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Wladimir Pomar: Mr. Obama não se mostrou disposto a pagar nem um cafezinho


21/03/2011 - 11h31

Rio de janeiro,21/03/2001
SOBRE A VISITA DE MR. OBAMA

por Wladimir Pomar

Mr. Obama aterrisou no Brasil cheio de simpatia. Afinal, boa parte da população brasileira ainda não está informada de que o eleitorado americano foi vítima de um embuste, e a grande imprensa fez tudo a seu alcance para promover a simpatia do casal e o charme de Mrs. Michele.

A grande mídia não mediu esforços para encobrir a grave crise econômica e social que assola aquele grande país, omitir a manutenção da mesma política externa que levou os Estados Unidos ao atoleiro do Afeganistão e do Iraque, e encobrir o apoio do governo norte-americano aos governos ditatoriais da África do Norte e da Arábia.

Em resumo, fez de tudo para dourar a pílula do que deseja realmente Mr. Obama em sua viagem ao Brasil. E tem sido incapaz de mostrar sua afronta ao Brasil, tipo Bush filho, ao ordenar o bombardeamento da Líbia em seu primeiro dia de visita ao governo brasileiro.

Apesar de falar em paz e cooperação, Mr. Obama demonstrou que pratica guerra e imposição. Embora tenha dito ter apreço pela pretensão brasileira de participar do Conselho de Segurança da ONU, não avançou um til sequer na promessa vaga de continuar trabalhando com todos pela reforma daquele órgão multilateral. E não deu qualquer sinal de que afrouxará as barreiras à entrada dos produtos brasileiros no mercado estadonidense.

Em outras palavras, Mr. Obama esbanjou simpatia, tanto a própria quanto a fabricada, mas não se mostrou disposto a pagar nem um cafezinho. Isso não acontece por acaso. Já antes da catástrofe que assola o Japão, os Estados Unidos enfrentavam uma crescente dificuldade para colocar seus bônus do Tesouro, indispensáveis para financiar seus diferentes déficits e para salvar seus bancos da bancarrota.

O Japão interrompera a aquisição daqueles títulos, a China procurava outras formas de aplicar seus excedentes financeiros, os países árabes produtores de petróleo se resguardavam diante dos levantes populares, e até a Grã-Bretanha, fiel aliada dos EUA, se via obrigada a direcionar seus recursos financeiros para pagar a dívida pública. Diante desses movimentos, o FED já se via constrangido a comprar mais de 70% das emissões dos bônus de seu próprio Tesouro.

A tríplice catástrofe que se abateu sobre o povo japonês pressionará o governo do Japão a despejar seus recursos financeiros na reconstrução das regiões destruídas, na adoção de medidas radicais para substituir alimentos e outros bens contaminados pelas radiações nucleares, e na reativação da economia japonesa. Nessas condições, o Japão pode se transformar de grande comprador de bônus do Tesouro americano em vendedor desses bônus no mercado internacional. Combinada aos demais fatores que já afetavam o mercado desses títulos, a situação japonesa pode representar um golpe destruidor sobre o principal mecanismo utilizado pelos Estados Unidos para financiar a continuidade de sua economia.

Nessas condições, será muito difícil ao governo de Mr. Obama tratar adequadamente seus débitos internos e internacionais, manter suas taxas de juros no atual patamar próximo de zero, utilizar eficientemente a desvalorização do dólar como fator de elevação da competitividade de seus produtos e de reativação de sua economia, e resolver a favor dos Democratas a disputa fratricida que estão mantendo com os radicais Republicanos. Na verdade, o We Can de Mr. Obama está se tornando, cada vez mais, em We Cannot. Afinal, não é preciso ser um analista arguto para notar que nenhum de seus compromissos eleitorais foi cumprido.

Para agravar o quadro geral da crise norte-americana, a decisão do governo Obama de estimular seus aliados sauditas e de outros países árabes a intervir no Bahrein e reprimir as manifestações populares dos povos árabes por melhores condições de vida, reformas democráticas e soberania nacional, já representavam medidas perigosas que podiam tornar ainda mais caótica a situação das regiões do Norte da África e da Península Arábica, tanto do ponto de vista político, quanto social e econômica. O que, inevitavelmente, rebaterá desfavoravelmente sobre a crise norte-americana.

A decisão, em conjunto com a França, Inglaterra e Itália, de intervir nos negócios internos da Líbia, com pretextos idênticos aos utilizados no Afeganistão e no Iraque, pode agravar ainda mais, exponencialmente, todos os fatores de instabilidade e caos presentes no cenário mundial e no cenário interno americano, a começar pelo potencial fator de elevação do preço do petróleo, a principal fonte energética da economia dos Estados Unidos.

Mas podemos agregar a tudo isso outros fatores de crise. Os preços das demais commodities minerais e agrícolas devem continuar se elevando. O Japão terá grandes dificuldades para continuar abastecendo o mercado mundial de componentes eletrônicos vitais para o funcionando da economia global altamente informatizada. Haverá uma parada obrigatória, mesmo momentânea, para a revisão dos projetos de energia nuclear, agravando os problemas produtivos em países, como a França, que possuem fortes cadeias industriais voltadas para esse setor.

Talvez por isso, com a França tendo uma forte indústria bélica, o governo Sarkozi tenha se mostrado tão belicista em relação à Líbia. Supõe, como os antigos imperialistas, que a guerra pode ser um instrumento de reativação econômica. Nem se deu conta de que os custos astronômicos dos atuais equipamentos bélicos vão agravar ainda mais a crise financeira da zona do euro. E que os custos de reconstrução das áreas destruídas pesarão consideravelmente, seja sobre os orçamentos já em crise, seja sobre a posição política desses falcões.

Por tudo isso, talvez possamos afirmar que os Estados Unidos, assim como seus aliados europeus, não estão em condições de transformar simpatia em projetos positivos. Para comprovar isso, basta examinar a posição dos Estados Unidos diante da tríplice tragédia japonesa. Eles estão sem qualquer condição de contribuir com qualquer ajuda financeira ou com a abertura de seus mercados. Depois, vão reclamar da China que, segundo muitos analistas, é a única que se acha em condições de oferecer uma ajuda financeira real ao Japão e abrir seu mercado para a recuperação das empresas e da economia japonesa.

O mesmo em relação ao Brasil. Mr. Obama quer maior abertura para os produtos norte-americanos, sem reduzir em nada os entraves à entrada da carne, etanol, sucos, algodão e outros produtos brasileiros no mercado norte-americano. Também não quer equilibrar a balança comercial entre os dois países. Mas Mr. Obama ofereceu financiamentos de um bilhão de dólares, como se estivesse ofertando a maior fortuna do mundo.

A presidenta Dilma poderia ter dito a ele que o Brasil está financiando os Estados Unidos em cerca de 8 bilhões de dólares anuais, que é o saldo dos EUA no comércio com o Brasil. Também poderia ter dito que os chineses, apenas para a exploração do pré-sal, financiaram 10 bilhões de dólares. Talvez não o tenha feito, por educação. E também porque, afinal, mesmo não pagando nem o cafezinho, a simpatia  do casal Obama é inegável.

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67 comentários

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Luiz Lopes

25 de março de 2011 às 22h50

A visita dos obamas serviu para despertar o Pomar. Precisamos receber estímulos para enxergarmos os decadentes americanos como são de verdade.

Responder

Wladimir Pomar: Mr. Obama não se mostrou disposto a pagar nem um cafezinho « Blog do EASON

22 de março de 2011 às 12h01

[…] Reproduzo artigo de Wladimir Pomar publicado no bog Vi O Mundo […]

Responder

Fábio Venâncio

22 de março de 2011 às 06h30

Ele está disposto apenas a tomar o nosso cafézinho ,e de graça!!!!

Responder

    dalva

    22 de março de 2011 às 08h16

    Quanto ao ultimo paragrafo do texto de Pomar: quem sabe Dilma disse a ele, na conversa privada que tiveram durante uma hora e meia. Dá para tomar muitos cafézinhos de graça e ouvir coisas de forma bem clara. Passado o nojo e susto, esta me voltando a confiança em que nossa presidenta soube e saberá agir nos bastidores. Afinal, regras de diplomacia são uma coisa e atitudes bem outra.

joenascimento

22 de março de 2011 às 03h47

O papel do embaixador não é criar boas relações com o país onde está.
É defender o interesse do país que representa.Estas foram as palavras do embaixador americano Melvyn Levitsky quando servia em Brasília.
Que não reste dúvidas quanto aos interesses de Obama,afinal;que outro rincão do mundo vive em paz contínua e relativo crescimento.?
Se não defendermos nossos interesses, ninguém os defenderá!
Chega de submissão!

Responder

Fabio

21 de março de 2011 às 23h18

Bem pelo jeito tanto faz Obama, Bush, João ou José é tudo igual lá é a Democracia faz de contas ou tem alguma diferença?
A impressão que fica é que o povo americano esta paralizado ou tudo isto vai ter consequencia .
Parece que este orgulho de se eleger um negro ou uma mulher só faz parte do show a variação fica na educação do eleito na beleza da esposa ou na inteligencia do candidato.

Responder

Gerson Carneiro

21 de março de 2011 às 22h03

Pessoais… tô abismado. Só agora fiquei sabendo que o Cristo Redentor só quis visitar o Obomba à meia noite. Esse país é uma inversão de valores que Deus me livre. É muita falta de absurdo!

Responder

    Gerson Carneiro

    21 de março de 2011 às 22h05

    Precisava tanto cu doce do Cristo?!!!

Carlos

21 de março de 2011 às 19h55

Este artigo confirma que a política externa de Lula/Amorim/Samuel e Garcia estava inteiramente correta e é a que mais atende aos nossos interesses .
Antes, em governos anteriores, nós brasileiros, ficávamos a esperar que o tio sam viesse nos dar comidinha no bico, dentro do nosso próprio ninho. Aliança para o progresso, alimentos para a paz, planos marshall, dinheiro à vontade para comprar equipamentos americanos ? Isto não existe mais. Os caras estão preocupadíssimos em salvar o seu próprio pêlo. O mar não está p'ra peixe, para eles.

Responder

Luana

21 de março de 2011 às 19h30

E não para entender se não for por interesses comerciais está postura pró-EU da mídia. O cara veio visivelmente para aumentar o déficit da balança comercial favorável a ele e rendem loas. É demais essa louvação,neh?

Responder

Luana

21 de março de 2011 às 19h28

Vendo o texto com mais detalhe, dá para, economicamente, compreender as razões da Alemanha de não ter embarcado nesta. Afinal é o Banco alemão o mantenedor do euro. A Rússia que também continua reestruturando sua economia não quis saber de embarcar nessa.

Responder

malu

21 de março de 2011 às 18h44

Nem prestei atenção na passagem da família Obama. Sempre achei que essa visita não traria nem tiraria nada. Pelo menos, eles foram ao Cristo Redentor, de onde se vislumbra a mais bela paisagem que eu já vi. Provavelmente, um dia voltarão como turistas.

Responder

Bonifa

21 de março de 2011 às 18h36

Após visita de Obama, Brasil pede cessar de ataques contra Líbia

Horas depois de o presidente americano, Barack Obama, se despedir do Brasil, o governo de Dilma Rousseff está para divulgar, via Itamaraty, uma nota pedindo o cessar dos ataques contra a Líbia.
Na nota, o governo vai argumentar que, conforme já previra na votação do Conselho de Segurança da ONU, a intervenção militar do Ocidente está tendo um efeito contrário ao que foi alegado: em vez de proteger os civis líbios, passou a ser instrumento para atingi-los e também matá-los.
http://www.jornalfloripa.com.br/Mundo/index.php?p

Responder

Helen

21 de março de 2011 às 18h33

Obama veio aqui fazer campanha pra se reeleger. Fez toda a cena, discurso, visita ao Cristo Redentor, Favela e tudo mais.

Brincadeiras à parte, eu apoiarei Dilma até o último dia de seu governo e votarei nela novamente em 2014. Não havia melhor representante para o Brasil do que Dilma. Mulher forte, convicta, leal e comprometida com os programas sociais que Lula fez.

E foi maravilhoso vê-la como anfitriã com total desenvoltura e confiança. Se depender de mim, os demo-tucanos jamais voltarão ao poder.

DILMA ARRASOU.
http://charges-tirinhas.blogspot.com/

Responder

Luiz Reis

21 de março de 2011 às 18h32

Ah, acho que estou ficando velho… não tenho mais a menor paciência com Obama e suas falsas afirnações de paz e prosperidade. Creio que preferiria ver o Bush e sua cara de imbecil, suas gafes… no final é tudo igual!!! E a Dilma… bom se eu disser que ela parece o FHC de saia vou tomar pancada aqui, então… já disse!!! Frustração tem limite, o meu já deu. Quando Obama foi eleito, com todo aqule contato com o Lula, cheguei a ter esperança, agora temos Obama/Bush e Dilma/FHC, fazer o quê? Dizer que não é verdade, reclamar que não estamos tendo paciência com eles? Até quando? Quanto tempo é preciso? Em quanto tempo devemos admitir que nossos líderes não olhem para os mais desfavorecidos? Porque achamos normal dar dinheiro para bancos, para construtoras, empreiteiras (Copa e Olimpíada, vejam que as denúncias começaram e até agora ninguém no governo desmentiu de modo assertivo) e aplaudir corte em serviços essenciais? Não vou utilizar aquela palavra que os canalhas da elite utilizaram, mas ENOJEI!

Responder

    beattrice

    21 de março de 2011 às 23h07

    O discurso de que o governo apenas começou não serve.
    Ou bem o governo começou há 8 anos atrás e este É um governo de continuidade do governo LULA
    ou o governo começou há tres meses atrás e É um governo de ruptura com o governo LULA.
    As pessoas que não aceitam a disputa do governo e as críticas pertinentes precisam decidir.

Manolo

21 de março de 2011 às 17h15

Santo Cristo… Obama é filho de Harvard… Pensa e fala como um Harvardiano… Ele só não tem a cor do Harvardiano típico… O que vocês esperavam?

Responder

    Maria Dirce

    22 de março de 2011 às 02h34

    Luis reis
    Eu tb enojei!! joguei meu voto no lixo.Depois desse vexame para mim foi crucial,como aquela música do vandré-Quem sabe faz a hora não espera acontecer!!!!Lula-Amorim saudades de vcs!!

Francisco

21 de março de 2011 às 17h06

Maravilhoso!!! Perfeito!!! O melhor artigo que lí esse ano, com conteúdo e bem escrito!

Eu, particularmente, só tenho uma preocupação quanto ao Brasil: vamos acelerar esse negócio desses submarinos nucleares e desses aviões. Começou a vigorar essa semana a aliança militar da UNASUL (Dilma lembrou Obama sutilmente deste detalhe), vamos coordenar esse esquema aí pessoal! Acelerar porque o mar não está para peixe! Qualquer ameba enxerga, a França cresceu para cima da Líbia para desovar estoque e nesse contexto, fazer gestões diplomáticas de paz entre EEUU e Irã já vira "aliança com o Irã". Para eles é fácil justificar QUALQUER coisa. Ainda mais mais quando o "justificador" atua entre nós via concessão pública de TV…

Responder

    Romeu

    21 de março de 2011 às 21h08

    Chico! Só para dar um trailer, passaram a mão na bunda dos nossos Ministros antes de entrar na cerimônia.

Roberto

21 de março de 2011 às 16h50

Bla bla bla… Os Estados Unidos sempre fizeram o que quizeram, e vao continuar assim. O governo brasileiro eh que precisa parar de alimentar a corrupcao estatal, e usar os recursos proprios de maneira constrituva. Chega de choradeira em relacao aos EUA.
Coloco ainda para voce duas perguntas:
1 – Porque voce acha que o Brasil merece assento no conselho de seguranca da ONU? A diplomacia brasileira eh incompetente, acha que cultiva uma posicao soberana quando apenas fica "em cima do muro" ou quando apoia o aliado errado chutando no proprio pe.
2 – Voce acha que devemos so ficar olhando enquanto o ditador libio poe o exercito contra sua propria populacao?

Responder

    Jorge Nunes

    21 de março de 2011 às 17h14

    Só o ataque da aliança liderado pelos EUA matou muito mais civis que as forças líbias.

    Bonifa

    21 de março de 2011 às 18h53

    E sobre as grandes manifestações populares que começaram no Marrocos, porquê as "imprensas" não falam nada? Dez mil pessoas gritando pacíficamente em Casablanca e quatro mil em Riad não é coisa de se ignorar solenemente. Ou é preventivo, para ninguém tomar conhecimento no caso de que o magnânimo Rei Mohamed VI seja obrigado a passar fogo na canalha rebelde que pede democracia? Com estas manifestações, está claro que os "terroristas democráticos" não caíram na conversa de "revolução pacífica" magnânimamente oferecida à escumalha por Mohamed VI.
    http://www.lemonde.fr/afrique/article/2011/03/20/

Lina de Oliveira

21 de março de 2011 às 16h03

e a China anda pagando um cafézinho?

Responder

    Wilson

    21 de março de 2011 às 19h04

    A China tá pagando um cafezal inteiro. Vide o saldo da balança comercial dos dois países e os bilhões que China está investindo no Brasil.

Silvanio

21 de março de 2011 às 16h01

magistral análise!

Responder

botelho

21 de março de 2011 às 15h44

O que vocês esperavam do Obama? Todo presidente americano é um fantoche. O último que se atreveu a roer as cordas foi Kenedy, e hoje está comendo grama pela raiz. Presidente americano serve para resolver futricas, quem manda é o mercado, é a indústria. Brasil no conselho permanente de segurança? com direito a veto? faz me rir. Imaginem o Brasil vetando uma guerra e deixando milhares de militares americanos coçando o saco em seus porta-aviões e submarinos nucleares. A indústria bélica americana é o quarto PIB do mundo. O Obama não tem força nem para tirar o subsidio do etanol por causa de meia dúzia de gatos pingados que o produzem do milho. As discussões sobre o que ele deveria ter dito ou feito é chover no molhado.

Responder

    José Vitor

    21 de março de 2011 às 17h46

    Assino embaixo, com apenas um senão:

    O último que se atreveu a roer as cordas foi Kenedy, e hoje está comendo grama pela raiz.

    Kennedy foi um presidente americano típico. Só foi mitificado por causa da maneira como morreu. Só pra lembrar, o envolvimento americano no Vietnã começou com ele (ou então, aumentou bastante com ele).

    beattrice

    21 de março de 2011 às 23h09

    E o episódio de CUBA também.

    Maria Dirce

    22 de março de 2011 às 02h37

    Perfeito!!!!kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk essa dos americanos coçando o saco no porta aviões foi hilária, parece aqueles filmes de comédia

CarlosAugustoPereira

21 de março de 2011 às 15h42

De Pernambuco observo o que se passa. Crise energética, busca do crescente mercado consumidor brasileiro para seus produtos e o interesse de manter a América Latina como seu quintal, fazem com que Obama, não apenas o presidente dos EUA, mas, o mais destacado lobista para a defesa dos interesses das grandes corporações americanas programe essa viagem.

Aparecer bem na foto perante o mundo é outro fator. Valadimir Pomar nos ajuda a compreender os reais interesses da visita. O mais lamentável foi ver a cobertura "jornalistica" dos canais abertos de TV. Submissa, subjulgada. Nessa manhã, um ato falho, no canal de maior audiência a apresentadora Ana Maria Braga anuncia: …Vamos falar sobre a visita do nosso presidente…" , e por aí vai. Nosso presidente? Na busca frenética de favorecer os interesses americanos que procura atrair a simpatia de toda a população para a pauta americana e isso é o que preocupa. Abaixando demais aparece o fundo das calças. Deu pra ver. Nosso presidente?

Insatisfeito de ter a mídia ao seu lado, Obama queria falar diretamente ao povo, em praça pública. e entre outros absurdos: Realizou revista em ministros em evento oficial e determinou ataque à Líbia. O império não abre mão. Todo apoio aos manifestantes da Cinelândia, aos ministros que se recusaram a serem revistados e ao ex-presidente Lula que não compareceu ao evento com ex-presidentes. Que o Brasil continue se afirmando como nação autônoma, independente e que defenda firmemente os interesses do nosso (brasilieiro) povo. Todo apoio à presidenta Dilma.

Responder

    Bonifa

    21 de março de 2011 às 19h04

    Ana Maria falou mesmo por inocencia, foi sem querer, mas era assim que o Lacerda falava, abertamente e com convicção: "nosso presidente". Já o FHC só falava assim para os íntimos.

    adrecal

    21 de março de 2011 às 22h36

    Bonifa, Ana Maria é mais uma da globo e obama (minúsculo mesmo!), é o presidente deles. Não é o meu, nem o seu, nem de brasileiros que não se deixam enganar por espetáculos, enquanto o próprio país dele, está numa crise grande.
    O sujeito vem aqui falar em paz, e logo em seguida ordena um ataque à Líbia, onde morrerão centenas, talvez milhares de crianças e civis inocentes..!
    O que tenho a dizer é : obama, globo,estadão,veja,folha,revista época e todos os que festejaram a chegada desse representante imperialista, danem-se…!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

O_Brasileiro

21 de março de 2011 às 15h21

E enquanto isso, Israel vai ampliando, na surdina, as colônias israelenses nas terras dos palestinos…

Responder

    José Vitor

    21 de março de 2011 às 17h47

    Na surdina ?

Fabiano Araujo

21 de março de 2011 às 15h15

A sra. Dilma e o sr. Patriota tem cometido alguns erros na condução da política externa:
1) o povo diz: "quem cala consente". Ao se abster de votar, no Conselho de Segurança da ONU, a resolução que "legalizou" a agressão ocidental contra a Líbia, o Brasil, objetivamente, apoiou o ataque, tal como China e Rússia fizeram. Aliás, estes dois países se comportaram de forma covarde, pois, apesar de terem força para não se submeter aos desejos do Ocidente, preferiram a submissão.
2) O Brasil deveria avaliar se deve bajular os EUA para obter um assento permanente no CS da ONU (organização cada vez mais desmoralizada e que parece seguir o mesmo destino vergonhoso da antiga Liga das Nações), ou se deve fortalecer as organizações regionais como Mercosul, Unasul e Alba.
Certo foi o comportamento do ex-Presidente Lula que se recusou acomparecer ao almoço no Itamarati em homenagem ao sr. Obama, pois este estimulou o Brasil e a Turquia a buscarem um acordo com o Irã e quando isto foi conseguido, cinicamente negou.

Responder

    Ismar Curi

    21 de março de 2011 às 18h48

    Sabe porque o Lula declinou do convite? Oras, porque ele significa todos os presidentes e ex-presidentes ali presentes juntos. Sim todos juntos, explico. A Era Lula começou na verdade antes do PT, poder-se-ía situá-la nas famosas greves do ABC que imprimiram o golpe de misericódia da Ditadura Militar. Quem se lembra do Sindicato Solidariedade que teria dado um mesmo golpe só que com o punho direito. Então dali até a 1ª Eleição Democrática quem galvanizou a liderança nacional de oposição com o do Saco Roxo. O Sarney a gente não conta como democrático, foi transição, mas ali Lula já era uma liderança nacional. Depois teve todas as outras eleições e então vieram os 8 anos de…de certa forma poderíamos dizer coroamento de uma era toda A Era Lula, e que continua com a 1ª mulher eleita, guerrilheira e de esquerda. Alguém acha isso pouco? Aí eu pergunto: porque ele iria dar o gostinho de se apresentar aos seus epígonos como meramente um igual?

    beattrice

    21 de março de 2011 às 23h12

    LULA, o único estadista de fato que estaria presente, não envergonhou nem ao país nem a si próprio, ao contrário, resguardou-se de uma pantomima vergonhosa para a nação.

Eudes H. Travassos

21 de março de 2011 às 15h12

Companheiro Wlademir Pomar, como sempre, preciso e de fiona ironia.

Responder

Fabiano Araujo

21 de março de 2011 às 15h01

O sr. Obama, ao contrário do que o sr. Pomar afirma, não se mostrou nada simpático, pois, cometeu duas ofensas contra o governo brasileiro e a sra. Dilma Rousseff permitiu que tal coisa acontecesse sem reagir ( gentileza tem limite diante de grosserias). Tais ofensas foram: 1) Mesmo sabedor de que o Brasil se absteve de apoiar a decisão tomada pelo Conselho de Segurança da ONU (organização cada vez mais desmoralizada por sua subserviência aos interesses ocidentais ) de agredir a Líbia, o sr. Obama deu seu OK ao ataque contra esse país em território brasileiro; 2) os agentes de segurança dos EUA, derespeitando acordo feito com a Casa Branca, insistiram em revistar ministros do governo brasileiro tais como Fernando Pimentel e Aloísio Mercadante

Responder

Henrique

21 de março de 2011 às 14h14

Que tal a visita do fantoche? Que tal o fantoche exigir que policiais americanos revistassem autoridades brasileiras? Que tal o fantoche, no seu papel, mas dentro do Brasil, fingir que autorizava o ataque à Líbia? Que tal a cara do fantoche que em nenhum momento conseguiu dissipar a sua imagem angustiada de fantoche? Que tal o esforço do fantoche querer parecer "chefe de estado"? O que conversar com um fantoche?

Eis aí o grande Barak "marionete" Obama … a seu dispor!

Dilma na politica interna até agora tudo bem!
Dilma na política externa, tô começando a ficar "cabrero"!
De onde saiu esse tal de "Patriota" para substituir o grande Celso Amorin?
Quem está falando nos ouvidos da Dilma sobre política externa?

Lula mais uma vez acertou no alvo: "- Não vou nesse almoço!"
Grande Lula, pelo menos você lavou a alma de muitos brasileiros.

Responder

    Bonifa

    21 de março de 2011 às 19h08

    Acho que amordaçaram e amarraram o Patriota na cadeira e vão soltar a nota do Brasil condenando o ataque à Líbia.

    beattrice

    21 de março de 2011 às 23h13

    Aliás, soltaram.
    Uma notinha pífia, do tamanho da ABSTENÇÃO do senhor Tony Patriota no CS.

Luana

21 de março de 2011 às 14h05

Ele não ofereceu nada e nem vai oferecer. Há décadas que o Brasil briga por isso na OMC. Briga não somente o Brasil, mas a Índia, também. E, qual não é a minha surpresa, o MinC assinala abrir para eles o que eles sempre quiseram e Brasil não leva nada. Se isso realmente acontecer, estaríamos vivendo 1989, a era que Collor não abriu, mas arreganhou a economia brasileira para os americanos. E querem nos dizer que nossos problemas comerciais se resumem à China? Ora, me sirva uma garapa, viu?

Responder

Jotaroberto

21 de março de 2011 às 13h56

Como um Office Boy de luxo, entregou seu "pacotinho" e sai de fininho pro Chile.

Responder

Magda M Magalhães

21 de março de 2011 às 13h51

Wladmir Pomar me lembrou a minha tia. Na época das vacas magras no Brasil, ficava tiririca quando o Planalto oferecia um banquete aos chefes de governo visitantes. Dizia para oferecer cafezinho com pão de queijo e olhe lá, seria melhor e mais barato cafezinho com língua. rs

Responder

Gustavo Pamplona

21 de março de 2011 às 13h41

Este comentário é dedicado especialmente ao "Franco Atirador"

[Manifestantes presos em protesto contra Obama no Rio são soltos]
http://g1.globo.com/obama-no-brasil/noticia/2011/

O que foi que eu tinha dito para você, meu amigo… tinha dito que na segunda eles seriam soltos, que era para você relaxar e que tudo era "jogo de cena"

Às vezes sou um sacana por aqui e sei que escrevo cada bobagem mas em hipótese alguma eu minto e sempre mostro a realidade… pena que alguns de vocês não sabem aceitá-la muito bem.

Já que sofro de "realitite", um disturbio psicótico que me obriga eu a dizer somente a verdade. (hahahahhaa)

Responder

João

21 de março de 2011 às 13h25

Lendo a matéria veio-me a mente Scarlet O'Hara, em "E o vento levou".
Sulistas quebrados após a Guerra Civil Americana tinham apenas orgulho (porque as plantações de algodão tinham sido devastadas pela guerra). Fazendas enormes, como "Tara" (nome da fazenda da família O'Hara") existiam, mas estavam como "terra arrasada". Apesar disto, Scarlet não perdeu seu orgulho, e Hollywood a fez reerguer a altivez e situação financeira da família.
Será Obama a Scarlet da atualidade, e os EEUU os O'Hara quebrados que, apesar dos fatos, não perdem o orgulho e imponência???

Responder

P A U L O P.

21 de março de 2011 às 13h24

O quue BABACK'OBAMA não disse –

'O Secretário do Tesouro, Geithner, pediu ao Congresso para aumentar o limite de endividamento e aumenta-lo até 14.300 milhões de Dólares (nada mais, nada menos…), mas os Republicanos recusaram.

Caso não haja um acordo entre o final de Março, a potência mundial entrará, de facto, em falência.'

Responder

    Adalcindo Fortews

    21 de março de 2011 às 18h04

    Mas, ai eu pergunto? E estes bilhões de Dólares em papel que o os EUA tá devendo pra China, Japão e Brasil. Como vão ficar. Será que veremos uma nova moeda chamada Marco Alemão no final da Guerra contra a Alemanha?
    E agora o Japão precisando de dinheiro pra se reconstruir e com um "mico " na mão. Papel do tesouro americano. Pomar explica pra nós ai, esta encrenca!

Julio Silveira

21 de março de 2011 às 13h02

As vezes sou tentado a fazer comparações da psciologia dos atos dos homens de "alto nivel" com atos e ações de simples criminosos. Mesmo que não o fizesse de forma preventiva, a disposição para ver sob esta ótica me força os sentidos. Essa situação que é descrita no texto por exemplo. Me lembra a fase de aliciamento de um malfeitor na ansia de angariar a simpatia de sua vitima. Associo perfeitamente com a imaem de um pedofilo, enganbelando sua fragil vitima inocente para praticar o malfeito. É bem verdade, em nossa politica não tem inocência, mas não posso deixar de reconhecer que a mediocridade nela reinante, se comparada ao maquiavelismo americano,até pela forma como nossos representantes tietes os acompanham, me levam a compará-los a portadores de deficiencia mental e como tal vitimas perfeitas apesar de toda conversa em contrário, para meu desespero de cidadão.

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    Maria Dirce

    22 de março de 2011 às 02h44

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk portadores de deficiencia mental, tb achei como vi o cabral no galeão despedindo de Obama, observei bem, qdo subiram o ultimo degrau vazaram depressa pra dentro do avião, deveriam estar dando muitas risadas do que fizeram aqui e foram aplaudidos de pé no teatro do Rj. foi a maior comédia de todos os tempos e Obama espertão soltou elogios pro Brasil pq não tinha o que falar!!!! macaquitos são macaquitos!!!!!

    Caracol

    22 de março de 2011 às 07h24

    Julio, otário não é vítima, otário é cúmplice.

beattrice

21 de março de 2011 às 12h38

Uma análise no PAGINA 12 de hoje mostra o quanto esta pantomima ficou clara para quem quer ver: http://www.pagina12.com.ar/diario/elmundo/subnota

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Dinha

21 de março de 2011 às 12h36

Wladimir Pomar de forma inteligente conseguiu ir além do sorrizinho do casal Obama.

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    mariazinha

    21 de março de 2011 às 19h44

    Muito bem! VC, com uma frase, disse tudo!
    Vale a pena ler essas suculentas, inacreditaveis palavras de Pomar.
    Só numa coisa discordo: pelos blogs progresssista dá para perceber que, boa parte da população já percebe as mentiras e mutretas desse Império decadente; mas ainda guloso. Notei que, a maioria dos que foram escutar Obama no Teatro, são pessoas já manjadíssimas: entreguistas, sionistas, borrabotas, deslumbrados da grobo, sempre adoraram o Império depredador, mentiroso e despótico e ainda tiveram que aguentar o elogio ao LULA e à DILMA. AHAHAHAHA. Qdo. as massas souberam que o tal ia discursar na Cinelância, lugar sagrado para brasileiros, elas gritaram, tão alto, que trataram de mudar os planos. ahahahaha
    Acho que podemos dizer que o povo brasileiro agiu como LULA, CORAJ OSAMENTE e conscientemente: "…..aqui, não, violão…."ahahahaha
    Da série: o que VC não verá na grobo.
    PARABÉNS AO POVO BRASILEIRO!

Ana

21 de março de 2011 às 12h17

Coloco aqui o link de um editorial do jornal argentino Página 12. Achei interessante a leitura que se fez de fora dos motivos da visita de Mr. Obama. Está em espanhol, mas dá para entender… o foco é na verdade a Amazonia.
Abraços!
http://www.pagina12.com.ar/diario/elmundo/subnota

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    Nascimento

    21 de março de 2011 às 17h45

    Piór, é saber que os céus dessa mesma amazônia são protegidos pelos "poderosos" Phantoms F5… Cadê os Rafales? Cadê a transferência de técnologia?

    beattrice

    21 de março de 2011 às 23h16

    Com a palavra Tony Patriota e John Bin.
    SAUDADES DO LULA!

beattrice

21 de março de 2011 às 12h14

A afronta em ordenar o bombardeio da Líbia, país com o qual o Brasil mantém relações diplomáticas regulares, de dentro do palácio do Planalto, é inesquecível e imperdoável.
Porém mais imperdoável é a omissão e a pasmaceira calculada do governo brasileiro, que se desalinhou de tudo o que foi construido durante o governo LULA sob a batuta do trio AMORIM-GARCIA-GUIMARÃES.
Falando nisso, o Ministro Marco Aurélio não foi visto no dia dos "sapatinhos", deve ter declinado do convite p/ almoço, se é que o recebeu.

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ZePovinho

21 de março de 2011 às 12h07

Os maiores bancos dos Estados Unidos (leia-se, os vetores corporativos do colapso econômico mundial de 2007/2008) ficaram ainda maiores desde a crise financeira e o número de instituições "grandes demais para quebrar" vai crescer 40% nos próximos 15 anos. ( "Bloomberg/Valor)
(Carta Maior; 2º feira, 21/03/2011)

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Vinicius Garcia

21 de março de 2011 às 12h05

É a filosofia daquele que perdeu o dinheiro, mas não perdeu a pose.
Buscando esconder que veio pedir, oferecendo parte do que ganha conosco.
Ou imagina que nós somos desinformados, ou inocentes…

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Jorge

21 de março de 2011 às 11h58

E para piorar, parece que Mr. Obama entrou na era do escambo: quer dar navios a nossa marinha em troca de petróleo. Rapaz, esse negócio tá ficando louco. URGE nos afastarmos urgentemente da economia americana!

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mello

21 de março de 2011 às 11h58

O obama veio, a mando das grandes corporações de seu país , fazer lobby para os aviões, o petróleo e os serviços relacionados com a Copa e as Olimpíadas. Não cedeu nada, nem um mílímetro.
Ainda bem que o Presidente Lula não participou da pantomima.

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Russo Salvatore

21 de março de 2011 às 11h57

Está me parecendo que o Vi o Mundo está sendo editado nestes últimos dias pelo Reynaldo de Azevedo.

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    P A U L O P.

    21 de março de 2011 às 14h01

    Caro Russo,

    parece que as baboseiras do Reinaldinho Cabeção empredaram seus miolos.

    Marcos C. Campos

    21 de março de 2011 às 14h39

    Não sei de onde tirou isto. O Azenha está a anos-luz do "Tio Rei".


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