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Diário da Resistência


Vicenç Navarro: O berço vermelho do Partido Republicano
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Vicenç Navarro: O berço vermelho do Partido Republicano


21/01/2013 - 22h01

Capa do livro de Robin Blackburn

Arte & Cultura| 21/01/2013 | Copyleft

O que o filme “Lincoln”, de Spielberg, não diz sobre Lincoln

O filme “Lincoln”, de Steven Spielberg, que acaba de estrear no Brasil, narra como esse presidente de forte lembrança popular lutou contra a escravidão e pela transformação dos escravos em trabalhadores. O que a obra cinematográfica não conta, porém, é que Lincoln também lutou por outra emancipação: que os escravos e os trabalhadores em geral fossem senhores não apenas de sua atividade em si, mas também do produto resultante de seu trabalho.

Vicenç Navarro*, na Carta Maior

O filme “Lincoln”, produzido e dirigido por um dos diretores mais conhecidos dos EUA, Steven Spielberg, fez reviver um grande interesse pela figura de Lincoln, um dos presidentes que, como Franklin D. Roosevelt, sempre apareceu no ideário estadunidense com grande lembrança popular. Destaca-se tal figura política como o fiador da unidade dos EUA, após derrotar os confederados que aspiravam à secessão dos Estados do Sul.

É também uma figura que se destaca na história dos EUA por ter abolido a escravidão e ter dado a liberdade e a cidadania aos descendentes das populações imigrantes de origem africana, ou seja, a população negra, que nos EUA se conhece como a população afro-americana.

Lincoln foi também um dos fundadores do Partido Republicano, que em suas origens foi diretamente oposto ao Partido Republicano atual — este altamente influenciado por um movimento, o Tea Party, chauvinista, racista e reacionário, por trás do qual existem interesses econômicos e financeiros que querem eliminar a influência do governo federal na vida econômica, social e política do país.

O Partido Republicano fundado pelo presidente Lincoln era, pelo contrário, um partido federalista, que considerou o governo como avalista dos Direitos Humanos, entre eles a emancipação dos escravos, tema central do filme “Lincoln” e para o qual o presidente deu maior expressão.

Terminar com a escravidão significava que o escravo passava a ser trabalhador, dono de seu próprio trabalho.

Lincoln, antes de ser presidente, considerou outras conquistas sociais como parte também dos Direitos Humanos, entre elas o direito do mundo do trabalho de controlar não só a atividade em si, mas também o produto resultante dele.

O direito de emancipação dos escravos transformava o escravo em uma pessoa livre assalariada, unida – segundo ele – em laços fraternais com os outros membros da classe trabalhadora, independentemente da cor da pele. Suas demandas de que o escravo deixasse de sê-lo e de que o trabalhador – tanto branco como negro – fosse o dono não só de seu trabalho, mas também do produto de seu trabalho, eram igualmente revolucionárias.

A emancipação da escravidão requeria que a pessoa fosse dona do seu trabalho. A emancipação da classe trabalhadora significava que a classe trabalhadora fosse dona do produto do seu trabalho. E Lincoln demandou os dois tipos de emancipação.

O segundo tipo de emancipação, entretanto, nem sequer é citado no filme Lincoln. Na realidade, é ignorado. E utilizo a expressão “ignorado” em lugar de “escondido” porque é totalmente possível que os autores do filme ou do livro sobre o qual se baseia nem sequer conheçam a história real de Lincoln.

A Guerra Fria no mundo cultural e inclusive acadêmico dos EUA continua existindo e o enorme domínio do que ali se chama de Corporate Class (a classe dos proprietários e gestores do grande capital) sobre a vida, não só econômica, mas também cívica e cultural, explica que a história formal dos EUA que se ensina nas escolas e nas universidades seja muito distorcida, purificada de qualquer contaminação ideológica procedente do movimento operário, seja socialismo, comunismo ou anarquismo.

A grande maioria dos estudantes estadunidenses, inclusive das universidades mais prestigiadas e conhecidas, não sabe que a festa de 1º de Maio, celebrada mundialmente como o Dia Internacional do Trabalho, é uma festa em homenagem aos sindicalistas estadunidenses que morreram em defesa de trabalhar oito horas por dia (em lugar de doze), vitória que transformou tal reivindicação exitosa na maioria dos países do mundo.

Nos EUA, tal dia, o 1º de Maio, além de não ser festivo, é o dia da Lei e da Ordem — Law and Order Day — (ver o livro People’s History of the U.S., de Howard Zinn).

A história real dos EUA é muito diferente da história formal promovida pelas estruturas de poder estadunidenses.

As ignoradas e/ou escondidas simpatias de Lincoln

Já quando era membro da Câmara Legislativa de seu estado de Illinois, Lincoln simpatizou claramente com as demandas socialistas do movimento operário, não só dos EUA, mas também mundial.

Na realidade, Lincoln, tal como indiquei no começo do artigo, considerava como um Direito Humano o direito do mundo do trabalho de controlar o produto de seu trabalho, postura claramente revolucionária naquela época (e que continua sendo hoje) e que nem o filme nem a cultura dominante nos EUA lembram ou conhecem, sendo convenientemente esquecida pelos aparatos ideológicos do establishment estadunidense controlados pela Corporate Class.

Na realidade, Lincoln considerou que a escravidão era o domínio máximo do capital sobre o mundo do trabalho e sua oposição às estruturas de poder dos estados sulinos se devia precisamente a que percebia estas estruturas como sustentadoras de um regime econômico baseado na exploração absoluta do mundo do trabalho.

Daí que visse a abolição da escravidão como a liberação não só da população negra, mas de todo o mundo do trabalho, beneficiando também a classe trabalhadora branca, cujo racismo ele via ser contra seus próprios interesses.

Lincoln também indicou que “o mundo do trabalho antecede o capital. O capital é o fruto do trabalho, e não teria existido sem o mundo do trabalho, que o criou. O mundo do trabalho é superior ao mundo do capital e merece a maior consideração (…). Na situação atual o capital tem todo o poder e há que reverter este desequilíbrio”.

Leitores dos escritos de Karl Marx, contemporâneo de Abraham Lincoln, lembrarão que algumas destas frases eram muito semelhantes às utilizadas por tal analista do capitalismo em sua análise da relação capital/trabalho sob tal sistema econômico.

Será surpresa para um grande número de leitores saber que os escritos de Karl Marx influenciaram Abraham Lincoln, tal como documenta detalhadamente John Nichols em seu excelente artículo “Reading Karl Marx with Abraham Lincoln: Utopian socialists, Germam communists and other republicans” publicado em Political Affairs (27/11/12), e do qual extraio as citações, assim como a maioria dos dados publicados neste artigo.

Os escritos de Karl Marx eram conhecidos entre os grupos de intelectuais que estavam profundamente insatisfeitos com a situação política e econômica dos EUA, como era o caso de Lincoln.

Karl Marx escrevia regularmente no The New York Tribune, o rotativo intelectual mais influente nos Estados Unidos daquele período.

Seu diretor, Horace Greeley, se considerava um socialista e um grande admirador de Karl Marx, a quem convidou para ser colunista do jornal. Nas colunas de seu jornal, Horace incluiu grande número de ativistas alemães que haviam fugido das perseguições ocorridas na Alemanha daquele tempo, uma Alemanha altamente agitada, com um nascente movimento operário que questionava a ordem econômica existente.

Alguns destes imigrantes alemães (conhecidos no EUA daquele momento como os “Republicanos Vermelhos”) lutaram mais tarde com as tropas federais na Guerra Civil, dirigidos pelo presidente Lincoln.

Greeley e Lincoln eram amigos. Na realidade, Greeley e seu jornal apoiaram desde o princípio a carreira política de Lincoln, sendo Greeley quem lhe aconselhou a que disputasse a presidência do país. E toda a evidência aponta que Lincoln era um fervoroso leitor do The New York Tribune. Em sua campanha eleitoral para a presidência dos EUA Lincoln convidou vários “republicanos vermelhos” a integrarem-se à sua equipe.

Na realidade, já antes, como congressista, representante de Springfield, no estado de Illinois, Lincoln frequentemente apoiou os movimentos revolucionários que estavam acontecendo na Europa, e muito em especial na Hungria, assinando documentos em apoio a tais movimentos.

Lincoln, grande amigo do mundo do trabalho estadunidense e internacional

Seu conhecimento das tradições revolucionárias existentes naquele período não era casual, e sim fruto de suas simpatias com o movimento operário internacional e suas instituições. Incentivou os trabalhadores dos EUA a organizar e estabelecer sindicatos antes e durante sua presidência.

Foi nomeado membro honorário de vários sindicatos. Em sua resposta aos sindicatos de Nova York afirmou “vocês entenderam melhor que ninguém que a luta para terminar com a escravidão é a luta para libertar o mundo do trabalho, para libertar todos os trabalhadores. A libertação dos escravos no Sul é parte da mesma luta pela libertação dos trabalhadores no Norte”.

E, durante a campanha eleitoral, o presidente Lincoln promoveu a postura contra a escravidão afirmando explicitamente que a libertação dos escravos permitiria aos trabalhadores exigir os salários que lhes permitissem viver decentemente e com dignidade, ajudando com isso a aumentar os salários de todos os trabalhadores, tanto negros como brancos.

Marx, e também Engels, escreveram com entusiasmo sobre a campanha eleitoral de Lincoln, em um momento em que ambos estavam preparando a Primeira Internacional do Movimento Operário.

Em um momento das sessões, Marx e Engels propuseram à Internacional que enviasse uma carta ao presidente Lincoln felicitando-o por sua atitude e postura.

Na carta, a Primeira Internacional felicitava o povo dos EUA e seu presidente por, ao terminar com a escravidão, haver favorecido a liberação de toda a classe trabalhadora, não só estadunidense, mas também mundial.

O presidente Lincoln respondeu, agradecendo a nota e dizendo que valorizava o apoio dos trabalhadores do mundo a suas políticas, em um tom cordial, que certamente criou grande alarme entre os establishments econômicos, financeiros e políticos de ambos os lados do Atlântico.

Estava claro, a nível internacional que, como afirmou mais tarde o dirigente socialista estadunidense Eugene Victor Debs, em sua própria campanha eleitoral, “Lincoln havia sido um revolucionário e que, por paradoxal que pudesse parecer, o Partido Republicando havia tido, em suas origens, uma tonalidade vermelha”.

A revolução democrática que Lincoln começou e que nunca se desenvolveu


Não é preciso dizer que nenhum destes dados aparece no filme Lincoln, nem são amplamente conhecidos nos EUA. Mas, como bem afirmam John Nichols e Robin Blackburn (outro autor que escreveu extensamente sobre Lincoln e Marx), para entender Lincoln tem que entender o período e o contexto nos quais ele viveu. Lincoln não era um marxista (termo sobreutilizado na literatura historiográfica e que o próprio Marx denunciou) e não era sua intenção eliminar o capitalismo, mas corrigir o enorme desequilíbrio existente nele, entre o capital e o trabalho.

Mas, não há dúvida de que foi altamente influenciado por Marx e outros pensadores socialistas, com os quais compartilhou seus desejos imediatos, claramente simpatizando com eles, levando sua postura a altos níveis de radicalismo em seu compromisso democrático. É uma tergiversação histórica ignorar tais fatos, como faz o filme Lincoln.

Não resta dúvida que Lincoln foi uma personalidade complexa, com muitos altos e baixos. Mas as simpatias estão escritas e bem definidas em seus discursos. E mais, os intensos debates que aconteciam nas esquerdas europeias se reproduziam também nos círculos progressistas dos EUA.

Na realidade, a maior influência sobre Lincoln foi a dos socialistas utópicos alemães, muitos dos quais se refugiaram em Illinois fugindo da repressão europeia.

O comunalismo que caracterizou tais socialistas influenciou a concepção democrática de Lincoln, interpretando democracia como a governança das instituições políticas por parte do povo, no qual as classes populares eram a maioria.

Sua famosa expressão, que se converteu no esplêndido slogan democrático mais conhecido no mundo – Democracy for the people, of the people and by the people — claramente afirma a impossibilidade de ter uma democracia do povo e para o povo sem que seja realizada e levada a cabo pelo próprio povo. Daí vem a libertação dos escravos e do mundo do trabalho como elementos essenciais de tal democratização.

Seu conceito de igualdade levava inevitavelmente a um conflito com o domínio de tais instituições políticas pelo capital. E a realidade existente hoje nos EUA e que detalho em meu artigo “O que não se disse nos meios de comunicação sobre as eleições nos EUA” (Público, 13.11.12) é uma prova disso.

Hoje a Corporate Class controla as instituições políticas do país.



Últimas observações e um pedido

Repito que nenhuma destas realidades aparece no filme. Spielberg não é, afinal, nenhum Pontecorvo e o clima intelectual estadunidense ainda está estancado na Guerra Fria, que lhe empobrece intelectualmente. “Socialismo” continua sendo uma palavra mal vista nos círculos do establishment cultural daquele país.

E, na terra de Lincoln, aquele projeto democrático que ele sonhou nunca se realizou devido à enorme influência do poder do capital sobre as instituições democráticas, influência que diminuiu enormemente a expressão democrática naquele país. O paradoxo brutal da historia é que o Partido Republicano se tenha convertido no instrumento político mais agressivo hoje existente a serviço do capital.

Certamente, agradeceria que todas as pessoas que achem este artigo interessante o distribuam amplamente, incluindo, em sua distribuição os críticos de cinema, que em sua promoção do filme, seguramente não dirão nada do outro Lincoln desconhecido em seu próprio país (e em muitos outros).

Um dos fundadores do movimento revolucionário democrático nem sequer é reconhecido como tal.

Sua emancipação dos escravos é uma grande vitória, que deve ser celebrada. Mas Lincoln foi muito além. E disto nem se fala.




*Vicenç Navarro (Barcelona, 1937) é cientista social. Foi professor catedrático da Universidade de Barcelona e hoje dá aulas nas universidades Pompeu Fabra e Johns Hopkins. Por sua luta contra o franquismo, viveu anos exilado na Suécia.

Leia também:

Perry Anderson: O lulismo e o New Deal



33 comentários

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Lincoln e o berço vermelho do Partido Republicano | novobloglimpinhoecheiroso

11 de março de 2013 às 21h14

[…] Vicenç Navarro, lido no Viomundo […]

Responder

Mário SF Alves

23 de janeiro de 2013 às 12h08

E por falar em Partido Político, e trazendo a questão para a jaca local, que estória é essa de Democratas? Quando e como um partido como este poderia ser denominado Democratas? Ou será que democratas não tem absolutamente nada a ver com democracia? Ainda aquela influência perniciosa norte-americana?

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Incoerência das incoerências. Então, sendo assim, o indivíduo pode sentir-se livre para a qualquer tempo criar um partido de direita, fascista ou outro que seja, e batizá-lo de Partido Socialista Novilinguês, por exemplo?
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Entendi nada.

Responder

Luca K

23 de janeiro de 2013 às 00h02

O artigo dá uma impressão falsa sobre Lincoln. O sujeito era um homem de seu tempo e apesar de desaprovar a escravidão ele:
– NAO acreditava em igualdade racial.
– considerava brancos como superiores aos negros.
– considerava a escravatura como um fator importante de miscigenação racial, a qual ele abominava.
– não acreditava q as raças brancas e negras devessem coexistir nos EUA e achava q uma vez livres, os negros deviam ser enviados para a Africa e/ou America Central/Caribe. Trabalhou ativamente nessa direção, inclusive enquanto presidente, mas fracassou.

Aqui um artigo do The Telegraph q toca alguns dos pontos acima http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/northamerica/usa/8319858/Abraham-Lincoln-wanted-to-deport-slaves-to-new-colonies.html

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ZePovinho

22 de janeiro de 2013 às 19h45

Este pobre ZePovinho paranóico diz que uma coisa liga Karl Marx e Abraham Lincoln:a MAÇONARIA.

Responder

FrancoAtirador

22 de janeiro de 2013 às 18h29

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Um texto* que circulou na rede, em outubro de 2002, quando o metalúrgico LULA se elegeu pela primeira vez Presidente da República Federativa do Brasil:
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É o tipo do herói que se faz por si próprio, do homem isolado que não teve da vida senão a vontade de vencer.

Tudo lhe foi hostil: o berço, numa cabana; a infância na planície interminável do nordeste; a seca, a fome, as doenças que ceifaram os vizinhos, os amigos e os parentes.

Tudo isso, que indisporia a criança com o mundo, convertia-se, entretanto, numa lição.
Rude lição de que o menino aproveitaria os ensinamentos, fazendo lenha, amassando barro, e carregando palha para, mais tarde, utilizar a experiência do trabalho em benefício dos homens.

Não poderia haver escola mais dura do que aquela em que fez seu curso e a sua preparação para a vida: a pobreza, o sofrimento, a doença, os uivos dos animais, o trato com indivíduos rudes distanciados da civilização.

Onde encontrar um mestre e uma escola que servisse?

É espantoso que acontecesse o que aconteceu e que dum ambiente limitado por tantos por tantos obstáculos, surgisse para a vida aquele “gigante”, trazendo a mensagem de um educador político destinado a fixar-se na história das instituições de sua pátria.

Sem escola, sem livros, sem estímulos, sem ambiente, devia formar-se, construir-se por si mesmo aquele rapaz esquisito.

Desde cedo ele sobrepõe à amargura da existência a soberana ironia dos fortes. Sem mestre, sem escola, sem livros, madruga no rapaz aquele espírito que só a ilustração autoriza e consente.

Nos primeiros anos da existência não havia na mesa da casa muitas iguarias: batatas pela manhã, batatas ao almoço e, no jantar, batatas.

Tudo o que conspirou contra ele, amargando-lhe a infância, confiscando-lhe o lazer e comprometendo-lhe as alegrias da mocidade, modificar-se-ia ou seria modificado pelo seu instinto de vitória, pela força de uma vontade disposta a remover montanhas e traçar o seu itinerário na vida.

Preso pelas raízes da necessidade, tão poderosas como as outras que seguram plantas e árvores na biologia vegetal, ele vê do torrão paterno o mundo, lá fora, desdobrar-se num convite à realização humana.

Esse itinerário foi talvez o mais rico de experiências tentadas ou aceitas por um homem.

Ele foi tudo o que não desejou e teve de ser.

Exerceu as mais diversas e rudes atividades, variando de profissão, mas guardando em todas elas aquele caráter obstinado, vigoroso e insubstituível que lhe valeu atravessar as etapas mais ingratas sem um desvio de conduta, sem uma nota desabonadora.

Na casa dos vinte anos já estudou muito, isto é, viveu bastante.

Seus livros foram os fatos. Ele os leu na rua, na vida.

Cada episódio foi um ensinamento. Cada testemunho, uma lição.

Muito tempo depois é que os livros acrescentariam o comentário político, a nota econômica às suas observações, transformando aquela jornada de conhecimentos numa cultura ordenada, que iria viver o seu momento e justificar a oportunidade de sua presença.

(Osvaldo Orico)

*Texto extraído da biografia de Abraão Lincoln (12.02.1809 – 14.04.1865),
ex-Presidente reeleito dos Estados Unidos da América (1861-1865).
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Fonte Bibliográfica:
Coleção Os Titãs
Titãs da História, Volume 4, Páginas 499/501
2ª Edição – 1959
Livraria “El Ateneo” do Brasil Ltda.
Rio de Janeiro – São Paulo
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Responder

Julio Silveira

22 de janeiro de 2013 às 17h13

Esse Estados Unidos dos séculos XX e XXI trilha o caminha de alguns ex governantes brasileiros que optaram implicita e explicitamente para que os cidadãos esquecessem seus passados.

Responder

wendel

22 de janeiro de 2013 às 16h34

“A guerra mexicana simultaneamente surgiu em Jackson, terra de Lincoln. Poucos anos depois a Guerra Civil foi desencadeada, com banqueiros de Londres o apoio da União e dos banqueiros franceses de apoio a sul. A família Lehman fez uma fortuna contrabando de armas para o sul e algodão para o norte. Até 1861 os EUA foi de US$100 milhões em dívidas. Novo presidente Abraham Lincoln esnobou os Euro-banqueiros mais uma vez, a emissão de Lincoln Greenbacks para pagar as contas da União do Exército.
The Times controlados pelos Rothschild de Londres, escreveu: “Se essa política travessa, que teve suas origens na América do Norte República, deve tornar-se endurecidas até um dispositivo elétrico, em seguida, que o Governo vai apresentar o seu próprio dinheiro, sem custo. Ele vai pagar suas dívidas e ficar sem dívidas. Ele vai ter todo o dinheiro necessário para continuar seu comércio. Vai tornar-se próspera além precedentes na história dos governos civilizados do mundo. Os cérebros ea riqueza de todos os países vão para a América do Norte. Que o governo deve ser destruído, ou destruirá toda a monarquia no globo.” Fonte: Site Esquerda Net.
Assim, meu caro professor Vicenç, sabemos que Spilberg, em sua profissão, prioriza o emocional, mas neste artigo, o Sr. poderia ter ido mais fundo nesta análise. Para começo, abordar os verdadeiros motivos do assassinato de Lincoln, qual seja, a emissão dos Greembacks, que libertaria a nação dos banqueiros! Isto já seria um bom começo, tendo em vista seus vários artigos que citam a ganancia da Banca Internacional! Além dele, muitos outros, que tentaram inutilmente se livrarem da banca, e tiveram o mesmo fim! Vide Kennedy, Kadaf, e muitos outros!
Até entendo suas precauções e cautelas, mas não me conformo com a mesmice em querer manipular os fatos, e nos impingir versões que muito bem sabemos não serem as verdadeiras!
Tratando-se de um catedrático, de seu naipe, esperava muito mais. Infelizmente, por ser um assunto perigoso, é que vemos estas demasiadas cautelas, a nublar a verdadeira História!
“Pode-se enganar alguns durante algum tempo; pode-se enganar poucos durante muito tempo, mas não se pode enganar todos durante todo tempo” (E.L).
“Descobre, desvenda. Há sempre mais por trás. Que não te baste nunca a aparência do real” (Caio F. Abreu).
“Dê-me o controle da economia de um país e eu não me importo quem faz suas leis” (Amsel Rithschild)
E para finalizar, “O Capitalismo e o Comunismo são duas faces de uma mesma moeda, se consideramos que os financistas da Revolução Russa foram os banqueiros Rothschild; Warburg, Kuhn & Loeb e Jakob Schiff”.
E tem muito mais, mas o espaço é pouco!!!!!!!

Responder

    Luca K

    22 de janeiro de 2013 às 23h47

    A história do uso dos “Greenbacks” é de fato muito interessante.

    wendel

    23 de janeiro de 2013 às 19h06

    É Luca, esta historia é realmente muito interessante, e só irá interessar os que verdadeiramente ousam investigar os verdadeiros motivos de certos acontecimentos. Acreditar em contos de carochinhas, é muito fácil, e os meios empregados para alienar, estão muito bem estruturados na mídia, cinema, teatro, livros, revistas, jornais enfim, em quase todos os meios de comunicação. Salva alguns sites da Web, mas mesmo assim há que se filtrar muita asneira!
    Historia interessante esta da emissão independente de moeda, pois se vc verificar, existem poucos países que ainda estão livres.
    e mesmo assim, na alça de mira, pois os Bancos Centrais do mundo afora, estão em mãos privadas. E é só pesquisar seriamente, para ver em que mãos estão.
    Como disse em meu comentário anterior, vários dos Presidentes (ou se não se importar) gerentes dos países, nada mais fazem que cumprirem uma agenda pré-estabelecida, e adivinha por quem?
    Então meu caro Luca, pesquise, e não acredite no que lê, nem no que estou escrevendo, pois muitos dirão que é Teoria de Conspiração. Mas, se queres deixar de ser um manipulado, pesquise, pesquise muito e achara as verdadeiras respostas!

    wendel

    23 de janeiro de 2013 às 22h46

    Luca;
    Como você se mostrou interessado, estou lhe enviando através deste mais um partícula do que podemos chamar de “o grande mistério”, nem tanto mistério!
    A Casa de Rockefeller
    O BIS é o banco mais poderoso do mundo, um banco central global das Oito Famílias que controlam os bancos centrais privados de quase todos os países ocidentais e em desenvolvimento. O primeiro presidente do BIS foi o banqueiro Gates McGarrah de Rockefeller – funcionário do Chase Manhattan e do Federal Reserve. McGarrah era avô do antigo director da CIA, Richard Helms. Os Rockefellers – tal como os Morgans – tinham estreitas ligações a Londres. David Icke escreve em Children of the Matrix , que os Rockefellers e os Morgans eram apenas mandaretes dos Rothschilds europeus.
    O BIS é propriedade do Federal Reserve, do Banco de Inglaterra, do Banco da Itália, do Banco do Canadá, do Banco Nacional Suíço, do Banco da Holanda, do Bundesbank e do Banco da França.

    O historiador Carroll Quigley escreveu no seu livro épico Tragedy and Hope que o BIS foi produto de um plano, “para criar um sistema mundial de controlo financeiro em mãos privadas capaz de dominar o sistema político de cada país e a economia do mundo no seu todo… para ser controlado de modo feudal pelos bancos centrais mundiais, actuando concertadamente através de acordos secretos”.
    O governo dos EUA tinha uma desconfiança histórica do BIS, e esforçou-se em vão pela sua destruição na Conferência Bretton Woods em 1944, após a II Guerra Mundial. Pelo contrário, o poder das Oito Famílias saiu reforçado, com a criação em Bretton Woods do FMI e do Banco Mundial. O Federal Reserve dos EUA só adquiriu ações no BIS em Setembro de 1994.
    O BIS detém pelo menos 10% das reservas monetárias de pelo menos 80 bancos centrais mundiais, do FMI e de outras instituições multilaterais. Funciona como agente financeiro de acordos internacionais, reúne informações sobre a economia global e serve de prestamista de último recurso para impedir um colapso financeiro global.
    E tem muito mais!!!!! Isto tudo, está relacionado com os assassinatos de Lincoln, Kennedy e muitos outros….., pela tentativa de criarem uma moeda própria, e um Banco Central independente!
    Mas isto, pouco se fala, e o filme, que possivelmente irá ganhar muitos Oscares, nem sequer menciona!!!!!!

    wendel

    23 de janeiro de 2013 às 23h12

    Ao Luca e Mário;
    Como vocês dois se mostraram interessados, aqui vai mais uma parte do que pesquisei, para suas reflexões;
    Abraços.
    “Fato raramente mencionado pelos ‘especialistas’, ‘comentaristas’ ‘analistas’ ou políticos ocidentais é que o Banco Central da Líbia é 100% banco público. Hoje, o governo da Líbia cria a própria moeda, o dinar líbio, graças ao uso que dá ao seu banco central público nacional. Ninguém pode dizer que a Líbia não seja nação soberana, rica em recursos naturais e capaz de comandar o próprio destino econômico. O principal problema dos cartéis dos bancos globais é que, para negociar com a Líbia, têm de negociar através do Banco Central Líbio e em moeda nacional líbia. Nessas condições não têm controle sobre a negociação nem meios para manipular os preços e condições de negociação.
    O objetivo de derrubar o Banco Central Líbio (CBL) não aparece nos discursos de Obama, Cameron e Sarkozy, mas não há dúvidas de que é objetivo prioritário na agenda da grande finança globalista: incluir a Líbia na lista de países financeiramente obedientes” (em http://www.marketoracle.co.uk/Article27208.html).
    A Líbia não tem só petróleo e água. Segundo o Fundo Monetário Internacional, o banco central líbio mantém lastro de cerca de 144 toneladas de ouro. Com esse tipo de moeda-lastro, quem precisa de BIS, FMI e seus ‘aconselhamentos’?
    Dadas essas evidências, é preciso agora considerar mais de perto as regras do Banco de Compensações Internacionais e o efeito que têm nas economias locais. Artigo que se lê na página do BIS na internet (http://www.bis.org/about/index.htm) declara que os bancos centrais reunidos na Rede de Governança dos Bancos Centrais devem manter, como seu objetivo único ou básico, “preservar a estabilidade de preços”.
    Fonte: Site do Escrivinhador

    Mário SF Alves

    23 de janeiro de 2013 às 12h17

    O quê? Depois dessa tô me sentindo mais uma vez um Assum-Preto.
    _________________________________________________
    Valendo, prezado Wendel. E, cá pra nós, a inserção do Kadafi nesse horizonte é, de fato, impagável. Valeu de novo.
    ________________________________________________________
    Abs.,
    Mário

    wendel

    23 de janeiro de 2013 às 19h10

    Mário, o assunto é deveras muito interessnte, e sendo assim, sugiro ver o link abaixo. Caso esteja em inglês, é so pedir ao google para traduzir. Não é uma tradução boa, mas vale a pena conferir.

    http://www.xat.org/xat/usury.html

    Abraços,

    Wendel

Julia Rossi

22 de janeiro de 2013 às 15h59

O que me fica disso é que o povo que se julga o mais evoluído, o mais democrático e o que “exporta liberdade”, não tem o direito de conhecer sua própria história. “É a volta do cipó…”.

Responder

Mário SF Alves

22 de janeiro de 2013 às 12h37

Oportuníssima a informação contida no texto. Refiro-me ao Lincoln real contraposto ao Lincoln factual; à história e à estória; ao Lincoln histórico e à estória (história desideologizada) do Lincoln.
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E não tem sido exatamente isso o que a ideologia dominante vem [continua e impunemente] expressando na mídia corporativa, versão tupiniquim, em relação ao ex-presidente Lula? Não tem sido isso o que a mídia corporativa diuturnamente veicula na [até agora vã] tentativa de desconstrução histórica do Lula?

Responder

Mário SF Alves

22 de janeiro de 2013 às 11h44

Vale ressaltar:
“Lincoln foi também um dos fundadores do Partido Republicano, que em suas origens foi diretamente oposto ao Partido Republicano atual — este altamente influenciado por um movimento, o Tea Party, chauvinista, racista e reacionário, por trás do qual existem interesses econômicos e financeiros que querem eliminar a influência do governo federal na vida econômica, social e política do país.”
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“Partido Republicano atual… … um movimento, o Tea Party, chauvinista, racista e reacionário, por trás do qual existem interesses econômicos e financeiros que querem eliminar a influência do governo federal na vida econômica, social e política do país.”
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Aplausos!
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A dúvida que fica é: os citados interesses (ainda que considerados apenas os determinantes/hegemônicos) se resumiriam a estes dois? Ou… será que não seria pertinente refletir sobre outros, entre os quais, a hipótese de reengenharia social, fundada na teoria da seleção natural/darwinismo social, visando a consolidação de um novo regime de preconceito étnico/racial/neofascistização do Ocidente?
_______________________________________________________
E mais, neofascistização determinada por quê, ou em reação a quê? Enfim, qual o sentido ou a lógica por trás de tudo isso?

Responder

    FrancoAtirador

    22 de janeiro de 2013 às 12h08

    .
    .
    Propriedade, dinheiro e poder (inclusive para reescrever a História)

Maria/c

22 de janeiro de 2013 às 11h00

Todos os filmes sobre presidentes americanos devem ser assistidos, e outros sobre Lincoln. Alguns emocionantes e de qualidade.
E Jamais me esquecerei de JFK, e Todos os Homens do Presidente, e do impacto que me causaram. Eu era jovem e estava me iniciando na politica militante. Que força desses filmes. E Martin Luther King, Malcoln X, essão Especial de Justiça,(Costa Gavras, Z, e muitos outros.

Responder

Renato

22 de janeiro de 2013 às 10h48

Isso sempre me incomodou, como pode Lincoln ser o fundador do Partido Republicano. O mesmo que levou os Bushs e o Ronald Reagan a Casa Branca.

Se eu fosse espirita, diria que Lincoln estaria revirando no túmulo. Mas como cristão, fico triste.
O mesmo partido que teve Lincoln como criador é hoje um partido facista, pré-conceituoso e que carrega com ele todos os maus adjetivos.

Responder

Bob Jr.

22 de janeiro de 2013 às 10h05

Outro fato que mostra um certo “viés vermelho” em Lincoln é o Homestead Act de 1862, que foi o maior programa de reforma agrária da história e também foi um dos estopins da guerra civil: os sulistas queriam impôr o mesmo modelo de latifúndio existente no sul às terras a oeste do rio Mississipi, sendo que os nortistas queriam que as terras fossem exploradas em pequenas propriedades.

Inclusive, nos EUA ele é mais reverenciado por essa medida do que pela abolição da escravatura. Como resultado, o meio-oeste dos EUA tornou-se o “celeiro do mundo” no começo do século XX e ainda hoje se mantém como uma das regiões agrícolas mais produtivas do mundo.

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    FrancoAtirador

    22 de janeiro de 2013 às 12h01

    .
    .
    A reforma agrária de Lincoln

    1. “A partir de Lincoln, com o Homestead Act, de 1862, intensificou-se a distribuição de terras de propriedade do governo federal (dos Estados Unidos), em favor de produtores agrários livres e artesãos. Havia para transferir um bilhão de acres, mais de 4 milhões de quilômetros quadrados. que é a metade do território dos Estados Unidos (e do Brasil), cada família podendo receber grátis 160 acres, 65 hectares”.

    2. “Foram assim distribuídos, até 1904, 147 milhões de acres, cerca de 600 mil quilômetros quadrados. E os colonizadores obtiveram mais 1,2 milhão de quilômetros quadrados de terras das ferrovias e dos Estados.
    Nos anos 1870-80, outras leis facultaram a compra de terras para reflorestar, irrigar”.

    http://www.espacoacademico.com.br/021/21res_benayon.htm

    Mário SF Alves

    22 de janeiro de 2013 às 12h44

    “Homestead Act, Lincoln, 1862”
    __________________________________________
    Inesquecível este ato. Inesquecível a estratégia adotada para livrar um país inteiro do subdesenvolvimento. Inesquecível a singularidade da transformação de um país soberano num país escravizado nos limites de sua própria fronteira.
    _________________________________________________
    Êpa! Singularidade?!!
    ______________________________________________________
    Nem tanto. Infelizmente.

    Bob Jr.

    22 de janeiro de 2013 às 12h12

    Só para completar, nem tudo são “flores” na história de Lincoln…

    Apesar de ter promovido a abolição, ele era favorável à segregação racial e inclusive incentivou o retorno dos negros à África. Ele teve participação ativa na criação da Libéria, país africano criado a partir da aquisição de terras de Serra Leoa e Costa do Marfim e colonizado por ex-escravos dos EUA.

    FrancoAtirador

    22 de janeiro de 2013 às 15h23

    .
    .
    Bem, Bob Jr,

    Aí entra uma antiga questão cultural

    que se estende até hoje, nos EUA:

    No presente, o presidente é negro,

    mas a ‘Casa’ continua ‘Branca’.
    .
    .

Mardones Ferreira

22 de janeiro de 2013 às 09h09

Uau! Há sempre mais a conhecer omitido nas grandes figuras. O poder do capital distorce tudo a seu favor. Vou encaminhar para meus parentes que nasceram em Miami. Certamente, eles não sabem dessa ‘continuação’ do filme que não vai ser feita pelo ‘genial’ Spielberg.

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A intervenção ocidental na Líbia e a crise no Mali « Viomundo – O que você não vê na mídia

22 de janeiro de 2013 às 00h40

[…] O que Lincoln tem a ver com Marx, o Karl […]

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Francisco

22 de janeiro de 2013 às 00h30

O nível dos presidentes estadunidenses caiu muito… Mesmo que seja para discordar, quantos deles leram algo de Marx ou de qualquer outro socialista nos últimos 70 anos?

Os EEUU parecem o regime do Talibã…

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    Willian

    22 de janeiro de 2013 às 08h31

    Então você acha importante ler livros para ser presidente de uma república?
    Fico curioso para saber em que você votou nas eleições de seu país.

    Haroldo Mourão Cunha

    22 de janeiro de 2013 às 12h23

    Não sei quanto ao Francisco, mas eu votei no Lula/Dilma! E, pelo que fazem hoje pelo Brasil, com certeza eles se prepararam muito bem para exercerem o cargo! E outra certeza: “leram” muita coisa que esses pseudos intelectuais da direita fascista, não a do Lincoln, jamais tiveram a capacidade de entender. Adam Smith nunca pregou um estado mínimo, mas um estado eficiente, que ele tivesse o tamanho que precisasse para isso.

    leprechaun souza

    22 de janeiro de 2013 às 12h36

    é importante ler livros pra tudo

    Mário SF Alves

    22 de janeiro de 2013 às 12h58

    Subestime o gênio alheio, subestime.

    Viu? É nisso que dá aceitar e habituar-se à lógica da força bruta em detrimento da lógica dos argumentos.
    _____________________________________________________
    Pois é, Willian, na Atenas de Péricles, você, certamente, não seria cidadão. Visto?

    Moacir Moreira

    22 de janeiro de 2013 às 23h52

    Claro que os petistas leram muita coisa.

    O PT foi criado também por intelectuais e não apenas peões de obra.

    Se o Lula não leu, alguém leu para ele.

    Sem leitura e informação não se arranja um bom emprego.

Moacir Moreira

21 de janeiro de 2013 às 22h55

Ora, quem diria…Lincoln era leitor de Marx.

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