor que defende uma ditadura cruel, cobarde e assassina!

    abolicionista

    02/04/2014 - 16h40

    É isso mesmo, Marcos. E o professor foi convidado a voltar e teve, inclusive, sua integridade física garantida. Mas você acha que ele teria coragem de voltar lá e encarar de igual pra igual um debate com o ex-aluno torturado?

    João Vargas

    02/04/2014 - 18h28

    Quem saiu lucrando com a invasão foram os alunos dele que pararam de ouvir M… e tiveram uma aula valiosíssima sobre a ditadura. Parabéns a todos que participaram.

rita

01/04/2014 - 23h27

sei lá… vivemos ou não numa democracia? ele tem o direto de livre expressão ou não°? não concordo com o que ele diz, mas tem o direito de faze-lo. hoje no congresso nacional houve manifestação de quem apoia o regime militar de 1964… vi na tv.

Responder

    abolicionista

    02/04/2014 - 16h43

    Ele tem direito de se expressar e os alunos também. A integridade física do professor não foi ameaçada. Ele foi, inclusive convidado ao debate pelo ex-aluno torturado. Ele escolheu não voltar, provavelmente por vergonha. Afinal, o regime que ele defende não permitia o debate e nem garantia a integridade física de ninguém. Claro que ele não voltou, fugiu porque não quer ouvir a opinião dos seus alunos, e um professor que não consegue ouvir os alunos não passa de um pequeno déspota.

    Hell Back

    02/04/2014 - 22h05

    “(…) Ele escolheu não voltar, provavelmente por vergonha.(…)”
    Acho que foi por falta de argumentos.

    Fernando

    03/04/2014 - 14h28

    Pois é. Ele foi defender um regime que torturou, estuprou e assassinou os opositores. Será que devemos permitir este tipo de liberdade, a liberdade de nos calar pela força?

    Luis

    08/04/2014 - 11h10

    O golpe que ele apoiou impedia professores de esquerda dá aulas assim…na democracia ele tem o direito de falar as baboseiras, mas o alunos também tem o direito da controvérsia…

    agilulfo costa

    12/04/2014 - 11h52

    Rita, é princípio básico do pensamento liberal que sustenta a democracia representativa que nenhuma manifestação que afronte a democracia pode ser tolerada. É lição histórica do caso alemão incorporada ao ideário burguês

jader

01/04/2014 - 23h05

As mesmas pessoas que apoiam a invasão de uma sala de aula de uma universidade, são aquelas que vão às ruas reclamar do tratamento dado aos professores…

Responder

    Gerson Carneiro

    02/04/2014 - 09h40

    A mesma pessoa que comenta fundamentado apenas no título do post é aquela que não se deu o trabalho de ver o vídeo por inteiro.

    abolicionista

    02/04/2014 - 16h32

    Esse professor deveria é estar atrás das grades por incitação ao crime. Outra coisa, ele poderia ter ficado na sala de aula. Ela apenas teve medo de encarar um debate franco com uma vítima da tortura.

renato

01/04/2014 - 22h11

FOI, quantos advogados ele ajudou a formar, com as mesmas idéias camufladas de direito.
Aos jovens que saberão expurgar estes saberes, meus parabéns..
Se um dia for julgado gostaria de que fosse por um deles.

Responder

Mateus

01/04/2014 - 22h01

Idiota para ele é pouco.

Responder

lukas

01/04/2014 - 21h56

Esta é a democracia que a esquerda defende.

Instrutivo e revelador.

Responder

    abolicionista

    02/04/2014 - 01h34

    Isso mesmo, uma democracia onde sala de aula não é palanque para fascista.

    Carlos Wolff

    02/04/2014 - 03h57

    Pedir democracia para uma “continência a 1964” que subtraiu a nossa por 21 anos não é nada lógico.

    Valmont

    02/04/2014 - 18h21

    Cinismo extremo: exigir democracia para defender fascismo.
    Cara de pau!
    Pensa que todo mundo é idiota?

anac

01/04/2014 - 21h54

O professor saído das profundezas das sucursais do inferno que eram as salas de torturado do DOI CODI que eles homenageia no dia da mentira.
Comparam a alguns personagens de Chico Anísio da escolinha do professor Raimundo. Só se for escolinha do Inferno.

Responder

j. andrade

01/04/2014 - 21h21

Palhaço de gravata borboleta.

Responder

    Narr

    02/04/2014 - 10h44

    E que em vez de computador/impressora, datilografou a aula na máquina de escrever! (Cf. o link que reproduz a tal aula).
    O sujeito criou uma personagem para si mesmo.
    Deveria pedir licença pra fazer psicoterapia.

Urbano

01/04/2014 - 21h04

Quem tem um staf como nós temos desde tempos imemoriais, qual a esperança de justiça que se pode ter? Enquanto isso, aqui bem ao lado, a Justiça da Argentina o que tem distribuído de perpétua para os fascistas… No Brasil como não acontece nada mesmo, bandidos do mesmo naipe acenam escancaradamente para um novo golpe, como é que pode? Aí é quando se pode perguntar: cadê a zorra da hierarquia? Lá, perpétua até para generais. Aqui, mesmo os meganhas fascistas dos doi-codi da vida estão rindo à toa da cara do Brasil. Somos macaquitos mesmo…

Responder

    Carlos Wolff

    02/04/2014 - 04h00

    Ótimo comentário! Quando alguém se refere a Cuba, Venezuela, URSS etc como anti-exemplos externos, gostaria que usassem também os exemplos de Argentina e Chile que deram um jeito nos seus militares golpistas, punindo-os… Por que não?
    Corroboro com você, que se punam os militares golpistas daqui, já passou da hora.

    Urbano

    02/04/2014 - 20h30

    Obrigado, Carlos Wolff.

Márcio Gaspar

01/04/2014 - 20h55

Fantástico!!! Achei demais, quando o “professor” do direito dos ditadores, ao falar, defendendo o golpe dos facínoras assassinos, tendo a sua fala sufocada pelos gritos das dores dos torturados, uma encenação primorosa dos alunos da Faculdade de Direito da USP. Sensacional!!! Nada mais tão significativo e marcante para que fique soando nos ouvidos deste dito professor de direito, e que o faça repensar seus pontos de vistas obscurecidos pela ignorância ou pelo ódio.

Responder

Bacellar

01/04/2014 - 20h41

A gravata butterfly king-size fala por si…

Responder

    Pedro Vicente

    08/04/2014 - 19h25

    Foice e martelo??????

    Tem certeza?????

    Acho q vc parou no tempo!!!

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