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Tina Rosenberg: O sucesso dos programas de transferência de renda


04/01/2011 - 18h51

January 3, 2011, 8:15 pm

To Beat Back Poverty, Pay the Poor [Para derrotar a pobreza, pague aos pobres]

By TINA ROSENBERG

No Opinionator, do New York Times, sugerido pelo Leider Lincoln

A cidade do Rio de Janeiro é famosa pelo fato de que uma pessoa pode olhar de um barraco precário em um morro, desde uma favela miserável, e ver praticamente dentro da janela de condomínios de alto luxo. Partes do Brasil se parecem com o sul da Califórnia. Partes parecem com o Haiti. Muitos países mostram grande riqueza ao lado de grande pobreza. Mas até recentemente o Brasil era o país mais desigual do mundo.

Hoje, no entanto, o nível de desigualdade econômica no Brasil está se reduzindo num ritmo maior que o de qualquer outro país. Entre 2003 e 2009, a renda dos pobres brasileiros cresceu sete vezes mais que a renda dos brasileiros ricos. A pobreza foi reduzida neste período de 22% para 7% da população.

Contraste isso com os Estados Unidos, onde entre 1980 e 2005, mais de 4/5 do aumento da renda foi para o 1% no topo da escala (veja aqui — the book is on the table — uma grande série sobre desigualdade nos Estados Unidos feita por Timothy Noah, da [revista eletrônica] Slate). A produtividade entre os trabalhadores americanos de renda baixa e média aumentou, mas a renda não. Se a tendência atual for mantida, os Estados Unidos podem em breve se tornar tão desiguais quanto o Brasil.

Vários fatores contribuiram para o feito surpreendente do Brasil. Mas a maior parte é devida a um único programa social que agora está transformando a forma com que os países de todo o mundo ajudam os pobres.

O programa, chamado Bolsa Família no Brasil, recebe nomes diferentes em lugares diferentes. No México, onde primeiro começou em escala nacional e foi igualmente bem sucedido na redução da pobreza, é chamado Oportunidades.

O termo genérico para os programas é “transferência condicional de renda”. A ideia é fazer pagamentos regulares a famílias pobres, em dinheiro ou transferências eletrônicas, se elas cumprirem certas metas.

As exigencias variam, mas muitos países usam o que o México usa: famílias precisam manter as crianças na escola e fazer exames médicos regulares, a mãe precisa fazer cursos sobre temas como nutrição e prevenção de doenças. Os pagamentos quase sempre vão para as mulheres, já que elas mais provavelmente vão gastar o dinheiro com suas famílias. A ideia elegante por trás das transferências condicionais de renda é combater a pobreza hoje, mas quebrando o ciclo de pobreza amanhã.

A maior parte de nossas colunas até agora tem sido sobre ideias bem sucedidas, mas pequenas. Elas enfrentam uma dificuldade comum: como funcionar em maior escala. Esta é diferente. O Brasil está empregando uma versão de uma ideia que agora está em uso em 40 países do globo, uma ideia já bem sucedida em uma impressionantemente enorme escala. Este é provavelmente o mais importante programa de governo antipobreza que o mundo já viu. Vale a pena saber como funciona e porque foi capaz de ajudar tanta gente.

No México, Oportunidades hoje cobre 5,8 milhões de famílias, cerca de 30% da população. Uma família da Oportunidades com uma criança na escola primária e outra na escola secundária, que cumpre todas as exigencias, pode receber um total de 123 dólares por mês. Os estudantes também podem receber dinheiro para material escolar e as crianças que completam o ensino médio dentro do tempo recebem um pagamento de 330 dólares.

A Bolsa Família, que tem exigências similares, é ainda maior. Os programas de transferência condicional de renda do Brasil foram iniciados antes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ele consolidou vários programas e os expandiu. Agora cobre cerca de 50 milhões de brasileiros, um quarto dos habitantes do país. Paga um valor mensal de 13 dólares para as famílias pobres por criança de 15 anos ou menos que estiver na escola, para até três crianças. As famílias podem ter um valor adicional de 19 dólares por criança de 16 ou 17 anos ainda na escola, para um máximo de duas crianças. Famílias que vivem na extrema pobreza recebem um beneficio básico de 40 dólares, sem condições.

Estas somas parecem dolorosamente pequenas? São. Mas uma família vivendo em extrema pobreza no Brasil dobra a sua renda quando recebe o benefício básico. Faz tempo está claro que o Bolsa Família reduziu a pobreza no Brasil. Mas apenas pesquisas recentes revelaram o papel do programa na redução da desigualdade econômica.

O Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento estão trabalhando com governos para espalhar os programas em todo o mundo, dando ajuda técnica e empréstimos. Os programas de transferência condicional de renda são encontrados agora em 14 países da América Latina e em outros 26 países, de acordo com o Banco Mundial. (Um dos programas é em Nova York, um programa piloto pequeno, financiado privadamente, chamado Opportunity NYC. Uma avaliação inicial mostrou sucesso relativo, mas ainda é cedo para tirar conclusões). Cada programa é desenhado para as condições locais. Alguns na América Latina enfatizam a nutrição. O da Tanzânia está experimentando com pagamentos condicionais que dependem do comportamento de toda a comunidade.

O programa combate a pobreza de duas formas. Uma, direta: dá dinheiro aos pobres. Funciona. E, não, o dinheiro não é roubado nem desviado para os mais ricos. O Brasil e o México são muito bem sucedidos em incluir apenas os pobres. Nos dois países houve redução de pobreza, especialmente pobreza extrema, e houve redução da taxa de desigualdade.

O outro objetivo da proposta — dar mais educação e saúde às crianças — é de longo prazo e mais difícil de medir. Mas tem sido medida — o Oportunidades é provavelmente o programa social mais estudado do planeta. O programa tem um grupo de avaliação e publica todos os seus dados. Houve centenas de estudos de acadêmicos independentes a respeito dele.

No México houve redução de desnutrição, anemia e nanismo, assim como de outras doenças da infância e de adultos. A mortalidade infantil e de mães caiu. O uso de contraceptivos na zona rural aumentou e a gravidez de adolescentes caiu. Mas os efeitos mais dramáticos foram vistos na educação. Crianças no Oportunidades repetiram menos de ano e ficaram mais tempo na escola. O trabalho infantil caiu. Em zonas rurais, a porcentagem de crianças entrando no ensino médio aumentou 42%. Matrículas em escolas médias da zona rural aumentaram imensos 85%. Os maiores efeitos em educação se dão em famílias onde as mães têm o menor nível de educação. Famílias indígenas do México foram particularmente beneficiadas, com as crianças ficando mais tempo na escola.

O Bolsa Família tem um impacto similar no Brasil. Um estudo recente descobriu aumentos na permanência na escola e no avanço escolar — particularmente no Nordeste, onde a presença na escola é a menor, e particularmente para as meninas mais velhas, que correm o maior risco de abandonar os estudos. A pesquisa também descobriu que o Bolsa aumentou o peso das crianças, os índices de vacinação e o uso do cuidado pré-natal.

Quando viajei pelo México em 2008 para fazer reportagem sobre o Oportunidades, encontrei família atrás de família com histórias distintas entre o antes e o depois. Pais cujo trabalho consistia em usar machetes para cortar grama tinham, graças ao Oportunidades, filhos formados na escola secundária e que agora estavam estudando contabilidade ou enfermagem. Algumas famílias tinham filhos mais velhos que haviam sido maltrunidos na infância, mas as crianças mais jovens agora eram saudáveis porque o Oportunidades tinha chegado em tempo de ajudá-las a se alimentar melhor.

Na cidade de Venustiano Carranza, no estado mexicano de Puebla, encontrei Hortensia Alvarez Montes, uma viúva de 54 anos de idade cuja renda vinha de lavar roupa. Tinha parado de estudar na sexta série, da mesma forma que três dos filhos dela. Mas quando o Oportunidades chegou, ela manteve as crianças mais novas na escola. Estavam ambos completando o ensino secundário quando os visitei. Um deles planejava fazer faculdade.

Fora do Brasil e do México, os programas de transferência condicional de renda são mais novos e menores. De qualquer forma, há amplas pesquisas demonstrando que também eles aumentam o consumo, reduzem a pobreza e aumentam a permanência na escola e o uso de serviços de saúde.

Se programas de transferência condicional de renda funcionarem adequadamente, muitas novas escolas e clínicas serão necessárias. Mas os governos nem sempre podem acompanhar a demanda e algumas vezes só podem fazer isso reduzindo drasticamente a qualidade. Se este é um problema para países de renda média como o Brasil e o México, imagine o desafio para Honduras ou Tanzânia.

Para os céticos, que acreditam que programas sociais nunca funcionam em países pobres e que a maior parte do que é gasto com eles é roubado, os programas de transferência condicional de renda são uma resposta convincente. Aqui estão programas que ajudam os que mais precisam de ajuda e que fazem isso com pouco desperdício, corrupção ou interferência política. Mesmo programas pequenos, que atendam uma única vila e sejam bem sucedidos, são motivo para celebrar. Fazer isso na escala que México e Brasil fizeram é impressionante.

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88 comentários

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O sucesso dos programas de transferência de renda « Terrorismo Branco

07 de janeiro de 2011 às 21h47

[…] publicada no Viomundo LikeBe the first to like this […]

Responder

Lucas Brasil

06 de janeiro de 2011 às 14h51

Sra Tina Rosemberg e demais leitores,
"Os pagamentos quase sempre vão para as mulheres, já que elas mais provavelmente vão gastar o dinheiro com suas famílias". Certo. Os homens, mais provavelmente, gastariam com o quê? A sra ou alguém poderia responder????

Responder

    Antônio Crlos

    08 de janeiro de 2011 às 10h40

    Com cachaça, pode acreditar!!! Já aconteceu antes. NO governo de José Sarney era distribuído leite para as crianças carente e quem recebia os tickets eram os país. Muitos deles trocavam por bebida!!!!!!!!!!

    rebertão Pará

    30 de janeiro de 2011 às 01h16

    Ora essa! É claro que mais provavelmente gastaria com um "boa" pinga!!! ou talvez, com a outra rapariga!

Ébano

06 de janeiro de 2011 às 13h14

Muito boa a matéria. Realmente algo tinha que ser feito para reduzir a desigualdade. Mas eu ainda acho que, no pacote de exigências, as famílias deveriam, por exemplo, receber noções de planejamento familiar e cursos profissionalizantes, justamente para poderem caminhar com as próprias pernas.

O programa também se baseia em uma coisa interessante, o conceito econômico de que 1 real a mais na mão de um cara pobre vira consumo e movimenta o mercado interno. Ao contrário, na mão de um cara rico, tende a se tornar poupança. O Brasil superou bem a última crise porque estava com seu mercado interno pronto para demandar mais bens e serviços, e é claro que os programas de transferência de renda contribuiram bastante para isso.

Responder

    Emilio Matos

    07 de janeiro de 2011 às 23h54

    Planejamento familiar é um tema muito controvertido. Não gostaria que o governo se intrometesse nisso não. Facilmente poderia degringolar para nazistices. E acho até que no médio e longo prazo aumentar a taxa de natalidade seria bom para o Brasil. Quanto mais gente, melhor.

augusto

06 de janeiro de 2011 às 10h23

alo, DIlma!
O nosso programa é menos eficiente e abrangente que o do Mexico.
Vamos agir! O sombrero social deles dá mais perspectiva e empuxe.

Responder

Hélio Pereira

05 de janeiro de 2011 às 17h39

A Embaixatriz Chilena Mónica Serra,deve discordar,apesar dos números serem irrefutaveis.

Responder

    Jairo_Beraldo

    05 de janeiro de 2011 às 21h49

    Embaixatriz onde? Só se for em São Paulo!

    Marcio H Silva

    06 de janeiro de 2011 às 00h21

    Nem em São Paulo.

bene

05 de janeiro de 2011 às 17h26

Boa parte dos brasileiros só reconhecem o sucesso explícito de uma ação feita por brasileiros, quando é publicado na imprensa internacional. Até aí até dá pra dar um desconto, já que a imprensa brasileira, os principais órgãos, são encabrestados pelo PIG, e não merecem confiança de brasileiros sérios. Eu diria até que é muito bom que a imprensa internacional começe a enxergar esses sucessos, como o bolsa familia, porque assim fica muito difícil de o PIG esconder esse sucesso, e é capaz de começar a repplicar essas matérias, e é claro isso é ótimo para o Brasil. Com geitinho é capaz de o PIG, sem querer trabalhar para o bem do Brasil.

Responder

    Jairo_Beraldo

    05 de janeiro de 2011 às 21h52

    Felizmente os blogs sujos e imundos sempre dão um jeitinho de mostrar tudo que o PIG não mostra.Por isso vamos divulgá-los aos amigos. Aliás deveria ter uma ferramenta na capa do blog para a gente mandar convites para nossos contatos diretamente.

Messias Macedo

05 de janeiro de 2011 às 17h22

Capitalismo: o que é isso?
05/01/2011
Em http://www.cartamaior.com.br – blog do Emir [Sader]
###################################
DESAFIO:
Desafio a que algum teórico da direita – defensor do neoliberalismo, versão contemporânea do capitalismo – a contrapor os argumentos sólidos e científicos enunciados pelo ínclito pensador mestre Emir Sader.
O defensor do capitalismo poderá fazer uso da palavra da maneira que melhor lhe aprouver, usando os estúdios da ‘RouboNews’ da província de SUMPAULO, utilizando-se da escrita num folha de papel higiênico ou, simplesmente, encaminhando um e-mail procedente do Instituto Millenium!…

… Um dia, nos longíquos anos, as crianças da época, ao estudarem o capitalismo precisarão de aulas de reforço para entenderem, um pouco, tamanha barbárie e, como bem escreveu o mestre Emir, entender tanta irracionalidade intrínseca ao regime…

[Após 25 anos, a malufista Hebe Camargo deixa o SBT, transferindo-se para a Rede TV! A milionária anciã receberá [míseros] um milhão de reais de salário/mês! É um pouco do trigo, para encher a barriga do pobre, caso este venha a sentir fome!]

NOTA: o desafio a algum direitista continua de pé!

República Universal de Nós Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

    Messias Macedo

    05 de janeiro de 2011 às 18h33

    [Para o enunciado ficar mais inteligível!]

    DESAFIO:
    Desafio a que algum teórico da direita – defensor do neoliberalismo, versão contemporânea do capitalismo – se digne a contrapor os argumentos…

    República Universal de Nós Bananas
    Bahia, Feira de Santana
    Messias Franca de Macedo

    Renato

    09 de janeiro de 2011 às 19h23

    Daqui cem anos, não estarei vivo, mas estarão os meus filhos e os meus netos, com mais capacidade do que eu a derrubar os argumentos das esquerda.
    Eu posso um dia ganhar um milhão por mes, e isso somente o capitalismo permite, pois o socialismo eu ganharia apenas 15 dolares por mes e o lagoa dos patos sem agua.
    Quero que um socialista explique se não foi o socialismo que trouxe chernobil e mar do aral.

    Henrique

    23 de janeiro de 2011 às 00h59

    E eu quero que um capitalista me explique pra que ele precisara de um milhão por mês. Para pagar seu plano de saúde, ou para garantir ao seu filho uma educação ''digna''?
    A não, sabe o que seria melhor?! Se esse capitalista descobrisse que hoje em dia é possível manter a quantidade de produção mundial, com ele trabalhando apenas 4 horas por semana. Ah, claro, mas isso se todo mundo trabalhasse, se não houvesse desemprego, e muito menos se não tivesse alguém que ganhassem em cima do trabalho dos outros, sem ao menos trabalhar.
    E somente para encerrar por aqui. Eu não quero não, eu exigo que um capitaista me explique se não foi o capitalismo que provocou a I G.M., a II G.M., e todas as outras guerras de menosprezadas pela imprenssa mundial? Isso só comentando um pouco. Com isso eu me despeço deixando uma pergunta: – Então Sr. Renato o capitalismo é tão bom assim??

    Messias Macedo

    05 de janeiro de 2011 às 18h42

    [Para o enunciado ficar mais inteligível II!]

    … – se digne a contrapor aos argumentos…

    República Universal de Nós Bananas
    Bahia, Feira de Santana
    Messias Franca de Macedo

    Luciano Prado

    06 de janeiro de 2011 às 15h16

    "RouboNews"… Mais oportuno e apropriado impossível. Mil!

Julio

05 de janeiro de 2011 às 15h45

O maior mérito do bolsa família foi informatizar, cadastrar e unificar o benefício e a moçada.
Claro que beneficiou milhões de brasileiros com poucos recursos e diminuiu a desigualdade tão histórica quanto infame.

Mas acima de tudo : quebrou a espinha dorsal do coronelismo demo-tucano no nordeste. Assistencialista e chantagista era o caminhão-pipa sem registro nem prestação de contas, para os prefeitos amigos. Essa porrada é que foi a maior conquista do bolsa família.

Responder

observadoro

05 de janeiro de 2011 às 15h17

Capaz do PIG agora começar a enaltecer o Bolsa Família, sempre "lembrando" que o programa foi criado pelo FHC, e o Lula só manteve (hahahaha, piada da década)

Responder

    Jairo_Beraldo

    05 de janeiro de 2011 às 21h53

    Nem que a vaca tussa o PIG se dará a esta presteza.

Gustavo!

05 de janeiro de 2011 às 15h09

Que país é esse que precisa de um jornal americano pra reconhecer o sucesso de um programa social!

que eleite é essa que não apalude, e se orgulha de viver num país com menos desigualdade?

o que é? medo de não ter mais a quem chamar de pobre? medo de não ser melhor que alguém? o que fazer se tem um colega e faculdade que mora numa comunidade? bulling!

eu nunca vou entender a classe média brasileira!

Dilma neles!

Responder

O sucesso dos programas de transferência de renda | Paulo Teixeira

05 de janeiro de 2011 às 14h58

[…] Por Tina Rosenberg no Opinionator, do New York Times, e publicado no Viomundo. […]

Responder

ailton martins

05 de janeiro de 2011 às 13h47

O bolsa familia é um programa que mudou as condições de muitas pessoas, respeito, mas o discurso de que não é assistencial e sim transferência, desculpe, mas este discurso é para boi ir dormir, é um sistema assistencial de emergência, é necessário que avance e crie condições sólidas para que as pessoas sobrevivam sem o beneficio, viverão até quando assim? Não estou dizendo para cortar, digo que precisa avançar, consolidar de fato, senão será sempre a unica alternativa pelo qual não se deixa uma geração morrer de fome, mas também coloca sobre ela um cabresto para angariar votos.

Responder

João

05 de janeiro de 2011 às 13h13

E ainda a tucanaiada e asseclas ousam chamar o Bolsa Família de Bolsa Esmola….
Fora partido do bico grande!!

Responder

@Digger_1612

05 de janeiro de 2011 às 12h47

A bolsa família é uma ajuda de custo. Ninguém consegue sobreviver somente com esta ajuda!__É uma política social importantíssima de distribuição de renda, num País ainda muito injusto e concentrador da riqueza na mão das elites perversas e preconceituosas. __Quem é contra repartir o pão entre os que têm fome, bom cidadão não é!…__

Responder

O_Brasileiro

05 de janeiro de 2011 às 11h23

Com tanta injustica, algo tem que ser feito para diminuir as desigualdades, mesmo que seja a curto prazo.

Responder

El Cid

05 de janeiro de 2011 às 10h58

… enquanto isso: blog da Maria Frô – Rosivaldo Toscano defende: 'São Paulo para os Paulistas' #manifesto são paulo para os paulistas http://bit.ly/eE4ng0

Em defesa da Xenofobia – “São Paulo para os Paulistas”*
Por Rosivaldo Toscano em seu blog
04/01/2011

Nos últimos dias foram vistas várias manifestações na internet insultando nordestinos, por parte de uma insignificante, mas barulhenta minoria. Esse fenômeno sectarista e xenofóbico parece ter eclodido das profundezas de nossa sociedade após a campanha eleitoral. Fui pesquisar e encontrei inclusive um movimento intitulado “São Paulo para os Paulistas” que possui até blog na internet. E diz o manifesto desse movimento:
“Quantas vezes você, paulista, presenciou cenas de desrespeito praticado por migrantes?
Invadirem espaços, agirem como se estivessem em sua terra. Imporem sua cultura e costumes à nossa vontade. Inundam nosso estado, exigem serviços, põem-se de ‘vítimas’, apagam nossa identidade. Assim somos desrespeitados. E dentro da nossa terra!
Não bastando, acham-se no direito de proibir o paulista de opinar sobre o tema. Se contrariados, já querem acusar de “conceitos prévios” e denunciar. Impuseram a nós que era um tema proibido, e nós aceitamos isso até hoje.
Porém, estes artifícios sutis usados para nos calar, não são próprios de um sistema democrático. Surge então a idéia de reunir em um Manifesto, o pensamento dos paulistas, não ouvidos e sem espaço na Mídia e pelas autoridades.”
Vieram-me algumas dúvidas sobre a identidade desse movimento. O que caracteriza ser paulista? Ter nascido no estado de São Paulo? O que o distingue dos demais outros povos? O que diferencia um migrante de um imigrante? Gostaria de fazer um exercício de volta no tempo e pensar um pouco.
Primeiro: o Brasil não foi “descoberto” por Cabral. Foi invadido. Havia muita gente morando e vivendo aqui, cara-pálida. E basicamente dois grupos indígenas ocupavam a região que hoje chamamos São Paulo: os Tupi-Guaranis e os Jês. Esses são os verdadeiros donos do pedaço, viu? Estão aqui há pelo menos dez mil primaveras. Antiguidade é posto, todos sabem. Italianos, alemães, Japoneses? Nada disso. Vieram a menos de duzentos anos. (continua)

Responder

    El Cid

    05 de janeiro de 2011 às 10h58

    (Continuando)

    Segundo: há um mito sobre a honrosa origem dos imigrantes europeus. Ao contrário do que se pensa, o europeu que veio pra cá fugia da fome, da guerra, da miséria e da falta de oportunidades na Europa. Não veio gente na primeira classe, pois saibam. Nossos antepassados cruzaram o Atlântico nos porões e na terceira classe dos navios, em péssimas condições de salubridade, não muito melhores do que as dos irmãos negros que sofreram até aportarem em nossas terras. Muitos morreram na longa viagem até aqui. O mesmo se deu com os japoneses. E vieram por gosto próprio. Os únicos que poderiam dizer que foram trazidos a contragosto foram os africanos.
    Assim, alio-me a todos os que defendem São Paulo para os paulistanos. Viva aos verdadeiros paulistanos: os Tupi-Guaranis e os Jês!
    Defendendo os legítimos donos do pedaço, lanço agora, portanto, um segundo manifesto, o mais fiel manifesto de “São Paulo para os Paulistanos”, dirigido EXCLUSIVAMENTE aos que compartilham do primeiro manifesto.
    Fora todos os forasteiros que desrespeitaram a cultura indígena, invadiram espaços, agiram como se estivessem em sua terra; buscaram, ao invés da mandioca, impor a pizza e o sushi. Ao invés do cauim, introduziram uma bebida amarga chamada cerveja.
    Esses forasteiros impuseram sua cultura e costumes à nossa vontade indígena. Inundaram nosso estado com asfalto e cimento impermeáveis, encheram nossas terras de agrotóxicos e nossos lindos vales de automóveis. Nossa garoa agora é infestada de monóxido de carbono. Enfim, apagaram a identidade indígena. Assim, fomos desrespeitados. E dentro da nossa terra!
    Vamos começar tomando de volta o Anhangabaú e o Ibirapuera, e as cidades que ainda conservam nossos nomes indígenas: Caraguatatuba, Guarapari, Guaratinguetá, Ipiranga, Itatiaia, Pindamonhangaba, Sorocaba, Apiaí, Araçatuba, Araçoiaba, Araraquara, Ariranha, Arujá, Atibaia, Avanhandava, Avaré, Bauru, Bertioga, Birigui, Boituva, Borá, Borborema, Botucatu, Buritama, Guaíra, Guapiará, Guará, Guaraçaí, Guarantã, Guararapes, Guaratinguetá, Guariba, Guarujá, Guarulhos, Iacanga, Ibaté, Ibirarema, Ibitinga, Igaraçu, Igarapava, Indaiatuba, Ipauçu, Ipeúna, Ipuã, Irapuã, Itajobi, Itapetininga, Itapeva, Itapevi, Itapira, Itu, Ituverava, Jacareí, Jaguariúna, Jaú, Jundiaí, Mairiporã, Mauá, Moji-Guaçu, Moji-Mirim, Morungaba, Nhandeara, Nuporanga, Pacaembu, Paraibuna, Paranapanema, Pindamonhangaba, Piracaia, Piracicaba, Pirassununga, Piratininga, Sorocaba, Tabapuã, Tabatinga, Taiaçu, Aiuva, Taquaritinga, Taubaté e Votuporanga. Depois será a vez do resto.
    Se você não usa cocar – isto é, já foi corrompido pelos forasteiros e deixou de ser paulista – ou pior, é descendente de alemão, italiano (como eu sou), português e japonês, vá embora agora!
    Mas ir pra onde?
    Se você não tem a cidadania da terra de seus ancestrais (minha esposa pelo menos estará a salvo, pois tem a italiana), não tente ir, pois certamente será deportado. Se tornará, finalmente, um sem-terra!
    Quer então uma sugestão de um lugar para ir? Vá para o Nordeste. Tenho certeza de que lá será recebido como um irmão, como um legítimo brasileiro.

    * Abusei da ironia nessa crônica porque apesar de ser grave a questão, não há como levar a sério tais posicionamentos xenofóbicos. Aproveito para mandar um abraço aos queridos parentes e amigos paulistas, e aos colegas da magistratura de São Paulo que tanto honram a toga que vestem, em especial aos membros da Associação Juízes para a Democracia – AJD – da qual faço parte.

    O_Brasileiro

    05 de janeiro de 2011 às 11h19

    Muito bem colocado!
    Chegaram depois, ocuparam, e agora se acham no direito de expulsar os que querem fazer o que eles fizeram!

Tina Rosenberg: O sucesso dos programas de transferência de renda « CartaCapital

05 de janeiro de 2011 às 10h19

[…] *Matéria publicada no Viomundo […]

Responder

ana

05 de janeiro de 2011 às 10h13

O Bola Família reinventou o matriarcado!

Responder

Arau

05 de janeiro de 2011 às 10h00

É inacreditável como tem gente que entra aqui para destilar bobagens do tipo garçon com não sei quantos filhos vai parar de trabalhar… Acham que todo mundo pensa conforme a sua cabeça (de quem escreveu isso), ou seja, querendo tirar vantagem em tudo. Não sabe o que é a miséria, não sabe o que é a fome, não sabe o que é o abandono social. Muitos dos que recebiam o bolsa família tendo melhorado de vida, pediram espontaneamente para sair do programa, além disso o programa é limitado a 3 filhos (senão ia ter gente dizendo que o programa estimulava o cara a ter 10 filhos, etc, maldade da classe mérdia burrona não falta). O fato é que as classes "D" e "C" que cresceram muito no governo Lula, sustentaram o Brasil no ano da crise, e não deixaram os críticos do Bolsa Família perderem os seus empregos, portanto em vez de criticarem o Bolsa Família, vocês deveriam ajoelhar e agradecer aos pobres e a nova classe média que seguraram os seus empregos.

Responder

mello

05 de janeiro de 2011 às 09h52

Tenho dúvidas sobre o diagnóstico da articulista no que abrange o Brasil. Atribuir a maior parcela do Bolsa Família na ascensão social…E o aumento real do salário minimo? E o substancial aumento da empregabilidade? E o aumento( e a criação, em alguns casos) enorme do crédito ? E o programa Luz para Todos? E o acesso à casa própria? E o acesso dos jovens à universidade ( pública, com as cotas , ou privada, com o Pro Uni ). Porque reduzir a variada política social do governo Lula a um único programa/? Que outro governo de qualquer país fez isso ?

Responder

dukrai

05 de janeiro de 2011 às 09h01

como até o mundo mineral sabe, foi o fernandenrique que mudou o Brasil com o Bolsa-Família, o Lula só copiou.
A política econômica também é a mesma e a projeção do Brasil no exterior começou com o Farol no Itamarati.

Responder

    Marcio H Silva

    06 de janeiro de 2011 às 00h25

    E O Serra foi o melhor Min. da Saude. Descobriu a vacina contra a AIDS, inventou os genericos, e não assinou a lei do aborto……….

Lucas

05 de janeiro de 2011 às 00h33

A desigualdade de renda diminui. Mas o nível cultural-educacional continua precário, a criminalidade aumenta, etc…

Esse bolsa família não resolve o problema no país. O governo deveria dar uma educação de qualidade para que o povo aprendesse a sobreviver no mundo e não dar só uma renda fixa todo mês. Eu acreditava mais no governo do PT, mas ele fez pouco a meu ver, tomando medidas de curto prazo e deixando os principais problemas críticos do país para depois.

Como diz a reportagem, os beneficiados pelo programa deveriam cumprir certas tarefas, mas isso eu não vejo aqui no Brasil. Manter os filhos na escola? Já viram o quanto ridícula é a educação das escolas públicas brasileiras? Que tipo de Cidadãos estamos formando? Eu sou a favor de continuar com o programa, mas precisão apertar mais nessa tecla de obrigações a cumprir para receber essa renda.

Responder

    Angela Mara

    05 de janeiro de 2011 às 01h11

    Quando o Brasil pagar sua dívida com os miseráveis que estão passando fome há 500 anos, o governo poderá exigir muita coisa de quem recebe o Bolsa Família.

    Por enquanto, tem que dar COMIDA SIM.

    Meu Deus, como é difícil pra essa gente entender que a miséria mata de fome e destrói a dignidade do ser humano!!!

    Haja paciência!!!

    carlos jose

    05 de janeiro de 2011 às 09h09

    Lucas, parabéns, pelas observações. Porém, gostaria de lhe dizer que está na ora das pessoas terem um pouco masi de responsabilidade. A família tem que sentir um pouco mais responsável pelo seu destino., não dá pra pôr esta carga nas costas do Estado somente.
    Veja bem, na natureza uma árvore frutífera quando ela é pequena e não suporta os frutos ela os descarta. Quero lhe dizer com isto que é possível evitar filhos antes de serem gerados, opu seja, através de preservativos e outros métodos. Falta d einformação não é. Qaundo as pessoas forem penalizadas ou responsabilizadas seus atos elas refletirão condutas éticas.

    carlso jose

    05 de janeiro de 2011 às 09h10

    Na verdade somos bichos, o homem é o único animal que tem que se tornar homem, os outros sere vivos já nascem sendo o que são e nãoprecisam mudar. Educação escolar é importante, mas resposabilidade é muito mais ainda, dá par aum analfabeto sobreviver, porém, com responsabilidade, e, sem esta não é possivel, não precisamos ser alfabetizados para termos bom senso, responsabilidade. As camisinhas viãm bolas de gás nas festas, o governo distribui aos milhões, só que as pessoas não utilizam.

    Lucas

    05 de janeiro de 2011 às 11h38

    Não se trata só de saber ler se trata de ter o conhecimento do que faz, de como as doenças de sua região agem, como evitá-las, como estudar o meio onde vive, para saber lugares adequados de construir uma casa, por exemplo, de não desmatar os morros, de não construir próximo a rios, de saberem dos seus direitos de cobrar obras de infra-estrutura de suas prefeituras para evitar enchentes, de conseguirem fazer o trabalho do dia-a-dia da forma mais adequada, de produzirem coisas úteis a toda comunidade, do senso de cooperação social, etc…

    Educação é tudo. Define que tipo de povo nós somos, e como vivemos.
    Continuo afirmando que o que o governo faz é só metade de trabalho. Dar a oportunidade para que as pessoas compreendam o meio onde vivem pode ajudar a resolver muitos problemas, praticamente laminá-los do país.

    Carlos Marques

    05 de janeiro de 2011 às 09h37

    Lucas, por que não se pode fazer o ótimo ideal não se deve deixar de fazer o bom real. Saudações.

    Florival

    06 de janeiro de 2011 às 09h55

    Caro Lucas, muito importante que tenhamos pessoas como você, que ainda veem a necessidade de melhorar. Você tem razão quando diz que o bolsa família não resolve o problema do país. Também percebo que não acredita no PT. Não ficou claro se algum dia acreditou, e em quê? Que om que o PT pegou, como você iz medidas de curto prazo. Ele , o PT fez isto também. Só não sei quais sãoos principais problemas críticos do país que o PT deixou para traz. você não mencionou. E educação nas escolas públicas realmente se mostram uma vergonha e isto a gente vê com clareza. Realmente não estamos formando cidadãos com visão, uma visão crítica como a tua. Não tenho como discordar de você sobre a necessidade de continuar, ainda que com o PT, que pena, e que tem mesmo que apertar a tecla das obrigações para poder receber a renda do Bolsa Família. Disse tudo isto para você saber quem tem gente aqui no Blog que concorda com você, te entende. Seja bem vindo. Desulpe-me pela brincadeira, mas faz parte da vida. Não gosto de ofender os que discordam de mim. Sempre acho que um dia eles poderão ver as coisas diferentemente. Por fim, e na brincadeira mesmo que você não seja cadastrado no bolsa família acho que sabe do direito que tem de procurar por um centro oftalmológico do SUS. Imagino que tenha feito algum dia e ainda não foi atendido. Sei que é apenas uma medida de curto prazo para você. Vai precisar de alguns anos para se recuperar do atraso cultural que a péssima escola te legou.Mas, você tem a vantagem de querer melhorar, tornar a visão mais ampla, fiel, com críticas fundamentadas. Parabéns. Voê stá no caminho certo. Permaneça aqui no blog e não se importe com ironias como as minhas. Mas não deixe de ir a um posto do SUS consultar a vista. Elamento te falar que não vai ter alguém com um espeto te obrigando a ir. Nem precisa. Você já percebeu que precisa melhorar sua saúde para contribuir melhor para a formação dos cidadãos. Eu acredito em você. É tudo com humor, brincadeira. Não se ofenda. Mas a questão da vista é coisa séria. Não tenha vergonha de tirar um cartão do SUS. Eu tenho um e não me envergonho de carregar na carteira.Abraço forte, amigo de luta.

    Renato

    09 de janeiro de 2011 às 19h28

    Prefiro o cartão do plano de saúde. Do que a do SUS. APenas é opnião pessoal. Viva em Cuba.

Leider_Lincoln

04 de janeiro de 2011 às 23h44

Leider Silva ficou estranho, mas a tradução ficou ótima, então, tá valendo…

Responder

    dukrai

    05 de janeiro de 2011 às 08h46

    acharam que vc era parente rs

Renato

04 de janeiro de 2011 às 23h38

Ou seja, se um individuo que ganha 750,00 como garçon e tem três filhos o que vai fazer? Vai parar de trabalhar e viver do bolsa famíla.

Responder

    Angela Mara

    05 de janeiro de 2011 às 01h08

    Ah, tá, e por causa de meia dúzia o governo vai prejudicar milhões de pessoas e deixar o país amargando na fome.

    Tem dó, né?

    anderson

    05 de janeiro de 2011 às 03h40

    Não. Ele vai trabalhar. Existem muitas pesquisas sobre isso. Pode procurar.

    Gerson Pompeu

    05 de janeiro de 2011 às 07h48

    ????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????

    dukrai

    05 de janeiro de 2011 às 08h51

    trollzinho, a sua mãe não recebeu bolsa-família e vc fugiu da escola. esse garçom não ia trocar o salário dele de 750 reais por menos de 80 reais da bolsa-família.

    Renato

    09 de janeiro de 2011 às 19h36

    Cara, respeita as mães, principalmente a minha, Eu fui um aluno exemplar na escola, eu tirava 10 em tudo. Exceto em História, por causa dos professorizinhos de esquerda como você, já que nunca me influenciavam. Eu falava para eles a mesma coisa que falo a vc. Viva em Cuba, com U$ 15,00 por mês.

    A minha mãe é professora municipal aposentada.

    Zé das Couves

    05 de janeiro de 2011 às 09h40

    Não seja ridículo. O valor máximo do Bolsa-Família é de R$ 200,00, ninguém em sã consciência deixa de trabalhar pra viver do benfício simplesmente porque é impossível. Se duvida, tente sustentar 3 crianças com duzentão…

    Siron

    05 de janeiro de 2011 às 10h15

    vc não sabe fazer conta, não?! 750 reais são 416 dólares. Diga aí que matemática é essa, amigo?! Quando o Bolsa Família paga 416 dólares para alguém?!

    Mariana Andrade

    05 de janeiro de 2011 às 12h49

    Existem pessoas que teimam em medir os outros usando a própria régua!

    ana

    05 de janeiro de 2011 às 15h34

    Renato,

    Você e milhares de pessoas ainda não compreenderam o Estado do Bem Estar Social. Assim, ficam a repetir o trololó de sempre.

    João R.

    05 de janeiro de 2011 às 21h18

    Só se ele for um garçon que não sabe fazer contas…o benefício máximo não chegaria aos R$ 750 do salário.
    E mais, ninguém troca um emprego certo por um benefício que pode evaporar a cada 4 anos, sob a ameaça da direita raivosa.

David R. da Silva

04 de janeiro de 2011 às 23h15

Lembro-me, quando o Prefeito de Nova York, convidou o Ministro Patrus Ananias, para uma palestra em Nova York e o PIG debochava. A Seguir, o Prefeito Magnata, um dos homens mais ricos do Mundo, resolveu adotar essa tecnologia social Brasileira. E o PIG Brasileiro se fingiu de morto. É um Horror, o PIG Brasileiro, e agora, é obrigado a divulgar o SUCESSO do Bolsa Família. que Coisa! O PIG Tupiniquim, está engolindo o SUCESSO do PT. de Belo Horizonte.

Responder

ZePovinho

04 de janeiro de 2011 às 22h56

Eu fico com a Lúcia HIPOLLITRO.Esses programas foram um erro "PURÍTICOOOOOO!!!!!!!!!!!"

[youtube mX74ohI_kX0 http://www.youtube.com/watch?v=mX74ohI_kX0 youtube]

INESQUECÍVELLLLLLLLLLLLLLL!!!!!!!!!!!!!!!!!KKKKKKKKKKKKKKKKK!!!!!!!!!!!!!!!

Responder

    Guilherme Souto

    04 de janeiro de 2011 às 23h14

    Beber a maioria das pessoas bebem, e eventualmente até "pegamos" uns porres!

    Agora, essa mulher é uma desqualificada, mas foi bom o Brasil – parte dele – ter sabido dessa passagem, pois assim essa professora fica um pouco mais desacreditada.

    Marcio H Silva

    06 de janeiro de 2011 às 00h30

    Reportagem nos PIGs: ela tava bebendo com o pres. Lula.

kimparanoid

04 de janeiro de 2011 às 22h37

Seria engraçado ver a reação daquela elite que tira os sapatos pra entrar nos EUA, e que costuma chamar o Bolsa-Família de Bolsa-Esmola, ao ver tudo isso que foi dito sobre esse programa no NY Times:

"Este é provavelmente o mais importante programa de governo antipobreza que o mundo já viu. Vale a pena saber como funciona e porque foi capaz de ajudar tanta gente."

Responder

edv

04 de janeiro de 2011 às 22h28

O que a mediocrelite e a mírdia oligárquica de mão única não entendem é que o dinheiro que vai para os pobres alimenta e faz girar a economia interna.
Já os da ponta da pirâmide, frequentemente vão ficar estacionados em paraísos fiscais, alimentando economias externas.

Responder

Luiz Claudio

04 de janeiro de 2011 às 22h23

A análise é boa, isenta e fundamentada. Era isso que os nossos jornalões deveriam publicar se, como disse o Vítor, não estivessem preocupados em pigar (neologismo), em derrubar opositores.

Responder

edson fachin

04 de janeiro de 2011 às 21h38

quem tinha 7 filhinhos em 2003, ganhava r$ 200,00 por exemplo, dai apareceu o Lula,deu bolsa familia e para quem deixasse seu filho na escola e outras coisitas mais…talvez passou a ganhar ums r$ 1000,00 , nada mal, Opa!!!! nada de salario maior que r$ 540,00, teremos que privatizar a INFRAERO,que esta acontecendo ou vai acontecer??????? ee ai apareceu a Dilma, bom eu acho que ela não é assim tão demagoga, será????

Responder

    Eduardo

    05 de janeiro de 2011 às 01h48

    Falou merda,
    Primeiro porque ninguém recebe este valor do Bolsa Família, segundo porque em outros países o valor é maior.
    Sabia que a ajuda de custo na Alemanha pode chegar ao valor de 1700 euros? Seu patético!

    edson fachin

    06 de janeiro de 2011 às 22h48

    sabia sim, sei tambem que os americamos tambem ganham cestas basicas…mas não sei se lá nestes países estes beneficios são usados para fins eleitoreiros, poderia me informar por favor.
    vamos voce sabe que estamos no Brasil, eu distribui "o leite das crianças" aqui no Paraná em uma escola publica durante 2 anos …queres saber? não sou tão patético assim, o Sr. pode ser pois não particpou, garanto, diretamente de nenhum desses programas….

    dukrai

    05 de janeiro de 2011 às 08h57

    oba, mais um trollzinho pra divertir a galera, levou bomba em aritmética e pior ainda de língua pátria kkkkkk

    Leider_Lincoln

    05 de janeiro de 2011 às 12h40

    Huahuahuahuahua: esse aprendeu matemática com o Serra: UiRNvK95438 http://www.youtube.com/watch?v=UiRNvK95438 youtube]

    edson fachin

    06 de janeiro de 2011 às 22h43

    poderia me decifrar "trollzinho" e-mail [email protected], por favor, vejo que é estudado como dizem os pobres.

    Zé das Couves

    05 de janeiro de 2011 às 09h46

    Pare de falar bobagem, ninguém ganha R$1.000,00 de Bolsa-Família. O valor máximo do benefício é de R$ 200,00, pra quem tem 3 filhos em idade escolar. Tente sustentar 3 crianças com duzentão…

    edson fachin

    06 de janeiro de 2011 às 22h27

    ue mas então como saiu da pobresa extrema e subiu para classe c, com duzentinho???

    Jorge

    05 de janeiro de 2011 às 11h21

    Fala a verdade, quando a pessoa é um lorpa, ele faz questão inclusive de justificar. Vá ler um pouco mais antes de abrir comentários deste tipo, indecentes até em pensar que outros não pensam.

    Vai tomar seu Todinho com Neston de hoje.

    edson fachin

    06 de janeiro de 2011 às 22h38

    falou nada com nada mas, não me ofendi não.

    João R.

    05 de janeiro de 2011 às 21h20

    O Edson deve estar pensando em ter 7 filhos, para ganhar um dinheiro "fachin". Mas a verdade não é bem assim. Aprenda a fazer contas, se informe e vc vai descobrir que tudo que vc escreveu é besteira.

    edson fachin

    06 de janeiro de 2011 às 22h31

    não é besteira não , eu não afirmei os valores são só ficticios, eu trabalho em escola publica e ouço as mães estarem preocupada com a "presença" dos filhos. senão perdem o bolsa.
    João o que tu faz, de real mesmo….sabe o que da vida. é pobre, foi pobre ou, be, sabes destas coisas?
    mande-me um e-mail [email protected]

sergio

04 de janeiro de 2011 às 21h24

Divulgue PIG!

Responder

adairjr1

04 de janeiro de 2011 às 21h02

Porque são os jornalões brasileiros !

Responder

Bonifa

04 de janeiro de 2011 às 20h59

Análise muito superficial, historicamente falando. Pressupõe que todos os países latino-americanos são iguais. O México nunca tev um décimo da institucionalidade que o Brasil tem. O Brasil foi absolutamente desigual, mas absolutamente institucional desde Dom João VI.

Responder

    edv

    04 de janeiro de 2011 às 22h23

    Êpa!

    augusto

    04 de janeiro de 2011 às 23h40

    como assim cara palida?

    Leider_Lincoln

    04 de janeiro de 2011 às 23h46

    Faz sentido. De fato, para o mal ou para o bem, instituições, pelo menos Estado, temos mais que quaisquer outros países latino-americanos. E já há séculos.

    edv

    05 de janeiro de 2011 às 16h24

    Fui lacônico demais. A interjeição deveria ser seguida de …"Absolutamente institucional?!"…
    Não questiono o comentário integral, pois não conheço tão bem assim a história dos mais de 2 dezenas de países da América Latina, para compará-las com a nossa neste aspecto.
    Mas nosso Brasil passou por capitanias hereditárias (!), reino "unido" entre Napoleão e os ingleses, um dos ÚLTIMOS a chegar a independência (além da abolição), para não voltar a ser colônia, foi império numa América já eminentemente republicana, república por deposição, presidentes depostos (desde o primeiro, não eleito), impedidos, ou impostos, golpes e ameaças de, várias capitais, diversas constituições e remendos, atos Institucionais… (ah, entendi: "institucionais"!)…
    Se há um país que se aproxima do "absolutamente institucional" (que não significa igualdade, como mencionado) é os EUA, que declarou sua independência, com UMA constituição, já republicana e federativa, com presidentes eleitos e sem golpes desde então.
    Por que "se aproxima"?!
    Porque últimamente estão caminhando para esquecer sua história institucional.

Bolsa Família foi copiado e está presente em 40 países « Dilma Presidente – @Porra_Serra_

04 de janeiro de 2011 às 19h41

[…] Para os céticos, que acreditam que programas sociais nunca funcionam em países pobres e que a maior parte do que é gasto com eles é roubado, os programas de transferência condicional de renda são uma resposta convincente. Aqui estão programas que ajudam os que mais precisam de ajuda e que fazem isso com pouco desperdício, corrupção ou interferência política. Mesmo programas pequenos, que atendam uma única vila e sejam bem sucedidos, são motivo para celebrar. Fazer isso na escala que México e Brasil fizeram é impressionante. https://www.viomundo.com.br/voce-escreve/tina-rosenberg-o-sucesso-dos-programas-de-transferencia-de-r… […]

Responder

Fernando

04 de janeiro de 2011 às 19h38

Por que os jornalões brasileiros não fazem matérias assim?

Responder

    Vitor Eduardo

    04 de janeiro de 2011 às 20h19

    Eles estão ocupados tentando derrubar seus opositores…

Morvan

04 de janeiro de 2011 às 19h36

O Programa Bolsa Família e seus congêneres funcionam porque o valor per capita, mesmo consideravelmente pequeno, é constante. Dá a quem o recebe o direito de vislumbrar um futuro; dá ao beneficiário o direito de planejar o amanhã, dentro de seu alcance. Importante ressaltar que o Programa precisa de critérios. Os critérios aqui a algures parecem ser bastante sensatos, pois na maioria dos casos vinculam o recebimento do benefício a desempenho escolar e a cuidados com saúde. Conjuntamente com uma universalização de informação e de educação, a longo prazo, podem e certamente alavancarão o país que o implementa a novos patamares e o colocarão na vanguarda mundial.
Só os desinformados podem ser contra os Programas de Benefício Condicionado. Além destas características que citamos, eles evitam que estas dotações sejam amealhadas pela corrupção, ou seja, a sociedade ganha duplamente. É transferência e redistribuição de renda. Daí a grita da elite contra o Programa. Sem esta intervenção do Estado, o dinheiro iria para eles, os tubarões de todas as nuanças do termo.
É compreensível, dentro da ótica esquizofrênica e egoísta das elites.
Mas os Governos estão aí mesmo para subverter e mudar.
Viva o Brasil.

Morvan, Usuário Linux #433640

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