VIOMUNDO

Diário da Resistência


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Vladimir Safatle: Dois demônios


12/01/2011 - 14h01

por Vladimir Safatle, na Folha de S. Paulo, via Guerrilheiro do Entardecer

O atual ministro da Defesa, Nelson Jobim, presta um desserviço ao país com suas declarações sobre a Comissão da Verdade. Ao afirmar que a comissão deveria apurar também as ações de grupos de luta armada contra a ditadura, o ministro reforça a ideia de que a violência de um Estado ditatorial contra a população e a violência de cidadãos contra tal Estado são equivalentes.

Tal colocação vem coroar uma semana na qual ouvimos o ministro de Segurança Institucional dizer que não é motivo de vergonha o desaparecimento de presos políticos.

Afirmações dessa natureza baseiam-se na chamada “teoria dos dois demônios”: malabarismo retórico de quem acredita que “excessos” foram cometidos dos dois lados e que, por isso, melhor seria deixar o passado no passado.

Tal sofisma foi rechaçado por todos os países. Não por outra razão, o Brasil é mundialmente citado como exemplo negativo no que diz respeito ao dever de memória e ao trato dos direitos humanos.

Um dos fundamentos da democracia ocidental consiste no direito de resistência. Em última instância, ele afirma que toda ação contra um Estado ilegal é uma ação legal.

O filósofo liberal John Locke lembrava que assassinar o tirano não era crime, pois homens livres não se submetem a grupos que tomam o poder pela força e impõem um regime de exceção e medo.

Foi baseado nesse conceito que, por exemplo, os resistentes franceses não foram considerados criminosos, mesmo tendo perpetrado sabotagens e ações violentas contra outros franceses, colaboradores do nazismo. O problema é que há pessoas no Brasil que estão aquém até mesmo de um conceito liberal de democracia.

Por outro lado, com suas afirmações, o ministro da Defesa esconde tacitamente o fato de que os integrantes da luta armada envolvidos nos chamados “crimes de sangue” já foram julgados. Eles não foram beneficiados pela Lei da Anistia, de 1979. Por isso continuaram na prisão mesmo após essa data, fato que o pensamento conservador nacional faz de tudo para acobertar.

Ou seja, os únicos anistiados foram os responsáveis por terrorismo de Estado.

Por fim, vale lembrar que, contrariamente a outros países sul-americanos, não existiam grupos de luta armada no Brasil antes da ditadura militar. Eles foram o resultado direto do fechamento das vias políticas de transformação.

Por isso, aos que se contentam em repetir chavões como “temos que construir o futuro, o importante é isso” devemos lembrar que país nenhum construiu o seu futuro sem acertar contas com os crimes do passado.

A exigência de justiça é como a razão, segundo Freud: ela pode falar baixo, mas nunca se cala.

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32 comentários

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Sobre Sheherazades, Batmans e demônios | Blog da Boitempo

20 de fevereiro de 2014 às 12h49

[…] a Argentina, tal concepção representa um “malabarismo retórico” (Vladimir Safatle, “Dois demônios”) de quem crê que esquerdae direita cometeram “excessos” e que, por isso, deixar as coisas no […]

Responder

A democracia da ordem « Eduardo Mornard

18 de janeiro de 2011 às 00h23

[…] dos militares do regime ditatorial. Em relação a isso não acho necessário muito aprofundamento, há um ótimo artigo do professor Vladimir Safatle sobre o assunto. O que me interessa aqui é a mentalidade conservadora que guia tanto esse pensamento quando a […]

Responder

Cético de Plantão

13 de janeiro de 2011 às 20h17

Esse Wladimir Safatle é hilário. Escreveu na FSP em 4/12/2010 o seguinte:

"No Brasil, vimos a candidatura de Marina Silva impor-se como terceira via na política. Ela foi capaz de pegar um partido composto por personalidades do calibre de Zequinha Sarney e fazer acreditar que, com eles, um novo modo de fazer política está em vias de aparecer. "

Ele só não explica como classificar, então, quem apoiava e era apoiado pelo pai do Zequinha, José sarney, e pela irmã, Roseana. E diz que é filósofo… se é com esse grau de acuidade que ele enalisa as questões filosóficas, imagino a produção do sujeito.

Responder

Vladimir Safatle: Dois demônios « Blog do EASON

13 de janeiro de 2011 às 19h02

[…] Publicado no Vi O Mundo de Luiz Carlos Azenha […]

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Sagarana

13 de janeiro de 2011 às 15h27

Assassinar o tirano não é crime, concordo. Assassinar o tirano para substituí-lo por outro tirano é crime.

Responder

    Marcio M.

    13 de janeiro de 2011 às 15h34

    E assassinar ou mutilar civis inocentes através de atentados em locais publicos também é.

    Sagarana

    13 de janeiro de 2011 às 16h34

    Sem dúvida É. Indenpendente de ideologia.

    edv

    13 de janeiro de 2011 às 17h42

    Sim, especificando os atentados e comprovando os autores, que serão terroristas.
    Como no frustrado e comprovado atentado do Rio Centro.

    Cético de Plantão

    13 de janeiro de 2011 às 20h01

    Que tal o atentado no aeroporto de Guarapes (25/5/66), e a bomba na avenida paulista que arrancou a perna de um transeunte, Orlando Lovechio Filho (20/3/68)? Os autores são conhecidos, vá estudar um pouco.

    edv

    14 de janeiro de 2011 às 15h45

    Eu nem preciso estudar pois já acompanhava estes eventos ao vivo. Não sei se vc também ou apenas "aprendeu", ou tenha talvez pesquisado no Google, já que traz até datas e eu não me lembraria nem dos anos… Mas já referi-me a eles em diversos outros comentários.
    Portanto, mero prejulgamento barato o seu. Pior, equivocado…
    Vamos falar de coisas que vc talvez não saiba, ou não possa deduzir…
    O de Guararapes foi um atentado atribuido a uma organização fundada por um tal de Jose Serra, aquele mesmo que, sendo de "esquerda", foi estudar nos EEUU.
    "Visava" Costa e Silva e sua comitiva, que mudaram o programa de viagem. Morreram um militar e um secretário. Já o da Paulista "visava" o consulado americano…
    Ambos foram investigados por quem? Com que provas? Sob que torturas? Raciocine algo…
    Como saber na escuridão da falta de instituições quem fez o que ou simulou o que o outro fez?
    Já o do Rio Centro, foi o que chamamos de "crime em flagrante"…Não precisou de investigação (mas teve o teatro) para saber a autoria ("acidente de trabalho")….
    O que eu posso dizer, como vivente de toda esta fase, é que, diferentemente do que o PIG da mediocrelite quer vender aos desavisados (vc?), "terrorismo" nao foi, NEM de longe, uma característica eminente da resistência à ditadura. Pode até ter havido (sempre trazem estes 2 exemplos, ambos obscuros, que somam 2 mortos, um militar e um político, e um infeliz mutilado), mas nunca falam do Rio Centro, este sim um ato terrorista (de direita e de "estado"), cristalino e pego no flagra! Portanto, ainda que verdade, está longe de se constituir um contrapeso ao realizado pelo "lado direito" desta história nefasta à nação.
    Sobre mim e sobre "ir estudar", esclareço 2 coisas: a) Nunca fui comunista; b) Estudarei até morrer, pois gosto e é útil para tentar encher cabecinhas vazias, fúteis e preconceituosas por aí.

    dukrai

    13 de janeiro de 2011 às 21h46

    jênio, a superação de Locke

Jose Paulo Remor

13 de janeiro de 2011 às 09h52

Legal o texto. Muito bem escrito. Esse perfil militar de achar que estado é controlador de tudo e quem se opõe tem que pagar na medida que eles decidem é errado. Muitos desses militares hoje andam em partido com D de democrata na sigla. Não sei como conseguem associar democracia com governo militar. E o pior é que estão contagiando cidadãos de bem com esse papo de regulação (e não estou falando da ley de medios que acho necessária também).

Responder

Rodrigo Leme

13 de janeiro de 2011 às 09h35

"Ao afirmar que a comissão deveria apurar também as ações de grupos de luta armada contra a ditadura, o ministro reforça a ideia de que a violência de um Estado ditatorial contra a população e a violência de cidadãos contra tal Estado são equivalentes."

Não, não afirma que são equivalentes. A apuração inclusive leva em conta pesos e medidas de cada crime, incluindo contexto, punições já aplicadas (incluindo aquelas pelo próprio regime de exceção), mas nunca deixar em aberto tais casos.

E a violência destes cidadãos não se restringiu ao Estado ditatorial, mas sim também a civis, que têm famílias que merecem satisfação e justiça. Tratar todos esses crimes como se tivessem sido apenas crimes contra figuras do exército, em situação de guerra, é esconder a verdade.

Responder

    edv

    13 de janeiro de 2011 às 13h24

    Civis, assim tipo Sergio Fleury? ou do CCC?
    Não entendi, poderia explicar ou especificar melhor?
    Outra coisa, "regime de exceção" (parecido com "ditabranda) é igual a "caixa 2": vale tudo!

    edv

    13 de janeiro de 2011 às 17h54

    Pontuar-me negativamente é tolice, pois se quisesse ganhar pontos, estaria registrado, né?
    O importante é argumentar, esclarecer, enriquecer o debate e o conhecimento. Vamos lá:
    Desde de que, farsescamente, caracterizaram Dilma como "terrorista", parece que os piguinhos amestrados, principalmente os mais novos, que não conhecem bem a história, passaram a acreditar que a luta contra a ditadura foi permeada de "terrorismo"!
    O que mais houve foi alguma simulação de direita para acusar a esquerda (bancas, Rio Centro, etc.).
    Interessantemente houve um atentado em Recife (2 mortos), atribuido à organização a que pertencia a um certo José Serra…
    Mas quem viveu sabe que sequer luta armada significativa houve (Araguaia?). Sem chance…
    O que houve foi muita repressão, simulação e propaganda. E alguma resistência.
    Espero que as novas gerações não aprendam história por campanhas eleitorais de esgoto.

    Janah

    16 de janeiro de 2011 às 20h18

    -Mas quem viveu sabe que sequer luta armada significativa houve (Araguaia?). Sem chance…-

    Mas onde entra o José Genoíno?

    Graças a Deus eu nem existia nessa época, mas já li algo sobre guerras de guerrilhas do Araguaia e o Genoíno é citado entre outros, inclusive mulheres que não me recordo os nomes. Tudo isso é ficção, então?

    edv

    17 de janeiro de 2011 às 19h26

    Não, Janah, não é ficção não. Houve sim. Pouco significativa.
    Foi tão irrelevante, como a guerrilha de Che Guevara na Bolivia.
    "Sequer houve luta armada SIGNIFICATIVA", foi o que eu disse.
    A mírdia (PIG) quer caracterizar o período da ditadura como um período de generalizado terrorismo e guerrilha espalhado pelo país… Longe disso.
    Ambos existiram: algum terrorismo, boa parte feita pelo próprio aparato da ditadura (v. Rio Centro) para desgastar a esquerda e a "guerrilha" do Araguaia, que mal começou e foi dizimada.
    Guerrilha de verdade houve em Sierra Maestra (Cuba), que derrubou Batista e seu exército.
    Houve no Vietnam, que acabou com a fuga grotesca dos americanos em Saigon (veja filmes).
    Quando vc fala "graças a Deus", espero que não seja por excesso de impressão midiática.
    O resumo geral é: muita repressão, boa simulação e pouca reação.
    Mas houve um pouco de tudo! … Pelo menos alguns poucos ousaram enfrentar, de alguma forma, os que rasgaram a constituição, os direitos e tomaram o país de assalto para si, né?

    Rodrigo Leme

    16 de janeiro de 2011 às 21h36

    Apenas os civis, ok? Vou considerar alvos militares como conseqüência da luta armada contra um regime de exceção:

    12/11/64 – Paulo Macena, Vigia – RJ

    25/07/66 – Edson Régis de Carvalho, Jornalista – PE

    24/11/67 – José Gonçalves Conceição (Zé Dico) – fazendeiro – SP

    15/12/67 – Osíris Motta Marcondes, bancário – SP

    31/05/68 – Ailton de Oliveira, guarda Penitenciário – RJ

    27/06/68 – Noel de Oliveira Ramos – civil – RJ

    24/10/68 – Luiz Carlos Augusto – civil – RJ

    25/10/68 – Wenceslau Ramalho Leite – civil – RJ

    07/11/68 – Estanislau Ignácio Correia – Civil – SP

    07/01/69 – Alzira Baltazar de Almeida – dona de casa – Rio de Janeiro/RJ

    11/01/69 – Edmundo Janot – Lavrador – Rio de Janeiro / RJ

    14/04/69 – Francisco Bento da Silva – motorista – SP

    14/04/69 – Luiz Francisco da Silva – guarda bancário -SP

    11/07/69 – Cidelino Palmeiras do Nascimento – Motorista de táxi – RJ

    20/08/69 – José Santa Maria – Gerente de Banco – RJ

    25/08/69 – Sulamita Campos Leite – dona de casa, PA

    03/09/69 – José Getúlio Borba – Comerciário – SP

    20/09/69 – Samuel Pires – Cobrador de ônibus – SP

    22/09/69 – Kurt Kriegel – Comerciante – Porto Alegre/RS

    31/10/69 – Nilson José de Azevedo Lins- civil – PE

    04/11/69 – Friederich Adolf Rohmann – Protético – SP

    14/11/69 – Orlando Girolo – Bancário – SP

    Não sei os comentaristas, mas se seus maridos, esposas, filhos, filhas, mães, pais, amigos estivessem nessa lista, certamente gostariam de ver isso investigado e os culpados punidos.

    De novo: não são crimes da mesma magnitude que os praticados pela ditadura, mas são crimes. O código penal serve justamente para isso: julgar e punir os culpados de acordo com o crime.

    As cicunstâncias de cada um desses crimes estão abertos pela internet para conferir.

    dukrai

    13 de janeiro de 2011 às 21h48

    era só uma recaída, voltou o velho Rodrigo

    edv

    14 de janeiro de 2011 às 20h51

    Dukrai, começo a desconfiar que está havendo uma revoada de urubus desempregados na rede, pela derrota da campanha do Serra e estão invadindo o Viomundo e outros blogs.
    Sejam bem vindos, pois poderão aprender bastante mais que fazendo campanha de esgoto na net.
    E, além de apenas ficarem varrendo pontuação negativamente (fiquem felizes!), tragam junto também argumentos e informações relevantes. Senão fica só no emocional. Como irão se beneficiar assim?!

    dukrai

    18 de janeiro de 2011 às 17h57

    os trollzinhos estão sem ocupação e aí cabeça vazia vira morada do demônio, mas não estão conseguindo replicar nada contra. é impressionante porque a tragédia do Rio seria um prato cheio para o sensacionalismo rastaquera da gLobo, aterro sanitário da urubuzada mas só emplacou imagens emocionantes de solidariedade e de esforço coletivo.

Joaquim Lima

12 de janeiro de 2011 às 21h13

O pensamento conservador funda-se em um dos princípios o da imutabilidade e da ordem. A desigualdade, a hierarquia e o estamento é natural. Alterar tal quadro de ordem é risco. As lutas de classes da sociedade se expressa no Estado. O jogo de movimento é um movimento do jogo. A persona, caso Jobim, ou Johnbim, é apenas um ator neste jogo. Nas relações de poder no micropoder – nas comunidades, igrejas, associações, empresas prevalece o pensamento conservador, mas contraditoriamente, não há hegemonia. O PSBD e DEM estão analisando o movimento do jogo político. A retirada do persona Luis Carlos Prates – da mídia sulista – é expressão de 'desanuviamento' da prédica neocon. Haverá outras defecções. Escreva tal noticia que veremos em um futuro próximo.

Responder

Rafael

12 de janeiro de 2011 às 16h53

Desses Genoino foi completamente decepcionante, mas os outros são casos ainda não esclarecidos. Agora eles derrubarem Jobim é estranho.

Responder

Marcelo de Matos

12 de janeiro de 2011 às 14h41

Na gestão Lula o PIG conseguiu derrubar vários ministros – se não deu para perpetrar um golpe de Estado, ao menos conseguiu mutilar o governo. Quase que Lula fica impossibilitado de eleger um sucessor, tantas foram as defecções: lá se foram Palocci, Gushiken, Genoíno, Dirceu, todos vítimas de assassinato de reputação. Sem contar alguns petistas mortos de forma mal esclarecida, como os prefeitos de Santos André e Campinas. O PT lançou Dilma e conseguiu elegê-la. Agora o PIG inicia nova campanha de mutilação contra o Estado – o alvo imediato é Nelson Jobim, mas, Michel Temer que se cuide. Parece que a estratégia é atingir o PMDB, talvez alvo mais fácil. Além disso, essa escaramuça pode contar com o apoio de setores desavisados da classe média. Sem contar a surpreendente adesão de setores da blogosfera.

Responder

    Klaus

    12 de janeiro de 2011 às 15h00

    Todos inocentes? Então Lula é muito injusto…

    ZePovinho

    12 de janeiro de 2011 às 16h53

    Essa fixação pelo Lula é estranha,Klaus.

    El Cid

    12 de janeiro de 2011 às 21h33

    ZePovinho, ele carece de tutano e de caráter…

    Ed Carlos

    13 de janeiro de 2011 às 11h54

    Exato, Lula de disse traído por essas inocentes almas, e ainda chamou outros inocentes de aloprados. Lamentável, é muita injustiça.

    edv

    13 de janeiro de 2011 às 20h16

    Lula é político…
    Negociador…
    Um operário analfamonoglota que deu um baita baile na mediocrelite e na mírdia toda-poderosa.
    Enfrentou, desmoralizou, ignorou…
    Dizia e fazia (os empregos, a marolinha, o poste…)
    Além disso, que já seria mais do que suficiente para angariar ódio e despeito…
    Estadista, reconhecido internacionalmente…
    e humanamente simples!

    Como pode?! Fala a verdade, Klaus, "dá raiva", num dá?!

    dukrai

    12 de janeiro de 2011 às 17h47

    A má fé e a estupidez dos seus argumentos são estarrecedoras, não é PIG que pretende mutilar o governo Dilma atacando o Nerso Bobin, somos nós, progressistas, de esquerda e democráticos que desmascaramos o quinta coluna do John Bean, a serviço da reação verde-oliva e do acobertamento dos crimes da ditadura, condenados pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

    Geysa Guimarães

    13 de janeiro de 2011 às 11h38

    dukrai:
    Confesso que essa polêmica me intriga. Se Lula e Dilma resolveram de comum acordo manter Jobim, será que eles não sabem o que fazem?
    O mesmo se aplica aos ataques contínuos de PHAmorim a José Eduardo Cardozo. Poxa, se Dilma não abriu mão dele nem nas viagens ao exterior, durante a campanha, e o fez ministro da Justiça, por que contestar? Afinal, ela é a líder maior dos progressistas ou não?

    dukrai

    13 de janeiro de 2011 às 22h04

    Geysa, a Dilminha é ela e suas circunstâncias. O nerso bobim é de direita, um interlocutor com os milicos, só não é o seu superior porque não tem estatura pra mandar em general estrelado, afinal, o que ele é mesmo?
    Assim ele cumpre o seu papel no governo, meio manco porque não tem moral com a tropa e nem com a presidenta, que fala direto com os comandantes das forças militares.
    A gente só não pode deixar de escancarar o traíra que é. Do Zé Eduardo Cardoso eu só tenho má impressão, é muito pouco, né?


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