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Zé Maria: Várias pessoas assistiram ao espancamento e asfixia de Beto sem interferir
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Zé Maria: Várias pessoas assistiram ao espancamento e asfixia de Beto sem interferir


20/11/2020 - 20h05

Cenas de violência

Por Zé Maria

Desde o início do espancamento que matou o jovem negro no Carrefour,
havia uma pessoa em pé, assistindo sadicamente ao homicídio.

Foi quem, inclusive, mudou o direcionamento da câmera de segurança da loja, enquanto os assassinos consumavam o homicídio doloso. Foi partícipe.

Vê-se que um dos dois seguranças do Carrefour, que mataram o homem negro no supermercado, utilizou um objeto lancinante pontiagudo que
chegou a cair no chão e foi logo recolhido.



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7 comentários

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Zé Maria

23 de novembro de 2020 às 01h40

https://twitter.com/i/status/1330541521536475136

Alguém tem dúvida de que o problema não são os Policiais Militares, mas a Polícia Militar e a respectiva Doutrina?

https://twitter.com/lazarojribeiro/status/1330541521536475136
https://mobile.twitter.com/VIOMUNDO/status/1330624928723439619

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Zé Maria

23 de novembro de 2020 às 01h26

Funcionários Públicos Concursados, Civis ou Militares, devem ter Dedicação Exclusiva. Principalmente Policiais, que integram Carreiras de Estado.

Responder

Henrique Martins

21 de novembro de 2020 às 19h12

Num dia o povo é maricas, no outro é frouxo e no seguinte é lixo. Resta saber quando é que ele vai mandar o povo tomar naquele lugar e vai continuar exercendo o cargo.

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Fabri

21 de novembro de 2020 às 17h57

Se fosse um loiro de gravata sendo espancado todo mundo ia acodir.
Numa faixa de pedestre carros dificilmente param para um negro ou negra atravessar, mas se aparecer um branco engravatado, tipo um causuistico, o carro para na hora.
Não vi arma na mão do pm e nem do vigia, não vi armas de fogo, não vi uma peixeira, não vi nem coldre. Tinha um negocio preto na perna dos agressores, mas não era arma. Todos passivos acompanharam a cena. Veja que os valentão foram tão covardes que além de ir de 2 contra 1 ainda escolheram o estacionamento para a emboscada. Na loja tinham medo da reação dos clientes.
ONDE ESTA ESCRITO QUE A GENTE HOMEM NAO PODE PAQUERAR UMA MULHER FARDADA OU BRINCAR COM ELA. Meu – aja ignorância nesse mundo.
Sabe o que falta ? É o cara olhar para uma mulher PM e ela não gostar, sacar a arma e manda chumbo na gente. OLHA o tamanho do despreparo.
Ridículo.
3 seguranças incompetentes. Muito rasos de raciocínio.
Além da mentira da PM do rio grande do sul mais que comprovada nesse momento.
Se o cara tá com a mulher dele do lado pq ele iria querer bater na mocinha do caixa se a mulher dele poderia fazer isso ?
Coisa sem sentido essa lorota da PM.

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Henrique Martins

21 de novembro de 2020 às 17h38

https://www.brasil247.com/midia/constantino-sobre-caso-carrefour-esquerda-tenta-explorar-como-martir-um-monstro

Caso esse bolsonarista não saiba o Brasil não tem pena de morte e mesmo que tivesse não se pode fazer justiça com as próprias mãos. Nada justifica o assassinato desse homem. Os assassinos sequer sabiam que ele tinha maus antecedentes. Só sabiam que ele era negro.
Vocês bolsonaristas são gente mal intencionada da pior estirpe.

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Zé Maria

21 de novembro de 2020 às 00h46

Em nota, a Oxfam Brasil, organização da sociedade civil, destacou que a resposta da empresa indicando que vai demitir funcionários e suspender contratos “não é uma resposta que busca uma transformação antirracista da instituição Carrefour.
O racismo é estrutural e sistêmico, não se trata do comportamento moralmente condenável de um indivíduo ou outro.
Se as instituições não se transformarem, os casos continuarão ocorrendo.”

Íntegra da Nota da OXFAM:

O assassinato de João Alberto Silveira Freitas, homem negro conhecido como Beto, por dois seguranças da loja Carrefour em Porto Alegre (RS) na noite desta quinta-feira (19/11) – véspera do Dia da Consciência Negra – foi mais um ato bárbaro que nos indigna e exige punição exemplar dos responsáveis.

“A violência que tirou a vida de João Alberto é mais um exemplo do racismo estrutural que a população negra brasileira enfrenta todos os dias no país”, afirma Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil.

A resposta do Carrefour indicando que vai demitir funcionários e cortar contratos não é uma resposta que busca uma transformação antirracista da instituição Carrefour.
O racismo é estrutural e sistêmico, não se trata do comportamento moralmente condenável de um indivíduo ou outro.
Se as instituições não se transformarem, os casos continuarão ocorrendo.

No Brasil, 56,1% dos 210 milhões de habitantes se declaram pretos ou pardos, segundo o IBGE, e são vítimas de um racismo diário que mata, exclui e condena à pobreza e violência.

Na última década, a taxa de homicídios em geral contra negros cresceu 11,5%, enquanto a da minoria branca caiu 12,9%, segundo o Atlas da Violência divulgado em 2020.

A Oxfam Brasil se solidariza com a família de João Alberto e exige que as autoridades e o Carrefour tomem as medidas necessárias para que isso nunca mais se repita.

https://www.oxfam.org.br/noticias/nota-da-oxfam-brasil-sobre-o-assassinato-de-joao-alberto-em-uma-loja-do-carrefour-em-porto-alegre

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Zé Maria

20 de novembro de 2020 às 20h28

Não é aceitável que um Grupo Empresarial permita um
Crime Hediondo, como esse, dentro do Estabelecimento.

Enquanto os Sócios Administradores dessas Empresas
não sentirem ‘na pele’ uma Punição Rigorosa Exemplar, pela
Negligência ao Racismo e Brutalidade de seus Funcionários,
esses Homicídios Dolosos contra Pessoas Negras não param.
Se um Racista é Preso, ‘não dá nada’, contratam tantos outros.

Os Projetos de Lei nº 27/1999 (*) e 4842/2001 (Apensado)**,
de Autoria do então Deputado Federal, hoje Senador,
Paulo Rocha (PT=PA) e do Deputado Luiz Alberto (PT=BA),
respectivamente, tramitam na Câmara Federal, para
“acrescentar Artigo à Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989,
instituindo a responsabilidade penal de pessoas jurídicas
cujos funcionários realizem práticas de racismo”.
Referidos Projetos estão parados na CCP, desde 24/08/2015,
aguardando pedido de desarquivamento (RICD, art. 105).

*(https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=14952)
**(https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=29398)

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