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Uri Avnery: Israel, a gangue do Parlamento


18/07/2010 - 10h50

17/7/2010,

por Uri Avnery, Gush Shalom [Bloco da Paz], Telavive

Tradução de Caia Fittipaldi

Quando fui eleito para o Parlamento de Israel pela primeira vez, assustei-me com o que vi lá. Com raras exceções, o nível intelectual dos debates aproximava-se de zero.

Era sempre um encadeamento de clichês, ampla variação sobre lugares comuns. Durante a maioria dos debates, o plenário permanecia vazio. A maioria dos deputados falava hebreu coloquial. Ao votar, muitos sequer entendiam sobre o que votavam, a favor ou contra; apenas seguiam a orientação do partido.

Era 1967, e eram deputados, dentre outros, Levy Eshkol e Pinchas Sapir, David Ben-Gurion e Moshe Dayan, Menachem Begin e Yohanan Bader, Meir Yaari e Yaakov Chazan, todos esses, hoje, nomes de ruas, estradas, praças e bairros.

Comparado ao que se vê hoje, aquele Parlamento foi a Academia de Platão.

O que mais me assustava era a rapidez com que o Parlamento aprovava leis irresponsáveis, para garantir sempre mais popularidade, sobretudo em tempos de histeria das massas. Uma de minhas primeiras iniciativas no Parlamento de Israel foi proposta de lei que criaria uma segunda Câmara, uma espécie de Senado, que teria o poder de impedir que novas leis tivessem vigência imediata, obrigando o plenário do Parlamento a reanalisar as leis aprovadas, depois de algum tempo. Com isso, esperava evitar que as leis fossem aprovadas e tornadas vigentes sob atmosfera de excessiva excitação.

Minha proposta nem chegou a ser considerada seriamente, nem pelo Parlamento nem pela opinião pública. Foi rejeitada no Parlamento por quase unanimidade. (Anos depois, vários deputados me disseram que lamentavam ter rejeitado aquela proposta.) Os jornais apelidaram a nova Câmara de “Casa dos Lordes”, para ridicularizá-la. O jornal Haaretz dedicou à proposta uma página inteira de quadrinhos e caricaturas; eu, com peruca de juiz britânico.

Portanto, a coisa continuou. E continuaram a aprovar leis irresponsáveis, muitas delas racistas e antidemocráticas. Hoje, é uma avalanche. Quanto mais o governo vai-se convertendo em assembleia de políticos oportunistas, mais improvável que a avalanche seja contida. O atual governo, o maior, o mais sórdido, o mais desprezado na história de Israel, coopera com os membros do Parlamento que apresentam propostas de lei e em muitos casos, apresenta, o próprio governo, suas propostas de leis.

O único obstáculo que resta a esse desmando é a Suprema Corte. Dado que Israel não tem Constituição escrita, a Suprema Corte assumiu o poder de anular leis absolutamente escandalosas que violam princípios democráticos e direitos humanos. A Suprema Corte só intervém em casos extremos. Mas também a Suprema Corte está tomada por juízes de direita e de ultra direita que trabalham para desmoralizá-la e, portanto, tem idéias muito típicas sobre o que sejam princípios democráticos e direitos humanos.

E assim se criou uma situação paradoxal: o Parlamento, que deveria ser expressão da democracia, é, hoje, a maior ameaça que pesa contra a democracia em Israel.

O homem que, mais que todos, personifica esse fenômeno é o deputado Michael Ben-Ari da facção “União Nacional”, herdeiro de Meir Kahane, cuja organização (“Kach”) foi tornada ilegal há muitos anos, pelo caráter abertamente fascista.

O próprio Kahane só foi eleito ao Parlamento uma vez. A reação dos demais deputados sempre foi clara: cada vez que Kahane levantava-se para falar, a sala praticamente se esvaziava. O rabino discursava para meia dúzia de seus partidários de ultra direita.

Há algumas semanas visitei o Parlamento pela primeira vez nessa legislatura. Quis assistir ao debate de um tema que me diz respeito diretamente: a decisão da Autoridade Palestina, de boicotar produtos produzidos nas colônias exclusivas para judeus, doze anos depois de o Bloco da Paz ter iniciado esse boicote. Passei algumas horas no prédio. E, de hora em hora, minha repulsa só aumentou.

A causa principal foi uma circunstância que eu não percebera de fora: o deputado Ben-Ari, discípulo e admirador de Kahane, é nome respeitado, hoje, no Parlamento de Israel. Não só não está isolado, nem posto à margem da vida parlamentar como seu mentor sempre esteve e foi; ao contrário: Bem-Ari está no centro da vida parlamentar. Vi deputados de praticamente todos os grupos à volta dele no cafezinho, e ouvindo com atenção empolgada os seus discursos no plenário. Não há dúvidas de que o Kahanismo – versão israelense do fascismo – deixou as coxias e ocupa hoje o centro do palco.

Recentemente, Israel ofereceu ao mundo uma cena escandalosa.

Na tribuna do Parlamento estava a deputada Haneen Zoabi, do grupo Balad dos nacionalistas árabes, que tentava explicar por que se reunira à Flotilha da Paz que tentara atracar em Gaza e fora atacada pela Marinha de Israel. A deputada Anastasia Michaeli, do partido de Lieberman, saltou de sua cadeira sobre a tribuna, aos gritos, sacudindo os braços, disposta a arrancar de lá Haneen Zoabi, arrastada. Outros deputados acorreram para ajudar Michaeli. Reuniu-se em torno da tribuna uma gangue ameaçadora de deputados. Só com grande dificuldade a segurança conseguiu salvar Zoabi de ser fisicamente agredida. A deputada agressora gritava, mistura de racismo e sexismo: “Vá para Gaza, aprender o que fazem com uma solteirona de 41 anos!”

Difícil imaginar contraste maior entre as duas deputadas. A família de Haneen Zoabi tem raízes seculares em Nazaré, provavelmente do tempo de Jesus Cristo. Anastasia Michaeli nasceu em Leningrado, quando se chamava Leningrado. Foi eleita “Miss Petersburgo”, tornou-se modelo, casou com cidadão israelense, converteu-se ao judaísmo, emigrou para Israel aos 24 anos, mas nunca desistiu do prenome russo. Teve oito filhos. É perfeita candidata ao título de Sarah Palin (que também foi miss) israelense…

Que eu saiba, nenhum deputado levantou um dedo para defender Zoabi durante o tumulto. No máximo, ouviu-se um débil protesto do presidente do Parlamento, Reuven Rivlin, e de um deputado do partido Meretz, Chaim Oron.

Em 61 anos de existência, jamais o Parlamento de Israel assistira a cena semelhante. Num segundo, uma assembleia democrática soberana converteu-se em gangue de linchadores.

Não é preciso apoiar a ideologia do partido Balad para respeitar a impressionante figura de Haneen Zoabi. Fala fluente e persuasivamente, é diplomada por duas universidades israelenses, luta pelos direitos das mulheres na comunidade árabe-israelense e é a primeira mulher eleita ao Parlamento de Israel por partido árabe. A democracia de Israel deveria orgulhar-se muito dela. É membro de uma vasta família árabe estendida. Um irmão de seu avô foi prefeito de Nazaré. Um de seus tios foi ministro; outro, juiz da Suprema Corte. (De fato, no meu primeiro dia como deputado eleito, propus o nome de outro membro da família Zoabi como candidato a presidente do Parlamento.)

Essa semana, o Parlamento de Israel aprovou, por larga maioria, proposta apresentada por Michael Ben-Ari, apoiada por deputados dos partidos Likud e Kadima, para caçar os direitos parlamentares de Haneen Zoabi. Antes, o ministro do Interior, Eli Yishai, havia pedido ao Advogado Geral que aprovasse seu plano para cassar a cidadania israelense de Zoabi, sob acusação de traição. Outro deputado gritou para ela: “Você não tem direito de estar no Parlamento de Israel! Você não tem direito de usar identidade israelense!

No mesmo dia, o Parlamento israelense obrou contra o fundador do partido de Zoabi, Azmi Bishara. Em votação preliminar, aprovaram projeto de lei – também dessa vez apoiado por membros dos partidos Likud e Kadima – para cassar a aposentadoria que a que Bishara faz jus, depois de renunciar ao cargo de deputado (vive no exterior, ameaçado de condenação por espionagem se voltar a Israel.)

Os orgulhosos padrinhos dessas iniciativas, que receberam apoio massivo dos partidos Likud, Kadima, do partido de Lieberman e de todos os grupos de judeus religiosos, não escondem a intenção de expulsar todos os árabes do Parlamento, para constituir um Parlamento só de judeus em Israel.

As mais recentes decisões do Parlamento israelense são passos de uma mesma longa campanha, que todas as semanas gera novas iniciativas, por deputados sedentos de publicidade, que sabem que quanto mais racistas e antidemocráticas forem suas leis, mais votos ganham.

Foi o que aconteceu essa semana, nas decisões do Parlamento de Israel, que obrigam todos quantos aspirem à cidadania israelense a jurar fidelidade a “Israel, estado judeu democrático”. É lei que obrigará os árabes (sobretudo as esposas estrangeiras de cidadãos árabes) a subscrever a ideologia sionista. Equivalente dessa lei seria lei do Congresso dos EUA que exigisse que os cidadãos norte-americanos jurassem fidelidade aos EUA definido como “estado anglo-saxão, protestante e branco.”

A irresponsabilidade do Parlamento israelense já não tem limites. Todas as linhas da decência já foram derrotadas há muito tempo. E não se trata de deputados que representam 20% dos cidadãos. Há tendência crescente no sentido de privar da cidadania israelense todos os cidadãos árabes-israelenses.

Essa tendência relaciona-se ao cada dia mais violento ataque ao estatuto legal dos árabes que vivem em Jerusalém Leste.

Essa semana, assisti à audiência, na corte de magistrados de Jerusalém, sobre a prisão de Muhammed Abu Ter, um dos quatro deputados do Hamás no parlamento palestino em Jerusalém. A audiência foi realizada numa saleta diminuta, com espaço apenas para 12 pessoas. Só consegui entrar com muita dificuldade.

Eleitos em eleições democráticas, e como é obrigação clara de Israel nos termos do acordo de Oslo, esses deputados árabes foram empossados e admitidos como parte do governo em Jerusalém Leste. De repente, o governo de Israel anunciou que revogara o direito dos mesmos deputados à identidade de “residentes permanentes”.

O que significa isso? Quando Israel “anexou” Jerusalém Leste em 1967, o governo não imaginava conferir cidadania aos habitantes da cidade. Sem esses votos, diminuiu muito o número de eleitores árabes em Israel. Tampouco inventaram algum novo status para os árabes. Sem alternativas, os habitantes árabes de Jerusalém tornaram-se “residentes permanentes” – o mesmo status que Israel oferece a estrangeiros que queiram permanecer em Israel. O ministro do Interior tem o direito de revogar o visto dos “residentes permanentes” e pode deportar essas pessoas para seus países de origem.

Muito evidentemente, a definição de “residentes permanentes” não se aplica aos habitantes de Jerusalém Leste. Eles e seus ancestrais nasceram ali, não têm e jamais tiveram qualquer outra cidadania ou local de residência. Revogar o visto converte-os em politicamente ‘sem-teto’, pessoas sem qualquer proteção de qualquer tipo.

Na corte, os advogados do Estado de Israel argumentaram que, dado que seu visto de “residente permanente” fora cancelado, Abu Ter ter-se-ia tornado “pessoa ilegal”, depois que se recusara a abandonar a cidade. Por esses crimes, mereceria prisão por tempo ilimitado.

(Poucas horas antes, a Suprema Corte julgara pedido nosso, de investigação independente para o incidente da Flotilha da Paz em Gaza. Obtivemos vitória parcial, mas significativa: pela primeira vez em sua história, a Corte Suprema de Israel votou tema relacionado a comissões de inquérito. A Corte decidiu que os militares envolvidos no ataque à Flotilha da Paz devem ser interrogados e que, caso o governo tente evitar esses depoimentos, a Corte novamente interferirá.).

Se ainda há quem se iluda e creia que a gangue do Parlamento em Israel só atingirá “os árabes”, estão perigosamente errados. A única pergunta que resta é: quem será a próxima vítima?

Essa semana, o Parlamento analisou em primeira sessão de leitura, proposta de lei para impor pesadas penas a qualquer cidadão israelense que pregue boicote contra Israel em geral, e, em especial, contra empresas, universidades ou outras instituições do Estado, inclusive contra as colônias exclusivas para judeus. Qualquer dessas instituições passa a poder exigir indenização de 5.000 dólares, da organização que pregue o boicote, ‘por cabeça’ dos signatários de manifestos ou ‘apoiadores’ a qualquer título, de qualquer tipo de boicote.

Pregar boicotes é meio democrático de manifestação. Sempre fui contra boicote ‘genérico’ contra Israel, mas (aprendi de Voltaire) sempre defenderei o direito de qualquer cidadão que decida boicotar Israel. O real objetivo da proposta de lei que começa a ser votada é, claro, proteger as colônias exclusivas para judeus: visa a impedir a manifestação dos que pregam que se boicotem os produtos vendidos pelas colônias que produzem em território ocupado, ilegal, à margem do Estado. Tenho muitos amigos ameaçados. Eu também estou sendo ameaçado.

Desde a fundação, Israel jamais deixou de vangloriar-se de ser a “Única Democracia do Oriente Médio”. Esse mote é a jóia da coroa da propaganda israelense. E o Parlamento deveria ser símbolo dessa democracia.

Hoje, a gangue que assumiu o comando do Parlamento está determinada a destruir essa imagem de democracia, de uma vez por todas. Israel terá de conformar-se com ser conhecida como democracia igual a tantas, como a Líbia, o Iêmen, a Arábia Saudita.

Mensagem recebida por e-mail; reproduzida, em inglês, por The Panetary Movement sob o título: A Parliamentary Mob

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29 comentários

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Confuso da Silva

20 de julho de 2010 às 14h54

Hans, esse longo texto tem algum propósito na discussão sobre o artigo? Desculpe, mas eu não entendi.

Responder

Armando do Prado

20 de julho de 2010 às 13h58

Israel, continua sendo um Estado terrorista protegido e amparado pelos EUA e seus sionistas.

Responder

    Confuso da Silva

    20 de julho de 2010 às 14h57

    Armando, já vimos aqui em outro artigo que o apoio dos EUA a Israel está fraquejando, por causa das ações irresponsáveis e indefensáveis do governo israelense. Mas eu gostaria de saber o que é, na sua concepção, um "estado terrorista".

Hans Bintje

20 de julho de 2010 às 11h27

Sobre carneiros e bodes. De Edson Vidigal, ex-presidente do STJ:

"No mais antigamente, se uma coisa não prestava a culpa era do bode. Aí agarravam o primeiro herbívoro ruminante, berrante e espalhafatoso que encontrassem, e o levavam para o deserto onde o abandonavam para expiar suas culpas. As pessoas acreditavam que, assim, estavam livres de todos os seus pecados. Ou seja, elas pecavam e o bode é que pagava o pato, e no deserto.

Você sabia que dentre todos os herbívoros ruminantes o bode é o que tem o maior tubo digestivo? Eu também não sabia. E agora entendo porque ele é resistente à seca, é porque come tudo de tudo, sem perder o humor. (…)

Lendo com calma vamos notar uma certa contradição. Ora, se o carneiro, ou cordeiro, é um herbívoro, por que o bode, que também é parente do carneiro, talvez um primo não muito distante, foi tão discriminado?

As pessoas rezam – cordeiro de Deus que tirai os pecados do mundo e quanto ao bode o que se sabe é que ele até serve para os rituais de magia negra (…) Espalha-se sempre a onda de que o bode não toma banho, fede muito, e que serve também para ser comparado aos políticos indesejáveis.

De outra parte, o bode é usado também para denominar a pessoa injustamente colocada numa situação na qual todos a atacam e, assim, desviando atenções de algum cenário moralmente devastador e sobre o qual, pela estratégia dos poderosos, ao povo em geral não interessa saber. (…)

Em política, sempre que se pretende alcançar um objetivo polêmico, busca-se diluir a controvérsia inventando um bode. São propostas inimagináveis, mas que causam tanta repulsa a ponto de as pessoas de tão emocionadas quase saírem aos tapas.

Há quem sustente que essa metáfora do bode na sala começou como parábola na China, e tem bode lá? Mas ha também quem a descreva como algo da sabedoria política nordestina.

Mais ou menos assim.

O camarada reclamou ao companheiro que sua vida em casa estava um inferno, sabe aquela coisa de mesa em que falta comida, todos brigam e ninguém tem razão?

Aí o companheiro perguntou, você cria um bode e o camarada disse sim. Então, camarada, leva o teu bode para a sala. Ele levou e não deu outra, reação de todo mundo, o bode espirrava feio, exalava um mau cheiro infernal, a situação só piorou.

O camarada aborrecidíssimo procura o companheiro, ó cara você é meu amigo ou amigo da onça? Por que? Ora, você me aconselha a botar o bode na sala e a minha situação lá em casa só piorou. Dando uma de guru, responde o sábio companheiro, tira o bode da sala e depois me volta aqui.

Dias depois o camarada voltou, e aí, quis saber o companheiro. Deu certo, respondeu. O bode causou tanto problema que até esquecemos os outros, e agora que não está mais sala está tudo bem.

Quando se diz sobre uma situação que vai dar bode é porque o que vem por aí pode ser infernal.

Na feira do Coroado encontrei uma cartomante, dessas que garantem tudo, até a volta da pessoa que saiu raivosa aos braços da amada, e eu então lhe perguntei, que tens a me dizer comadre?

Ela quis saber, sobre essa política aí de vocês? Também, respondi. Ela disse, ih tem tudo para dar bode, e já tem bode demais na sala."

Fonte: http://www.jornalpequeno.com.br/2008/5/29/Pagina7

Responder

Alceu C. Gonçalves

19 de julho de 2010 às 16h41

Confuso da Silva, a seguir o nome de dois sionistas dentre os inúmeros que abocanharam, via privatizações, uma imensa parte das riquezas do nosso país: Benjamin Steinbruch liderou consórcios para abocanhar a preço de bananas a Vale do Rio Doce e a Companhia Siderúrgica Nacional . Luiz Carlos Mendonça de Barros montou um esquema de favorecimentos no leilão da telebrás.

AlceuCG.

Responder

    Confuso da Silva

    19 de julho de 2010 às 23h22

    Alceu, agora você está sendo paranóico. Então você cita Benjamin Steinbruch como parte de uma conspiração sionista que "deitou e rolou"no governo FHC? Você acha que os tais protocolos dos sábios de Sião são um documento real? Só porque o CEO da CSN é judeu, não quer dizer que a CSN pertence ao governo israelense, nem que houve um complô judaico para privatizar a Vale.

    Quanto a Luiz Carlos Mendonça de Barros, não entendi a ligação dele com o sionismo.

    Confuso da Silva

    20 de julho de 2010 às 14h48

    Alceu, você está sendo paranóico. O fato de um judeu ser CEO da CSN não quer dizer que exista uma grande conspiração sionista que "deitou e rolou" na era FHC. Isso me cheira a teoria da conspiração, daquelas do tipo "protocolos dos sabios de Sião" ou "os judeus estão dominando o mundo"…

    Já quanto ao Luiz Carlos Mendonça de Barros, não entendi o que ele tem a ver com tudo isso.

Alceu Gonçalves

19 de julho de 2010 às 08h33

E o nosso LULA firmou acordo comercial dando status especial a Israel. Vá Entender! Espero que a DILMA cancele o dito acordo. Com certeza o sionismo conseguiu estender seus tentáculos em áreas especificas do governo. No infame governo do fhc ele deitou e rolou, veja nas mãos de quem ficou as melhores e mais ricas estatais privatizadas.

AlceuCG

Responder

    Confuso da Silva

    19 de julho de 2010 às 15h02

    Alceu, a quem você se refere ao falar sobre as estatais privatizadas no governo FHC? Poderia elaborar?

mariazinha

18 de julho de 2010 às 21h40

Se nos conservarmos firmes no boicote a israel, conseguiremos abaixar-lhes a crista; fazem qqer. negócio pelo money.
Eu continuo pregando o boicote para quem os financia e nada de negócios com esses marginais impertinentes e crueis.
[…] lancôme, banana republic, disney, helena rubinstein, libbys, loreal, maggi, nestlé, fanta, sprite, intel, starbucks cofee, etc, etc…

Responder

André Frej

18 de julho de 2010 às 18h59

As bases desse estado teocrático (religiosa e publicista) não conseguirão se sustentar por muito tempo. E sem base, a tendência é o declínio e a perdição.
Mas, há uma saída para os dois povos. A coexistência através da refundação da Palestina histórica, onde árabes e israelenses, judeus, muçulmanos e cristãos possa viver em harmonia. Não sei se é utopia. Não custa nada sonhar.
Free Palestine !

Responder

    Confuso da Silva

    19 de julho de 2010 às 14h50

    André, isso seria perfeito, mas é com certeza uma utopia. Uma solução mais tangível seria a de dois estados. Se isto for logrado, já é um grande avanço. E aí, depois de um longo tempo de convívio, paz e tolerância, possa haver um espaço para se discutir uma unificação. Mas mesmo a solução de dois estados é algo que esbarra em muitos interesses dentroe fora da região…

Milton Hayek

18 de julho de 2010 às 18h34

Podemos aprender muita coisa por aí:

[youtube MKpFN4X9YEc http://www.youtube.com/watch?v=MKpFN4X9YEc youtube]

Responder

    Alceu C. Gonçalves

    19 de julho de 2010 às 18h55

    Prezada Bianca, os israelenses elegem o governo de Israel desde o seu nascimento, portanto, o povo dá o seu aval para todos os crimes cometidos pelos seus eleitos, certo? Resumindo, o povo israelense, são sim, responsáveis pelos crimes cometidos em seu nome. E por falar em cultura, tá na biblia! Os judeus é o povo escolhido por deus, um deus satanico que pregava a vingança, genocidio e saque. Um deus ciumento e racista que desprezava as mulheres e os gentios. Essa é base do pensamento dos judeus, caso contrário eles jamais elegeriam so criminosos que hoje governam seu país.

    AlceuCG.

    Confuso da Silva

    20 de julho de 2010 às 02h01

    Alceu, não quero ser chato, mas um pouco de concordância verbal seria bom. E um pouquinho mais de reflexão antes de escrever.

    Para começar, os israelenses, assim como cidadãos de muitos outros países, precisam ser maiores de idade para poderem votar, é impossível alguém votar desde o nascimento. Além disso, o povo israelense é tão culpado pelas ações de seus eleitos como o povo brasileiro é culpado pela corja de safados que infesta nosso congresso.

    Sua expressão "deus satânico", bem como o resto de seu texto, não faz sentido. Me parece um caso clássico de anti-semitismo sem fundamento. O deus da bíblia a quem você se refere é o mesmo deus dos cristãos, e portanto pela sua lógica os cristãos também seriam predispostos a vingança, genocídio, saque, a racismo, e também elegeriam só criminosos em seus países.

    Alceu C. Gonçalves

    20 de julho de 2010 às 22h41

    Confuso, é lógico que vc é o tipo para o qual devemos desenhar para nos fazermos entender. Quanto ao voto do eleitor israelense, fc falou bobagem que nem merece contra-argumento. Quanto ao "deus satânico", é óbvio que vc nunca leu a bíblia e se leu, não entendeu. Peça para alguém ler e explicar pra você a história de Abraão, Jacó, Saul, Davi, Salomão, enfim, os patriarcas bíblicos, aí você entenderá o que eu quis dizer sobre um deus, mesquinho, vingativo, assassino e preconceituoso. Por outro lado, criatura, não comprometa o cristianismo mais do que ele está comprometido com o velhote mesquinho e vingativo. Infelizmente, Jesus não teve a coragem ou condição de se desvencilhar completamente dos crimes da entidade que teve que declarar como seu pai. Estultinho, dá uma olhada na história do cristianismo e verá que todos os crimes cometidos pelos cristãos contra a humanidade sempre tiveram com álibi as orientações do já amplamente denunciado velhote preconceituoso. Finalizando, realmente o povo sempre tem o governo que merece e é responsável pelas suas políticas, haja visto que, quando resolveram colocar o LULA como nosso presidente, o país avançou positivamente em todas as áreas.

    AlceuCG.

    Confuso da Silva

    21 de julho de 2010 às 11h18

    Alceu, realmente eu não entendo você. Provavelmente por ser estulto (ou "estultinho", da forma carinhosa como você colocou), ainda não entendi como alguém pode eleger um governo desde o nascimento.

    Quanto ao deus mesquinho, satânico ou o que quer que seja, essa discussão teológica pouco vem ao caso, já que a grande maioria dos judeus em Israel é laica, e não toma a bíblia ao pé da letra.

    Mas em uma coisa concordo com você – os crimes cometidos por cristãos no decorrer da história tiveram como álibi as "orientações" de um deus. Mas, assim como os crimes cometidos em nome de qualquer religião ou divindade, não passam de crimes movidos por ganância, cobiça, preconceito e ódio, e que tentam se justificar com o argumento de estarem seguindo ordens divinas. O problema não era Jesus, era a cúpula da Igreja, que na Idade Média estava enebriada pelo poder e pela opulência, e assim seguia cometendo seus crimes em nome de deus, para especificar um exemplo.

    Já sua tentativa de misturar o debate atual com a política brasileira realmente me confunde. Não vou entrar numa discussão de política brasileira com você, pois esse não é o tema aqui. Mas, usando a frase feita de que "o povo tem o governo que merece", você quer dizer que só a partir de 2003 o povo mereceu um bom governante – mas se esse povo é o mesmo de antes de 2003, por que antes eles mereceriam governos ruins? E então, segundo a sua lógica, e para voltarmos ao assunto original do artigo, os israelenses são todos malvados por seguirem o velho testamento e portanto merecem um governo corrupto, e são culpados pelos crimes que esse governo comete? Então nós brasileiros também somos culpados pelos crimes que nossos políticos cometem (ou cometeram antes da eleição do Lula, para evitar discussões políticas), certo?

Israel, cada vez mais fascista e africânder | ESTADO ANARQUISTA

18 de julho de 2010 às 17h32

[…] por Uri Avnery, Gush Shalom [Bloco da Paz], Telavive pelo Viomundo […]

Responder

Leider_Lincoln

18 de julho de 2010 às 20h17

O fascismo neo-africânder está tão evidente que nem mesmo os trols que costumavam defender Israel, como um que assinava como "Rodolfo" têm mais coragem de vir aqui defender o indefensável. Isso não é só enojante, é perigoso também: este país está assentado sobre 200 bombas atômicas e precisa ser detido.

Responder

O Brasileiro

18 de julho de 2010 às 20h12

A Bíblia fala de um povo que agia assim após receber uma terra prometida. Depois de alguns anos, esse povo foi expulso dessa terra.
A História, por sua vez, nos conta que os membros desse mesmo povo se tornaram párias pelo mundo, e o tal povo quase foi dizimado por uns loucos que agem da mesma forma que os israelenses de hoje!
Já que está tudo se repetindo…

Responder

Ed.

18 de julho de 2010 às 18h59

Era uma vez um tradicional país europeu cujo parlamento teve algumas cadeiras ocupadas por uma pequena gangue…
Quão longe está a "democracia judaico ariana" de chegar ao seu Adolf?

Responder

Mª vivamandela

18 de julho de 2010 às 18h53

A tirania do estado de Israel se consolida a medida que recebem o apoio das grandes potências do planeta.
As atrocidades cometidas por esses verdadeiros carrascos nazistas, são acolhidas como normais a título de defesa do povo judeu, hoje quem se opõe é perseguido e execrado.
Como combater um inimigo dotado de poder econômico, bélico e cientifico? Outrora oprimido hoje opressor.

Responder

Alceste Pinheiro

18 de julho de 2010 às 14h33

E presidente Lula ainda receb com pompa e circunstâncias o presidente de Israel.
Lamentável demais.

Responder

M.A.P

18 de julho de 2010 às 14h22

Prezado jornalista
O pior é ter que ler no PIG os loas a única democracia na região.
Israel, que decadência moral.

Responder

Helcid

18 de julho de 2010 às 12h38

Jairo, nos coliseus da vida, não dá pra ser cristão e leão ao mesmo tempo ! endosso !!

Responder

Jairo_Beraldo

18 de julho de 2010 às 14h34

Até quanto continuaremos aceitando que este mundo enamorado da morte é nosso único mundo possível? Até quando prolongaremos nossa postura cínica de "neutralidade", de não "tomar partido" ? É o oprimido, malgrado seja um idiota fundamentalista religioso, igual ao fundamentalista opressor? São moralmente o mesmo? Que se matem entre si, é isso? Não temos mesmo de tomar partido?

Responder

    Confuso da Silva

    19 de julho de 2010 às 15h12

    Jairo, concordo que não devemos nos manter neutros nem nos abster de tomar partido. Mas que tomemos o partido da paz, denunciando tanto o fundamentalista opressor quanto o fundamentalista oprimido pois, na minha opinião, qualquer um que se valha de violência para expressar sua vontade está moralmente errado, não importa de que lado do conflito esteja. Que se façam ouvir as vozes conciliadoras de ambos os lados, e que se defenda a tolerância e a convivência pacífica, na esperança de que um dia o conflito acabe.

    Pois, se defendermos cegamente toda e qualquer atitude do lado palestino do conflito, não estamos sendo diferentes daqueles que vêm aqui defender cegamente as atitudes do governo israelense.

    Alceu C. Gonçalves

    21 de julho de 2010 às 11h05

    Vc continua confuso, hein, Confuso? Ou será que essa pretensa confusão na verdade é uma pele de carneiro, aliás, muito mal curtida, para disfarçar um sionista tão mesquinho quanto seu deusinho criminoso? Esse seu blá, blá, blá de misturar opressores e oprimidos no mesmo saco é tipico do mau caráter que não tem coragem de defender publicamente os genocídios de nações criminosas que no passado recente tinha como líder o velho leão agora desdentado, a Inglaterra, e no presente os eua e seu início de decadência, destino de todos os impérios. E por falar em covardia e dissimulação, é fácil deitar falação protegido por um ridículo e anônimo nick, certo?

    AlceuCG.

    Confuso da Silva

    21 de julho de 2010 às 11h38

    Alceu, seus ataques apenas demonstram sua falta de conteúdo e argumentos. Eu entendo sua revolta contra os absurdos praticados pelo governo israelense mas, usando uma frase que já usei em outro debate por aqui, você parece sofrer do mesmo mal que a maioria dos judeus, só que em polaridade inversa – se alguém ousar criticar qualquer atitude do lado palestino, você já vai logo dizendo que é um defensor de genocídio. O mundo não é preto-e-branco, Alceu, e reduzir o conflito no Oriente Médio a um simples maniqueísmo da luta do bem contra o mal é algo simplório e perigoso.

    Quanto a meu pseudônimo, de que adiantaria você conhecer meu nome real? Minhas idéias e opiniões continuam sendo as mesmas, seja expressando-as aqui neste site "protegido" pelo meu "ridículo e anônimo" nick, seja conversando com amigos e familiares cara-a-cara.

    Seria muito melhor para o debate e para o nível do site que você deixasse essa agressividade e esses ataques sem conteúdo e participasse apresentando argumentos e discutindo civilizadamente.


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